logo
Mostrando postagens com marcador paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paz. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A Paz para 2016

Nunca pensei tanto na Paz como venho refletindo nesses últimos meses.

Não falo da paz mundial, dos concursos de miss. Falo da Paz nas famílias, no menor núcleo familiar, na paz entre cada membro dentro de um lar. Nunca obteremos a verdadeira Paz se não lutarmos por ela em casa, entre os parentes que deveriam se amar pelos laços sanguíneos.

A Paz, com P maiúsculo mesmo , essa que só teremos quando entendermos que precisamos de Deus, deste Ser, maior sobre todas as coisas, para nos manter de pé, alegres, unidos, apesar de todos os pesares que nos advenham. Dificuldades na vida todos nós temos , em grau maior ou menor, mas só Deus mesmo, na sua infinita bondade, pode nos proporcionar a paz na alma mesmo a meio de todas as adversidades.

O mundo anda cruel, as notícias diárias assustam, oprimem. Falta harmonia em âmbito geral, mas com certeza tudo isso é consequências da falta de união entre os membros de cada família. Esses pequenos núcleos são os geradores da guerra, ou da Paz. Precisamos vencer as diferenças, aceitar o outro, compreender, passar por cima do que nos incomoda.

Vamos desejar um Ano Novo de Paz, em primeiro lugar dentro das nossas casas, entre os filhos, entre o casal. Que cada um, nos nossos lares tenhamos consciência de que precisamos unir as forças; viver em harmonia com seu mais próximo, para obtermos a Paz no mundo.

  Desejamos um Feliz 2016 para as  famílias amigas que nos visitaram durante todo este ano que esta findando. Um novo ano com a vontade crescente da Paz!


Vamos usar e abusar do perdão ao próximo.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Para a paz e harmonia nas viagens.

Quando a família se reúne para viajar de férias, faz um planejamento geral, incluindo o itinerário a se percorrer. Usando o Google maps temos a previsão quase exata dos quilômetros a percorrer, do tempo para se chegar, dos obstáculos no caminho, dos pedágios nas estradas. Isso facilita muito a organização das férias, para aproveitar o máximo do lazer e calcular bem próximo os gastos que terão.

Um investimento necessário e útil é comprar um GPS.  Mesmo existindo aplicativos de trânsito como o WASE, que nós levam a qualquer lugar, temos o inconveniente de ficar sem sinal de telefonia e perder o contato da rota a seguir. Isso já nos aconteceu numa viagem recente , e acabamos rodando 180km desnecessários porque na falta do sinal, numa encruzilhada, dobramos para o lado errado da estrada. Ou até escolher na hora de comprar nosso carro, uma versão com o GPS incluído.

Com um bom GPS no carro, dificilmente nos perdemos, temos com precisão de metros a rua ou estrada que devemos entrar.

Com um GPS vamos ter menos atritos, que são comuns numa viagem com crianças, por mais de 300km.  Vale muito a pena tê-lo em nosso carro.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Declarar guerra às brigas

Quantas e quantas brigas diárias ocorrem numa família! Podemos dizer com toda razão que as brigas são uma verdadeira chaga num lar.

As brigas, entre outras coisas:

- tiram a alegria de viver;
- tornam a vida um inferno;
- ofendem;
- provocam o ódio;
- tiram a paz etc.

Que bom seria se as brigas desaparecessem das famílias! Que bom seria se um diálogo como este abaixo não existisse mais nas casas:

São 6h30 da manhã.

Rodrigo, o filho mais velho de uma família de três irmãos, indo para a cozinha, grita para a sua mãe da escada:

- O café já está pronto?

- O café não está pronto coisa nenhuma! — a voz sai rouca, mal-humorada. — Ainda são 6h30 da manhã... Você pensa que sua mãe é uma máquina?

- Pois saiba que vou chegar tarde na faculdade... — grita o filho.

Depois dessa troca de amabilidades, Rodrigo vai em direção ao quarto de seu irmão Ricardo e, ao ver que ainda está dormindo, puxa dos seus braços com força dizendo:

- Até que horas você vai ficar na cama seu preguiçoso!... Eu sempre chego atrasado por sua culpa!
Ricardo rosna e vai se levantando lentamente; quando chega ao banheiro, encontra-o ocupado por sua irmã Mônica, a mais nova:

- Todos os dias a mesma coisa: você não sai deste banheiro!... Sai daí que é a minha vez...
E começa a empurrar Mônica para fora com toda a força. A irmã dá um berro:

- Sai daqui, seu maluco, você pensa que pode fazer o que quiser comigo?

Nisso, a mãe grita da cozinha:

- Que inferno de família!

E o pai, que ouvia a tudo isso, num profundo desabafo exclama:

- Esta casa é um verdadeiro zoológico!

