Estive em um velório, a um tempo atrás, e ouvi uma pessoa presente falar, exatamente, a última estrofe desta música antiga, de Billy Blanco: “Todo mundo é igual, acaba com terra por cima...”. Isso me levou a refletir nas vezes em que nos achamos melhores que outra pessoa, superiores, ou quando agimos como se fossemos algo mais do que outros.
Segue a música, que além de divertida, é uma excelente reflexão para nós e nossos filhos.
Composição: Billy Blanco
Não fala com pobre,// Não dá mão a preto
Não carrega embrulho // Pra que tanta pose, doutor
Pra que esse orgulho// A bruxa que é cega
Esbarra na gente // E a vida estanca
O enfarte lhe pega, doutor //E acaba essa banca
A vaidade é assim, //Põe o bobo no alto
E retira a escada // Mas fica por perto
Esperando sentada // Mais cedo ou mais tarde
Ele acaba no chão // Mais alto o coqueiro,
Maior é o tombo // Do coco afinal
Todo mundo é igual // Quando a vida termina
Com terra em cima // E na horizontal
sábado, 22 de junho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
EmContando - 39 - Lições de cada dia
Cheguei de mais uma visita ao CTI. Minha amiga está se recuperando, graças a Deus. Está mais corada, respira melhor e hoje olhou-me bem nos olhos. Vim com o coração mais leve.
Desci do ônibus no Largo dos Leões. Tião estava sentado no banco verde da praça arborizada. Cochilava tranquilo com o queixo caído no peito. Tião é forte, em torno dos 60 anos de idade. Tem a pele escura e cabelos crespos, ligeiramente grisalhos. Seu semblante é sempre sereno e só fala o necessário. Como extensão do banco verde, ele enfileirou uma série de caixotes servindo de balcão para sua livraria de segunda mão. Além de livros, vende DVDs, CDs, muitas vezes clássicos, e reserva um cantinho para pequenos objetos como caixinha de música, abotoaduras, bichinhos e flores de gesso, antigas imagens de santos, caixinhas de porcelana ... Tudo muito velho, tirados do baú.
Tião dormia tranquilo. Passei por ele e sorri. Parecia feliz em sua simplicidade. Rapidamente, desviei os olhos para um barulho no asfalto. Os carros estavam parados na faixa, esperando o sinal abrir quando surgiu do nada uma espécie de skate quadrado com um passageiro nele sentado, sem pernas. Ele vinha em toda a velocidade em direção dos carros, e no último instante, antes de bater, girou o corpo e seu veículo subiu pela rampa da calçada, esbarrando de leve na mocinha que ali fazia seu estranho trabalho. Ela assustou-se, deu um grito, mas logo os dois riram do incidente.
A
mocinha, quase uma adolescente, tirava latas de alumínio de um saco, na beira da rua, e jogava-as sobre asfalto no momento exato em que o sinal abria para os carros. As latas pipocavam debaixo das rodas e quando os carros se afastavam e o sinal fechava novamente, ela corria e recolhia as latas achatadas e jogava outras. Era esse o seu trabalho. Fiquei encantada; sorri de novo. Ali, tão pertinho, no tempo e no espaço, três cenas tão inusitadas!
Minha amiga, Tião, o jovem do carrinho e a menina das latas me acalentaram o coração naquela tarde. Quatro vidas, quatro histórias, quatro pessoas lutando pela vida superando o quase insuperável, esperando, confiando e sem complicações, fazendo a vida acontecer.
Agnes G.Milley
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Dicas para fazer bolos
Mesmo as mais experientes boleiras precisam relembrar, às vezes, detalhes simples mas fundamentais. Estas dicas são da Andreia, do blog Aromas e Sabores.
"Quando comecei a cozinhar tive muitas dificuldades, solei vários bolos e queimei outros tantos. Hoje em dia estou melhor e raramente erro. Não sou experta em confeitaria, mas reuni aqui algumas dicas que fui aprendendo ao longo dos anos, para ajudar o boleiro iniciante e facilitar sua vida na cozinha.”
Dicas
- 1. Antes de começar a fazer o bolo, verifique se tem todos os ingredientes necessários em casa. Essa dica parece óbvia, mas eu nem sempre sigo e fico igual a uma pateta com os ovos quebrados, forma untada e sem açúcar!
- 2. Utilize ingredientes em temperatura ambiente. Nãose lembrou de tirar da geladeira? Utilize o micro-ondas muito rapidamente. Eu coloco até meus ovos por lá... Mas bem aos pouqinhos e com muito cuidado para não cozinhar!
- 3. Unte a forma/tabuleiro com manteiga e polvilhe com farinha de trigo. Faça isso antes de começar a fazer o bolo. Unte bem, verifique se os cantinhos estão com gordura.
- 4. Para untar a forma, gosto de usar um pedaço de papel toalha, ou então o próprio pacote da manteiga. Assim não meleco os dedos. Um pincel pode ser usado mas terá que ser lavado ao final...
- 5. Quando a receita pede para bater as claras separadamente, faça isso antes de bater os outros ingredientes. Dessa forma você não precisa lavar as pás da batedeira entre os processos.
- 6. Falando em claras: para bater claras em neve, sua tigela e os utensílios devem estar sem nenhuma gordura para que elas cresçam.
- 7. Peneire a farinha e outros ingredientes secos antes de usar para evitar bolinhas na massa e algum bichinho penetra... Outro dia peneirei e veio uma larva... Eca!
- 8. Aprendi a misturar a farinha de trigo mexendo a massa de baixo para cima com uma colher de arroz, e raramente tenho massa com bolotas.
- 9. Ao misturar as claras em neve ao final da preparação, misture muito delicadamente. Se a massa estiver muito densa, misture um terço das claras primeiro, do jeito que der, e depois o restante com cuidado. A clara em neve vai deixar seu bolo mais aerado, mais fofo. Se as claras forem misturadas com muito empenho esse efeito se perderá.
- 10. Ao incorporar ingredientes em pedaços, como castanhas, passas e chocolate, envolva-os com farinha. Isso faz com que se espalhem de forma mais uniforme pelo bolo.
- 11. O forno deve sempre estar pré-aquecido. Ligue-o antes de começar a bater o bolo na temperatura que a receita aconselha. Um forno demora em média 20 minutos para aquecer: se ele ainda está com a porta embaçada, é porque não está quente o suficiente.
- 12. A temperatura ideal do forno para um bolo comum é normalmente de 180°c, ou seja, forno médio. Mas atenção, quanto mais densa e pesada for a massa de seu bolo menor deve ser a temperatura do forno, para que ele asse bem por dentro e não queime por fora.
- 13. Bolos assados em forma de bolo inglês ou formas muito altas também levam mais tempo para assar e pedem temperaturas mais baixas.
- 14. Não encha demais a forma para que seu bolo não transborde. Deixe vazio pelo menos um dedo em um tabuleiro e dois dedos em um forma mais funda.
- 15. Não abra o forno durante o crescimento do seu bolo.
- 16. Para verificar se seu bolo está pronto, faça o teste do palito. Insira um palito de dente no centro do bolo e retire. Se o palito sair limpo, o bolo está assado. Se estiver com massa grudada, deixe seu bolo no forno por mais tempo. Se o bolo estiver muito dourado e ainda cru, diminua o forno.
