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sábado, 16 de julho de 2016

A família crescendo

Hoje é mais um dia feliz para nossa família, mais um filho está casando. Ganharemos mais uma nora, alguém mais para acrescentar bons momentos a família.

Quando um filho, ou uma filha casam toda a família se alegra. Teremos mais carinho e poderemos dar mais de nós a mais alguém. Todos vibramos com a alegria de cada um. De alguma maneira cada um demonstra seu amor de irmão ou irmã, e o nosso amor de pais.

O filho estando feliz, nós também estamos, não posso entender não gostar de quem gosta dos nossos. Minha mãe tinha um bom ditado para isso: " Quem a meus filho ama, minha boca adoça". É assim que eu e meu marido nos sentimos.

A grande família, cada vez mais agregando valores, com a chegada de um novo membro. Chamo de nora e de genro, pois estes não deixaram de ter seus pais, nem sonho em tomar o lugar destes, porém não importa o nome, eles passam a ser parte de nós. Serão nossos amigos e seus pais também. Com isso nossas festas ficam cada vez mais alegres, nosso convívio muito mais rico.

Como nossa família é bem numerosa, tudo se transforma em evento. Com o casamento, teremos muitas pessoas para receber, o tempo fica curto, e a atenção a cada um fica prejudicada, mas todos entendem, e todos ajudam a acolher os parentes e amigos que estarão juntos de nós dividindo toda essa nossa alegria.

Depois conto um pouco do que se passou no casamento, tudo foi planejado com simplicidade, mas com bastante cuidado, desde os livrinhos para acompanhar o ritual do matrimônio,  o sacerdote celebrante, as flores, as músicas, a igreja, a casa de festa e seus quitutes. Tudo escolhido e resolvido pelos noivos,dentro das possibilidades deles, Com certeza aproveitarão muito de tudo, pois custou o sacrifício de ambos para oferecer o melhor aos amigos e parentes.

Vamos aos preparativos, para que todos deem o melhor de si. Cabelos, maquiagens, roupas, tudo pronto, agora só falta conter bem as emoções, com um belo sorriso no rosto, e dar início a cerimônia.

Que Deus os protejam e os façam felizes.

Fotos cedidas pelo Arte Combinada - http://www.artecombinada.com.br/luisa-e-joao/

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O que podemos fazer juntos? Um desafio para casais modernos.

Atualmente os casais já se casam sabendo que cada um terá sua participação nas tarefas do lar. Fogem dos clichês herdados dos pais e avós sobre tarefas tipicamente femininas, ou masculinas no casamento, e encontram espaço de convivência mais alegre e intensa.

Dentro da rotina do casal é um bom modo de uni-los cada vez mais, preparar um prato juntos; praticar um esporte juntos; ouvir música junto, planejar uma viagem juntos, planejar uma festa ou uma reforma da casa. Não como uma obrigação, mas como algo que incrementa a intimidade, e subverte um pouco a separação entre tarefas ditas femininas, ou masculinas.

Basta que cada casal converse e determine entre ambos quem fará o quê, nas tarefas domésticas, mesmo que ambos não trabalhem fora de casa. Porque as tarefas de casa são muito pesadas, e um grande fardo para ser feita por um sozinho. Quem trabalha em escritório, passa muitas horas sentado, mesmo que seu trabalho exija muito da cabeça, deixa o corpo mais descansado. Uma tarefa em casa vai ajudar a tirar o estresse e ainda exercitar o corpo.

Outra razão para que o casal tenha o costume de combinar ou fazerem juntas as tarefas do lar é que ambos se sintam donos do lar onde vivem e não meros visitantes. Planejar juntos até a cor das cortinas é importante, porque os dois viverão no local e precisarão se sentir a vontade e relaxados, igualmente.

O desafio é encontrar essa sintonia fina, onde cada um se sinta a vontade e ao mesmo tempo responsável pelo lar que construíram juntos. Assim quando os filhos chegarem, ambos vão sentir a necessidade de continuar nessa partilha de cuidados unitivos da família.

domingo, 1 de novembro de 2015

Você sabe o que faz todos os dias pelos seus filhos?

Vídeo mostra uma casal com dois filhos. A mãe gerencia a casa, dá conta de seu próprio negócio e ainda mantém a família unida. O pai, um contador passa boa parte do dia fora. O que ela não esperava era a surpresa que o seu marido preparou para lembrá-la o quão importante ela é para a engrenagem da família.

Emociona-se assistindo o vídeo abaixo:


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Coisas que irritam o meu, o seu, a sua

… esposa, namorada, mãe, irmã, irmão, marido, pai….


Deixar para depois. O que tem que ser feito, tem que ser feito e pronto. Claro que imprevistos acontecem e desde que haja uma desculpa plausível, tudo bem! Agora, desculpas como: não estava a fim de fazer hoje, estava muito calor, muito frio…..don´t rola!!


Falta de foco. Muitas vezes tentamos fazer três, quatro coisas ao memo tempo. Com foco e objetividade conseguiremos fazer uma tarefa em menos tempo. Organize-se de tal forma que gaste menos energia no cumprimento de suas tarefas. Também não tente fazer tudo sozinho(a). Delegue tarefas, maridos, filhos, esposas, irmãos estão aí pra isso!!




Pare de esquecer das coisas. Quando queremos, quando nos interessa, quando é divertido, nós lembramos, né? Esquecer de fazer algo que alguém pediu uma ou duas vezes até vai lá, agora mais do que isso é falta de interesse, faz com o que o outro pense que você não se importa, que você não o coloca em sua lista de prioridades.


Achar, dizer que não vai conseguir. Pensamento positivo sempre!! Internet está aí pra isso! Não sei cozinhar, mas quando preciso vou no youtube e pego alguma receita. Não pretendo participar de nenhum reality ou ter o meu próprio programa de culinária, mas com o tempo sei que vou aprendendo e consequentemente, melhorando!


Não cuidar de si. procure dormir cedo, fazer exercícios, procurar um médico, dentista, faça um check-up periódico, pare de se achar menos importante. Cuidar de si é uma demostração de amor com o outro.