O que podemos fazer, sabendo todos nós que as brigas, as discussões são um verdadeiro mal que deve ser evitado a todo custo?

Em primeiro lugar, lembrar aquilo que dizia Adoniran Barbosa: “Bom de briga é aquele que cai fora”! Cair fora! Essa é a tática! Cair fora para o sangue esfriar, pois o sangue quente é destruidor.
Em segundo lugar, pensar que o ser humano maduro resolve as coisas conversando, e não brigando. Como dizia uma pessoa conhecida: “a briga é própria dos animais e não dos seres humanos”.
Concordo plenamente. As divergências entre seres humanos se resolvem conversando e num bom momento, quando o sangue não está quente.

Coloquemos essas duas medidas em prática e começaremos a experimentar a antessala do céu em nossas famílias. E que cada um de nós faça o propósito de “colocar tudo da sua parte para evitar as brigas, de morder a língua, se for preciso, para não brigar”.

Padre Paulo M. Ramalho - www.fecomvirtudes.com.br

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

“Paz na terra aos homens de Boa Vontade”.

A paz do Natal deve ser a primeira coisa que nós começamos a sentir, quando nos aproximamos do menino Deus. Se nos achegamos com sinceridade, e de verdade, então, começamos a sentir uma paz muito grande.

Jesus Cristo, essa criança deitada no presépio ou o adolescente trabalhando na carpintaria, pode ter um diálogo assim conosco:

_ “Qual é a paz que você quer que eu lhe dê?”
_ “Qual é a paz que você busca?”
_ “Qual é a paz que me pede nas orações, que você gostaria de desfrutar nesse Natal?”

A nossa volta existem muitas aparências de paz: tranquilidade, sossego, equilíbrio entre sossego e agitação, todos apoiados em interesses comerciais.  Mas não há a paz de Jesus Cristo. Quem fecha os olhos à realidade, pode se sentir sim, na paz da indiferença. A paz de não assumirmos compromissos não é a paz de Cristo

Muitos anos depois do nascimento, Jesus Cristo usou a palavra “paz” de forma original: “Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha Paz; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe o vosso coração, nem se assuste.” (Jo 14,27). - Não é uma paz qualquer.  Não é a paz do sossego, da indiferença, do Lexotan, do silêncio das armas, ou a Paz da ONU, mas a “Minha” Paz.

Sinal do que significa a Paz de Cristo: Eu vou à tua consciência para aí derramar a minha paz, se você estiver aberto às minhas palavras. Não é só para nos fazer compreender o sentido da sua vida, mas para acolher a paz de Cristo, precisamos cuidar de nossas consciências, limpá-las. Consciência limpa, pura de qualquer aflição em relação ao próprio Deus.

Há quem se confesse, reze, conheça a doutrina, mas ainda tenha aflições; na sua consciência bate aquele escrúpulo: “Será que Deus me perdoou mesmo? Será que o que fiz é pecado? Essa é uma consciência perturbada, inquieta, conflituosa”.

Por quem Jesus Cristo veio ao mundo e morreu na cruz? Pelos pecadores. Então Jesus Cristo nasceu e morreu por cada um de nós. Não é de Deus o que rouba a paz da alma, aquilo que nos deixa aflito, qualquer pensamento que beira o escrúpulo, tira a paz da consciência.

“Não penses mais na tua queda. Esse pensamento, além de pesado, logo se tornará ocasião de próximas tentações. Jesus Cristo te perdoou. Fala com simplicidade e clareza, com teu diretor espiritual e não julgues que é tão mesquinho o coração do Senhor.” - São Josemaria

Deus abre seu coração e nos derrama seu amor misericordioso.  Essa é a paz do Natal. Depois de uma boa confissão e uma boa oração de arrependimento, nossa consciência deve ficar em paz.

A paz do Natal é essa - uma consciência tranquila que vive da certeza de que Deus nos compreende, perdoa, acolhe e quer que vivamos em paz interior.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Pronunciamento do Papa pela Paz na Síria

Um pedido do Papa a todos de todas as religiões do mundo inteiro:
"Hoje, queridos irmãos e irmãs, queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.
 Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.
Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.
Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.
Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.
O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).
Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.
Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.
Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.
Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.
No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.
Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!"

