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quarta-feira, 13 de julho de 2016

FILMES ESPECIAIS - uma reflexão para toda a família - parte 5 - Várias deficiências

 Para todos nós, que temos filhos, perfeitos ou não, (sempre há um senão num ser humano), segue alguns filmes para assistirmos e fazermos algumas reflexões em família. Tanto para a aceitação das diferenças, de algumas deficiências, quanto para a inclusão dos que nasceram fora dos padrões esperados pela sociedade. 

Nada como aprendermos a lidar com as diferenças, com amor e carinho, nunca faltando a caridade.
 Como disse alguém numa rede social:"  Há meninos e meninas que  ninguém convida para os aniversários, por exemplo. Há crianças especiais que querem pertencer a uma equipe, mas que ninguém escolhe, porque é mais importante ganhar, certo? As crianças com necessidades especiais não são raras. Elas só querem o que todos querem: ser aceitas!".

DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

1 -  O Escafandro e a Borboleta - Jean-Dominique Bauby tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

2 - O Milagre de Anne Sullivan –
É uma professora, que tenta com que Helen Keller, uma garota cega, surda e muda, se adapte e entenda (pelo menos em parte) as coisas que a cercam. Para isto entra em confronto com os pais da menina, que sempre sentiram pena da filha e a mimaram, sem nunca terem lhe ensinado algo nem lhe tratado como qualquer criança.

3 - Sob Suspeita (1987) - um indigente surdo-mudo, é preso pelo assassinato. Kathleen Riley (Cher), uma defensora pública, é designada pela corte como sua advogada. Inicialmente Anderson se mostra muito agressivo, mas quando Kathleen consegue se comunicar com ele se mostra bem mais sociável. Ela tem dúvidas se ele é realmente culpado, assim decide achar o verdadeiro assassino. É ajudada por Eddie Sanger (Dennis Quaid), um assessor parlamentar, que faz parte do júri. Apesar de advogada e jurado não poderem se falar, eles descobrem juntos um perigoso círculo de corrupção no Judiciário.

4 -  Experimentando a vida - Molly McKay é uma mulher de 28 anos que é intelectualmente lenta, pois sofre de autismo desde a infância. Com o fechamento da instituição, Buck McKay, seu irmão, fica com sua guarda. Buck fica sabendo através dos médicos de uma arriscada cirurgia experimental que pode curar Molly, ele dá seu consentimento. A operação é um sucesso e Molly deixa de sofrer de autismo, sendo que paralelamente revela um genial intelecto. Mas a intensa concentração da sua personalidade autista permanece e Buck constata que a nova Molly vai enfrentar outro grande desafio.

5 – Um estranho no ninho -
um prisioneiro, simula estar insano para não trabalhar e vai para uma instituição para doentes mentais. Lá estimula os internos a se revoltarem contra as rígidas normas impostas pela enfermeira-chefe Ratched (Louise Fletcher), mas não tem idéia do preço que irá pagar por desafiar uma clínica "especializada".

domingo, 3 de julho de 2016

FILMES ESPECIAIS - uma reflexão para toda a família - parte 3 - Intelecto e cognitivo

 DEFICIÊNCIA INTELECTUAL/COGNITIVA

 Para todos nós, que temos filhos, perfeitos ou não, (sempre há um senão num ser humano), segue alguns filmes para assistirmos e fazermos algumas reflexões em família. Tanto para a aceitação das diferenças, de algumas deficiências, quanto para a inclusão dos que nasceram fora dos padrões esperados pela sociedade. Nada como aprendermos a lidar com as diferenças, com amor e carinho, nunca faltando a caridade.

 Como disse alguém numa rede social:"  Há meninos e meninas que  ninguém convida para os aniversários, por exemplo. Há crianças especiais que querem pertencer a uma equipe, mas que ninguém escolhe, porque é mais importante ganhar, certo? As crianças com necessidades especiais não são raras. Elas só querem o que todos querem: ser aceitas!".


1 - Forrest Gump, o contador de histórias – Quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de Forrest Gump (Tom Hanks), um rapaz com QI abaixo da média e boas intenções. Por obra do acaso, ele consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate, mas continua pensando no seu amor de infância, Jenny Curran.

2 - Gaby, uma história verdadeira - É um belo filme de esperança, força e superação, uma verdadeira lição de vida; mostra-nos a força que o ser humano tem dentro de si para lutar por sua autonomia, independente das adversidades que o possa acompanhar.

3 - O Discurso Do Rei - Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realiza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes.

4 - Gilbert Grape – Aprendiz de sonhador - o filme mostra o cotidiano de uma família comum, com problemas que muitos de nós podemos passar, e ao mesmo tempo aborda questões importantes, como preconceito, obesidade, depressão e autismo, todos esses assuntos abordados de forma ampla e muito perspicaz.

5 -  Uma lição de amor - um homem com deficiência mental que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.

6 -  Meu nome é Rádio – Um filme sobre um jovem deficiente mental - o filme incrível retrata com maestria os valores humanos e o poder da amizade verdadeira. Indicado para assistir com a família.

7- O Primeiro da Classe - o filme mostra todos os problemas e obstáculos enfrentados, devido à Síndrome de Tourette que, à época (e também nos dias de hoje) pouco se conhece sobre. Os sintomas são, de fato, geradores de constrangimentos por parte de quem os tem. No entanto, no filme há diversas lições de vida. A primeira delas e que se destaca fortemente durante toda a obra, é a superação.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

FILMES ESPECIAIS - uma reflexão para toda a família - parte 2 - Auditivo

DEFICIÊNCIA AUDITIVA:

Para todos nós, que temos filhos, perfeitos ou não, (sempre há um senão num ser humano), segue alguns filmes para assistirmos e fazermos algumas reflexões em família. Tanto para a aceitação das diferenças, de algumas deficiências, quanto para a inclusão dos que nasceram fora dos padrões esperados pela sociedade.