- 17.Quando abrir a porta do forno, olhe para seu bolo: se ele "sambar" como uma gelatina, é porque está cru por dentro. Feche a porta rapidamente.
- 18. Não seja guloso! Espere o bolo esfriar um pouco antes de desenformar para que ele saia por inteiro da forma.
- 19. Não desista! Bolo não é difícil de fazer; com paciência, carinho e uma boa receita, seu bolo vai ficar delicioso!
- 20. Se você não tem muita experiência ou tempo, teste uma receita básica e, se gostar, utilize-a sempre, mas variando o sabor. Troque o leite por sucos diversos, acrescente castanhas, chocolate, canela, frutas, etc.
- 21. Ao acrescentar chocolate em pó em uma receita de bolo, reduza a quantidade de farinha de trigo proporcionalmente, ou seja, se acrescentar 50 g de chocolate em pó, diminua 50 g de farinha.
- 22. Ao limpar os utensílios engordurados, utilize água morna. Água fervente pode fazer com que a gordura grude ainda mais.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Não nos perturbemos com os nossos defeitos
"A tristeza que é segundo Deus, afirma S. Paulo, produz uma penitência estável para a salvação; a tristeza do mundo produz a morte." (2 Cor 7,10) A tristeza pode, pois, ser boa ou má, conforme os efeitos que produza em nós. Mas, em geral, produz mais efeitos maus que bons, porque os bons são apenas dois: a misericórdia - o pesar pelo mal dos outros -, e a penitência - a dor de ter ofendido a Deus -, ao passo que os maus são seis: medo, preguiça, indignação, ciúme, inveja e impaciência. Por isso, diz o Sábio: "A tristeza mata a muitos e não há utilidade nela"(Ecle 30,25), já que, para dois regatos de águas límpidas que nascem do manancial da tristeza, nascem seis de águas poluídas).
"Devemos entristecermo-nos, mas com um arrependimento verdadeiro, não com uma dor mal-humorada, cheia de despeito e indignação. O verdadeiro arrependimento é sempre calmo, como todo o sentimento inspirado pelo bom Espírito: "o Senhor não está a perturbação“ (3 Re 19,11). Onde principiam a inquietação e a perturbação, a tristeza má passa a ocupar o lugar da tristeza boa.
"A má tristeza - insiste S. Francisco de Sales - deprime e perturba a alma, inquieta-a, incute-lhe temores desmedidos, tira-lhe o gosto pela oração, atordoa e fatiga lhe a cabeça, impede-a de tirar proveito dos bons conselhos, de tomar resoluções, de formar juízos, de ter coragem, e abate-lhe as forças.(...)
Em resumo: não vos aborreçais, ou, pelo menos, não vos perturbeis por vos terdes perturbado; não vos abaleis por vos terdes abalado; não vos inquieteis por vos terdes inquietado por causa desses impulsos incômodos. Recuperai o domínio do vosso coração e colocai-o suavemente nas mãos do Senhor. Fazei, na medida do possível, que o vosso coração torne a estar em paz convosco mesma, ainda que vos saibais miserável...
Sempre que virdes o vosso coração amargurado, limitai-vos simplesmente a apanhá-lo com a ponta dos dedos, não de punho fechado, bruscamente... É necessário ter paciência e afagar o coração, animando-o; e quando estiver muito intranquilo, é preciso segurá-lo como a um cavalo desembestado, firmemente, sem o deixar correr à solta atrás dos sentimentos."
Extraído do livro “A arte de aproveitar as próprias faltas”, de Joseph Tissot
terça-feira, 18 de junho de 2013
Truques e dicas
Ocasiões especiais exigem cuidados extras. Então resolvemos pesquisar algumas dicas, para aumentar o efeito que os produtos conhecidos de maquiagem já produzem, permitindo excepcionais resultados para aqueles momentos em que queremos brilhar, literal ou metaforicamente.O novo mas já famoso BB Cream é a primeira ferramenta. Condensa em um só três etapas básicas: hidratante suave, primer facial e base. E alguns já vêm enriquecidos de vitamina E, chá verde, e outros componentes que ampliam seu alcance. Se quiserem usar um primer somente, este também recebe "aditivos", tipo ácido hialurônico, linoleico e linolênico, que protegem a pele contra agressões do sol, poeira e vento.
Bases há muitas e boas, mas Dior Skin Sculpt, nada barata, mas vale cada real, pois faz de um tudo: contém silicone líquido e cera de abelha, dando uma erguida na pele, o que chamam em maquiagês de "UP", disfarça rugas e é ótima para fotografias.
O corretivo Dermacolor Camouflge Creme, da Kriolan é
fantástico para encobrir manchas, cicatrizes, vasinhos e vitiligo. Só acho que sua consistência é demasiado pesada para a área dos olhos, prefiro o imbatível corretivo da Lâncome. Porém os de marcas nacionais são bons em sua maioria.
Pós faciais pra tirar o brilho devem ser aplicados suavemente com pincel próprio, para não pesar. Uso sempre o translúcido da Payot, que tem partículas mínimas de brilho, podendo ser empregado no dia a dia, e é barato.
Chegamos aos olhos, peças fundamentais para a beleza. É preciso prepará-los bem, com creme ou máscaras que clareiem olheiras e reduzam bolsas e inchaços, para que a maquiagem se destaque. O preferido da hora é o delineador. Pode ser o maravilhoso da Mac, em mousse, o que facilita demais a aplicação, ou um lançamento da Revlon, à prova d'água, resistente ao suor, lágrimas e tempo. Para completar a Máscara de Cílios Outrageous, da Sephora, que dá um volume esplêndido!
Já ficou claro que carregar nos olhos indica não destacar a boca. Mas, para um dia especial, à noite, por que não olhos esfumados e boca vermelha, com batom do tipo matte, fosco que não desidrata os lábios. Um truque é, além de contornar os lábios com lápis do mesmo tom do batom, arrematar o primeiro lápis com um contorno de lápis branco, só no topo, naquele V que é chamado de arco do cupido, ou embaixo da parte mais carnuda do lábio inferior. Vai dar uma sensação de volume sem igual.
Em próximo texto vamos falar sobre como destacar a pele do corpo, aguardem!
Maria Teresa Serman
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Churrasco combina com vinho, sim!
"Você chamou alguns amigos para estrear a sua churrasqueira no final de semana e já tem a comida sob controle, então que tal surpreendê-los com a bebida? Saiba que há estudos que explicam em detalhes o porquê de a harmonização entre carne vermelha e vinho tinto ser tão perfeita. Acontece que a proteína da carne suaviza os taninos do vinho, enquanto a bebida ajuda a contrabalancear a gordura da carne. Isso, no nosso paladar, é entendido como uma verdadeira sinfonia de sabores e sensações. E aí, já está convencido a abandonar a cerveja?"

Uma combinação harmoniosa, como dizem os especialistas(sommeliers),
se faz entre a carne e alguns tipos de vinhos, de intenso sabor e persistentes no paladar, de modo que o gosto naturalmente acentuado da carne vermelha não se anule, e nem anule a bebida, por outro lado. Uma casta recomendada no caso é o Cabernet Sauvignon puro, como alguns italianos da região do Veneto, na Itália.
