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sábado, 7 de novembro de 2015

Educação no pudor

O respeito que cada pessoa tem que ter por si própria aprende-se, principalmente, na família

O que é o pudor? À primeira vista, um sentimento de vergonha que leva a não manifestar aos outros algo da nossa intimidade. Para muitos, trata-se simplesmente de uma defesa mais ou menos espontânea contra a indecência, e não faltam aqueles que o confundem com puritanismo.

O pudor, considerado como sentimento, possui um valor inestimável, porque implica aperceber-se de que se possui uma intimidade e não uma mera existência pública; mas, além disso, há uma autêntica virtude do pudor que mergulha as suas raízes nesse sentimento, e que permite ao homem escolher quando e como manifestar o próprio ser às pessoas que o podem acolher e compreender como merece.

O pudor possui um profundo valor antropológico, defende a intimidade do homem ou da mulher – a sua parte mais valiosa – para a poder revelar na medida adequada, no momento conveniente, do modo correto, no contexto propício.

De contrário, a pessoa fica exposta a maus-tratos ou, pelo menos, a não ser tomada com a consideração devida. Mesmo por parte de si própria, o pudor é necessário para atingir e conservar a própria auto-estima, aspeto essencial do amor ao próprio eu.

Como princípio geral, pode dizer-se que o pudor se orienta para que os outros reconheçam em nós o que temos de mais pessoal. No que se refere ao corpo, isso implica chamar a atenção para aquilo que pode comunicar o exclusivo e próprio de cada pessoa (o rosto, as mãos, o olhar, os gestos…). Nesta linha, o vestuário está ao serviço dessa capacidade de comunicação, e deve expressar a imagem que se tem de si mesmo e o respeito que se oferece aos outros. A elegância e o bom gosto, o asseio e o arranjo pessoal aparecem, assim, como as primeiras manifestações de pudor, que pede (e oferece) respeito àqueles que nos rodeiam. Pela mesma razão, a pouca virtude neste campo leva com facilidade à grosseria e ao descuido no arranjo pessoal.

Na educação no pudor, portanto, é imprescindível aperceber-se do sentido eminentemente positivo desta virtude. «O pudor, elemento fundamental da personalidade, pode considerar-se – no plano educativo – como a consciência vigilante na defesa da dignidade do homem e do amor autêntico».

Este texto foi retirado do site  http://www.opusdei.org/pt-pt/article/educar-no-pudor-1-os-primeiros-anos/ . Ali podemos ler na íntegra todo o livro sobre o pudor.

sábado, 1 de agosto de 2015

Pais, contem-nos...

Recebi essa entrevista de uma amiga que encontrou na internet, e publico aqui uma parte.

Daniel Plazek é um gestor de vendas natural de Pittsburg, Pensilvânia (Estados Unidos). Ele e a mulher, Luisa, têm sete filhos, de idades compreendidas entre os 12 e os 26 anos.

Fale-nos um pouco de si e da sua família.
Nasci e cresci em Pittsburg, Pensilvânia. De sete irmãos, sou o do meio. Fui educado pelos meus pais na Igreja e tive uma vida simples… as nossas férias consistiam, quando muito, em visitar os avós em Milwaukee, Wisconsin. Parecia-me tão distante e exótico!
Graças à divina providência, conheci a Luisa, que viria a ser minha mulher, quando estudava na Universidade de Pittsburg. Ela era de uma família numerosa. Estava a especializar-se em Engenharia Eletrotécnica, e faltava-lhe um ou dois anos para se formar quando casámos. Tomou a valente decisão de deixar os estudos de engenharia e fazer um doutoramento em ser mãe a tempo inteiro. Estamos casados e felizes há 31 anos e temos sete filhos de idades compreendidas entre os 12 e os 27 anos (três filhas maravilhosas e quatro talentosos filhos). Continuamos a viver em Pittsburg e encanta-nos ter o Seminário Católico Bizantino como vizinho do lado. Fomos verdadeiramente abençoados com a possibilidade de a Luisa ficar em casa e poder educar os nossos filhos. Sou testemunha diária dos frutos do seu trabalho no crescimento dos nossos filhos.

A que se dedica profissionalmente e como concilia a sua profissão com o facto de ser pai?

Durante os últimos 16 anos tenho trabalhado como gestor de vendas para uma empresa que desenha e produz testes e simulações de equipa aeroespacial e outras indústrias. Este trabalho tem-me obrigado a viajar e estar longe da minha família. Tem sido duro. Contudo, tenho a certeza de que a vocação que Deus tem para mim é a de ser o provedor e protetor da minha família. Resultado: o meu casamento e a experiência como pai fortaleceram-me e tornaram-me melhor no que faço no meu trabalho.
Como vê o seu papel de pai em relação aos filhos?
Durante estes anos, houve alturas em que me sentia mais como motorista para os meus filhos do que como pai. Regressava a casa, vindo de fora, e passava as tardes e os fins-de-semana a levá-los de carro de aqui para ali. Mas olhando mais profundamente posso concluir que as nossas pequenas conversas no carro à ida e no regresso do futebol, da lacrosse, do campo de hóquei, basquete, etc. todas foram oportunidades de ensinar, amar, compreender e ajudar os meus filhos.
O que mais faço é rezar, e deste modo mostro-lhes um exemplo de como todos devemos viver do Evangelho, apoiando e amando a Igreja Católica e vivendo em obediência ao plano que Deus tem para nós. Embora seja imperfeito, confio na graça do Espírito Santo e no amor e paciência da minha mulher para me ajudar a lutar por ser melhor pai e marido.

Após quase 30 anos de experiência, que conselhos pode dar aos pais jovens?
Após 30 anos de casamento abençoado, continuo a cometer erros e a aprender com eles. Mas a traços largos, ofereço uma lista de conselhos:

1) Considera Deus como centro da tua vida; no teu casamento, família e trabalho diário.
2) Ele deu-te uma Igreja: utiliza-a, participa nela, beneficia dela.
3) Acolhe os Sacramentos. Todas as graças que derramam te fortalecem.
4) Rezem juntos em família: mesmo uma pequena oração ao sair de casa num dia ocupado é boa e saudável.
5) Cumpre todos os dias as obrigações do teu casamento; amar e estimar-se um ao outro. Nem sempre é fácil e divertido. Haverá ocasiões em que te sentes ferido ou feres aquele que amas. Quando isso acontecer… olha para os pontos 1, 2, 3 e 4.
6) Descobre a tua Fé, lê as vidas dos Santos e procura que os teus filhos as aprendam em casa e numa escola católica, se possível. As pessoas perguntam: Como alimentar um milhão de crianças com fome? … Uma por uma. Como converter o mundo?… Família por família… começa em casa.
7) Todos os problemas, critérios e adversidades que este mundo te lançar são controláveis com a ação de Deus na tua vida.
8) Finalmente, como nota prática, mais do que não viver acima das tuas possibilidades, vive ABAIXO delas. Ficarás surpreendido com o que podes fazer, e sentir-te-ás abençoado não só por ter um pouco mais de poupança no banco, mas também por teres possibilidade de ser mais caritativo.

Qual é a sua parte importante em ser pai?

Não tenho a certeza de poder dizer que haja uma parte importante em ser pai. Juntei tantas experiências e recordações enquanto os meus filhos cresciam: receber nos braços o filho recém-nascido, adormecer enquanto lês histórias, todas as festas de aniversários que a mãe magicamente organizou no mesmo dia, os Batizados, simples excursões familiares ao campo, disfrutar de jantar juntos em família, rir às gargalhadas enquanto jogamos jogos de mesa, as primeiras Comunhões, o primeiro dia de colégio, subir para um trenó, ensiná-los a conduzir, treinar as suas equipes e até as viagens para a urgência do hospital. Embora cada filho seja uma bênção única, por vezes parece que tenho uma grande recordação de bebés em que todas as recordações dos diferentes filhos se fundem numa jubilosa recordação familiar.
Suponho que é a paternidade no seu todo que constitui a melhor parte. Ajuda-me a ser melhor servidor, melhor marido, melhor cristão, melhor pessoa.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Li por aí - Por que dividir o filme em partes?