Nada como aprendermos a lidar com as diferenças, com amor e carinho, nunca faltando a caridade.
 Como disse alguém numa rede social:"  Há meninos e meninas que  ninguém convida para os aniversários, por exemplo. Há crianças especiais que querem pertencer a uma equipe, mas que ninguém escolhe, porque é mais importante ganhar, certo? As crianças com necessidades especiais não são raras. Elas só querem o que todos querem: ser aceitas!".



1 - A música e o silêncio - Desde a mais tenra idade, Lara serviu de intérprete para seus pais surdos, ajudando-os a se comunicar com o outros. Já crescida, ela demonstra grande talento musical. É quando surge um dilema em sua vida pois, se quiser abraçar uma promissora carreira, terá que mudar-se para Berlim.

2 - Filhos do silêncio –
1986 - Uma mensagem de superação e um amor muito bonito, que ultrapassou a barreira do preconceito. Assim pode ser resumida a trama desta fita, com ótimos desempenhos de William Hurt e Marlee Matlin.

3 - Mr. Holland - Adorável professor - 
Pra pensar e repensar muitas coisas... como o sentido de ouvir e o silêncio!

4 - E seu nome é Jonas -
Jonah é um jovem surdo que recebe um diagnóstico errado de retardo mental e leva uma vida repleta de frustrações, até que seus talentos são reconhecidos.


5 -  Nell - Uma jovem  é encontrada em uma casa na floresta, onde vivia com sua mãe eremita, mas o médico que a encontra após a morte da mãe constata que ela se expressa em um dialeto próprio, evidenciando que até aquele momento ela não havia tido contado com outras pessoas. Intrigado com a descoberta e ao mesmo tempo encantado com a inocência e a pureza da moça, ele tenta ajudá-la a se integrar na sociedade.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

FILMES ESPECIAIS - uma reflexão para toda a família - parte 1- Físico

DEFICIÊNCIA FÍSICA:

 Para todos nós, que temos filhos, perfeitos ou não, (sempre há um senão num ser humano), segue alguns filmes para assistirmos e fazermos algumas reflexões em família. Tanto para a aceitação das diferenças, de algumas deficiências, quanto para a inclusão dos que nasceram fora dos padrões esperados pela sociedade.

Nada como aprendermos a lidar com as diferenças, com amor e carinho, nunca faltando a caridade.
 Como disse alguém numa rede social:"  Há meninos e meninas que  ninguém convida para os aniversários, por exemplo. Há crianças especiais que querem pertencer a uma equipe, mas que ninguém escolhe, porque é mais importante ganhar, certo? As crianças com necessidades especiais não são raras. Elas só querem o que todos querem: ser aceitas!".



 1 -  Espíritos Indômitos - é um ex-combatente que ficou paraplégico. Ele tenta se adaptar à vida civil, mas como os seus companheiros que também ficaram paralíticos, se sente marginalizado, apesar de ser apoiado por sua noiva.

 2 - Nascido em 4 de Julho - Ron Kovic (Tom Cruise) é um rapaz idealista e cheio de sonhos, que deixa a namorada (Kyra Sedgwick) e a família para ir lutar no Vietnã. Já na guerra, ele é ferido e fica paraplégico. Ao voltar aos Estados Unidos é recebido como herói, mas logo se vê confrontando com a realidade do preconceito aos deficientes físicos, mesmo aqueles considerados heróis de guerra. Ron decide então se juntar a outros para lutar pelos seus direitos, agora negados pelo país que os enviara para a guerra.

3 -  O óleo de Lorenzo - Um garoto levava uma vida normal até que, quando tinha seis anos, estranhas coisas aconteceram, pois ele passou a ter diversos problemas de ordem mental que foram diagnosticados como ALD, uma doença extremamente rara que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no máximo dois anos. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento para uma doença desta natureza. Assim, começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença.

 4 - O Homem Elefante -
um desafortunado cidadão da Inglaterra vitoriana portador do caso mais grave de neurofibromatose múltipla registrado até então, tendo 90% do corpo deformado. Exibido como monstro em circos e considerado débil mental pela sua dificuldade de falar, é salvo por um médico, Frederick Treves (Anthony Hopkins). No hospital Merrick se libera emocionalmente e intelectualmente, além de mostrar ser uma pessoa sensível ao extremo.

 5 -  Uma janela para o céu - uma jovem de 18 anos que vive nos Estados Unidos de 1955. Ela se revela como um grande talento no esqui, e todos apostam que a menina ganhará os Jogos Olímpicos de Inverno de 1956. Mas acontece um acidente, e Jill quase morre depois de uma perigosa queda na neve. Ela não perde a vida, mas fica paralisada do pescoço para baixo, e impedida de praticar esportes para sempre. Jill começa então a enfrentar outra batalha: Reaprender a viver, agora com uma deficiência grave. Para isso ela terá que contar com o apoio de familiares, pais e amigos.

 6 -  Meu pé esquerdo - Christy Brown (Daniel Day-Lewis), filho de uma humilde família irlandesa, nasce com uma paralisia cerebral que lhe tira todos os movimentos do corpo, com a exceção do pé esquerdo. Com o controle deste único membro ele torna-se escritor e pintor.

 7 -  Os Melhores Anos de Nossas Vidas - O ex-sargento Al Stephenson (Fredric March), o ex-piloto Fred Derry (Dana Andrews) e o marinheiro Homer Parrish (Harold Russel) retornam para casa após combater na Segunda Guerra Mundial. Dispostos a recomeçar a vida, os três veteranos vão ter de conciliar os traumas de guerra e vencer o difícil período de readaptação com suas famílias e antigos empregos.

8 - Intocáveis - um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos a amizade entre eles se estabelece, com cada um conhecendo melhor o mundo do outro.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O outro lado da moeda

O vídeo abaixo mostra alguns fatos sobre o acolhimento de imigrantes Sírios. Foi enviado por e-mail para um conhecido meu a fim de que visse “o outro lado da moeda”. Transcrevo mais abaixo a resposta que meu amigo enviou para o remetente, poucos minutos depois:


"Muito interessante o vídeo.

