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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

OBRIGADA, FEMINISMO!

Por Verônica Lunguinho

Depois que passei a entender os males que o feminismo trazem à sociedade, passei a observar no meu cotidiano todos os dias, vários exemplos práticos de como essa ideologia é uma tragédia para homens, mulheres e crianças. 

A de hoje, foi a seguinte: fui a uma atacadista fazer compras sozinha. Estou grávida de seis meses. Mas, grávida não é doente, logo, se não houver riscos, pode muito bem fazer compras sozinha. É só não carregar peso excessivo.

Devido ao preço em conta, resolvi comprar um fardo de açúcar, que vem com seis unidades de 5k cada. Logo, um fardo = 30k. Pensei em pegar de um por um, mas havia um rapaz do meu lado e eu resolvi perguntar se ele poderia, por favor, colocar aquele fardo no meu carrinho. “Na hora de colocar no carro, peço a outro e na hora de tirar do carro, em casa, os de casa ajudam”, pensei. O máximo que ia acontecer era eu abrir o fardo depois e colocar os pacotes de um em um, caso ninguém aparecesse para ajudar. O moço colocou e eu agradeci. Passei no caixa. Também não foi preciso retirar o fardo de açúcar do carrinho, pois a operadora de caixa apenas digitou o código e registrou.

Chegou o momento de colocar as compras no carro. Olhei para o lado e: ninguém. Fui colocando as coisas mais leves e que não podiam amassar no banco traseiro. Quando aparecesse alguém, eu pedia o favor. Até que um funcionário da atacadista foi passando e eu o chamei.

- Moço! O senhor pode, por favor, colocar SÓ esse fardo de açúcar aqui no porta-malas pra mim?

Nunca pensei que um pedido tão simples iria me fazer chegar à minha casa e escrever um texto. Mas a resposta dele me obrigou a fazê-lo.

- Olha, acontece que eu não estou no meu horário de trabalho.

Fiquei tão constrangida que fiz um sinal de “pare” para ele com a mão e disse:

- Não! Pode deixar. Pode deixar que eu coloco um por um, eu não quero incomodar o senhor. Longe de mim, imagina.

De fato, eu me senti incomodando. Quem me conhece sabe o quão resistente eu sou a pedir favor, simplesmente porque detesto incomodar. Só que ele voltou atrás, e começou colocando as coisas dentro do carro de uma forma completamente desorganizada. Eu insisti:

- Olha, não precisa, pode deixar que eu vou colocando aos poucos, eu sempre faço isso. 

E fui arrumando a bagunça que ele estava fazendo no porta-malas colocando as compras de qualquer jeito. 

Enquanto eu arrumava, ele pegou o fardo de açúcar e perguntou se não era melhor colocar no outro compartimento do carro, que era o banco da frente. Até que eu resolvi falar o que geralmente deixo no ar:

- Senhor, eu não te pedi ajuda porque você está de uniforme e é funcionário, mas porque imaginei que você, como homem, tivesse mais força do que eu. Se eu soubesse o quanto eu iria te incomodar, não teria chamado. Olha, pode colocar aqui mesmo, obrigada, viu?

Diante do que falei ele saiu sem graça e eu fiquei perplexa. Se eu estivesse sozinha, sem estar grávida, e aparecesse alguém me oferecendo ajuda, como às vezes acontece, eu teria aceitado e agradecido. Não precisaria pedir. Mas entre mim e aquele porta-malas havia uma barriga com um bebê de seis meses de gestação. É prudente que eu proteja tanto a saúde do bebê quanto a minha, por isso pedi ajuda. Terminei de guardar as compras, entrei no carro e soltei um “OBRIGADA, FEMINISMO!”

Ninguém tem a obrigação de fazer favor a ninguém, mas não entendo porque alguns homens perdem a oportunidade de serem gentis e de reafirmar sua masculinidade.

Só não fiquei mais boquiaberta porque cheguei à minha casa, estacionei e, atrás de mim vinha meu marido, que estava chegando a pé. Sem me perguntar nada ele já foi tirando as coisas do carro e perguntando onde colocar, como sempre faz. Olhei para meu filho de dois anos, passei a mão na barriga, onde está o segundo e pensei: cabe a mim fazer diferente. O desafio é grande...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Os olhos falam?

