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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Caldinho para levantar o doente



Hoje vi várias amigas falando desse caldo da carne, para dar uma melhorada nos doentinhos da casa. Assim me lembrei de quando os meus eram pequenos e eu fazia um caldo de carne como minha sogra ensinou. Fazia um bem enorme para as crianças.  

 
Era fácil de fazer, porem precisava de um vidro refratário que ficasse hermeticamente fechado. 

Minha sogra chamava de “beeftea”, traduzindo seria um chá de carne, o caldo fica perfeito.

Coloca-se 200g de músculo, com uma pitada de sal, puro, dentro do vidro. Sem adicionar mais nada. 

Coloca-se o vidro numa panela em banho Maria. Com um anteparo entre o fundo da panela e o vidro, para evitar que quebre o recipiente da carne. 

Deixa por uns 40 minutos no fogo brando para que o sumo solte todo da carne. 

Dá para ver o líquido dentro do vidro, e a carne ficar sem cor. 

Depois disso é só tirar do fogo e deixar esfriar. Usar esse caldo puro ou em um caldo de feijão.  O importante é que a criança consiga comer toda a porção. 

Eu chamo de levanta doente. A criança logo se reanima e levanta suas forças. 

Atualmente encontramos esses vidros com mais facilidade. Pode ser esses de compotas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Principal causa da confusão mental no idoso

Recebi de uma amiga este texto e achei muito esclarecedor para quem tem idosos em casa e deve cuidar da saúde deles. O texto é do Dr Arnaldo Lichtenstein:

Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:

- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?

Alguns arriscam: "Tumor na cabeça".

Eu digo: "Não".

Outros apostam: "Mal de Alzheimer" .

Respondo, novamente: "Não".

A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:

- diabetes descontrolado;

- infecção urinária;   
 
- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente, vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte. Insisto: não é brincadeira.

Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, o idoso tem menor reserva hídrica.
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilí­brio interno não funcionam muito bem.

Conclusão: idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas, e funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas:

1 - O primeiro é para vovôs e vovós: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção! É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação. "Líquido neles, e rápido para um serviço médico".

(*) Arnaldo Lichtenstein (46), médico, clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clí­nica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

terça-feira, 21 de abril de 2015

Quando todos adoecem em casa

Existem ocasiões em que uma virose pega em um dos filhos, e em seguida, vão caindo um a um com os mesmos sintomas. Essa é a hora em que quase enlouquecemos principalmente se são mais de três filhos.

Não existe receita para evitar a contaminação. Aqui em casa já fizemos de tudo. Quando o primeiro adoecia, separávamos copo, prato, talheres, toalhas, higienizávamos a casa com Vaporeto,  fervíamos as louças do doente, e logo em seguida começavam a adoecer cada um dos outros. Raramente passávamos por viroses sem que todos não tivessem quase ao mesmo tempo.

Nossa casa é grande, bem arejada, mas com tudo isso não conseguíamos vencer esse obstáculo , os irmãos sempre eram solidários nesta hora.

É muito importante não perder a calma e tentar armar um esquema prático para essas ocasiões. Tanto para darmos conta de todos os cuidados, como para sairmos sãos no final.

Em ocasião de "epidemia" doméstica podemos simplificar o cardápio para um prato único e de sustância. Principalmente quando a doença provoca vômitos e diarreia.  Temos que focar no prático, para darmos conta das crianças e da casa.

Um sopao com torradinhas, sucos, água de coco; a coca cola pode ser usada como remédio, hidrata e limpa o estômago, de preferência bem gelada e tirando um pouco do gás. As naturalistas me perdoem, mas sempre funcionou muito bem com as minhas crianças doentes.  Outra coisa boa de se ter em casa nessas ocasiões é biscoito de polvilho. Eu não sei a razão científica, mas ele ajuda a manter algo no estômago de quem está vomitando. Lógico que não deixando de fazer uso dos remédios para o mal estar. E mais uma ultima dica é comprar jujuba. Além de ser uma balinha que toda criança gosta ela também ajuda ao doente a manter o açúcar no organismo.  Gelatina também é muito bom, mas cuidado com as vermelhas, porque caso venham a vomitar, poderão confundir os mais distraídos , pensando ser sangue quando é apenas uma gelatina de morango. 

Com o ingresso dos filhos na escola, no seu primeiro ano, é natural também que contraiam muitas doenças, até aquelas próprias da infância, como catapora, caxumba, rubéola, por está razão é importante estar com todas as vacinas em dia.  Na escola o contato é muito maior, pois serão muito mais crianças concentradas numa mesma sala. Tosse, espirram no mesmo ambiente fechado, colocam a boca na biquinha do bebedouro, trocam merendas entre si, tomam um golinho do suco do colega, tudo é novidade.

Aos poucos vamos repetindo nossa lista de "não pode" para eles, que acabam aprendendo muitas regras de higiene que os ajudarão a evitar muitos contágios.

