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sábado, 7 de novembro de 2015

Educação no pudor

O respeito que cada pessoa tem que ter por si própria aprende-se, principalmente, na família

O que é o pudor? À primeira vista, um sentimento de vergonha que leva a não manifestar aos outros algo da nossa intimidade. Para muitos, trata-se simplesmente de uma defesa mais ou menos espontânea contra a indecência, e não faltam aqueles que o confundem com puritanismo.

O pudor, considerado como sentimento, possui um valor inestimável, porque implica aperceber-se de que se possui uma intimidade e não uma mera existência pública; mas, além disso, há uma autêntica virtude do pudor que mergulha as suas raízes nesse sentimento, e que permite ao homem escolher quando e como manifestar o próprio ser às pessoas que o podem acolher e compreender como merece.

O pudor possui um profundo valor antropológico, defende a intimidade do homem ou da mulher – a sua parte mais valiosa – para a poder revelar na medida adequada, no momento conveniente, do modo correto, no contexto propício.

De contrário, a pessoa fica exposta a maus-tratos ou, pelo menos, a não ser tomada com a consideração devida. Mesmo por parte de si própria, o pudor é necessário para atingir e conservar a própria auto-estima, aspeto essencial do amor ao próprio eu.

Como princípio geral, pode dizer-se que o pudor se orienta para que os outros reconheçam em nós o que temos de mais pessoal. No que se refere ao corpo, isso implica chamar a atenção para aquilo que pode comunicar o exclusivo e próprio de cada pessoa (o rosto, as mãos, o olhar, os gestos…). Nesta linha, o vestuário está ao serviço dessa capacidade de comunicação, e deve expressar a imagem que se tem de si mesmo e o respeito que se oferece aos outros. A elegância e o bom gosto, o asseio e o arranjo pessoal aparecem, assim, como as primeiras manifestações de pudor, que pede (e oferece) respeito àqueles que nos rodeiam. Pela mesma razão, a pouca virtude neste campo leva com facilidade à grosseria e ao descuido no arranjo pessoal.

Na educação no pudor, portanto, é imprescindível aperceber-se do sentido eminentemente positivo desta virtude. «O pudor, elemento fundamental da personalidade, pode considerar-se – no plano educativo – como a consciência vigilante na defesa da dignidade do homem e do amor autêntico».

Este texto foi retirado do site  http://www.opusdei.org/pt-pt/article/educar-no-pudor-1-os-primeiros-anos/ . Ali podemos ler na íntegra todo o livro sobre o pudor.

domingo, 7 de outubro de 2012

Educar o coração - parte 3

 FACILITAR A PURIFICAÇÃO DO CORAÇÃO

Na constituição do homem, as paixões têm como finalidade facilitar a ação voluntária, mais do que desvanecê-la ou dificultá-la. «A perfeição moral consiste em que o homem não seja movido ao bem apenas pela sua vontade, mas também pelo seu apetite sensível de acordo com estas palavras do salmo: “O meu coração e a minha carne gritam de alegria para o Deus vivo” (Sl 84,3)»[5]. Por isso, não é conveniente querer suprimir ou “controlar” as paixões, como se fossem algo mau ou recusável. Embora o pecado original as tenha desordenado, não as desnaturalizou, nem as corrompeu de um modo absoluto e irreparável. É preciso orientar a emotividade de modo positivo, dirigindo-a para os bens verdadeiros: o amor a Deus e aos outros. Daí que os educadores, os pais em primeiro lugar, devam procurar que o educando, na medida do possível, desfrute fazendo o bem.

