logo
Mostrando postagens com marcador filhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filhos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Comemoração de mais um ano juntos

No nosso aniversário de casamento, nos 46 anos de vida em comum gostaríamos de comemorar em alto estilo, num restaurante bonito, ou com um passeio pela cidade, porém com a quarentena, deste ano sem fim, (parece que caímos em uma máquina que faz todos os dias serem os mesmo), precisamos permanecer em casa e comemorar com alegria e com alguns dos nossos filhos presentes que moram conosco. 


Os presentes compramos pela internet, cada um escolheu para o outro, com ou sem ajuda para fazer as encomendas, e tudo chegou a tempo ficando guardado até o dia da festa. As filhas resolveram fazer uma surpresa para nós dois, e tudo foi feito com muito carinho e detalhes lindos.



Até o dia do aniversário não sabíamos o que seria. Só sabíamos que teríamos comemorações. Tudo começou com os filhos que residem fora em uma live para nos desejar felicidades; recebemos flores, presentes, café da manhã, beijos e abraços virtuais. A noite tivemos um jantar lindo, foi uma bela surpresa.

Nossa casa é grande, sendo assim fizeram tudo na sala do terceiro andar, foi um tremendo sobe e desce com os utensílios para usar na mesa. O ambiente ficou acolhedor, todo iluminado só de luzinhas de led, com balões japoneses em alguns pontos, e uma  lareira também não faltou! Criaram um restaurante muito bonito em casa,(teve até nome e placa), capricharam nas louças, talheres e taças. A filha hoteleira disse que utilizou seu aprendizado de faculdade. A comida foi um esmero: fondue de carne, queijo, camarão e frango com bacon , não faltou pão fresquinho feito também por elas. Serviram um vinho branco e um vinho tinto delicioso. A sobremesa foi fondue de chocolate e frutas.



Serviram tudo a caráter, e depois nos deixaram a sós para conversarmos sobre esses nossos 46 anos de vida em comum. Só lembramos de coisas boas, e nos divertimos bastante. Antes de acabarmos chamamos as meninas para desfrutarem da sobremesa conosco, e participarem das memórias em família. Dá gosto de ver nossa família crescendo e mostrando seus frutos maravilhosos.


terça-feira, 18 de agosto de 2020

A chegada de um filho

 Neste mês de agosto faz 30 anos que recebemos o nosso sexto filho. Foi um presente de Deus. Uma recompensa pela perda tão cedo e repentina da minha mãe que se foi há quase um ano antes dele nascer.

Com 5 filhos de idades entre 15 anos e 5 anos não seria nada fácil cuidar de mais um filho pequeno, ia demandar muitos cuidados e tempo, mesmo assim estávamos felizes em poder ter mais uma vida com a graça de Deus entre nós, e sob nossa responsabilidade e nosso amor. Sabem, o amor transborda, mesmo sendo muitos sempre cabe mais um.

A hora da minha mãe, ainda que muito jovem, havia chegado, com certeza já cumprira sua missão na terra, porém Deus na sua infinita bondade nos enviou esse menino lindo e cheio de vida para alegrar mais ainda nossa família. Foi um detalhe de carinho conosco, de Deus.

 

Tive uma gravidez ótima, com um pequeno contratempo pelo meio, tive dengue por volta do quarto mês, depois dengue de novo, um pouco mais adiante, e em seguida correu tudo bem até o final que se antecipou uns dias, mas ele chegou bem, entrando neste mundo a largos pulmões: como sabia chorar! Um bebê lindo, cabeludo, meus outros filhos nasceram carequinhas. Já havíamos escolhido seu nome, porém nasceu no dia de seu onomástico, outro detalhe de carinho conosco da parte de nosso Pai Celestial.

Uma nova vida na família sempre é razão de alegria, como meu marido sempre falou: cada filho vem com um pão debaixo do braço, uma melhoria. De fato, nunca nos faltou o necessário para cria-los e educá-los. Fácil não foi, mas olhando para trás, tudo foi recompensado por cada filho que tivemos.

Vê-lo crescer, ter sua própria família hoje, criar sua própria filha, nos dá a sensação de dever cumprido, de que formamos mais um filho para a vida, com princípios humanos, morais e espirituais.

A vida nunca é fácil para ninguém, formar uma família requer força e coragem, só que se colocamos Deus no meio o fardo fica bem mais suave.