Sofrer por antecipação. Muitas vezes o problema nem existe, mas já estamos sofrendo. E pior, não paramos de falar sobre o assunto o que pode ser muito desgastante!

Vamos aprendendo com os desafios da vida, conversando um com o outro o que  é muito importante em qualquer relacionamento. Assim, levaremos uma vida mais leve e feliz!!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Envelhecendo juntos






Outro dia assistia televisão com a minha esposa. Assistíamos ao Altas Horas e um dos quadros era uma entrevista com os atores Tarcísio Meira e a sua esposa Glória Menezes. Em determinado momento à minha esposa olha pra mim e me pergunta: “será que vamos ficar assim”?. Perguntei: “assim como?”. Ela me respondeu: “velhinhos juntos”. “Claro”, respondi”!

Logo depois da nossa conversa fiquei pensando o que teria que fazer para chegar, junto da minha esposa, pelo menos à mesma idade dos atores citados acima.

Envelhecer juntos depende de sacrifícios, abrir mão de muita coisa um pelo bem do outro, sofrer, trabalhar, rir juntos, conhecer o verdadeiro amor.  

Além disso, é preciso ter muita paciência, pois todos enfrentamos problemas. Quem nunca disse algo que magoasse o seu/sua amado(a)? Mas temos que ter a capacidade de deixar as mágoas de lado e seguir em frente. Gratidão é outra característica importante. Gratidão por tudo o que um fez pelo o outro. Ter a capacidade de enxergar as pequenas coisas que muitas vezes passam despercebidas, mas que o outro faz com a melhor das intenções, com o maior carinho e amor, assim como Deus faz conosco!

Talvez a característica mais importante de todas seja o respeito. Desentendimentos acontecem em todo casamento, mas nunca podemos perder o respeito um pelo outro. Aqui em casa, quando discordamos de alguma coisa, nunca falamos na frente das crianças, pelo que elas nunca viram os pais batendo boca, muito menos trocando insultos. E o mais importante: nunca vá dormir sem conversar com o seu marido, com a sua esposa. Se algo estiver incomodando, converse. Conversem sobre tudo, façam planos, se mostrem interessados por assuntos que interessam ao outro, mesmo que não dominem a conversa, escutem!  Nunca durmam brigados um com o outro. Eu sou uma pessoa bem introvertida, do tipo que paga para não se aborrecer, sabe?  Então, conversar nunca foi fácil, uma palavra mal interpretada pode virar uma discussão, a chamada “DR”, e aí a boa intenção vai por água abaixo. É um exercício, como se estivesse me sacrificando por ela.  
Ficar juntos a vida inteira tem que ser com muito carinho, alegria e amor, focando nos atos e aprendendo a perdoar.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Dez frases que todo homem gostaria de receber da esposa ou namorada!

Por Alex Camillo




Vivemos em uma época em que milhões de pessoas possuem smartphones e portanto estão conectadas quase o tempo todo às redes sociais. Que tal aprendermos a usar estas ferramentas a nosso favor?

A ideia é uma maneira simples, porém eficiente de quebrar a rotina, de surpreender, de deixar o marido saber que a sua esposa está pensando nele.

Podemos usar o Whatsapp ou se o seu celular é um pouco mais simples, um SMS de vez em quando também tem o mesmo efeito.  Segue abaixo sugestões de algumas frases:

  1. Obrigada pelo jantar/presente de ontem!
  2. Que tal um jantar especial hoje?
  3. Hoje tem a sua sobremesa favorita!
  4. Te amo!
  5. Tenha um ótimo dia no trabalho!
  6. Mais um dia ao seu lado! Amo estar junto a ti!
  7. Eu te perdoo!
  8. Estou tão feliz!
  9. Ansiosa esperando a sua chegada!
  10. Estou com saudades!
E aí meninas, tem alguma frase, pensamento que você gosta de mandar para o seu marido de vez em quando, que você gostaria de compartilhar conosco?


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O casamento - Será que vale a pena mesmo?

Recebi esta semana um comentário no Blog, no texto: "VALE A PENA CONTINUAR CASADOS? ”, e achei que daria outro assunto, que poderá servir para muitas outras pessoas que se encontram numa dúvida parecida - segue a resposta que demos ao senhor anônimo:

Anônimo disse: Sou casado ha 17 anos. Agora me apaixonei por outra mulher. Nesses 17 anos sempre busquei fazer a felicidade da minha mulher e filhos. Agora encontrei a felicidade e o amor que ha muito não sentia. Mas me sinto pressionado a deixar de viver esse amor para manter o casamento e não trazer infelicidade a família.

Caro anônimo, dificilmente você será feliz com essa nova mulher. Essa sua busca pela felicidade será a sua ruína. Felicidade não é uma conquista fácil, muito menos quando deixamos marcas profundas nos outros que nos são caros, como nossos filhos.

 Nesses 17 anos, com certeza você foi feliz também, porém, agora vendo o tempo agir em sua esposa, se ilude pensando que a outra será a sua felicidade eterna. Será sim o início de uma busca sem fim.
Não conheço sua esposa, nem sua família, mas com certeza você pode investir um tempo maior com eles, e ressuscitar esse amor, com esta sua esposa que já lhe conhece, e tem uma verdadeira história de vida com você.

Cuidado para não estragar tudo. Essa pessoa, com quem você esta namorando, não demonstra ter um caráter muito firme, visto estar  com um homem casado, e o ditado diz: “se faz com um faz com outro e outro”.
Não os conheço, falo de forma genérica, com a experiência de conversa com muitas pessoas que entraram por esse caminho difícil e perigoso que você está pensando seguir.


Reflita bem antes de tomar uma decisão que pode transformar sua vida em algo muito pior. Minha mãe brincava quando alguém vinha lhe dizer que ia se separar e respondia: “Dias virão que bom me acharão”, ou “Ruim com ela, pior sem ela”.

