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sábado, 21 de novembro de 2015

Por mães mais tolerantes


Hoje quero falar sobre a intolerância da mulher na gravidez. É isso mesmo. Quero falar da grávida que anda muito intolerante. Lembrando que escrevo primeiramente para mim, não estou aqui para dar lição de moral, mas para gerar uma reflexão. Somos uma geração de mães impacientes e chatas. Achamos que tudo sabemos e queremos que o outro nos aguente, só porque estamos grávidas. Não queremos dicas, nem palpites. Apenas que olhem nossos lindos filhos e não digam mais nada além de elogios. O que tem de texto no formato de desabafo que está sendo compartilhado com sucesso, nas redes sociais reclamando da intromissão alheia, não cabe no gibi. Então, para contrariar, resolvi escrever este com uma opinião diferente.

De fato, ser mãe hoje em dia não é fácil. (Aliás, eu penso que ser mãe nunca foi fácil e nunca será). Se antigamente as dificuldades eram lavar roupa à mão, buscar lenha para fazer comida, usar fralda de pano... hoje temos que vigiar os filhos na internet, aguentar julgamentos quando não se trabalha fora ou ter que trabalhar para garantir uma renda extra, etc. Mas vamos combinar: os palpites sempre existiram. É agora, em tempos de redes sociais, onde tudo se compartilha, que eles vão deixar de existir? Justo agora, que nós nos expomos por livre e espontânea vontade a todo momento? Sejamos honestas: como não queremos palpites se cada momento da gravidez ou da vida dos filhos é um post? Se não selecionamos quem nós queremos que vejam nossas publicações? 

Desde que o mundo é mundo as pessoas se interessam pela vida das outras. Algumas mais, outras menos, algumas educadamente, outras inconvenientemente. Mas o fato é que o outro nos interessa. Seja por querer bem, seja por pura curiosidade. Quer ver uma coisa? Basta assistir a qualquer programa do Sílvio Santos. Ele começa a perguntar ao participante: “fulano, onde você mora? E o que você faz lá? Quanto você ganha por mês? E dá para viver com esse salário (já começando a ser inconveniente)? E o que você vai fazer se ganhar o prêmio? (...)”. A gente para e escuta o que o cidadão tem para dizer sobre a vida dele porque aquilo nos interessa. Se não fosse assim, mudaríamos imediatamente de canal.

Somos humanos, e a vida humana nos interessa. É comum que, ao ver uma mulher grávida, queiramos saber de quantos meses (ou semanas para os mais técnicos) ela está, se é menino ou menina, qual o nome. E, ao saber o nome, dizemos que é lindo ou que é diferente... É comum também queremos compartilhar nossas experiências ou nossas teorias ou aquilo que lemos sobre gestação/maternidade/educação dos filhos em algum artigo.

Se antigamente isso era comum, hoje, com a nossa exposição, é mais ainda. Estou na segunda gestação e tenho vivido isso na pele. Decidi me expor menos e a diferença entre a quantidade (e qualidade) dos comentários que ouvi é gritante. Talvez porque o segundo filho não empolga tanto as pessoas como o primeiro. Talvez porque eu tenha amadurecido e estou mais paciente. Não há uma onda por aí dizendo que “você muda, o mundo muda”? Pois bem, quando mudamos de atitude o outro muda realmente.

É claro que, se expondo ou não, sempre haverá um inconveniente para falar que “seu leite é fraco”, que “você tem que dar um chazinho para o bebê”, que “parto normal é anormal”, que “tomara que seja um(a) menininho(a) para formar um casalzinho”. Sempre haverá um indelicado para dizer: “já está grávida de novo?? Ihhhh”, ou “filho dá despesa demais”, e tantos outros comentários negativos sobre aquela nova vida. Também não dá para fugir para as montanhas a fim de evitar os intrometidos. Uma hora será preciso descer da montanha. Mas eis, nesses momentos, nossas oportunidades de exercitar as virtudes que uma mãe deve ter: paciência, capacidade de educar com amor.

Não estou aqui pregando que devemos aguentar todas essas intromissões de cabeça baixa e nunca responder nada. Mas acredito que respirar fundo e dar um sorrisinho amarelo ou usar as palavras certas ao ser sincero com alguém é muito mais eficaz. Há coisas mais importantes para nos preocuparmos em vez de opiniões e palpites irrelevantes e bem abaixo da grandiosidade de ser mãe.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A dor de um filho na UTI

Hoje conversando com uma amiga sobre outra amiga que está com o filhinho na UTI, desde que nasceu, está me perguntou se a mãe pode estar doente logo depois do parto. Porque reparou que ela está com dores até para sentar.

Lembrei-me um pouco do que vivi com nossa 9ª filha, quando nasceu prematura, e ficou na UTI neonatal.  É fato, realmente sentimos dores. Nos Mães de UTI Não tivemos tempo para um resguardo, ficamos de pé quase o dia todo, ao lado da incubadora, tentando fazer-nos presente para o nosso frágil bebê. Sofremos a dor irreal de sentir-nos culpadas por nosso filhinho ter essa ou aquela deficiência. Ficamos nos perguntando o tempo todo o que poderíamos ter feito melhor para que essa pequena criança não tivesse este sofrimento. Isso dói muito, no fundo da nossa alma.

Além do desgaste físico existe o desgaste moral, da espera "do sabe lá o quê", o que vai acontecer ao nosso indefeso bebê. Quando sairá desta situação, que futuro podemos ver dentro de uma UTI com vários bebês requerendo cuidados especiais. Alguns até não resistindo aos tratamentos; presenciar tudo isso é sobre humano. Só mesmo com uma fé, uma confiança ilimitada no nosso Pai Deus para levarmos cada dia para frente, com paciência e oração.

Cada melhora é uma vitória, um motivo de alegria sem fim. É cada queda é mais um calvário que vivemos.

Este filho é o que mais necessita de nós a seu lado, mesmo que tenhamos outros, será este o que vai nos consumir o maior tempo que pudermos dar a ele. Este calor humano tem um efeito sobrenatural, e nem a medicina sabe explicar bem o porquê da criança, que tem atenção e carinho, se desenvolver melhor do que os que ficam mais sozinhos nas encubadoras.

A dor nos fortalece, nos aproxima do calvário de Cristo. É o que no futuro nos deixará mais fortes, mais resistentes.

Não temos ideia de quanto tempo nosso bebe ficará internado, e a medida deste tempo nos parece interminável. Mas vale a pena , pois depois veremos nosso filho alegre , saudável e feliz. Deste modo então esquecemos todo o resto.

