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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Etiqueta Social e Comportamento.


Para falar de etiqueta social é essencial primeiramente entender que não se trata de uma futilidade, de viver aprisionado a regras ou de se portar da mesma forma em todos os ambientes. Há quem rejeite qualquer formação neste sentido por não compreender a essência do tema, e há, ainda, fontes que associam a etiqueta com a luta de classes: seria algo que surgiu com o intuito de diferenciar a plebe da aristocracia.

Seja isso ou não, a verdade é que muitas regras são ferramentas importantíssimas no auxílio da convivência harmoniosa em sociedade. Etiqueta não é só para o indivíduo que se utiliza das regras, mas serve para o bem estar dos demais e nos ajuda a viver civilizadamente e harmoniosamente em sociedade.

Para ilustrar bem vou comentar algumas curiosidades e demonstrar como observar algumas regrinhas é importante e nos faz mais educados. Algumas coisas parecem óbvias, mas se tem uma coisa que é certa, é que o óbvio precisa ser dito. Tantas coisas óbvias não são praticadas no dia a dia e tantas regras cumprimos, mas não entendemos o motivo delas... Vamos ver algumas!
Falando ao celular em lugares públicos.

É muito comum se deparar com pessoas falando alto nas ruas e em lugares fechados cheios de gente. O ideal é falar ao telefone em lugares silenciosos para que não seja necessário ficar gritando ao telefone, repetindo informações e expondo o assunto particular a todos ao redor. Se é necessário falar ao telefone de imediato o ideal é mandar uma mensagem.

Ficar falando alto ao telefone é péssimo, sobretudo em ambientes fechados. Não interessa se você não se importa de expor sua conversa particular com as demais pessoas, mas é necessário se importar com a pessoa do lado que talvez esteja fazendo uma leitura, por exemplo. Quer dizer, não importa só o que você acha, mas também se o outro será afetado com a sua atitude.

Quando se é convidado para um casamento.

Ao receber um convite de casamento, primeiramente é importante abri-lo e se inteirar das informações o quanto antes, pois qualquer indisponibilidade com a data do evento os noivos precisam ser avisados. Num convite normalmente constam, além das informações praxes de dia/horário/data, algum site com lista de presentes ou contato para a confirmação de presença.  É importantíssimo ligar agradecendo e informando se irá comparecer ou não. Muita gente não se dá conta que para cada convidado existe uma movimentação grande em torno. No caso de um casamento com festa, os gastos são geralmente por pessoa. Desde o valor do buffet, até o aluguel de cadeiras, a festa foi pensada contando com você.

Se você não pode comparecer ao evento, é importante avisar com antecedência e mandar um presente e/ou um cartão felicitando os noivos. Isso mostra que, embora você não tenha podido estar presente, se importa com a ocasião e está grato por ter sido convidado.

À mesa / no restaurante.


Importante lembrar que algumas regras podem variar de acordo com a realidade cultural. A alimentação muda e os costumes também.

Você sabia que a posição que se deixa os talheres vai influenciar diretamente no trabalho do garçom?

1.    Ao acabar a refeição, os talheres nunca devem ficar cruzados e sim juntos, um ao lado do outro. Parece uma regra boba, mas isso passará a imagem ao garçom de que sua refeição foi finalizada e que ele já pode recolher o prato. Dessa forma o garçom não precisa atrapalhar uma eventual conversa perguntando se pode ou não retirar o prato.

2.    O guardanapo deve ser desdobrado e colocado no colo, levando-o sempre aos lábios, antes de utilizar a bebida, isso evitará que a borda do copo ou taça fique com os resíduos de comida.

3.    Os anfitriões ocupam a cabeceira da mesa.

4.    As taças são colocadas acima do prato ao lado direito, isso porque as bebidas são servidas também por este lado.

Que tal aprender mais sobre etiqueta e comportamento e ser uma pessoa cada vez mais global, preparada para qualquer situação?

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Na casa de um bom cristão, só se parte pão com as mãos.