Depois de um certo tempo as crianças ganham resistência e começam a pegar menos viroses, ou a passar por elas sem muita violência, e a paz no lar fica mais constante.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Gentileza ao servir um doente

Quando estamos adoentados acabamos ficando mais sensíveis e um pouco enjoados. Pela dor que não passa, pelo mal estar em si.  Isso nos faz pensar em minimizar o sofrimento dos nossos ente queridos, e fazer pequenos mimos para alegrá-los e deixá-los mais confortáveis. Principalmente dentro da família quando temos alguém adoecido, precisando dos nossos cuidados.

Um detalhe importante é cuidar mais das refeições do nosso doentinho, não é porque esta enfermo que comerá um almoço sem cor, sem cheiro e sem sabor.

Vamos pensar com carinho desde a comida até a forma como iremos servi-la.  Seguem algumas ideias:

1 - usar todos os temperos culinários que sejam permitidos , porque darão mais sabor a dieta do paciente.

2- arrumar a comida em forminhas e virar no prato formando um conjunto mais harmonioso.

3- servir numa bandeja com uma toalhinha bordada, e guardanapo de papel com dobraduras diferentes.

4- comprar canudinhos coloridos e assim poder ir variando a cada dia.

5 -  colocar uma jarrinha com flor enfeitando a bandeja.

6 - fazer sobremesas em potes individuais, porque ficam mais arrumadinhas e animam o dodói a comer tudo.

7 - gelatinas coloridas quase sempre são permitidas nas dietas. Usem e abusem dela, variando com frutas picadinhas por cima.

8 - sucos podem ser enfeitados com cubinhos congelados de frutas diferentes.

9 - fazer picolés de frutas. Feitos em casa não terão conservantes e serão uma ótima opção de sobremesa para o doente que estiver com enjoos.

10 - aproveitar  as refeições e sentar ao lado do acamado, fazendo uma leitura ou entabular uma conversa sobre coisas amenas e alegres.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Um relato de uma mãe – filho com retocolite


Quando uma das fundadoras do blog me pediu para escrever sobre o problema que recentemente descobrimos existir com meu filho mais velho, logo senti no coração que deveria compartilhar a minha história com outras pessoas que, talvez estejam passando por algum problema semelhante.

Em meados de março desse ano de 2014 ele começou a ter diarreia sanguinolenta. Isso iniciou-se, e imediatamente eu busquei ajuda médica. Inicialmente a médica acreditou tratar-se de uma infecção estomacal já que além da diarreia com sangue ele sentia dores abdominais, por isso prescreveu antibióticos. Passaram-se alguns dias e ele não apresentava melhora. Meu coração de mãe dizia que não era só uma infecção e não descansou até viajarmos mais de 500 km até a cidade de meus pais para consultá-lo com um médico amigo da família. Durante esse tempo a situação foi se agravando. Na consulta com nosso amigo eu insistentemente fiz com que concordasse em realizar uma colonoscopia, exame esse que ele era contra por ser muito invasivo para uma criança de 8 anos, mas no final acabou se rendendo à súplica de uma mãe desesperada.

O exame diagnosticou uma doença chamada retocolite ulcerativa. Essa doença acomete o intestino e é mais comum em jovens adultos, estima-se que apenas 3% dos portadores sejam crianças. Com o diagnóstico veio uma porção de novidades em nossa vida: a primeira delas é que a doença era crônica – ou seja, não teria cura – isso me fez perder o chão em um primeiro momento. Além disso, meu filho teria que conviver com dezenas de restrições alimentares, teria que tomar vários medicamentos e suplementos, além de acompanhamento psicológico e nutricional.

Passado esse momento inicial de apreensão e de medo, foram aparecendo anjos na minha vida, anjos esses que nos levaram até o Instituto da Criança do Hospital das Clínicas em SP, que nos acolheram e nos ajudaram com tudo o que foi necessário naquele momento. Iniciamos novamente uma bateria de novos exames e agora em outubro o diagnóstico da retocolite finalmente foi fechado.

No entanto, como Deus é maravilhoso e jamais desampara os seus, após meses de restrição alimentar e suplementos, meu filho já não precisa de nenhuma restrição, vem se alimentando normalmente e há dois meses não teve mais nenhum episódio de sintomas da doença. Ele continua fazendo uso da medicação e acompanhando com a Dra. Elisângela do HC que é um verdadeiro anjo enviado por Deus em nossas vidas.

Esse meu relato é para me colocar à disposição para acolher aquelas mães que, assim como eu, em algum momento tiveram o seu chão roubado por um problema semelhante... a gente sempre acha que é forte, mas quando se trata dos filhos a coisa muda. Por diversas vezes questionei Deus de porque não era comigo, mas Ele, com o tempo, me mostrou que tudo foi como seus desígnios mandavam, e assim a gente vai se fortificando e aprendendo a confiar, apenas. Também aproveito o ensejo para agradecer a alguns anjos que foram fundamentais para que esse processo se encaminhasse da melhor forma possível: Luciana e Luciana, vocês foram essenciais, que Deus lhes pague.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Outubro Rosa: Carinho e Atos Concretos

Que tal um gesto carinhoso e concreto em favor dos pacientes de câncer?

