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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Coisas que irritam o meu, o seu, a sua

… esposa, namorada, mãe, irmã, irmão, marido, pai….


Deixar para depois. O que tem que ser feito, tem que ser feito e pronto. Claro que imprevistos acontecem e desde que haja uma desculpa plausível, tudo bem! Agora, desculpas como: não estava a fim de fazer hoje, estava muito calor, muito frio…..don´t rola!!


Falta de foco. Muitas vezes tentamos fazer três, quatro coisas ao memo tempo. Com foco e objetividade conseguiremos fazer uma tarefa em menos tempo. Organize-se de tal forma que gaste menos energia no cumprimento de suas tarefas. Também não tente fazer tudo sozinho(a). Delegue tarefas, maridos, filhos, esposas, irmãos estão aí pra isso!!




Pare de esquecer das coisas. Quando queremos, quando nos interessa, quando é divertido, nós lembramos, né? Esquecer de fazer algo que alguém pediu uma ou duas vezes até vai lá, agora mais do que isso é falta de interesse, faz com o que o outro pense que você não se importa, que você não o coloca em sua lista de prioridades.


Achar, dizer que não vai conseguir. Pensamento positivo sempre!! Internet está aí pra isso! Não sei cozinhar, mas quando preciso vou no youtube e pego alguma receita. Não pretendo participar de nenhum reality ou ter o meu próprio programa de culinária, mas com o tempo sei que vou aprendendo e consequentemente, melhorando!


Não cuidar de si. procure dormir cedo, fazer exercícios, procurar um médico, dentista, faça um check-up periódico, pare de se achar menos importante. Cuidar de si é uma demostração de amor com o outro.


Sofrer por antecipação. Muitas vezes o problema nem existe, mas já estamos sofrendo. E pior, não paramos de falar sobre o assunto o que pode ser muito desgastante!

Vamos aprendendo com os desafios da vida, conversando um com o outro o que  é muito importante em qualquer relacionamento. Assim, levaremos uma vida mais leve e feliz!!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Quero mesmo conhecer e conviver com minha Sogra? - Parte I

Quando me casei, várias amigas me deram o mesmo conselho: toma cuidado com a sua sogra, seu marido é o filho mais velho e ela não o deixará sair debaixo de  suas asas. Havia uma preocupação real delas, eu sairia de Brasília e viria morar em São Paulo, onde meu futuro marido morava. Estaria só e sem família, ou seja, totalmente a mercê dessa figura mitológica.

Pois bem, me casei e vim para São Paulo. Como foi um namoro à distância, por várias vezes durante o ano que durou o nosso namoro/noivado, me hospedei na casa dela. Posso afirmar, portanto: sempre fui muito bem tratada, mais que isso, Deus em sua infinita bondade, me propiciou uma grande amiga, uma confidente. Nos demos bem desde o 1º encontro. No jantar onde nos conhecemos, meu marido ficou de lado, enquanto eu e ela conversávamos bastante. Foi um encontro de almas.

Tive sorte? De forma alguma, pois não acredito nisso. Sou Católica e acredito no Plano de Amor que Deus desenhou para mim e ela também é, e isso sim ajudou bastante. Ambas tinham consciência, que todos que permeiam a nossa vida estão lá para nos santificar e para que sejamos também ocasião de santificação. Seja pela dor ou pela alegria.

A convivência é perfeita? Claro que não. Somos pessoas, cheias de nuanças, viemos de mundos dispares, e por conta disso temos sim as nossas diferenças, contudo sabemos onde fica o nosso limite. Já brigamos, já fiquei sem falar com ela por motivo fútil, já choramos juntas. A cada dia aprendemos mais uma um pouco da outra. Acima de tudo, resolvemos criar a nossa história de nora e sogra e não seguir rotas traçadas por outras.

É preciso quebrar os estereótipos, acolher as diferenças. Somos duas mulheres que até amam o mesmo homem, de formas tão distintas que a competição por esse amor é nociva, para todos, inclusive para nossos filhos, que irão aprender conosco a perpetuar esse senso comum.

Podem dizer que para mim é fácil, mas, garanto que não, minha boa relação é uma conquista constante.

No próximo artigo direi qual é o grande segredo desta relação.

Beijo grande!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Qual o problema com a idade?

Desde criança aprendi que faz parte das boas maneiras jamais perguntar diretamente a idade de uma pessoa aparentemente mais velha, especialmente se esta pessoa for mulher. Embora eu seja muito ligada a coisas de etiqueta e boas maneiras, essa é uma regra que eu não consigo compreender nem aceitar naturalmente, pois acredito que ela é baseada em conceitos distorcidos sobre a vida.

Quando perdemos nossa essência e não temos noção da nossa dignidade, acabamos dando valor excessivo a coisas exteriores que camuflam o que somos de verdade. Sempre penso nisso quando ouço sobre essa regrinha de não perguntar a idade de certas pessoas. As fases da vida existem e não podemos negá-las: fingir que não existem ou que não chegarão pra nós é um erro.

Claro que há pessoas bem mais velhas e com disposição de um jovenzinho. E pessoas mais jovens com tantas limitações físicas quanto as de um idoso. Mas isso não inverte as idades reais e ser jovem não é mais importante que ser velho. A virtude está em se reconhecer e viver com dignidade cada fase - com suas vantagens e desvantagens.

Como resultado de uma mentalidade segundo a qual envelhecer só traz coisas ruins, dissemina-se a ideia de que as pessoas mais velhas devem ser descartadas, e a vida começa a não ser mais pensada mais para essa fase da vida. No que tange ao físico até se pode disfarçar a ação do tempo, mas não para sempre – uma hora haveremos de encará-la... mas devemos nos comportar segundo a nossa fase – que triste é constatar que existem pessoas aos 60 anos se comportando como adolescentes!