Nós, mulheres, falamos com os olhos também. Expressamos nossa emoção e nossos desejos, com apenas um olhar bem dado, e um bom observador com certeza consegue interpretar um olhar feminino.


Meus filhos sabiam quando eu queria que parassem de fazer alguma coisa errada, com apenas um olhar. Em uma festa bastava eu olhar e lá saía o moleque da travessura que estava prestes a fazer. Eles gostam de dizer que eu os fulminava com um olhar. Era verdade! 

Os olhos falam muito, são observados por todas as pessoas com quem conversamos, então nada melhor do que adorná-los com uma maquiagem simples, mas que destaque melhor a beleza deles.

Segue um pequeno gráfico que encontrei na internet e nos indica quais cores de sombras destacam mais os nossos  olhos.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A duplinha Preto & Branco

Uma combinação que nunca sai de moda é o versátil preto/branco, está sempre em alta, em todas as estações.


Vai dos looks mais básicos, ao trabalho, ao happy hour, festinhas informais, e coquetéis.


Vale equilibrar uma calça preta com uma blusa branca, ou uma peça estampada e a outra lisa, nessas cores; ou um clássico vestidinho preto, com os acessórios brancos, fica incrível.



Uma dica para quebrar a formalidade é apostar numa peça jeans.


Lembre-se de que poderá usar o preto para esconder algumas curvas que não queira mostrar, e o branco para acentuá-las.



Use a criatividade, e o bom senso, e assim estará sempre elegante.



inspiração  Satteestilo

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Moda inteligente e um Feliz Natal!

Por Paula Serman

Em meados de 2014, o Rio de Janeiro recebeu a bem-sucedida Consultora de Imagem, sócia da Style Innovators, Lula Kiah, que veio nos trazer importantes dicas de moda e comportamento em um Seminário que aconteceu no Hotel Othon, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Foi um evento muito interessante e agradável, não só pela simpatia e competência da palestrante, como também pela sua localização e pela animação das mulheres inscritas - pessoas comuns, profissionais, mães de família, jovens, idosas, que queriam aprender um pouco mais sobre como melhorar sua imagem profissional e pessoal.

Sou médica e só havia "mexido" com moda quando me aventurei a ser vendedora de uma loja feminina carioca para juntar um "dinheirinho" enquanto a faculdade não começava. Confesso que sempre me preocupei em estar bem vestida e sempre curti saber como andavam as últimas tendências, apesar de não ser uma "fashionista de carteirinha". Contudo, há três anos, eu e um grupo de amigos inventamos um Bazar Beneficente, o Bossa Feminina, para ajudar a arrecadar fundos para uma associação da qual somos voluntárias. Contamos com doações de grifes cariocas famosas e de peças do acervo pessoal de amigas e conhecidas. Apesar de sermos amadoras, essa empreitada foi crescendo, conseguindo mais seguidores a cada ano e já estamos na nossa quarta edição.

O mais interessante e prazeroso, foi ver que, além de apoiarmos uma boa causa, estimulamos o "desapego" e a generosidade de nossas colaboradoras e podemos contribuir, através da seleção criteriosa das peças doadas, de uma forma muito positiva na moda carioca, vendendo roupas que tornam a mulher mais feminina e elegante, sem vulgaridade. Vimos que há muito o que fazer neste campo e o Seminário com a Lula só nos confirmou a necessidade e o interesse que tantas mulheres têm em se apresentar melhor e quão grande é o impacto disso na vida de cada uma!