A Fundação Laço Rosa, carioca e sem fins lucrativos, se define como “um portal na internet voltado para a divulgação sobre a detecção precoce e combate ao câncer de mama. No site, o leitor encontra informações, apoio e suporte emocional por meio do compartilhamento de histórias de sucesso, além de artigos de especialistas: médicos, fisioterapeutas, psicólogos e advogados. Uma espécie de “porto seguro” para aqueles que se defrontam com o diagnóstico de câncer de mama em sua vida ou na de alguém próximo.”

Uma das formas de colaborar com a Fundação é recolher cabelos para a confecção de perucas para doar àquelas crianças e mulheres que perdem seus cabelos em decorrência do tratamento. O Barra shopping, na Barra da Tijuca, bem como o salão Walter´s Coiffeur, resolveram aderir à campanha esse ano.

Hoje, minha filha caçula resolveu doar seus cabelos e agendamos a ida dela ao salão. Fomos muito bem atendidas, e além realizar a doação, minha filha ainda ganhou um corte grátis.

Essa iniciativa, partindo da própria filha, é bem gratificante. O gesto mostra um caráter generoso e consciente das necessidades alheias, que, dentro do seu possível, vai e faz algo de concreto para minimizar a dor alheia.

Quem estiver interessado em doar seus cabelos ou outros itens, pode entrar em contato com a entidade pelo site www.fundacaolacorosa.com .

É necessário correr, pois o programa vai até o final deste mês de outubro!

Com certeza podemos doar nossos cabelos em várias instituições que existem por esse Brasil a fora, essa é apenas uma ideia para nos mexermos um pouco em função dessas crianças e mulheres maltratadas pelo câncer e com poucos recursos.

Um adendo, bem lembrado por outra filha minha - A Laço Rosa só faz perucas para adultos, quem faz perucas para crianças é a Cabelo Alegria. As doações podem ser feitas o ano todo. Nesta promoção de outubro, o Walter's faz o corte grátis.

domingo, 13 de julho de 2014

Doenças respiratórias costumam piorar com o inverno e o tempo seco

Por Luciana Cassimiro Nóbrega*

O inverno está aí e com ele chegam também as doenças respiratórias: resfriados, gripes, rinites e tantas outras “ites” atacam mais nesta época.

Nessa estação do ano há fatores que estimulam a ocorrência das doenças respiratórias, tais como, por exemplo, baixa umidade, resfriamento do ar, o contato com ácaros de roupas guardadas. Ambientes fechados e ventilação reduzida também facilitam a transmissão dos agentes como vírus e bactérias e, se o ambiente for úmido, pode favorecer a proliferação de fungos.

Como o corpo é atacado

Todo o nosso sistema respiratório é coberto por uma mucosa com cílios. O frio paralisa esses cílios, cuja função é varrer os invasores para fora.

Com a paralisação destes cílios, os micro-organismos entram no corpo humano e, dependendo de onde se instalam, causam um tipo diferente de infecção. Assim, em uma mesma casa, um vírus pode se alojar no ouvido de uma criança (causando otite) e na faringe da mãe (provocando faringite).

Prevenção é o melhor caminho

A alimentação saudável, com a ingestão de frutas e verduras, uma boa hidratação do corpo através da ingestão de água, e a prática regular de exercícios físicos podem ser bons aliados na luta contra as doenças respiratórias com predominância entre outono e inverno.

Além disso, há outras dicas bastante valiosas indicadas por especialistas no assunto:

- sempre deixar o ambiente ventilado;
- lavar as mãos frequentemente durante todo o dia;
- etiqueta da tosse (tossir no punho e no dorso);
- evite o contato com pessoas gripadas ou com resfriados, pois essas doenças são adquiridas pelo ar;
- evite fumar ou se expor a ambientes com muita poeira ou fumaça;
- mantenha a respiração sempre pelo nariz e não pela boca, pois as narinas têm a função de filtrar o ar e aquecê-lo;
- lençóis, edredons e roupas devem ser expostos ao sol e lavados sempre que necessário;
- as pessoas que já possuem problemas respiratórios como bronquite, asma e sinusite devem evitar o contato com bichos de pelúcia, tapetes e produtos que possuem pelos;
- vacinação contra a gripe: para os grupos considerados “prioritários” (crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, presos e funcionários do sistema prisional), a vacinação pode ser realizada na rede pública; para as pessoas que não estão nestes grupos “prioritários”, a vacina está disponível em clínicas particulares.

Essas são algumas pequenas mudanças na rotina que podem colaborar para a saúde de sua família e das pessoas com quem convivemos diariamente.

*Luciana Cassimiro Nóbrega - Bióloga, paulistana,  casada, mãe da Catarina.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Filhos doentes, como não ficar nervosos?

Como não ficarmos desesperados quando um filho adoece seriamente? Nesses últimos dias pude acompanhar a saga de uma grande amiga com sua filha caçula, doente, internada e desesperadoramente mal. Todos, amigos, parentes, irmãos, pais, todos sem exceção nos polarizamos para o caso, e cada um, dentro dos seus limites, fez algo por eles.  As orações vieram de todas as partes dos continentes, amigos, muitos conhecidos e de alguns que nem os conheciam, por uma cadeia de pedidos, para que Deus, na sua infinita misericórdia fizesse um milagre e curasse a jovem tão doente. E, depois de uns dez dias de incansável luta a menina apresentou melhoras significativas que deram novas forças a seus pais e irmãos, hoje já completamente restabelecida.