O tempo que o vinho "hiberna" em barricas de carvalho intensifica seu sabor, conferindo-lhe a qualidade que se chama de "amadeirado". Nesse caso, há "cortes" ou "varietais" vinhos que mesclam mais de um tipo de uva, como alguns espanhóis, também trazendo em sua composição a Cabernet Sauvignon.
Vale ou não vale uma traição à "loura"?
Maria Teresa Serman
Trecho entre aspas e consultoria geral do endereço www.contato@epicerie. com.br
domingo, 16 de junho de 2013
SANTIFICAR A ATIVIDADE DE TRABALHAR
Uma expressão de São Josemaria(Escrivá), que saía com frequência dos seus lábios e da sua caneta, introduz-nos no esplêndido panorama da santidade e do apostolado no exercício de um trabalho profissional: para a grande maioria dos homens, ser santo supõe santificar o próprio trabalho, santificar-se em seu trabalho, e santificar os outros com o trabalho.São três aspectos de uma mesma realidade, inseparáveis e ordenados entre si. O primeiro é santificar – fazer santo – o trabalho, a atividade de trabalhar. Santificar o trabalho é tornar santa essa atividade, fazer santo o ato da pessoa que trabalha.
Disto dependem os outros dois aspectos, porque o trabalho santificado é também santificador; santifica-nos a nós próprios e é meio para a santificação dos outros e para inundar a sociedade com o espírito cristão. Convém, portanto, que nos detenhamos a considerar o primeiro ponto: o que significa tornar santo o trabalho profissional.
"É imprescindível procurar de um ou de outro modo a presença de Deus".
Um ato nosso é santo quando é um ato de amor a Deus e aos outros por Deus, um ato de amor sobrenatural – de caridade – o que pressupõe, nesta terra, a fé e a esperança. Um ato assim é santo porque a caridade é participação da infinita Caridade, que é o Espírito Santo [16], o Amor subsistente do Pai e do Filho, de modo que um ato de caridade é um tomar parte na Vida sobrenatural da Santíssima Trindade, um tomar parte na santidade de Deus.
O trabalho santifica-se de fato quando se realiza por amor a Deus, para dar-Lhe glória – e, consequentemente, como Deus quer, cumprindo a Sua Vontade, praticando as virtudes cristãs informadas pela caridade – para oferecê-lo a Deus em união com Cristo, já que «por Ele, com Ele e n’Ele, a Ti, Deus Pai Todo Poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória».
Coloca um motivo sobrenatural na tua atividade profissional de cada dia e terás santificado o trabalho. Com estas breves palavras, o fundador do Opus Dei mostra a chave da santificação do trabalho. A atividade humana de trabalhar santifica-se quando se leva a cabo por um motivo sobrenatural.
O decisivo não é, portanto, que saia bem, mas que trabalhemos por amor a Deus, já que isto é o que Ele procura em nós: Deus olha o coração. O decisivo é o motivo sobrenatural, a finalidade última, a retidão de intenção da vontade, o realizar o trabalho por amor a Deus e para servir os outros por Deus. Eleva-se assim o trabalho à ordem da graça, santifica-se, converte-se em obra de Deus, operatio Dei, opus Dei.
Do site www.opusdei.org.br
sábado, 15 de junho de 2013
A Jornada mundial da juventude e o Papa
A jornada, seu nome já expressa, é para os jovens católicos do mundo inteiro se encontrarem com o Papa, agora o Papa Francisco.Para começar, a mídia trata-a com excessiva intimidade, que se traduz em desrespeito ao nosso Papa quando o chama apenas de Francisco. Quando se referem ao presidente dos EUA dizem presidente Obama; ao aiatolá, chamam-no por seu título,o mais alto dignitário na hierarquia religiosa islâmica. Portanto, pelo menos por educação, devem chamá-lo de Papa Francisco.
Minha filha caçula comentou que sua professora de história falou, em sala de aula, que o Papa estava promovendo essa jornada para arrebanhar jovens para a Igreja, que estava carente de gente jovem. Grande engano o dela.
A Igreja já faz esse evento há algum tempo, para congregar os jovens católicos em um encontro mais íntimo com o Papa, o representante de Cristo na terra. Os jovens católicos já são numerosos ao redor do mundo, e precisam deste carinho e intimidade com aquele que, para nós todos é a antecipação do nosso Pai do céu.

Os professores, principalmente os de história, costumam manipular a história da Igreja, visando mostrar uma entidade fraca, decrépita e decaída por seus princípios, com o objetivo de fazer uma lavagem cerebral em seus alunos, para plantar suas ideias relativistas ou até mesmo atéias. Nenhum deles estudou, de fato, a história real da igreja, sem a visão marxista que aprenderam e teimam em seguir, seja ela verdadeira ou não.
Lamento que vejam assim a nossa Igreja, porém o mal não fica por aí, querem tirar dos jovens alunos a luz da verdadeira fé, para inculcar-lhes falsos conceitos de vida, onde não há lugar para Deus.
A Jornada Mundial é da Juventude, quer dizer, é com a juventude. Os jovens católicos juntam-se para demonstrar e fortificar seu amor a Deus e à sua mãe, a Igreja, trocando ideias, aprendendo com outros jovens de outros lugares, outras nações, e todos juntos bebendo da mesma fonte. Ninguém nem nada os obriga, só a fé e a graça do batismo.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
..."mas é absolutamente impossível viver sem esquecimento" Nietszche
Recomeçar sempre, agora; já passou da hora; toda hora é hora; a cada dia basta seu fardo; a vida se refaz a cada dia; sempre é tempo de recomeçar.
E é melhor deixar quem sabe tomar a palavra:
Depende de Nós
Ivan Lins
Depende de nós
Quem já foi ou ainda é criança
Que acredita ou tem esperança
Quem faz tudo pra um mundo melhor
Depende de nós
Que o circo esteja armado
Que o palhaço esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente precise sonhar
Que os ventos cantem nos galhos
Que as folhas bebam orvalhos
Que o sol descortine mais as manhãs
Depende de nós
Se esse mundo ainda tem jeito
Apesar do que o homem tem feito
Se a vida sobreviverá
Maria Teresa Serman
E é melhor deixar quem sabe tomar a palavra:
Depende de Nós
Ivan Lins
Depende de nós
Quem já foi ou ainda é criança
Que acredita ou tem esperança
Quem faz tudo pra um mundo melhor
Depende de nós
Que o circo esteja armado
Que o palhaço esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente precise sonhar
Que os ventos cantem nos galhos
Que as folhas bebam orvalhos
Que o sol descortine mais as manhãs
Depende de nós
Se esse mundo ainda tem jeito
Apesar do que o homem tem feito
Se a vida sobreviverá
Maria Teresa Serman
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Refeição rápida: Filé de Frango ao Molho
Ingredientes
Leia mais aqui: http://www.aromasesabores.com/2013/04/file-de-frango-ao-molho-cremoso com.html#ixzz2Rmog2p2N
- 1 kg de filé de frango cortado em bifes
- Sal e pimenta-do-reino a gosto
- Manteiga para grelhar os bifes
- 1 cebola grande cortada em tiras
- 2 colheres de sopa de azeite
- 250 ml de caldo de frango
- 1 colher de chá de amido de milho
- 1/2 colher de chá de páprica defumada ou páprica picante
- 300 g de creme de leite
- 100 g de passas sem sementes
- 100 g de nozes picadas
- Sal e pimenta-do-reino a gosto
- Tempere os bifes de frango com sal e pimenta. Grelhe os bifes em frigideira quente com manteiga até dourarem dos dois lados. Não deixe a frigideira queimar, vamos precisar da borra que fica grudada nela para dar mais sabor ao molho.