Se aceitar é fundamental e viver com dignidade cada etapa da vida é o auge da maturidade. Vivamos cada dia conforme nos é permitido e extraiamos o que de bom cada idade proporciona.

Lívia W. de Melo Costa - paraibana, católica, casada, mãe de um bebê que hoje mora com Deus,  tem formação em Gestão Financeira,  embora atualmente tenha decidido se dedicar exclusivamente ao lar. Gosta de bordar nas horas vagas e ler sobre cuidados com o lar, etiqueta,  moda e política.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Quando teremos tempo?

Eu fico me perguntando, quando vou ter um tempo sobrando e o que vou fazer com ele? Passamos num ritmo alucinado a vida toda, em função da família, filhos, maridos, pais... E depois, no momento em que estas ocupações vão diminuindo ficamos com cara de bobos, não sabendo o que fazer com o tempo ocioso. E acabamos perdendo tempo.

Eu procuro ter sempre uma atividade extra familiar, mesmo que me deixe no momento muito mais enrolada, mas para ter algo pra preencher o tempo no futuro. Ficar parada dá uma sensação de velhice, estar em movimento ajuda a sempre se renovar.

Tem hora em que sentimos falta do tempo como se fosse o ar que respiramos. Sentimos falta de nos concentrarmos por 15 minutos que sejam, sem sermos interrompidas pelo telefone, pela campainha da porta ou por solicitações variadas de alguma das pessoas que mais amamos no mundo e com quem vivemos. Não conseguimos sequer imaginar que algum dia teremos tanto tempo para nós, e não saberemos o que fazer com ele...

O que cada um de nós pode dizer que fará pra investir para o futuro, mesmo que ainda bem longe?

Poderíamos pensar em ir à missa com mais frequência, em dividir o tempo entre ler, ver filmes, passear, olhar o mar, fazer yoga ou pilates, aprender. Talvez entrar num curso de cinema, estudar italiano ou espanhol, fazer uma terapia, ou procurar um trabalho, voluntário ou pago. Mas, uma coisa sempre vamos querer: estar sempre em contato com a família e os amigos. E, se formos vovós, vamos tirar, pelo menos um dia da semana, especialmente para receber os netos, oferecer um lanchinho, conversar, jogar e brincar com a criançada.

Temos o dever de formar bem nossos filhos, cumprir com nossa tarefa de mães e educadoras, mas também temos que criar condições para no futuro não sermos um peso para estes filhos e nem ficarmos cobrando deles por tudo o que fizemos.

Minha sogra tinha um bom ditado (aliás, ela adorava ditados populares), ela dizia: “As árvores morrem de pé" - para explicar a nossa posição na vida. Sempre me lembro deste ditado quando penso em desanimar! Temos que ser carvalhos. Ela também dizia que era de “aço inox", e era verdade. Uma mulher de muita fibra. Um exemplo de aproveitamento de tempo a vida inteira. Sempre ocupando seu tempo, sem nunca se sentir sozinha ou desocupada.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Viver sem regras e sem horários

Tenho meditado muito sobre viver sem regras, sem horários e sem limites. É bem difícil para nós adultos, e mais ainda para as crianças. Hoje as crianças, com uma nova pedagogia, ditam as regras, e os pais terminam sendo escravos desses pequeninos. Cada bebê faz seu horário, decide, mesmo sem saber o que é bom ou ruim para ele, o que quer fazer de seu dia e do dia de seus pais.

Nós, ao sermos pais nos tornamos educadores; temos uma responsabilidade grande sobre isso, e não podemos permitir que outros ditem regras para nós,  regras estas que  servirão para ir contra a educação futura de nossos filhos. Não ensinarão a viver em sociedade e levarão a um sofrimento maior, quando chegar o momento de viver em um grupo diferente, seja a escola ou o trabalho.

Essa pedagogia moderna nos leva a seguir com nossas crianças, com uma livre demanda, os bebê decide quando comer, quando dormir, e não podemos nem pensar em por horários. Mas, para que a família tenha um ritmo próprio é preciso ter horários. Ela necessita de planejamento a curto, médio e longo prazo. E cada um de seus membros vai se tornar bom membro da sociedade em que vive, na medida em que for educado a reconhecer seus limites. E, isso se aprende em casa, desde pequenos, com as regras de uma família e seus horários.

Minha avó veio de uma família grande, com muitos irmãos, e ela ensinou aos filhos a ter horários para tudo: hora de comer, hora de dormir, hora de estudar, hora de tomar banho... Ela era uma neurótica viciada em tempo? Não, simplesmente fazia com que seus filhos crescessem preparados para viver num mundo onde tudo gira em torno do tempo e dos limites. Seus filhos foram educados para viver em sociedade.

Porque derrubarmos uma educação que deu certo? Que funcionou bem e deu bons frutos? Porque não adaptar esse modo de educar, aos tempos modernos, com um pouco mais de flexibilidade, e continuar dando aos filhos limites e horários?

É importante termos esses horários;  nossos filhos só serão educados assim se nós também soubermos organizar nossas vidas, dentro dos tempos previstos para cada atividade do nosso dia. E quanto mais filhos tivermos, mais necessário se fará termos horários para que futuramente estes mesmos filhos sejam pessoas felizes e realizadas na vida, aceitando com alegria os limites que a vida sempre impõe.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Desenvolvendo aptidões criadoras e talentos naturais nos filhos

A aprendizagem de um instrumento musical pode ajudar a formar uma personalidade muito rica. Podemos encaixar aqui também, as exposições e visitas a museus. Tentar chamar atenção dos filhos para algo que possa agradar e criar interesses. Se soubermos algo de um quadro, por exemplo, a história que representa, contá-lo. Assim criaremos o interesse desde cedo.