Essa sensação ruim perdura por algum tempo dentro de nós, mas nada como o tempo para apagar essas tristes recordações.  Só não podemos desistir nunca e fazermos até o fim o máximo que pudermos fazer, mesmo que nos doa.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A Tecnologia Fazendo anúncio de gravidez cada vez mais divertido

Um casal de brasileiros que mora fora encontrou uma forma criativa de registrar a reação de familiares e amigos.



Você não vai conseguir segurar o riso por muito tempo! Veja o vídeo abaixo:



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Cuidado com a pele gestantes!

Como tive nove gestações, e cada uma diferente da outra, pude observar bem como e quando surgem essas manchas na pele, principalmente no rosto, a que nos afeta mais. São chamadas de cloasma ou melasma. Também é possível que haja o escurecimento de algumas partes do corpo, como dos mamilos, das axilas e da linha média abdominal. Sei bem como nos sentimos mal com essas manchas.

Os médicos explicam isso pela mudança hormonal característica dessa fase. Mas, muitas vezes persistem até depois do parto. Há um estímulo maior para a liberação do hormônio melanócito estimulante, que produz o pigmento da pele. O mais comum é que as marcas surjam a partir do fim do terceiro trimestre de gestação.

A melhor forma de se evitar essas manchas é usar o filtro solar diariamente. Todos sabem que a radiação pode aumentar o escurecimento da pele.

Devemos procurar, assim que surja alguma mancha,  um dermatologista e se informe sobre a melhor forma de cuidar das manchas. Nunca deixe passar em branco, achando que quando nascer passa. Depois que o bebê nascer, vamos ter menos tempo para cuidar de nós, porque o natural é que a criança nos tome muito tempo, inicialmente. Então vamos prevenir logo. Porém, se não evitamos as manchas, só vamos poder tratá-las após a amamentação. Para não interferir no leite materno.


Existem remédios caseiros que podem ajudar a clarear essas manchas, não custa nada tentar. Com um tomate e um pouco de leite podemos fazer uma pasta e ir passando na pele para clarear. Além da propriedade de clarear os dois ajudam a descansar a pele.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

OBRIGADA, FEMINISMO!

Por Verônica Lunguinho

Depois que passei a entender os males que o feminismo trazem à sociedade, passei a observar no meu cotidiano todos os dias, vários exemplos práticos de como essa ideologia é uma tragédia para homens, mulheres e crianças. 

A de hoje, foi a seguinte: fui a uma atacadista fazer compras sozinha. Estou grávida de seis meses. Mas, grávida não é doente, logo, se não houver riscos, pode muito bem fazer compras sozinha. É só não carregar peso excessivo.

Devido ao preço em conta, resolvi comprar um fardo de açúcar, que vem com seis unidades de 5k cada. Logo, um fardo = 30k. Pensei em pegar de um por um, mas havia um rapaz do meu lado e eu resolvi perguntar se ele poderia, por favor, colocar aquele fardo no meu carrinho. “Na hora de colocar no carro, peço a outro e na hora de tirar do carro, em casa, os de casa ajudam”, pensei. O máximo que ia acontecer era eu abrir o fardo depois e colocar os pacotes de um em um, caso ninguém aparecesse para ajudar. O moço colocou e eu agradeci. Passei no caixa. Também não foi preciso retirar o fardo de açúcar do carrinho, pois a operadora de caixa apenas digitou o código e registrou.

Chegou o momento de colocar as compras no carro. Olhei para o lado e: ninguém. Fui colocando as coisas mais leves e que não podiam amassar no banco traseiro. Quando aparecesse alguém, eu pedia o favor. Até que um funcionário da atacadista foi passando e eu o chamei.

- Moço! O senhor pode, por favor, colocar SÓ esse fardo de açúcar aqui no porta-malas pra mim?

Nunca pensei que um pedido tão simples iria me fazer chegar à minha casa e escrever um texto. Mas a resposta dele me obrigou a fazê-lo.

- Olha, acontece que eu não estou no meu horário de trabalho.

Fiquei tão constrangida que fiz um sinal de “pare” para ele com a mão e disse:

- Não! Pode deixar. Pode deixar que eu coloco um por um, eu não quero incomodar o senhor. Longe de mim, imagina.

De fato, eu me senti incomodando. Quem me conhece sabe o quão resistente eu sou a pedir favor, simplesmente porque detesto incomodar. Só que ele voltou atrás, e começou colocando as coisas dentro do carro de uma forma completamente desorganizada. Eu insisti:

- Olha, não precisa, pode deixar que eu vou colocando aos poucos, eu sempre faço isso. 

E fui arrumando a bagunça que ele estava fazendo no porta-malas colocando as compras de qualquer jeito. 

Enquanto eu arrumava, ele pegou o fardo de açúcar e perguntou se não era melhor colocar no outro compartimento do carro, que era o banco da frente. Até que eu resolvi falar o que geralmente deixo no ar:

- Senhor, eu não te pedi ajuda porque você está de uniforme e é funcionário, mas porque imaginei que você, como homem, tivesse mais força do que eu. Se eu soubesse o quanto eu iria te incomodar, não teria chamado. Olha, pode colocar aqui mesmo, obrigada, viu?

Diante do que falei ele saiu sem graça e eu fiquei perplexa. Se eu estivesse sozinha, sem estar grávida, e aparecesse alguém me oferecendo ajuda, como às vezes acontece, eu teria aceitado e agradecido. Não precisaria pedir. Mas entre mim e aquele porta-malas havia uma barriga com um bebê de seis meses de gestação. É prudente que eu proteja tanto a saúde do bebê quanto a minha, por isso pedi ajuda. Terminei de guardar as compras, entrei no carro e soltei um “OBRIGADA, FEMINISMO!”

Ninguém tem a obrigação de fazer favor a ninguém, mas não entendo porque alguns homens perdem a oportunidade de serem gentis e de reafirmar sua masculinidade.

Só não fiquei mais boquiaberta porque cheguei à minha casa, estacionei e, atrás de mim vinha meu marido, que estava chegando a pé. Sem me perguntar nada ele já foi tirando as coisas do carro e perguntando onde colocar, como sempre faz. Olhei para meu filho de dois anos, passei a mão na barriga, onde está o segundo e pensei: cabe a mim fazer diferente. O desafio é grande...

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Dando a notícia de trigêmeos

Não deve ser nada fácil descobrir uma tripla gravidez. Ainda mais quando fazemos tantos planos pras nossas vidas. Tudo devidamente esquadrinhado e discutido.