Separar e juntar raças, dominações de povos, extermínios em massa, destruição de culturas... por tudo isso já passamos algumas vezes na história da humanidade. Aprendemos? Parece que não.

O desejo de poder, de controle, de fazer da música de Sinatra, "my way", ou de tantos outros (a modo mio, it's my way, la mia vita...), o ritmo da história tem destruído gerações e gerações.

A atenção que os cristãos darão nos dias que se aproximam, com a Quaresma e a Semana Santa, está muito bem posicionada com esses recentes acontecimentos.

Veremos Cristo que se entrega pelos demais, que não veio para ser servido, mas para servir, que lava os pés dos discípulos, que assume por nós a Cruz como seu trono... Esse sim é o caminho.

Esse é o mesmo Cristo que é forte. Expulsa os vendilhões do Templo, mostra o que não está certo (“Serpentes! Raça de víboras! Como escapareis ao castigo do inferno?” - Mt 23, 33), protege da intolerância desmedida (evita que uma adúltera seja apedrejada – Jo 8, 4), faz milagres potentes...

"Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!” - Lc 23, 39. Mas Cristo nos ensina com esse gesto extremo o caminho. Horas antes estava em agonia no horto pelo que haveria de acontecer. “Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua!” - Lc 22, 42.

Pela obediência, Cristo nos resgata da desobediência de nossos primeiros pais. Só assim ecoam pelos tempos suas palavras: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida - Jo 14, 6.

Ao voltar à cena da crucifixão, contemplamos também a misericórdia de Deus. Junto ao ladrão que O injuria, está presente também um outro malfeitor. Não era inocente, sabia bem. Havia cometido muitos delitos para merecer aquele tipo de morte. Nos seus últimos minutos reconhece suas culpas e não sabe o que fazer com tanto peso. Apenas suplica: Lembra-te de mim quando estiveres no teu Reino. Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso - respondeu Jesus - Lc 23, 42-43.Por isso é lembrado como São Dimas.

Este é o ano em que o Papa decretou para a Igreja como o Ano Santo da Misericórdia. Em cada quadro do vídeo, vi a misericórdia embaralhada com o ódio. Quem vai dominar o futuro?

Nosso reino não é aqui. Estamos tentando seguir o Caminho para chegar ao triunfo, que é estar para sempre com Deus. A Quaresma e a Semana Santa culminam na Páscoa. Cristo que vence a morte, o demônio e o pecado. A misericórdia é maior que o ódio.

Comecei dizendo que o vídeo foi apenas interessante, mas acabei me alongando muito em sua apreciação. Peço desculpas, mas foi para mim um excelente modo de usar esse pedaço de insônia e de aproveitar para oferecê-la a Deus, pedindo que conforte essas pessoas que atualmente sofrem pelo poder do ódio. A fé em Cristo vence sempre, ainda quando  os homens não colaboram, e estão aliados ao mal, é isso que está em jogo.

Até a próxima insônia,  Olaf"

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A família pode mudar o mundo

Muitas famílias hoje, de um modo geral –(graças a Deus existem milhares de exceções) - vivem de costas para Deus, tentando resolver com suas próprias forças os problemas humanos que nela surgem.  Isto leva a uma primeira consequência negativa que é a falta de um motivo sobrenatural. Sem Deus começa a imperar o egoísmo que toma conta do relacionamento, e do bem estar do outro que deveria ser um grande motivo de aproximação, passa a ser substituído pela satisfação uni lateral dos cônjuges.

Com a chegada dos filhos, o problema se agrava, pois, os filhos ao invés de serem uma benção passam a ser um incomodo, e como os pais não tem nada a transmitir para os filhos, estes começam a ter uma educação neo-pagã, ajudada muitas vezes por uma orientação materialista das escolas.

Há uma urgente necessidade de uma reação das verdadeiras famílias cristãs, no sentido de mudar este quadro doloroso de:

- união entre divorciados – juntando filhos de um e de outro, gerando graves problemas.

- união de solteiros (namoro) – sem  responsabilidades,  gerando filhos que não querem, ou não sabem como educá-los.

- união de homossexuais - que dão o nome de família para confundir a opinião pública e aos legisladores,  que tentam legalizar tais uniões com direitos que só a verdadeira família tem.

Este quadro pode mudar com retorno a hábitos que a família verdadeiramente cristã praticava no passado, influindo as outras famílias.  Voltar a introduzir nas suas famílias, costumes cristãos que levem a recristianizar a sociedade a partir da própria casa.

Ensinando aos filhos desde pequenos a rezar a noite antes de dormir, e ao acordar pela manhã, antes das refeições; ter uma hora certa para acordar, horário para deitar, cada um ter um plano de trabalho ou estudo bem determinado, terminar as tarefas com capricho, cuidando dos detalhes.

Só com a família e os filhos formados com verdadeiros valores cristãos conseguiremos ter a coragem de difundir este espírito as famílias dos amigos e parentes.

Então apesar de parecermos minoria, (com a graça de Deus que nunca nos falta), produziremos a tão esperada revolução da sociedade, tão importante para o tecido social e tão querida por Deus.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

O estresse pode detonar comportamento compulsivo.

Um artigo bem interessante e sempre atual. Ainda mais agora, que temos convivido com  tantas atrocidades na nossa sociedade.

Maria Vianna

RIO - O estresse, o desemprego ou a perda de uma pessoa querida podem detonar o comportamento compulsivo, explica o psicanalista Elias Abdalla-Filho, da Federação Brasileira de Psicanálise. Na semana passada, o terapeuta foi um dos coordenadores do Congresso Brasileiro de Psicanálise, que entre os temas abordados discutiu o aumento das compulsões nos grandes centros urbanos. Em entrevista ao site do Globo, o especialista esclarece os pontos principais do distúrbio que atinge 3% da população.