Ana Paula Oliveira 

 Hoje em dia está na moda dividir o último filme da saga/série em duas partes. Harry Potter ( que eu saiba) foi a primeira saga a ser dividida, após veio Crepúsculo e agora também temos os Jogos Vorazes. Eu, particularmente, prefiro ler os livros a assistir os filmes, pois os roteiristas adoram mudar a história dos livros ( o que me deixa muito frustrada), eu sou uma daquelas pessoas que fica durante o filme falando “Isso não está no livro” ou “ “O QUE? ELES CORTARAM ESSA PARTE?! NÃO ACREDITO!”, e também pois eu gosto de imaginar como são os personagens e criaturas  e para mim isso tira um pouco a minha imaginação. Porém, para mim é muito legal ver como seria o livro na vida real, e é isso que esses filmes que são baseados em livros, tentam nos trazer.
 
Os livros são textos muito detalhados e por isso, muitas partes do livro são cortadas, para que o filme não seja tão longo ao ponto de cansar as pessoas. Imaginem como seria o filme da Ordem da Fênix se eles filmassem cada detalhe do livro. Duraria pelo menos umas 6 horas (eu iria assistir até o final, obviamente),porém muitas pessoas iriam reclamar e não iriam recomendar e o número de ingressos diminuiria, causando prejuízo. Com isso eles pensaram em um jeito de ganhar mais dinheiro, de não deixar as pessoas cansadas do filme e também de agradar mais os fãs, dividir o filme em duas partes.
 
Por mim, todos os filmes das sagas deveriam ser divididos em duas partes. Com isso todo mundo sai Feliz. Alguns com menos dinheiro, outros com mais dinheiro, outros mais cansados de tanto atuar, mas todos felizes.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Conversa entre mãe e filho – antes de casar

Sabemos que nossos filhos não são para nós, um dia se casarão e seguirão suas vidas em suas novas famílias, e para sermos boas mães precisamos também amar a esposa de cada filho, pois esta mulher foi escolhida por aquele que tanto amamos – o filho.

Nossa amiga Maria Teresa Serman me enviou o texto que segue abaixo, ele resume muito bem o que uma mãe deve e pode conversar com seu filho antes de casar. Coloco aqui para refletirmos bem sobre o assunto, pois uma mãe pode influenciar muito seus filhos, tanto pro bem, como para o mal.

1. Você ama seu filho como ele é
Portanto, você vai amar tudo o que ele amar e isso significa estar comprometida a amar a mulher que ele escolher para ser sua esposa, além de vê-la como filha amada, você a irá cuidar e proteger como tal.

2. Você sempre será sua mãe e muitas vezes será a pessoa mais parecida a um melhor amigo
Ou seja, ele pode confiar em você, você o ouvirá, mas sempre pensará primeiro no bem-estar de sua nora e seus netos antes do bem-estar de seu próprio filho; você o ama muito, mas uma vez que ele se tornar um homem casado, seu lugar será na casa dele, não na sua.

 3. A mulher mais importante de sua vida é sua esposa e não sua mãe
Suas visitas e ligações deixam e irão deixar você muito feliz, mas amará muito mais as visitas com os netos e toda a família em casa.

 4. Eu vou respeitar o seu espaço, a sua independência e sua família
Na minha casa, você não pode falar mal de seu cônjuge ou de seus filhos; não vou opinar a favor nem contra; não vou me colocar ao seu lado e nem vou interferir em seus assuntos. Não me peça para esconder as coisas de sua esposa, para que você minta e perca sua confiança.

Alguns anos atrás, um velho amigo e sua esposa estavam contando sobre as coisas que tinham ajudado a estabelecer e fortalecer seu casamento. Este bom homem mencionou que quando ele mostrou com orgulho o anel de noivado que ele havia comprado para sua noiva à sua mãe, a mãe disse a ele: "Ela merece algo muito melhor que isso, você pode se esforçar um pouco mais por ela", então o jovem devolveu o anel e trabalhou mais para conseguir um anel digno de sua esposa. Toda vez que ele contava à sua mãe sobre alguma dificuldade no casamento ou na vida, sua mãe dizia a mesma coisa: "Você pode se esforçar um pouco mais por ela" e assim ele tem feito todos os dias desde então. Quando essa boa mulher faleceu, ela deixou seu próprio anel de noivado para sua nora, com as palavras: "Obrigada por tornar meu filho um homem bom e feliz."

A boa influência de uma mãe em seus filhos vai ajudar não apenas ele, mas também ajudará sua esposa e filhos a serem felizes, irá fortalecer laços e irá manter gerações unidas. Seja mais inteligente e veja um passo à frente protegendo o amor.

Do original No permitas que tu hijo se case sin hablar de estos detalles.
http://www.familias.com/familia/no-permitas-que-tu-hijo-se-case-sin-hablar-de-estos-detalles

domingo, 9 de novembro de 2014

Uma iniciativa concreta para ajudar os carentes

Além de aproveitar seus conhecimentos, e seu tempo ocioso, a aposentada, professora de química resolveu ajudar a população carente próxima a si, com algo inusitado que produz um efeito impressionante, e tira o frio de dentro das casas humildes e desamparadas - Caixas de leite. Isso de fato é fazer algo de concreto pelo desvalido e sem recursos.

Com seus conhecimentos e criatividade, e a ajuda de outras senhoras, ela transformou algo que iria para o lixo, poluir mais ainda a natureza, em algo que protege e aquece as casas no frio do inverno, e também protege das chuvas.

Uma ideia simples e excelente de uma professora de Química aposentada. DRA MARIA CAMOZZATO - dotacamozzato@gmail.com

Tão simples e tão óbvia que a gente pensa: como ninguém pensou nisso antes? Ela pensou!



Vale a pena divulgarmos essa iniciativa tão interessante, para que muitas outras surjam e se desenvolvam como esta. Fazendo bem a uma população carente e ao mesmo tempo dando sentido a vida de muitas pessoas que tem tempo sobrando e não se sentem úteis.

Colaboração da nossa amiga Patricia Carol Dwyer.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Declarar guerra às brigas

Quantas e quantas brigas diárias ocorrem numa família! Podemos dizer com toda razão que as brigas são uma verdadeira chaga num lar.

As brigas, entre outras coisas:

- tiram a alegria de viver;
- tornam a vida um inferno;
- ofendem;
- provocam o ódio;
- tiram a paz etc.

Que bom seria se as brigas desaparecessem das famílias! Que bom seria se um diálogo como este abaixo não existisse mais nas casas:

São 6h30 da manhã.

Rodrigo, o filho mais velho de uma família de três irmãos, indo para a cozinha, grita para a sua mãe da escada:

- O café já está pronto?

- O café não está pronto coisa nenhuma! — a voz sai rouca, mal-humorada. — Ainda são 6h30 da manhã... Você pensa que sua mãe é uma máquina?

- Pois saiba que vou chegar tarde na faculdade... — grita o filho.