- Retire o frango da frigideira. Junte a cebola na frigideira com o azeite e refogue até que fique macia.
- Junte o caldo de frango e ferva por alguns minutos para que a borra grudada se solte. Engrosse o caldo com o amido dissolvido em uma colher de sopa de água.
- Junte a páprica, o creme de leite, as passas e as nozes. Deixe ferver outra vez. Tempere com sal e pimenta a gosto.
- Sirva o frango com o molho por cima.
Leia mais aqui: http://www.aromasesabores.com/2013/04/file-de-frango-ao-molho-cremoso com.html#ixzz2Rmog2p2N
quarta-feira, 12 de junho de 2013
EmContando – 38 - Dia dos Namorados
No terceiro século de nossa era Cristã, o Imperador Claudius II proibiu o casamento de jovens por considerar os rapazes solteiros melhores soldados que homens casados com esposa e filhos. Vivia, então, em Roma, o presbítero Valentino que discordou do decreto injusto do Imperador, e secretamente, continuou a casar os jovens casais apaixonados. Descoberto, foi martirizado no ano 270. O dia de São Valentino é comemorado no dia 14 de fevereiro.
ao dia dos namorados,( Valentine’s Day) na Europa, Estados Unidos, Canadá, México e Austrália. Não sei quanto aos demais países, mas nos Estados Unidos, a festa passou a ser um espécie de Dia do Bem Querer. Todo o país é coberto por corações vermelhos, e lembranças, cartões, doces e flores são trocados entre todos que se querem bem. Segundo minha irmã Kate, mesmo entre os que não se querem tão bem, uma vez que é difícil não presentear, por exemplo, um colega de trabalho e não os demais. Assim sendo, a troca de cartões e presentes é generalizada. No Brasil a festa foi introduzida no século passado e o dia escolhido foi a véspera do Dia de Santo Antônio, por ser ele tão querido por aqui e por sua fama de santo casamenteiro.
Tanto o Dia dos Namorados, como Dia das Mães e Pais e também a Páscoa e Natal fazem atualmente a festa do comércio. Isso é verdade e criticado por muitos, mas eu penso que o valor de uma comemoração está no valor que cada um lhe confere em seu coração, com ou sem presente. Por tanto, não é o comércio que dita meus amores e sim tudo aquilo em que eu acredito. Comemorar é sempre bom: renova, regenera, reconcilia, restaura ...
Como presente, dou a vocês um pequena história traduzida de Chicken Soup for the Soul, organizado por J.Canfield e M.V.Hansen – Florida: Health Communications, Inc., 1993
AMOR VERDADEIRO

Moses Mendelssohn, avô do famoso compositor alemão, estava longe de ser um homem atraente. Além de baixinho, era corcunda.
Um dia ele foi a Hamburgo visitar um mercador que tinha uma filha muito bonita, chamada Funje. Moses apaixonou-se perdidamente, mas a ela, repugnava a triste aparência do rapaz.
Quando estava para partir, Moses reuniu toda a sua coragem, subiu as escadas e foi até o quarto da moça para tentar falar com ela mais uma vez. Ela era realmente muito bonita. Era a imagem da beleza celestial! Mas, ... Moses ficou triste novamente, pois Funje nem sequer quis olhar para ele.
Após várias tentativas de iniciar um diálogo entre os dois, Moses perguntou timidamente:
“Funje, você acredita que os casamentos são feitos no Céu?”
“Acredito”, respondeu a moça, sempre olhando para o chão. “E você, acredita?”
“Claro que sim. É assim: quando um menino nasce,
Eu, ali mesmo, naquela hora, gritei: “Oh! Senhor, uma moça corcunda, mas isso seria uma tragédia! Por favor, Senhor, dá-me a corcunda e deixa que ela seja bela.”
Então, Funje levantou os olhos do chão, olhou Moses bem no olhos, estendeu-lhe a mão e mais tarde, tornou-se sua devotada esposa
Agnes G. Milley
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terça-feira, 11 de junho de 2013
Profissionais em contato com a dor
Não é fácil enfrentar a situação de pessoas que sofrem diariamente e, ao mesmo tempo, manter um interesse vivo por seus problemas e suas tristezas. Nestas circunstâncias existe o risco de manipular a dor de forma anônima, tentando aliviar falsamente a atmosfera na qual devem viver diariamente os profissionais da medicina. Podem-se encontrar enfermeiras muito competentes a quem a dor já não lhes afeta profundamente. Em lugar de ver o paciente como um ser humano, com uma visão integral de suas necessidades, centram sua preocupação no que se requer para responder às necessidades clínicas da pessoa.
Os médicos também se encontram frequentemente em perigo de considerar aos pacientes desde um ponto de vista meramente pragmático, limitando sua atenção ao diagnóstico e as opções terapêuticas.
As palavras do Fundador do Opus Dei a um cirurgião ortopedista são significativas. O médico lhe perguntou como era possível evitar a rotina em sua profissão: “Vive na presença de Deus, como seguramente já fazes. Necessitas colocar em prática vossa alma sacerdotal! Quando lavas as mãos, quando usas teu jaleco branco, quando colocas as luvas, pensa em Deus e em seu sacerdócio real, ao qual São Pedro se refere. Só assim evitarás a rotina no trabalho. Farás bem ao corpo e também para a alma” .
O trabalho dos médicos e das enfermeiras é uma realização ininterrupta e intangível do que levou a cabo nosso Senhor durante sua vida na terra. Seus milagres o demonstram: os cegos podiam ver; os mudos podiam fala; os surdos podiam ouvir; os coxos, caminhar. Curou aos epiléticos e aos leprosos, inclusive ressuscitou mortos.Um médico ao ler o Evangelho, não pode evitar de perceber a profunda compaixão de Jesus quando se aproximava dos enfermos, tomando Ele a iniciativa para ir ao seu encontro e atendendo sempre as suas súplicas. Sem dúvida, o Senhor estabeleceu sim uma condição: fé, uma fé humana e sobrenatural nEle.
São Josemaria recordava aos médicos a dimensão única que possui sua relação pessoa com o paciente, e os estimulava a evitar cair na rotina de seu trabalho. Os incitava a manter seu coração em sintonia com o coração de Deus. Não se tratava de sentimentalismo, mas de forte convicção de que não se pode exercer a profissão médica como se fosse qualquer outra profissão, nem sequer movido meramente pelo amor à ciência.
Em uma ocasião, algumas enfermeiras lhe perguntaram como poderiam melhorar seu trabalho, e ele respondeu: “Necessitamos de muitas enfermeiras cristãs. Vosso trabalho é um sacerdócio, muito mais que o trabalho de um médico. Disse muito mais porque vós tendes a delicadeza, a proximidade de estar sempre perto do paciente. Creio que para ser enfermeira, se requer uma verdadeira vocação cristã. Para aperfeiçoar esta vocação, requer-se estar cientificamente preparada e ter uma grande delicadeza”.