O que caracteriza uma compulsão e quais as mais comuns?

Uma compulsão é caracterizada basicamente por um comportamento repetitivo que foge ao controle de seu portador e que, se impedido, provoca alto nível de ansiedade. A compulsão não pode ser confundida com a obsessão, que se refere a pensamentos repetitivos. As compulsões mais comuns estão ligadas ao consumo de álcool e drogas (lícitas ou ilícitas), alimentos, compras, sexo, jogo e trabalho.

Quem sofre mais de compulsões?

Depende do tipo de compulsão. Enquanto o consumo compulsivo de drogas é mais frequente em homens, outros hábitos podem ser mais frequentes entre as mulheres. Estudos mostram que o Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC), uma das diversas possibilidades de manifestação de atos compulsivos, é menos encontrado em negros do que em brancos, embora não se saiba até onde a dificuldade de acesso aos sistemas de saúde pelos primeiros podem estar influenciando nas estatísticas
.
As compulsões estão aumentando?

Hoje em dia tem-se um leque maior de "objetos" que podem ser alvos de compulsão que não existiam no passado. Isso aliado, à cultura atual, pode colaborar para uma maior detecção de comportamentos compulsivos. É o caso do uso de máquinas (internet, jogos eletrônicos), bem como de exercícios físicos em academias. Fatores estressores de forma geral podem desencadear comportamentos compulsivos ou recidivar compulsões que estavam, até então, sob controle.

Pessoas com compulsões têm mais tendência a depressão, ansiedade e outros distúrbios de comportamento?


Sim, existe o que chamamos de comorbidade, que é a coexistência de transtornos mentais. Embora nem toda pessoa com atos compulsivos desenvolva necessariamente algum outro transtorno mental, os compulsivos têm uma probabilidade maior de desenvolver ansiedade ou depressão, quando comparados a pessoas emocionalmente estáveis. O fator genético pode funcionar como predisponente, mas não como causa única de uma compulsão.

Quais os tratamentos indicados?

O ideal é associar medicamentos à psicoterapia. Sob o rótulo de "terapias alternativas" existe um número incalculável de procedimentos que fogem ao controle de estudos científicos.

Existem compulsões mais fáceis de tratar?

As compulsões de atos socialmente aceitos ou até mesmo estimulados pela sociedade, como compras por exemplo, podem ter um limite tênue com o que pode ser considerado normal. O mecanismo psíquico chamado "negação" é muito comum como recurso de defesa que uma pessoa adota para não ter que se ver necessitando de ajuda psíquica. Não se fala em compulsões mais fáceis ou difíceis de tratamento, mas pessoas com maior ou menor disposição para se tratar. Não há como um tratamento funcionar quando não se tem um interesse do paciente em realizá-lo.

http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/estresse-pode-detonar-comportamento-compulsivo-afirma-psicanalista-280264.html

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Quando teremos tempo?

Eu fico me perguntando, quando vou ter um tempo sobrando e o que vou fazer com ele? Passamos num ritmo alucinado a vida toda, em função da família, filhos, maridos, pais... E depois, no momento em que estas ocupações vão diminuindo ficamos com cara de bobos, não sabendo o que fazer com o tempo ocioso. E acabamos perdendo tempo.

Eu procuro ter sempre uma atividade extra familiar, mesmo que me deixe no momento muito mais enrolada, mas para ter algo pra preencher o tempo no futuro. Ficar parada dá uma sensação de velhice, estar em movimento ajuda a sempre se renovar.

Tem hora em que sentimos falta do tempo como se fosse o ar que respiramos. Sentimos falta de nos concentrarmos por 15 minutos que sejam, sem sermos interrompidas pelo telefone, pela campainha da porta ou por solicitações variadas de alguma das pessoas que mais amamos no mundo e com quem vivemos. Não conseguimos sequer imaginar que algum dia teremos tanto tempo para nós, e não saberemos o que fazer com ele...

O que cada um de nós pode dizer que fará pra investir para o futuro, mesmo que ainda bem longe?

Poderíamos pensar em ir à missa com mais frequência, em dividir o tempo entre ler, ver filmes, passear, olhar o mar, fazer yoga ou pilates, aprender. Talvez entrar num curso de cinema, estudar italiano ou espanhol, fazer uma terapia, ou procurar um trabalho, voluntário ou pago. Mas, uma coisa sempre vamos querer: estar sempre em contato com a família e os amigos. E, se formos vovós, vamos tirar, pelo menos um dia da semana, especialmente para receber os netos, oferecer um lanchinho, conversar, jogar e brincar com a criançada.

Temos o dever de formar bem nossos filhos, cumprir com nossa tarefa de mães e educadoras, mas também temos que criar condições para no futuro não sermos um peso para estes filhos e nem ficarmos cobrando deles por tudo o que fizemos.

Minha sogra tinha um bom ditado (aliás, ela adorava ditados populares), ela dizia: “As árvores morrem de pé" - para explicar a nossa posição na vida. Sempre me lembro deste ditado quando penso em desanimar! Temos que ser carvalhos. Ela também dizia que era de “aço inox", e era verdade. Uma mulher de muita fibra. Um exemplo de aproveitamento de tempo a vida inteira. Sempre ocupando seu tempo, sem nunca se sentir sozinha ou desocupada.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Um filme com várias lições de vida – Lincoln

É um filme Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, acontece durante a Guerra Civil norte-americana, que acabou com a vitória do Norte. Ao mesmo tempo em que se preocupava com o conflito, o 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), travava uma batalha ainda mais difícil em Washington. Ao lado de seus colegas de partido, ele tentava passar uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão.

Tudo começa num campo enlameado de batalha em que o norte e o sul dos Estados Unidos se enfrentavam em plena Guerra da Secessão. Enfocando mais o diálogo e o lado político, da guerra. Contando com a recitação de um dos mais marcantes discursos deste presidente americano, que ficou conhecido como o Discurso de Gettysburg, em que fala em "o governo do povo, pelo povo e para o povo", algo que marca até hoje a política nos EUA.