Depois dessa troca de amabilidades, Rodrigo vai em direção ao quarto de seu irmão Ricardo e, ao ver que ainda está dormindo, puxa dos seus braços com força dizendo:

- Até que horas você vai ficar na cama seu preguiçoso!... Eu sempre chego atrasado por sua culpa!
Ricardo rosna e vai se levantando lentamente; quando chega ao banheiro, encontra-o ocupado por sua irmã Mônica, a mais nova:

- Todos os dias a mesma coisa: você não sai deste banheiro!... Sai daí que é a minha vez...
E começa a empurrar Mônica para fora com toda a força. A irmã dá um berro:

- Sai daqui, seu maluco, você pensa que pode fazer o que quiser comigo?

Nisso, a mãe grita da cozinha:

- Que inferno de família!

E o pai, que ouvia a tudo isso, num profundo desabafo exclama:

- Esta casa é um verdadeiro zoológico!

O que podemos fazer, sabendo todos nós que as brigas, as discussões são um verdadeiro mal que deve ser evitado a todo custo?

Em primeiro lugar, lembrar aquilo que dizia Adoniran Barbosa: “Bom de briga é aquele que cai fora”! Cair fora! Essa é a tática! Cair fora para o sangue esfriar, pois o sangue quente é destruidor.
Em segundo lugar, pensar que o ser humano maduro resolve as coisas conversando, e não brigando. Como dizia uma pessoa conhecida: “a briga é própria dos animais e não dos seres humanos”.
Concordo plenamente. As divergências entre seres humanos se resolvem conversando e num bom momento, quando o sangue não está quente.

Coloquemos essas duas medidas em prática e começaremos a experimentar a antessala do céu em nossas famílias. E que cada um de nós faça o propósito de “colocar tudo da sua parte para evitar as brigas, de morder a língua, se for preciso, para não brigar”.

Padre Paulo M. Ramalho - www.fecomvirtudes.com.br

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A ética do desnudo

O tema da nudez na moda, como nas restantes artes, não é simplesmente uma realidade a abordar sob o ponto de vista estético. Não se trata de avaliar se o desnudo é belo ou não. O corpo é algo intimamente ligado à pessoa humana: não podemos tratá-lo, portanto, como uma realidade objetiva separada do seu sentido mais amplo. O corpo é manifestação do indivíduo, da alma do homem, o corpo é uma parte, e muito importante, da própria pessoa.

Quando perguntamos como é certo ser humano, é frequente que comecemos por descrever o seu corpo: se é alto ou baixo, loiro ou moreno, gordo ou magro. O resto das suas qualidades espirituais, a sua inteligência, modo de ser, caráter, etc., inserem-se nesse físico e inclusive algumas realidades, como o temperamento, vêm determinadas precisamente pelas características corporais. Compreende-se, portanto, que, sendo o corpo parte da pessoa, o seu tratamento estético não pode ser desvinculado da ética.

Mesmo no tema da arte, o fato de que o corpo humano se converta em objeto de consumo põe interrogações éticas. Já que, ao reproduzir-se o corpo humano ou ao mostrar-se ao público, o elemento de dom pessoal fica ameaçado, no sentido de que pode converter-se em matéria de abuso. Já não é um corpo que se entrega como dom a outra pessoa que se dá em reciprocidade; nestes casos, o receptor é desconhecido, anônimo e a resposta inexistente ou imprevista.

Todo o artista tem que encarar todas estas interrogações éticas ao tratar o corpo humano; também o desenhista, da mesma forma que os restantes artistas, tem que considerar a verdade do homem e a nudez da pessoa para respeitar certos limites éticos. Quando eu mostro uma modelo seminua numa passarela estou fazendo com que essa pessoa ofereça o seu corpo como dom de que muitos se apropriarão (ainda que não seja de uma forma material). É negar a evidência rejeitar isto quando observamos a reação de alguns indivíduos perante um vestido transparente.

No entanto, podia-se objetar que a ética não está naquele que desenha, mas naquele que olha. Eu posso assistir a uma passagem numa passarela e contemplar esteticamente os corpos dos modelos ou posso apropriar-me deles e mesmo abusar com a minha imaginação. Isto é certo, mas só em parte. Teríamos que distinguir o "olhar para desejar" do simples olhar estético.

Há uma relação entre a intimidade pessoal e corporal. "As duas vão a par, porque a pessoa é corpo e espírito. (...) Como a pessoa é indissociavelmente corporal, para criar um espaço de intimidade espiritual, de riqueza interior pessoal, tem de se criar um âmbito de intimidade corporal".

Por isso, uma das fórmulas para conseguir que uma pessoa destrua a sua dignidade é fazer com que perca a sua intimidade e, em primeiro lugar, a corporal. É o doloroso caso dos métodos utilizados nos campos de concentração onde se obrigava os prisioneiros a desnudar-se diante dos seus verdugos e dos restantes companheiros. O homem quando se desnuda diante dos outros deixa-se ver, examinar no seu eu mais íntimo e coloca-se sem nenhuma defesa perante o mundo, perante os outros que podem ter uma ou outra reação.

Por isso, toda a pessoa para mostrar a intimidade do seu corpo tem que fazer violência sobre si mesma para destruir essa defesa que é o sentido do pudor que todos temos dentro de nós mesmos.

Ana Sánchez de la Nieta Hernández. Jornalista, colabora em diversos meios de comunicação sobre temas de juventude, universidade, moda e cinema.
Do livro A Moda - Entre a Ética e a Estética, DIEL, 2000.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A moda é uma arte?

Ana Sánchez de la Nieta

A procura da beleza na moda faz com que o trabalho do desenhista se aproxime muito do trabalho do artista. Como este, o costureiro precisa de elementos de inspiração para criar, para confeccionar as suas coleções. Há alguns desenhistas que se inspiram numa determinada época histórica (daí os famosos revival que recuperam vestes do passado adaptando-as à atualidade), numa gama de cores, em determinados tecidos...

A moda é uma arte; alguns vestidos de alta costura não têm nada a invejar aos objetos de ourivesaria; no polo extremo, a semelhança entre o estilo grunge e a pintura hiper-realista é bastante evidente.

O mérito da moda como arte é que, com palavras do filósofo Manuel Fontán de Junco, "conseguiu estabelecer uma ponte entre a beleza e a vida. A moda é uma arte que se usa, que se leva para a rua; é uma arte de consumo a que todos têm acesso". E é fundamentalmente uma arte humana. Uma arte feita por e para o homem.

O desenhista não veste muros, nem enfeita varas, veste pessoas humanas com tudo o que isto implica. Por isso, a moda não é só uma realidade estética, mas também ética. O desenhista não pode esquecer a dignidade da pessoa ao concretizar as suas criações. A roupa tem que servir para salientar essa dignidade; por isso têm sentido as críticas que se fazem a um tipo de moda que mostra a mulher como um objeto. Ultimamente as passarelas viram-se inundadas por uma moda extravagante que, apoiando-se nas transparências, decotes e linhas apertadas e hiperajustadas, desnudam a mulher mais do que a vestem. São muitos os que veem neste tipo de moda um retrocesso na conquista da igualdade. Algumas passarelas convertem de novo a mulher num objeto, num belo animal que se mostra para agradar.

Face ao proclamado ocaso do machismo, estas passarelas convertem-se em redutos nos quais se continua a considerar a mulher como um objeto sexual. Machismo que se manifesta também na diferença em vestir o homem e a mulher; no primeiro caso se aposta na elegância e no bom gosto, no segundo na sensualidade. O desenhista veste o homem e despe a mulher, o que não deixa de ser um paradoxo numa sociedade que se presume de igualitária.

Enquanto alguns protestam energicamente contra esta forma de entender a moda, já que opinam que lesa a dignidade da pessoa - sobretudo da mulher -, outros alegam que o desnudo pode ser artístico, que pode transpirar beleza, que uma modelo semidespida na passarela não tem que ser necessariamente imoral. Que as transparências, as aberturas e os decotes são só meios de tornar mais patente a beleza da pessoa. Perante este dilema, surgem algumas perguntas: Qual é a apreciação verdadeira desta moda atual? Não se torna exagerado criticar estas tendências? Não serão estas críticas marcas de um puritanismo já ultrapassado? Existe uma ética no vestir? E uma ética do desnudo?