Planejamos o quarto para as crianças, decidimos quantos  teremos, o quanto vamos gastar com cada um em escolas, médicos e dentistas; alimentação e vestimentas. Tudo devidamente decidido entre o casal. Mas,( vejam que na vida sempre existe um “mas”), Deus  gosta de nos mostrar sua grandeza, e através da natureza humana faz os seus prodígios.

Li em um blog, esses dias, sobre uma mãe ao receber a notícia de que estava grávida de trigêmeos, suas reações foram do espanto ao pânico em fração de segundos, quase entrando em estado de choque.

Ela tinha uma filha, já com dez anos e resolveu ter mais uma, enfrentando todas as suas barreiras que já havia criado, de comodismo e de satisfação. Sua filha pedia irmãozinho.

Vale a pena ler o texto no blog Pir4da. Ela de um dia para o outro multiplicou sua família. Vieram as preocupações com o impossível: como amamentar três ao mesmo tempo? Como dar tantos banhos? Como colocar para dormir? Como fazer com que durmam ao mesmo tempo? Quando encontrarei tempo para mim de novo?

A vida tem dessas coisas, nos tira o pé da barraca e nos mostra o quanto temos de capacidade de readaptação, de dar a volta por cima e vencer todos esses obstáculos.

Penso aqui, que não há forma para dizer que você esta grávida de um, dois, ou três filhos. Um médico tem que dizer o que vê no exame; nós quando engravidamos temos que nos preparar para as novidades, daí para frente teremos sempre novidades, nada será igual. Cada filho nos dará uma gravidez diferente, inusitada. 

Essa mãe de trigêmeos declara: “Mas hoje não tenho dúvidas de que fiz a escolha certa ao tentar o segundo filho. Ganhei de brinde o terceiro e o quarto. Meu ovário me pregou uma peça... O universo puxou meu tapete... Vê se pode? A família dobrar de tamanho numa tacada só? Por mais dificuldades que eu enfrente, só posso dizer uma coisa: obrigada, Papai do Céu, pela oportunidade de viver essa vida extraordinária!” – Paola Lobo.

Vamos enfrentar nossos medos e deixar uma janela aberta para a natureza agir.

sábado, 11 de julho de 2015

Já está na hora do próximo?!


Se você é mãe, certamente esse pensamento já deve ter rondado sua cabeça em algum momento da vida. Muito cedo?! Muito tarde?! Qual o melhor momento?!

A verdade é que não existe o melhor momento. O que existe é o momento presente. Talvez nunca passemos por um momento ideal de ter o próximo filho. Nossa vida é feita do momento atual seja ele bom ou ruim.

Agora, quando pensamos em filhos, algumas questões vêm à nossa mente:

- Como fica a divisão dos quartos? No nosso caso, temos duas meninas e nossa casa atual tem 2 quartos. Quando pensamos no terceiro filho logo vem à mente: "e se for menino?!" vai dormir junto com as meninas? Até que idade pode? Não seria melhor ter uma casa maior antes de engravidar?!
Dúvidas que nos rondam.

* independência dos filhos mais velhos.

É maia rápido esse processo quando se tem um novo membro pois as necessidades mudam um pouco de foco. Em geral é boa essa mudança, mas é importante cuidar para que os mais velhos não se tornem "pais" do mais novo com tanta responsabilidade nova.

* Ter com quem brincar na infância e alguém com quem contar na fase adulta.

Alguns pais pensam em como será a vida dos filhos no futuro. Com quem contarão?! Que serão os padrinhos de seus filhos?! (rs)

* Outro ponto à se pensar é "pais com mais filhos têm mais pessoas que olhem por eles na velhice" e é verdade. Quem olhará por nossos pais se não tivermos irmãos?

Hoje, em nossa vida têm passado todos esses questionamentos, alguns medos, receios, mas o anseio por nos jogar nos braços do Pai tem falado mais alto em alguns momentos e isso tem nos impulsionado à pedir um coração generoso à Deus para vencer nossos medos e confiar na providência Divina.

Seja qual for a consideração a se fazer, as dúvidas que nos rondam, o importante é termos sempre um coração agradecido e disponível a Deus e a qualquer que seja a Sua vontade em nossa vida.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O fantástico mundo das crianças

Por Raquel Suppi

Conversar com criança é um barato! Sempre que elas aparecem com perguntas curiosas, mesmo que a gente se enrole tentando responder, é quase impossível não se divertir junto. A parte que mais gosto é observar a expressão do rosto delas, diante de alguma nova informação. Ficam com aquele olhar perdido, quase em transe, concentradíssimas, provavelmente imaginando e tentando entender o que acabaram de escutar. Costumo dizer que é quando o “Fantástico Mundo” – fazendo alusão à série animada “O Fantástico Mundo de Bob”, famosa nos anos 1990 – entra em ação! Aposto que muitos adultos, assim como eu, daria muita coisa para descobrir o que se passa nele!

Estava revendo umas fotos, da época que moramos em Montevidéu, Uruguai, e comecei a lembrar de algumas situações que passamos, envolvendo pequenos curiosos.
Certo dia, grávida do primogênito, uma menina – de cerca de três anos – começou a fitar a minha barriga, bastante saliente. Estávamos em um ônibus, e ela ia no colo de uma moça, sentada ao meu lado. Eu sabia que, cedo ou tarde, a pequena puxaria conversa e perguntaria alguma coisa. E estava certa!

- Tem um bebê dentro da sua barriga? – perguntou.

Eu sorri e, olhando para o seu rostinho, respondi que sim. Nessa hora, ela tocou a minha barriga e pude ver que o “Fantástico Mundo” estava a pleno vapor! Tinha certeza que a pequena uruguaia sairia com mais perguntas relacionadas à gravidez, e estava rezando para conseguir respondê-las. Se hoje não é fácil esclarecer certas dúvidas dos meus filhos, imagina naquela época, que eu era ainda mais inexperiente, e teria que lidar com uma criancinha desconhecida e falando outro idioma?! Eu estava quase apavorada! (Risos). Então, ela soltou:

- Mas, como ele fez para entrar aí dentro?

Pronto! Ela havia perguntado justo o que eu mais temia! Bem que podia ter sido: “é menino ou menina?”, “qual vai ser o nome dele?”, “quando ele vai nascer” ou até mesmo “como ele vai sair daí?”. Tudo seria bem fácil do que responder àquela bendita questão.

Enquanto tentava pensar em algo, sem sucesso, ela me encarava, com carinha bem curiosa. Olhei para a jovem senhora que a segurava, como que pedindo “socorro”. Afinal, se não fosse a sua mãe, pelo menos era a responsável por ela, naquele momento. No entanto, a moça apenas sorriu e deu de ombros, como se dissesse “te vira”! E agora?! Simplesmente, eu não conseguia encontrar uma maneira adequada para explicar algo do tipo, para uma criança daquele tamanho. Não saberia dizer em português, muito menos em espanhol!