 Formar a afetividade requer, em primeiro lugar, facilitar que os filhos se conheçam, e que sintam, de um modo proporcional à realidade que despertou a sua sensibilidade. Trata-se de ajudar a superar, a transcender, aquele afeto até ver na sua justa medida a causa que o provocou. Talvez o resultado dessa reflexão seja a tentativa de influenciar positivamente para modificar tal causa; noutras ocasiões – a morte de um ser querido, uma doença grave – a realidade não se poderá mudar e será o momento de ensinar a aceitar os acontecimentos como vindos da mão de Deus, que nos ama como um Pai ao seu filho. Outras vezes, a propósito de uma irritação, de uma reação de medo, ou de uma antipatia, o pai ou a mãe podem falar com os filhos, ajudando-os a entender – na medida do possível – o motivo dessa sensação, de modo a poderem superá-la; assim, conhecer-se-ão melhor a si próprios e serão mais capazes de pôr o mundo dos afetos no seu lugar.

Além disso, os educadores podem preparar a criança ou o jovem para que reconheça – neles próprios e nos outros – um determinado sentimento. É preciso criar situações, como as histórias da literatura ou do cinema, através das quais seja possível aprender a dar respostas afetivas proporcionadas, que colaborem para modelar o mundo emocional do homem. Um relato interpela quem o vê, lê ou escuta e move os seus sentimentos numa determinada direção e acostuma-o a um determinado modo de olhar a realidade. Dependendo da idade – neste sentido, a influência pode ser maior quanto menor for a criança – uma história de aventuras, ou de “suspense”, ou então um relato romântico, podem contribuir para reforçar
os sentimentos adequados perante situações que objetivamente os merecem: indignação frente à injustiça, compaixão pelos desvalidos, admiração com respeito ao sacrifício, amor diante da beleza. Contribuirá, além disso, parar estimular o desejo de possuir esses sentimentos, porque são belos, fontes de perfeição e de nobreza.

 Bem orientado, o interesse pelas boas histórias também educa progressivamente o gosto estético e a capacidade de discriminar as que possuem qualidade. Isto fortalece o sentido crítico e é uma ajuda eficaz para prevenir a falta de tom humano, que por vezes degenera em vulgaridade e em descuido do pudor. Sobretudo nas sociedades do chamado primeiro mundo, generalizou-se um conceito de “espontaneidade” e “naturalidade” que com frequência é alheio ao decoro. Quem se habitua a esse tipo de ambientes – independente da idade – acaba por rebaixar a sua própria sensibilidade e animalizar (frivolamente) suas reações afetivas; os pais devem comunicar aos filhos uma atitude de recusa da vulgaridade, também quando não se fale de questões diretamente sensuais.

 De resto, convém recordar que a educação da afetividade não se identifica com a educação da sexualidade: esta é apenas uma parte do campo emocional. Mas, certamente, quando se conseguiu criar um ambiente de confiança na família será mais fácil que os pais falem com os filhos sobre a grandeza e o sentido do amor humano e lhes deem, pouco a pouco, desde pequenos, os recursos – através da educação dos sentimentos e das virtudes – para orientar adequadamente essa faceta da vida.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ser atraente com elegância

Por Maria Teresa Serman
Atualmente este é o adjetivo - que é mais utilizado na versão importada, sexy, do que na nacional, sensual - máximo. Serve para tudo, virou bombril, com todo respeito pelo produto, muito útil e de comprovada qualidade. Classifica desde as mulheres (deveria dizer COISIFICA?) até relógios, e, se duvidar, até panos de limpeza. Isso denota muita falta de imaginação, pra dizer o mínimo.

Da sensualidade se descambou para a vulgaridade num estalar de dedos, ou seria num encurtar de saias, ajustamento doentio de roupas, exposição abusiva do corpo humano, o que desencoraja qualquer exercício da imaginação, antigo e eficiente recurso no jogo da sedução entre os sexos?

As mulheres são voluntárias para o sacrifício no matadouro da mídia, imolando-se estupidamente - em todos os sentidos do vocábulo – e tornando-se os próprios algozes. Sem querer ser saudosista, e sim observadora, é só assistir a um filme mais antigo, dos anos 40 ou 50, que podemos observar o quanto perderam elas de elegância, mistério, e, pasmem, sensualidade.

