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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Um filme para passar o tempo - O garoto da Alabama

Quem tem o aplicativo Do Prime vídeo  pode assistir a este filme tanto em português quanto em inglês. É bem despretensioso  e pode ser visto por toda a família.



Gosto de filmes leves, com aventuras e com finais felizes.  A vida já anda pesada demais, então quanto mais diversão amena, melhor.



Ele mostra a aventura de um menino criado na floresta, longe do restante da humanidade, e que de repente vai precisar do contato de outros. Todos os valores que seu pai incutiu nele serão testados e reavaliados quando se encontrar na sua nova fase da vida. A vida sem seu pai.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Pais – Vamos ser mais antenados

Quando nossos filhos são bem pequenos, estão sempre onde nós estamos. Não perdemos nenhuma de suas gracinhas ou avanços. 

Nos retiros onde costumo ir todos os anos  , sempre temos crianças com suas mães. Já levei muitos filhos comigo também.  Todas as mulheres se encantam com as crianças e querem chamar suas atenções de alguma forma. Faz parte da figura da mulher, esse contato com os bebês. Já os pais, não passam pelo mesmo processo, nunca soube de algum que tivesse levado seus rebentos aos retiros ou outras atividades só para adultos.  Não porque não consigam dar conta do recado, talvez por não serem os provedores do leitinho que as mães têm. Com isso eles ficam privados dessa participação ativa.

As mães, com isso, criam várias artimanhas, e passam a ter muito mais jogo de cintura para lidar com as crianças, e outros afazeres ao mesmo tempo. Parece que nós criamos tentáculos, e nossa atenção multiplica. É incrível.

Por mais que os pais, atualmente, sejam muito participantes do crescimento e da formação dos filhos, a mãe ainda é a que mais vê surgir o primeiro dentinho, a primeira vez em que vira na cama, ou a primeira vez que engatinha. Talvez seja porque a mulher tem mais sensibilidade para detalhes, e o homem observe mais o geral. 

Sugiro que os pais fiquem mais antenados, com seus filhos, para que no futuro não venham lamentar terem perdido tantas gracinhas dos seus filhos. Não sugiro inversão de valores, apenas que pais e mães curtam muito mais os pequenos detalhes de seus filhos. Essa fase não volta, o que foi perdido fica perdido no tempo. Temos que pensar que no futuro, todas essas lembranças serão um alento para o coração envelhecido.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Aprendendo a agradecer desde as primeiras palavras.

Devemos ensinar aos nossos filhos, desde bem pequenos a serem gratos e a agradecer por tudo que recebem. Eles apreenderão com nosso exemplo, e com nosso estímulo para que agradeçam a todas as coisas, como: a água que recebem, a comida, os presentes; que saibam pedir e saibam agradecer.

Encontrei essa explicação no filme que coloco abaixo, sobre os níveis de agradecimento. Vale a pena ver, e posteriormente explicar a garotada maior, que já tem entendimento, o valor do agradecimento.

Hoje falam muito em "gratidão”, como algo vago, meio fora do contexto. Vale a pena compreender o sentido concreto de ser grato e de se sentir obrigado.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Alegrar a família com Bom humor

Uma virtude fundamental na vida familiar é a do bom humor. A alegria é a porta aberta para várias virtudes. Com ela removemos montanhas. Caras alegres, é uma boa maneira para contornarmos crises familiares, que vem do cansaço e do atrito entre as pessoas de casa.

Uma pessoa mal humorada contamina o ambiente e tira a alegria dos outros. Esta virtude do bom humor trás alegria e esperança aos nossos lares, anima as pessoas.

Ajuda muito, quando estamos mal humoradas, olhar o espelho. O rosto contraído tem rugas, fica feio, as feições ficam duras, nos envelhece e o melhor remédio para resolver estes problemas não são cremes caros, lipo aspiração nem ácidos rejuvenescedores, o remédio é barato: Basta colocar rostos alegres.

A alegria também contagia e assim não só nos rejuvenescemos como também seremos mais bem humoradas e deste modo vamos ultrapassar barreiras, como por ex.: a do temperamento oscilante dos nossos adolescentes e de suas crises existenciais. 

Uma amiga médica , costuma dizer que mãe deve cantar; filho se sente seguro e pensa: Se mamãe canta tudo deve estar bem.Podemos cantar quando chove, quando o cansaço nos domina, para disfarçar nossas preocupações e assim não estaremos entristecendo os outros.

A vida tem momentos difíceis, bons momentos e momentos neutros e vamos vivê-la como ela é. A diferença esta  em vive-la atentas a virtude da alegria , vamos olhá-la com olhos cristãos. Saber que Deus nos ama e é um pai bom e misericordioso, vai nos ajudar a encontrarmos forças para vencer os obstáculos que nos entristecem.

Não devemos nos deixar levar pelas dificuldades, analisá-las bem e procurar a maneira de vencê-las, com a ajuda de Deus; e isso vai nos repor a alegria de viver. É  preciso, com a ajuda da generosidade ver mais o lado bom das coisas e das pessoas e valorizar isso.

As “ grandes tragédias” que vivemos no nosso dia a dia no lar, muitas vezes nem existiriam se usássemos uma boa dose de bom humor. O marido que chega com a piada do espelho e a mulher. Ao invés de ficar aborrecida a mulher pode contar outra e descontrair o clima que por causa de uma bobagem poderia ficar pesado. (depois conto a piada).