Por fim, olhei para o meu esposo, que estava em pé, à minha frente, rindo de toda a situação. Foi quando me ocorreu dizer algo. Nem sequer passei pela “peneira” do bom senso, para saber se seria sensato ou não. Quando dei por mim, já estava falando, apontando para o marido:

- Foi ele quem colocou o bebê aqui dentro!

Escutei algumas risadas, de alguns que, sem que eu percebesse, estavam atentos e curiosos pelo desfecho daquela indagação – inocente e complicada! Mas, o melhor foi ver a carinha da garotinha, arregalando os olhos para o homem que havia conseguido o feito de colocar um bebê dentro da barriga de uma mulher! Até hoje me pego rindo, tentando adivinhar o que ela deve ter imaginado! (Risos).

Finalmente, consegui relaxar, durante o resto do percurso. Ela não perguntou mais nada, e só parou de encarar o futuro paizão quando precisamos descer do ônibus. Aí, a pergunta que não quer calar: será que a menininha indagou a mulher que a segurava, com: “E como ele colocou o bebê dentro dela?”. Tomara que sim! (Risos).

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Será que estou grávida?

Por Maya
Quando a gente desconfia chega a hora dos exames.. Se não esta atrasada ainda o ideal é esperar pelo menos uns 4,5 dias de atraso, se você é como eu um pouco ansiosa hehe, faça o teste de farmácia na primeira urina do dia que é quando tem a maior concentração de hormônio!

Se você já esta atrasada faça o teste de farmácia de urina ou um exame de sangue! O exame de sangue chama beta HCG (nome do hormônio), existem dois tipos qualitativo a resposta é sim ou nao, ou quantitativo que da um valor numérico. Eu acho o quantitativo melhor porque se precisar acompanhar a evolução você já tem uma base.

Deu positivo, e agora? Primeira coisa a fazer é ligar para o/a seu/sua ginecologista, alguns deles já pedem para você pegar as guias de exame e fazer a consulta com os resultados. Faça a primeira ecografia entre 6 a 8 semanas, antes disso pode não dar para ver, depois disso a data prevista para o parto fica menos precisa.

Contar ou não contar?

Eu não consigo não contar, para mim a felicidade é tao grande que é difícil manter segredo.. o ideal é esperar até a primeira ecografia para contar para os mais próximos e o fim do primeiro trimestre para contar para os outros!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O que fazer enquanto esta esperando?



Por Maya 

O que ajuda na ansiedade da espera das longas 40 semanas (a gravidez são mais ou menos 40 semanas contadas a partir da data do primeiro dia da ultima menstruação, sigla dum, vai se acostumando com as siglas porque maternidade parece um código hehe) ler livros sobre maternidade, as minhas dicas de leitura estão no texto [http://www.negociosdefamilia.com.br/2014/11/maternidade-de-um-ponto-de-vista.html], filmes O Renascimento do Parto é ótimo e tem algumas comedias para dar algumas risadas, o que esperar enquanto esta esperando, ligeiramente grávida.. 

No primeiro trimestre

Se tiver enjoos aqui estão as minhas dicas para aliviar [http://www.negociosdefamilia.com.br/2014/08/dicas-para-aliviar-enjoo-na-gravidez_22.html]. Começam as ecografias (chama de US, ultrassonografia

Exercícios não so no primeiro trimestre mas na gravidez toda!!!! Óbvio se seu obstetra (chamam o obstetra de GO, ginecologia e obstetrícia) permitir faça, o corpo muda muito na gravidez e fazer exercício ajuda nessa adaptação.. Ioga e hidroginástica foram os que fiz achei ótimo, a ioga com o alongamento, respiração, fortalecimento do assoalho pélvico (mesmo que você não vá fazer parto normal, essa área vai sustentar todo o peso do bebe, placenta, liquido aminótico); já a hidroginástica é ótima para relaxamento, entrar na água já é uma terapia, alem de tirar o peso da barriga a movimentação na água faz uma drenagem que ajuda a não inchar tanto.

Segundo trimestre

Parte mais gostosa da gravidez, curta muito!! Os enjoos passaram a barriguinha começa a aparecer, e ainda não esta com aquele peso! Essa fase é ideal para viajar, passear, se for fazer enxoval fora va nessa época! Minhas dicas de enxoval estao aqui [http://www.negociosdefamilia.com.br/2014/07/o-enxoval-do-bebe-parte-1.html http://www.negociosdefamilia.com.br/2014/07/enxoval-de-bebe-parte-2.html]!


Tem um aparelho chamado angel sounds que é um monitor fetal, serve para ouvir os batimentos cardíacos do bebe! É divertido, não é essencial!

Coma direito, nessa fase da muuuuita fome!!! Prefira alimentos saudáveis, acredite tudo que você ganhar a mais nessa fase vai te pesar no ultimo trimestre!!!

Terceiro trimestre

Chegando a data prevista para o parto (dpp)!!! Nessa fase a ansiedade pega, dormir ja é um privilegio, não tem mais posição, precisa ir no banheiro a cada hora haha.. É um ótimo preparo para quando o bebe nascer!! Descanse bastante nessa fase, relaxe, se puder faça massagens, fique na banheira relaxando!! Deite com os pês elevados para ajudar o retorno do sangue e diminuir o inchaço!


Organize o quarto do bebe, lave as roupinhas, prepare a mala da maternidade aqui estao as minhas dicas para a mala [inserir link].. Faça fotos, curta a barriga, se despeça dela, por mais incrivel que pareca, voce vai sentir falta dela!! Quando é a hora de ir para a maternidade? [http://www.negociosdefamilia.com.br/2014/08/o-que-mamae-precisa-na-maternidade.html]


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Chá de fraldas: vale a pena?

Por Camila Lavor

Sempre tive sentimentos conflitantes sobre o chá de fraldas. Afinal, será que os gastos e o desgaste físico, trazidos pelo evento compensam? Além disso, eu e meu marido somos mais quietos e caseiros. No primeiro filho, então, eu havia decidido que não o faria, já que parecia muito cansada e atordoada graças a todos os preparativos que antecedem a chegada do bebê.

Porém, à medida que a gravidez chegava ao fim e as pessoas me iam perguntando se o tal do chá aconteceria, eu me dei conta de que haviam se passado quase nove meses sem que eu tivesse a oportunidade de ver tantas pessoas queridas reunidas, privando-as de participar um pouco deste momento tão especial. Então, resolvi arregaçar as mangas e fazer o chá tendo em vista não só as fraldas, mas, sobretudo o momento de confraternização.