Ana Sánchez de la Nieta Hernández. Jornalista, colabora em diversos meios de comunicação sobre temas de juventude, universidade, moda e cinema.
Do livro A Moda - Entre a Ética e a Estética, DIEL, 2000.

sábado, 7 de junho de 2014

“A galinha e a águia” – uma bela reflexão

Vocês já viram uma galinha voando? Eu me lembro de ter visto apenas uma vez na vida. É algo verdadeiramente ridículo: ela voou a 50 centímetros do chão e soltou tantas penas que parecia que ia ficar depenada. Para uma galinha, algo como um cupinzeiro já é um tremendo obstáculo. Praticamente tudo para ela é obstáculo.

E uma águia voando, vocês já viram? É um verdadeiro espetáculo. Seu voo majestoso, sua classe, a altura que ela alcança etc. Para uma águia, até a montanha mais alta da terra se torna pequena.

Essas duas imagens me ajudam muito a entender a diferença que existe entre ter fé e não ter fé. Quem tem fé voa alto. E, quanto maior é a sua fé, mais alto é o seu voo. A fé nos faz subir alto e ver as coisas como Deus as vê.

Quem não tem fé voa como a galinha:
- tudo na sua vida são obstáculos e contrariedades;
- tudo é pesado;
- tudo é desgastante;
- e não entende o sofrimento, a dor, as contrariedades;
- e não entende com uma visão bela, superior, realidades humanas como o amor, o casamento, o trabalho, o descanso etc.

Para quem tem fé, por outro lado:

- os obstáculos, as montanhas se tornam pequenas, porque o voo é alto, junto de Deus; é possível ver que há uma saída para todas as dificuldades que se enfrenta na vida; tudo tem saída, pois Deus pode tudo; e entende-se também que as dificuldades são também permitidas por Deus para o nosso crescimento pessoal;
- as coisas não são tão pesadas assim, pois Deus nos sustenta, nos dá forças;
- as coisas não são tão desgastantes assim, pois com a fé temos um olhar positivo sobre todas as realidades da vida;
- mesmo as realidades belas desta vida, como o amor humano, o casamento, o trabalho, o descanso etc., têm um sentido mais alto, mais belo, mais profundo; o amor, por exemplo, é algo maravilhoso, pois Deus é amor e nos chama ao amor perfeito, incondicional, total; o trabalho, por exemplo, é algo nobre, grande, pois com ele nos unimos a Deus na tarefa da Criação, imitamos Jesus Cristo, que trabalhou durante 30 anos na carpintaria, fazemos dele uma ocasião de ajudar, de servir os outros, fazemos dele uma ocasião para amar a Deus, podendo entregar todos os dias ações boas a Deus que são fruto do nosso trabalho etc.

Como se vê, há uma diferença abismal entre ter fé e não ter fé, como entre o voo da galinha e o da águia.

Como estou voando ultimamente? Como uma galinha, uma pomba, uma gaivota, uma águia?

Não percamos tempo: aumentemos a fé!!! A fé é um dos maiores tesouros, se não o maior, que podemos ter em nossa vida. E, se já a temos, nos apressemos em aumentá-la para voar cada vez mais alto. A fé se aumenta pedindo a Deus, lendo livros que tirem nossas dúvidas de fé, aproximando-nos mais dos sacramentos, principalmente da confissão e da comunhão, recebendo-a com a devida preparação.

Escrito por Pe. Paulo M. Ramalho - www.fecomvirtudes.com.br  -http://www.facebook.com/profile.php?id=100001797967721

sexta-feira, 23 de maio de 2014

EDIFICAR A FAMÍLIA

Um livro particularmente simpático e atraente é o livro de Tobias.  Conta as peripécias de Tobias para encontrar Sarah, que seria sua esposa.  Os primeiros noivos de Sarah morriam na noite de núpcias, mas Tobias foi instruído pelo Anjo Gabriel.  Sua disposição era diferente: “Somos filhos de Santos e não devemos nos casar como pagãos que não conhecem a Deus”. Disse Sarah; “Tende piedade de nós, Senhor; tende piedade de nós, e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice!”.  E assim foi; tiveram sete filhos. 

Atualmente, são muitos os ataques às famílias por parte dos que não querem compromissos estáveis, dos que querem propor uniões de outros tipos, instáveis, passageiras ou união de pessoas do mesmo sexo.  É preciso reabilitar a família na sua dignidade. Uma mãe de família, envolvida em associações variadas, foi convidada a participar em mais uma.  A mãe recusou.  E a outra perguntou: -“Você é tão ocupada assim?”.

 -“Sim, especialmente depois que assumi a empresa da qual é presidente meu marido e que fomenta a vida cristã, a educação da infância e da juventude; se ocupa da alimentação, da difusão da educação e cultura”.

A outra, espantada, perguntou:

-“Que associação é essa? Acho que nunca ouvi falar”.

-“Certamente você conhece; chama-se Família”.

Todos devem procurar crescer nessa tarefa de edificar a família.  Um ponto de partida é pensar que problemas e soluções dependem de nós.  Mais do que apontar o que os outros precisam melhorar na família: marido, sogra, filhos, pais, ou o apartamento, ou trabalho, ou escola dos filhos, devemos pensar o que mudar em nós mesmos.

Se nós mudamos e melhoramos, a família melhora.  Temos três inimigos a combater com veemência: egoísmo, desgaste e tentação de acomodação.

O egoísmo tende a defender o próprio “eu”.  A pessoa olha demasiadamente para si mesma, quer se poupar de sacrifícios.  A família demanda tempo e este pode não sobrar para si mesma.

Alguém contava a história de um menino tímido, de olhos lacrimejantes que pergunta ao pai:

-“Pai, quanto o senhor ganha por hora?”

-“Puxa filho, não conto isso nem para sua mãe!”

O filho insiste.  De cara amarrada, o pai responde:  -“Vinte reais.”

E o menino pede:

-“Pai, pode me emprestar 1 real?”

-“Para isso que você queria saber quanto eu ganho? Vai dormir!” E não deu nada ao filho.  Mais tarde, preocupado de  ter sido muito exagerado, foi procurar o filho e deu-lhe o real.  O menino pegou a moeda e juntou ao que já tinha guardado, entregando ao pai:  -”Agora você pode me dar uma hora do seu tempo?” As crianças querem menos brinquedos e mais atenção; menos roupa e mais conversa.

Também devemos combater o DESGASTE.  O tempo gera um desgaste no carro, no celular, na roupa e também em nós.  O relacionamento vai ficando desgastado.  Podem faltar detalhes de carinho, ou a paciência para enfrentar os problemas, ou o espírito esportivo que faz com que as coisas sejam levadas para o campo do mau humor.

Em “Guerra e Paz”, Tolstoi descreve a situação de Nicolau: “A intimidade com sua mulher aumentava sempre; todos os dias descobria nela novos tesouros espirituais”. Recentemente, fui a uma comemoração de bodas de 60 anos em que o marido relatou ter descoberto há pouco, que a mulher não gostava muito de flores. Assim é a vida. Precisamos ter a postura de renovação, de descobertas.

O 3º inimigo é a ROTINA MÁ, a acomodação que se reflete no desleixo, bagunça, desordem, descaso.  Por esse caminho, em muitas famílias a TV se torna a dona da casa.  As pessoas assistem 5 horas de TV por dia!  Se você deixa de ensinar as verdades da fé, os filhos vão se distanciando de Deus.  E o mundo necessita de famílias – exemplos que mostrem que é por ser família moderna, que convivem harmoniosamente.