Em outra oportunidade, explicou ainda mais a abordagem anterior: “...Pensais que estais cuidando da Sagrada Família de Nazaré e que a pessoa enferma é Jesus [...] Ou pensais que é sua Mãe. Tratai-os com amor, com cuidado, com delicadeza. garanta-lhes de que não precisem de nada [...] Eu rezo por vós porque penso no bem ou no mal que podeis fazer. A uma pessoa que está espiritualmente preparada, pode-se lhe falar de seu estado com franqueza. Porém se este não é o caso, deveis aproveitar qualquer oportunidade para ajudar-lhes a se aproximarem da Confissão e receber a Comunhão. E chegará o momento em que a pessoa que está enferma, desejará que lhe diga que vai ao Céu. Eu mesmo conheço alguns belos exemplos”.
Mais de uma vez, São Josemaria enfatizou a dimensão sacerdotal deste trabalho: “Impressiona-me quando me dizem algo que muitos de vós conheceis. Os médicos devem não só preocupar-se com o estado físico do paciente mas também com o de sua alma”.
Resumo de um texto do site www.opusdei.org
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Do amor aos bichos - Crônica de Vinícius de Moraes
Quem, dentre vós, já não teve vontade de ver um passarinho lhe vir pousar na mão? Quem já não sentiu a adorável sensação da repentina falta de temor de um bicho esquivo? A cutia que, num parque, faz uma pose rápida para o fotógrafo - em quem já não despertou o impulso de lhe afagar o dorso tímido? Quem já não invejou Francisco de Assis em suas pregações aos cordeirinhos da úmbria? Quem já não sorriu ao esquilo quando o animalzinho volta-se curioso para nos mirar? Quem já não se deliciou ao contato dulcíssimo de uma pomba malferida, a tremer medrosa em nossa palma?
Eis a razão por que, semanal leitor, hoje te quero falar do amor aos bichos. Não do amor de praxe aos cachorros, dos quais se diz serem os maiores amigos do homem; nem do elegante amor aos gatos, que gostam mais da casa que do dono, conforme reza o lugar-comum. Quero falar-te de um certo inefável amor a animais mais terra-a-terra, como as galinhas e as vacas. Diremos provisoriamente basta o amor ao cavalo, que é, fora de dúvida, depois da mulher, o animal mais belo da Criação. Pois não quero, aqui neste elogio, deixar levar-me por considerações éticas ou estéticas, mas apenas por um critério de humanidade. E, sob este aspecto, o que não vos poderia eu dizer sobre as galinhas e as vacas! Excelsas galinhas, nobres vacas nas quais parece dormir o que há de mais telúrico na natureza... Bichos simples e sem imaginação, o que não vos contaria eu, no entanto, sobre a sua sapiência, a sua naturalidade existencial...
Confesso não morrer de amores pelos bichos chamados engraçadinhos, ou melhor, não os levar muito em conta: porque a verdade é que amo todos os bichos em geral; nem pelos demasiado relutantes ou maníaco-depressivos, tais os veados, os perus e as galinhas-d'angola. Mas olhai uma galinha qualquer ciscando num campo, ou em seu galinheiro: que feminilidade autêntica, que espírito prático e, sobretudo, que saúde moral (...) E põem ovos! Já pensastes, apressado leitor, no que seja um ovo: e quando ovo se diz, só pode ser de galinha! É misterioso, útil e belo. Batido, cresce e se transforma em omelete, em bolo. Frito, é a imagem mesma do sol poente: e que gostoso! Pois são elas, leitor, são as galinhas que dão ovos e - há que convir - em enormes quantidades. (...) E tampouco lhes falta lirismo ou beleza, pois muito poéticas põem-se, no entardecer, a cacarejar docemente em seus poleiros; e são belas, inexcedivelmente belas durante a maternidade.
Assim as vacas, mas de maneira outra. E não seria à toa que, a
mais de tratar-se de um bicho contemplativo, é a vaca uma legítima força da natureza - e de compreensão mais sutil que a galinha, por isso que nela intervêm elementos espirituais autênticos, como a meditação filosófica e o comportamento plástico. De fato, o que é um campo sem vacas senão mera paisagem? Colocai nele uma vaca e logo tereis, dentro de concepções e cores diversas, um Portinari ou um Segall. A "humanização" é imediata: como que se cria uma ternura ambiente. Porque doces são as vacas em seu constante ruminar, em sua santa paciência e em seu jeito de olhar para trás, golpeando o ar com o rabo.
Bichos fadados, pela própria qualidade de sua matéria, à morte violenta, impressiona-me nelas a atitude em face da vida. São generosas, pois vivem de dar, e dão tudo o que têm, sem maiores queixas que as do trespasse, transformando -se num número impressionante de utilidades, como alimentos, adubos, botões, bolsas, palitos, sapatos, pentes e até tapetes - pelegos - como andou em moda. Por isso sou contra o uso de seu nome como insulto.
Considero essa impropriedade um atentado à memória de todas as galinhas e vacas que morreram para servir ao homem. Só o leite e o ovo seriam motivo suficiente para se lhes erguer estátua em praça pública. Nunca ninguém fez mais pelo povo que uma simples vaca que lhe dá seu leite e sua carne, ou uma galinha que lhe dá seu ovo. E se o povo não pode tomar leite e comer carne e ovos diariamente, como deveria, culpe-se antes os governos, que não os sabem repartir como de direito. E abaixo os defraudadores e açambarcadores que deitam águas ao leite ou vendem o ovo mais caro do que custa ao bicho pô-lo!
domingo, 9 de junho de 2013
Rubem Braga, o cronista
Nascido em 1913, o que é considerado o maior cronista brasileiro, faria 100 anos em janeiro passado. Esta é uma pequena homenagem ao escritor que, de maneira única, ficou famoso por sua deliciosa especialidade nesse gênero, a crônica. Selecionamos, então, um exemplar do seu talento.
RECADO AO SR. 903 - Rubem Braga
Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador do prédio, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal - devia ser meia-noite - e a sua veemente reclamação verbal.
Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão . O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a lei e a polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003.
Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números , dois números empilhados entre dezenas de outros.
Eu, 1003, me limito a leste pelo 1005, a oeste pelo 1001, ao sul pelo
Oceano Atlântico, ao norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua.
Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão; ao meu número) será convidado a se retirar às 21:45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois às 8 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305.
Nossa vida, vizinho, está toda numerada, e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas - e prometo silêncio.
Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: "Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou". E o outro respondesse: "Entra, vizinho, e come de meu pão e bebe de meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela". E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.
do site www.velhosamigos.com.br
sábado, 8 de junho de 2013
Uma vida inteira juntos
O casamento é algo especial, uma forma de vida diferente. É o momento em que duas pessoas passam a ser apenas uma, de corpo e alma, de certo modo infringindo as leis da natureza. E mais, quando é feito perante um sacerdote católico, recebe uma marca indelével, a do sacramento, que determina que o que Deus uniu o homem não separe. Muito sério e muito verdadeiro. Coisa que não é pra qualquer um.Pode haver uniões de várias formas, (as mais loucas que a sociedade possa inventar), mas a única que leva essa marca, esse carimbo de eternidade, é a do matrimônio celebrado pelos noivos diante do sacerdote.