Rezo para que cada filho nosso tenha essa força e coragem e que formem suas famílias pautadas com valores firmes, desenvolvendo cada vez mais as virtudes necessárias para levar adiante a vida no lar.

terça-feira, 30 de abril de 2019

PRESENTE PARA O DIA DAS MÃES

O mês de está chegando e todos os sentidos da família ficam voltados para aquela que nos gerou.

Os filhos sempre ficam pensando o que dar a mãe no seu dia de comemoração; as lojas dão mil ideias. Desde um simples sabonete cheiroso até uma viagem num cruzeiro da América até os confins da terra.

Conversando com muitas mães, por todos esses anos em que também sou mãe, pude ter a certeza de que o melhor presente para nossas mães é a harmonia e o carinho entre seus filhos.

O que mais uma mãe quer do que ver seus filhos, frutos do seu ventre, amando-se, sendo gentis uns com os outros ?

A felicidade de uma mãe é saber que no dia em que partir deste mundo deixará irmãos amigos; não só unidos pelo sangue mas também pela alma , que farão tudo uns pelos outros, para permanecerem amigos e fiéis a família.

É claro que tudo isto não invalida dar uma lembrancinha feita com o coração. (Risos)!

A família reunida, sem brigas, com a colaboração de todos é como minha sogra gostava de dizer: “um sonho dourado”.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Divórcio nunca é só sobre o casal - parte 2

A primeira parte deste texto está no dia de ontem. Coloquei dividido para que pudéssemos absorver bem o conteúdo, e refletirmos sobre o tema.

"Quando um casamento acaba, ele nunca afeta apenas a família imediata - as duas pessoas que deixam de ser esposos e seus filhos. Avós, tios, sobrinhos e amigos são partes de uma rede de relacionamentos maior que o divórcio fere e rompe. Quando os divorciados começam novos relacionamentos já separados um do outro, os relacionamentos se tornam ainda mais complicados, especialmente para as crianças.

Percorrer as relações de uma família divorciada foi e continuará sendo como andar num campo minado. Eu deveria chamar meu padrasto de Pai, mas pelo nome quando estava na presença do meu pai de verdade. Eu também não deveria nunca me referir ao meu pai biológico como meu pai de verdade na frente do meu padrasto - digo pai. 

Meu pai(de verdade, não o padrasto) também se casou novamente com uma mulher sobre quem eu não deveria conversar na frente da minha mãe. Meu padrasto queria que eu chamasse os seus pais de Vovô e Vovó, mas eles me disseram que não "porque eles nunca realmente seriam os meus avós." Tenho meio irmãos e os filhos do meu Pai(padrasto, não de verdade) que podem chamar Vovô e Vovó porque eles são família biológica. Os filhos do meu Pai(padrasto) chamam a minha mãe pelo seu nome e me chamam de meia-irmã, mas sempre esperam que eu os apresentasse como simplesmente "irmã" e "irmão." Os meus meios-irmãos(filhos da minha mãe) não querem saber de nada do meu pai de verdade e do divórcio deles. 

Confuso? Eu também estava. Não foi fácil manter tudo coordenado, até mesmo agora. Quando eu era criança eu sentia que não conseguiria explicar aos meus amigos quem era a minha família por causa de todos esses títulos e nomes alguém acabava ofendido. Antes mesmo que eu terminasse a metade do ensino fundamental o homem que eu chamava de Pai e morava na minha casa se tornou outra pessoa, e outra mulher estava morando com o meu pai.

O modo com o qual a os relacionamentos da nossa família estendida sofreu com o divórcio pode ser a consequência mais difícil de ser compreendida. No funeral da minha avó biológica meus irmãos e eu fomos deixados de fora das fotos de família. Nós vimos os nossos primos serem tratados diferentes só porque os seus pais continuavam casados. Nós paramos de ser convidados para os encontros familiares. Hoje eu sou uma estranha para a maior parte dos meus parentes do lado do meu pai, a medida que eu cresci eu o vi tão pouco e a eles menos ainda.

Quando eu era criança a ansiedade avultava-se pelas visitas do meu pai. Meus pais sempre me amaram, mas ficar animado com a visita do meu pai gerava um julgamento sobre a vida com a minha mãe, e estar feliz ao voltar para casa depois de uma visita com o meu pai era uma acusação contra ele. De qualquer forma, eu causaria uma aflição nos meus pais. Eu fui dilacerada em duas e não podia contar a ninguém como eu me sentia. Eu lidava com isso fingindo que o que não estivesse presente não existia.