Procure fazer uma lista de qualidades da sua esposa, com certeza você vai se surpreender e encontrará razões para ressuscitar esse amor.Procure coisas que ambos gostem para fazerem juntos e busque conversar mais, não só assunto de despesas, contas a pagar e filhos na escola. Falem de vocês. Vale a pena!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Aniversário de casamento

Por Carol Balan

Na terça-feira comemoramos oito anos de casados. Como estamos economizando, decidimos não comemorar fora de casa e nossa programação ficou: missa à tarde, jantar especial (feito por mim) com os filhos e, para finalizar, assistir ao vídeo do casamento.

Depois da missa, durante a benção, o padre disse que nós havíamos nos mantido juntos até hoje, com tudo de bom e também com todas as dificuldades e pediu a Deus que nos desse forças para sempre nos manter unidos.

Fiquei pensando bastante nisso. Oito anos juntos é bastante tempo. Tempo suficiente para nos conhecermos, para cada um mostrar quem é verdadeiramente, sem aquela "maquiagem" que usamos no tempo de namoro, quando a nossa convivência com o outro é menor. Também já é um momento em que, se deixamos os problemas crescerem demais, podemos começar a pensar se o casamento realmente compensa ou se é melhor uma separação. Porém, acredito que se o casal estiver decidido a se manter unido, ainda que as dificuldades apareçam, essa união não se dissolverá tão facilmente.

Na verdade, todas as relações apresentam suas dificuldades: quando adolescentes, brigamos com os pais; na escola, discutimos com um colega ou pegamos implicância de um professor; um vizinho que faz muito barulho, acaba por nos irritar. O que precisamos pensar é quanto vale a pena ceder àquela situação ou não. E, ainda mais importante, o quanto nós podemos fazer para que aquela situação se resolva da melhor maneira possível.

O padre que celebrou nosso casamento nos disse que precisávamos entrar no casamento não pensando em nossa felicidade, mas pensando em fazer o outro feliz. Realmente, quando pensamos na felicidade do outro, aceitamos ceder e deixar as nossas vontades de lado por um instante. Se ambos fizerem isso, a chance de se atingir a felicidade é muito maior do que se cada um ficar lutando para alcançar a própria felicidade. Além disso, também existe felicidade em ver o outro feliz. Não é uma delícia ver que as pessoas que amamos estão felizes?

Nesses anos de casamento tivemos muitas coisas boas e muitas coisas ruins, mas o mais importante é que estamos vendo nossa família crescer, estamos amadurecendo juntos e aprendendo a nos respeitar e amar cada vez mais. Estamos só no início da jornada, ainda teremos muitos anos pela frente, se Deus quiser; porém, o que peço e espero é que possamos continuar sempre assim: valorizando o que há de bom e aprendendo com o que acontecer de ruim.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Mais um ano de casados?

Só quem fez do seu casamento sua razão de viver , entende o valor de se comemorar mais um ano juntos; a cumplicidade de duas pessoas que se propuseram viver juntas para sempre, sempre.

Não existe receita para felicidade eterna, como se o casal pudesse viver em êxtase ano após ano, e, nada neste mundo atrapalhasse esse amor sublime. Isso não acontece na vida de ninguém, nem solteiro e nem casado, não existe viver nesta constante; aliás seria até monótona.

Hoje fazemos, meu marido e eu, quarenta e um anos de casados. Temos mais tempo juntos num só coração, numa só alma, do que solteiros, sozinhos. É maravilhoso, não conseguimos mais nos imaginar um sem o outro.

Tivemos sim, muitas brigas, atritos: “A menina esta com febre” – “ Não isso é mania sua de achar febre só com a mão”; “ acho que ele quebrou o braço”, vamos ao hospital” – “ vamos esperar, acho que é dengo”. Com essas discussões fomos aparando as arestas das nossas diferenças, dos nossos modos de pensar e de sentir.

Cada um vem de uma criação diferente, e na vida a dois vão testando seus conhecimentos, e vão decidindo o que é melhor para a família que constituíram juntos. O segredo para o caminho da felicidade eterna é ter paciência, ser compreensivo e buscar constantemente a reconstrução do amor em cada dia.

Tivemos muitas alegrias, Deus nunca se deixou ganhar em generosidade, permitiu muitas atribulações, mas. nos cobriu de graças para superá-las e nos presenteou, e continua presenteando, com muitas muitas coisas boas.

Nossos nove filhos são o produto maior deste amor que nos une, e cada passo que dão, cada luta vencida, é pura glória para nós.

Sabemos que um dia vamos para a vida eterna, (o tempo vai passando cada vez mais rápido), mas temos a certeza de que estamos no caminho certo, e nesses quarenta e um anos de vida matrimonial vivemos cada dia diante da vontade do Nosso Pai Celestial.

Que venham quantos anos mais Deus permitir!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Construindo uma família? Boa sorte!

Era costume se comemorar, na Roma antiga, o  Festival da Boa Sorte, quando era homenageada “Fortuna”, a deusa da sorte e da prosperidade. lembrei-me disso por ouvir as pessoas desejando sorte umas as outras, como se isso fosse o diferencial para resolver as coisas na vida. Usam a sorte como se fosse uma fada madrinha que bastasse pensar ou desejá-la e tudo se resolveria num passe de mágica.

Para se constituir uma boa família o que menos precisamos é de sorte. Precisamos sim é investir numa boa escolha do marido ou da mulher. Podemos selecionar a pessoa com quem queremos passar o nosso resto da vida. A paixão pode surgir de repente, mas o amor precisa ser cultivado, com o aprofundamento do conhecimento mútuo, dos interesses em comum, com a perspectiva de que precisaremos ceder muitas vezes em favor do outro e estarmos dispostos a isso.

Em primeiro lugar devemos estar certos de que temos a vocação para o matrimônio, para esse amor unitivo e procriativo que o casamento exige. A partir daí definir pontos que serão importantes no cônjuge que iremos desposar. Usar um olhar mais atento na hora em que conhecemos alguém novo, um possível marido ou uma possível esposa. Investir neste conhecimento.

Existem muitas garotas que passam anos procurando seu “príncipe encantado ideal” . São tantos os requintes dos seus devaneios que acabam perdidas, fora da realidade de encontrar sua outra metade da laranja. Conheço uma jovem que repara até no perfume do rapaz, e faz disso logo um impedimento para deixar de conhecê-lo melhor, e perde uma oportunidade de avaliar pontos realmente importantes do caráter, da personalidade, que de fato possa ser um entrave, ou um amor a segunda vista.