Tolstoi escreveu como primeira frase do romance Ana Karenina: “Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma a sua maneira”.

Sejamos exemplo de família generosa, que se sustenta economicamente, que valoriza o vínculo matrimonial, que sabe que o casamento é para sempre.  Santo Agostinho dizia: “Os que estão bem instruídos na fé católica, sabem que o matrimônio foi instituído por Deus como o divórcio foi instituído pelo demônio”.

As famílias-exemplo ajudarão a construir uma sociedade mais justa e mais feliz.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

O estresse pode detonar comportamento compulsivo.

Um artigo bem interessante e sempre atual. Ainda mais agora, que temos convivido com  tantas atrocidades na nossa sociedade.

Maria Vianna

RIO - O estresse, o desemprego ou a perda de uma pessoa querida podem detonar o comportamento compulsivo, explica o psicanalista Elias Abdalla-Filho, da Federação Brasileira de Psicanálise. Na semana passada, o terapeuta foi um dos coordenadores do Congresso Brasileiro de Psicanálise, que entre os temas abordados discutiu o aumento das compulsões nos grandes centros urbanos. Em entrevista ao site do Globo, o especialista esclarece os pontos principais do distúrbio que atinge 3% da população.

O que caracteriza uma compulsão e quais as mais comuns?

Uma compulsão é caracterizada basicamente por um comportamento repetitivo que foge ao controle de seu portador e que, se impedido, provoca alto nível de ansiedade. A compulsão não pode ser confundida com a obsessão, que se refere a pensamentos repetitivos. As compulsões mais comuns estão ligadas ao consumo de álcool e drogas (lícitas ou ilícitas), alimentos, compras, sexo, jogo e trabalho.

Quem sofre mais de compulsões?

Depende do tipo de compulsão. Enquanto o consumo compulsivo de drogas é mais frequente em homens, outros hábitos podem ser mais frequentes entre as mulheres. Estudos mostram que o Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC), uma das diversas possibilidades de manifestação de atos compulsivos, é menos encontrado em negros do que em brancos, embora não se saiba até onde a dificuldade de acesso aos sistemas de saúde pelos primeiros podem estar influenciando nas estatísticas
.
As compulsões estão aumentando?

Hoje em dia tem-se um leque maior de "objetos" que podem ser alvos de compulsão que não existiam no passado. Isso aliado, à cultura atual, pode colaborar para uma maior detecção de comportamentos compulsivos. É o caso do uso de máquinas (internet, jogos eletrônicos), bem como de exercícios físicos em academias. Fatores estressores de forma geral podem desencadear comportamentos compulsivos ou recidivar compulsões que estavam, até então, sob controle.

Pessoas com compulsões têm mais tendência a depressão, ansiedade e outros distúrbios de comportamento?


Sim, existe o que chamamos de comorbidade, que é a coexistência de transtornos mentais. Embora nem toda pessoa com atos compulsivos desenvolva necessariamente algum outro transtorno mental, os compulsivos têm uma probabilidade maior de desenvolver ansiedade ou depressão, quando comparados a pessoas emocionalmente estáveis. O fator genético pode funcionar como predisponente, mas não como causa única de uma compulsão.

Quais os tratamentos indicados?

O ideal é associar medicamentos à psicoterapia. Sob o rótulo de "terapias alternativas" existe um número incalculável de procedimentos que fogem ao controle de estudos científicos.

Existem compulsões mais fáceis de tratar?

As compulsões de atos socialmente aceitos ou até mesmo estimulados pela sociedade, como compras por exemplo, podem ter um limite tênue com o que pode ser considerado normal. O mecanismo psíquico chamado "negação" é muito comum como recurso de defesa que uma pessoa adota para não ter que se ver necessitando de ajuda psíquica. Não se fala em compulsões mais fáceis ou difíceis de tratamento, mas pessoas com maior ou menor disposição para se tratar. Não há como um tratamento funcionar quando não se tem um interesse do paciente em realizá-lo.

http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/estresse-pode-detonar-comportamento-compulsivo-afirma-psicanalista-280264.html

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O papel socializador e estilo de vida saudável das comidas familiares

Europa Press, 14 de mayo 2014.
As refeições familiares, de acordo com a  área de saúde do boletim The Family Watch, destacam o papel “socializador” que têm as comidas familiares para os maiores e os pequenos da casa, além de promover um estilo de vida saudável entre os comensais, com outras vantagens.

Do documento intitulado ‘Nutrición: Comer en Familia, hacer de la rutina salud’, elaborado por Beatriz Beltrán de Miguel e Carmen Cuadrado Vives, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Farmácia da Universidad Complutense de Madrid.

Para as autoras do informe “as pessoas -crianças, adolescentes, adultos e idosos- que se alimentam em família e seguem dietas de maior qualidade, com um menor conteúdo energético e maior densidade nutricional, pela presença de mais verduras, frutas e cereais”.

Nas palavras de Beltrán, “comer de forma habitual em família se propõe como um possível fator preventivo do sobrepeso e obesidade nas crianças e adolescentes”. Por sua parte, Cuadrado destacou que “ensinar as crianças e adolescentes a cozinhar e anima-los a desenvolver suas habilidades na cozinha é uma estupenda forma de conseguir  hábitos de vida saudáveis, assim como fomentar a melhoria da comunicação na família”.

Esse é um dos aspectos de que mais trataram as autoras: “em uma sociedade onde cada vez temos menos tempo para estar com nossas famílias e em que a conciliação segue sendo uma necessidade pendente, devemos esforçar-nos por converter as refeições em um momento para estar em família, cuidando da alimentação, e aproveitando esses momentos para falar e ensinar aos menores que comer verduras, frutas e pescado é algo bom e saudável”.

Durante a apresentação do documento, também foram dados uma série de conselhos para obter uma dieta saudável a todos os familiares de variadas idades, como abolir comidas sem atrativos e monótonas; preparar os alimentos mediante diferentes processos culinários, organizar o cardápio semanal para evitar imprevistos e assegurar a variedade; beber água e evitar as bebidas açucaradas; optar por frutas frescas como hábito, e evitar o excesso de sal e açúcar.

Ademais, destacam que as atividades que rodeiam as refeições familiares (comprar, preparar alimentos, comer) propiciam a comunicação familiar e recordam que fazer a compra em família é um bom momento para explicar quais alimentos se preferem segundo as estações. Também podem evitar as distrações do que é  verdadeiramente importante e esquecer-se da televisão, do celular e de outros dispositivos que interrompem ou anulam a conversa familiar.

Por último, consideram que as famílias hão de esforçar-se em conseguir uma maior integração dos mais velhos em suas refeições familiares, e afirma que esta é um bom momento para que os jovens se socializem.

Este artigo foi traduzido por Maria Teresa Serman. 

http://www.europapress.es/epsocial/ong-y-asociaciones/noticia-the-family-watch-destaca-papel-socializador-estilo-vida-saludable-promueven-comidas-familiares-20140514174218.html

terça-feira, 6 de maio de 2014

Li por aí - Quão longe é tão longe?

Sexo não é rito de passagem, nem uma experiência que transforme um moleque num homem.

Por outro lado, a avalanche pornográfica e o incentivo à promiscuidade tornaram toda uma geração imatura e amolecida.

Bom é que nem todo mundo é obcecado por sexo casual, embora o Doutor Correto e a Dona Direita não sejam fáceis de encontrar em cada esquina.

Estes são mitos comuns, que enganam muitas mulheres: “Ele nunca vai me querer se eu não fizer sexo com ele. Todo homem precisa de sexo para dar amor. Não encontrarei amor se não semear sexo. O sexo de hoje à noite é o relacionamento de amanhã de manhã”. Por isso, tantas pessoas guardam dores emocionais relativas ao lado físico das relações.