O bom humor é mais do que uma gargalhada estrondosa, ele revela-se num sorriso, num rosto sempre risonho. Ele ajuda a vencer o cansaço, levanta o animo e quebra a monotonia do lar, com ideias sempre novas que agradem a todos.

Esta virtude dá frutos muito rapidamente. Faz com que marido e filhos gostem de voltar para casa.
Porém temos que lembrar que casa alegre não é sinônima de casa sem exigências. As exigências são necessárias para tornar melhor a vida do lar.

domingo, 3 de julho de 2016

FILMES ESPECIAIS - uma reflexão para toda a família - parte 3 - Intelecto e cognitivo

 DEFICIÊNCIA INTELECTUAL/COGNITIVA

 Para todos nós, que temos filhos, perfeitos ou não, (sempre há um senão num ser humano), segue alguns filmes para assistirmos e fazermos algumas reflexões em família. Tanto para a aceitação das diferenças, de algumas deficiências, quanto para a inclusão dos que nasceram fora dos padrões esperados pela sociedade. Nada como aprendermos a lidar com as diferenças, com amor e carinho, nunca faltando a caridade.

 Como disse alguém numa rede social:"  Há meninos e meninas que  ninguém convida para os aniversários, por exemplo. Há crianças especiais que querem pertencer a uma equipe, mas que ninguém escolhe, porque é mais importante ganhar, certo? As crianças com necessidades especiais não são raras. Elas só querem o que todos querem: ser aceitas!".


1 - Forrest Gump, o contador de histórias – Quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de Forrest Gump (Tom Hanks), um rapaz com QI abaixo da média e boas intenções. Por obra do acaso, ele consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate, mas continua pensando no seu amor de infância, Jenny Curran.

2 - Gaby, uma história verdadeira - É um belo filme de esperança, força e superação, uma verdadeira lição de vida; mostra-nos a força que o ser humano tem dentro de si para lutar por sua autonomia, independente das adversidades que o possa acompanhar.

3 - O Discurso Do Rei - Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realiza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes.

4 - Gilbert Grape – Aprendiz de sonhador - o filme mostra o cotidiano de uma família comum, com problemas que muitos de nós podemos passar, e ao mesmo tempo aborda questões importantes, como preconceito, obesidade, depressão e autismo, todos esses assuntos abordados de forma ampla e muito perspicaz.

5 -  Uma lição de amor - um homem com deficiência mental que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.

6 -  Meu nome é Rádio – Um filme sobre um jovem deficiente mental - o filme incrível retrata com maestria os valores humanos e o poder da amizade verdadeira. Indicado para assistir com a família.

7- O Primeiro da Classe - o filme mostra todos os problemas e obstáculos enfrentados, devido à Síndrome de Tourette que, à época (e também nos dias de hoje) pouco se conhece sobre. Os sintomas são, de fato, geradores de constrangimentos por parte de quem os tem. No entanto, no filme há diversas lições de vida. A primeira delas e que se destaca fortemente durante toda a obra, é a superação.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

FILMES ESPECIAIS - uma reflexão para toda a família - parte 2 - Auditivo

DEFICIÊNCIA AUDITIVA:

Para todos nós, que temos filhos, perfeitos ou não, (sempre há um senão num ser humano), segue alguns filmes para assistirmos e fazermos algumas reflexões em família. Tanto para a aceitação das diferenças, de algumas deficiências, quanto para a inclusão dos que nasceram fora dos padrões esperados pela sociedade.

Nada como aprendermos a lidar com as diferenças, com amor e carinho, nunca faltando a caridade.
 Como disse alguém numa rede social:"  Há meninos e meninas que  ninguém convida para os aniversários, por exemplo. Há crianças especiais que querem pertencer a uma equipe, mas que ninguém escolhe, porque é mais importante ganhar, certo? As crianças com necessidades especiais não são raras. Elas só querem o que todos querem: ser aceitas!".



1 - A música e o silêncio - Desde a mais tenra idade, Lara serviu de intérprete para seus pais surdos, ajudando-os a se comunicar com o outros. Já crescida, ela demonstra grande talento musical. É quando surge um dilema em sua vida pois, se quiser abraçar uma promissora carreira, terá que mudar-se para Berlim.

2 - Filhos do silêncio –
1986 - Uma mensagem de superação e um amor muito bonito, que ultrapassou a barreira do preconceito. Assim pode ser resumida a trama desta fita, com ótimos desempenhos de William Hurt e Marlee Matlin.

3 - Mr. Holland - Adorável professor - 
Pra pensar e repensar muitas coisas... como o sentido de ouvir e o silêncio!

4 - E seu nome é Jonas -
Jonah é um jovem surdo que recebe um diagnóstico errado de retardo mental e leva uma vida repleta de frustrações, até que seus talentos são reconhecidos.


5 -  Nell - Uma jovem  é encontrada em uma casa na floresta, onde vivia com sua mãe eremita, mas o médico que a encontra após a morte da mãe constata que ela se expressa em um dialeto próprio, evidenciando que até aquele momento ela não havia tido contado com outras pessoas. Intrigado com a descoberta e ao mesmo tempo encantado com a inocência e a pureza da moça, ele tenta ajudá-la a se integrar na sociedade.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Não tem como não se preocupar



Os filhos crescem, o trabalho diminui, mas as preocupações estão sempre presentes. Ainda mais quando se tem muitos filhos. É inerente à profissão de mãe ser preocupada. Parece que estamos ligadas numa tomada de 220 w, sempre funcionando aceleradas, querendo antecipar todas as coisas. Já me explico. 