O sacramento do Matrimônio é a aliança pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão para a vida toda; é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento, por Cristo Senhor. (Catecismo da Igreja Católica n. 1601)
Desde o início dos tempos, quando Deus criou o primeiro casal humano, deu-lhes uma ordem que fez da sua união uma instituição natural dotada de vínculo permanente e exclusivo, de modo que já não são dois, mas uma só carne, sem que ninguém na Terra possa separar o que o próprio Deus uniu. (cfr. Mt 19,6)
Na minha vida, tenho mais tempo de casada do que de solteira: casei-me com 19 anos e faço hoje 39 anos de casada, (para quem gosta de calcular, está fácil saber a minha idade). Assim sendo, posso dizer o quanto é verdadeiro esse voto, para sempre, da comunhão dos corpos. É uma vida inteira dedicada um ao outro, para diariamente tentarmos fazer feliz a quem amamos. Ou tornarmos a vida do outro um inferno.Falo em tentar, porque é uma luta diária tornar a vida de cada um feliz. É preciso empenho, no meio de tantas atividades que temos, com filhos, casa, familiares, trabalho. Tudo isso tende a tirar o foco do nosso bem absoluto, o cônjuge.
Não é possível ser completamente feliz todos os dias, assim como não é fácil fazer o outro feliz a todo o momento, mas a felicidade é constante quando temos a certeza do amor daquele(a) a quem dedicamos toda a nossa vida.Estarmos juntos quando jovens é muito bom, mas ter alguém para viver conosco na velhice é um bem enorme. Um prêmio por toda a dedicação de tantos anos nessa união. Por isso, precisamos cultivar durante os anos de casados muitas coisas em comum, para que, na melhor idade (assim chamam hoje a velhice), tenhamos um amor firme e um companheirismo inigualável. Para assim coroarmos uma vida inteira juntos.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
EmContando – 37 - Outono
Eu disse: “Gostei deste hospital. É pequeno, o movimento não é grande e é silencioso. O carrinho de limpeza nem faz barulho e as pessoas falam bem baixinho, respeitosamente”.Elza ouviu-me com um ponto de interrogação no olhar. Não dei importância. Voltei a curtir o silêncio. Depois, em casa, aos poucos, fui observando as mudanças a meu redor. O micro-ondas respeitava minha dor de cabeça; o prato girava apenas com um leve zumbido. A descarga do vaso sanitário já não devia estar incomodando os vizinhos no meio da noite e o telefone nunca fora tão educado. Na rua, as rodas dos carros apenas arranhavam o asfalto e o arranque dos motores era nada mais que gargarejos. A vassoura do gari empurrava as folhas secas com um delicado sussurro. Como mudaram as coisas por aqui depois de minha viagem!
Lembrei-me de uma rápida parada em Genebra em Janeiro de 1973. O que mais me surpreendeu, na ocasião, foi o contraste entre o verão barulhento do Rio que eu deixara há algumas horas e o silencioso inverno da Suíça. Nem os bondes faziam barulho ao correrem pelos trilhos e muito menos as bem encapotadas senhoras nos mercados; elas não falavam! Agora, 40 anos depois, sentia-me de novo em Genebra. Como era gostoso este silêncio perturbado apenas pela cachoeira que se batia estrondosamente contra minha caixa craniana quando eu mastigava. Que estranho! Enquanto comia não conseguia ouvir o que se dizia. Depois das refeições eu distinguia nitidamente cada palavra, embora um pouco de longe. Tudo isso por causa de uma gripe mal curada e de um vôo de 45 minutos entre o Rio e São Paulo.
Para meu azar, depois de quatro meses de tratamento, o silêncio acabou. Agora soa tudo como antes.
Agnes G. Milley
quinta-feira, 6 de junho de 2013
TENDÊNCIA – CALÇA LISTRADA
"Sucessos há algumas temporadas, as calças estampadas ganham cada vez mais destaque nos guarda-roupas femininos. Depois do modismo das estampas florais, o foco muda para o grafismo, principalmente as listras verticais em preto e branco. Boa solução para quem gosta de quebrar a formalidade dos looks de alfaiataria, as listras verticais ajudam a alongar a silhueta e funcionam como boas aliadas para as baixinhas de pernas curtas. No entanto, este tipo de estampa é terrível em formas arredondadas, porque as listras acentuam quadris e pernas muito grossas. Temos algumas dicas para vocês não errarem:- Usar uma blusa escura mais comprida é aconselhável para cobrir um quadril mais largo;
- As calças pantalona, ou tipo pijama com listras médias, ajudam a alongar a silhueta pela linha reta que desenham no corpo, e também ajudam a disfarçar pernas mais grossas;
- As listras mais larguinhas acentuam as curvas, principalmente as mais justas. Quem tem um pouco de culote deve evitar a qualquer custo esse tipo de calça;
- A calça legging listrada só deve ser usada por quem está em forma, já que o tecido de malha justo ao corpo vai destacar qualquer tipo de volume extra.
Quem está um pouco acima do peso pode escolher modelos com listras pretas largas e brancas mais finas. Vale sempre ressaltar: a cor clara evidencia os defeitos e as escuras disfarçam."
Do site www.olook.com.br
quarta-feira, 5 de junho de 2013
A moda é uma arte?
Pontos importantes recolhidos de um texto de Ana Sánchez de la Nieta .
A procura da beleza na moda faz com que o trabalho do desenhista se aproxime muito do trabalho do artista. Como este, o costureiro precisa de elementos de inspiração para criar, para confeccionar as suas coleções.
A moda é uma arte; alguns vestidos de alta costura não têm nada a invejar aos objetos de ourivesaria; no polo extremo, a semelhança entre o estilo grunge e a pintura hiper-realista é bastante evidente.
O mérito da moda como arte é que, com palavras do filósofo Manuel Fontán de Junco, " A moda é uma arte que se usa, que se leva para a rua; é uma arte de consumo a que todos têm acesso". E é fundamentalmente uma arte humana. Uma arte feita por e para o homem.
Por isso, a moda não é só uma realidade estética, mas também ética. O desenhista não pode esquecer a dignidade da pessoa ao concretizar as suas criações. A roupa tem que servir para salientar essa dignidade; por isso têm sentido as críticas que se fazem a um tipo de moda que mostra a mulher como um objeto....O desenhista veste o homem e despe a mulher, o que não deixa de ser um paradoxo numa sociedade que se presume de igualitária.
Enquanto alguns protestam energicamente contra esta forma de entender a moda, já que opinam que lesa a dignidade da pessoa - sobretudo da mulher -, outros alegam que o desnudo pode ser artístico, que pode transpirar beleza. Perante este dilema, surgem algumas perguntas: Qual é a apreciação verdadeira desta moda atual? Não serão estas críticas marcas de um puritanismo já ultrapassado? Existe uma ética no vestir?
O tema da nudez na moda, como nas restantes artes, não é simplesmente uma realidade a abordar sob o ponto de vista estético. Não se trata de avaliar se o desnudo é belo ou não. O corpo é algo intimamente ligado à pessoa: não podemos tratá-lo, portanto, como uma realidade objetiva separada do seu sentido mais amplo. O corpo é manifestação do indivíduo, da alma do homem, o corpo é uma parte, e muito importante, da própria pessoa.