É um filme de drama épico histórico, dirigido por Steven Spielberg, estrelado por Daniel Day-Lewis como presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln e Sally Field como Mary Todd Lincoln.

Lincoln tem sua maior força nas atuações. Daniel Day-Lewis , o ator incorpora o ex-presidente de forma impressionante, com um trabalho de voz que faz do personagem um sujeito delicado, mas sempre marcante, falando baixo, mas sendo sempre ouvido.

Sally Field, como mulher e mãe tem um personagem difícil e interpreta-o maravilhosamente bem. Destacando o temperamento inconstante e tumultuado, típico de alguém que já perdeu muito na vida e de forma bem sofrida.

O filme é repleto de bons atores e de excelentes interpretações. A história ajuda e o elenco contribui para o sucesso.

Censura: 12 anos

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Relação de confiança numa família

Os filhos esperam que os pais os julguem bem e confiem nas suas boas intenções. Um pai desconfiado, pessimista e amargo é triste e sua atitude azeda faz ver tudo sob suspeitas. Porque o Joãozinho  bateu em Mariazinha, o pai logo diz que ele será um malandro. Porque errou no troco, diz que será ladrão.

A justiça nas relações obriga-nos a confiar, e a confiança obriga a pessoa a corresponder; se ela falha, fica envergonhada e, muito provavelmente, vai querer voltar a merecer o antigo respeito.

Evitemos usar frases como: “Você é sempre assim”, “Já era de se esperar”, “Você não muda”. O melhor é sempre dizer: “Isso não é próprio de você”. E se o filho merece correção, seja firme, mas não deixe de também elogiar as coisas boas que ele fizer.

Os filhos esperam de nós a veracidade. Se não podem confiar na palavra dos pais, parece que o mundo vai desabar. Se vamos sair, e o garoto de quatro anos começa a chorar, não devemos dizer uma mentira, só para que fique quieto. Precisamos dizer a verdade. Por mais que a criança vá chorar, ela irá aprender a confiar na sua palavra.

Os filhos espelham as nossas atitudes. A verdade é sagrada para a boa educação dos nossos filhos, por isso não podemos: falar mentiras ao telefone, pois eles certamente estarão ouvindo; dizer, por exemplo, que Coca-Cola faz mal à saúde e eles verem você tomando; inventar que sorvete faz mal, quando não se tem dinheiro para comprar; ou até mesmo afirmar que não temos dinheiro, e, em seguida, comprar algo.

Eles esperam ser levados a sério e têm direito a isso. Conforme vão crescendo, cresce também sua autonomia, seus critérios sobre o que é certo e errado. Devemos ouvi-los e contestá-los se preciso, sempre com seriedade.

Os filhos esperam que seus pais o ensinem a exercer a liberdade, que será sempre a escolha de um bem, às vezes até em detrimento de outro bem. À medida em que crescem, cada vez mais temos que ir confiando nas decisões que tomam. Como a escolha da carreira a seguir, das roupas a vestir, do cuidar da casa na nossa ausência.... E assim por diante.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A Consciência

A lâmpada do teu corpo são os teus olhos, diz o Senhor. A e, se estiver bem formada, ilumina o caminho, o caminho que termina em Deus, e o homem pode avançar por ele. Ainda que tropece e caia, pode levantar-se e prosseguir. Quem deixa que a sua sensibilidade interior “adormeça” ou “morra” para as coisas de Deus, fica sem qualquer ponto de referência pelo qual orientar-se. É a maior desgraça que pode acontecer a uma alma nesta vida. Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal – anuncia o profeta Isaías –, ai daqueles que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce.

Jesus compara a função da consciência à do olho na nossa vida. Se o teu olho for são, todo o teu corpo estará bem iluminado; se, porém, estiver em mau estado, o teu corpo estará em trevas. Cuida, pois, de que a luz que há em ti não sejam trevas. Quando o olho está bom, veem-se as coisas tal como são, sem deformações. Um olho doente engana a pessoa e pode levá-la a pensar que os acontecimentos são como ela os vê com a sua visão distorcida.

A consciência pode ficar deformada por não se ter procurado alcançar a ciência devida a respeito da fé, ou então por uma má vontade dominada pela soberba, pela sensualidade, pela preguiça... [...]

As paixões e a falta de sinceridade consigo próprio podem chegar a forçar o entendimento e levá-lo a pensar de outra forma, mais de acordo com um teor de vida ou com uns defeitos e maus hábitos que não se querem abandonar. Não existe então boa vontade, o coração se endurece e a consciência adormece e já não indica a direção certa que conduz a Deus: é como uma bússola avariada que desorienta aquele que a consulta. “O homem que tem o coração endurecido e a consciência deformada, ainda que possa estar na plenitude das suas forças e das suas capacidades físicas, é um doente espiritual e é preciso fazer alguma coisa para que recupere a saúde da alma”.João Paulo II, Angelus, 15-III-1981

A Quaresma é um tempo muito propício para pedirmos ao Senhor que nos ajude a formar muito bem a nossa consciência e para examinar se somos radicalmente sinceros conosco, com Deus e com as pessoas que em seu nome têm por missão aconselhar-nos.

A LUZ QUE EXISTE em nós não brota do nosso interior, da nossa subjetividade, mas de Jesus Cristo.Eu sou a luz do mundo, disse Jesus; aquele que me segue não anda nas trevas. A sua luz esclarece as nossas consciências e, mais ainda, pode converter-nos em luz que ilumine a vida dos outros: Vós sois a luz do mundo. O Senhor coloca-nos no mundo para que com a luz de Cristo mostremos aos outros o caminho.
Extraído da meditação de 2ªfeira, Segunda semana da quaresma, de Falar com Deus.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Procurando a ponta da linha

Quem já precisou ao menos uma vez na vida pregar um botão, ou soltar pipas,  sabe exatamente o que é achar a ponta, o início da linha no carretel. A tarefa muitas vezes não é fácil e requer atenção e paciência, dali sairá, então, toda a linha que vamos precisar para costurar.