A minha história é a história dos filhos do divórcio

Minha história é apenas uma experiência, mas a Leila Miller entrevistou 70 outros adultos cujos pais se divorciaram, e as suas histórias são similares a minha. Ela reuniu essas histórias em um livro chamado " Primal Loss: The Now-Adult Children of Divorce Speak" para dar o que é "raramente oferecido: as palavras reais para os mais afetados pelo divórcio, mas que quase nunca podem falar por si." Miller é uma pessoa imparcial para produzir esse livro, já que os casamentos da sua família continuam firmes.

Ouvindo a palestra da Miller sobre o que ela recolheu das suas entrevistas eu me senti ouvindo a minha história sendo contada por outras pessoas. No início do livro a Dr. Jennifer Roback Morse explica como, nas famílias que sofrem o divórcio, "até mesmo dentro da família, as crianças não é permitido verbalizar os seus reais sentimentos. O amor dentro da família fica frágil: As crianças aprendem a mensagem de que as pessoas as vezes são abandonadas ou expulsas. Podem ver o amor como não confiável. Mesmo que as crianças pudessem verbalizar os seus sentimentos(o que não conseguem), elas tem medo do risco de perder o amor de seus pais. Elas não querem aborrecer a Mãe ou o Pai." Ainda hoje eu tenho que lutar contra as inseguranças que se arrastam no meu coração. 

Eu nunca desejei que os meus pais reatassem, e eu realmente não quero que os novos casamentos dos meus pais acabem. O divórcio sempre foi um ponto final para mim; Eu apenas sempre desejei que eu não tivesse pais divorciados. Eu amo o meu padrasto, madrasta, meio-irmãos de sangue, meio-irmãos "postiços", todos os relacionamentos que eu nunca teria se não fosse pelo divórcio dos meus pais. Eu tenho uma vida linda. Mas tem essa tristeza que dói porque eu sei que todos nós temos essas feridas de relações rompidas e outras cicatrizadas causadas pelo divórcio, e eu não posso fazer nada sobre isso.

O divórcio dos meus pais me atormenta pelo meu casamento e meus filhos

Desde que eu me casei, eu rezo para que meu marido e eu possamos envelhecer juntos; que sejamos rápidos para perdoar, lentos para nos zangar, e não mantermos um histórico de erros um do outro. Nós somos pecadores que precisamos dar e aceitar a graça, se nós quisermos passar um legado para os nossos filhos de amor e fidelidade no casamento. Eu não sou desiludida pensando que de alguma forma eu estou acima do divórcio. Mas que o Senhor possa me salvar - e meu marido e filhos - de jamais ter de sofrer nessa estrada.

Eu sou atormentada pela estatística que adultos que vêm de lares divorciados são mais propensos a se divorciarem do que aqueles cujos pais permanecem casados. Não é surpreendente que os meus pais vieram de lares divorciados. Minha mãe uma vez me contou que as duas maiores chagas da sua vida foram o seu divórcio e o divórcio dos seus pais.

A única vez que o meu pais falou comigo sobre o divórcio foi quando ele disse que esse era o único arrependimento da sua vida. E faz sentido. Ele nunca pôde nos ensinar a dirigir, não me levou para o altar no meu casamento, e também não passou a maioria dos feriados conosco.

Em um dia 26 de dezembro, meu pai nos pegou e nos disse o quão animado estava em poder comemorar o Natal conosco. Eu lembro de me sentir mal pela minha mãe, que estava na porta de casa acenando enquanto saíamos. Olhando para trás, eu vejo quanto esforço meu pai depositou naquele dia - o único dia que ele nos viu naquele mês - mas foi decepcionante.

Nós fomos ao cinema, abrimos presentes, e pudemos comer pelo menos o dobro de sobremesa que a minha mãe teria deixado. Quando terminou, nós dissemos tchau para o papai por quatro semanas. Tudo de bom tinha sido arruinado por causa dessa terrível separação, como todos os Natais da minha infância que eu consigo lembrar.