Além de ser parte do indivíduo, o corpo tem um
significado profundo quanto à comunicação das pessoas, revela-se como dom que, por sua vez, espera a resposta de uma doação. É um dom que recebe. É também a fonte de uma rica comunicação interpessoal. Nesta comunicação é, portanto, o corpo o elemento por meio do qual se entrega a totalidade da pessoa. Por isso, quando o corpo sai desta esfera pessoal a que pertence e se converte em propriedade pública corre-se o risco de que perca a sua dignidade. Mesmo no tema da arte, o fato de que o corpo humano se converta em objeto de consumo põe interrogações éticas. Já que, ao reproduzir-se o corpo humano ou ao mostrar-se ao público, o elemento de dom pessoal fica ameaçado, no sentido de que pode converter-se em matéria de abuso.
Todo o artista tem que encarar todas estas interrogações éticas ao tratar o corpo humano; também o desenhista, da mesma forma que os restantes artistas, tem que considerar a verdade do homem e a nudez da pessoa para respeitar certos limites éticos. Quando eu mostro uma modelo seminua numa passarela estou fazendo com que essa pessoa ofereça o seu corpo como dom de que muitos se apropriarão. É negar a evidência, rejeitar isto, quando observamos a reação de alguns indivíduos perante um vestido transparente.
No entanto, podia-se objetar que a ética não está naquele que desenha, mas naquele que olha. Isto é certo, mas só em parte. Teríamos que distinguir o "olhar para desejar" do simples olhar estético.
Todos temos a experiência de que é difícil conservar o olhar estético diante de um corpo, especialmente quando o corpo observado é de outro sexo, precisamente pelo que disse antes: um corpo não é uma realidade objetiva em si, senão que leva impresso o sentido da doação. Não sentimos o mesmo ao contemplar uma paisagem, já que o corpo humano tem um significado mais profundo que a paisagem. Por isso é mais difícil conservar o olhar estético ante uma fotografia, ou um modelo seminu, que ante uma escultura. De fato, os comentários mais ou menos soezes que se podem ouvir ante um cartaz publicitário de um filme sensual é raro ouvirem-se contemplando a Vênus de Milo.
Por isso, uma das fórmulas para conseguir que uma pessoa destrua a sua dignidade é fazer com que perca a sua intimidade e, em primeiro lugar, a corporal. É o doloroso caso dos métodos utilizados nos campos de concentração onde se obrigava os prisioneiros a desnudar-se diante dos seus verdugos e dos restantes companheiros. O homem quando se desnuda diante dos outros deixa-se ver, examinar no seu eu mais íntimo e coloca-se sem nenhuma defesa perante o mundo, perante os outros que podem ter uma ou outra reação.
Por isso, toda a pessoa para mostrar a intimidade do seu corpo tem que fazer violência sobre si mesma para destruir essa defesa que é o sentido do pudor que todos temos dentro de nós mesmos.
Ana Sánchez de la Nieta Hernández. Jornalista - Do livro A Moda - Entre a Ética e a Estética, DIEL, 2000.
terça-feira, 4 de junho de 2013
O coração inundado pela neblina cinza e triste de um trabalho inútil!
Essa é a cor de muitos corações, quando sentem o peso da rotina dos dias: sempre o mesmo trabalho, sempre os mesmos lugares, sempre as mesmas caras, sempre o mesmo trânsito, sempre as mesmas reclamações da mulher, sempre os mesmos mutismos e aleamentos do marido, e os mesmos problemas dos filhos, e a mesma dor de coluna, e a mesma falta de dinheiro… E isso, um dia e outro dia, e um mês e outro mês, e um ano e outro ano… As pessoas sentem-se envolvidas por essa rotina como por um gás asfixiante, e pode chegar um momento muito perigoso, que é quando pensam: “Não aguento mais, isto não é vida”. A solução será “mudar”?
Muitos acham, então, que a solução consiste em “mudar” (mudar de cidade, mudar de mulher ou de marido, mudar de trabalho, mudar de religião, mudar os hábitos certos e passar a ter vida desregrada). Ou então “desligam” de tudo e de todos, e passam a viver num mundo de sonhos, de fantasias (divagações de Internet e tv), de saudades…, que, por serem evasões, facilmente desembocam na pior fuga, na alienação completa do álcool e das drogas.
Santo Agostinho, o coração inquieto que não se
conformava com as coisas confusas e medíocres, dizia: “Eu temia tanto como à morte ficar preso pelo hábito rotineiro”. Mas não resolveu o problema fugindo, e sim arrependendo-se dos seus pecados e procurando Deus com toda a sua alma.
Todos deveríamos ter pavor tanto da rotina asfixiante como da falsa solução da fuga… Porque o problema da rotina –contrariamente ao que a maioria pensa – não está na repetição monótona das ações e das circunstâncias externas, mas na falta de renovação do nosso coração, do nosso modo de ver e amar as coisas e as pessoas. O mal está exclusivamente dentro de nós, gostemos ou não de reconhecer isso.
É muito sugestiva, a respeito disso, aquela história que conta Chesterton sobre o inglês que se sentia entediado de morar sempre na mesma ilha, e por isso foi à procura de outra terra, a terra dos seus sonhos. Viajou muito. Todos os países aonde aportava não o satisfaziam. Já se estava cansando de tanto viajar, quando avistou uma terra que o atraiu extraordinariamente. Aproximou-se dela, desembarcou, começou a internar-se no território e logo chegou, cheio de entusiasmo, à conclusão: “Esta é a terra dos meus sonhos, a que sempre andei procurando!” Ao perguntar a um dos habitantes onde estava, este respondeu-lhe: “Na Inglaterra”. - Algo lhe é familiar?
wwww.padrefaus.org,
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Coisa antiga pode ser assunto cultural
Às vezes me pego cantando alguma musiquinha que me vem à lembrança, por alguma razão, de propagandas de produtos que talvez nem existam mais, mas que ficaram guardadas em algum cantinho da memória.
Com essas cantorias minhas, algumas filhas acabam aprendendo, e passaram a cantar também, sem nem mesmo terem conhecido tal objeto ou lugar. E, quando reproduzem isso entre as amigas, estas ficam espantadas, por nunca terem ouvido tal coisa.
Seguem alguns com uma melodia agradável, que podem distrair a garotada e suscitar histórias para pais ou avós contarem a seus filhos e netos.
1 – Ao ver
um avião voando:
Estrela brasileira no céu azul// iluminando de norte a sul//
Mensagem de amor e paz// nasceu Jesus, chegou o Natal //
Papai Noel voando a jato pelo céu// trazendo um Natal de felicidade//
E um ano novo cheio de prosperidade! // VARIG, VARIG, VARIG!
2 – Na hora do tombo e de fazer o curativo:
"Tropeçou, caiu, machucou, uuiii!i, tem que ser Gelol
trombou, dividiu, foi no futebol, ui, ai, ai!, tem que ser Gelol
Não há dor que não se cure, torcicolo que perdure, tem que ser Gelol
Caiu, bateu, escorregou, aaai!, tem que ser, tem que ser, Gelol!"