Os pensamentos sobre cada filho nos consomem o dia inteiro, mesmo tendo outras atividades a fazer: será que fulano chegou bem em casa? Será que beltrano vai chegar na hora certa da escola? Será que o outro tomou café antes de sair? Será que a febre baixou? Será que..... Por aí seguem nossas preocupações quando os filhos crescem e seguem suas vidas, tanto os que já saíram de casa quanto os que ainda vivem conosco. 

Como já são crescidos, não temos mais que interferir diretamente na vida de cada um, eles precisam dessa independência para decidir suas vidas, mas a bendita preocupação não termina. 

Uma vez ouvi um sacerdote dizer que preocupação é ocupar-se antecipadamente, e isso seria o mesmo que sofrer por antecipação. Mãe não tem jeito, sofre mesmo. Sofre por amar demais seus filhos e por querer vê-los sempre bem, longe de todo o perigo e todo o mal. 



Ocupamo-nos dos nossos filhos sempre, como se fossem eternas crianças, sem tolher, (acabei de descobrir que o infinitivo do verbo é tolher e não tolir), seus direitos e suas liberdades. Assim deve ser sempre. Deixá-los alçar altos voos, e nós, embaixo, rezando para que tudo dê certo.

Ser mãe implica uma responsabilidade imensa, cansa, consome, mas ao mesmo tempo nos deixa feliz como ninguém mais pode ser. Faz com que saiamos de nós mesmos e aprendamos a servir, com alegria, sem pesar.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O outro lado da moeda

O vídeo abaixo mostra alguns fatos sobre o acolhimento de imigrantes Sírios. Foi enviado por e-mail para um conhecido meu a fim de que visse “o outro lado da moeda”. Transcrevo mais abaixo a resposta que meu amigo enviou para o remetente, poucos minutos depois:


"Muito interessante o vídeo.

Separar e juntar raças, dominações de povos, extermínios em massa, destruição de culturas... por tudo isso já passamos algumas vezes na história da humanidade. Aprendemos? Parece que não.

O desejo de poder, de controle, de fazer da música de Sinatra, "my way", ou de tantos outros (a modo mio, it's my way, la mia vita...), o ritmo da história tem destruído gerações e gerações.

A atenção que os cristãos darão nos dias que se aproximam, com a Quaresma e a Semana Santa, está muito bem posicionada com esses recentes acontecimentos.

Veremos Cristo que se entrega pelos demais, que não veio para ser servido, mas para servir, que lava os pés dos discípulos, que assume por nós a Cruz como seu trono... Esse sim é o caminho.

Esse é o mesmo Cristo que é forte. Expulsa os vendilhões do Templo, mostra o que não está certo (“Serpentes! Raça de víboras! Como escapareis ao castigo do inferno?” - Mt 23, 33), protege da intolerância desmedida (evita que uma adúltera seja apedrejada – Jo 8, 4), faz milagres potentes...

"Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!” - Lc 23, 39. Mas Cristo nos ensina com esse gesto extremo o caminho. Horas antes estava em agonia no horto pelo que haveria de acontecer. “Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua!” - Lc 22, 42.

Pela obediência, Cristo nos resgata da desobediência de nossos primeiros pais. Só assim ecoam pelos tempos suas palavras: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida - Jo 14, 6.

Ao voltar à cena da crucifixão, contemplamos também a misericórdia de Deus. Junto ao ladrão que O injuria, está presente também um outro malfeitor. Não era inocente, sabia bem. Havia cometido muitos delitos para merecer aquele tipo de morte. Nos seus últimos minutos reconhece suas culpas e não sabe o que fazer com tanto peso. Apenas suplica: Lembra-te de mim quando estiveres no teu Reino. Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso - respondeu Jesus - Lc 23, 42-43.Por isso é lembrado como São Dimas.

Este é o ano em que o Papa decretou para a Igreja como o Ano Santo da Misericórdia. Em cada quadro do vídeo, vi a misericórdia embaralhada com o ódio. Quem vai dominar o futuro?

Nosso reino não é aqui. Estamos tentando seguir o Caminho para chegar ao triunfo, que é estar para sempre com Deus. A Quaresma e a Semana Santa culminam na Páscoa. Cristo que vence a morte, o demônio e o pecado. A misericórdia é maior que o ódio.

Comecei dizendo que o vídeo foi apenas interessante, mas acabei me alongando muito em sua apreciação. Peço desculpas, mas foi para mim um excelente modo de usar esse pedaço de insônia e de aproveitar para oferecê-la a Deus, pedindo que conforte essas pessoas que atualmente sofrem pelo poder do ódio. A fé em Cristo vence sempre, ainda quando  os homens não colaboram, e estão aliados ao mal, é isso que está em jogo.

Até a próxima insônia,  Olaf"

sábado, 16 de janeiro de 2016

Li por aí - O amor e a surpresa


Como vocês sabem, o amor não combina nada com a rotina, com a mesmice.

Como é bonito ver a relação de um casal de namorados apaixonados na qual um não para de surpreender o outro, dando asas ao amor. Parece que há uma disputa para ver quem surpreende mais, quem é mais criativo.