O divórcio não para nunca de doer

Eu já pensei que os feriados seriam mais fáceis quando eu tivesse a minha própria família. Eu não sabia que os avós criavam expectativas sobre quando eles poderiam ver seus netos. Eu não sabia que o Natal ainda seria esse vai e vem entre a casa dos meus pais esperando não chatear ninguém. Eu não sabia que teria que explicar para os meus filhos, por muitos anos, porque eu tenho dois pares de pais.
Quando meus filhos eram pequenos, eu pensava que todos os avós iriam gostar de um calendário com a foto das crianças para o Natal. Eu reuni as melhores fotos dos primeiros três anos da vida deles. Quando eu passava as páginas, eu percebi que não poderia dar aos meus pais. Uma das fotos tinha a minha mãe e meu padrasto. Em outra tinha o meu pai de verdade. Todos ficariam ofendidos. Eu guardei os calendários e no dia seguinte comprei para todos presentes genéricos e uma caixa de chocolates.

Naquele Natal eu dei presentes meia boca mas que poderia ter sido algo tão pessoal e prazeroso, e tive que fazer duas vezes porque é assim que uma família divorciada faz o Natal. Você faz de conta que está tudo muito alegre mesmo que em todos os encontros uma parte da sua família esteja faltando. Você estabelece novas tradições e memórias que excluem algumas das pessoas mais importantes da sua vida. E ninguém quer saber que mesmo que você esteja bem, você acha que aquilo fede."

A autora é uma escritora do Federalist que requisitou o anonimato para este artigo para evitar inflamar a situação familiar que ele retrata.

This article has been corrected to attribute a quote from Miller’s book to the book’s forward writer, Jennifer Morse.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Como o Divórcio dos meus pais destruiu os nossos feriados e vida familiar para sempre

Este texto foi traduzido por uma amiga, Marina Gladstone Pereira,  um assunto bem atual que vamos colocar aqui em duas partes.

PARTE 1

Chega dezembro e sempre me lembro de como eu odeio o divórcio. As luzinhas das árvores se acendem e brilham, embalamos presentes, e eu fico ansioso sobre os encontros familiares e programação de viagens. Passaram-se três décadas, meus pais se divorciaram, e o Natal em família se tornou muito complicado.

O divórcio dos meus pais foi aquele cuja geração foi induzida a ter. Como muitos outros que se casaram nos anos 70, o casamento deles acabou em um divórcio no-fault[NT: divórcio no qual não há razão grave, podendo ser litigioso ou não. Chamaremos de Divórcio Sem Motivo Grave]. Um deles não estava feliz e sentia que a única maneira de resolver isso era não estando mais casado. Em nome da satisfação e do contentamento, nossa família se dissolveu.

Passando-se 30 anos, você verá que essas crianças se tornaram adultos bem sucedidos e os pais divorciados reerguidos e até mesmo em novos casamentos. Superficialmente parece que todos nós vivemos felizes para sempre.

A mídia ama vender essas mentiras para o público. Por exemplo, o The New York Times publica artigos a favor do divórcio regularmente; este é um particularmente perturbador.
Argumentos Divorcistas são baseados em mentiras

Os escritores do The Times de Londres estão em campanha agora tentando reformar as leis de divórcio inglesas.  Eles acreditam que o divórcio deveria ser mais fácil de conseguir do que a lei atualmente exige "um casal que deseja se separar deve demonstrar evidência de rompimento irreparável por motivo de adultério, comportamento imoderado, abandono, dois anos separados com consentimento ou cinco anos separados sem consentimento."

Eles propõem que em vez disso seja: "O divórcio, sempre que possível, deve ser simplesmente um reconhecimento que as pessoas seguiram em frente. Um casamento findo de dez anos ainda pode ser tido como um sucesso. Deve-se supor que o divórcio não é culpa de ninguém e que as pessoas precisam de uma maneira simples, digna e relativamente fácil de cortar relações, enquanto também reconheça que o parceiro que sacrificou a sua carreira para cuidar das crianças precisará de ajuda para se restabelecer."

Perdão pelo meu olhar de desdém. A medida que a nossa cultura tenta negar a beleza da união do pacto conjugal, nós olhamos pelo o outro lado, pelos prejuízos e misérias que ele cria.

