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sexta-feira, 15 de abril de 2016

As mães entendem bem sobre o Amor de Deus

Para nós mães é bem mais fácil entender essa filiação Divina, qual mãe não ama seus filhos ao extremo? 

Aqui me lembro de uma musiquinha de igreja que diz assim: “ a mãe será capaz de se esquecer, ou deixar de amar algum dos filhos que gerou – se existir acaso tal mulher, Deus se lembrará de nós em seu Amor”. O amor de mãe é algo tão grande que só uma mãe para explicar. Amamos de forma que daríamos a nossa própria vida por cada um dos filhos que temos. Já ouvi muita mãe dizendo, quando vê seu filho doente: “ preferia que fossse em mim”!

Para nós é normal entendermos a filiação divina, vendo como agimos com nossos filhos, diante de um pedido deles. Se um filho pede a ajuda a uma mãe num momento de dificuldade, ela nunca deixa de ajudar. A mãe conhece o amor que tem pelos seus filhos, deste modo então logo conclui que: “se eu amo meus filhos com tanta intensidade, imagino o quanto Deus me ama, pois tudo Nele é infinitamente maior,  muito maior do que o amor que tenho pelos meus filhos”.

Fui visitar meu sobrinho neto que nasceu esses dias, e reparei no abandono dele nos braços de sua mãe, porque sente que ali é seguro pra ele. Nós precisamos ter também essa segurança que uma criança pequena tem em sua mãe, é importante para nossa vida espiritual. Não estamos no controle de todas as coisas, querer estar no controle é que cria essas grandes ansiedades em nós. Precisamos entregar-nos nas mãos e Deus e fazer o que tenhamos que fazer, pondo os meios e confiando que tudo vai dar certo, por Ele está no comando.

Como o ditado nos diz: “rezando e com o martelo dando”.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Tenho as “costas quentes”

Quem já parou pra pensar no quanto somos privilegiados por sermos filhos de Deus? Nossos filhos precisam crescer entendendo essa filiação divina. Nós não somos eternos, mas nosso Pai Celestial é para sempre. Assim, nem nós, nem nossos filhos, nunca estarão sozinhos, neste mundo.

Sabemos que somos filhos de Deus e precisamos agir como tal.

Os netos da rainha da Inglaterra não tem medo de ninguém, porque têm a certeza de serem filhos do futuro rei, e nós por infinitamente mais, como filhos de Deus, não podemos viver com medo. 

Ao acordarmos pela manhã, todos os dias,  podemos encher o peito e repetir para nós: “ meu Pai é o Deus todo poderoso”, e assim tocar o dia com essa certeza de que Ele vela por nós e pela nossa família. Vamos conseguindo forças, com esse pensamento, para enfrentar as vicissitudes do dia.

Já ouvi um filho de um político, cheio de si, dizer que ele faz o que quer no Brasil, porque seu pai manda aqui. Ledo engano, mas se as pessoas conseguem pensar assim, para agirem mal, porque nós não pensamos na nossa filiação divina para fazermos o bem? Como devemos então nos sentir? Deus que esta de fato no comando de todas as coisas.

Ter as costas quentes, com a certeza de que tudo que nos acontece concorre para o nosso próprio bem e que nosso Pai Celestial tirará um bem maior de tudo. Basta que estejamos em união com Ele.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O outro lado da moeda

O vídeo abaixo mostra alguns fatos sobre o acolhimento de imigrantes Sírios. Foi enviado por e-mail para um conhecido meu a fim de que visse “o outro lado da moeda”. Transcrevo mais abaixo a resposta que meu amigo enviou para o remetente, poucos minutos depois:


"Muito interessante o vídeo.

Separar e juntar raças, dominações de povos, extermínios em massa, destruição de culturas... por tudo isso já passamos algumas vezes na história da humanidade. Aprendemos? Parece que não.

O desejo de poder, de controle, de fazer da música de Sinatra, "my way", ou de tantos outros (a modo mio, it's my way, la mia vita...), o ritmo da história tem destruído gerações e gerações.

A atenção que os cristãos darão nos dias que se aproximam, com a Quaresma e a Semana Santa, está muito bem posicionada com esses recentes acontecimentos.

Veremos Cristo que se entrega pelos demais, que não veio para ser servido, mas para servir, que lava os pés dos discípulos, que assume por nós a Cruz como seu trono... Esse sim é o caminho.

Esse é o mesmo Cristo que é forte. Expulsa os vendilhões do Templo, mostra o que não está certo (“Serpentes! Raça de víboras! Como escapareis ao castigo do inferno?” - Mt 23, 33), protege da intolerância desmedida (evita que uma adúltera seja apedrejada – Jo 8, 4), faz milagres potentes...

"Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!” - Lc 23, 39. Mas Cristo nos ensina com esse gesto extremo o caminho. Horas antes estava em agonia no horto pelo que haveria de acontecer. “Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua!” - Lc 22, 42.

Pela obediência, Cristo nos resgata da desobediência de nossos primeiros pais. Só assim ecoam pelos tempos suas palavras: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida - Jo 14, 6.

Ao voltar à cena da crucifixão, contemplamos também a misericórdia de Deus. Junto ao ladrão que O injuria, está presente também um outro malfeitor. Não era inocente, sabia bem. Havia cometido muitos delitos para merecer aquele tipo de morte. Nos seus últimos minutos reconhece suas culpas e não sabe o que fazer com tanto peso. Apenas suplica: Lembra-te de mim quando estiveres no teu Reino. Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso - respondeu Jesus - Lc 23, 42-43.Por isso é lembrado como São Dimas.

Este é o ano em que o Papa decretou para a Igreja como o Ano Santo da Misericórdia. Em cada quadro do vídeo, vi a misericórdia embaralhada com o ódio. Quem vai dominar o futuro?

Nosso reino não é aqui. Estamos tentando seguir o Caminho para chegar ao triunfo, que é estar para sempre com Deus. A Quaresma e a Semana Santa culminam na Páscoa. Cristo que vence a morte, o demônio e o pecado. A misericórdia é maior que o ódio.