Isso é assim, pois a essência do amor é encher de amor a pessoa amada. A essência do amor é causar admiração, espanto, ir além dos limites. A origem da palavra surpresa vem do latim, da conjunção da preposição “sobre” e da palavra “presa”, limitada. Ou seja, surpreender é ir além dos limites, levar à altura.

Podemos dizer que quem surpreende age como se quisesse levar a pessoa surpreendida à alturas, ao céu. E não é isso — esse levar a pessoa ao céu — a essência do amor? Claro que sim, pois a essência do amor é fazer muito, muito feliz a pessoa amada. A essência do amor é ir além.

Se por um lado a essência do amor é surpreender, por outro lado, um defeito da nossa natureza é cair na rotina. Eu vejo nesse processo natural de que tudo possa cair na rotina algo permitido por Deus para que nós nunca deixemos de alimentar os sonhos, os ideais, a paixão, o amor.

Agora pensemos em nós:
- meu amor caiu na rotina?
- aquele apaixonamento que havia no namoro deixou de existir?
- tenho lutado contra a rotina no meu casamento?
- tenho feito com frequência alguma surpresa?

Alguém poderá dizer: puxa, não tenho feito isso, pois meu amor esfriou, não é mais o mesmo do começo.

É preciso lembrar que, de alguma maneira, esse é um processo natural. Toda paixão, toda vibração, seja ela voltada para uma pessoa ou para um sonho, um projeto, tende a diminuir. Tudo o que um dia chegou a ser “o máximo”, tende a ser, passado um tempo, apenas “algo razoável”, e, depois de outro tempo, “algo que faz parte da minha vida”.

Isso é assim no que diz respeito à nossa parte mais sensitiva, a qual não podemos controlar muito. Mas, temos uma força dentro de nós que se chama vontade, que é a capacidade de se empenhar por um ideal. E, se um amor caiu na rotina, a vontade pode tirá-lo dessa situação fazendo atos de amor. Assim, cabe à nossa vontade não deixar que a rotina tome conta do coração.

Pensando na surpresa, mesmo que alguém hoje não sinta nada especial por quem decidiu entregar sua vida, pode, movida pela vontade, tomar a iniciativa de surpreender, pois essa é a essência do amor. E, fazendo isso, não só se sentirá feliz, mas alimentará o amor; e, continuando a fazer atos de amor como a surpresa, a própria paixão que estava oculta dentro do coração, voltará a surgir vigorosa.

Pensando em tudo isso, podemos dizer que a surpresa não pode parar. Se não há surpresa, o amor não é completo.

Vamos fazer o propósito de cultivar as surpresas no amor e fazer com que elas não esmoreçam com o passar do tempo. Elas serão, como sempre, uma manifestação do amor e, ao mesmo tempo, o seu alimento. Vale a pena!!!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Envelhecendo juntos






Outro dia assistia televisão com a minha esposa. Assistíamos ao Altas Horas e um dos quadros era uma entrevista com os atores Tarcísio Meira e a sua esposa Glória Menezes. Em determinado momento à minha esposa olha pra mim e me pergunta: “será que vamos ficar assim”?. Perguntei: “assim como?”. Ela me respondeu: “velhinhos juntos”. “Claro”, respondi”!

Logo depois da nossa conversa fiquei pensando o que teria que fazer para chegar, junto da minha esposa, pelo menos à mesma idade dos atores citados acima.

Envelhecer juntos depende de sacrifícios, abrir mão de muita coisa um pelo bem do outro, sofrer, trabalhar, rir juntos, conhecer o verdadeiro amor.  

Além disso, é preciso ter muita paciência, pois todos enfrentamos problemas. Quem nunca disse algo que magoasse o seu/sua amado(a)? Mas temos que ter a capacidade de deixar as mágoas de lado e seguir em frente. Gratidão é outra característica importante. Gratidão por tudo o que um fez pelo o outro. Ter a capacidade de enxergar as pequenas coisas que muitas vezes passam despercebidas, mas que o outro faz com a melhor das intenções, com o maior carinho e amor, assim como Deus faz conosco!

Talvez a característica mais importante de todas seja o respeito. Desentendimentos acontecem em todo casamento, mas nunca podemos perder o respeito um pelo outro. Aqui em casa, quando discordamos de alguma coisa, nunca falamos na frente das crianças, pelo que elas nunca viram os pais batendo boca, muito menos trocando insultos. E o mais importante: nunca vá dormir sem conversar com o seu marido, com a sua esposa. Se algo estiver incomodando, converse. Conversem sobre tudo, façam planos, se mostrem interessados por assuntos que interessam ao outro, mesmo que não dominem a conversa, escutem!  Nunca durmam brigados um com o outro. Eu sou uma pessoa bem introvertida, do tipo que paga para não se aborrecer, sabe?  Então, conversar nunca foi fácil, uma palavra mal interpretada pode virar uma discussão, a chamada “DR”, e aí a boa intenção vai por água abaixo. É um exercício, como se estivesse me sacrificando por ela.  
Ficar juntos a vida inteira tem que ser com muito carinho, alegria e amor, focando nos atos e aprendendo a perdoar.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Eu sei renunciar?