Ontem peguei um trecho final do filme A Condessa Descalça, com Ava Gardner, uma das mais belas e insinuantes atrizes que o cinema já teve. Estava, como sempre, belíssima, muito chique com suas saias godê guarda-chuva (como se chamava o godê completo), luvas que mudavam de acordo com o traje, batom e unhas vermelhas. Seus vestidos cobriam os joelhos, e sua cinturinha "de pilão" (desculpem a velha expressão, não sei o significado, mas era assim que se falava), que não conseguimos em nenhuma academia, destacava-se, oculta, somente sugerida pelos cintos bem femininos que demarcavam esse atributo. Linda e fascinante!

É importante lembrar que a atriz não era uma santa na vida real, e os personagens que lhe davam sugeriam isso. Porém, estava longe de ser agressiva, sua sensualidade era discreta e, por isso mesmo, inegável.

Assim como ela, outras se destacaram no mesmo aspecto, com esse binômio eficiente de atração e elegância. Temos Grace Kelly, Lauren Bacall, e até Rita Hayworth, mais apelativa, mas ainda uma vestal, perto do que se vê pelas ruas hoje em dia.

Parodiando meu saudoso pai, que tinha uma ironia muito atenta, algumas mulheres hoje em dia, no afã de se fazerem interessantes (?!) e amadas(???!!!), expõem seus defeitos mais íntimos, tornando-se, como dizia ele jocosamente, um "atentado à libido"! Nem a autocrítica usam para se preservar, quanto mais a decência e o bom gosto.

Vamos resgatar bastante do que andamos perdendo, mulheres, no vestir, no falar, no agir! E vamos, por favor!, dar exemplo e ensinar às novas gerações, de filhas, sobrinhas, vizinhas, NETAS, colegas, desconhecidas, que se pode ser atraente não apenas nem principalmente pelo aspecto físico, mas intelectual, moral, culturalmente. Já passou da hora de a mulher voltar a se valorizar e se comandar!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Intimidade tem Limite

Ao entrar no banheiro e trancar a porta, comecei a pensar numa virtude pouco usada atualmente e de grande utilidade no desenvolvimento dos filhos e suas virtudes.

Os jovens estão perdendo o pudor, porque não tem com quem aprender e seus ídolos são exemplos negativos nessa área.

Primeiro vamos identificar o que é a virtude do pudor - . discrição, recato, que impede que se diga ou se faça algo que ofenda a decência, a honestidade, a modéstia; pejo, vergonha.

"O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu caráter."-- Sócrates

A intimidade entre os familiares é saudável e necessária para o bom conhecimento entre os membros da família, mas, mesmo entre pais, filhos e irmãos é necessário viver o pudor, o respeito com o próximo começa em casa. Numa casa onde existem meninos e meninas, deve-se cuidar para que cada um tenha a sua privacidade. Isso me faz lembrar um fato que aconteceu com uma amiga ao visitar outra amiga. Chegando à casa da outra, esta senhora ficou muito desconcertada ao ver o filho da dona da casa, só de cuecas, andando pela casa, um menino de 12 anos, já ficando rapazinho. Ao ouvi-la, eu até achei graça, mas depois entendi o constrangimento desta amiga, já senhora, que não fazia parte da tal família, e achou um pouco demais esta falta de pudor praticada ali.

Precisamos ensinar, e também, dar exemplos de pudor, aos filhos. Mostrar que a intimidade tem limite, que temos o direito a certas privacidades e temos que proporcionar isso aos outros com quem convivemos. As portas existem para serem usadas e foram criadas para que tivéssemos estes momentos íntimos, a sós, como: ir ao banheiro para as necessidades pessoais, para trocar as roupas, etc; porque ninguém precisa participar dos nossos momentos de higiene pessoal, dos barulhos, dos cheiros. Isso não é intimidade é falta de pudor e de romantismo numa relação a dois, que vulgariza sem beneficio nenhum para ambos os lados.

Vamos mostrar aos nossos jovens a beleza do mistério humano, de manter em família as mazelas pessoas. E o respeito e a delicadeza entre os familiares, respeitando a privacidade de cada um.