Vamos ser realistas, deixar as superficialidades de lado, e buscar o amor em alguém que seja o complemento de nós. Investir nosso tempo nessa escolha para o todo sempre, e para que seja a felicidade de ambos.

Uma família constituída com bases sólidas não precisará de sorte, pois mesmo nas dificuldades, nos apertos, estarão unidos por esse amor construído em bases sólidas.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Conversa entre mãe e filho – antes de casar

Sabemos que nossos filhos não são para nós, um dia se casarão e seguirão suas vidas em suas novas famílias, e para sermos boas mães precisamos também amar a esposa de cada filho, pois esta mulher foi escolhida por aquele que tanto amamos – o filho.

Nossa amiga Maria Teresa Serman me enviou o texto que segue abaixo, ele resume muito bem o que uma mãe deve e pode conversar com seu filho antes de casar. Coloco aqui para refletirmos bem sobre o assunto, pois uma mãe pode influenciar muito seus filhos, tanto pro bem, como para o mal.

1. Você ama seu filho como ele é
Portanto, você vai amar tudo o que ele amar e isso significa estar comprometida a amar a mulher que ele escolher para ser sua esposa, além de vê-la como filha amada, você a irá cuidar e proteger como tal.

2. Você sempre será sua mãe e muitas vezes será a pessoa mais parecida a um melhor amigo
Ou seja, ele pode confiar em você, você o ouvirá, mas sempre pensará primeiro no bem-estar de sua nora e seus netos antes do bem-estar de seu próprio filho; você o ama muito, mas uma vez que ele se tornar um homem casado, seu lugar será na casa dele, não na sua.

 3. A mulher mais importante de sua vida é sua esposa e não sua mãe
Suas visitas e ligações deixam e irão deixar você muito feliz, mas amará muito mais as visitas com os netos e toda a família em casa.

 4. Eu vou respeitar o seu espaço, a sua independência e sua família
Na minha casa, você não pode falar mal de seu cônjuge ou de seus filhos; não vou opinar a favor nem contra; não vou me colocar ao seu lado e nem vou interferir em seus assuntos. Não me peça para esconder as coisas de sua esposa, para que você minta e perca sua confiança.

Alguns anos atrás, um velho amigo e sua esposa estavam contando sobre as coisas que tinham ajudado a estabelecer e fortalecer seu casamento. Este bom homem mencionou que quando ele mostrou com orgulho o anel de noivado que ele havia comprado para sua noiva à sua mãe, a mãe disse a ele: "Ela merece algo muito melhor que isso, você pode se esforçar um pouco mais por ela", então o jovem devolveu o anel e trabalhou mais para conseguir um anel digno de sua esposa. Toda vez que ele contava à sua mãe sobre alguma dificuldade no casamento ou na vida, sua mãe dizia a mesma coisa: "Você pode se esforçar um pouco mais por ela" e assim ele tem feito todos os dias desde então. Quando essa boa mulher faleceu, ela deixou seu próprio anel de noivado para sua nora, com as palavras: "Obrigada por tornar meu filho um homem bom e feliz."

A boa influência de uma mãe em seus filhos vai ajudar não apenas ele, mas também ajudará sua esposa e filhos a serem felizes, irá fortalecer laços e irá manter gerações unidas. Seja mais inteligente e veja um passo à frente protegendo o amor.

Do original No permitas que tu hijo se case sin hablar de estos detalles.
http://www.familias.com/familia/no-permitas-que-tu-hijo-se-case-sin-hablar-de-estos-detalles

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Etiqueta Social e Comportamento.


Para falar de etiqueta social é essencial primeiramente entender que não se trata de uma futilidade, de viver aprisionado a regras ou de se portar da mesma forma em todos os ambientes. Há quem rejeite qualquer formação neste sentido por não compreender a essência do tema, e há, ainda, fontes que associam a etiqueta com a luta de classes: seria algo que surgiu com o intuito de diferenciar a plebe da aristocracia.

Seja isso ou não, a verdade é que muitas regras são ferramentas importantíssimas no auxílio da convivência harmoniosa em sociedade. Etiqueta não é só para o indivíduo que se utiliza das regras, mas serve para o bem estar dos demais e nos ajuda a viver civilizadamente e harmoniosamente em sociedade.

Para ilustrar bem vou comentar algumas curiosidades e demonstrar como observar algumas regrinhas é importante e nos faz mais educados. Algumas coisas parecem óbvias, mas se tem uma coisa que é certa, é que o óbvio precisa ser dito. Tantas coisas óbvias não são praticadas no dia a dia e tantas regras cumprimos, mas não entendemos o motivo delas... Vamos ver algumas!
Falando ao celular em lugares públicos.

É muito comum se deparar com pessoas falando alto nas ruas e em lugares fechados cheios de gente. O ideal é falar ao telefone em lugares silenciosos para que não seja necessário ficar gritando ao telefone, repetindo informações e expondo o assunto particular a todos ao redor. Se é necessário falar ao telefone de imediato o ideal é mandar uma mensagem.

Ficar falando alto ao telefone é péssimo, sobretudo em ambientes fechados. Não interessa se você não se importa de expor sua conversa particular com as demais pessoas, mas é necessário se importar com a pessoa do lado que talvez esteja fazendo uma leitura, por exemplo. Quer dizer, não importa só o que você acha, mas também se o outro será afetado com a sua atitude.

Quando se é convidado para um casamento.

Ao receber um convite de casamento, primeiramente é importante abri-lo e se inteirar das informações o quanto antes, pois qualquer indisponibilidade com a data do evento os noivos precisam ser avisados. Num convite normalmente constam, além das informações praxes de dia/horário/data, algum site com lista de presentes ou contato para a confirmação de presença.  É importantíssimo ligar agradecendo e informando se irá comparecer ou não. Muita gente não se dá conta que para cada convidado existe uma movimentação grande em torno. No caso de um casamento com festa, os gastos são geralmente por pessoa. Desde o valor do buffet, até o aluguel de cadeiras, a festa foi pensada contando com você.