Calma, não estou falando sobre política,(risos), apenas comecei a refletir se cada um de nós, em nossas famílias sabemos renunciar aos nossos gostos e deleites, em função do bem maior de toda a família.

Sabemos renunciar a coisas pessoais?

O famoso matemático e pensador francês, Pascal nos diz: “A vontade própria não satisfará nunca, mas ficamos satisfeitos no instante em que renunciamos a ela”. Renunciar ao próprio modo de ver, a opiniões pessoais para abrirmo-nos aos outros, pelo bem de todos. Como por exemplo, o programa que vou escolher para o fim de semana prolongado. Será que penso mais em agradar a família ou o meu bem estar?  Preocupo-me com o gosto dos meus filhos, do marido?, Antecipo-me as suas necessidades de diversão?.  Nem sempre é fácil acertar.

Conto aqui uma piada antiga que retrata um pouco a ideia de saber o que o outro quer, para agradar de fato:

 Contam dos 3 filhos que subiram na vida e queriam presentear a mãe idosa. Queriam agradá-la de qualquer maneira e não sabiam como.

O 1° disse: “comprei-lhe uma enorme mansão”.

Falou o 2°:  “eu dei um Mercedes prateado”.

E o 3°: “mandei um papagaio raro, que recita a Bíblia do começo ao fim; foi treinado por monges durante 12 anos”.

A mãe agradeceu numa carta, a seu modo:

- “Artur, a casa que você me comprou é muito grande. Moro num quarto e tenho que limpar tudo”.

- “Alberto, não uso o automóvel para nada.”

- “André, você teve bom senso para saber o que a mãe gosta! O franguinho estava delicioso!”.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Hora da refeição


Lá em casa minha mãe sempre foi muito rígida com o horário das refeições: ela sempre quis que todos se sentassem juntos à mesa. Muitas vezes queríamos comer na sala, mas ela sempre insistia para que ficássemos todos juntos. Na casa das minhas avós também era assim, quando reunia a família, todos se sentavam juntos para comer.

Eu me lembro com muito carinho desses momentos e acho que é muito importante para as famílias manter o hábito de se sentarem juntos na hora da refeição, ao menos uma vez por dia. Isso se torna ainda mais importante quando todos têm muitos compromissos durante o dia e acaba não sobrando muito tempo para conversar. Ao sentar todos juntos à mesa, sempre haverá a oportunidade para conversar, contar como foi o dia etc.

Uma vez vi uma ideia que gostei bastante: durante o jantar, quando a família está toda reunida, cada um fala o que mais gostou e o que menos gostou naquele dia. Essa é uma excelente opção para os pais estarem mais atentos ao que está acontecendo com seus filhos. Muitas vezes as crianças podem ter vergonha de contar aos pais alguma coisa que lhes aconteceu. Se contar o que acontece no dia for um hábito, a criança se sentirá mais encorajada e contar as coisas que acontecem e que, algumas vezes, esconde dos pais.

Aqui em casa procurei manter o costume que aprendi com minha mãe e faço questão de que as refeições sempre aconteçam à mesa. Comer na sala é raro e, quando acontece, é quase uma festa! Como meu marido trabalha em outra cidade, não conseguimos fazer todas as refeições juntos, mas sempre faço companhia a ele no café da manhã e os meninos se juntam a nós quando estão acordados. O jantar é sempre com toda a família reunida, é o momento em que o pai acabou de chegar em casa e os meninos querem lhe mostrar tudo o que fizeram durante o dia e contar tudo o que aconteceu.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Quero mesmo conhecer e conviver com minha Sogra? - Parte II

Patrícia Carla

Como disse no artigo anterior, existem alguns   pontos que são fundamentais para a relação sogra/nora dar certo. São eles:

- Fé: isso mesmo, crer que Deus  é fundamental. Saber que qualquer um que esteja em nossa vida é presente de amor dEle por nós. Todos, sem exceção, nos farão crescer em algum ponto, e permitirão nos aproximarmos mais e mais de Deus. E a sogra faz parte disso. Ela é alguém que nos levará ao céu. Aproveitemos cada instante disso;

- Diálogo com Deus:
  é com Ele que devemos conversar e pedir ajuda, para este trato com a sogra, contar-lhE as nossas dificuldades. Ele já as conhece, muito mais do que nós, mas ao partilharmos, Ele  nos ajudará, e nos mostrarás o que fazer.  Assim, dóceis e fieis, não haverá relação ruim, todas as ocasiões servirão para nosso crescimento espiritual, toda provação nos colocará mais perto do Pai;

- Atitudes: como noras podemos ter consciência do que já foi citado, contudo nem sempre a sogra tem, talvez ela tenha um coração duro, e por conta disso seja bastante intrometida, inconveniente, fale mais do que deva, faça comentários dispensáveis, insista em contrariar nossas decisões; ou seja apenas uma daquelas pessoas que desejam fazer tudo pelo outro. Seja como for coloque-se no lugar dela, e,  se ainda não é mãe, esse exercício será ainda mais complicado, mas , mesmo assim imagine:

Você passa 9 meses com aquele ser lindo na sua barriga, quando nasce ele é totalmente dependente de você. Ele cresce, faz todas as travessuras gostosas, aprende a ler, a andar de bicicleta, a ir para escola, e você está lá, atuante, presente em cada momento, disponível sempre, a grande juíza, a grande médica, a grande mãe. A cada choro, a cada dor é o seu colo o requisitado, e não outro.De repente então, o mocinho vira adolescente, e ai, você começa a inexistir, os amigos são infinitamente mais importantes, aliás, nesta fase, para ele, você só atrapalha todas as diversões.  Respirar fundo vira o seu lema, afinal tudo vai passar. E quando se dá conta ele amadurece, encontra o amor e a partir desse momento você sentirá saudades da inexistência, pois agora, outra mulher é infinitamente mais importante que você, será ela a companheira para toda vida, e com ela que ele tomará as decisões; você pode até ser consultada, mas a palavra final não será mais sua, em nada. E essa mulher ousa ser diferente, ousa,(imagina!), ter atitudes mais adultas e inteligentes que as suas, ela consegue ver outras facetas da situação, e ele encantado, a segue sem medo.