Assim é também na nossa vida diária quando temos que “costurar” algo que puiu com o tempo ou com as viradas da convivência familiar.  Vamos precisar de paciência e esforço para encontrar a “ponta da linha”, o início do revés, para podermos, desse ponto, começar as mudanças ou recomeçar a luta para salvar a união de todos.

Como o centro da família é o casal, será aí o início da procura pela ponta. Nada fácil, por sinal. Temos que nos empenhar, e muito, para desembolar o carretel e tornar a por toda a “linha” no lugar.
Quando todos brigam e ninguém tem razão, teremos que instituir algum membro do lar para arrumar o jeitinho de achar a saída para recuperar a harmonia familiar. Nessa hora, entra a mulher, como sempre a famosa salvadora da pátria.

Palavrinha tão bonita, chega a soar como a uma valsa de Strauss, mas, ao mesmo tempo, muito complexa e de difícil ajuste. Harmonia....

Harmonia no samba, na pintura, no vestir-se, para tudo ela é a chave da beleza, e muitas vezes da felicidade. E a harmonia do casal deve vir a frente de tudo, a custo de luta e sacrifícios diários. Mas, como? Achando o início , a ponta das diferenças, o momento exato onde começam a ficar em desequilíbrio.

Essa receita de bolo também procuro eu todos os dias, para obter essa beleza familiar. Esse encontro de perfeição; mas , confesso, não é fácil.

Quando pensamos que estamos dominando o iceberg, descobrimos que ele é muito maior do que pensamos, e o Titanic familiar parece afundar. E aí, então, começamos tudo de novo. A vida do lar é assim mesmo, um começar e recomeçar todos os dias. Contando com nossas mudanças hormonais, de humor e de condições físicas.

A única coisa certa é o amor que deve reinar entre todos e o desejo do bem comum. O resto vamos corrigindo o rumo a cada dia que se passa. Com isso não teremos a rotina como a vilã traiçoeira que destrói muitos lares, porque estaremos sempre fazendo um esforço novo para tornar o outro dia um recomeço melhor.

sábado, 9 de março de 2013

Li por aí - Quando a dor e a dúvida assolar, saiba que...ISSO TAMBÉM PASSA.

Achei muito bom e coloco aqui para dividir a mensagem com os amigos.
 
Certo dia um jovem percebeu a seguinte frase em um pergaminho pendurado aos pés da cama de seu avô: "ISSO TAMBÉM PASSA", e, com a curiosidade inerente a cada ser humano, resolveu perguntar:

Vovô, o que significa essa frase em cima de sua cama dizendo "ISSO TAMBÉM PASSA"?

E o seu avô sem titubear lhe responde: A vida nos prega muitas peças, que podem ser boas ou não tão boas assim, mas tudo significa aprendizado. 

Recebi esta mensagem de um anjo protetor, num desses momentos de dor em que quase perdi a fé. 

Ela é para que, todos os dias, antes de me levantar e de me deitar, possa ler e refletir; para que, quando tiver um problema, antes de me lamentar, eu possa me lembrar de que "ISSO TAMBÉM PASSA", e para quando estiver exaltado de alegria, que tenha moderação e possa encontrar o equilíbrio, pois:

"ISSO TAMBÉM PASSA". 

Tudo na vida é passageiro assim como a própria vida, tanto as tristezas como também as alegrias. Praticar a paciência e perseverar no bem e nas boas ações, ter simplicidade, fé e pensamentos positivos, mesmo perante as mais difíceis situações, é saber viver e fazer da nossa vida um constante aprendizado. 

É ter a consciência de que todas as pessoas erram, de que o ser humano ainda é um ser imperfeito em busca da perfeição e por isso ainda sofre, é saber que, se muitas vezes nos decepcionamos com pessoas, é porque esperamos mais do que elas estão preparadas para dar, dentro de seu contexto e grau de compreensão.  Desse modo, meu amigo, toda vez que olho para essa frase, meu coração se aquieta e a paz me invade, pois sei que "ISSO TAMBÉM PASSA".

Saúde, Paz e Benção
Diácono Claudino (Recebi por Email  e não tenho a fonte)

domingo, 7 de outubro de 2012

Educar o coração - parte 3

 FACILITAR A PURIFICAÇÃO DO CORAÇÃO

Na constituição do homem, as paixões têm como finalidade facilitar a ação voluntária, mais do que desvanecê-la ou dificultá-la. «A perfeição moral consiste em que o homem não seja movido ao bem apenas pela sua vontade, mas também pelo seu apetite sensível de acordo com estas palavras do salmo: “O meu coração e a minha carne gritam de alegria para o Deus vivo” (Sl 84,3)»[5]. Por isso, não é conveniente querer suprimir ou “controlar” as paixões, como se fossem algo mau ou recusável. Embora o pecado original as tenha desordenado, não as desnaturalizou, nem as corrompeu de um modo absoluto e irreparável. É preciso orientar a emotividade de modo positivo, dirigindo-a para os bens verdadeiros: o amor a Deus e aos outros. Daí que os educadores, os pais em primeiro lugar, devam procurar que o educando, na medida do possível, desfrute fazendo o bem.

 Formar a afetividade requer, em primeiro lugar, facilitar que os filhos se conheçam, e que sintam, de um modo proporcional à realidade que despertou a sua sensibilidade. Trata-se de ajudar a superar, a transcender, aquele afeto até ver na sua justa medida a causa que o provocou. Talvez o resultado dessa reflexão seja a tentativa de influenciar positivamente para modificar tal causa; noutras ocasiões – a morte de um ser querido, uma doença grave – a realidade não se poderá mudar e será o momento de ensinar a aceitar os acontecimentos como vindos da mão de Deus, que nos ama como um Pai ao seu filho. Outras vezes, a propósito de uma irritação, de uma reação de medo, ou de uma antipatia, o pai ou a mãe podem falar com os filhos, ajudando-os a entender – na medida do possível – o motivo dessa sensação, de modo a poderem superá-la; assim, conhecer-se-ão melhor a si próprios e serão mais capazes de pôr o mundo dos afetos no seu lugar.