sábado, 3 de novembro de 2012

Do livro VIVER NA PAZ

De D. Rafael Llano Cifuentes


"Não é apenas a gripe que é contagiosa: a paz e a alegria, tal como a amargura e o mau humor, são também contagiosos. Há sem dúvida uma forma de "melancolia infecciosa" e de "mau humor por contágio; a cólera - o mau humor - é mais contagiosa que o "cólera". Mas a alegria que transborda do coração é ainda muito mais expansiva e irradiante.
Para nós, cristãos, a paz e a alegria, na sua dimensão social e sobretudo familiar, têm fundamentalmente dois aspectos: por um lado, tendem a derramar-se, a comunicar-se; por outro, atraem, cativam. Não são algo artificial ou postiço, mas saem de dentro, e por isso tendem naturalmente a expandir-se. Quem está sereno e contente em Deus não o consegue ocultar.
É assim que  o amor que temos por Deus, por este mundo tão belo que Ele criou e que nos rodeia, se derrama em forma de simpatia pelos nossos irmãos, de acolhimento cordial, de apostolado espontâneo. E, pelo contrário, quando alguém fica fechado dentro de si mesmo e não difunde as verdades cristãs, está dizendo aos gritos - sem abrir a boca - que a sua fé e o seu amor são insuficientes. A maior ou menor vibração, em termos de evangelização dos que temos ao nosso lado, indicam o maior ou menor entusiasmo espiritual. O apostolado é um termômetro da nossa vida de oração, na qual se forjam e se cultivam a paz e a alegria.
Por outro lado, a paz e a alegria atraem, arrastam. Todos querem compartilhar a vida de um homem ou de uma mulher serenos e alegres. Existe em todos nós uma polarização para a felicidade e para as suas expressões visíveis. Tendemos para ela como os corpos para o seu centro de gravidade. É uma lei que não podemos evitar. Por isso, quando vemos numa pessoa esse reflexo da paz e da alegria, que são expressões da felicidade, sentimo-nos naturalmente cativados.
Dizíamos em outro lugar que, se alguns dos homens de Deus - como S. Francisco de Assis ou o Padre Pio - trouxeram no seu corpo os sinais da paixão de Cristo em forma de chagas, todos nós poderíamos muito bem trazer nas nossas atitudes, no nosso rosto, no nosso sorriso, o sinal da ressurreição de Cristo, que é a paz e a alegria: seríamos então verdadeiramente testemunhas de Cristo Ressuscitado! E conquistaríamos os outros como aqueles pescadores do lago de Tiberíades que arrastaram o mundo com eles.
Depois da Ressurreição, a saudação do Senhor aos seus discípulos, repetidas vezes, era esta: A paz esteja convosco (Jo 14,27). Assim deveríamos também nós cumprimentar-nos, dando-nos mutuamente a paz. Algumas vezes, pode ser com a palavra, mas sobretudo deveria ser não apenas com as palavras, mas com as atitudes, os gestos, a disponibilidade para o serviço aos outros, a amabilidade prestativa...
Dar a paz com o seu comportamento na vida diária é, sem dúvida, o distintivo do verdadeiro cristão. Se damos às pessoas da família muitas coisas - conforto, recursos educacionais ou profissionais, aparelhos modernos..., - mas não sabemos dar-lhes a paz, não lhes demos nada. O presente mais valioso representa pouco se não comunica a paz indispensável a qualquer ser humano.

sábado, 22 de setembro de 2012

PAZ



Percebo que o maior desejo da humanidade tem sido  possuir a paz – muitas vezes a qualquer preço. Pede-se a paz na alma, na família, na vizinhança, no país e no mundo.
Passeatas são organizadas, plantam-se cruzes nas praias, abraçam-se praças e edifícios públicos ...  Tudo isso em nome da paz. São atitudes boas  em si, uma vez que exteriorizam essa imensa ânsia dos homens pela paz, mas eu diria: Só há um jeito!
Tentemos, com sinceridade, aplacar em nossas vidas desejos,  sentimentos,   atitudes e valores contrários à paz para que ela possa tomar o seu lugar. 

Pedro Casaldáliga em seu pequeno, mas belo poema diz tudo isso com a maestria de um grande poeta.

“A paz não é apenas a flor branca
nas pontas de uma vida.
A paz é a raiz e a seiva, é a árvore toda.
A paz é sermos paz, pensando paz,
falando em paz, fazendo paz.
Temos a paz que somos, a paz que damos,
a paz que recebemos d’aquele que é a PAZ.”

Desejo a paz a todos  nós, minhas queridas amigas e amigos leitores.
                                                                                                         Agnes G. Milley

domingo, 9 de janeiro de 2011

Li por aí – (12) - A paz começa no lar

Um bom assunto para meditarmos sobre.

Embora nenhum de seus filhos "pinte" para delinqüente, é necessário ter presente que a violência pouco a pouco entra nos lares. Por exemplo, você sabia que 25 por cento das garotas nos Estados Unidos são agredidas por seus namorados e o que é pior, a maioria delas acredita que isto é normal?

Ao escutar notícias lamentáveis como estas e pensar que em tudo o que acontece no mundo, não se pode deixar de perguntar... Quem pode ser capaz de semelhante barbaridade... Em que coração humano cabe tanta frialdade... Quem pode ser capaz de tanta violência?