Para que valesse a pena, optei por não comprar comida pronta. Assim, pedi que minha mãe, sogra, irmã e amigas me ajudassem a montar o cardápio. Fizemos cachorro-quente, pães recheados, bolos, docinhos e cupcakes, e com isso economizamos um bom dinheiro. Fora os ingredientes, só foi preciso comprar refrigerantes, cervejas e sucos.

A decoração simples também foi feita por mim. Como estava sem cabeça para pensar em lembrancinhas, fiz centros de mesa recheados com balinhas de coco compradas num atacado; para ficar bonitinho, coloquei em cima um balão. Cada centro saiu, em média, a quatro reais (hoje penso que poderia ter usado, por exemplo, vasinhos com violetas, o que deixaria ainda mais em conta). As toalhas de mesa foram as mesmas utilizadas no meu casamento, bem como os suportes de MDF, forrados com tecidos, que serviram de suporte para os docinhos.

Chamamos poucas pessoas, pois o espaço de que dispúnhamos era pequeno; ainda assim, arrecadamos uma quantidade de fraldas que durou por cerca de 8 meses, além, é claro, de passarmos uma agradável tarde com pessoas muito queridas! Por aqui, essa história de chá valeu a pena, e o mesmo roteiro nós repetiremos para o segundo filho.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Você está gravida! Já sabe o que é?


Sim, é um bebê!

Ri muito o dia que uma amiga falou isso. Ela, assim como eu, nunca quis saber qual o sexo dos bebês que esperava. Quando as pessoas perguntavam se ela “sabia o que era”, ela dizia que era um bebê.

O fato é que é muito engraçado quando você sai da normalidade, comenta algo diferente que do se faz: como não ver o sexo do bebê - as pessoas se espantam tanto que parece que você disse que resolveu ir morar na lua.

Aqui, quem sugeriu de não vermos o sexo do bebê foi o marido. Eu estava pensando se veria ou não e ele pediu para não vermos. Foi o suficiente para me decidir, porque não pensei que seria bacana saber de uma notícia tão emocionante através de um exame. Mas, o que é interessante é que isso vira um acontecimento nas rodas de conversa. Como não me interesso por saber o sexo, nunca pergunto a uma gestante qual o sexo do bebê dela, mas como isso é o normal para a maioria das pessoas, escuto a pergunta com diariamente. Quando digo que não sei, na maioria das vezes a resposta é: “nossa! Como você aguenta?” e a resposta, normalmente, vem da própria pessoa, logo em seguida: “ah! Você só aguenta porque não é ansiosa, eu não aguentaria.”
Não sou ansiosa? Quem me conhece não me deixa mentir, (posso chamar as testemunhas aqui nos comentários!), eu sou a própria ansiedade: aquela que não dorme antes de viagem; aquela que quase morre de angústia quando alguém fala que tem “algo muito importante pra te contar, mas te falo depois”; aquela que espera dar meia noite, pra virar o dia e ganhar o presente de aniversário/natal/dia das mães/qualquer outro etc.

Porém, (acho que eis aqui, sim, a resposta para a questão), eu também sou sistemática: a véspera não é o dia e não vale entregar o presente antes! Imagino que seja isso que me faz decidir por não ver o sexo do bebê durante a gravidez. Gravidez pra mim é milagre, é mágico.

Nada feito pelo homem se assemelha à grandeza da gravidez, a gerar uma vida, a partir de tão pouco, (são duas meias células!). Sendo um milagre, é como um presente de Deus para mim e sendo um presente... Bem, não vou espiar o presente na véspera, né?

Cá entre nós, ter o seu bebê de maneira natural, sem intervenções médicas desnecessárias, você mesma pegar seu bebê, abraçar, curtir o momento mágico do nascimento com calma e do jeito que você quer e, só então, ser você mesma a primeira a saber o sexo e contar para todos... Com lágrimas nos olhos, garanto: vale cada segundo da gravidez que você esperou para saber quem é esse presente que lhe foi confiado!

sábado, 13 de dezembro de 2014

Algo a esperar quando se está esperando o segundo filho


Dia desses, enquanto aguardava a vez para a realização de um exame pré-natal, ouvi a seguinte conversa: 

Sogra: Nossa, mas você está com uma cara de cansada. Está precisando dormir.

Marido: Dormir? Ela passou a tarde inteira dormindo!

Grávida: (Risos.)

Foi então que me atentei para o fato de que, com trinta semanas de gestação, a segunda, não havia tirado um cochilo sequer.

Quando engravidei do meu primeiro filho, nunca passou pela minha cabeça que esta seria uma experiência única. Pode parecer estranho falar isso, já que conceber uma vida é por si só uma experiência singular, mas não é neste sentido que o digo. Explico: na primeira gravidez, você possui todo o tempo do mundo para viver a experiência da maneira mais profunda possível, indo desde a alegria que é conceber uma vida até aos inúmeros incômodos que sentimos nesta fase. Hoje, grávida do segundo filho, vejo-me quase sem tempo, por exemplo, de pensar no cansaço e nas dores do final de gestação!

Ao chegar em casa depois de um árduo dia de trabalho, cansada do peso e desconforto da barriga, eu, que antes simplesmente tomava um banho e dormia por achar que não aguentaria fazer mais nada, tenho hoje gás para brincar com o filho, botá-lo para dormir, arrumar a casa, ajeitar o almoço do dia seguinte e ainda ver os preparativos para a chegada do novo membro da família!

O que ninguém me contou quando da primeira gestação é que a calmaria de se estar grávida do primeiro filho nunca se repetiria. De fato, trata-se de algo único! Toda gravidez deixa suas marcas, e se você está passando pela primeira, aproveite: tire seus cochilos, pois, nas próximas, o que a marcará será sua capacidade de fazer cada vez mais coisas no mesmo espaço de tempo em que, antes, isso lhe pareceria impossível!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Papo de gravidez… para maridos