Com 20 anos de trabalho com consultoria de imagem pessoal e corporativa, Lula nos ressaltou alguns pontos bem interessantes para nos ajudar a fazer compras e ter um guarda-roupa "inteligente". Alguns deles, listo aqui:

•    Vivemos uma moda mais livre. Devemos saber usar esta liberdade para criar nosso próprio estilo e adaptar as tendências ao nosso estilo pessoal. Quase tudo que se mostra na passarela não é acessível às demais mulheres, em termos de estilo, de caimento e de preço.
•    Uso tudo o que tenho no meu guarda-roupa? Tenho peças que não uso há mais de um ano? Se não a usei durante o ano, é bem improvável que esta seja útil para mim, mesmo que eu jure que vá usá-la na próxima viagem.
•    Tudo que tenho fica bem em mim? "Caibo" em todas as minhas roupas? Fico desconfortável com algum "look" por tê-lo que ficar ajeitando toda vez que o visto?
•    Na hora de comprar alguma roupa, é interessante pensar nas peças que já tenho e se a nova aquisição combinará com o meu acervo ou se será uma peça "solta" que nunca conseguirei usar.
•    As roupas são ajustáveis ao nosso corpo: bainha, pences, colocação de barras, pontos, tingimento são truques que devem ser considerados. Uma boa costureira pode fazer milagres!
•    Peças coringas! Essas são o nosso trunfo para versatlidade nas produções e uma comprar inteligente!
•    Acessórios: ajudam a mudar qualquer look, mesmo que as roupas não mudem. Atenção para a simetria e adequação ao local em que são usados. Acessórios grandes e barulhentos não são uma boa opção para o ambiente de trabalho!
•    Se a minha roupa de baixo aparece, marca ou não esconde o que tem que esconder, ela não cumpre sua função.
•    Através do que visto, reflito meus valores e a imagem que tenho de mim mesma.
•    Vestir-se bem também é um ato de respeito para com os demais, principalmente para com quem me relaciono com mais proximidade: meu marido, meus filhos, amigos, clientes, pacientes. A elegância é saber me olhar com os olhos dos demais (Ted Lapidus).

Nesta época de correria pelas compras enlouquecidas de Natal, estes pontos podem ser úteis para reformular a listinha de presentes e repensar se posso desapegar e me envolver em causas solidárias. Compras inteligentes podem ajudar a viver o verdadeiro espírito do Natal e preparar, não só a imagem externa e as roupas, mas o meu interior para presentear o Aniversariante!


Feliz Natal!

O Bossa Feminina acontecerá no dia 6 de dezembro, no pilotis do MAM, de 12 às 19 horas. Toda a renda arrecada será revertida em prol dos projetos da ADEC - www.adecprojetossociais.org.br

Participe!

Contato: bossafeminina@globo.com - www.facebook.com/BossaFeminina

Paula: pvserman@gmail.com

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Mulher: Múltipla Escolha

 Normalmente o feminismo é percebido como movimento que luta por direitos iguais. Ideologicamente, entretanto, o feminismo inclui em sua definição a emancipação feminina: a busca por vivências livres de “padrões opressores”, tendo sido este o objetivo da maioria das ações feministas até então, ambiente em que estive imersa nos anos que passei como estudante em uma universidade federal.
mmultiplaescolha
Há algum tempo, no entanto, que nos debates envolvendo o universo feminino a ênfase tem sido na conquista do chamado “direito de escolha” da mulher, do qual sou completamente a favor, mas não com o viés emprestado pelo feminismo. Entendo que as escolhas fazem parte da liberdade inerente ao ser humano, assim como arcar com as consequências de nossos atos faz parte da responsabilidade por essas escolhas.

Chega a ser risível a irresignação de muitas ao constatar que as escolhas que fazemos trazem consequências que devemos assumir. A impressão que se tem é que tais movimentos feministas têm reivindicado não o direito de escolha da mulher, mas a aceitação de suas escolhas a qualquer preço, uma espécie de dever de todos – homens, mulheres, sociedade, Estado – de as acatarem e de operacionalizarem essas escolhas, o que parece tanto ilógico quanto infantil.

A dita “Marcha das Vadias”, por exemplo, reivindica – entre outros – o direito de a mulher se vestir como quiser sem que se atribua a ela o “elogioso epíteto” de vadia. Ora, creio que há consenso em torno do fato de que a mulher tem o direito à sua integridade física, esteja vestida como estiver, mas como pode um movimento pretender regular a opinião das pessoas sobre como alguém se veste?