Para conhecer as intenções de alguém, é preciso — respire fundo — tirar o sexo de cima da mesa. Sexo não é ignição nem combustível do namoro: apenas embaralha as intenções. Para saber se alguém quer conhecer você, não será o melhor caminho oferecer-lhe benefícios físicos.

Nós homens sempre trabalhamos pelo que queremos. Presa fácil é presa descartável.

Nossas mentiras


“Se você me amasse, você dormiria comigo”. Significa o contrário de “se eu a amasse, respeitaria suas barreiras.”

“Tenho necessidades, e o sexo é uma delas”. Você conhece alguém que tenha morrido de continência?

“Eu amo você”. Às vezes isso é mentira, pois os homens gostam de dizer o que as mulheres querem ouvir.

“Não vamos saber se somos compatíveis se não fizermos sexo”. Esse papo de compatibilidade baseia-se em desejos e comparações. Ora bolas, estamos falando de amor ou de mercadorias?… Na verdade, somos sexualmente compatíveis com quem amamos de verdade, pois esse é nosso jeito de funcionar!

“Você vai acabar sozinha se não fizer concessões”. Simplesmente, você está procurando jeca, buscando amor no lugar errado.

“Qualquer coisa que você faça na viagem, na faculdade, etc., não importa, será uma única noite”. Somos a nossa memória. Qualquer decisão sexual permanece e aflora nos momentos mais inconvenientes.

“Quanto mais fisicamente unidos, mais gostarei de você”. Não necessariamente. Homem gosta de desafio; portanto, não ceda que ele gostará ainda mais!

“Nós nos amamos de verdade. É como se já estivéssemos casados”. Morar junto não é casar. Dividir quarto e dinheiro é coisa de república estudantil. E não era essa a história de amor com que você sonhava.

Algumas verdades

Para as mulheres: Seja elegante sempre. Nunca seja vulgar. Troque o sexo de fim de semana pelo sexo de uma vida inteira.

Para os homens: Todo jovem que toca a campainha de um bordel está inconscientemente à procura de Deus, já dizia Bruce Marshall. Quem deseja luxúria constata que seu coração está vazio, e que lhe faltam muitas virtudes, especialmente a da religião.

Para ambos: Casamento é contexto. Amor é projeto. Família é laço. Sem isso, o sexo é peça sem palco, história sem roteiro, diálogo sem ator.

Lembre-se: uma nota de 100 reais é sempre uma nota de 100 reais. A gente pode amassar, molhar, sujar, etc. Continua sendo uma nota de 100 reais. Ou seja: não importa o que tenhamos feito no passado. Importa o que fazemos hoje e agora. E importa muito mais quem somos. E somos muito mais que 100 reais!


Por João Carlos Nara Júnior - http://blog.narajr.net/2014/03/quao-longe-e-tao-longe.html

domingo, 20 de abril de 2014

A super saudável batata Yacon

Um artigo interessante que recebi de uma amiga, e coloco aqui porque é de grande interesse para toda a família.

Devido à aparência muito semelhante à batata-doce, a batata yacon pode passar desapercebida pela maioria nos supermercados. Mas trata-se de um alimento completamente diferente, muito saudável e um aliado para quem quer emagrecer.

Ao contrário de qualquer outra espécie de batata, ela não deve ser frita ou cozida, mas ingerida crua. Seu sabor lembra o de frutas como a pera e o melão.

Originária da Cordilheira dos Andes e consumida pelos incas há milhares de anos, a batata yacon é um alimento funcional. Também conhecida como batata diet ou batata do diabético, ela tem como principal carboidrato os frutooligossacarídeos e a inulina, que evitam picos de açúcar no sangue. O que é benéfico para o controle da glicemia em pacientes com diabetes do tipo 2 e um aliado para quem quer emagrecer.

Quando consumimos carboidratos simples, o nível de açúcar no sangue aumenta (glicemia) e o que não é consumido acaba sendo armazenado na forma de gordura. Em dietas de emagrecimento, a  batata yacon é indicada também por ajudar na sensação de saciedade.

Outros benefícios da batata yacon
Devido à grande quantidade de inulina, ela estimula o desenvolvimento de bactérias saudáveis no cólon, que regulam o intestino. A melhora do funcionamento intestinal ajuda na absorção de nutrientes, aumentando a imunidade.

Além da diminuição do risco de câncer de cólon e de infecções intestinais, previne a osteoporose, inchaços e câimbras. Reduz os níveis de colesterol no sangue, prevenindo a hipertensão arterial.

Ela é rica em potássio e possui ainda, em menores quantidades, cálcio, fósforo, magnésio, ferro, zinco, manganês e cobre.

Como consumir a batata yacon?

A batata  yacon pode ser consumida crua como uma fruta ou na forma de sucos. Um pedaço da batata é indicado por nutricionistas como um substituto bem mais saudável para alimentos industrializados (biscoitos ou barras de cereal em pequenas refeições, como o lanche da tarde.

Mas seu consumo não deve ser em excesso. A indicação de nutricionistas é que seja consumido por dia um pedaço com aproximadamente dois dedos de espessura.

Por Erickson Aranda - do site: sofisticado.

sábado, 29 de março de 2014

Pra quem não gosta de se exercitar

Interessante artigo, que conta como podemos fazer alguns exercícios, sem fazer muito esforço. Basta fazer bom uso das atividades diárias.

BBC - 17/03/201411h25

Cerca de 30% dos britânicos nunca se exercitam, de acordo com o instituto de pesquisa Mintel. Mas o que as pessoas podem fazer para ficar um pouco mais em forma sem ter gastos adicionais, inconveniências ou constrangimento?

1. Suba e desça escadas

O exercício não precisa levar uma hora inteira. Esforço em ritmo acelerado por períodos curtos pode trazer muitos benefícios. A guru da boa forma Rosemary Conley sugere a subida e descida de escadas em casa mesmo. "É de graça, não leva muito tempo e exercita o fôlego", diz ela.

2. Faça a prancha

Rosto virado para o chão, braços posicionados em forma de L, pernas firmes e glúteos alinhados com o resto do corpo (sem levantá-los para o alto). A prancha, detestada por muitos, é o melhor exercício para melhorar as condições físicas do centro do corpo, segundo Elliot Lake, gerente da Bootcamp Pilates. "Fique na posição por 30 segundos, três vezes pode semana e isso será uma grande ajuda", diz ele. A região do centro do corpo é composta por músculos profundos que conectam as partes de cima e de baixo do organismo, incluindo o estômago, as costas, os quadris e glúteos. O exercício tem benefícios para o estômago, ajuda a melhorar a postura e exercita a coluna. "A ideia é que você tente chegar a um minuto na posição, três vezes por semana", diz Lake.

3. Passe o aspirador em casa

"É trabalho pesado e você vai suar", diz Conley. "Lavar o carro também é uma boa, assim como cortar a grama". O benefício, segundo Conley, é elevar os batimentos cardíacos.

4. Escreva o alfabeto com sua perna

Esse é um outro método usado por Conley. "Sente-se, levante uma perna e desenhe um alfabeto imaginário no ar com um dedo do pé. Depois faça isso com a outra perna", afirma. "É fácil porque você pode fazer o exercício assistindo televisão, por exemplo".