A televisão, como o meio de entretenimento, não causa, por si só, prejuízo à convivência familiar. Assistir a um jornal e ouvir a reação de cada um, perante determinada notícia, é útil para que cada pessoa conheça melhor os seus familiares.  Porém, ela nunca deverá se converter num meio para manter toda a família em casa: a família inteira ao redor da TV e todos em silêncio. É verdade que pouco podemos influir nos programas que a televisão nos oferece, mas cabe-nos selecioná-los, interpretar o seu conteúdo e convertê-los num meio de comunicação sadia. Se conseguimos isto, então teremos convertido o, “assistir pacificamente” a TV, em algo educativo e formativo. Temos de saber interpretar o conteúdo dos programas e passá-lo aos filhos. Diálogo confiado e sincero entre pais e filhos para esclarecer dúvidas, assuntos confusos ou deformações da realidade.  

Selecionar os programas é a primeira coisa a fazer. Não podemos sentar na frente da televisão e aceitar qualquer coisa, muito menos que nossos filhos o façam. Devemos, nós, os pais, escolher horários e programas adequados. É nossa obrigação. Saber que os pais assistem a programas de qualidade é um exemplo prático de bom uso da televisão. A  imagem tem um valor comunicativo inegável, certamente superior ao da palavra. A diferença entre assistir um filme na televisão e no cinema é muito grande. No cinema, estamos isoladas, ninguém nos irá interromper, há todas as condições para nos desligarmos do ambiente e nos envolvermos com o filme: a escuridão, o som, a tela grande. Por isso, a imagem de um filme fica gravada com maior facilidade, de maneira que os seus efeitos, positivos ou negativos, deixam marca duradoura e mantém na pessoa um eco prolongado, que às vezes fica impresso para sempre. É grande a responsabilidade dos pais perante os filmes que os filhos vão assistir.

Devemos levar em conta a manipulação de valores, muitas vezes sub-reptícia, saber diferenciar qualidades, distinguir as intencionalidades verdadeiras das falsas. Estarmos a par do que veem os nossos filhos não é tão fácil quanto eles já começam a andar sozinhos. Porém, se tivermos criado o hábito de comentar e analisar criticamente os filmes, quando atingirem a adolescência, tornar-se-á menos difícil a seleção de filmes do jovem e a participação dos pais nela.

Essa troca de impressões entre os pais e os filhos é o ideal, mas só é viável se diariamente se vai construindo este estado de confiança, que leva a não esconder nada.

Criar o hábito da leitura não é uma tarefa difícil, se começamos cedo. O mais cedo possível. Quando o bebê nem senta e lhe damos uns chocalhos e outros brinquedos para se distrair, podemos inserir aí o livrinho de plástico, com uma ou duas gravuras por página.  Já maiorzinho, contamos o que está no livro. O bebê ainda não fala, mas gosta de ouvir a nossa voz, gosta de ver as figuras coloridas.  Depois, os livros cartonados e por aí vai.

Com os livros, os pais vão apresentando o maravilhoso mundo das histórias aos seus filhos. Lermos um pouco antes de dormir, lermos outra história no meio da tarde, quando ele parece meio enjoadinho; lermos com prazer de quem está abrindo um mundo novo ao filho: alegria, animação, como se fosse um brinquedo. Darmos de presente livros, muitos livros, bons livros.  Então quando ele puder ler sozinho e começar por si próprio a desvendar o mundo da leitura, por que não irá fazê-lo? E nós atrás, sempre que possível presenteando com mais livros. Criaremos, assim, um prazer insaciável de ler. Isto não quer dizer que sempre devam ler livros novos. Existe também o prazer de reler as histórias, se forem realmente boas. O interesse não acaba nunca! É como reencontrar um velho amigo.

Outro ponto relevante: não acharmos o máximo que nosso filho leia, que o “importante é ler, não importa o quê”. Os livros também influenciam nossos filhos.  Essa confiança ilimitada em tudo que está escrito, atribuindo ao texto impresso, por si só, um valor de argumento de autoridade é um grave equívoco.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Tempo livre dos filhos - a recreação

Sabemos brincar com nossos filhos? Se eles não aprendem a brincar com seus próprios pais, com quem aprenderão? (Com terapeutas, se vierem a apresentar algum problema que requeira acompanhamento profissional?).

A criança não deseja brincar sempre só, quer que os pais participem algumas vezes, pelo menos. Sente-se decepcionada se isto nunca acontece. Brincar com os filhos, não brincar por eles. Isto pode ser uma ótima forma de aproximação e de compreender o seu mundo. Os filhos serão mais felizes com brinquedos simples, mas com nossa presença, do que sozinhos com brinquedos sofisticados.

Os brinquedos têm como objetivo principal estimular o espírito lúdico, criando motivo de diversão e fazendo com que a criança exercite um conjunto de faculdades, principalmente a imaginação.  Por isso os brinquedos podem chegar a ser um elemento fundamental na educação do tempo livre. São também, sem dúvidas alguma, ótimas armas para combater a fadiga. O brinquedo é um meio para a relação social da criança, pois sua utilização em comum ajuda-a a integrar-se na sociedade e a relacionar-se com os outros.

Não vamos entrar em detalhes sobre a adequação dos brinquedos para cada faixa etária, porém falaremos da quantidade dos brinquedos. Inundar o filho de brinquedos não é pedagógico.