Interessante perceber que, apesar da visibilidade de tal movimento, e apesar de as “subcelebridades” da hora exibirem, constantemente, microshorts e microssaias de fazer corar até as meninas do “bataclã”, as próprias mulheres continuam percebendo como “vadias” ou “piriguetes”  -  e assim rotulando – aquelas que se vestem de determinada forma e que abusam da sexualidade para obter vantagens. Ou seja, a mentalidade das mulheres de hoje é muito mais parecida com a de nossas avós do que gostariam as feministas radicais.

Será que a “emancipação feminina”, nos termos propostos pelas feministas, traz a tão sonhada liberdade de escolha? Creio que não. A mulher será tão livre quanto mais consciente for da vocação inerente ao feminino, fazendo suas escolhas sem violentar sua consciência e sem se render às pressões de grupo. Isso não é algo a ser conquistado com protestos e manifestações, mas sim com educação e formação humana, para que o conhecimento da alta dignidade do feminino promova as mudanças de mentalidade necessárias à conquista da liberdade tão desejada.

Fazendo um histórico, observamos que as mulheres de ontem contavam com uma rede de solidariedade feminina à sua volta (mães, sogras, irmãs, amigas, vizinhas), com quem aprendiam e partilhavam as vivências próprias desse universo.

No mundo pós-moderno, com a atual configuração familiar e social, uma mulher que se vê grávida, por exemplo, não tem mais esta rede de apoio, acabando por depender quase que exclusivamente dos profissionais de saúde e de manuais famosos (como o do Dr. Rinaldo de Lamare) para sanar suas dúvidas, sendo a consulta ao médico, muitas das vezes, insuficiente para acalmar as inquietações da gestante e da nova mãe, o que gera muita ansiedade e angústia.

Essa demanda fez surgir um sem-número de fóruns de apoio e partilha – presenciais e virtuais – ligados à gestação, parto, amamentação e à chamada maternagem, termo emprestado da psicanálise[1], mas que neste novo contexto se refere aos cuidados com os bebês em tenra idade.  Nestes espaços, com base em obras sobre o tema, são eleitos valores como o parto normal humanizado, a amamentação exclusiva até os seis meses, a “cama compartilhada”, a alimentação natural e orgânica, entre outras coisas, muitas das quais evidentemente positivas.

Contudo, na maioria de tais grupos, há “mães-alfa” que, citando obras de pediatras ou terapeutas como argumento de autoridade, ditam como deve ser a “boa maternagem”. As mães abordam o cuidado com os filhos de forma que pode ser comparada a uma tarefa profissional ou acadêmica, que, para ser cumprida de maneira minimamente satisfatória, exige a leitura da bibliografia adequada e a adoção de uma rígida disciplina do qual não se tolera o mínimo desvio, sob pena de não ser reconhecida como “boa mãe”.

Qualquer manifestação contra os valores eleitos pelo grupo provoca fortes e até agressivas reações, explorando o desejo que tem toda mãe de fazer o melhor para o seu filho, o medo de errar e a culpa associada ao possível erro. A adoção de práticas contrárias às recomendadas não raro vêm acompanhadas de culpa, não sendo infrequentes relatos de mulheres se justificando perante as demais por terem feito uma cesariana, ou por preferirem que o bebê durma em seu próprio quarto.

Creio que a leitora poderá se identificar: uma mulher será sempre criticada pelas outras, seja porque ficou “encalhada”, por ser vaidosa demais, ou de menos, porque teve os filhos através de parto cesariano, ou porque decidiu continuar um relacionamento que as outras desaprovam e, em especial, pela maneira que escolheu criar os seus filhos.

A este ponto da reflexão é fácil concluir que os “padrões opressores”, se existirem, nesta pós-modernidade, são as idealizações das próprias mulheres impostas às outras: são estes os verdadeiros entraves ao “direito de escolha”.

Paralelamente a este fenômeno, porém, de modo surpreendente, uma nova geração de mulheres contesta com suas atitudes os dogmas feministas, a idéia de emancipação feminina.

Mulheres que fazem do seu objetivo “fisgar” um atleta, um artista, um empresário, enfim, um “bom partido”, sempre existiram. O mais interessante é constatar um número cada vez maior de jovens e adolescentes que engravidam e que fazem questão de alardear, com orgulho, que querem mais é serem “bancadas”, para grande desgosto das feministas ideológicas.