Se você não pode comparecer ao evento, é importante avisar com antecedência e mandar um presente e/ou um cartão felicitando os noivos. Isso mostra que, embora você não tenha podido estar presente, se importa com a ocasião e está grato por ter sido convidado.

À mesa / no restaurante.


Importante lembrar que algumas regras podem variar de acordo com a realidade cultural. A alimentação muda e os costumes também.

Você sabia que a posição que se deixa os talheres vai influenciar diretamente no trabalho do garçom?

1.    Ao acabar a refeição, os talheres nunca devem ficar cruzados e sim juntos, um ao lado do outro. Parece uma regra boba, mas isso passará a imagem ao garçom de que sua refeição foi finalizada e que ele já pode recolher o prato. Dessa forma o garçom não precisa atrapalhar uma eventual conversa perguntando se pode ou não retirar o prato.

2.    O guardanapo deve ser desdobrado e colocado no colo, levando-o sempre aos lábios, antes de utilizar a bebida, isso evitará que a borda do copo ou taça fique com os resíduos de comida.

3.    Os anfitriões ocupam a cabeceira da mesa.

4.    As taças são colocadas acima do prato ao lado direito, isso porque as bebidas são servidas também por este lado.

Que tal aprender mais sobre etiqueta e comportamento e ser uma pessoa cada vez mais global, preparada para qualquer situação?

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Cinco motivos pelos quais o casamento se torna melhor com a chegada dos filhos

Desde que engravidei, vira e mexe me faço a seguinte pergunta: Como era a minha vida antes do meu filho? O dia que eu encontrar a resposta, volto aqui e conto pra vocês. Não sei se esse dia vai chegar, pois eu simplesmente não lembro!

Meu marido e eu somos casados há sete anos. Demoramos cinco anos para ter o primeiro filho. Mas hoje posso dizer que os últimos dois anos de casada foram muito melhores do que os cinco anteriores. Há quem possa dizer que os filhos atrapalhem a intimidade do casal, que dão despesas, que o casal não tem mais tempo juntos, que atrapalha a vida profissional, que isso, que aquilo, que... que...

Eu posso afirmar, com muitas pessoas do meu convívio que não veem os filhos como estorvo - mas como graça - que não é esse pesadelo todo. Dá trabalho? Dá. E muito. Mas filhos não destroem a vida de ninguém, por favor, né?

Vou dar meu ponto de vista sobre cada item que citei acima.

1 – Filhos atrapalham a intimidade do casal – Só que não! É verdade que antes de se ter filhos os momentos íntimos podem acontecer com mais frequência e sem preocupações. Depois que eles nascem, o cansaço do casal aumenta, a privacidade deve ser mais controlada, afinal, agora tem mais alguém na casa além dos dois. A quantidade de relações sexuais pode até diminuir. Mas sabem aquele papo de qualidade X quantidade? Ele se encaixa perfeitamente aí. A lógica é a seguinte: se o casal vai ter menos relações, logo, vai esperar ansiosamente pelo momento em que poderão ficar a sós. Um vai se esforçar a conquistar o outro, será um momento planejado com carinho por ambas as partes. Se isso não acontecer, a culpa pode ser de qualquer um dos dois. Mas do filho não.

2 – Filhos  NÃO dão despesas, requerem INVESTIMENTOS - Carro dá despesa, cachorro dá despesa. Filho é um investimento. E quem acredita que filho é uma graça, um dom, se surpreende com o pão que ele traz embaixo do braço. Posso dizer, por mim, que muitas coisas que eu tentei realizar enquanto não tinha filhos não foram concretizadas. Foi só o meu filho nascer que as coisas andaram. Você pode argumentar que não tivesse que pagar uma mensalidade de escola para um filho, provavelmente estaria fazendo uma viagem com aquele dinheiro. O fato é: será que você teria esse dinheiro?

3 – O casal não tem mais tempo juntos – Mas o tempo que tem é MUITO melhor aproveitado!
Voltamos àquele papo quantidade X qualidade. E quando o casal tinha bastante tempo junto, só para eles? Será que esse tempo era tão bem aproveitado assim? Há quem consiga passear bastante antes de ter filhos, curtir vários filmes em casa... Mas, pensa comigo. Se você come sua comida favorita todos os dias, chega um momento em que você não acha ela tão gostosa assim. Agora, experimenta ficar um mês sem comer! Quando chegar o momento de saboreá-la, será muito mais gostosa do que se comesse todo dia...

4 – Filhos NÃO atrapalham a vida profissional - Se sua vida profissional é uma prioridade que está acima da família, então não tenha uma família. Não é fácil conciliar as duas coisas. Mas também não é impossível. Muitas empresas até preferem contratar pessoas que têm filhos, pois o comprometimento com a família faz o profissional ser mais dedicado no ambiente corporativo. Além disso, as mulheres tendem a ficar mais criativas após se tornarem mães. A família é uma motivação para que homens e mulheres sejam bons profissionais, afinal, eles têm pessoas para sustentar.

5 – Filhos deixam o cônjuge mais atraente! - Não citei esse motivo ainda, mas quis finalizar com ele. Se o marido é um bom pai, a mulher o vê com um olhar ainda mais amoroso. Quando meu marido dá um banho no meu filho num momento em que estou muito cansada, e os dois brincam juntos, e saem felizes e molhados do banheiro, eu só consigo olhar para ele e pensar: “Esse é o homem da minha vida”. Quando após um dia cansativo eu faço o prato preferido do meu esposo e ele reconhece meu esforço para agradá-lo, ele me olha como uma esposa dedicada. E eu tenho prazer em servi-lo. As pequenas atitudes dentro do casamento se intensificam.

Esse post pode até estar soando um pouco utópico. Não sou nenhuma expert no assunto “casamento”, nem tenho tanto tempo de casada assim. Mas, pra mim, a vida familiar é como um jogo de videogame (só que sem o game over!). As fases começam fáceis e você vai se alegrando das conquistas a cada vez que elas se tornam mais difíceis. Acredito que tudo depende de como enxergamos o copo. O meu copo – ao meu ver - está meio cheio, e não meio vazio.

sábado, 27 de setembro de 2014

Cansei do marido, e agora?