O excesso de brinquedos pode ser devido a inúmeras causas: apelos publicitários; não sabem dizer “não”, compensações, não queremos que “sofram”, que fiquem frustrados ou, pior de tudo, queremos “comprar” o filho. Porém, essa “inundação” não consegue atingir seu objetivo: a distração, porque a atenção da criança não  mais consegue  se fixar em um brinquedo específico. O que faz ela? Passa de um brinquedo para outro, sem se deter em nenhum. Se o jogo é também um meio de aprendizagem, é evidente que a criança, nestas circunstâncias, encontra uma tremenda dificuldade em concentrar-se. E sua futura vida intelectual pode ficar comprometida a partir desse momento.

Brinquedo não é para ser guardado, “para que não se estrague”: irão brincar com aquela boneca quando fizer 15 anos? Isto não quer dizer que devam jogar os brinquedos, principalmente os mais valiosos, de qualquer jeito dentro de um baú. Ensiná-los a guardar os brinquedos com algum critério; os de plástico podem estar amontoados em um mesmo recipiente. Mas não é conveniente que brinquedos de montar estejam todos bagunçados, e a pobre da criança tenha que separá-los antes de brincar. Aquele tren    zinho elétrico ou aquela boneca especial, não vamos deixá-los guardar no baú, mas sim em uma prateleira ou mesmo no armário ao qual  eles tenham acesso.

Depois de brincar, guardar. Se a criança ainda é pequena, então  vamos ajudá-la, porém  frisando isto para ela.

terça-feira, 4 de março de 2014

TEMPO LIVRE DOS FILHOS

O emprego do tempo livre é um problema que pesa na consciência dos pais. Sabemos que a solução não está em preenchermos sem muito critério (só para nos tranquilizarmos de que estão de fato ocupados) as horas que lhes sobram antes e depois de irem à escola; ou nos fins de semana ou até  mesmo durante as férias e sim, em proporcionar-lhes opções de adequada ocupação, motivando-os para um aproveitamento eficaz e prazeroso do tempo livre.

Não podemos esperar, principalmente se as crianças são pequenas, que parta da própria criança a escolha da melhor maneira de se divertir. Tendo o tempo livre e não sabendo o que fazer, elas fatalmente acabarão enjoadas, após certo período. Já dizia um ditado “a ociosidade é a mãe de todos os vícios”.

Se não mostramos, se não sugerimos, os filhos não saberão divertir-se e acabarão apelando para a televisão ou indo “jogar conversa fora” no play com outros amigos na mesma situação.

Por isso é importante preenchermos adequadamente o tempo livre dos nossos filhos. Quando isto não ocorre é porque não estamos dando a mesma importância que atribuímos  ao tempo útil.

Mas, em que consiste o “tempo livre”? Certamente não é a mera  libertação da atividade escolar, mas sim um espaço para a livre manifestação da totalidade do filho, e, por isso mesmo, tem  grande valor.

O tempo livre dos filhos deve andar junto com os outros “tempos” de sua vida:  o da atividade escolar e o da vida familiar. Todos os três têm a mesma importância, pois são através destas vias que chegam os estímulos que enriquecem a personalidade do filho, tornando-a completa e harmônica.

O descanso dos nossos filhos deve ser compatível com uma série de atividades capazes de distraí-los e de lhes garantir diversos hábitos criadores. Que nunca seja para eles um tempo sem fazer nada, deitados preguiçosamente no sofá, enquanto “babam” diante da TV!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O tempo passa, o tempo voa...


Existia uma propaganda na TV que começava assim: “O tempo passa, o tempo voa...” e por aí seguia. Minha reflexão hoje é justamente sobre o que fazemos com esse tempo que temos nas mãos e que escoa tão rapidamente.

Pra mim ele passou voando, e sem nem metade das minhas coisas planejadas concluídas. E isso acontece com todo mundo.

Pensamos assim aos 20 anos e depois se chega aos 50 e continuamos com essa sensação. E então o que fazer? Continuar vendo passar? Ou fazer algo? Fazer algo sempre.

Quando estamos na escola pensamos, “ah o dia em que acabar a escola e entrar na faculdade...”, chegamos à faculdade e pensamos, “ah o dia que a faculdade acabar e eu começar a ganhar dinheiro...”, depois, “ah quando tiver filhos... netos...”. E por aí seguem nossos sonhos constantes e a nossa eterna vontade de fazer algo um dia que nos realize plenamente.

Muitas vezes nos vemos pensando: “ah o dia em que casar farei tal coisa”, e logo depois nos damos conta que não faremos mesmo, que provavelmente se já não faço agora, quando casar, vou continuar sem fazer. Ou fazendo
mil planos pra quando nos formamos e depois de formados, sentimos um grande vazio, uma sensação de quero algo mais. Enfim, não sabemos bem como funcionam esses desejos e sonhos em nossas cabeças, uma inquietação que não termina nunca.

Sempre pensamos que a vida começa a partir de um determinado momento, mas, não é assim que funciona. A vida é para ser vivida a cada dia.

Nós tendemos a planejar o futuro e viver pouco o presente, porque o futuro é sempre uma surpresa, algo animador, e o presente é quase sempre  exaustivo, rotineiro, e para animar-nos ficamos presos aos sonhos que nos trazem alento para nosso cansaço presente.

O importante para nossas vidas é estarmos no que fazemos e fazermos o que devemos. Isso sim nos dá paz e alegria de viver o presente. É muito bom quando se tem um futuro pela frente, ter sonhos, mas ao mesmo tempo não se arrepender de nada que fez.