Comecei dizendo que o vídeo foi apenas interessante, mas acabei me alongando muito em sua apreciação. Peço desculpas, mas foi para mim um excelente modo de usar esse pedaço de insônia e de aproveitar para oferecê-la a Deus, pedindo que conforte essas pessoas que atualmente sofrem pelo poder do ódio. A fé em Cristo vence sempre, ainda quando  os homens não colaboram, e estão aliados ao mal, é isso que está em jogo.

Até a próxima insônia,  Olaf"

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Porque vivo? Qual é o sentido da minha vida.

Retirei umas partes  de um texto reflexivo, do Pe Paulo Ramalho , para que pensemos um pouco na vida de cada um de nós, e termos mais esperanças, mesmo que as dificuldades do mundo nos diga o contrário.

Como dar mais sentido à minha vida? Como dar mais sentido ao meu trabalho, ao cuidado da minha família, ao relacionamento com meus amigos etc.? Às vezes parecemos uma colcha de retalhos, com muitas atribuições, sem perceber uma harmonia entre elas.

Para encontrar esse sentido maior e uma grande unidade em nossa vida, nada melhor do que saber uma verdade vital, fundamental: Somos filhos e depois instrumentos de Deus. E instrumentos para quê? Para fazer o bem aqui na terra.

Qual é o sentido, portanto, do meu trabalho? Fazer o bem. Ser instrumento de Deus para fazer o bem através do meu trabalho. Em qualquer campo que trabalhamos, estamos prestando um serviço à sociedade e fornecendo um bem, que será útil aos demais. E isso é muito importante.  Às vezes pensamos que nosso trabalho não tem nada a ver com Deus. Muito pelo contrário. Tem tudo a ver: para fazer o bem através do nosso trabalho e com as pessoas com quem trabalhamos.

Qual é o sentido de cuidar de uma família? O sentido é saber que sou um instrumento de Deus para fazer o bem aos meus familiares. Muitos pais, ou até muitos filhos, sofrem com os problemas familiares, pois pensam que todo o peso do problema está sob as suas costas. Não é verdade! Somos apenas instrumentos. O que devo fazer é apenas a minha parte. Deus faz o resto. Deus, aliás, tem sonhos grandes para uma família que são, muitas vezes, bem mais altos do que aquilo que sonhamos.

Qual é o sentido de um momento de descanso com os amigos? Ser instrumento de Deus para fazer o bem, se temos consciência de que somos instrumentos de Deus nesse momento para fazer o bem, deixaremos uma marca muito mais profunda no coração das pessoas.

Qual é, portanto, o grande sentido da nossa vida? Ser instrumento de Deus para fazer o bem onde quer que estejamos. Como  não somos o autor principal das nossas vida, vou recorrer Àquele que o é, vamos nos unir a Ele e contar com a Sua ação em tudo. Fazer isso dá muita paz!

terça-feira, 31 de março de 2015

Reflexão para fazermos em família

Nesta semana santa que estamos vivendo agora, devemos aproveitar para refletir sobre a reconciliação, e o perdão. Coisas muito importantes em uma família.

Para mudar é preciso compreender.  Ninguém muda estando absolutamente satisfeito consigo mesmo.  A autossuficiência nos leva à estagnação.  Não podemos estar satisfeitos conosco; temos que reconhecer nossos erros.  Se a pessoa acha que não tem que mudar é porque se acha perfeita.  Temos que ser mais, e mais, e mais.

 Li numa biografia, de Michelangelo, como o Papa Júlio II fez planos para a Capela Sistina.  Buonarroti pintou-a como deveria ser pintada, intelectualmente pensada.  Michelangelo obedeceu, mas não era isso o que queria pintar.  No dia em que foi descansar numa Taverna que servia o melhor vinho de Roma, provou o vinho e não gostou, mas não se atreveu a dizer nada, pois diziam que era o melhor da cidade.  Alguém na mesa ao lado comentou que o vinho estava azedo, e o taberneiro provou e teve que concordar.  “Está azedo!” Destruiu o barril e jorrou toda bebida vermelha pelo chão.

Michelangelo encheu-se de coragem, voltou à Capela e pintou por cima das figuras dos profetas.  Quando Júlio II  chegou, ficou horrorizado, mas Miguelangelo explicou que antes não estava bom o bastante.

Vivemos muito preocupados com nossos gostos, deixamos de fazer muitas coisas pelos outros, porque não arrumamos tempo... , e assim vamos nos afastando de Deus, ficando numa vida morna.

Precisamos tomar conhecimento das nossas fraquezas e limitações,  para nos transformarmos e reconhecermos nossos erros e lutarmos para corrigi-los. Que época seria melhor do que essa para fazermos isso?

Nos estudos psicanalíticos o que se deseja é que a pessoa reconheça o que está no fundo, que ela não quer ver, e provoca perturbações.  Não se supera aquilo que não se reconhece; temos que reconhecer os nossos defeitos!

Podemos e devemos ajudar uns aos outros em casa, com o propósito de tanto melhorar-nos como melhorá-los, os nossos irmãos e marido ou mulher. Vamos tentar ver nossos erros e perdoar-nos e perdoar nossos entes queridos.

Saber pedir perdão, saber perdoar.   Um ótimo momento para mudanças radicais, metamorfoses, uma mudança profunda.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A importância da fé para os filhos

O que mais chama a atenção dos filhos é o exemplo vivo dos pais. Não adianta pregar a paciência e o amor se a mãe está sempre impaciente e ríspida. Claro que os pais são seres humanos e não anjos, e de vez em quando vão perder a paciência. Mas, deve haver uma harmonia entre os pais que servirá sempre como uma base de segurança para os filhos. Se há amor entre os pais, seus lares serão luminosos e alegres. Se há compreensão entre os pais, é mais provável que exista também entre pais e filhos; e se existe entre pais e filhos, é mais provável que exista entre irmãos.

A família humana está baseada na Santíssima Trindade, a Família de Deus. E os pais, e o amor entre eles e para os filhos, servem como figura do amor de Deus. Se os pais não tem amor pela família, como é que os filhos podem entender o amor de Deus. Se os pais não perdoam os filhos, será muito difícil para os filhos entenderem o perdão de Deus. Terão a visão de um Deus que castiga. Um Deus a quem é impossível agradar.