Isso me levou a lembrar do quanto nós pais sofremos quando temos um filho doente, seja a menor febre, ou uma pequena dor de dentes. Tudo faz com que percamos noites de sono e muitas vezes perdemos a paz e o controle interior.

Pai e mãe fazem de tudo para que seus filhos estejam sempre bem, saudáveis e no momento em que tem algum problema de saúde, acabam abrindo trincheiras e brigando entre si pelos cuidados do filho doente. Essa seria a ocasião para unirem-se mais ainda, mas, infelizmente cada um começa a achar que sabe fazer melhor, ou que o outro não esta fazendo o melhor para a criança.

Toda doença tem um ciclo e por mais que façamos a febre só irá embora ao momento em que os remédios começarem a agir, ou o vírus concluir seu tempo.

Lembro-me de toda vez que algum de meus filhos pegava uma doença, meu marido queria que eu esterilizasse tudo em casa, para que os outros não acabassem pegando também. Ledo engano o dele. O fato de cuidarmos ainda mais da higiene da casa e de seus utensílios, não fazia com que os outros menores também não viessem a ter a mesma doença, principalmente quando eram viroses. Era o momento em que começavam as pequenas brigas domésticas. A doença dos menores, em si não era o maior problema, tudo piorava com as trocas de culpas que nós colocávamos.

Precisamos buscar mais calma nesses momentos, tentar achar o equilíbrio que vai nos ajudar a ver melhor o que esta acontecendo e quais recursos devemos usar para melhorarmos o mais rapidamente possível o filho doente. As brigas só dividem nossas forças, que deveriam estar polarizadas para a mesma direção: o bem maior da criança. Eles precisam nos ver tranquilos, confiantes, para também sentirem calma e a recuperação ser mais rápida.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Doenças comuns na infância e seus cuidados

Catapora - é uma doença muito contagiosa causada por um. É uma das mais comuns na infância. Sua principal característica é deixar o corpo coberto de pintinhas vermelhas, essas pintinhas começam no tronco da criança, espalhando-se rapidamente para o rosto, braços e pernas podendo se espalhar para dentro da boca, do nariz, das orelhas e de outros orifícios do corpo da criança. Depois de um tempo as pintinhas vermelhas se transformam em pequenas bolhas de água, e quando começam a cicatrizar de 4 a 5 dias, formam ‘casquinhas’ e caem. Quando estas pequenas feridas são coçadas infeccionam e deixam na pele cicatrizes permanentes. A criança tem febre alta, bastante coceira na pele, cansaço, cefaleia e perda de apetite.

Pose-se pegar catapora se estiver no mesmo local que outra criança infectada. Isso é porque o vírus está presente na saliva.O que se deve fazer é repousar, ingerir bastante líquido e principalmente, evitar coçar as feridas. A recuperação dura de 7 a 10 dias. A catapora pode ser prevenida com a vacina ‘Varicela’.

Caxumba - é uma infecção viral das glândulas salivares (geralmente a parótida), sublinguais ou submandibulares, todas próximas aos ouvidos. Os sintomas surgem de 12 a 25 dias após o contágio. Com glândulas inchadas, pelo pescoço logo abaixo da orelha, e doloridas; dor de cabeça, dores musculares, fraqueza, febre e dor ao mastigar ou engolir. Pode ocorrer orquite, inflamação do testículo e ovarite, inflamação dos ovários. As sequelas podem ser: diminuição da capacidade auditiva e esterilidade.

Ela é transmitida através do contato direto com secreções da pessoa infectada. O indivíduo infectado não deve exercer atividades escolares e nem trabalhar pelo período de 9 dias após o início da doença. Ocorre sob a forma de surtos, que acometem mais as crianças, é uma doença que ocorre mais no período do inverno e primavera. Não tem tratamento, o organismo se encarrega de resolver a infecção. Para aliviar os sintomas usa-se analgésicos e repouso. A prevenção para não pegar caxumba é a vacina ‘tríplice viral’, usada aos 15 meses de idade.

Coqueluche - é uma doença bacteriana, infectocontagiosa que ataca o aparelho respiratório. Inicia-se com leves sintomas que surgem de 07 a 14 dias após o contágio, e podem confundir-se com uma gripe: febre baixa, coriza, mal estar e uma tosse seca. Com o passar do tempo a tosse vai ficando mais intensa e repetitiva seguida de período de calma. A tosse é seguida por um som de guincho específico e vômitos. Isto dura cerca de duas semanas até ir diminuindo gradativamente. É transmitida por contato direto com secreção de indivíduo doente como gotas de saliva lançadas ao ar ou por objetos contaminados. Dura aproximadamente 30 dias. A prevenção contra a coqueluche é através da vacina Tríplice que deverá ser administrada em crianças de dois meses até quatro anos e onze meses.