Poderia ser o inverso também, o que em nada modifica o problema. Cada um que se cansa do outro, dentro do casamento, deve procurar ver com imparcialidade os prós e os contras, para depois então buscar soluções e reconciliações.

É normal acontecer isso no casamento, após uns anos, quando o casal já esta confiante um do outro e naturalmente não se esforça mais na conquista diária, com os mesmos cuidados pessoais de antes. Ademais, um ponto importante neste desgaste é a falta de diálogo e de interesses em comum – e aqui não falo das contas a pagar mútuas, nem dos filhos deste casal - marido e mulher necessitam estar em sintonia - ou sinergia, como queiram chamar os mais complexos estudiosos do assunto - para que esse amor que os uniu, a ponto de levá-los ao altar, continue em todo seu esplendor.

Existem momentos em que os desentendimentos por problemas do dia a dia criam um desgaste maior e nos levam a pensar em jogar tudo para o alto; aí podemos nos lembrar de um ditado popular: “ruim com ele, pior sem ele” – é a hora de se fazer a lista de qualidades do outro. Aquela listinha onde vamos escrever o que essa pessoa tem de bom, e que nos faz amá-la.

Ao lado dessa lista de qualidades do outro, podemos escrever as coisas que nos desagradam nele, e numa outra coluna as coisas que nós fazemos que também desagradem a ele. Depois seria bom, num momento de calma, a dois, sentar e conversar, sem brigas, ou melhor, tentar não brigar, pois sempre é difícil ouvir as coisas que fazemos de errado. Além disso, precisamos estar preparadas para também ouvir uma série de coisas ruins a nosso respeito. Lembrem-se de que o outro foi pego de surpresa e não terá ruminado tanto tempo e digerido os problemas como nós o fizemos.

A palavra de ordem é Desarmar – tirar as mágoas, as irritações, os sofrimentos, e levar toda a questão a um nível de busca de entendimento e de reacender a chama deste amor.

Outro dia, observando as brasas na lareira, num dia bem frio, tudo parecia já apagado e eis que de repente aparece uma chama forte, mostrando que ainda havia fogo e calor. Assim também pode estar o nosso amor, parecendo brasas pequenas ou até mesmo cinzas, mas com uma boa mexida, tudo pode voltar ao calor próprio do amor que sempre existiu.

Coisas como o desleixo pessoal, a falta de se por bem para o outro; as atividades sempre distintas, sem um participar dos interesses do outro, a falta de um papo amigável, das saídas a dois, tudo porque as necessidades no trabalho tomam muito tempo e nosso vigor, tudo isso afasta o casal.

Vamos, dentro do casamento, buscar mais interesses em comum, participar da partida de futebol do marido e ele participar das idas ao cinema para assistir uma boa comédia romântica.  Fazer planos! Nada melhor para unir um casal do que planos para o futuro: filhos, viagens, casa própria. Caminhadas, a busca por estar sempre se renovando, com o cuidado pessoal, dentro dos seus limites humanos: barba feita, roupas limpas e bem cuidadas; a higiene pessoal conta muito, em qualquer lugar, ainda mais dentro de casa, com os familiares. Sair a dois, pelo menos uma vez a cada quinze dias, para jogar conversa fora, rir, um para o outro, olhar nos olhos, beijar, namorar.

Nada de jogar fora o cônjuge! Basta procurar dar uma reciclada que o carinho volta, e a atenção de um para com o outro vai melhorar e muito.

Lúcia Helena Marques  - mãe e esposa, ama política e futebol!

sábado, 12 de julho de 2014

A Mãe da Noiva – casando a filha

Hoje estou casando minha primeira filha. Uma grande emoção. Já casei um filho, foi também uma experiência maravilhosa, mas agora... sou mãe da noiva! Agora posso viver mais de perto todas as providências que são mais próprias das mulheres.

A minha tarefa, como mãe da noiva, é agregar, reunir todos no mesmo empenho e canalizar tudo para tornar o dia da filha que está para casar num momento único, com as melhores lembranças da sua vida de solteira.  O carinho em cada detalhe será o melhor tempero do momento. O importante é ver minha filha feliz e realizada. Assim sinto que minha missão foi cumprida.

Compartilho com vocês o que aprendi: a mãe da noiva precisa ser conciliadora, atenciosa, prática e ter autocontrole.

Conciliadora: Os preparativos para um casamento são exaustivos e podem tirar a paz do casal antes mesmo de confirmarem seus votos, o que não se pode permitir, pois valerá a pena todo o empenho. Todo cuidado é pouco para evitar atritos entre todos os familiares envolvidos, que estarão com os nervos à flor da pele porque querem dar o melhor de si para agradar aos noivos. Evitar atritos é a sentença de ordem do momento.

Atenciosa: O dia do casório é surreal, com muitos preparativos desde cedo. É o dia da noiva, e todos temos a nossa parcela de responsabilidade para tornar o dia mais feliz - Pai, mãe e irmãos.  Esse dia será lembrado para sempre, e é bom que o seja com alegria.
Em uma família numerosa como a minha, com muitas filhas, os detalhes de arrumação são sempre multiplicados. Todas querem estar maravilhosas e prontas para a ocasião, pelo que os ânimos ficam mais acalorados.

Prática: Temos que providenciar desde os cabelos até os lanches que serão servidos a todos os profissionais que estarão envolvidos nos preparativos, então simplicidade é a regra!

Autocontrole: Com o vai e vem de pessoas (parentes, profissionais de beleza, foto, filmagem) dentro de casa, precisamos nos imbuir de toda a calma possível para levar com galhardia o entra-e-sai.