Também as celebridades vêm “glamourizando” a gravidez e a maternidade, partilhando suas vivências, rotinas e opções quanto à gestação, ao parto e à amamentação pelas redes sociais, através de relatos e mesmo de fotos, orgulhando-se de “dar um tempo” ou mesmo abandonar uma carreira para dedicar-se ao cuidado dos filhos, no que são seguidas de perto por muitas outras mulheres.

Ao final isso só prova que a maternidade é uma opção natural para as mulheres, aquela escolha que, apesar de toda a doação que implica, traz mais realização e – por que não dizer? – felicidade.

A mulher é, por vocação, cuidadora, maternal. Se não tem filhos, irá canalizar e concretizar essa vocação de outra forma: cuidando dos irmãos, dos doentes, dos amigos, do marido, dos funcionários, dos animais de estimação, de um trabalho social, de uma causa. Ela se importa, ela se doa, ela sai de si mesma.

Essa escolha é tão natural que as feministas mais raivosas não percebem que, inconscientemente, também a fizeram: maternam a causa, são tão ferozes na luta pelo feminismo quanto as leoas são por seus filhotes. Como boas “mães corujas”, não conseguem enxergar defeitos em suas ideologias-crias.

Apesar de toda a doutrinação ideológica que o movimento feminista vem perpetrando por anos e anos, as mulheres sempre darão um jeito de fazer valer as suas escolhas, aquelas que brotam de sua dignidade e essência femininas.

Quando pude entender minha real vocação e me libertar dos grilhões daqueles anos de imersão ideológica, pude enfim perceber que, de todas as minhas conquistas e vitórias, sem dúvida, o que me dá mais alegria é poder dizer: sou mãe do Matheus, da Maria Esther, da Maria Isabel, da Maria Carolina e de quem mais vier, por livre e feliz escolha.

 Maite Tosta -   servidora pública federal da Justiça Federal do Rio de Janeiro, Bacharel em Direito e Especialista em Direito Constitucional pela Universidade Estácio de Sá (UNESA/RJ), Bacharel em Letras – Português/Inglês pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), casada e mãe de quatro filhos.

Nota da Autora: Texto publicado originalmente pela Revista Vila Nova – Jul/2013 com o título “Mulher: uma prova de múltipla escolha” e constando, no último parágrafo, os três filhos que eu tinha até então.

[1] Maternagem, s.f. psicanálise. técnica empregada na psicoterapia, esp. das psicoses, que busca estabelecer entre terapeuta e paciente, no simbólico e no real, uma relação semelhante à que existiria entre uma “mãe boa” e seu filho. (Dicionário Houaiss).

sábado, 1 de dezembro de 2012

Alta costura - Coco Chanel

Gabrielle Bonheur Chanel, (1883-1971), mais conhecida como Coco Chanel, foi uma importante estilista francesa e uma das maiores da história da moda. Suas criações influenciaram a moda mundial. É a fundadora da empresa de vestuário Chanel S.A.

"Coco Chanel não estava apenas à frente de seu tempo, ela estava à frente de si mesma. Se olharmos para o trabalho de estilistas contemporâneos, veremos que muitas de suas estratégias ecoam o que Chanel já fez. Há 75 anos ela fez uma mistura do vocabulário de roupas femininas e masculinas."
Gabrielle nasceu numa família pobre. Sua mãe morreu quando ela tinha seis anos. Ela e as irmãs foram educadas num colégio interno, onde aprendeu a costurar. Aos dezoito anos saiu do internato com sua prima e começou a carreira.Com êxito, em 1903, ela trabalhou como costureira em uma loja de enxovais.  Seu apelido deve-se a seu pai, a chamava assim quando pequena.

Envolveu-se com um industrial inglês,  seu grande amor, Athur (Boy) Capel. Capel apresentou-lhe o feérico ambiente da alta sociedade parisiense, e influenciou-a de tal  modo que seu natural talento ampliou-se. Com a ajuda dele, Coco abriu uma pequena chapelaria. A morte súbita de Boy Capel em um acidente de carro inspirou a estilista a inventar o famoso "pretinho básico", que estreou no enterro do amante. A partir daí, Chanel passou a lançar roupas esportivas e a chapelaria ficou para trás. Também ousou cortar o cabelo mais curto, em um corte reto que leva seu nome, o corte e comprimento Chanel.