Rubéola -  é causada por vírus. É transmitida através do contato direto através da saliva liberada no ar ao tossir, espirrar ou falar, ou através da mãe para o feto através da circulação comum. Apresenta este nome pelo aspecto avermelhado ou rubro do paciente. O período de incubação é de 14 a 21 dias e logo após começam os sintomas tais como: febre alta, cefaleia, mal-estar, dor de garganta, aumento das glândulas perto do pescoço e ouvidos e pintinhas vermelhas na pele. A rubéola dura cerca de uma semana. Não tem tratamento, podendo apenas aliviar os sintomas como a febre e a cefaleia; é aconselhado que o paciente faça repouso. Previne-se com a vacina Tríplice viral e deve ser administrada em crianças aos 15 meses de vida.

Sarampo - é uma Infecção viral, facilmente transmitida de pessoa para pessoa, e, também é extremamente contagioso sendo muito comum na infância. Parece com a catapora, pois também faz surgir bolinhas vermelhas pelo corpo e coceira. No início a criança tem febre, tosse, olhos inchados e irritados em lugares muito iluminados, podendo surgir pequenas ínguas no pescoço. Os sintomas vão piorando com o desânimo, e surgem diversas pintinhas vermelhas pela pele da cabeça para os pés. Elas ficam por um período de cinco a seis dias; depois a criança passa para a fase de convalescença onde as manchas tornam-se escuras e começam a descamar. Deve ser tratada com muito cuidado e acompanhamento médico, pois podem surgir complicações tais como: pneumonias, encefalites, otites, diarreias e etc.

A principal medida de prevenção do sarampo é a Vacinação. Deve ser aplicada uma dose da vacina anti-sarampo a partir dos nove meses, dose adicional a partir dos 12 meses, ou com a tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba/MMR).

O tratamento é repouso absoluto, e medicação prescrita pelo médico para alívio dos sintomas. É uma doença que dura até duas semanas.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pequenos agrados aos doentes


Quando temos alguém doente em casa, vemos o quanto ficam tristes presos numa cama, por conta de seus males. E este é o momento de fazermos coisas para agradar-lhes ou deixá-los mais alegres e otimistas.

 Uma ideia boa é manter o doentinho sempre fresco, de banho tomado, com roupas limpas. Assegurar-nos da higiene do quarto, móveis e chão bem limpos, assim como utensílios usados, como copos, colheres, e outros. Se necessário, desinfetá-los e mantê-los separados, se a doença é contagiosas. Isso vai colaborar com a rapidez da recuperação. Um ambiente arejado, janelas abertas durante o dia, e, na medida do possível, deixando o sol penetrar em tudo.

É fundamental ter sempre alguém se revezando, por perto, para ler um livro, contar uma história ou até mesmo verificar as condições do acamado. Cuidar do carinho com quem adoece é sinal de amor, esses detalhes amimam, alegram e revitalizam, trazendo melhoras sempre.

Um lanche no meio da tarde ou entre o café e o almoço, nem sempre é desejado por quem perdeu a fome; portanto, devemos fazer coisas saudáveis e apetitosas, apresentadas sempre com ótima aparência.


Uma bandeja com uma pequena florzinha, um sanduíche incrementado, ou uma fruta fantasiada com chocolate, tudo isso pode tornar o alimento mais convidativo e abrir um pouco o apetite. O suco de frutas frescas pode ter um belo canudinho e um enfeite, como um moranguinho, uma fatia de laranja,  e, de preferência, sempre com cheiro e sabor agradável.

Com esses cuidados e mais a medicação nas horas certas, nosso paciente logo se recuperará.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Profissionais em contato com a dor

Não é fácil enfrentar a situação de pessoas que sofrem diariamente e, ao mesmo tempo, manter um interesse vivo por seus problemas e suas tristezas. Nestas circunstâncias existe o risco de manipular a dor de forma anônima, tentando aliviar falsamente a atmosfera na qual devem viver diariamente os profissionais da medicina. 

Podem-se encontrar enfermeiras muito competentes a quem a dor já não lhes afeta profundamente. Em lugar de ver o paciente como um ser humano, com uma visão integral de suas necessidades, centram sua preocupação no que se requer para responder às necessidades clínicas da pessoa. 

Os médicos também se encontram frequentemente em perigo de considerar aos pacientes desde um ponto de vista meramente pragmático, limitando sua atenção ao diagnóstico e as opções terapêuticas.
As palavras do Fundador do Opus Dei a um cirurgião ortopedista são significativas. O médico lhe perguntou como era possível evitar a rotina em sua profissão: “Vive na presença de Deus, como seguramente já fazes. Necessitas colocar em prática vossa alma sacerdotal! Quando  lavas as mãos, quando usas teu jaleco branco, quando colocas as luvas, pensa em Deus e em seu sacerdócio real, ao qual São Pedro se refere. Só assim evitarás a rotina no trabalho. Farás bem ao corpo e também para a alma” .
 
O trabalho dos médicos e das enfermeiras é uma realização ininterrupta e intangível do que levou a cabo nosso Senhor durante sua vida na terra. Seus milagres o demonstram: os cegos podiam ver; os mudos podiam fala; os surdos podiam ouvir; os coxos, caminhar. Curou aos epiléticos e aos leprosos, inclusive ressuscitou mortos.