O que fizemos já passou, e o que conta agora, no presente, é o que ainda vou fazer, o que estou fazendo; isso é que é sério. Podemos ter feito novecentas coisas, mas precisamos fazer mil, mil e cem, e por aí segue a nossa vida, até o final. Até que tudo esteja consumado. Aí restará a eternidade somente para os gozos e alegrias sonhadas.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O sono de grávida

No início da gravidez parece que estamos tomando soníferos constantemente, sentimos muito sono, e os remédios para os enjoos, ainda provocam mais sonolência.

Algumas pessoas acham que a grávida está preguiçosa, e vão logo dizendo que gravidez não é doença. De fato, não é , é sinal de saúde, um novo ser que cresce dentro de nós. Porém, é comum no início, a pressão descer muito; a glicose ficar também muito baixa, e tudo isso dar essa sensação de cansaço e torpor. Não há mal nenhum em dar descanso ao corpo, neste período.

Costumo dizer que é até providencial, tirar esses cochilos na gravidez, porque quando o bebê nascer o sono , dificilmente será reparador; pois, os cuidados com o novo membro da família serão prioridade, e muitas vezes ele ou ela, não dará trégua nem de dia nem de noite.

Com o passar dos meses da gestação, por volta do meio do terceiro mês, esta sonolência passará e os meses seguintes serão bem mais produtivos e dinâmicos. Aí, todo cuidado é pouco com o regime alimentar, é quando a fominha parece vir a todo momento, talvez, mais por ansiedade do que por necessidade. E, acabamos comendo por dois!

É sempre importante contar ao médico que acompanha a gravidez, todos os sintomas, sejam quais forem, até uma forte sede a noite pode ser sintoma de algo mais a se cuidar.

Às grávidas, não se sintam inúteis, pelo fato de estarem tão dorminhocas, esse não é o momento; o corpo está trabalhando em dobro e se adaptando a nova situação, a gravidez. E ficar estressada não Ajuda em nada, só pode piorar o estado de ânimo e nos deixar pra baixo.

Agora, é sono? Durma. Quando for pra comer, coma com temperança. E aproveite. São só nove e meses.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O lar e o circo

Lembrando-me do circo, faço uma analogia entre os equilibristas de pratos e os da corda bamba.

Antes, quando jovem, nos sentimos um daqueles chineses que giravam vários pratos, nos circos. Quando um deles começava a parar, rapidamente, o apresentador  se voltava para o inerte e tocava a girar outra vez. Até que todos estivessem em giro harmônico e constante. Repetia o cuidado sempre, para manter a todos sempre no ritmo. Como uma mãe de muitos filhos, esse é  o propósito: manter a sinergia familiar.

Sinergia, na família, tem o objetivo de conseguir que as pessoas se esforcem para que o relacionamento entre todos dê certo, para que funcione, onde as partes se esforcem para o mesmo fim. Então, é isso, ter uma família, onde  cada membro busque o bem comum a todos. E, enquanto são pequenos, tudo parece mais fácil. Pai e mãe são o centro de tudo e conseguem, com todo esforço possível, dar esse tom ao lar.

Com o passar dos anos, filhos crescendo e alguns já bem crescidos, passamos a nos imaginar agora, um equilibrista de trapézio, aquele que fica na corda bamba, na iminência de um salto mortal. A família já estando noutro patamar, com uma grande parte encaminhada, preparada para viver cada um sua vida, formando outras famílias, e alguns, poucos, ainda na catapulta de lançamento para esse mundo de adultos, é o momento de se lutar para se manter no trapézio sem se deixar cair.

Quando somos jovens temos todo o vigor, próprio da idade, para enfrentar as dificuldades da vida familiar, e obtermos sucessos nas empreitadas. Mas, com os anos chegando, é necessário, além de boa saúde física, ter uma boa saúde mental, um envelhecer com sabedoria, alegria e bom humor. Para ainda aproveitar o convívio com as famílias dos nossos filhos e netos.

Passamos, pai e mãe, de atores principais a coadjuvantes ou até mesmo, simples plateia. Realidade que precisamos encarar, sem mágoas e com alegria, e saber o momento certo de se retirar para trás das cortinas e dar lugar aos novos atores e torcer por eles.

O mundo precisa de muitos circos, palhaços, equilibristas e também de mágicos, para deixar cada vez mais a vida bela!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Diversão que ensina - duolingo

Um aplicativo para celular, que também existe na internet normal, serve para passar o tempo e também aprender inglês ou ate alguns outros idiomas.

O programa é grátis e estimula o aprendizado através da competição com outros amigos que também estão estudando. Isto faz com que queiramos continuar nossas lições para ultrapassa-los.

É um aplicativo bastante dinâmico e divertido para a garotada e também para pais, mães e avós que queiram uma forma de aprender um novo idioma.


Basta abrirmos uma conta no http://www.duolingo.com/  e dar início as lições. E  ir adicionando amigos  para comparar o Ranking, assim a brincadeira fica mais divertida. Quem não gosta de uma competição?

Como é comum a criançada ficar jogando muitas horas, podemos incentivá-las a jogar aprendendo um outro idioma. E se já são craques em Inglês, podem aprender alemão, com uma dificuldade maior: do Inglês para o Alemão!



domingo, 21 de julho de 2013

Seja bem vindo Papa Francisco!

Os jovens católicos do mundo inteiro aguardam ansiosos a sua chegada no Rio de Janeiro. Todos querem beber da sua sabedoria e graça de Deus.

“Se quisermos seguir Cristo de perto, não podemos procurar uma vida cômoda e tranquila. Será uma vida empenhada, mas cheia de alegria” - Papa Francisco.

Como a Jornada Mundial da Juventude  é um evento religioso e os jovens participarão de missas, catequeses, confissões e encontros com o Santo Padre, devem cuidar do traje para que seja apropriado ao lugar e a dignidade do evento.