Bem cedo podemos ensinar aos filhos a rezar, a oferecer o dia e tudo que fazem a Deus. A pedir ajuda nas necessidades, pedir perdão pelas faltas, agradecer as coisas boas e oferecer as contrariedades. Podemos ensinar pequenas jaculatórias e outras orações vocais; podemos contar as histórias do evangelho: o nascimento de Jesus, a pesca milagrosa, as curas que Jesus fez. Ensinaremos também a devoção a Nossa Senhora.

A educação nas virtudes humanas forma o caráter dos nossos filhos, dando-lhes a base para receber as virtudes sobrenaturais, a fé, a esperança e a caridade. “Esperar desenvolver as virtudes sobrenaturais sem a base das virtudes humanas seria como usar joias sobre a roupa de baixo.”

Mais uma vez o exemplo dos pais é fundamental. Não é possível ensinar as virtudes humanas se os pais não tentam vive-las. Uso o verbo tentar porque os pais não são perfeitos e vão às vezes falhar. Mas, os filhos tem que perceber a luta dos pais para viver bem as virtudes, tem que perceber que os pais retificam e recomeçam. E que, se for necessário, os pais pedem perdão aos filhos. Esta educação nas virtudes e na fé – a presença dos filhos na Santa Missa aos domingos – deve levar naturalmente a querer fazer a primeira comunhão. Aprender que Cristo está realmente presente nas espécies sagradas sobre o altar leva a querer recebê-lo, especialmente ao se presenciar a piedade e devoção dos seus pais. E vão aprender também que o sacramento da Crisma os fortalece na fé, os tornam soldados de Cristo e que os dons do Espírito Santo, que receberão na Crisma, os tornarão prontos a defender a f é e a Igreja.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Um feriado agradável - Corpus Christi

Adoramos quando chegam os feriados, para curtirmos em família, viajando, passeando por perto, ou até mesmo para ficarmos em casa, jogando conversa fora ou fazendo uma refeição saborosa reunindo a todos. Mas, muitas vezes nem sabemos o significado da festa religiosa que justifica o  dia livre.

Esta comemoração de Corpus Christi tem uma  historia, que vale a pena conhecermos e contarmos para nossos filhos. É a celebração em que solenemente a Igreja comemora a instituição do Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas.

Propriamente é a Quinta-feira Santa o dia da instituição, mas a lembrança da Paixão e Morte do Salvador não permite uma celebração festiva. Por isso, é na Festa de Corpus Christi que os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na Diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra do sacramento da Eucaristia.

 Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade. Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então Bispo de Lieja,. O Bispo Roberto ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte. A festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte na quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde, um bispo alemão conheceu o costume e o estendeu por toda a atual Alemanha.

Aconteceu, porém, que quando o Padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, aconteceu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Alguns dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, informado do milagre, então, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, teria então pronunciado diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11 de agosto de 1264 o Papa emitiu a bula "Transiturus de mundo", onde prescreveu que na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no Concílio Geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recopilação de leis -por João XXII- e assim a festa é estendida a toda a Igreja.

Em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo, no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.

 A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. A celebração normalmente tem início com a missa, seguida pela procissão pelas ruas da cidade, que se encerra com a bênção do Santíssimo.

Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo. Começaram assim as grandes procissões eucarísticas e também o culto a Jesus Sacramentado foi incrementado no mundo todo através das adorações solenes, das visitas mais assíduas às Igrejas e da multiplicação das bênçãos com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos cada vez mais admiráveis.

O culto eucarístico não começou no século XIII, pois começou desde o Cenáculo, quando Jesus instituiu a sagrada Eucaristia. Mas faltava, porém, uma festa especial para agradecer ao "Prisioneiro dos Sacrários" esta presença inefável que o faz contemporâneo de todas as gerações cristãs. Era necessário, realmente, uma data distinta para que se manifestasse um culto especial ao Corpo e Sangue de Cristo, atraindo d’Ele novas graças e bênçãos para os que caminham neste mundo.

Fonte: Prof. Felipe Aquino - felipeaquino@cancaonova.com; ACI; Missal

sábado, 7 de junho de 2014

“A galinha e a águia” – uma bela reflexão

Vocês já viram uma galinha voando? Eu me lembro de ter visto apenas uma vez na vida. É algo verdadeiramente ridículo: ela voou a 50 centímetros do chão e soltou tantas penas que parecia que ia ficar depenada. Para uma galinha, algo como um cupinzeiro já é um tremendo obstáculo. Praticamente tudo para ela é obstáculo.

E uma águia voando, vocês já viram? É um verdadeiro espetáculo. Seu voo majestoso, sua classe, a altura que ela alcança etc. Para uma águia, até a montanha mais alta da terra se torna pequena.

Essas duas imagens me ajudam muito a entender a diferença que existe entre ter fé e não ter fé. Quem tem fé voa alto. E, quanto maior é a sua fé, mais alto é o seu voo. A fé nos faz subir alto e ver as coisas como Deus as vê.

Quem não tem fé voa como a galinha:
- tudo na sua vida são obstáculos e contrariedades;
- tudo é pesado;
- tudo é desgastante;
- e não entende o sofrimento, a dor, as contrariedades;
- e não entende com uma visão bela, superior, realidades humanas como o amor, o casamento, o trabalho, o descanso etc.

Para quem tem fé, por outro lado:

- os obstáculos, as montanhas se tornam pequenas, porque o voo é alto, junto de Deus; é possível ver que há uma saída para todas as dificuldades que se enfrenta na vida; tudo tem saída, pois Deus pode tudo; e entende-se também que as dificuldades são também permitidas por Deus para o nosso crescimento pessoal;
- as coisas não são tão pesadas assim, pois Deus nos sustenta, nos dá forças;
- as coisas não são tão desgastantes assim, pois com a fé temos um olhar positivo sobre todas as realidades da vida;
- mesmo as realidades belas desta vida, como o amor humano, o casamento, o trabalho, o descanso etc., têm um sentido mais alto, mais belo, mais profundo; o amor, por exemplo, é algo maravilhoso, pois Deus é amor e nos chama ao amor perfeito, incondicional, total; o trabalho, por exemplo, é algo nobre, grande, pois com ele nos unimos a Deus na tarefa da Criação, imitamos Jesus Cristo, que trabalhou durante 30 anos na carpintaria, fazemos dele uma ocasião de ajudar, de servir os outros, fazemos dele uma ocasião para amar a Deus, podendo entregar todos os dias ações boas a Deus que são fruto do nosso trabalho etc.