Um médico ao ler o Evangelho, não pode evitar de perceber a profunda compaixão de Jesus quando se aproximava dos enfermos, tomando Ele a iniciativa para ir ao seu encontro e atendendo sempre as suas súplicas. Sem dúvida, o Senhor estabeleceu sim uma condição: fé, uma fé humana e sobrenatural nEle.

São Josemaria recordava aos médicos a dimensão única que possui sua relação pessoa com o paciente, e os estimulava a evitar cair na rotina de seu trabalho. Os incitava a manter seu coração em sintonia com o coração de Deus. Não se tratava de sentimentalismo, mas de forte convicção de que não se pode exercer a profissão médica como se fosse qualquer outra profissão, nem sequer movido meramente pelo amor à ciência.

Em uma ocasião, algumas enfermeiras lhe perguntaram como poderiam melhorar seu trabalho, e ele respondeu: “Necessitamos de muitas enfermeiras cristãs. Vosso trabalho é um sacerdócio, muito mais que o trabalho de um médico. Disse muito mais porque vós tendes a delicadeza, a proximidade de estar sempre perto do paciente. Creio que para ser enfermeira, se requer uma verdadeira vocação cristã. Para aperfeiçoar esta vocação, requer-se estar cientificamente preparada e ter uma grande delicadeza”.

Em outra oportunidade, explicou ainda mais a abordagem anterior: “...Pensais que estais cuidando da Sagrada Família de Nazaré e que a pessoa enferma é Jesus [...] Ou pensais que é sua Mãe. Tratai-os com amor, com cuidado, com delicadeza. garanta-lhes de que não precisem de nada [...] Eu rezo por vós porque penso no bem ou no mal que podeis fazer. A uma pessoa que está espiritualmente preparada, pode-se lhe falar de seu estado com franqueza. Porém se este não é o caso, deveis aproveitar qualquer oportunidade para ajudar-lhes a se aproximarem da Confissão e receber a Comunhão. E chegará o momento em que a pessoa que está enferma, desejará que lhe diga que vai ao Céu. Eu mesmo conheço alguns belos exemplos”.

Mais de uma vez, São Josemaria enfatizou a dimensão sacerdotal deste trabalho: “Impressiona-me quando me dizem algo que muitos de vós conheceis. Os médicos devem não só preocupar-se com o estado físico do paciente mas também com o de sua alma”.

Resumo de um texto do site www.opusdei.org

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Do facebook para vocês: Serotonina

O que é:
A serotonina é um neurotransmissor que atua no cérebro regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade a dor, movimentos e as funções intelectuais. Quando ela encontra-se numa baixa concentração pode levar ao mal humor, dificuldade para dormir e vontade de comer o tempo todo, por exemplo, e uma das formas de aumentar a concentração se serotonina na corrente sanguínea é consumir alimentos ricos em triptofano, outra é praticar exercícios físicos com regularidade.

Sintomas da serotonina baixa - A baixa concentração de serotonina no organismo pode levar ao aparecimento de sintomas como:

•    mau humor de manhã;
•    sonolência durante o dia;
•    inibição do desejo sexual;
•    vontade de comer doces;
•    comer a toda hora;
•    dificuldade no aprendizado;
•    distúrbios de memória e de concentração;
•    irritabilidade;
•    cansaço;
•    ficar sem paciência facilmente.

Alimentos para aumentar a serotonina - Alguns alimentos ricos em triptofano que servem para aumentar a taxa de serotonina no organismo, são:

•    chocolate preto;
•    vinho tinto;
•    banana;
•    abacaxi;
•    tomate;
•    carnes magras;
•    leite e seus derivados;
•    cereais integrais;
•    castanha do Pará.

Alimentos como estes devem ser consumidos diariamente, em pequenas proporções, várias vezes ao dia. Um bom exemplo disso, é tomar uma vitamina de banana com castanha do Pará no café da manhã, comer um peito de frango grelhado com salada de tomate no almoço e tomar 1 taça de vinho tinto após o jantar.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Como conviver com a artrite

As causas da artrite reumatoide são desconhecidas, as pesquisas mais recentes indicam somente que se trata de uma doença inflamatória e autoimune, isso significa que o próprio corpo produz anticorpos que atacam as articulações - sobretudo as menores, como os dedos, punhos e articulações dos pés e dos tornozelos. A reumatologista Lícia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide, da Sociedade Brasileira de Reumatologia, explica que, se não for adequadamente tratada, a artrite reumatoide destrói as articulações, aumentando a sua dependência para realizar as tarefas diárias. E quando as deformidades progridem, é hora de lançar mão de alguns hábitos e até dispositivos que facilitam a sua vida. Em 30 de outubro, o calendário marca o Dia Nacional de Luta contra as Doenças Reumáticas. Conviver bem com a doença é o primeiro passo vencê-la, informe-se a seguir e junte-se a nós nesse combate!

Substituir maçanetas e torneiras arredondadas
Uma mudança simples que faz toda a diferença. As torneiras e maçanetas em formato de bolinha são muito mais difíceis de serem giradas por quem tem artrite reumatoide. Isso porque esse tipo de dispositivo exige o movimento de prensa da mão, que solicita exatamente as articulações mais prejudicadas. Para abrir maçanetas e torneiras em formato de cabo, basta um empurrão, para baixo ou para cima, bem mais fácil de ser realizado. O reumatologista Fábio Leandro Parmigiani, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, explica que essa alteração faz muita diferença na qualidade de vida dos pacientes, que podem fazer atividades básicas com mais independência.