Nos anos 1920, Chanel já era uma designer influente. Começou a desenhar roupas confortáveis, com tecidos fluidos, peças emprestadas do guarda-roupa masculino e saias mais curtas, em contraste com a silhueta feminina rígida da época.  Lançou o tailleur, um duas peças composto de saia e casaco na altura da cintura, geralmente bicolor.  Também foi a responsável por introduzir calças compridas no vestuário feminino.Em 1922 criou o famoso perfume Chanel n° 5, que alavancou seus negócios e se tornou legendário.

Sua carreira teve um renascimento nos anos 1950. O cárdigã, o vestido preto, as pérolas tornaram-se marca registrada do estilo Chanel. A marca Chanel acabou tornando-se um grande império, que inclui bolsas, sapatos, joias, acessórios, maquiagem, cosméticos e perfumes. No ano de sua morte, aos 87 anos, Coco Chanel ainda trabalhava ativamente, desenhando uma nova coleção.

No início dos anos 20, Chanel conheceu e apaixonou-se por um príncipe russo pobre, Dmitri Pavlovich, que tinha fugido com a sua família da Rússia, então União Soviética. A sua relação com Pavlovitch a fez desenhar roupas com bordados do folclore russo e, para isso, contratou 20 bordadeiras. Neste período, Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo. Desenhava sua roupas e  vestia as grandes atrizes de Hollywood, e seu estilo ditava moda em todo o mundo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel fechou a casa e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão. Reabriu-a em 1954. No final da guerra, os franceses conceituaram este romance mal e deixaram de frequentar a sua casa. Nesta década, Chanel teve portanto dificuldades financeiras. Para manter a casa aberta, Chanel começou a vender suas roupas para o outro lado do Atlântico, passando a residir na Suíça. Devido à morte do ex-presidente norte-americano John Kennedy e à admiração da ex-primeira-dama Jackie Kennedy por Chanel, ela começou a aparecer nas revistas de moda com a criação dos seus tailleurs (casacos, fato e sapatos). Depois voltou a residir na França.

Faleceu no Hôtel Ritz Paris em 1971, onde viveu por anos. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que levaram as suas roupas em sinal de homenagem.

Texto escrito a partir de citações da Wikipédia e do UOL Educação.

quarta-feira, 14 de março de 2012

INSEGURANÇA FEMININA (2ª parte)

Por Dora Porto

As competências adquiridas no âmbito familiar podem ser aplicadas a qualquer outro âmbito. O tempo que uma mulher dedica a estar mais em casa, a cuidar dos filhos e, por isso, diminuir as horas de trabalho, em hipótese alguma é um tempo estéril. As empresas europeias que têm o selo de "familiarmente responsáveis" garantem que a mulher, depois de ser mãe, adquire competências que elevam seu nível profissional.

Mas o nosso problema é que sempre estamos insatisfeitas de estar onde estamos. Faltam- nos foco, metas, planejamento e avaliação. E sem isso, nem profissional, nem familiarmente nos realizaremos. E sem autorrealização, a nossa autoestima cai por terra. Acabamos nos tornando pessoas desinteressantes, cansativas, carentes... Se soubéssemos dar a cada fase e momento de nossas vidas sua real importância, certamente evitaríamos muitos dissabores no nosso dia a dia. Temos, enfim, que colocar os meios para chegarmos a esta segurança que tanto desejamos! Donna Brooks, no seu livro "Seven Secrets of Successful Women", aponta-nos algumas luzes que podem certamente nos ajudar: trata-se de utilizar a estratégia dos 4 "P"s... Em cada sucesso alcançado estão na retaguarda quatro componentes essenciais: PERFORMANCE: pensar no seu desempenho. Como mãe e esposa, e também como profissional. Se você é uma profissional e está, por exemplo, num novo emprego, vai se organizar, estabelecer metas, procurar conhecer o dia a dia da empresa para render ao máximo. E na sua casa? Não é porque não há novidade todos os dias que você não pode profissionalizar o seu lar. Quando seu desempenho profissional dentro de casa melhora, a família sente, fica animada e, consequentemente, você se sente muito mais feliz e realizada.

