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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

EmContando – 66 - Milagre de Natal

Em agosto de 1914 teve início uma das mais sangrentas guerras mundiais. De ambos os lados combatia-se sem piedade, e a  morte e a destruição assolavam o mundo. Os inimigos disputavam o terreno, palmo a palmo, entre cenas indescritíveis onde o sacrifício e o heroísmo estavam lado a lado com a morte.

A terra de ninguém, esse espaço que separava as trincheiras, era atravessada apenas pela metralhadora. E quando esta já falara o suficiente, irrompiam os homens para completar o quadro de destruição. A ordem era avançar e morrer pelo dever ...

E assim, ingleses e alemães, separados por essa estreita faixa de terra de ninguém, atiravam noite e dia, até que a baioneta lhes permitisse desalojar o inimigo. Hoje, eram uns que conquistavam esse pedacinho de terra, amanhã, os outros. A fatigante ação da guerra repetia-se monótona, incessante.

Dezembro chegou, e encontrou os soldados na mesma luta dilacerante. A neve cobria os campos com seu manto gelado, trazendo aos corações de todos recordações de outros dias felizes. A família, os pais, os filhos ... que fariam àquelas horas, tão perto do Natal? Eles já estavam recebendo pacotes que muitos não abriam, esperando pelo santo dia ...

O dia 25 de dezembro de 1914 amanheceu em meio a um silêncio impressionante. A neve reinante não conseguia ocultar o movimento dos homens em seus esconderijos. De repente, algumas sombras saindo das trincheiras alemãs avançaram cautelosamente.
Os ingleses puseram-se de prontidão, mas não dispararam suas armas. Alguma coisa estranha pairava  sobre a terra de ninguém. Alguma coisa inexplicável, mas que todos podiam sentir. Momentos depois, também deste lado surgiram figuras  silenciosas que iam ao encontro das que se aproximavam; mais alguns instantes e aqueles vultos confundiam-se, silenciosamente, num estreito abraço.

Os outros não se contiveram mais e, como que inspirados por um mesmo sentimento, os homens de ambos os lados, sem poder entender-se, pois falavam duas línguas diferentes, uniram seus corações na linguagem universal do amor fraterno em comemoração a um dos mais empolgantes mistérios: o Nascimento do Menino Jesus.

Foi um verdadeiro milagre de Natal! E ali, naqueles campos um  pouco antes povoados pelo ódio e morte, ingleses e alemães abriram os pacotes que há tanto vinham guardando e dividiram os presentes entre si ...

Diversões Escolares  Ano 1  Número 5  1960  Editora Abril Didática Ltda. SP



Agnes G. Milley

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Projetos para quê?

Por Maria Teresa Serman
Toda vez é o mesmo papo (comprovadamente furado): projetos feitos para o novo ano, que são padrões, tais como emagrecer; fazer exercício físico; comer saudavelmente aquela catrefada de coisas com ômega 1,2,3,4,5,6 ao infinito, e radicais livres que nos aprisionam; começar uma atividade prazerosa, ou terminar de ler a pilha de livros empoeirados na cabeceira, que olham condenatoriamente para quem os vem rejeitando; dar mais atenção à família (esse então é campeão!); trabalhar menos e ter mais lazer; enfim, aquela lista que ninguém aguenta mais ouvir ou fazer, por isso não fazemos mesmo!

Que tal começar o ano com pouquíssimas e acessíveis metas, encabeçadas por uma fundamental, que conduzirá todas as outras? Abandonar-se nas mãos amorosas do Pai e deixar que a Divina Providência nos guie? Não entendam tendenciosamente que isso significa deitar na rede e ficar de papo pro ar, nananina!, de maneira alguma, é exatamente o contrário: trabalhar, servir, amar, cuidar da família, dos outros e de si mesmo, mas sempre com uma visão sobrenatural, que é a que nos salva realmente, desde o começo até o fim.

Acredito que "tudo contribui para o bem dos que amam a Deus", e procuram estar atentos às Suas inspirações. Neste ano que virá, de minha parte só penso em fazer o que Ele espera de mim, e já é muito, porque Ele espera o melhor dos Seus filhos, como esperamos dos nossos. O que vou conseguir vai ser uma equação feliz - assim espero - da minha correspondência (por maior que seja só vai representar talvez 5% do total) e das graças que Sua misericórdia sem fim vai me proporcionar.

S.Paulo já disse, com toda a sua peculiar sabedoria e firmeza, que "quando sou fraco, aí é que sou forte", para que a Ssma.Trindade manifeste Seu poder. A minha contribuição é ter fé, esperança e caridade, e assim mesmo só será possível se eu Lhe pedir, pois sendo virtudes teologais, só advirão diretamente dele. O que, de novo, não significa inoperância.