Esse deve ser um ditado português, pois meu avô adorava repeti-lo sempre que íamos comer na casa dele, e meu pai manteve o mesmo costume, repetindo-o às refeições. Acredito que se referia ao nosso próprio pão, no nosso prato, assim sendo, podemos dizer que era uma ótima regra de etiqueta a ser respeitada. E quanto a rima do cristão com as mãos, deve ser para lembrar-nos de que Cristo na última ceia também cortou o pão com as mãos.

A existência do pão consta de longas datas, desde a pré-história, com algo bem rudimentar, semelhante ao pão. Existiam pães em todas as ocasiões e lugares, principalmente em ocasiões litúrgicas, pois foi a igreja a responsável pela sacralização do pão: pão de natal, de Páscoa, de colheitas, etc. Era sempre feito um ritual com a intenção de unir as pessoas numa cerimônia. Em quase toda a Europa Central era usual dar às boas vindas com pão e sal. O repartir do pão nas cerimônias como em outras simples refeições, fortalecia os laços de amizades.

O pão sempre foi usado nas religiões, como no Cristianismo, ele, na consagração, se transforma no corpo e sangue de Cristo, no sacramento da comunhão, em forma de hóstia. Na religião judaica, também tem muitos significados, eles costumam abençoá-lo antes das refeições. E no Islamismo, mesmo não tendo um ritual, o pão é considerado uma dádiva de Deus.

Os pães, se não contêm nada que possa escorrer ou pingar, são sempre comidos com as mãos, em todas as suas variedades. O pão é sempre partido com a mão, bocado a bocado.

O pão nunca é cortado a faca, mas partido com as mãos, e esta norma aplica-se ao pão de queijo, ao pão de batata, croissant, etc. Separa-se pedaços que correspondam a duas porções, e desta tira a primeira porção a ser comida e a segunda é levada na vez seguinte, antes de se partir outro pedaço. Se houver manteiga (em eventos formais é pouco comum), cada pedaço é untado no momento de ser levado à boca.

sábado, 31 de agosto de 2013

Delicadezas com Amigos e Anfitriões

A palavra "etiqueta" geralmente causa arrepios em gente como nós, que não somos do "high society", como canta a Elis. Porém, já perdi esse preconceito, pois normas básicas de etiqueta nada mais são do que facilitadores no convívio social, além de estabelecerem algumas diretrizes importantes, baseadas, é claro, na educação que devemos ter, dentro e fora do lar.

Quando estamos em uma reunião informal, mesmo que nos sintamos à vontade - prova da naturalidade com que os anfitriões recebem -, devemos nos prevenir de falar demais e muito alto, monopolizando, assim, a conversa. Também é desagradável provocar ou insistir em assuntos que podem criar celeuma, e tornar azedo o ambiente.

Se o grupo está concentrado em determinado lugar, como a sala de estar, aí devemos permanecer, sem nos destacarmos para mais longe, ainda que seja próximo, pois isso divide e atrapalha a conversa. Sempre podemos mudar de assento, se não está confortável, mas discretamente e sem reclamar ou gemer.

Nem pensar em criticar a comida ou a bebida: se não gostou, não repita. Coma outra coisa e elogie. Se é alérgico a quase tudo oferecido, tente achar algo que não lhe seja proibido, e isso vale para quem está de dieta. Contenha-se nas bebidas alcoólicas para não ficar alegrinho ou inconveniente. "lave a serpentina", como costumo dizer, isso é, intercale com uma bebida com cafeína e bastante água sempre, para neutralizar o efeito do álcool e hidratar.

É gentil levar alguma lembrança para a anfitriã, ou uma garrafa de vinho para o dono da casa. Se estiver lá alguém com quem não simpatize, cumprimente com um sorriso e se sente naturalmente, se puder, um pouco mais afastado, sem criar constrangimento. A conversa deve transcorrer tranquilamente, engula a antipatia.

Ao se despedir, agradeça gentilmente, sem intimidades, se não as têm, e, quando possível, retribua o convite. Mas não apele para a velha enganação carioca de "Te ligo esta semana para marcarmos!"  Sem promessas, esse papo já está velho e indelicado.

                                                              Maria Teresa Serman