Além disso, os educadores podem preparar a criança ou o jovem para que reconheça – neles próprios e nos outros – um determinado sentimento. É preciso criar situações, como as histórias da literatura ou do cinema, através das quais seja possível aprender a dar respostas afetivas proporcionadas, que colaborem para modelar o mundo emocional do homem. Um relato interpela quem o vê, lê ou escuta e move os seus sentimentos numa determinada direção e acostuma-o a um determinado modo de olhar a realidade. Dependendo da idade – neste sentido, a influência pode ser maior quanto menor for a criança – uma história de aventuras, ou de “suspense”, ou então um relato romântico, podem contribuir para reforçar
os sentimentos adequados perante situações que objetivamente os merecem: indignação frente à injustiça, compaixão pelos desvalidos, admiração com respeito ao sacrifício, amor diante da beleza. Contribuirá, além disso, parar estimular o desejo de possuir esses sentimentos, porque são belos, fontes de perfeição e de nobreza.

 Bem orientado, o interesse pelas boas histórias também educa progressivamente o gosto estético e a capacidade de discriminar as que possuem qualidade. Isto fortalece o sentido crítico e é uma ajuda eficaz para prevenir a falta de tom humano, que por vezes degenera em vulgaridade e em descuido do pudor. Sobretudo nas sociedades do chamado primeiro mundo, generalizou-se um conceito de “espontaneidade” e “naturalidade” que com frequência é alheio ao decoro. Quem se habitua a esse tipo de ambientes – independente da idade – acaba por rebaixar a sua própria sensibilidade e animalizar (frivolamente) suas reações afetivas; os pais devem comunicar aos filhos uma atitude de recusa da vulgaridade, também quando não se fale de questões diretamente sensuais.

 De resto, convém recordar que a educação da afetividade não se identifica com a educação da sexualidade: esta é apenas uma parte do campo emocional. Mas, certamente, quando se conseguiu criar um ambiente de confiança na família será mais fácil que os pais falem com os filhos sobre a grandeza e o sentido do amor humano e lhes deem, pouco a pouco, desde pequenos, os recursos – através da educação dos sentimentos e das virtudes – para orientar adequadamente essa faceta da vida.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Depressão não é mau-humor!

Por Maria Teresa Serman

Aquela frase que se diz (ou dizia, não sei se saiu de moda) de vez em quando, para caracterizar um estado de espírito, "Hoje estou deprê!", indicando tristeza, nostalgia, sei lá mais o quê, certamente deve ter acostumado as pessoas a confundir um momento de desânimo com o estado clínico depressivo. Depressão é doença, não pode ser encarada como desesperança ou preguiça.

Os sintomas básicos da depressão inicialmente podem levar a própria pessoa a não perceber sua chegada. Sonolência, perda de apetite, desânimo, tristeza, todos esses passam despercebidos como coisas passageiras, como às vezes são realmente. Contudo, é preciso estar atento para não deixar ela se instalar, e procurar um profissional médico logo. Aí vem o preconceito de acharem que quem vai a um psiquiatra é "maluco". Esquecem que a mente pode padecer tanto ou mais do que o resto do corpo, do qual cuidamos escrupulosamente.

Para quem está em depressão, é desagradável e inútil ouvir os "estímulos" dos amigos e conhecidos, muito bem intencionados, mas prejudiciais. Pode-se fazer uma lista: "Não fica assim, você é tão alegre!"; "Levanta a cabeça, tenha esperança!", "Tenha pensamentos positivos que você vai se sentir melhor!"; "Sai de casa, vai pro shopping que você melhora!"; "Não se deixe abater, coragem!", e a lista é longa, até culminar na crueldade não intencional de diagnosticar o problema como falta de fé. Aí o discurso muda um pouco: "Você precisa rezar mais!", "Tenha fé que isso passa!" ou "Deus vai te curar, é só ter fé!"

Depressão é DOENÇA, repetimos, não vai embora por força de vontade, que, aliás é o que mais falta no caso, pensamento positivo, compras ou orações. Estas últimas ajudam muito, como sempre, mas Deus também cura por meio de médicos competentes e remédios bem prescritos.
Ela é uma doença democrática, não tem discriminação de sexo, idade ou situação social. Incapacita temporariamente, o que pode parecer, como já dissemos, preguiça ou tristeza somente. Pode ser visível na expressão ou jeito do doente, mas engana também, de modo que os outros não vejam e não acreditem. Não deve ser menosprezada em momento algum, pois essa negligência pode ser perigosa, e torna o mal mais difícil de combater e sua duração mais longa.

Hoje em dia há muitos e modernos remédios bastante eficazes no combate à depressão, que podem ser indicados e acompanhados por profissionais. O organismo leva um tempo, mais ou menos um mês, para metabolizá-los, e essa demora pode desestimular o paciente e os familiares, mas, sem trocadilho, é preciso ser paciente e esperar o resultado, que será bom, libertador. E colocar-se a cada momento de angústia nas mãos de Deus Pai, que é o melhor médico.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Mãe que dobra o joelho, filho que permanece em pé!"

Por Maria Teresa Serman

Esta frase popular, que não conhecia, confesso, ouvi-a ontem, em uma palestra, e me ficou gravada, ecoando no meu coração, porque é muito verdadeira. Acredito, com provas práticas, que Deus ouve com especial benevolência as orações das mães e dos pais, embora o povo sempre ressalte mais o amor materno. O " dobrar o joelho", mais do que uma reverência física, indica uma postura de alma, um projeto de vida.