Usar velcro nas roupas
Vestir-se sozinho parece simples? Pois pode ser um desafio para quem tem artrite reumatoide. Adquirir roupas que tenham velcro no lugar de zíperes, botões e laços - ou até mesmo fazer a mudança com a ajuda de um costureiro - aumenta a independência do paciente com artrite reumatoide, já que exige menos o chamado movimento de pinça dos dedos, de difícil execução nesses casos. O reumatologista Fábio conta qual é a maior vantagem do uso desse aparato: "Ele permite que os pacientes não se sintam limitados para atividades básicas de cuidado pessoal, o que melhora, e muito, a autoestima".

Usar mais os braços
O educador físico Diego Roger, professor da Universidade Gama Filho e mestrando em ciências aplicadas à reumatologia, explica que, na fase de adaptação à doença, é fundamental resguardar articulações comprometidas e tentar utilizar os acessórios (neste caso, o braço) para realizar as atividades diárias. "Contudo, é preciso cuidado para não sobrecarregar as articulações que estão boas, comprometendo-as no longo prazo, ou assumir posturas viciosas, como manter a coluna curvada".

Usar um carrinho

Sabe esses carrinhos usados para fazer compras no supermercado? Eles podem ser ótimos aliados no lar de quem convive com a artrite reumatoide. Fábio Parmigiani explica que o transporte excessivo de peso evita que estes pacientes desencadeiem lesões musculares e agravamento do quadro de dor nas juntas. Por isso, use os carinhos e evite essas agressões.

Forrar utensílios manuais
Facas, garfos e escova de dente não precisam ser um desafio para o portador de artrite reumatoide. Lícia Maria explica que atualmente existem dispositivos que se encaixam a esses, e outros, objetos, garantindo a sua usabilidade por quem tem a doença. "Os adaptadores melhoram muito a capacidade dos pacientes terem uma vida normal, muitas vezes um simples adaptador colocado no cabo de uma faca facilita a utilização do utensílio e evita que o paciente se sinta incapaz de ter uma vida normal", afirma o reumatologista Fábio. Para quem quiser um método diferente de fazer a adaptação, a reumatologista Lícia dá a dica: "Vale colocar aqueles espaguetes usados na piscina em torno do cabo da faca, por exemplo, para isso, basta introduzir o objeto dentro do espaguete e descascá-lo até que ele chegue ao diâmetro ideal para a pegada".

Usar a tecnologia a seu favor
Fábio Parmigiani explica que tudo que ajuda o paciente a proteger a junta inflamada e, desta forma conservar a energia, é uma opção benéfica. Escovas de dente e facas elétricas são algumas das opções que ajudam a evitar a lesão das articulações - aposte nelas.

Evitar as quedas
A reumatologista Lícia Maria explica que o risco de osteoporose é maior nos pacientes com artrite reumatoide. Por isso, além do acompanhamento médico e avaliação da densidade óssea constantes, a especialista recomenda que sejam feitas algumas adaptações na casa desse paciente, a fim de evitar quedas: "Colocar barras no banheiro, preferir sabonetes líquidos (em vez da versão em barra, que pode escorregar e cair no chão) e evitar o uso de tapetes são medidas simples que previnem o problema".

Pedir ajuda quando precisar
Nem todo esse aparato substitui a ajuda - e o carinho - que um amigo, um familiar ou mesmo um cuidador pode te dar. "Todos que convivem com uma pessoa que tem artrite devem se esclarecer sobre as possíveis limitações causadas pela doença e, portanto, melhorar o convívio", afirma o reumatologista Fábio Parmigiani. Sinta-se confortável em solicitar a ajuda de outros sem sentir constrangimento, pois a exigência de ser independente, às vezes, pode ser excessiva e acabar em frustração.
Do site www.msn.minhavida.com.br

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Melhorando a leitura de pessoas com Dislexia

Uma dica rápida para professores e pais de crianças com dislexia.

O tipo de fonte que você utiliza nos textos tem um grande impacto na compreensão que as crianças tem do que está escrito. Existem fontes específicas para facilitar a leitura destas pessoas.

Listo abaixo algumas destas fontes:

Open Dislexic - http://dyslexicfonts.com - Não é uma fonte bonita, mas melhora muito a legibilidade em pessoas com dislexia.

Tyresias - É uma fonte gratuita que pode ser adicionada ao seu computador Windows e ajuda a produzir textos e páginas web com leitura mais fácil: http://www.tiresias.org/fonts/fonts_download.htm

Lexia - É gratuita para uso em escolas ou uso pessoal. http://www.k-type.com/?p=520

FS Me - É uma fonte bonita que melhora a legibilidade em textos tanto para pessoas com dislexia como para os que não tem a doença. A desvantagem é que custa cerca de 300 reais.