 O pai da noiva - Acredito que o pai estará muito emocionado hoje, na hora de levar a filha ao altar. Ele sempre quis ter muitas filhas e conseguimos ter cinco meninas. Agora, com a graça de Deus, nós dois estamos vendo nossa cria levantando asas e alçando um voo alto, para constituir sua nova família. Haja coração! 

terça-feira, 8 de julho de 2014

Recém Casados I – Convivendo com as diferenças

Por Lívia de M. Costa*

Antes de casar, eu prestava muita atenção nos ‘causos’ que me contavam e, embora incrédula, ficava espantada com a quantidade de experiências negativas de primeiro ano de matrimônio que me relatavam. Ouvi falar de casais que arrumaram as malas para voltar para casa dos pais, que brigavam diariamente ou que entraram em depressão por não estarem preparados para esta empreitada chamada vida de casado.

Em pouco tempo de casada, aprendi que, quando se ama, se valoriza os detalhes e se respeita as necessidades e limitações do outro, assim como descobri que é necessário refletir muito – sobre suas motivações e as do outro - antes de agir. Para demonstrar o que digo, vou fazer um relato pessoal:
Meu esposo nunca guardava a escova de cabelo no lugar após o uso. Este objeto fica no banheiro, num baldinho com decoração vintage, especialmente para abrigar escovas e pentes. Mas ele NUNCA consegue devolver o objeto pro lugar.

Após dias e mais dias pedindo que ele retornasse ao banheiro para guardar a escova no lugar certo, percebi que não poderia comprar essa briga sempre - e que eu não ia deixar meu relacionamento se desgastar por causa de uma escova de cabelo.

Comecei a matutar em como poderia dirimir esse problema. Foi aí que percebi que ele sempre deixava a escova em cima do box, do lado esquerdo, e o baldinho do lado direito. Decidi então mudar o baldinho de lugar e surpreendentemente o problema da escova foi resolvido!

Foi necessário eu entender que ele tinha uma limitação - talvez por ser canhoto ele tenha inclinação natural a manter a escova do lado esquerdo – e que precisava que algo fosse adaptado para manter a organização. Pode-se pensar que é uma limitação boba e facilmente superável, mas no processo levaríamos semanas, meses - quiçá anos - discutindo por causa de uma escova de cabelo, que eu, por minha vez, queria que ficasse exatamente na posição por mim determinada. Ora, não me custou nada mudar a posição previamente definida para os objetos – por mais resistência que eu possa ter a mudanças de planos. Além do mais, reparando direitinho, achei bem charmosa a nova organização.

Esse é um exemplo muito simples – mas muito prático – de atitude que diminui as tensões no relacionamento. Uma briga por causa da organização do banheiro poderia facilmente puxar novas discussões e estragar um dia inteiro. Não! Não me permiti brigar mais por causa da bendita escova de cabelo. A diminuição desses melindres influi diretamente no fortalecimento do relacionamento. Casal que briga por qualquer motivo tem pouca energia e tolerância para “segurar a barra” nos momentos realmente difíceis da vida.

*Lívia de M. Costa – paraibana, católica, casada, mãe, gestora de finanças e colaboradora do Blog.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Quando o marido ou a mulher perde o interesse por sexo

Depois de alguns anos de casados, todo casamento tende a cair numa adaptação, e sem perceber o casal vai diminuindo o interesse sexual, muitas vezes por conta do desleixo pessoal do cônjuge, outras vezes pelo trato grosseiro que começa a surgir, ou até por causa dos cuidados maiores com os filhos e as preocupações em conseguir dinheiro para manter a família.

Muitas são as causas desse súbito afastamento de corpos e dessa frieza que faz com que passem a se tratar como mero conhecidos que dividem o mesmo teto e são responsáveis pela mesma família. Dividem a cama, mas não dividem mais os interesses de cada um, fazendo com que o desejo pelo outro seja uma mera obrigação, executando-a com intervalos mais distantes, apenas para satisfazerem seus instintos naturais, já que um tem o outro a sua disposição.

Parece muito fria essa colocação, mas é um fato que acontece entre muitos casais, e que precisa ser combatido de forma urgente e radical. Não sugiro fazer peripécias no relacionamento, extravagância; apenas digo que é necessário o querer reconquistar o outro, sempre e a todo o momento que se perceba esse afastamento.

Normalmente quem mais percebe é quem esta sendo rejeitado, deixado de lado, sem receber o carinho, a razão de existir o casamento. Esse precisa reconquistar, redobrando o carinho, o cuidado pessoal, e acima de tudo, o diálogo. Tudo começa a acontecer, justamente com a falta de assunto entre ambos.

Não há coisa mais desestimulante do que a noite, falar sobre contas a pagar, dívidas, brigas das crianças; sobre a política atual e a queda da bolsa de valores. Tudo isso deixa ambos longe do interesse íntimo, do aconchego que deveria trazer mais intimidade ao casal.

Conheci uma pessoa que dizia que o sexo começa de manhã, no bom dia que damos ao outro, na forma como começamos o dia juntos. E, todos sabemos que com os filhos, e os horários apertados de saída de cada um, fica sempre mais difícil esse cuidado com o trato, essa demonstração de carinho, na hora do corre, corre. No dia a dia acabamos fazendo tudo automaticamente e sem o cuidado necessário para mostrar ao outro o quanto é importante e necessário para deixá-lo feliz e satisfeito.

Marido e mulher precisam sempre ver o outro como seu amor, aquele que foi escolhido entre tantos outros e outras, e, se isso não esta acontecendo, procure melhorar, mudar a estratégia, lutar por retornar aos tempos de namoro. Nem que seja à noite, depois de colocar as crianças para dormir; beber um copo de vinho a dois, falar do quanto sente falta do carinho e o quanto faz bem estarem juntos. Criar momentos felizes e harmoniosos entre ambos.

O sexo é belo entre o casal e nada deve atrapalhar esse contato pessoal, que une mais ainda essas pessoas que formaram uma família. E a frequência com que se unem, cria condições de relaxamento e aumenta o interesse e a sinergia dos dois.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Harmonia conjugal – dois em um

O casamento é a união de duas partes para formar um – e para alcançar esta unidade que queremos, temos que guardar a individualidade sem egoísmos. Acontece que o homem e a mulher são diferentes sexualmente e psicologicamente. De modo que é natural do ser humano que procure no sexo oposto sua complementação.

No casamento colocamo-nos como um dom para o outro. Quanto maior a capacidade de doação de cada um, mais harmonia haverá na união. Como não somos iguais, a capacidade de doar-se também não é igual.