Como se vê, há uma diferença abismal entre ter fé e não ter fé, como entre o voo da galinha e o da águia.

Como estou voando ultimamente? Como uma galinha, uma pomba, uma gaivota, uma águia?

Não percamos tempo: aumentemos a fé!!! A fé é um dos maiores tesouros, se não o maior, que podemos ter em nossa vida. E, se já a temos, nos apressemos em aumentá-la para voar cada vez mais alto. A fé se aumenta pedindo a Deus, lendo livros que tirem nossas dúvidas de fé, aproximando-nos mais dos sacramentos, principalmente da confissão e da comunhão, recebendo-a com a devida preparação.

Escrito por Pe. Paulo M. Ramalho - www.fecomvirtudes.com.br  -http://www.facebook.com/profile.php?id=100001797967721

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A alegria para viver melhor

"...Não esqueçamos nunca que, para quem quer que seja - para cada um de nós, portanto -, só há dois modos de estar na terra: ou se vive vida divina, lutando por agradar a Deus; ou se vive vida animal, mais ou menos humanamente ilustrada, quando se prescinde dEle.".... – ponto 206 - Amigos de Deus.

A alegria faz parte da vida de todo ser humano; é tão necessária para a alma quanto o ar que respiramos, para o corpo. Um ser sem alegria passa a vida sem vivê-la plenamente, vegeta. Necessitamos dessa alegria que vem da gratidão de saber-nos filhos de Deus e de que tudo que nos acontece é para um bem maior.

O rir e o gargalhar não são necessariamente acompanhados da verdadeira alegria, muitas vezes são reflexos de um momento divertido, e isso acaba enganando a muita gente. Vamos mostrar aos nossos filhos essa alegria que vem de dentro, com nosso exemplo, caras alegres, semblantes desanuviados, mesmo nas situações difíceis.

Quando a empregada falta e a casa esta toda desarrumada, quando o cartão de crédito chegou ao limite, e ainda temos muitas compras a fazer, quando esta chegando o aniversário do filho e não temos condições para fazermos uma festa, como gostaríamos; em todas essas ocasiões precisamos manter a alegria e o bom humor e mostrar que a nossa felicidade vem de coisas muito maiores.

Viver a vida divina, lutando por agradar a Deus, é a nossa meta, e se Deus permite que esses dissabores aconteçam é porque vai tirar de cada uma dessas coisas, algo que nos deixará mais plenos do Seu amor.

Um cristão sincero, coerente com a sua fé, não atua senão com os olhos postos em Deus, com sentido sobrenatural; trabalha neste mundo, que ama apaixonadamente, metido nas preocupações da terra, mas com o olhar fito no Céu”. - Amigos de Deus – S. Josemaria Escrivá

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Viver a vida à luz da fé

O pós-modernismo nos diz pra nos esquecermos do passado e do futuro. É a cultura de curtir apenas o momento presente, e isso é muito triste. Quem não tem passado e não pensa no futuro não consegue vislumbrar a Deus nas pequenas coisas que acontecem em suas vidas no dia a dia, deixando sua vidas sem sentido, só curtindo o dia presente, como se estivesse num túnel escuro, sinuoso e sem perspectiva. Quem tem consciência do seu passado e pensa no futuro, mesmo que se sinta num túnel, sentirá o calor do sol da fé e verá a luz lá no final.

Como acabamos de passar a Páscoa, sentimos mais vivamente a luz que brilha nesse túnel, do Deus que nos ama e nos acompanha.  O amor de Deus que nos acompanha. Este período do ano é o momento em que a fé brilha mais, parece que damos uma lustrada geral nela. É o milagre especial de Cristo. Quando Ele nos mostra o milagre da ressurreição, tudo passa a ter um sentido, uma razão de se crer, e a certeza de que nós também vamos ressuscitar um dia.

Existe comprovação histórica sobre esse milagre, não houve nenhum engano. Assim como a história conta sobre Napoleão, da mesma forma falar que Jesus ressuscitou e continua presente hoje na Eucaristia.  É a história mais bonita de todas; a história da redenção. Ela nos mostra como a salvação de nossas almas é importante, e o quanto é importante toda a nossa jornada na terra.
Ele está ressuscitado bem ao nosso lado e é o nosso interlocutor, nos ouve e nos orienta sempre que buscamos Sua ajuda e Seu conselho. Ele puxa conversa conosco, na oração.  E quem não tem esta intimidade com Cristo, está num túnel frio e congelado.

Nos ajuda muito também, pensar nessa caminhada, em nossa senhora. Foi ela quem mais conversou com Deus, teve um trato íntimo com seu filho amado, foi a primeira a fazer oração direta com o Filho de Deus.  “Feliz porque acreditaste das coisas que foram ditas sobre o Senhor”.  Ela tinha certeza do amor de Deus, mesmo no momento trágico de Jesus na Cruz.

Como é bonita nossa vida  estando com Deus. Ajudamos a Jesus a fazer a redenção da humanidade, oferecendo as nossas dores. Deus se torna muito próximo de nós, e a nossa vida ganha uma dimensão religiosa dos que tem uma alma e sabe que Ele nos criou. O bem que fazemos em vida, o beijo, o sorriso que damos aos outros, por amor a Ele, serão as luzes que encontraremos, e nos guiarão até a Luz Maior, na nossa vida após a morte.

Deus não teria nos criado se  não fôssemos espetaculares, nós temos riquezas humanas que Ele colocou em nós, por nos amar muito. Cada um de nós tem que ser um outro Cristo, porque fomos Criados de uma maneira única. Quem crê tem uma  fome de heroísmo e de grandeza, que dará maior dimensão a própria vida.

terça-feira, 18 de março de 2014

Deus e a natureza

Gosto muito de observar a natureza, e sempre tiro lições para minha vida diária.  Nesta época do ano, por exemplo, a natureza, sábia como sempre, se tinge de roxo, para nos mostrar o tempo que devemos estar vivendo, tempo de quaresma, mortificação e penitência.

As matas densas, nas nossas estradas entre o Rio de Janeiro e as cidades serranas, estão cobertas de quaresmeiras, não sei o nome científico desta árvore, mas são árvores com flores roxas que só florescem nesta época do ano.