5. Programe um alarme

"Caminhar um pouco sempre é muito útil", diz a médica Lauren Sherar, um estudioso de atividades físicas e saúde pública da universidade Loughborough, no leste da Inglaterra. "Coloque um alarme em seu telefone para ficar em pé por cinco minutos regularmente. Ou então dar uma caminhada pelo mesmo período de tempo", diz. Pesquisas médicas revelam que ficar sentado por muito tempo diminui a expectativa de vida. Já ficar em pé regularmente melhora a saúde. "Ficar em pé por cinco minutos a cada meia hora é algo totalmente possível", afirma Sherar.

sexta-feira, 28 de março de 2014

A população brasileira e o consumo excessivo de sódio

Este é um assunto de grande interesse para todas as famílias, e por isso transcrevo aqui a matéria do iG.

Por iG São Paulo    - por Lorena Araújo de Freitas*    | 01/03/2014 15:59 -      
     
O sódio é um mineral presente em diversos alimentos que nossa população consome. É muito comum encontra-lo nos alimentos industrializados e no sal de cozinha. Porém, atualmente, as pessoas vêm utilizando mais sódio do que o preconizado, pois ele é um ótimo conservante. Com o aumento das vendas de alimentos industrializados, notou-se a necessidade de aumentar a vida de prateleira de diversos produtos; por isso a indústria alimentícia utiliza muito esse mineral.

O excesso de sódio é o principal causador da hipertensão arterial, uma vez que o sódio retém água em nosso organismo, aumentando a volemia, o que faz com que o coração tenha que bombear mais vezes para conseguir distribuir o sangue pelo corpo inteiro. Pessoas que já possuem certa resistência no vaso sanguíneo, com esse aumento no volume sanguíneo terão uma resistência periférica ainda maior, ou seja, o fluxo ficará muito forte para passar pelo vaso sanguíneo, fazendo a pressão arterial aumentar.

Segundo o Guia alimentar para População Brasileira, a recomendação de sal por dia não deve ultrapassar 5g, o equivalente a 1,7g de sódio. Isto equivale a aproximadamente 1 colher de chá de sal. Porém, nota-se nos dias atuais um aumento na tendência de utilização do sódio, principalmente pela população brasileira. E se você parar para pensar, realmente a maioria dos alimentos que são consumidos possui este mineral em sua composição.

Muitas pessoas se perguntam: “Afinal quais os alimentos que possuem maior quantidade de sódio na sua composição?” Na verdade, a maioria dos industrializados possui um teor de sódio grande por porção de alimento. Porém, não existe um alimento específico que tenha uma enorme quantidade de sódio. O que acontece com a alimentação desregulada que se tem hoje é o consumo de pequenas porções de alimentos com moderada quantidade de sódio que, somados no fim do dia acabam extrapolando a recomendação.

Agora, uma dica para reduzir o consumo de sódio nos alimentos: evite comer alimentos industrializados em excesso, dê preferência aos alimentos in natura. No momento em que for preparar a comida, procure utilizar menos sal do que o habitual; em substituição, utilize outros temperos para dar novos sabores àquela comida: açafrão, sálvia, tomilho, manjericão, salsinha, coentro, orégano, entre outros. Dessa forma, sua refeição, além de ficar mais saudável, ficará rica em outros nutrientes que não o sódio, melhorando assim seu valor nutricional.

* Lorena Araújo de Freitas é nutricionista formada pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), residente multiprofissional em Nutrição Clínica e mestranda pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

quinta-feira, 6 de março de 2014

Quem diria – a pipoca!

Uma notícia que pode ser de interesse geral para a família: pipoca tem substância que combate o envelhecimento. Vejam abaixo.

RIO - A pipoca já foi apontada como um bom alimento para a dieta devido a seu baixo teor calórico. Mas agora um grupo de cientistas afirma que ela talvez ultrapasse frutas e vegetais no número de antioxidantes, ou polifenóis, que têm uma série de benefícios para a saúde, inclusive o combate ao envelhecimento, uma vez que ajudam no combate a moléculas danosas que podem prejudicar as células.

Especialistas americanos desconfiaram do potencial da pipoca porque é composta de apenas 4% de água, enquanto que os antioxidantes estão mais diluídos em frutas e vegetais, que possuem até 90% de água. Uma porção do alimento tem até 300mg de antioxidantes - praticamente o dobro dos 160mg das porções de frutas.

Eles também descobriram que a casca crocante da pipoca tem a mais alta concentração de antioxidantes e fibra. Os cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, revelaram a sua descoberta em uma reunião da Sociedade Química Americana, em San Diego, nos Estados Unidos.
- Essas cascas merecem mais respeito. Nutricionalmente, elas são pepitas de ouro - disse o pesquisador Joe Vinson ao jornal "Daily Mail".

Mas Vinson alertou que as pessoas não devem abrir mão de consumir frutas e legumes para viver à base de pipoca, que não contém vitaminas e nutrientes vitais encontrados nestes alimentos. No entanto, acrescentou que a pipoca tem muitos outros benefícios para a saúde:

- A pipoca pode ser o aperitivo perfeito. Trata-se do único lanche feito 100% de grãos não processados. Todos os outros são processados e diluídos com outros ingredientes. Uma porção de pipoca proporciona mais de 70% do consumo diário de grãos integrais. Uma pessoa comum costuma receber apenas metade da porção indicada de grãos integrais por dia, e a pipoca pode preencher esta lacuna de uma forma muito agradável.

Os cientistas avisaram que o modo de preparo é a chave para ter acesso aos benefícios da pipoca para a saúde.

- Pipoca de panela tem o menor número de calorias enquanto que a de micro-ondas tem duas vezes o número de calorias da tradicional.

http://oglobo.globo.com/saude/pipoca-pode-ajudar-combater-envelhecimento-4418264

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Li por aí - “o amor pode acabar?”.

Quantas vezes ouvimos expressões como estas entre pessoa que estão casadas: “O amor acabou!”, “Já não há mais nada entre nós!”.

O que poderíamos dizer a respeito da realidade que está por trás de afirmações como “o amor desapareceu”?

O que diríamos é que o desaparecimento do amor seria verdade se o amor fosse um mero sentimento. De fato, o sentimento é uma realidade muito instável e pode crescer ou diminuir, aparecer ou desaparecer.

O sentimento de amor, por exemplo, é muito afetado quando vamos perdendo a admiração pela pessoa a quem amamos. E, se não cuidarmos, pode chegar um momento em que esse sentimento desaparece por completo.

Mas não podemos nos esquecer de que o amor é muito mais do que um sentimento. O amor humano é fruto da sensibilidade, e, antes de mais nada, é fruto da inteligência e da vontade. O amor é fruto sobretudo da vontade: de um devotamento, de uma entrega, de uma doação.

Sendo fruto sobretudo da vontade, ele pode crescer cada vez mais e cresce à medida que vamos nos doando, vamos nos entregando à pessoa amada.

Cresce à medida que nos doamos, uma vez que:

- pensamos cada vez mais na pessoa amada;
- fazemos elogios;
- fazemos surpresas;
- escrevemos mensagens;
- a enchemos cada vez mais de alegria;
- procuramos agradá-la;
- lutamos contra o egoísmo, essa tendência a pensar em nós, nos nossos interesses etc, etc.

Tudo isso são doações. E a doação não pode parar!!! Como diz aquele famoso refrão que gosto de repetir: “o fogo do amor mantém-se vivo quando se queimam coisas novas”. E, se a doação não pára, não só o amor não pára como cresce cada vez mais.

O que acontece, portanto, quando uma pessoa diz que “o amor acabou”? O que acontece é que ela está identificando o amor com o sentimento. É como se ela dissesse: “o sentimento por você acabou!”. E, infelizmente, por ignorância, quase todo mundo pensa hoje que o amor é um mero sentimento. Com o casamento, é natural que esse sentimento diminua quando se veem os defeitos do outro cônjuge.