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 152)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – A. diz: Dra , um tratamento psiquiátrico é razão para impedir um casamento? Minha filha tem 19 anos e o noivo nem sabe que ela teve e tem esse tratamento semanal. Ela faz questão de não contar. Ela foi diagnosticada com um TOC. Ela acha que se contar ele vai achar que é doida e vai desistir de casar.

RESP: Caro (a )A.
 Se o noivo de sua filha a ama de verdade, certamente compreenderá e apoiará um tratamento que só pode ser benéfico para a vida de ambos! E ficará feliz por ela se tratar (para bem da família que formarão) e por confiar nele, não ocultando um fato de tal relevância na sua vida. Por que ocultar e faltar à sinceridade não revelando, com toda simplicidade o tratamento que faz hoje e que talvez deva ser mantido mesmo após o casamento? Não contar pode ser a demonstração de que ela não deposita nele a confiança que deveria ter...

Um relacionamento saudável não deve ter espaços ocultos, porque destrói e abala a confiança mútua! A verdade é e será sempre um BEM e o melhor caminho a ser seguido!

Com todo carinho, sem rodeios, animem sua filha a ser muito sincera e verdadeira, explicando como se sente e porque buscou um tratamento, até porque seu noivo já deve ter percebido o jeito dela ser, que não é - de modo algum - algo de que deva se envergonhar! Quantos de nós temos um pouco dessa síndrome, que só há bem pouco tempo começou a ser melhor conhecida, diagnosticada e tratada com sucesso !
Ânimo e Boa sorte!
Fico às ordens, Mannoun

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 150)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – A. diz: Dra minha filha tem vergonha de mim, não quer mais que eu vá até a porta da escola e nem trás amigas aqui em casa. Diz nenhuma mãe fica se metendo na vida das amigas. Ela tem 16 anos e eu me preocupo com o que faz e com quem anda. O que devo fazer? Ela é filha única e meu marido acha que agora não é mais hora de cuidar dela.

RESP: Cara Sra A.

Não sei onde moram, mas realmente não há necessidade de acompanhar sua filha até a porta de Escola. Toda hora é hora de cuidar dos filhos, mas proporcionalmente à idade e responsabilidade.
Não é vergonha da senhora que ela sente, mas envergonha-se diante de terceiros, aos 16 anos, em parecer  necessitar companhia da mãe para ir à Escola. Creio que no momento em que a senhora se ocupar de outras atividades, como as próprias tarefas  de casa, uma ginástica, um trabalho voluntário e não ficar tão pendente dela voltará a trazer suas amigas. Não se mostre triste ou aborrecida com a atitude dela, porque  os filhos Adolescentes confundem o zelo e carinho dos pais com excesso de proteção e desconfiança por parte deles. Procure entendê-la, trate-a com o mesmo carinho e com um pouco menos de atenção, dando tempo para que ela possa refletir, amadurecer e aprender a valorizar os cuidados que recebe. Converse o necessário, não questione muito, seja amiga das mães das outras colegas e amigas dela, saiam para um lanche de Mães, troquem ideias, não limite seu universo à essa filha única.
Esteja sempre alegre, sorria, não se lamente, cante! Filhos sentem falta de pais que demonstrem viver bem e estar “de bem com a vida"...
Convide seu marido a um passeio, um jantar fora, uma viagem talvez, não sei o estilo de vida de vocês  como família, mas " desligue-se"  um pouco dela. No início parece muito difícil, mas os resultados compensam!
Fico a seu dispor, Mannoun

2 – M. A.diz: Descobrimos a pouco tempo que nosso filho de 18 anos tem leucemia. Moramos no sul do Brasil e aqui os recursos são poucos, para tratamentos. O médico nos disse que nos preparássemos para o pior. O que podemos fazer minimizar o sofrimento dele, tão jovem e já sofrendo tanto e sem esperanças?

RESP: Cara Sra M.A.

Não sei qual a cidade onde moram nem onde fica, mas não fiquem passivos ante a falta de recursos de sua cidade. Curitiba é um grande Centro de tratamento de doenças do sangue - vocês não poderiam marcar uma consulta e ir  até lá?  Santa Maria tem também uma Universidade e bons Hospitais. Comuniquem-se. Seu médico mesmo pode encaminhá-los através do SUS. Ouçam outras opiniões, lutem, o filho sentirá que estão a fazer alguma coisa e, sobretudo, não tenham  " pena "  dele!  Vida em casa e fora de casa o mais possível normal, não sussurrem nem falem pelos cantos, sigam as orientações médicas mas busquem outros recursos fora de sua cidade, por favor ! A medicina a cada dia oferece mais possibilidades, não se encolham!
Conhecer a verdade é diferente de não apontar para a esperança!  Ninguém tem o direito de sufocar esta chama no coração de quem quer que seja!
Se vocês são uma família que tem FÉ, recorram sem cessar a Deus e ao mesmo tempo, AJAM !  Que seu filho esteja em companhia de amigos, tenha vida de um jovem de 18 anos - vida limpa, saudável, com boas companhias, alegria, esperança e saiam em campo , procurem outros médicos, ouçam mais opiniões.
Fico às ordens para o que puder ajudar, ok ?
Boa sorte e lutem!
Atenciosamente, Mannoun