Desafortunadamente, esta é uma realidade que é vivida em todos os lugares, que afeta a todos, e de muitas maneiras. É verdade que a violência sempre existiu, mas o mais perigoso agora, é que começa a ser tolerada, a ser aceita como inevitável: sem ir muito longe, seria inusual encontrar um filme onde as balas, o sexo deliberado e a crua violência não fizessem sua aparição; ou algum semanário ou jornal onde não seja uma notícia policial a que estampa a primeira página.

Entretanto, o homem não é feito para a guerra, é feito para a paz. E isto pode ser assegurado porque a história nos demonstra que o homem que vive na violência se autodestrói. O difícil e complicado do tema é que a paz não se dá instantaneamente nem por mandato, não se obtém sem esforço, nem se compra ou pede emprestada: a paz tem que nascer do coração de cada homem.

E se não há paz no coração, como pode haver paz em um povo, em uma nação, no mundo?
Viver em paz

É por isso, que manter a paz é uma obrigação primária para todos, mas em especial dos pais, pois é no lar onde se aprende a viver e construir a paz; é ali onde os pais têm a enorme responsabilidade de ensinar aos filhos a maneira de comportar-se, de tratar aos demais e de resolver os problemas.

É incrível como até em uma pequena sociedade como a família, onde existe carinho entre seus membros, pode perder-se a paz. Não há dúvida de que a paz é algo muito frágil pela qual se deve trabalhar pacientemente todos os dias para conquistá-la.

Mas antes de alcançar isto, tem-se primeiramente que ter claro como se vive a paz. Ao contrário do que muitos acreditam, a paz não é a ausência da guerra, nem é somente o respeito aos outros.
Quão fácil seria e também quão perigoso se os pais só tivessem que respeitar aos filhos para poder ter um lar cheio de paz: "Ah, sim, se meu filho quiser ter seu quarto todo bagunçado, devo respeitá-lo".

A paz se vive:
• Ao ter um verdadeiro sentido de justiça.
• Quando não só se reconhecem os próprios direitos, mas também os dos demais.
Se é reconhecida a dignidade de seus filhos como pessoas. Muitas vezes ao vê-los pequenos, alguns pais se aproveitam deles e cometem verdadeiros abusos de autoridade.
• Ao ensinar aos filhos a distinguir entre o bem e o mal, ao formar neles uma consciência reta, à vez que se trabalha pela paz.

Quando os filhos são pequenos, os pais são como uma "consciência externa" deles (como o Grilo Falante em "Pinóquio"), daí a importância de seus atos e julgamentos.

Exaltar o valor da vida humana, sua dignidade e seu direito. Tanto a vida deles mesmos como a dos que o rodeiam tem um imenso valor, desgraçadamente com tanta violência (nos meios de comunicação, no meio ambiente), as crianças não apreciam este valor.

http://www.acidigital.com/familia/pazcomeca.htm

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Serenidade diante das intempéries

Texto de : Maria Teresa Serman
Esta é uma palavra sonora, clássica, que prenuncia o seu sentido - intempéries. Significa borrascas, temporais, vendavais, tempestades. Tudo muito familiar aos cariocas, de modo geral (algum lugar não inundou?), e aos fluminenses, especialmente os niteroienses. Foi um tempo apocalíptico, que deixou a todos assustados, e por que não dizer, traumatizados. Ficamos como o Nimbus, aquele personagem, a olhar para o céu, em sobressalto com qualquer nuvenzinha mais sombreada e robusta.

O objetivo deste texto, porém, não é lembrar o caos da semana passada, mas convidar a refletir sobre as intempéries, da natureza ou da vida, que nos ameaçam de quando em vez. Podem vir em forma de doenças na família, perdas financeiras, conflitos domésticos, e até morte. Estamos sujeitos a tudo isso sempre. Não podemos prever, embora consigamos prevenir em alguns casos. Mas será que tentamos aproveitar? Fazer dos limões, mesmo muito amargos, um pouco de limonada que seja?

Sem querer bancar a Pollyana, penso que tudo na vida, inclusive as dores mais profundas, tem sua contribuição para nos fazer melhorar como pessoas. Parece um clichê, e é, ainda que verdade. Alguém certamente vai contrapor: ganha-se alguma coisa com as mortes de inocentes, como, por exemplo, no morro do Bumba e outros?

Sim, se aprendermos a votar melhor; a esclarecer aqueles que estão a nosso alcance; a socorrer os flagelados, e a protestar nos meios de comunicação pelo descaso dos responsáveis. Isso não trará de volta as vítimas, mas poderá ajudar a evitar outras catástrofes.

Enfrentar as intempéries não é sair na chuva simplesmente. É confiar também na Providência Divina sem descuidar do que diz respeito a nós, cidadãos, responsáveis por escolher aqueles que, no cotidiano ou nas emergências, deverão cuidar do que nos é precioso e dos que nos são queridos.