Por Alex Camillo

Fala, campeão! Vai ser papai pela primeira vez? Parabéns! E prepare-se… sabe aquele papo de hormônios e oscilações de humor? Pois é… é tudo verdade! É é meio que uma TPM que dura 9 meses um período delicado e emotivo de mudanças para a mulher… mas que pode sim ser curtida a dois, desde que você seja esperto e evite mal-entendidos! Vou dividir com você um pouco da minha experiência, já que passei por isso quatro vezes.
homemgravidez
Há dias que ela vai acordar super bem, chorar, rir, ficar irritada, depois chorar de novo, e depois ficar Zen… e você que acompanhe! Segue um “tradutor” que vai ajudar você a se comunicar com a dona encrenca esposa durante a gravidez e entender algumas reações que parecem malucas desproporcionais e algumas dicas.
Você Diz
Ela Entende
Está comendo por dois… Você está engordando.
Tem certeza que isso tudo é necessário? (coisas do enxoval) Não me importo e não quero gastar com o nosso filho.
O tempo não passa, né… Estou de saco cheio já.
Você fica linda grávida.
(diga assim mesmo!)
Você está gorda, mas eu te amo assim mesmo. Mas você está gorda.
Por que você está chorando? O que foi agora? Você está uma chata!
Esse horário está complicado para mim… (consulta ou ultrassom) Eu não quero ir, acho uma chatice essas consultas / exames de pré-natal.
Mas… não há risco para o bebê? Você é uma irresponsável que não sabe o que está fazendo!
Mas, será que não tem problema? (sexo na gravidez) Estou fugindo porque olhar para você enorme desse jeito é broxante desanimador.
Sentiu o drama?
Mas não se desespere, há algumas coisas que você pode fazer:
- Se informe sobre gravidez e parto, afinal seu papel é dar segurança, apoio e confiança à sua esposa.
- Ajude com as tarefas de casa (de verdade, só lavar a louça não vale), ou contrate uma diarista. Não seja um problema, traga soluções!
- Compre mais travesseiros. É comum a mulher dormir com uma pilha grande de travesseiros para se sentir mais confortável. Se não quiser ficar sem os seus, compre mais.
- Se o seu horário de trabalho permitir, vá às consultas, mas não dê muito pitaco. Se você não vai é porque não se importa, se vai e fala demais, é controlador. É aquela situação: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
- Seja solidário. Se ela precisa cortar os doces, por diabetes gestacional, não vá você voltar do supermercado cheio de doces e guloseimas.
- Finja Demonstre se interessar por lembrancinhas, por quadro de porta de maternidade, e esses frufrus.
- Quanto à via de parto, a melhor postura é apoiar o que ela decidir, e se ela mudar de idéia na hora H, não vá ficar jogando na cara lembrando disso depois.
- Aceite pequenas mudanças na sua rotina sem reclamar. Dormir do outro lado da cama para ela poder levantar para fazer xixi durante a madrugada, deixar de tomar refrigerante, enfim, são incômodos pequenos perto do que ela está enfrentando para trazer ao mundo o seu bebê. Não fique resmungando!
- Faça agrados surpresa, como um lanchinho mais caprichado, um café na cama, massagem nas pernas e nos pés… mas fique ligado, não vai trazer café na cama no dia em que ela precisa ficar em jejum para um exame!
- Quanto ao sexo, não fique forçando a barra… é complicado engatar preliminares quando se está com enjôo, falta de ar, cólica, azia, refluxo, gases… ah, se esses escaparem, faça que não ouviu! Ou pelo menos, nada de ficar rindo e zuando lembrando.
- Chegou do trabalho? Nada de se isolar, indo jogar games ou assistir TV. Primeiro veja se ela precisa de alguma coisa, dê atenção, procure saber como foi o dia dela.
- Se tiver que tomar um chopp com a galera do trabalho, ligue para avisar, fique pouco tempo e volte para casa. Se você chegar tarde, trocando as pernas, enrolando a língua e com bafo de cerveja, vai arrumar sarna pra se coçar. E creia, sempre vai ter um amigo da onça que vai tirar uma foto sua abraçado com aquela colega da faculdade gostosa bonita e vai postar no facebook, te marcando na foto – estresse na certa.
- Não leve um bando de machos barulhentos e bagunceiros para assistir futebol na sua casa, principalmente sem avisar! Se quiser fazer isso, deixe-a na casa da mãe dela, depois que seus amigos forem embora limpe e arrume tudo, depois pegue-a na casa da mãe. Você vai marcar muitos pontos! Aliás, não leve visitas sem avisar nunca: conforme a gravidez avança, será difícil manter uma casa arrumada e limpa o tempo todo, e não é culpa da patroa esposa. Você corre o risco de pagar mico e estressar a sua mulher.
- Falando em mães e cobras sogras: Não se estresse batendo boca com a mãe dela. No final das contas o bebê é de vocês e as decisões também. Nesse momento, normalmente elas querem o apoio da mãe. E quanto à sua… esteja preparado para dar um “corte” carinhoso na sua mãe quando ela quiser interferir demais. Fêmeas marcam território, e na gravidez então…se você não quer se aborrecer, é bom que logo deixe claro para a sua mãe que vocês valorizam muito a experiência e as sugestões dela, mas que quem manda é sua esposa irão tomar as decisões juntos, como um casal.
- Em qualquer situação, se não souber o que fazer, esteja presente, disponível e pergunte: “O que posso fazer para ajudar?” E faça mesmo!
- Por fim, não esqueça de demonstrar o seu amor e a sua gratidão por tudo o que ela está enfrentando para que o bebê de vocês nasça bem e saudável. Mais uma vez, parabéns, e tudo de bom pra vocês e o bebê!
Para os sobreviventes veteranos, deixe também sua dica nos comentários!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Como reconhecer o início do trabalho de parto.

Por Ana Maria de Freitas Maia - Enfermeira Obstétrica – COREN/RJ 26.883
     
 Um dos momentos mais esperados pela gestante é o início do trabalho de parto. Como reconhecer esse momento? As informações nem sempre são muitas, ou sequer existem. Para as primíparas (mamães de primeira viagem), a confusão e o medo são paralisantes. Em primeiro lugar, manter a calma é fundamental. Como se isso fosse fácil! O momento é muito precioso para não ser valorizado, mas o pânico e a ansiedade só atrapalham.

O trabalho de parto ocorre de forma diferente, entre as mulheres. Tentaremos listar, o mais didaticamente possível, os sinais de início do trabalho de parto. Quando falamos em listar, não significa que as etapas ocorrerão exatamente na ordem em que as citarmos, mas sim que, a partir deles, é necessário buscar ajuda: (Médica, Parteira, Doula, Enfermeira Obstétrica, Maternidade, Casas de Parto, etc).

 - Um dos primeiros sinais do inicio do trabalho de parto é a perda do tampão mucoso, que pode ser observado através da presença de uma pequena mancha mucóide (muco) amarronzado ou mesmo com presença de sangue, em sua roupa íntima. O tampão mucoso serve para “fechar” o colo do útero, impedindo a entrada de microorganismos possivelmente, prejudiciais ao feto. Esse sinal, indica que o processo está desencadeado. Seu bebê está a caminho...