Sugestões  para as peregrinas  e  os peregrinos - Use e abuse: de calça jeans, moleton, calça de sarja, plush e tactel. Busquemos conforto e sobriedade.

As meninas evitem shortinhos, saias curtas, calças justas, transparências e decotes, não são apropriados para a ocasião. E os rapazes evitem ficar sem camisa, mesmo que faça calor e estejam na praia de Copacabana. A ocasião pede decoro.

Sugiro a todos os jovens que  tenham sempre na bagagem para cada dia: um guarda chuva, água potável, agasalho e umas balinhas ou barrinhas de cereais, para dar energia nas caminhadas. Um boné será sempre bem vindo, para muito tempo de caminhada no sol.

sábado, 27 de abril de 2013

The Green Leaves Of Summer

The Brothers Four

Wo... wo...
A time to be reaping (Um tempo para colher)
A time to be sowing  (Um tempo para semear)
The green leaves of summer
Are calling me home " (…)
A time just for planting   (Um tempo só para plantar)
A time just for ploughing (Um tempo só para arar)
A time to be courting
A girl of your own "


Essa é uma música antiga (mais antiga do que eu, mas eu ouvi, gostei e gravei na minha memória afetiva musical. Hoje ela voltou nas palavras de um texto, palavras diferentes da letra, mas o cérebro humano faz associações inusitadas, ainda bem.

E fiquei pensando na nossa pressa em viver, em desfrutar de tudo rapidamente, em ter nossos problemas e dores solucionados no tempo digital. Contudo, há um tempo para cada coisa, como diz a música. Faltou dizer que há um tempo para fertilizar a terra – com paciência, amor, detalhes de carinho, e para regá-la também, muitas vezes, mais do que gostaríamos, com nossas lágrimas.

Quando queremos ser donos do tempo, apressá-lo, desesperançar porque ele não anda, ou corre, no compasso dos nossos desejos precisamos entender que Alguém sempre está a nosso lado, e nos fala: “Vamos viver este dia, filha, juntos! Vamos nos conservar unidos pelo trabalho, orações, eucaristia, prazeres e dissabores cotidianos. E, como Meu Amor sempre se renova a cada dia, hoje lhe trará uma inesperada surpresa, uma lufada de alegria e paz!”

“Eis que eu faço novas todas as coisas (Ap. 21,5)

                                                       Maria Teresa Serman

sábado, 20 de abril de 2013

Aproveite suas tristezas

A ciência (ainda) não comprovou a relação entre o surgimento de um câncer e uma grande mágoa, mas já estabeleceu o efeito nocivo que emoções negativas, principalmente por um longo período, aumentam a produção do hormônio  cortisol no organismo, debilitando o sistema imunológico e predispondo a doenças. É óbvio que dores físicas e emocionais fazem parte da vida, não há como evitá-las e não se deve guardá-las ou camuflá-las também. Todavia, podem ser trabalhadas e delas extraídos benefícios psíquicos, morais e espirituais.

A famosa abreviação da máxima paulina, "omnia in bonum", tudo concorre para o bem (dos que amam a Deus)" pode ser o ponto de partida. Ninguém acha bom uma perda, traição, doença grave, mas deve se motivar a tirar disso sua própria receita de sobrevivência, para seu bem e dos que cercam. Ficar enjaulado em seu próprio sofrimento só faz aumentá-lo; ele se agiganta e domina a pessoa e tudo que ama. Fácil é falar, mas como fazer?

Identificar o sentimento, as várias sensações negativas e seus motivos ajuda a traçar um rota de "trabalho". É ressentimento? De quem  ou do quê? O motivo persiste ou já ficou no passado? A pessoa responsável se desculpou, retificou? Então está o sofredor se alimentando de "carne" fora da validade, podre, como uma hiena histérica? Terapia; bons conselhos; conversa franca mas amável com o(a) ofensor(a;, confissão; humildade para perdoar como quer ser perdoado; essas são boas rotas de salvação.

A perda de alguém muito amado nos dá o direito
de chorar e nos debater; sofrer é mais do que natural, é normal, saudável, desde que esse luto não se prolongue indefinidamente, ainda que a saudade nunca acabe. Procurar a companhia de outras pessoas queridas ajuda, e também sair com elas, permitir-se alguma diversão amena, mudar de ambiente.

Atividades relaxantes e prazerosas, mesmo usufruídas sozinha, como colocar um DVD de que goste e dançar à vontade em casa, até ir a um show ou sambar até cansar (serve dançar rock, tango, o que for) trazem um alívio enorme, insuspeitado. E o que mais bem faz, muitos já comprovaram, é falar com o Pai, confiar na sua infinita Misericórdia, agradecer-lhe pelas inumeráveis graças derramadas em nossa vida a cada segundo, e entregar-lhe o passado, o presente e o futuro, para os que acreditam,  nas mãos de sua Mãe Santíssima, que está sempre pronta a nos acolher, acalmar e levar nossos necessidades a seu Filho.
                                                          Maria Teresa Serman

terça-feira, 9 de abril de 2013

Saber educar no tempo livre faz parte de uma educação integral

Não há dúvida de que os pais desejam que a educação de seus filhos seja em tempo integral, e que afete todos os âmbitos de seu ser.

O que é importante entender, é que tudo faz parte de um processo, cada dia um ânimo renovado para empenhar essa tarefa. E é bom que os pais a realizem, caso contrário, ninguém a fará em seu lugar, ou o ambiente se encarregará disso. Será que é o que querem?