Nestas décadas desde que os meus pais se divorciaram e mesmo depois de casar, eu aprendi que o Divórcio Sem Motivo Grave é uma das maiores mentiras que a nossa cultura quer que acreditemos. Na realidade, "o Divórcio Sem Motivo Grave está destruindo mulheres, crianças e homens. Mais precisamente, o divórcio destrói o casamento, e a destruição do casamento faz mal a todas as partes envolvidas. A legalidade do Divórcio Sem Motivo Grave  apenas torna fazer mal as pessoas infinitamente mais fácil. Não há como ter dúvidas disso. Ninguém sai de um divórcio mais feliz e mais completo.
A autora é uma escritora do Federalist que requisitou o anonimato para este artigo para evitar inflamar a situação familiar que ele retrata.
Continua amanhã.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

O bem sempre vence

Assistindo um seriado americano sobre contos infantis, notei que a premissa deles é: “O bem sempre vence”. Como se isso fosse um requisito dos contos de fadas, onde por pior que o mal apareça, o bem sempre vencerá.

Devemos aproveitar essas chances boas que a TV nos dá, e passar para nossos filhos conceitos para o dia a dia.  Não é só nos contos infantis que o bem prevalecerá, também na vida real, por pior que as coisas possam parecer, sempre valerá a pena fazer o bem, fazer a coisa certa.

Estamos vivendo num mundo de muitas inseguranças, e aos poucos isso vai minando nossa esperança de dias melhores. Vejo crianças cheias de medo, não do bicho papão, mas sim do bandido nas ruas, do sequestrador, do pedófilo, coisas das quais já são alertados desde bem pequenos. Nossos filhos precisam que lhes demos segurança, conforto, esperança.

Vamos lutar pela justiça, desde com os nossos governantes, até com nossas idas ao mercado, e mostrar aos filhos que somos honestos nas pequenas coisas, para que cresçam praticando o bem, e sabendo distinguir o joio do trigo.

Fazer o bem sem pensar em retorno: é quando vamos visitar um amigo doente, e fazemos um agrado a essa pessoa, sem esperar que no futuro venha a tirar proveito disso, a vida não deve ser um “toma lá dá cá”. Fazer porque é o certo, é o correto, é o melhor. Tudo isso nos dará paz de espírito.

A esperança vem dá fé, a fé vem de Deus, e o nosso amor ao próximo e a justiça vem do cultivo desta fé e desta esperança no Amor de Deus. “Pela fé nós aderimos ao que Ele revelou; pela esperança tendemos a Deus apoiando-nos em seu socorro para chegar a possuí-Lo um dia e vê-Lo face a face; pela caridade amamos a Deus sobrenaturalmente mais do que a nós mesmos”.

Não há como fugir da Pessoa de Deus, podemos até não querer acreditar, mas se temos um coração aberto vamos chegar a este ser maior que rege todo o universo. Isso nos dará a certeza de que o bem sempre prevalecerá.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Palavras para dizer mais vezes




Perdão - a cada filho pelas palmadas que dei.  Sei que os forjaram homens e mulheres fortes. Mas com certeza foi a duras penas. Não vou dizer que doeram mais em mim do que neles. Porque na hora da raiva nem o remorso havia. A desculpa era de que sendo muito jovem, acabávamos brigando quase de igual pra igual. Sem noção dos estragos que poderia causar com essas atitudes. 

O "aprontou, levou" - Poderia ter sido feito de outra maneira. Atitudes diferentes fariam toda a diferença.  Hoje peço perdão. 

Eu te amo - uma frase bonita, diz tudo em três palavras, porém muito difícil de dizer com naturalidade, ainda mais na correria diária. Com certeza devia dizer mais vezes ao pé do ouvido de cada filho e do marido. Quantas oportunidades perdemos, as atitudes mostravam esse amor, mas as palavras com certeza teriam um peso bem maior. 

Obrigado - pelo tanto de coisas que aprendi com eles. Quantos obrigados deixaram de ser dito.  Como mãe ensinamos muito a agradecer, mas às vezes a gratidão por serem carinhosos, ou por querem estar sempre perto de nós, ou pedindo nossa companhia, não foram bem agradecidas. 
                                      
O tempo passa muito rápido.  Vamos aproveitar cada momento com esses seres que são a razão do nosso viver, com mais intensidade, com mais demonstrações de amor verdadeiro. Nunca é demais. Sem esquecer-nos de que as nossas atitudes também falam por nós.



Quantas coisas deixamos de dizer aos nossos filhos, justamente pela correria em que vivemos, por querermos fazer o melhor, o mais bem feito, e esquecemos dessas pequenas palavras que fazem toda a diferença, e acalenta o coração dos nossos ente queridos.