A cor roxa é usada, na igreja, para mostrar um sentimento de dor, de reparação por nossas faltas, e nos unirmos a todo sofrimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Cada época do ano temos demonstrações das mãos de Deus nos querendo agradar. Agora, Deus nos pede que façamos penitência pela expiação dos nossos pecados. E, com as flores amarelas (fedegoso), que vão surgindo junto com as quaresmeiras, Ele nos mostra a esperança que devemos ter na infinita bondade de Deus, que nos deu seu próprio filho por nos amar demais.

Quaresmeira - Nome Científico: Tibouchina granulosa
Fedegoso - nome científico: Cassia occidentalis L.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

“Paz na terra aos homens de Boa Vontade”.

A paz do Natal deve ser a primeira coisa que nós começamos a sentir, quando nos aproximamos do menino Deus. Se nos achegamos com sinceridade, e de verdade, então, começamos a sentir uma paz muito grande.

Jesus Cristo, essa criança deitada no presépio ou o adolescente trabalhando na carpintaria, pode ter um diálogo assim conosco:

_ “Qual é a paz que você quer que eu lhe dê?”
_ “Qual é a paz que você busca?”
_ “Qual é a paz que me pede nas orações, que você gostaria de desfrutar nesse Natal?”

A nossa volta existem muitas aparências de paz: tranquilidade, sossego, equilíbrio entre sossego e agitação, todos apoiados em interesses comerciais.  Mas não há a paz de Jesus Cristo. Quem fecha os olhos à realidade, pode se sentir sim, na paz da indiferença. A paz de não assumirmos compromissos não é a paz de Cristo

Muitos anos depois do nascimento, Jesus Cristo usou a palavra “paz” de forma original: “Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha Paz; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe o vosso coração, nem se assuste.” (Jo 14,27). - Não é uma paz qualquer.  Não é a paz do sossego, da indiferença, do Lexotan, do silêncio das armas, ou a Paz da ONU, mas a “Minha” Paz.

Sinal do que significa a Paz de Cristo: Eu vou à tua consciência para aí derramar a minha paz, se você estiver aberto às minhas palavras. Não é só para nos fazer compreender o sentido da sua vida, mas para acolher a paz de Cristo, precisamos cuidar de nossas consciências, limpá-las. Consciência limpa, pura de qualquer aflição em relação ao próprio Deus.

Há quem se confesse, reze, conheça a doutrina, mas ainda tenha aflições; na sua consciência bate aquele escrúpulo: “Será que Deus me perdoou mesmo? Será que o que fiz é pecado? Essa é uma consciência perturbada, inquieta, conflituosa”.

Por quem Jesus Cristo veio ao mundo e morreu na cruz? Pelos pecadores. Então Jesus Cristo nasceu e morreu por cada um de nós. Não é de Deus o que rouba a paz da alma, aquilo que nos deixa aflito, qualquer pensamento que beira o escrúpulo, tira a paz da consciência.

“Não penses mais na tua queda. Esse pensamento, além de pesado, logo se tornará ocasião de próximas tentações. Jesus Cristo te perdoou. Fala com simplicidade e clareza, com teu diretor espiritual e não julgues que é tão mesquinho o coração do Senhor.” - São Josemaria

Deus abre seu coração e nos derrama seu amor misericordioso.  Essa é a paz do Natal. Depois de uma boa confissão e uma boa oração de arrependimento, nossa consciência deve ficar em paz.

A paz do Natal é essa - uma consciência tranquila que vive da certeza de que Deus nos compreende, perdoa, acolhe e quer que vivamos em paz interior.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Porque Jesus nasceu numa família comum?

Deus quis assumir a condição humana, no seio de uma família normal, comum, para que possamos mais facilmente nos aceitar, com mais união entre os familiares, sabendo que vamos precisar uns dos outros. A lição de Deus, para nós, foi criar seu filho, sua imagem e semelhança no seio de uma família pobre humilde, para nos mostrar que com Ele podemos tudo.

Podemos viver isso entre nós, aceitando nossos filhos e marido, com os seus defeitos e suas qualidades, aceitando todas as mudanças que nos são necessárias para que a família esteja sempre unida, aceitando as adversidades e sabendo tirar todo o bem que está por trás dessas dificuldades.

Deus quer ver a nossa Fé na nossa vida ordinária de cada dia. Fé com Obras, senão nossa Fé será vã.

A nossa vida não pode ser feita de hiatos: momentos de trabalho, momentos de lazer, momentos de oração, etc... Tudo deve funcionar junto em harmonia. Era assim a vida da sagrada família.

Como vemos na vida de Maria e José, eles viveram da luta diária para alcançar a santidade, nas pequenas coisas. Cair e levantar, quantas vezes forem precisas, e a cada, uma nova luta, um novo recomeçar. Esta é a vida dos santos, esta é a vida que devemos buscar pra nós. Assim foi a vida de Maria e José.

Será que a nossa rotina, não nos afasta dessa vida integrada? Esta é uma boa ocasião para avaliarmos como estamos vivendo a nossa vida de filhos de Deus. Neste tempo de espera, tempo do advento, podemos tirar uns minutos do nosso dia para meditarmos no porquê de Deus, fazer seu filho nascer num lar comum, e a meio a tantas dificuldades.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Credo – parte 2

Já escrevemos sobre a primeira parte do Credo, a do Pai criador. Agora vamos ressaltar a segunda pessoa da Ssma Trindade, o filho. Nada poderíamos escrever de melhor do que transmite uma carta do Prelado do Opus Deis aos fieis da Prelazia. Vamos transcrever alguns trechos, para que apreciem e meditem, neste Ano da Fé.