PERSEVERANÇA: continuar o começado, ultrapassando as dificuldades e resistências que possam aparecer. Isso nos soa muito familiar! Afinal, quem nunca fez planos de melhora? "Agora vai!", dizemos tantas vezes. Mas por que não vai? Talvez falte essa virtude espetacular, que se adquire com a repetição de atos. Para ser perseverante, começa-se "não sendo", mas agindo como se fosse! Faça-se esta pergunta: se eu fosse perseverante, diante dessa dificuldade, o que faria? E faça! Muitas vezes! Até adquirir o hábito.

PRÁTICA: muito unida à perseverança está a prática. Pois, como vimos, é preciso agir como se já fôssemos possuidores dessa competência. Isso requer praticar nas coisas mais insignificantes do nosso dia a dia. Por exemplo: fechar todos os dias aquela gaveta do banheiro; determinar todo dia que comida vai fazer; guardar todos os dias cada coisa no seu lugar. Parece pouco? Experimente! Depois transfira essa experiência para qualquer outro âmbito de atuação.

PACIÊNCIA: naturalmente vamos precisar de muita paciência! E sabem o que é a paciência? É a ciência da paz. É aprender a padecer (qualquer tipo de incômodo, grande ou pequeno) sem perder a paz. Não há trabalho, situação, sucesso, que não esteja recheado de muitas horas de paciência. E quem cultiva a paciência é muito mais sereno, muito mais feliz. Aliás, quando você achar que está "perdendo a paciência", uma boa notícia: a paciência não se perde num momento, como não se adquire num só instante. O que perdemos é a serenidade, e esta nós podemos recuperar começando tudo de novo; performance, perseverança, prática e...paciência!

Temos tudo para sermos felizes! Só é preciso saber e querer!

Da revista Ser Família - Ano III - Nº 21

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Igualdade e diversidade

Por Maria Teresa Serman

"Desenvolvimento, maturidade, emancipação da mulher não devem significar uma pretensão de igualdade — de uniformidade — com o homem, uma imitação do modo de atuar masculino: isso seria um logro, seria uma perda para a mulher; não porque ela seja mais, mas porque é diferente. Num plano essencial — que deve ser objeto de reconhecimento jurídico, tanto no direito civil como no eclesiástico —, aí, sim, pode-se falar de igualdade de direitos, porque a mulher tem, exatamente como o homem, a dignidade de pessoa e de filha de Deus. Mas, a partir dessa igualdade fundamental, cada um deve atingir o que lhe é próprio; e, neste plano, dizer emancipação é o mesmo que dizer possibilidade real de desenvolver plenamente as virtudes próprias; as que tem em sua singularidade e as que tem como mulher. A igualdade perante o direito, a igualdade de oportunidades em face da lei, não suprime, antes pressupõe e promove essa diversidade, que é riqueza para todos."

Este trecho de uma das maiores inteligências espirituais e humanas que a humanidade já mereceu conhecer, São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, resume com a pertinência que lhe era peculiar o que nos propomos a comentar aqui. Faz parte da coletânea de entrevistas que originou o livro "Questões Atuais do Cristianismo", da Ed. Quadrante.

A saudável diversidade da alma feminina e masculina vem sendo conspurcada, como um quadro onde borrões confusos ofuscam a apreciação da obra de arte. E essa confusão atinge maleficamente as relações entre homens e mulheres, agride a sociedade e dilacera a família.
A mulher, na sua justificada, a princípio, busca por reconhecimento jurídico e social, incorporou uma imitação macaqueada de características masculinas - vejam bem, não disse valores ou virtudes - que estragam as suas próprias, desvirtuando assim a sua essência original, que pressupõe audácia sim, não agressividade; autonomia, não libertinagem; valorização, não banalização de seu corpo e de sua personalidade.

Afirma-se independente, mas curva-se às determinações da mídia e de interesses escusos de entidades e pessoas que vociferam contra os que discordam de suas tentativas de escravização do ser humano. E nesta submissão recusa ter os filhos que acredita vão atrapalhar sua emancipação recente e um idealizado funcionamento da família, por estar sobrecarregada. Conflitos não lhe faltam, consequentemente.