O trabalho é árduo, mas bastante recompensador. Todo o empenho que vocês, pais, colocam nessa educação, fará com que seus filhos sejam adultos livres e responsáveis, que saberão trilhar seu próprio caminho e não serão apenas arrastados pelos ambientes que os cercam.

É uma educação ampla, que abrange o corpo, a inteligência, a vontade, os sentimentos e a transcendência. O seu tempo é constante, durantes todos os dias do ano, sempre tendo em mente que o tempo gasto nisto, nunca é tempo perdido.

Não pode haver dias livres na agenda dos pais quanto a isso. Não podem educar de segunda a sexta, acreditando que as únicas coisas com que devem se preocupar são o trabalho, o estudo e as notas dos filhos, e em relação ao resto deixá-los fazer o que quiserem, para tirarem um descanso. O resultado disso não é positivo.

Uma criança ou adolescente em época escolar tem, em média, 189 dias livres por ano e 176 dias letivos. Isso mostra que se os pais decidem deixar de
educar no tempo livre, estarão sendo descuidados em mais de 50% do tempo da vida deles. Uma educação completa dos filhos exige também a educação de seu tempo livre.

Mas, o que fazer com eles nesse tempo livre? Bem, os filhos, nesse tempo, podem realizar diversas atividades boas e saudáveis, como esporte, leitura, excursões, música, idiomas, teatro, e por aí vai. Pois devem se lembrar que se o tempo livre não os forma, não levará muito tempo para deformá-los.

Os jogos e os esportes permitem que explorem o mundo e desenvolvam, se socializem, cresçam em virtudes e ao mesmo tempo se divirtam. A leitura traz novas informações, diverte, educa a vontade e a concentração, fomenta a imaginação, melhora a compreensão escrita e a capacidade de expressão, ensina a pensar e a desenvolver senso crítico.

Assim como as mencionadas acima, as demais atividades sugeridas também apresentam muitos pontos positivos, basta saber encontrá-los e aproveitá-los. Desse modo, é possível enxergar que o tempo livre não foi feito para ser perdido, mas para ser conquistado e fazer cada um crescer em suas dimensões.

Thalita Antunes - Revista Ser Família -  29 de maio de 2012

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Viajar também é um aprendizado

     
As lembranças chegam de repente, e, sem menos esperar, vem à cabeça fatos vividos com as crianças que podem ser úteis a outras famílias também com filhos pequenos.

 Viajar com crianças, a princípio, é muito cansativo, sendo necessário um planejamento mais detalhado e uma bagagem maior, mas compensa, tanto para o convívio familiar ficar mais estreito como para o aprendizado da garotada.

    As viagens de carro podem ser divertidas e instrutivas, se mantivermos um ritmo de no máximo uns 500 km por dia, com paradas para as refeições e idas ao banheiro, para que todos possam aproveitar o máximo de tudo: da paisagem, das diferenças de ambiente, das conversas e brincadeiras entre todos.

    Lembro-me de uma viagem com as crianças ao sul do Brasil, quando o menor, na época, tinha três anos e saiu de casa ainda falando errado e trocando letras. Na volta já estava falando certinho, uma verdadeira gracinha.

    Uma boa diversão para o período de viagem de carro é fazer brincadeiras como contar carros: cada um escolhe uma cor e vai observando na estrada quem passa. Ganha quem conta mais carros da sua cor. Outra brincadeira que entretém bem a garotada é ADEDANHA: escolhe-se uma letra e ganha quem conseguir mais palavras com um tema previamente escolhido, que pode ser animais, partes do corpo humano, filmes, tudo de acordo com as idades dos filhos.

    Há uma diversão que não sei o nome, mas é um bom passatempo: um puxa a brincadeira com a frase: Fui à praia de.... , e cada um vai acrescentando palavras, repetindo toda a frase. Erra quem não se lembra dos acréscimos que cada um vai colocando. Por exemplo, um diz: Fui a praia de chapéu; o seguinte tem que dizer: Fui à praia de chapéu e  óculos escuros; já o próximo dirá: Fui à praia de chapéu, óculos escuros e chinelo verde; e por aí segue a brincadeira, até o último que lembrar de tudo, este ganhará.

    O tempo passa mais rápido, todos se divertem e aprendem muitas coisas. Até na diversão existe aprendizado de virtudes, como a ordem; a paciência (esperando sua vez); o bom humor (aprendendo a perder); e muitas outras coisas boas que conseguimos adquirir nesse convívio familiar, em um espaço pequeno como o carro.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Água oxigenada - outra coisa utilíssima!

Do Face para vocês. Via: Projecto Apeiron - Apeiron edições

H2O2 – A ÁGUA OXIGENADA
Você acha a Água Oxigenada sem muita utilidade? Pois então, surpreenda-se!

A Água Oxigenada foi desenvolvida na década de 1920 por cientistas, com o objectivo de conter problemas de infecções e gangrena em soldados em frentes de batalhas. 


Numa solução a 3%, é um dos mais potentes desinfectantes que existem. Por que é tão pouco divulgada? Não dá lucro!

A eficácia doméstica da Água Oxigenada:

 
1. Uma colher de sobremesa do produto usada para bochechos e mantido na boca por alguns minutos, mata todos os germes bucais, branqueando os dentes! Cuspir após o bochecho.

2. Manter escovas de dentes numa solução de água oxigenada conserva as escovas livres de germes que causam gengivite e outros problemas bucais.

3. Um pouco de água oxigenada num pano desinfecta superfícies melhor do que qualquer outro produto. Excelente para usar em cozinhas e banheiros.

4. Tábuas de carne e outros utensílios são totalmente desinfectados após uso, com um pouco de água oxigenada. O produto mata qualquer bactéria ou germe, inclusive salmonelas.