Vamos fazer os outros felizes, sermos felizes e esperançosos, acolhermos com benignidade e alegria os que amamos, os que podemos amar melhor, e aqueles que necessitam do nosso amor, mas que precisam aprender a retribuir. Comemorar o Ano-Novo é abrir-se às expectativas de Deus para nós, e confiar cada vez mais na Sua bondade, desde este minuto, e em todos os novos anos da nossa vida passageira, com vistas ao Ano realmente novo e derradeiro, quando passaremos à eternidade junto a Ele, e nossa felicidade não terá fim. 

Felizes sejam todos os recomeços que o Senhor permitir a vocês, leitores e leitoras do blog, é o desejo que nós expressamos com carinho neste momento. Feliz Ano-novo!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Milagre Eucarístico de Lanciano

Por Maria Teresa Serman

Hoje é o dia do Corpo de Deus Corpus Christi, quando a Igreja Católica comemora a presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. Por isso, nada melhor que recordar o Milagre Eucarístico de Lanciano, para aquecer a nossa fé no Santíssimo Sacramento do Altar.

O fato aconteceu na cidade de Lanciano, na Itália, por volta do ano 700, na igreja do mosteiro de S. Legoziano(este é o centurião que rasgou com sua lança o lado de Cristo crucificado, e daí brotou sangue e água), onde viviam monges de S. Basílio. Entre estes havia um que, voltado mais para o mundo do que para as coisas de Deus, passou a duvidar de que a hóstia e o vinho consagrados fossem o verdadeiro Corpo e o verdadeiro Sangue de Jesus.

“Certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor, diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:
"Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!"

A notícia se espalhou rapidamente. A hóstia feita carne é de tamanho maior do que a atual, como de uso naquele tempo. É um pouco escura e ligeiramente rosada contra a luz. O Sangue está coagulado em cinco glóbulos de cor, tamanho e formas diferentes, de cor ocre. As sagradas espécies foram guardadas em um relicário providenciado pela piedade do povo.

“Desde 1713 a Carne está conservada num artístico Ostensório de Prata, finamente cinzelado, estilo napolitano. O Sangue está contido numa rica e antiga ampola de cristal de rocha.

Os Frades Menores Conventuais custodiam o Milagre desde 1252, por determinação do Bispo de Chieti, Laudulfo, e por Bula Pontifícia de 12.05.1252. Antes disso, executavam essa tarefa os Monges Basilianos até 1176 e os Beneditinos de 1176 a 1252.

Em 1258 os Franciscanos construíram o Santuário atual, que, em 1700, sofreu uma transformação do estilo românico-gótico para o barroco.”

A ANÁLISE CIENTÍFICA.
“Aos vários reconhecimentos eclesiásticos, feitos em fins de 1574, seguem-se em 1970-1971 - e retomados em 1981 - os reconhecimentos científicos, executados pelo prof. Edoardo Luioli (livre docente em Anatomia e Istologia Patológica e em Química e Microscopia Clínica), coadjuvado pelo prof. Ruggero Berteli da (Universidade de Siena).
As análises, procedidas com absoluto rigor científico e documental de uma série de fotografias ao microscópio, deram estes resultados:
- A Carne é carne verdadeira. O Sangue é sangue verdadeiro.
- A Carne e o Sangue pertencem a espécie humana.
- A Carne pertence ao Coração em sua estrutura essencial.
- Na Carne estão presentes, em secções, o miocárdio, o endocárdio, o nervo vago e, - pela expressiva espessura do miocárdio, o ventrículo cardíaco esquerdo.
- A Carne e o Sangue pertencem ao mesmo grupo sanguíneo AB. (*)
- No Sangue foram encontradas as proteínas normalmente existentes e nas proporções percentuais idênticas às encontradas no sangue normal fresco(ou seja, de uma pessoa VIVA).
- No Sangue foram encontrados também os minerais cloro, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio.
- A conservação da Carne e do Sangue miraculosos, deixados em estado natural durante doze séculos e expostos aos agentes físicos, atmosféricos e biológicos constitui um Fenômeno Extraordinário.

Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.
E antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas, realizadas em Arezzo, os Doutores Linoli e Bertelli enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos:

" Et Verbum caro factum est" = "E o Verbo se fez Carne!"

Concluindo, pode-se dizer que a Ciência, chamada a manifestar-se, deu uma resposta segura e definitiva a respeito da autenticidade do Milagre Eucarístico de Lanciano.”

(*) Mesmo tipo sangüíneo encontrado na análise do Santo Sudário de Turim.

O trechos entre aspas foram retirados do site www.derradeirasgraças.com , pois não poderíamos descrevê-lo em pormenores tão precisos quanto estes. O prodígio vem revigorar não só a fé daquele monge no século 8, mas a nossa também. Mais do que isso, confirma o milagre do amor imenso do Sacratíssimo Coração de Nosso Senhor pelos homens, amor tamanho que se deixa esconder sob pão e vinho, à mercê da nossa devoção nos sacrários.
O milagre, como disse S. Paulo, não é para os que creem, mas para os que não creem. Todavia, soa como mais um aviso carinhoso de Deus para nós, que recebemos a Comunhão e o visitamos no Sacrário. Como está nossa devoção eucarística?