Mas um cônjuge é muito mais do que seus defeitos. Um cônjuge é alguém que “com minha inteligência” escolhi para ser meu companheiro durante a vida e alguém a quem, “com minha vontade”, vou me entregando cada vez mais, vou me doando a cada dia, fazendo esse amor crescer com solidez. A doação da vontade faz também despertar o sentimento, e não deixa que ele esmoreça, apesar de percebermos coisas que nos desagradam no outro cônjuge.

Tenhamos presente esta grande verdade no amor: “o amor é sobretudo vontade, doação”. E, se a doação não parar, o amor nunca acabará, muito pelo contrário, só crescerá com o tempo.

Pe. Paulo M. Ramalho - Sacerdote ordenado em 1993. Engenheiro Civil formado pela Escola Politécnica da USP; doutor em Filosofia pela Pontificia Università della Santa Croce; Capelão do IICS (Instituto Internacional de Ciências Sociais). Atende direção espiritual na Igreja de São Gabriel, em São Paulo. www.fecomvirtudes.com.br

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Vamos comer couve?

Ingrediente indispensável do caldo verde, que herdamos de Portugal, a couve, além de ser barata e fácil de encontrar em todo o país, oferece vários benefícios. Surpresa? Nós também ficamos. A questão é quanto mais os especialistas estudam essa verdura, mais surgem vantagens. Chega a parecer uma bula de remédio: a couve é anti-inflamatória e cicatrizante. E, superimportante, ajuda a fixar o cálcio nos ossos. De onde vêm esses poderes? Dos glicosinolatos, fitoquímicos naturais que, por terem ação desintoxicante, estimulam o organismo a se livrar até mesmo das substâncias cancerígenas, além de fortalecer o sistema imunológico. A partir daí, tudo funciona melhor. Quando você coloca a verdura no prato, também se serve de uma variedade incrível de vitaminas e minerais que, combinados aos fitoquímicos, favorece a absorção dos outros nutrientes da refeição, especialmente do cálcio.

Nesse aspecto, a nutricionista Denise Madi Carreiro, de São Paulo, chega a comparar a folha ao leite materno.

Denise, que é conselheira do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, afirma que a couve é um alimento até mais adequado para os ossos que o leite de vaca. "Além de ter cálcio e magnésio, ela carrega esses dois minerais na proporção adequada", explica a nutricionista. O que isso significa? O cálcio precisa do magnésio na medida certa para conseguir exercer suas funções, entre elas formar a massa óssea. O leite de vaca tem nove vezes menos magnésio e três vezes mais cálcio do que a proporção necessária.

Segundo Denise, isso faz com que o cálcio do leite tenha dificuldade de se fixar no nosso esqueleto. "Pior, ele rouba o magnésio existente no organismo. E, como a maior parte desse mineral fica concentrada dentro do osso, consumir mais cálcio do que magnésio aumenta o risco de perda de massa óssea. Daí para a osteoporose é um pulo", diz a especialista. O magnésio ainda é parceiro do cálcio em várias outras tarefas: ajudar o corpo a se livrar do acúmulo de gordura, manter a pressão arterial sob controle, regular a ação de hormônios e controlar os movimentos dos músculos (o cálcio contrai a musculatura e o magnésio relaxa).

Além disso, o magnésio é fundamental para a formação e funcionamento de todos os neurotransmissores, sem exceção. É por isso que sem ele você se sente desanimado(a) e até mal-humorado(a).

Na couve, o magnésio faz parte da clorofila - substância que dá a cor verde à folha e com potencial de renovar as células do nosso organismo. Quer dizer que a verdura tem mais essa vantagem: rejuvenesce. Depois de descobrir todos os poderes dela, a gente fica até com vontade de fazer uma "plantação" em casa. Aproveite para colocar a couve mais vezes no seu cardápio. Você vai perceber a diferença na pele, no pique e na balança!

Benefícios da couve:* combate a celulite, * ajuda a eliminar a gordura, * regula os hormônios, * melhora o humor, * desintoxica...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A pornografia é uma distorção visual da sexualidade

Do site zenit.org

Patrick F. Fagan, membro e diretor do Centro de Investigação sobre o Matrimônio e a Religião, descrevia os efeitos sociais e piscológicos da pornografia em seu estudo The Effects of Pornography on Individuals, Marriage, Family and Community.

Contrário ao argumento de que a pornografia é um prazer inofensivo, Fagan fazia referência às evidências clínicas que mostram que a pornografia distorce de modo significativo as atitudes e percepções sobre a natureza da sexualidade.

Se os consumidores regulares de pornografia são homens, tendem a ter uma tolerância maior com o comportamento sexual anormal, observava o estudo. Também é um habito muito viciante, devido à produção de hormônios que estimulam as partes responsáveis pelo prazer no cérebro.

A energia sexual é uma poderosa força e, devido a isso, a sociedade necessita canalizar essa energia de uma forma que promova o bem comum. O casamento legitima a intimidade sexual, que protege as crianças que são resultado do ato sexual, e promove a estabilidade social.

Colocar limites à atividade sexual ajuda os adolescentes enquanto amadurecem para orientar de forma correta sua sexualidade. Infelizmente, comentava o estudo, o desenvolvimento dos modernos meios de comunicação está derrubando estas barreiras e aumenta as formas dos criadores de pornografia entrar na vida familiar.

Em muitos casos, as esposas desses consumidores de pornografia sofrem danos psicológicos profundos, observava. Entre eles, sensações de traição, perda e desconfiança. Podem também se sentir pouco atrativas ou não aptas sexualmente, o que por sua vez pode levá-las à depressão.

Fagan acrescentou que os consumidores masculinos de pornografia tendem a diminuir sua implicação emocional em suas relações sexuais, o que acaba fazendo com que suas esposas sofram através da diminuição da intimidade de seus maridos. Em um estudo, os maridos afirmavam desejar menos suas esposas por causa do longo tempo dedicado à pornografia.

A pornografia também tem impacto no lado físico nos relacionamentos. A exposição prolongada promove a insatisfação com o outro e com seu comportamento sexual.

Outros estudos mostram que os consumidores de pornografia veem cada vez mais o casamento como um confinamento sexual, e isso os levam a duvidar do valor do matrimônio como instituição social.
O distanciamento emocional das esposas e o próprio casamento sofrem as consequências. Fagan dizia que o consumo da pornografia e de outras formas de contato sexual online é considerado por muitas esposas tão prejudicial para a relação, como uma infidelidade na vida real.

De fato, os homens e as mulheres reagem à pornografia de modo diferente. Um estudo realizado por estudantes teve como resultado que os homens se transtornavam mais pela infidelidade sexual enquanto que as mulheres pela infidelidade emocional.

Outro estudo examinava os diversos tipos de degradação da pornografia. Tanto homens, quanto mulheres qualificavam três temas principais como os mais destrutivos, mas com intensidades diferentes: as mulheres os consideravam mais degradantes que os homens.

O impacto nas mulheres aumenta quando seus maridos se tornam viciados em pornografia.
Fagan citava um estudo que revelou que 40% desses viciados em sexo perdem suas esposas. Não foi investigada a fundo a relação entre pornografia e divórcio, mas um estudo sobre relatos de advogados de divórcio indicava em 68% os casos de divórcios ocasionados por uma das partes que se envolveram em interesses amorosos na internet, e 56% os casos em que uma das partes tinha um interesse obsessivo nas páginas pornográficas da web.

As mulheres não são as únicas que sofrem quando a pornografia se converte em vício. O estudo de Fagan observava ainda que o consumo frequente de pornografia trás como consequências uma menor autoestima e uma menor capacidade entre homens de levar uma vida social significativa. Um estudo sobre viciados em pornografia revelou que eles se sentiam angustiados e percebiam que importantes aspectos de suas vidas estavam se deteriorando através de seus vícios.