"O Credo da Missa expõe com suma simplicidade o mistério da Encarnação redentora, ao confessar que o Filho de Deus, por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos céus e encarnou-se pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Nessas poucas palavras, que pronunciamos ou cantamos acompanhadas de uma profunda inclinação de cabeça, narra-se o acontecimento central da história, que nos abriu as portas do Céu. Nesse texto, como numa filigrana, escuta-se o eco dos três relatos da Encarnação que os evangelhos nos transmitem. São Mateus, ao falar da anunciação do mistério a São José, põe na boca do Anjo as mesmas palavras com que se refere ao Filho da Virgem Maria: por-lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados . A encarnação e o nascimento de Jesus manifestam a infinita bondade divina: uma vez que não podíamos voltar para Deus pelas nossas próprias forças, por causa do pecado – o original e os pessoais –, Ele veio ao nosso encontro: Tanto amou Deus o mundo que lhe entregou o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que crê nEle não pereça, mas tenha a vida eterna. Recordo-vos aquela consideração com que São Josémaria nos instava a viver uma fé atual, profunda: Se não nos enchemos de pasmo ante os mistérios de Deus, acabamos por perder a fé. Cuidamos com delicadeza do trato com Jesus? Agradecemos essa onipotência do Senhor que reclama a nossa submissão, como prova de amor?
Ó Mãe, Mãe! Com essa tua palavra – “fiat” – nos tornaste irmãos de Deus e herdeiros da sua glória. – Bendita sejas!].

Todas estas razões, e muitas mais que caberia enumerar, podem resumir-se numa só: “O Verbo encarnou-se para nos fazer «participantes da natureza divina» (2 Pe 1, 4): “Porque tal é a razão pela qual o Verbo se fez homem, e o Filho de Deus, Filho do homem: para que o homem, ao entrar em comunhão com o Verbo e receber assim a filiação divina, se convertesse em filho de Deus»”].

Jesus Cristo é realmente a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade: o Filho do eterno Pai que assumiu verdadeiramente a nossa natureza humana, sem deixar de ser Deus. Jesus não é um ser em parte divino e em parte humano, como uma mistura impossível da divindade e da humanidade. É perfectus Deus, perfectus homo, como proclamamos noQuicumque ou Símbolo Atanasiano

Consideremo-lo uma vez mais: “A verdadeira fé consiste em que creiamos e confessemos que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus, gerado da mesma substância do Pai antes do tempo; e homem, gerado da substância da sua Santíssima Mãe no tempo: que subsiste com alma racional e carne humana. É igual ao Pai segundo a divindade; menor que o Pai segundo a humanidade. E, embora seja Deus e homem, não são dois Cristos, mas um só Cristo. Um só, não pela conversão da divindade em corpo, mas pela assunção da humanidade em Deus. Um absolutamente, não por confusão de substância, mas na unidade da pessoa"].

Precisamos ter presentes e vivas em nossa alma esses dois pontos que acabamos de citar: não basta acreditar, é preciso confessar Jesus Cristo por palavras e obras de amor, pelo apostolado constante e paciente, pela unidade de vida; entendamos com clareza que a natureza divina não se deteriorou ao assumir a nossa humanidade, e sim esta mesma humanidade se elevou a uma nova dignidade, a de filhos de Deus.

Diante de tão grande mistério, só podemos contemplar como o fez S. Josémaria: Necessitamos das disposições humildes da alma cristã: não pretender reduzir a grandeza de Deus aos nossos pobres conceitos, às nossas explicações humanas, mas compreender que esse mistério, na sua obscuridade, é uma luz que guia a vida dos homens.

Portanto, para termos convicção do mistério e dele darmos testemunho, precisamos humilhar nosso entendimento meramente humano e transcender até o sobrenatural, pelo conhecimento da doutrina, que deve nos despertar uma sede insaciável, e pela oração amorosa com acompanhamento fiel dos sacramentos. O Espírito Santo infundirá em nós, assim, os seus dons, conjugando-os a uma devoção de criança humilde e desprotegida, sempre entregue ao Pai, por meio do Filho."
                                                                               Maria Teresa Serman

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Deus e os filhos (2ª parte)

Do mesmo livro já citado na primeira parte.
Escrevo-te a ti, que és pai. Quero falar contigo, que és mãe. Quero conversar com os dois, com todos os que têm - devem ter - a satisfação, o encanto, a alegria de ser colaboradores de Deus no nascimento e na educação dos seus filhos; com todos os que alimentam a nobre ambição de formar homens leais, íntegros, confiantes, responsáveis em face de Deus e em face do mundo.

Também quero falar convosco, que conheceis de perto a dor da vida e não quereis que os vossos filhos escutem os gritos do pecado.

Também escrevo estas páginas a todos os que quiserem começar novamente a vida porque caminham cheios de pesar. Oferece-se a vós um caminho novo, para que os vossos filhos não tenham de lamentar-se daquele que terão.

Também quero falar contigo - covardezinho -, que andas tão entusiasmado com os teus filhos que te aterroriza pensar que um dia possas deparar com a contrariedade. Dá a impressão de que tens receio de falar em voz alta da alegria que os teus te proporcionam, como se tivesses escapado à dor que o Senhor reparte com todos. Pensas acaso que Deus não sabe o que se passa contigo? Levanta a cabeça e reconhece o dom que o Senhor te concedeu. Não vês que, de outro ´modo, estás a ser ridiculamente supersticioso? Goza e sonha como os filhos, mas dá graças a Deus Por que te encolhes dessa maneira? Pensas que o Senhor não quer que sejas feliz na terra?

Escrevo estas linhas aos que têm e querem ter filhos. Àqueles que não os têm, porque o nosso Pai Deus não quis que os tivessem, a esses não posso dizer nada  nesta carta. Mas quanto aos que não os têm porque fecharam brutalmente as fontes da vida, esses que não leiam estas páginas, porque vou falar de AMOR e não me podem entender. Hão de querer traduzi-lo por CARNE e essa linguagem só se fala no inferno. Que se arrependam, que desandem o caminho andado, que mudem de vida.(...)

Nesta vida, podem-se fazer muitas coisas grandes. Nenhuma,porém, tão nobre, preclara e bela como esta: ajudar um filho a tornar-se homem, cristão, santo.

Grande e sublime a missão a tua, mãe, porque será tua a glória dos teus filhos. Que coisas não quis dizer aquela mulher emocionada à vista de Cristo e entusiasmada com a Sua Mãe! No meio do povo, demonstrou o seu agradecimento com um grito: Bem-aventurado o ventre que te trouxe! Bem-aventuradas as mães que se esforçam por formar cristãmente os seus filhos!

Embaixada sacrificada a tua, pai, que não verás por muitos dias o fruto dos teus trabalhos.