3 – Ao trocarmos uma lâmpada:
Se a lâmpada queimar// Não adianta reclamar //Nem bater o pé// Pé
O que resolve é ter logo à mão //
É lâmpada GE //se você apaga //É lâmpada GE// Peça a marca e bata o pé //
O que você precisa // É de lâmpada GE
4 – Todos no carro e paramos para abastecer:
Só Esso dá ao seu carro o máximo,
Só Esso dá ao seu carro o máximo,
Só Esso dá ao seu carro o máximo,
Veja o que Esso faz. Só Esso Extra! Extra! Extra!
5 – Quando falamos em economizar:
O tempo passa // O tempo voa
E a poupança Bamerindus continua numa boa.....
É a poupança Bamerindus!
6 – Na hora de cobrir a criançada:
Já é hora de dormir // Não espere mamãe mandar
Um bom sono pra você //E um alegre despertar.
7 –
Essa é sempre lembrada na hora de lanchar:
"É hora do lanche // Que hora tão feliz // Queremos Biscoitos São Luiz"
8 – E quando esfria não há como não cantar:
Pergunta: quem bate? // Resposta: é o frio!
Cantando: Não adianta bater // que eu não deixo você entrar
Nas Casas Pernambucanas // é que vou aquecer o meu lar.
Lãs e cobertores eu vou comprar //nas Casas Pernambucanas
E nem vou sentir // o inverno chegar.
São pequenas lembranças que divertem e trazem assunto e grandes histórias para as crianças povoarem suas mentes e darem asas as suas imaginações.
Lâmpada GE// Se você acende
Com essas cantorias minhas, algumas filhas acabam aprendendo, e passaram a cantar também, sem nem mesmo terem conhecido tal objeto ou lugar. E, quando reproduzem isso entre as amigas, estas ficam espantadas, por nunca terem ouvido tal coisa.
Seguem alguns com uma melodia agradável, que podem distrair a garotada e suscitar histórias para pais ou avós contarem a seus filhos e netos.
1 – Ao ver
um avião voando:
Estrela brasileira no céu azul// iluminando de norte a sul//
Mensagem de amor e paz// nasceu Jesus, chegou o Natal //
Papai Noel voando a jato pelo céu// trazendo um Natal de felicidade//
E um ano novo cheio de prosperidade! // VARIG, VARIG, VARIG!
2 – Na hora do tombo e de fazer o curativo:
"Tropeçou, caiu, machucou, uuiii!i, tem que ser Gelol
trombou, dividiu, foi no futebol, ui, ai, ai!, tem que ser Gelol
Não há dor que não se cure, torcicolo que perdure, tem que ser Gelol
Caiu, bateu, escorregou, aaai!, tem que ser, tem que ser, Gelol!"
3 – Ao trocarmos uma lâmpada:
Se a lâmpada queimar// Não adianta reclamar //Nem bater o pé// Pé
O que resolve é ter logo à mão //
É lâmpada GE //se você apaga //É lâmpada GE// Peça a marca e bata o pé //
O que você precisa // É de lâmpada GE
4 – Todos no carro e paramos para abastecer:
Só Esso dá ao seu carro o máximo,
Só Esso dá ao seu carro o máximo,
Só Esso dá ao seu carro o máximo,
Veja o que Esso faz. Só Esso Extra! Extra! Extra!
5 – Quando falamos em economizar:
O tempo passa // O tempo voa
E a poupança Bamerindus continua numa boa.....
É a poupança Bamerindus!
6 – Na hora de cobrir a criançada:
Já é hora de dormir // Não espere mamãe mandar
Um bom sono pra você //E um alegre despertar.
7 –
Essa é sempre lembrada na hora de lanchar:
"É hora do lanche // Que hora tão feliz // Queremos Biscoitos São Luiz"
8 – E quando esfria não há como não cantar:
Pergunta: quem bate? // Resposta: é o frio!
Cantando: Não adianta bater // que eu não deixo você entrar
Nas Casas Pernambucanas // é que vou aquecer o meu lar.
Lãs e cobertores eu vou comprar //nas Casas Pernambucanas
E nem vou sentir // o inverno chegar.
São pequenas lembranças que divertem e trazem assunto e grandes histórias para as crianças povoarem suas mentes e darem asas as suas imaginações.
Lâmpada GE// Se você acende
domingo, 2 de junho de 2013
Almôndegas de berinjela com carne
Aí vai uma receita familiar da Andréa, que eu fiz e ficou óóóótima! Quem não come berinjela nem sente, no caso das crianças nem precisa dizer. Cozinhei no molho de tomate que já tinha feito, sem fritar, mais saudável. E, como ela diz, perfeita com massa, longa, de preferência.
Já faz que tempo que minha mãe sonhava com uns bolinhos feitos com carne moída e berinjela que minha tia avó fazia. Outro dia me animei e resolvi inventar. Não tinha receita nem nunca havia comido algo assim, muito menos a tal polpeta feita por minha tia, já há muito falecida.
Fiz essa receita da minha cabeça e minha mãe ficou satisfeita. É claro que não ficou igual porque infelizmente eu não tenho poderes mágicos! Mas ficou muito boa e vou repetir sempre que possível aqui em casa.
Fiz em duas versões, frita como na foto acima na versão "original", que também é uma boa opção de aperitivo e cozida em molho de tomate como na foto abaixo, que ficou ótima com macarrão.
Ingredientes
500 g de carne moída (patinho se possível)
1 berinjela bem grande sem casca e ralada
1 colher de chá rasa de sal
1 cebola grande picadinha
2 dentes de alho amassados
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de chá de xarope de romã (Comentário do blog: nem coloquei isso, vou experimentar da próxima vez.)
2 colher de chá de páprica
1 colher de chá de mostarda em pasta
1 colher de chá de orégano
1 pitada de canela
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Leia mais aqui: http://www.aromasesabores.com
Maria Teresa Serman
sábado, 1 de junho de 2013
Compreender primeiro
Preciosidades o facebook, face para os íntimos, tem, no meio de tanta terapia on line, imagens líricas e ambientes invejáveis. A frase a seguir foi recolhida de um filme italiano sobre Sta. Rita, postado no dia da santa: "Tentar compreender antes de querer ser compreendida."
A mãe de Rita lhe diz isso quando a filha descobre os assassinatos que o marido já cometeu. Então, esta passa a entrar na alma daquele que ama, e lhe fala de perdão e reconciliação, da misericórdia infinita d'Aquele a que ama acima de tudo. Isso nos recorda o trecho análogo da Oração de S.Francisco (de Assis): "Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado..."
Só com muita oração e humildade dela aprendida conseguimos chegar um pouco perto disso. Quer dizer, podemos conseguir tanto mais quanto mais próximos estivermos da fonte do Amor. Começa por deixar de nos concentrarmos em nossos problemas e alargar a vista e o coração. Quanto tempo perdemos nos lamentando, chorando por leite azedo e derramado, em vez de gastar-nos pelos outros, no bom sentido...
São muito infelizes esses que se julgam no deserto da incompreensão, que cobram atenção constante, satisfação de seus prazeres egocêntricos, amor, sem dar em troca senão aridez e descaso. A vida se transforma, como a de Rita, ao nos darmos contas de que não viemos em primeiro lugar, mas sim o amor a Deus e ao próximo.
Maria Teresa Serman
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