- As contrações, presentes durante a gestação (contrações de Braxton Hicks), nessa fase, estão mais fortes (dores na parte inferior das costas, irradiando para o abdômen; e/ou dores, como cólicas pré-menstruais); ritmadas, e com intervalos menores entre elas. A percepção do início das contrações pode levar a situações de estresse: dor e “medo”. Nessa hora, é importante lembrar que as contrações são o motor do trabalho de parto. São elas que ajudarão a empurrar o feto para o mundo exterior.

- Nem sempre, mas, na maioria das vezes, pode haver também, a rutura da bolsa d’água, com a saída de grande, ou dependendo do tamanho da rutura, pequeno a médio volume de líquido amniótico; que será primeiramente interpretado, como uma incontinência urinária. Várias vezes no banheiro, com vontade de urinar. Um “xixi” que parece não terminar. A diferença está no odor. O líquido amniótico, tem um odor característico, semelhante ao odor do esperma masculino (cheiro de água sanitária), de cor clara, com ou sem presença de grumos.

Se por ventura, a coloração do líquido amniótico for escura (verde escura ou marrom), ou houver sangramento vivo, pode indicar sofrimento fetal ou risco materno. Nesses casos, sugerimos buscar ajuda médica especializada, o mais rapidamente possível.

- Ao chegar à maternidade, você será examinada e será informada que seu colo uterino está mais macio e que já pode haver começado a dilatação do colo, dilatação essa, que deverá chegar até dez centímetros, para expulsão do feto. É claro, que os batimentos cardíacos do feto devem ser monitorados periodicamente, bem como a pressão arterial da mãe, visando garantir a saúde da mãe e do bebê.

Como o feto reage, em relação a seus batimentos cardíacos, a cada contração uterina? Para essa avaliação, utiliza-se um exame, chamado cardiotocografia.

Considerando-se um parto normal, sem intercorrências, uma mulher primípara, pode levar de 12 a 24 horas em trabalho de parto, se não houver a administração de medicamentos que levem a indução do parto e que só podem ser prescritos por Médicos Obstetras.

Ressalte-se, por fim, que é importante que no final da gestação a mulher se mantenha atenta aos sinais de seu corpo. Assim, conseguirá detectar de maneira mais fácil o início do processo do trabalho de parto. Ao perceber algum dos sinais aqui descritos, ela deverá, sem demora, ligar para o profissional que faz o seu acompanhamento, para receber as orientações pertinentes.

A todas as leitoras gestantes, desejo uma boa hora!

sábado, 30 de agosto de 2014

O que a mamãe precisa na maternidade!

Por Maya*

Cada maternidade tem uma lista diferente do que a mãe vai precisar; a maternidade em que tive meu primeiro filho, e na qual terei o segundo, sugere alguns itens, que vou comentar:
3 camisolas ou pijamas - para não ser pega desprevenida como eu fui, leve 4! Eu não curto muito camisola porque acho desconfortável. Prefiro roupa normal confortável: legging, calça de malha, moletom; camisa, blusa transpassada para ajudar na amamentação! Roupa escura ajuda: depois do parto normal ou cesárea a gente tem uma “super menstruação”!

1 penhoar ou roupão - eu prefiro um casaco aberto levinho mas que esquente, pois normalmente o ar condicionado do hospital fica ligado - e bem gelado.
2 pacotes de absorvente noturno - eu sangrei mais, então usei aquele absorvente gigante que é pra incontinência e pós parto. Nesse caso, um pacote é suficiente.

2 sutiãs de amamentação - tem tops que achei mais confortáveis.

3 calcinhas pós parto - eu achei ótimas elas são mais altas e justas dão uma sensação de segurança.

2 cintas elásticas - eu não levei e não usei achei desnecessário, mas tem mulheres que usam e gostam. Vai depender da recomendação do GO e de como a mulher se sentir.

1 chinelo de borracha para banho – ótimo, mas lembre de levar um número maior, não só do chinelo mas de sapatos, pois o pé incha depois do parto!

1 chinelo de pano - eu levei e ele ensopou de sangue na primeira vez em que levantei. Dessa vez vou levar uma sapatilha de borracha, tipo “crocs”.

Utensílios de higiene pessoal - escova de dente, pasta, sabonete, shampoo, condicionador, escova de cabelo..

Concha de amamentação - a de base flexível é ótima! Além disso, pomadas de lanolina (Lanidrat, Lansinoh, Mater Care, etc) ajudam bastante nesse começo a cicatrizar o seio durante o período da amamentação.

Secador de cabelo - porque para ajudar a cicatrizar o seio, podemos passar o próprio leite no mamilo e secar com secador. Eu não usei o secador, a concha era suficiente, então não levo no próximo.

Roupa para ir para casa - um vestido soltinho, legging e camiseta larga! Lembre-se que a barriga fica no tamanho que estava com 5, 6 meses!

*Maya - paulistana, mãe de um menino e com outro a caminho, engenheira, hoje mãe em tempo integral

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Dicas para aliviar enjoo na gravidez!!

Por Maya*

O incômodo mais comum no primeiro trimestre é o enjoo, antes de entrar com remédios tente essas dicas que podem te ajudar muito:


Então, vamos as dicas:

-coma pouco, várias vezes ao dia (o recomendado é de 3 em 3 horas, mas o meu intervalo tem que ser um pouco menor 2h30) - leve na bolsa frutas secas, castanhas, bolacha de água e sal.


-coma comida fria ou morna, a comida quente piora bastante o enjoo.

-abuse do picolé de limão.

-bala de gengibre (eu compro da dietética no supermercado ou na farmácia).

-suco de laranja ou/e limão batido com gengibre.

-coisas ácidas e cítricas ajudam, mas elas podem piorar a azia.

-existem umas pulseiras que são usadas para enjoo no mar, ela aperta um ponto de acupuntura no pulso que diminui o enjoo! Procure em lojas de equipamento náutico!



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E aí, você também tem uma receita para o enjoo? Deixe nos comentários!
Maya - paulistana, mãe de um menino e com outro a caminho, engenheira, hoje mãe em tempo integral!! paulistana, mãe de um menino e com outro a caminho, engenheira, hoje mãe em tempo integral!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O sono de grávida

No início da gravidez parece que estamos tomando soníferos constantemente, sentimos muito sono, e os remédios para os enjoos, ainda provocam mais sonolência.

Algumas pessoas acham que a grávida está preguiçosa, e vão logo dizendo que gravidez não é doença. De fato, não é , é sinal de saúde, um novo ser que cresce dentro de nós. Porém, é comum no início, a pressão descer muito; a glicose ficar também muito baixa, e tudo isso dar essa sensação de cansaço e torpor. Não há mal nenhum em dar descanso ao corpo, neste período.