Dói só de ler né? Será assim com você, foi assim com ela, e será assim sempre. Por isso, seja paciente, caridosa, tente realmente não criar situações desnecessárias. Ela se intromete? Ouça -  não precisa concordar ou fazer. Ela reclama demais? Já viu o duro que ela dá? As dificuldades que os filhos dão a ela? inclusive o seu marido? De como o marido dela pode tratá-la mal? Seja você o porto seguro dela, faça a diferença. Imagine-se como Maria, (mãe de Jesus), calma e paciente sempre. Verás que quanto mais dócil, amiga, companheira, você for,  melhor será sua relação com ela, mesmo que demore um pouco para que aconteça. Faça com que suas atitudes sejam coerentes com sua fé e com seu diálogo com Deus.

A sua sogra é tão amada, desejada e ansiada por Deus quanto você. Se ela está na sua vida, não foi por acaso, foi por um amor imenso de Deus por vocês duas, foi para que vocês fossem felizes juntas, como família.

Quando chegar a nossa hora, Deus nos questionará sobre vários pontos em nossa vida, principalmente sobre o que fizemos para levarmos os nossos entes queridos a Ele, e nesse rol nossa sogra também está incluída. O que responderíamos se fosse hoje?

Ame sua sogra, respeite o seu espaço. Aprendam com ela, apesar de discordar dela em vários pontos, ela já deu certo, pois hoje você escolheu o filho que ela criou para estar contigo. Logo ela tem sim, boas ideias, e pode sim te ajudar a criar os seus. Não precisa acolher tudo, aprenda a olhar de forma diferente as sugestões dela, livre-se dos pré conceitos. Deus nos fez para convivermos em harmonia, e não para estarmos certas sempre.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Quero mesmo conhecer e conviver com minha Sogra? - Parte I

Quando me casei, várias amigas me deram o mesmo conselho: toma cuidado com a sua sogra, seu marido é o filho mais velho e ela não o deixará sair debaixo de  suas asas. Havia uma preocupação real delas, eu sairia de Brasília e viria morar em São Paulo, onde meu futuro marido morava. Estaria só e sem família, ou seja, totalmente a mercê dessa figura mitológica.

Pois bem, me casei e vim para São Paulo. Como foi um namoro à distância, por várias vezes durante o ano que durou o nosso namoro/noivado, me hospedei na casa dela. Posso afirmar, portanto: sempre fui muito bem tratada, mais que isso, Deus em sua infinita bondade, me propiciou uma grande amiga, uma confidente. Nos demos bem desde o 1º encontro. No jantar onde nos conhecemos, meu marido ficou de lado, enquanto eu e ela conversávamos bastante. Foi um encontro de almas.

Tive sorte? De forma alguma, pois não acredito nisso. Sou Católica e acredito no Plano de Amor que Deus desenhou para mim e ela também é, e isso sim ajudou bastante. Ambas tinham consciência, que todos que permeiam a nossa vida estão lá para nos santificar e para que sejamos também ocasião de santificação. Seja pela dor ou pela alegria.

A convivência é perfeita? Claro que não. Somos pessoas, cheias de nuanças, viemos de mundos dispares, e por conta disso temos sim as nossas diferenças, contudo sabemos onde fica o nosso limite. Já brigamos, já fiquei sem falar com ela por motivo fútil, já choramos juntas. A cada dia aprendemos mais uma um pouco da outra. Acima de tudo, resolvemos criar a nossa história de nora e sogra e não seguir rotas traçadas por outras.

É preciso quebrar os estereótipos, acolher as diferenças. Somos duas mulheres que até amam o mesmo homem, de formas tão distintas que a competição por esse amor é nociva, para todos, inclusive para nossos filhos, que irão aprender conosco a perpetuar esse senso comum.

Podem dizer que para mim é fácil, mas, garanto que não, minha boa relação é uma conquista constante.

No próximo artigo direi qual é o grande segredo desta relação.

Beijo grande!

sábado, 6 de setembro de 2014

A Família como vai?

Sempre que temos festa em família, fico refletindo sobre a felicidade de termos uma família numerosa e unida. Basta estarmos todos juntos numa reunião familiar, que já temos um grande evento e uma festa animada! Lembro-me  bem de uma frase que João Paulo II, certa vez declarou: “O futuro da humanidade passa pela família.” – Um sábio e santo homem, que de forma bem clara e simples, nos fala da importância da família para termos um mundo melhor.