Diante de tanta pornografia, é bom termos ideias bem claras a respeito do relacionamento conjugal, para não cair nos dois extremos. Como por exemplo ver pecado em tudo, ou cair em vulgaridades demais.

 O nosso  instinto alimentar satisfaz em primeiro lugar o gosto do paladar, em segundo o matar a fome e por último é que fica o mais importante: a nutrição –fundamental para conservar a vida. Podemos fazer um paralelo com o instinto sexual: primeiro existe a satisfação sexual, o amor, a complementação das personalidades e por último a conservação da espécie. A união natural não é só epidérmico, Junta os quatro planos: físico-sexual, afetivo-sentimental, intelectual-espiritual, religioso-sobrenatural. “Quando se dá esta união integral, indo do sexual ao religioso, é que realmente se realiza essa “comunhão da vida toda”( consortium totius vitae)” – carta do Papa João Paulo II.

As diferenças entre homem e mulher são mais profundas no que se refere à relação sexual. O homem é mais carnal e a mulher mais afetiva. O homem vai direto aos finalmentes e a mulher gosta dos entretantos. Com isso muitas vezes a mulher se sente usada, daí nascem algumas  revoltas. É preciso muito diálogo entre o casal. A desavergonha de dizer, sem brigas e no momento certo,( que não é na cama) o que sentimos e como gostaríamos que fosse, e ouvir também do marido seus desejos e aspirações para com a mulher. E assim sendo poderem chegar a que cada um possa agradar ao outro.

Cada um de nós tem um ritmo: uns às 22hs estão apagados, e outros começando o dia; temperamentos rápidos e outros vagarosos; acrescentando, diferenças de sexo, idade, educação, cultura, valores, religiões e será com todas estas disparidades que o casal vai encontrar suas razões para estarem juntos.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O bom trato com o cônjuge

Nos meus quarenta anos de casada já convivi com muitos outros casais, e já presenciei muitas situações onde o casal punha em público seus maus tratos um com o outro.

Primeiramente é lamentável esse “lavar roupa suja” em público, se existe pontos divergentes, que conversem entre si e acertem um meio termo.

Entre um casal é preciso haver sempre o bom trato, não é pelo fato de se ter muita intimidade que podemos dizer qualquer tipo de observação, sem antes zelar pelo carinho e delicadeza. Os xingamentos, os olhares fuzilantes, os gritos impiedosos devem ser combatidos, e ser motivo de luta diária contra esses maus costumes. Isso acaba com um relacionamento, e afasta o casal, criando, com o tempo, um grande abismo entre os dois.

Precisamos ter em mente que o outro, ou a outra é a pessoa que escolhemos, no meio de tantos outros, para vivermos para sempre juntos. E por essa razão vamos ter que ver no cônjuge a pessoa que mais merecerá o nosso carinho e atenção.

Temos o costume, com a vinda dos filhos, de nos ocuparmos mais com o cuidado com eles, e com o trabalho que será a fonte para mantê-los; esquecendo-nos um pouco mais da pessoa com quem dividiremos a nossa vida até o final do nosso tempo na terra. Levando-nos a nos tornar ilustres desconhecidos, dentro da mesma casa, e a trata-la com mais rispidez, sem a delicadeza dos primeiros tempos.

Maridos sejam carinhosos com vossas mulheres; mulheres sejam dóceis com seus maridos, e isso é falado desde os tempos bíblicos.

Precisamos tratar em casa, nosso cônjuge, melhor do que tratamos nossos colegas de trabalho, pois é muito fácil ser cordial com aqueles com quem não temos muita intimidade. E, melhorando nesse trato veremos a recompensa de rostos mais sorridentes e mais tolerância entre ambos.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Crises no matrimônio

No início do casamento aprendemos a trocar o eu pelo nós. Conhecemos os gostos e manias do outro, e é aí que vamos  encontrar equilíbrio nas relações conjugais. É uma adaptação difícil. Aos poucos, passando os anos, já há um conhecimento maior, que vai ajudando a se entrar em harmonia, e então chegam os filhos, e os dois passam a ter uma tarefa em comum. Alegrarem-se juntos pelas mesmas coisas e sofrerem pelos mesmos motivos.

Nestes momentos é que podem começar as crises: a dos interesses diferentes - marido quer ver o jogo, mulher quer fazer piquenique; acomodar-se, e pôr os filhos em primeiro lugar; achar que tudo esta seguro; os sonhos que não falamos por vergonha ou imaturidade, e deixamos o tempo passar; a crise do sentimento de estar sendo lesada com infidelidades, consequência da monotonia reinante entre o casal. Também pode ser a de já não termos o mesmo viço do casamento, achar-nos um lixo e ficar com a sensibilidade a flor da pele, por causa  do apelo do lado de fora, das jovens e saradas! Isso nos levam às crises de  insegurança. Aí nos perguntamos: por onde começar a fazer mudanças? Estou disposta a colocar todos os meios para recuperar a solidez do meu casamento?

Os remédios para as crises podem ser: dominar a tendência a controlar e vigiar o outro, ser mais alegre, tratar o outro com mais habilidade e ternura. Gratificar cada mês e cada ano com um dia a dois, ou um presente, isto é, satisfazer um capricho de sua cara metade. Colorir o matrimônio, isso precisa ser com reciprocidade, ambos devem pensar no outro e tentar fazer o melhor para agradar. Ter uma vida sexual sadia, ela é natural e, portanto boa, é mais rica e densa do que os meros contatos corpo a corpo; tirar partido tanto dos aspectos físicos como psicológicos, é o encontro do próprio eu na entrega do outro.


Toda crise precisa ser encarada, num diálogo a dois, e sempre optando por fazer tudo dar certo, sem pensamentos negativos do tipo “não vale a pena”, lutar pela família é começar lutando pelo bem comum do casal, porque quando os dois estão bem, todo o restante estará também. Não devemos desistir nunca das nossas escolhas que fizemos por livre e espontânea vontade, na nossa juventude. As melhores escolhas são as que fazemos com o nosso uso total da razão e sempre inspiradas por Deus.