Terás que passar por desvelos, tristezas e receios; por desalentos, desassossegos, cuidados e preocupações; hás de passar por sonhos e esperanças. E chegareis, pais, mães, às grandes alegrias, aos grandes alvoroços, aos grandes entusiasmos, às grande realidades. Chegareis a dar um fruto inegável.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Deus e os filhos (1ª parte)

Esta compilação de trechos retirados do livro DEUS E OS FILHOS, de J. Urteaga visa homenagear o aniversário natalício de S. Josémaria Escrivá, comemorado no dia  9 de janeiro.

A primeira coisa que Deus feito homem viu nesta terra em que vivemos foram os olhos de uma Mãe.

Alegrai-vos, vós que tendes filhos! alegrai-vos!

Vós, quem quer que sejais, correspondestes à vocação, ao chamado do Senhor. Colaborastes com Deus nos nascimento dos filhos. E Ele - que começou obra tão bela - há de terminá-la.

Vós, pais e amigos, se ajudardes muitos filhos a conquistar o céu, brilhareis eternamente como as estrelas.

Os filhos - dom de Yavé - são como setas nas mãos do guerreiro. "Bem-aventurados os que têm muitos filhos! Não serão confundidos." (Sl 126,4-5) (...)

A empresa de que te quero falar apresenta-se cheia de grandiosidade. Temos de começar por baixo. Por Cristo e pelo lar.
O que me preocupa é o lar, muito mais que o ambiente maligno e virulento da rua. O que me tira a tranquilidade é a vida que os teus filhos aprenderão a viver em tua casa, à vista do teu exemplo, ao contágio da tua vida; não é tanto o que possam aprender da infidelidade e da deslealdade dos outros. O que me inquieta é saber se lhes podes dar o "muito" que é necessário para se viver cristãmente nos nossos dias.(...)

Reparas o que podemos fazer amanhã, num amanhã cuja aurora já desponta, se agora formamos os teus filhos, os nossos homens ( e mulheres), tal como Deus e a Igreja os querem? Leais, decididos, resolutos, empreendedores, responsáveis, laboriosos, amigos da liberdade, sem medo, sem falsas vergonhas, sem escrúpulos (exagerados), sem temor; com esperança, com amor, com um grande amor, com uma caridade forte, que os leve a dar de comer a quem tem fome como a despertar os adormecidos, que são muitos e se arriscam a perder o céu,

Os filhos! Os teus filhos! São a esperança de Deus! (...)

Por que ficas pensativo? Parece-te pequena a empresa, ou impossível de realizar por ser grande demais? Não sabes que contamos com Deus? E "quem é semelhante ao nosso Deus..., que faz com que a estéril, sem família,s e sinta mãe gozosa de filhos?(Sl 112,5-9.

Não sejas pessimista. Anda! Vamos adiante.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Projetos para quê?

Por Maria Teresa Serman
Toda vez é o mesmo papo (comprovadamente furado): projetos feitos para o novo ano, que são padrões, tais como emagrecer; fazer exercício físico; comer saudavelmente aquela catrefada de coisas com ômega 1,2,3,4,5,6 ao infinito, e radicais livres que nos aprisionam; começar uma atividade prazerosa, ou terminar de ler a pilha de livros empoeirados na cabeceira, que olham condenatoriamente para quem os vem rejeitando; dar mais atenção à família (esse então é campeão!); trabalhar menos e ter mais lazer; enfim, aquela lista que ninguém aguenta mais ouvir ou fazer, por isso não fazemos mesmo!

Que tal começar o ano com pouquíssimas e acessíveis metas, encabeçadas por uma fundamental, que conduzirá todas as outras? Abandonar-se nas mãos amorosas do Pai e deixar que a Divina Providência nos guie? Não entendam tendenciosamente que isso significa deitar na rede e ficar de papo pro ar, nananina!, de maneira alguma, é exatamente o contrário: trabalhar, servir, amar, cuidar da família, dos outros e de si mesmo, mas sempre com uma visão sobrenatural, que é a que nos salva realmente, desde o começo até o fim.

Acredito que "tudo contribui para o bem dos que amam a Deus", e procuram estar atentos às Suas inspirações. Neste ano que virá, de minha parte só penso em fazer o que Ele espera de mim, e já é muito, porque Ele espera o melhor dos Seus filhos, como esperamos dos nossos. O que vou conseguir vai ser uma equação feliz - assim espero - da minha correspondência (por maior que seja só vai representar talvez 5% do total) e das graças que Sua misericórdia sem fim vai me proporcionar.

S.Paulo já disse, com toda a sua peculiar sabedoria e firmeza, que "quando sou fraco, aí é que sou forte", para que a Ssma.Trindade manifeste Seu poder. A minha contribuição é ter fé, esperança e caridade, e assim mesmo só será possível se eu Lhe pedir, pois sendo virtudes teologais, só advirão diretamente dele. O que, de novo, não significa inoperância.

Vamos fazer os outros felizes, sermos felizes e esperançosos, acolhermos com benignidade e alegria os que amamos, os que podemos amar melhor, e aqueles que necessitam do nosso amor, mas que precisam aprender a retribuir. Comemorar o Ano-Novo é abrir-se às expectativas de Deus para nós, e confiar cada vez mais na Sua bondade, desde este minuto, e em todos os novos anos da nossa vida passageira, com vistas ao Ano realmente novo e derradeiro, quando passaremos à eternidade junto a Ele, e nossa felicidade não terá fim. 

Felizes sejam todos os recomeços que o Senhor permitir a vocês, leitores e leitoras do blog, é o desejo que nós expressamos com carinho neste momento. Feliz Ano-novo!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Deus e nós

Por Maria Teresa serman

Já foi escrito um texto sobre a obediência e a liberdade; contudo, o tema é tão determinante em nossas vidas que, sem ter a mínima pretensão de esgotar o assunto - ninguém poderia -, resolvemos meditar um pouco mais no tema. É preciso, de início, diferenciar a VONTADE DE DEUS da Sua PERMISSÃO, coerente com a liberdade que nos concedeu e mantém. Aquilo que Ele concede não retira, como infelizmente os homens fazem. As alianças e bens espirituais que recebemos de Sua bondade são irrevogáveis, só podendo diminuir ou parecer nulos pelo NOSSO procedimento, não por castigo ou vingança Sua.