É verdade que a dupla (não seria tripla ou quádrupla?) jornada da maioria das mulheres pesa no bom desempenho de seus múltiplos encargos. Por isso, elas vêm carregando muito mais sofridamente filhos e marido do que suas avós carregavam trouxas de roupa para o tanque. Por isso citamos novamente o mesmo autor:

" também é preciso pôr em prática pequenos remédios, que parecem banais, mas que não o são: quando há muitas coisas a fazer, é necessário estabelecer uma ordem, impõe-se organizar a vida. Muitas dificuldades provêm da falta de ordem, da carência deste hábito. Há mulheres que fazem mil coisas, e todas bem, porque organizaram a vida, porque impuseram com fortaleza uma ordem à abundância das tarefas. Souberam permanecer em cada momento no que deviam fazer, sem se desviarem pensando no que viria depois ou no que talvez houvessem podido fazer antes. Outras, em contrapartida, vêem-se afobadas pelos muitos afazeres; e, assim afobadas, não fazem nada."

É possível darmos vazão aos instintos femininos mais superiores - a necessidade de formar um lar, a maternidade, o exercício da profissão - sem nos submetermos a ditames que deformam nossa personalidade, concebida para altos vôos, em medíocre e frustrante rastejar.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sensibilidade à condição feminina

Por Rafael Carneiro da Rocha

A colaboradora do blog Maria Teresa, numa resposta ao meu comentário sobre o texto "Nadar contra a corrente", disse:

"A "herança do crime" - o machismo - ainda está muito presente nos homens, mas é inconfessável, pois pega mal. Agora os homens passaram, na aparência pelo menos, para o lado oposto e perderam o cavalheirismo e a visão de delicadeza (e pureza, infelizmente) que as mulheres lhes inspiravam".

Os homens de hoje, principalmente os jovens, me parecem mais sensíveis. Porém, é preciso questionar alguns desses novos sentimentos que, aparentemente, visam corrigir comportamentos toscos que outrora foram tidos como bastante masculinos. O rapaz sensível de hoje não se inicia sexualmente do mesmo modo que os seus antepassados, em cômodos obscuros de bordéis. Muitos se iniciam precocemente, com as suas namoradas, numa noite que pode ter direito a chocolates e buquê de flores para a queridinha. Definitivamente, trata-se de um jovem mais sensível do que o seu avô. Porém, não podemos confundir sensibilidade com proezas mais elevados do espírito, como a busca pelo amor e pela verdade.

O homem sensível de hoje pode cometer tantas infelicidades como o machão de antigamente. Existe uma sentimentalidade nos novos homens que se reflete na própria cultura.

Respeita-se mais a condição da mulher e isto é bom. Mas esse respeito me parece muito mais inclinado a contingências igualitárias de nossa época do que a uma tentativa real de se inspirar pela delicadeza feminina. Querer que as mulheres sejam como nós é muito pouco ainda. Dá a entender que o desejo social para com a condição feminina reside apenas nos fatores que elas possam se parecer com os homens. Desejam que elas tenham os mesmos postos de trabalho, os mesmos salários, as mesmas oportunidades de satisfação de prazeres e a mesma independência. Essa igualdade política entre homens e mulheres ainda me parece condicionada às velhas coisas que o mundo dos homens inventou há tempos. Ou seja, por mais que os homens possam ser mais sensíveis, ainda existe o desejo antiquado pelo mundo regido por preceitos masculinos. O machismo continua, firme e forte. O pensamento politicamente correto fala em igualdade, mas é bom lembrar que é uma igualdade nascida do ponto de vista masculino.

Só é possível respeitar a verdadeira condição da mulher se permitirmos que elas sejam, simplesmente, mulheres. Buscar igualdade de direitos é apenas um primeiro passo. E um passo instrumental, ainda por cima. A mulher está além de ser uma mera igual ao homem. Entender uma mulher é difícil, mas se deixar inspirar pelas suas virtudes natas é um bom desafio. Para uma civilização sadia, é preciso que as grandes virtudes femininas sejam soberanas.