Em meio a tantas guerras, tantas atrocidades, vistas diariamente pela TV, (graças a Deus, ainda não moro tão perto dessas intercorrências), constatamos que das nossas famílias sairão as cabeças que mudarão tudo e darão um novo rumo a sociedade – para o bem ou para mal – e que isso dependerá do “como vamos formar nossos filhos”.

Tenho uma família de classe média “mais pra pobre” - mas nunca nos faltou o básico: carinho, educação e alimentação, e isso nos sustentou até hoje, quando já conseguimos ver os bons frutos dessa união. Podemos  afirmar, sem medo de errar, que existe uma ligação direta da fé com a família bem estruturada, e a forma como ela encara a realidade de formadora de novos membros da sociedade e causa primeira da mudança radical da humanidade.

Mas tudo se inicia nas coisas mais simples: gota a gota, filho a filho, educando-os, com amor. Um amor verdadeiro, vivenciando o carinho entre os pais e a doação de toda uma vida a esses filhos. E, como diria um de meus filhos: “rapadura é boa mas, não é mole não” – para exemplificar que para termos uma família bem formada, temos uma longa caminhada pela frente e muito trabalho a fazer.

Educar os filhos todos os dias, repetir muitas vezes as mesmas frases: “vá escovar os dentes”, “levanta pra ir para a escola”, “esta chovendo, mas você não é de açúcar”, “não deixe seus sapatos na sala”, “dê descarga no banheiro”, “já rezou?”, “dê bom dia”, essas e muitas outras frases que um bom pai ou mãe de família falam diariamente, fazem parte desse trabalho árduo da educação com amor, de seus filhos, assim como complementar a formação que damos com os nossos próprios exemplos, tendo nós mesmos um comportamento digno de ser imitado ou repetido por nossos filhos.

Voltando a reunião familiar, falada acima, depois desses quarenta anos de casamento, podemos dizer que tudo valeu a pena. Olhando para os nossos filhos vemos homens e mulheres de bem, muitos já formados, não só nas universidades, mas também formados para a vida. Cada um tendo que viver a sua realidade, suas dificuldades pessoais, seus afazeres diários, mas com uma meta maior, uma visão bem ampla da vida, com olhos de eternidade.

Dá gosto de ver o carinho entre os irmãos, cada um fazendo algo para tornar o dia do outro mais alegre e feliz.  A colaboração é geral, até dos novos filhos: genro e nora, todos no mesmo clima, abrindo mão de algo divertido só para si, e fazendo parte desse momento especial para o bem comum. Descobrimos muitos novos dons em cada um, nessa hora de alegria e entretenimento.O que sabe fazer um ótimo churrasco, o que consegue distrair um sobrinho pequeno que não quer dormir, mas está caindo de sono; a que se supera fazendo um doce bem gostoso, mesmo que tenha ficado fora do ponto e que saiba que vai receber gozações dos outros irmãos; a que ajuda na preparação, com as compras e idas ao mercado; o que arruma sempre algo engraçado para divertir o aniversariante. Todas essas coisas pequenas moldam a convivência na vida em sociedade e realizam uma mudança paulatina da humanidade.


Pare para pensar um pouco: O que você faz para que sua família transforme o mundo?


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Super-heróis e carrinhos

Por Raquel Suippi*
Um dia, entrei no meu banheiro e encontrei o meu marido e os dois filhos – André e Pedro – com espuma de barbear no rosto. Achei aquela cena tão maravilhosa, que exclamei: “Que lindos! Fazendo a barba!”. Na mesma hora, fui corrigida pelo André, o mais velho, na época com quatro anos: “Fazendo não, mamãe! Tirando!”. Não segurei o riso, mas aceitei a “correção!” Então, depois de ganhar beijinhos à distância, deixei os meus meninos curtirem aquele momento com o papai, e vice-versa.

Certa vez, contei esse episódio a uma conhecida, que não entendeu nada, nem muito menos entrou no meu clima de entusiasmo. Para minha surpresa – e chateação –, sentiu pena de mim, por não ter – até então – uma filha para me fazer companhia. Com certeza, alguém que não me conhecia nem um pouquinho. Do contrário, saberia o quanto os meus dois príncipes foram desejados e a felicidade incomensurável que trazem à minha vida!

No início da gravidez do André, antes de saber o sexo, algumas pessoas me diziam que eu estava “com cara de mãe de menina”. Eu não tinha preferência, mas quando o médico falou que era um menino, senti uma felicidade sem tamanho e aquela sensação de “não podia ser diferente”. Já me imaginava jogando bola, brincando de carrinho e enchendo o meu mundo de azul! O mesmo aconteceu quando soubemos que o Pedro estava a caminho! Uma alegria que não cabia no peito! Saí do consultório sonhando com o meu novo garotinho, imaginando as várias brincadeiras que faríamos e o quanto os irmãos seriam amigos!

Os meus meninos encheram a minha vida de um encantamento completamente novo! De repente, aquele universo masculino, que parecia tão chato quando eu era criança, passou a ser a parte mais importante de mim. Super-heróis, carrinhos, corridas, chutes, bolas, golpes de luta, partidas de futsal, uniformes de times e jogos de futebol tomaram conta e coloriram o meu dia a dia, com lindos e divertidos tons de verde e azul! Como eu conseguia não ver graça em tudo isso, antes?!

Só quem tem a sorte de ser mãe  - ou avó, tia, madrinha – de menino é capaz de se apaixonar por uma realidade tão diferente da sua! Graças aos meus príncipes, sou vista como uma princesa e tratada como uma rainha! Meus dois cavalheirinhos conquistaram o meu amor e o meu coração!