5. Passada nos pés, à noite, evita problemas de frieiras e outros fungos que causam os principais problemas nos pés, inclusive os maus odores (chulé).

6. Passada em ferimentos (várias vezes ao dia) evita infecções e ajuda na cicatrização. Até casos de gangrena regrediram com o seu uso.

7. Numa mistura meio a meio com água pura, pode ser pingada no nariz em resfriados e sinusites. Esperar alguns instantes e assoar o nariz. Isso mata germes e outros micro-organismos nocivos.

8. Um pouco de água oxigenada na água do banho combate micoses e fungos e ajuda a manter a pele saudável.

9. Roupas que precisam de desinfecção (lençóis, fraldas etc.) ou aquelas em contacto com secreções corporais e sangue, podem ser totalmente desinfectadas se ficarem de molho numa solução contendo água oxigenada antes da lavagem normal.

10. Certamente você encontrará outras formas de usar a água oxigenada em sua casa.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A quem tem, dar-se-lhe-á mais

A quem tem, dar-se-lhe-á; e a quem não tem, mesmo aquilo que parece ter ser-lhe-á tirado. E a este propósito comenta São João Crisóstomo: “A quem é diligente e fervoroso, dar-se-lhe-á toda a ajuda que depende de Deus; mas a quem não tem amor nem fervor, nem faz o que está ao seu alcance, também não lhe será dado o que depende de Deus. Porque perderá – diz o Senhor – ainda aquilo que parece ter; não porque Deus lho tire, mas porque se incapacita para novas graças”.

A quem tem, dar-se-lhe-á... É um ensinamento fundamental para a vida interior de cada cristão. Àquele que corresponde à graça, dar-se-lhe-á ainda mais graça; mas quem não faz frutificar as inspirações, moções e ajudas do Espírito Santo, ficará cada vez mais empobrecido. Os que negociaram com os talentos que tinham recebido em depósito, vieram a receber uma fortuna ainda maior; mas aquele que enterrou o seu, perdeu-o. A vida interior, tal como o amor, está destinada a crescer; exige sempre que se progrida, que se esteja aberto a novas graças. “Se dizes «basta», já estás morto”; quando não se avança, retrocede-se.

Deus prometeu-nos que nos concederia sempre as ajudas necessárias. Podemos dizer a cada instante com o Salmista: O Senhor anda solícito por mim. As dificuldades, as tentações, os obstáculos internos ou externos nada mais são do que ocasiões para crescer; quanto mais forte for a dificuldade, maior será a graça; e se as tentações ou contradições forem muito fortes, maiores serão as ajudas de Deus para convertermos aquilo que parecia dificultar ou impossibilitar a santidade num motivo de progresso espiritual e de eficácia na ação apostólica.

Só o desamor e a tibieza é que fazem adoecer ou morrer a vida da alma. Só a má vontade, a falta de generosidade com Deus, é que atrasa ou impede a união com Ele. “Conforme for a capacidade que o cântaro da fé leva à fonte, assim será o que dela há de receber”. Jesus Cristo é uma fonte inesgotável de ajuda, de amor, de compreensão: com que capacidade – com que desejos – nos aproximamos dEle? Senhor – dizemos-lhe na nossa oração –, dai-me mais e mais sede de Vós, que eu Vos deseje mais intensamente que o infeliz que anda perdido no deserto e a ponto de morrer por falta de água.

As causas que levam a não progredir na vida interior e, portanto, a retroceder e a dar lugar ao desalento, podem ser muito diversas, mas por vezes podem reduzir-se a poucas: ao desleixo, à falta de vigilância nas pequenas coisas que dizem respeito ao serviço e à amizade com Deus, e ao recuo perante os sacrifícios que essa amizade nos pede.

Tudo o que possuímos para oferecer ao Senhor são pequenos atos de fé e de amor, ações de graças, uma breve visita ao Santíssimo Sacramento, as orações costumeiras ao longo do dia; e esforço no trabalho profissional, amabilidade nas respostas, delicadeza ao prestar ou ao pedir um favor... Muitas pequenas coisas feitas com amor e por amor constituem o nosso tesouro deste dia que levaremos para a eternidade. 

 Normalmente, a vida interior alimenta-se, pois, do corriqueiro realizado com atenção e com amor. Pretender outra coisa seria errar de caminho, não achar nada, ou muito pouco, para oferecer a Deus. “Vem a propósito – diz-nos Mons. Escrivá – recordar a história daquele personagem imaginado por um escritor francês, que pretendia caçar leões nos corredores da sua casa e, naturalmente, não os encontrava. A nossa vida é comum e corrente: pretender servir o Senhor com coisas grandes seria como tentar ir à caça de leões pelos corredores. Assim como o caçador do conto, acabaríamos de mãos vazias”, sem nada que oferecer.

As nossas pequenas obras são como as gotas de água que, somadas umas às outras, fecundam a terra sedenta: um olhar a uma imagem de Nossa Senhora, uma palavra de alento a um amigo, uma genuflexão reverente diante do Sacrário, um movimento imperceptível de domínio da vista pela rua, um pequeno ato de força de vontade para fugir de um dissimulado convite à preguiça... criam os bons hábitos, as virtudes, que conservam e fazem progredir a vida da alma. Se formos fiéis em realizar esses pequenos atos, quando tivermos de enfrentar alguma coisa mais importante – uma doença mais séria, um fracasso profissional... –, saberemos também tirar fruto dessa situação que o Senhor quis ou permitiu. Cumprir-se-ão então as palavras de Jesus:Aquele que é fiel no pouco também o é no muito.
Meditação diária de Falar com Deus - TEMPO COMUM