Deus não está eternamente de tocaia, como acreditam muitos, que assim aumentam seu sofrimento e desesperança. Não está esperando oculto, traiçoeiro, para "nos pegar". Pensar desse modo é conceber um Deus cruel, não um Pai amorosíssimo, "mais do que qualquer mãe do mundo pode ser". Ele está, sim, sempre atento ao momento da nossa salvação. Oferece a cada instante, a cada ESCOLHA NOSSA, a chance de nos arrependermos, retificarmos, mudarmos de vida, voltando para o caminho que leva à felicidade na terra e no céu. O passado e o futuro não têm importância decisiva no plano da nossa redenção, só o presente. O primeiro pode servir de escola para nós; o segundo, cabe a nós prepará-lo, lutando para melhorar o que já foi feito, e o que será ainda construído. Tanto faz para a Ssma. Trindade se rezamos agora por algo que já aconteceu, embora seja melhor nos anteciparmos, pois oração é amor. Ela já conta com isso, o Pai Criador, o Filho Mestre e Redentor, o Espírito Santo, que derrama sobre nós Seus dons.

Vivemos com nossas decisões; por isso, é fundamental examinar e retificar sempre. Deus nos protege, guarda, ilumina, mas não decide por nós. Também não fica de braços cruzados, digamos assim, para nos dar o devido castigo. Só aguarda paciente e benignamente nosso amor. Agrada-lhe muito mais o que FAZEMOS DE BOM,  pelo próximo, por amor a Ele, do que aquilo que NÃO FAZEMOS por rigorismo, farisaicamente.

Consideremos que cada momento é uma chance de amá-lO mais, amando e servindo como Ele QUER SER SERVIDO, não como nos é mais fácil. Com a Sua imensurável misericórdia de Pai , não permite que a nossa vida, por outro lado, ou como complemento dessa misericórdia, seja estritamente dependente das decisões tolas e cegas que podemos tomar. Se agimos com reta intenção e procuramos meditar na Sua Presença nossos erros e acertos, Ele extrairá dessas bobagens ou pecados graves muitas graças, pois, como disse S. Paulo, "omnia in bonum", "tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (com obras, não só palavras).

Como diz o ditado, "o seu a seu dono". Este texto é de autoria indireta de Ana Lúcia Romano, e brotou de uma conversa entre duas grandes e antigas (só na amizade, olhem bem) amigas, que compartilham da mesma fé. Obrigada, Nana, pela inspiração e sabedoria. Procurei ser fiel às infusões do Espírito que você me comunicou. Ele sopra onde quer mesmo, inclusive em uma mesa de restaurante.

sábado, 9 de junho de 2012

“O tempo e a conta” – para pensar em família

Colaboração de Agnes Gabriella Milley

 Frei Antônio das Chagas  ( 1631 – 1682 )
( atribuído também a Laurindo Rabelo  (1816  _  1864 )    

Deus pede-me hoje estrita conta de meu tempo,
É forçoso do tempo já dar conta;
Mas como  dar, sem tempo, tanta  conta,
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?


Para ter minha conta feita a tempo,
Dado me foi bom tempo, e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Quero hoje fazer conta, e falta tempo.


Ó vós, que tendes tempo, sem ter conta,
Não gasteis esse tempo em passatempo,
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta.


Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo.
                                             
 Pergunto eu:   Como tenho eu,  feito a conta de “meu” tempo?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

São José nos ensina a conversar com Deus

Um grande protagonista da cena do presépio é São José. Aquele que recebeu o título de “pai adotivo” de Jesus, e pode carregar nos braços o Salvador. Teve a sua vida pautada pelo silêncio e pela aceitação da vontade de Deus sob todas as coisas.

Quando que um de nós ia aceitar casar com alguém já grávida de outro, (ele sabia que não tinham tido nenhum relacionamento físico com a Virgem Maria), que nem mencionou a gravidez? E São José aceitou tudo no seu coração, foi tão fiel que obedeceu até a um sonho, para não deixar Maria.

Quantas vezes, Deus bate a nossa porta e nos pede pousada, e continuamos indiferentes, distantes. Às vezes até achamos que estamos muito próximos, porque rezamos - mais na hora de fazer o que Ele nos pede, vacilamos e dizemos a Deus: “Alto lá!” “Aqui não deixo colocar sua mão.”

Aceitar a vontade de Deus como São José fez, seria: aceitar quando nos pede mais um filho, ou a conformação numa doença, ou acolher com mais carinho um filho rebelde e malandro; ou um marido psicopata que só pensa em economia, ou uma dedicação maior a nossa família ou ao nosso dever de cada dia. Tudo isso nos que custa e é o que Deus nos pede no momento.

Mas se quisermos de fato colocar ter São José como exemplo para nós, então teremos que nos perguntar: como aceitamos as contrariedades que surgem no dia a dia? As mudanças de rumo dos nossos sonhos, dos nossos ideais?

Como fico quando faço uma escolha por uma profissão e depois me sinto insatisfeita e tenho vontade de largar tudo? Este seria o momento de rever nossos conceitos e nos colocarmos na vida deste santo , que aceitou tudo o que Deus preparou para ele. E vejamos que não foi pouco – uma vida repleta de muito ônus e pouco bônus. Era um homem jovem, diferente do que o representam por aí, e teve que abrir mão de todos os prazeres humanos. Mas, mesmo assim, na sua família, a de Nazaré, não faltaram alegria e cuidados de sua parte.

Nós só conseguiremos captar o que Deus quer de nós através do trato íntimo com Ele, como São José fazia, com muita oração e boa disposição para ver o que realmente Ele quer de nós em cada momento diário.

Como seria a oração de São José? Com certeza falava com o Pai das suas dificuldades, das alegrias, das tristezas, dos problemas; outras vezes, a conversa era de agradecimento, ou pedindo, reclamando e tudo isso nesse trato íntimo com Deus, na certeza de que Ele é o Nosso Pai e que tudo pode.

Aproveitemos, neste tempo de espera do Natal, tempo de advento, para melhorarmos este trato nosso com Deus. Podemos separar todos os dias alguns minutos para esta conversa de um(a) filho(a) com seu Pai. E também aproveitar o presépio armado em nossas casas para diante dele meditar e falar com Deus.