Que nós, pais, não nos esqueçamos de agradecer, para contrabalançar o que vivemos pedindo: juízo, saúde, felicidade. É conveniente aos ouvidos do Senhor e a opção mais completa pedirmos uma coisa- com poucas palavras, como o próprio Jesus recomendou, no evangelho, quando ensinou o pai nosso: rogarmos pela santidade de nossos filhos, o que engloba tudo. Por essa causa chorou e se mortificou Santa Mônica por seu filho Agostinho. Foi duplamente bem-sucedida: ele não só se converteu, como fez-se bispo, um dos mais insignes doutores da Igreja e santo de altar dos mais louvados; e alcançou ela a própria santificação. É muito interessante ler a vida dessa mãe dedicadíssima, exemplo e estímulo para todas nós, que estamos sempre "aborrecendo" Nosso Pai pelos que Ele nos concedeu. E convém também recordar as palavras elogiosas do filho santo a ela, louvando sua persistência e abnegação. Ditosas as mães cujos filhos assim as admiram!

Uma outra frase que anotei de ontem foi "É forte quem persevera no que deve fazer, segundo sua consciência.", que tem como autor S. Josemaria, nosso conhecido. Hoje em dia não é fácil perseverar seguindo a consciência, porque o mundo a quer calar, colocando em seu lugar as coisas mais disparatadas, e ainda, maleficamente, algumas essencialmente boas, como o amor de mãe. Amar os filhos, desejar e trabalhar por sua felicidade não significa abrir mão dos princípios morais, aceitando e, com frequência lamentável, incentivando seus descaminhos, com a desculpa do mesmo afeto. É dever dos pais, delegado por Deus e pela sociedade, orientar, aconselhar, corrigir e secundar suas tentativas de acerto, de voltar ao bom caminho. Perdoar os erros não é sinônimo de fantasiar o mal em bem, só porque SEU filho ou SUA filha o cometeu. Isso é sintoma de orgulho, pois projetamos nossa própria sensação de onipotência e perfeição neles. Essa atitude vem predominando de tal modo, que fabricou uma geração de pais permissivos e filhos tão desprovidos de formação que transformaram-se em verdadeiros seres irracionais.

Custa-nos o sangue, a alma, lágrimas e orações ver os filhos agirem como não deveriam e ter que mostrar-lhes isso, com carinho, mas firmeza. Não é fácil, ninguém gosta, mas É PRECISO. Disso depende a felicidade deles, o seu DESTINO ETERNO, e o nosso também. O mundo, a maioria, a moda, o relativismo, tudo isso não deve nos calar e afastar da nossa missão precípua de educadores com amor que temos, como genitores. Aceitar o inaceitável, vestir o mal de bem, não é coragem, sinceridade, modernidade, qualquer dessas expressões que foram cunhadas e são repetidas à exaustão, para convencer os incautos e ingênuos. O lobo é lobo, mesmo que vista pele de cordeiro e fale com voz mansa.

Com isso não se quer dizer que o amor deva diminuir, muito pelo contrário. Odeia-se o pecado, mas ama-se o pecador até o fim. A paixão e morte de Jesus Cristo, que contemplamos e meditamos mais intimamente na quaresma, afirma tal opção. Maior o amor, mais incondicional e paciente é; "não se irrita, tudo suporta", como afirmou S. Paulo em sua inesquecível carta aos coríntios sobre a caridade, o amor por excelência.

Quanto mais cedo e com sabedoria educarmos os filhos, mais teremos a evitar de tropeços graves no decorrer de suas vidas. Eles errarão, como nós, humanos que somos todos. Mas a firme condução dos pais, o seu exemplo, a sua oração, cala no coração de cada um, cria raízes, de modo a puxá-los de volta para o lar, físico ou espiritual, como aconteceu com o filho pródigo, que foi recebido com festa pelo pai que o esperava, sempre atento ao horizonte, confiante que ele voltaria.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Que língua as mães falam?

Por Maria Teresa Serman

As mães veteranas, quer dizer, com mais tempo de experiência e filhos mais velhos, certamente entenderão o que vou expor, e talvez se vejam retratadas nas colocações. Afinal, é como se costuma dizer: os filhos são parecidos ( porque os seres humanos o são), "só muda o endereço".

Há horas, mais ainda, fases, em que parece que tudo se entende inversamente e o resultado é confusão e desacerto. Pequenos elogios ou atitudes sem intenção transformam-se em motivo de disputa e brigas. Nós, mães - não acho que os pais pisam o mesmo caminho tortuoso -, frequentemente somos mal interpretadas, os filhos encaram algumas coisas como competições e comparações.

Cada filho merece e espera atenção e amor individualizado e pessoal. De novo, como todos nós humanos. Arrisco dizer que até os animais são assim. Contudo, por mais que a gente se desdobre, acabamos escorregando nas diferenças e PIMBA! Eles interpretam do seu jeito.

Alguém me informe, por favor, se isso não acontece no seu caso, e me ensine como fazer melhor. Há trinta e um anos que venho sendo mãe, tentando acertar, mas ainda estou tateando. Graças a Deus tem o pai, exemplar, para ajudar. Aliás, alguns dos filhos fazem questão de dizer ou sugerir que ele é fantástico, os erros, claro, foram meus, em sua maioria (isso está implícito). Todavia, o resultado está sendo frutuoso e bom, apesar dos meus "embroglios".

Não quero dar a impressão de que meus filhos vivem reclamando. Os ciúmes e críticas são raros, mas sempre deixam um gosto de fracasso em mim, deve ser orgulho. Gostamos de pensar que tudo, TUDO mesmo que lhes acontece, é obra nossa, como somos vaidosos! Eles têm livre arbítrio e a Divina Providência para nos auxiliar. Então, podemos relaxar um pouco e aproveitar os frutos prazerosos cujas sementes plantamos, deixando de lado um pouco a infalibilidade que nos persegue. Quando forem pais e mães, verão o que é bom pra tosse, e como é bom ter filhos e amá-los incondicionalmente.