Costumo dizer que é até providencial, tirar esses cochilos na gravidez, porque quando o bebê nascer o sono , dificilmente será reparador; pois, os cuidados com o novo membro da família serão prioridade, e muitas vezes ele ou ela, não dará trégua nem de dia nem de noite.

Com o passar dos meses da gestação, por volta do meio do terceiro mês, esta sonolência passará e os meses seguintes serão bem mais produtivos e dinâmicos. Aí, todo cuidado é pouco com o regime alimentar, é quando a fominha parece vir a todo momento, talvez, mais por ansiedade do que por necessidade. E, acabamos comendo por dois!

É sempre importante contar ao médico que acompanha a gravidez, todos os sintomas, sejam quais forem, até uma forte sede a noite pode ser sintoma de algo mais a se cuidar.

Às grávidas, não se sintam inúteis, pelo fato de estarem tão dorminhocas, esse não é o momento; o corpo está trabalhando em dobro e se adaptando a nova situação, a gravidez. E ficar estressada não Ajuda em nada, só pode piorar o estado de ânimo e nos deixar pra baixo.

Agora, é sono? Durma. Quando for pra comer, coma com temperança. E aproveite. São só nove e meses.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 151)


As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – A. diz: O que fazer com uma filha adolescente rebelde porque estou grávida de um segundo filho, de outra união? Ela tem 14 anos e sempre foi a única neta, a única filha e agora terá que dividir.

RESP: Cara Sra. A. Aos 14 anos é natural a rebeldia de sua filha, não contra a senhora mas pelo fato de ser esta é uma das fases da Adolescência, que precisamos saber entender.

O fato de ser única filha e única neta durante 14 anos certamente tem um peso e também a situação de o bebê ser filho de outro pai...

Como vocês vivenciam no quotidiano a separação do pai dela e sua nova união ? Ela aceita bem a separação , frequenta a companhia do pai, a senhora fala bem dele ? Tem amigas, vai bem na Escola, tem responsabilidades em casa ?

Veja que é muito importante não incentivar o egoísmo natural no ser humano e - em geral - quando bem estimulados, os Adolescentes são muito generosos!

Penso que a senhora e o pai do bebê devem tratar sua filha com muito carinho, sem falar em ciúme, sem exaltar a necessidade de partilhar, mas elogiando suas boas qualidades, incentivando a que ela seja muito sua companheira, que a ajude, que seja um bom exemplo para o bebê e que vocês contam com ela para uma vida de união, de carinho, onde mais um significa multiplicar e não dividir!

 Evitem criticar o pai dela, explique- quando necessário -que a separação foi do casal e que  isto nada a tem que ver com ela, que deve continuar amando a ambos porque os dois a amam igualmente e sempre!

Não olhe com restrições para ela - viva cada dia com a alegria de ser mãe e participar do poder Criador de Deus! Dê à sua filha o bom exemplo de que a maternidade é um dom, uma graça, uma alegria, a mesma que a senhora teve ao esperá-la e o quanto a existência dela a faz sentir-se muito feliz!!

Boa sorte e fico a seu dispor, Mannoun 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 147)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – C. G. diz: O que fazer com uma adolescente que passa a noite acordada e quer dormir o dia inteiro? Ela consegue fazer isso nas férias, mas no período de aulas vive sonada 

RESP: Cara Sra C.G.
 Vale lembrar que é muito comum aos adolescentes esta troca de horários e cabe aos pais direcionar com carinho e firmeza, atividades interessantes para esta etapa da vida,envolvendo-os em ações produtivas e frutuosas para a vida toda : tarefas em casa, responsabilidades de acordo com a capacidade e talento, esporte, visitas a pessoas mais pobres, passeios com a família, excursões,atividades artísticas...
 Sua adolescente passa a noite acordada, fazendo o que ? No computador / internet, em baladas?
Tem amigos? Estuda em que série? Veja que algumas das ideias apresentadas, ordenadas e bem motivadas, assim como receber amigos em casa, estudar juntos, os pais oferecendo com alegria  algum lanchinho, um filme com explicações e comentários...    tudo isto ajuda a que vejam que os dias são interessantes e que as noites foram feitas para que , dormindo as horas necessárias, restauremos as forças...Vez por outra um "serão", tudo bem mas no dia a dia há que orientar nossos Adolescentes e jovens para o que VALE A PENA, ( e o que VALE A PENA CUSTA !!!!!!!!) sem que se acostumem a tudo receber pronto, sem qualquer esforço de sua parte... Que queremos para nossos filhos?
Converse com sua Adolescente, mostre a ela a importância de bem preparar-se para assumir seu lugar e seu papel no mundo ! Este é também um dos aspectos do " desenvolvimento sustentável "- que os brasileiros , como dizia o nosso grande Duque de Caxias, se lembrem de que o BRASIL ESPERA QUE CADA UM CUMPRA O SEU DEVER !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fico às suas ordens, Mannoun
 
 
2 – A. diz: Dra trabalho com adolescentes numa escola estadual, e tenho muitas alunas grávidas com 14 anos. O que posso fazer para orientá-las a não engravidar tão cedo?

RESP: Caro (A ) A.

Sua preocupação e interesse são muito louvável e penso que pode conversar com a Direção da Escola e motivar outros professores de diferentes áreas a que trabalhem a temática, cada qual na sua disciplina. O trabalho consiste em mostrar aos alunos o que é uma PESSOA, as dimensões da Pessoa humana, seu valor e sua responsabilidade, enaltecendo o respeito que cada qual deve ter para consigo mesmo e para com o outro. Isto demanda tempo, estudo e mais trabalho que muitas vezes o Professor não tem como multiplicar, mas se pensarmos no " custo-benefício ", a recompensa é atraente ...
Sobretudo tentem mostrar o que é o verdadeiro AMOR, ( tão confundido com atividade sexual ) ; ofereçam na própria Escola, oficinas, Grêmios, horas de arte, leitura comentada, uma Biblioteca variada, historias,esportes, tardes culturais que ocupem os jovens e seus familiares, para que tenham " algo mais " em suas cabecinhas...
Já respondemos questões semelhantes neste Blog e peço que o consulte ok?
Já assistiu “Ao mestre com carinho, Adorável Professor, O Primeiro da Classe" e outros do gênero? São excelentes também para os alunos e famílias!
Fico a seu dispor para outros esclarecimentos  e receba meus cumprimentos por sua iniciativa !
Mannoun