Há poucos meses, chegou a Clara, minha linda e delicada bonequinha! E a vida, que já era fantástica, ficou melhor ainda! Agora, a minha duplinha ganhou mais uma princesa para cuidar e muito mais amor e admiração! Amo ser mãe desse trio!

*Raquel Suippi - é bacharel em Jornalismo, escritora, blogueira e dona de casa em Fortaleza/CE. Casada com um gaúcho e mãe de dois príncipes e uma princesinha, é Católica e membro da Comunidade Católica Shalom. Gosta de tomar chimarrão com o esposo, brincar com os filhos, ler, escrever, ver filme e viajar em família.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

EDIFICAR A FAMÍLIA

Um livro particularmente simpático e atraente é o livro de Tobias.  Conta as peripécias de Tobias para encontrar Sarah, que seria sua esposa.  Os primeiros noivos de Sarah morriam na noite de núpcias, mas Tobias foi instruído pelo Anjo Gabriel.  Sua disposição era diferente: “Somos filhos de Santos e não devemos nos casar como pagãos que não conhecem a Deus”. Disse Sarah; “Tende piedade de nós, Senhor; tende piedade de nós, e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice!”.  E assim foi; tiveram sete filhos. 

Atualmente, são muitos os ataques às famílias por parte dos que não querem compromissos estáveis, dos que querem propor uniões de outros tipos, instáveis, passageiras ou união de pessoas do mesmo sexo.  É preciso reabilitar a família na sua dignidade. Uma mãe de família, envolvida em associações variadas, foi convidada a participar em mais uma.  A mãe recusou.  E a outra perguntou: -“Você é tão ocupada assim?”.

 -“Sim, especialmente depois que assumi a empresa da qual é presidente meu marido e que fomenta a vida cristã, a educação da infância e da juventude; se ocupa da alimentação, da difusão da educação e cultura”.

A outra, espantada, perguntou:

-“Que associação é essa? Acho que nunca ouvi falar”.

-“Certamente você conhece; chama-se Família”.

Todos devem procurar crescer nessa tarefa de edificar a família.  Um ponto de partida é pensar que problemas e soluções dependem de nós.  Mais do que apontar o que os outros precisam melhorar na família: marido, sogra, filhos, pais, ou o apartamento, ou trabalho, ou escola dos filhos, devemos pensar o que mudar em nós mesmos.

Se nós mudamos e melhoramos, a família melhora.  Temos três inimigos a combater com veemência: egoísmo, desgaste e tentação de acomodação.

O egoísmo tende a defender o próprio “eu”.  A pessoa olha demasiadamente para si mesma, quer se poupar de sacrifícios.  A família demanda tempo e este pode não sobrar para si mesma.

Alguém contava a história de um menino tímido, de olhos lacrimejantes que pergunta ao pai:

-“Pai, quanto o senhor ganha por hora?”

-“Puxa filho, não conto isso nem para sua mãe!”

O filho insiste.  De cara amarrada, o pai responde:  -“Vinte reais.”

E o menino pede:

-“Pai, pode me emprestar 1 real?”

-“Para isso que você queria saber quanto eu ganho? Vai dormir!” E não deu nada ao filho.  Mais tarde, preocupado de  ter sido muito exagerado, foi procurar o filho e deu-lhe o real.  O menino pegou a moeda e juntou ao que já tinha guardado, entregando ao pai:  -”Agora você pode me dar uma hora do seu tempo?” As crianças querem menos brinquedos e mais atenção; menos roupa e mais conversa.

Também devemos combater o DESGASTE.  O tempo gera um desgaste no carro, no celular, na roupa e também em nós.  O relacionamento vai ficando desgastado.  Podem faltar detalhes de carinho, ou a paciência para enfrentar os problemas, ou o espírito esportivo que faz com que as coisas sejam levadas para o campo do mau humor.

Em “Guerra e Paz”, Tolstoi descreve a situação de Nicolau: “A intimidade com sua mulher aumentava sempre; todos os dias descobria nela novos tesouros espirituais”. Recentemente, fui a uma comemoração de bodas de 60 anos em que o marido relatou ter descoberto há pouco, que a mulher não gostava muito de flores. Assim é a vida. Precisamos ter a postura de renovação, de descobertas.

O 3º inimigo é a ROTINA MÁ, a acomodação que se reflete no desleixo, bagunça, desordem, descaso.  Por esse caminho, em muitas famílias a TV se torna a dona da casa.  As pessoas assistem 5 horas de TV por dia!  Se você deixa de ensinar as verdades da fé, os filhos vão se distanciando de Deus.  E o mundo necessita de famílias – exemplos que mostrem que é por ser família moderna, que convivem harmoniosamente.

Tolstoi escreveu como primeira frase do romance Ana Karenina: “Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma a sua maneira”.

Sejamos exemplo de família generosa, que se sustenta economicamente, que valoriza o vínculo matrimonial, que sabe que o casamento é para sempre.  Santo Agostinho dizia: “Os que estão bem instruídos na fé católica, sabem que o matrimônio foi instituído por Deus como o divórcio foi instituído pelo demônio”.

As famílias-exemplo ajudarão a construir uma sociedade mais justa e mais feliz.