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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Responsabilidade de mãe

Outro dia estávamos lanchando fora, e sem querer ouvi a conversa de um casal de namorados, de meia idade, ele falava de coisas que sua mãe ensinou e que ficaram gravadas até hoje, como regras, para ele.

Com isso fiquei refletindo na grande importância que nós mães temos na vida de nossos filhos, querendo ou não, vamos ser lembradas para sempre, por nossos bons ou maus ensinamentos. Vejam a nossa grande responsabilidade! 

Minha mãe sempre dizia um ditado que ficou gravado em mim, e mesmo agora, estando entrando na terceira idade, recordo-me com carinho: "o Diabo tem um manto e um chocalho - com o manto nos esconde para fazermos coisas erradas, porém com o chocalho ele nos descobre, para nossa vergonha, e para tornar público." Por isso sempre pensava bem antes de cometer algum erro, e com o tempo aprendi que viver às claras, sendo honesta e correta era o melhor para ter uma vida digna. 

Então mães, o que vamos deixar de bom para nossos filhos? Como seremos lembradas? Além, é claro, de dizerem que preferíamos mais o filho X ou  o Y. Alguns dos nossos dizeres ficarão gravados, sulcados na memória de cada filho ou filha. 

A nossa responsabilidade não termina nunca, Deus fez as mães para serem imortalizadas, antecipando um pouco do céu na terra. Com certeza, muiiiiito menos é claro, mas só para termos uma vaga ideia do céu.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Grandes exemplos - São Luiz Gonzaga

Este foi um grande homem, sua história serve para contarmos às nossas crianças; é  um ótimo exemplo de vida . Ele nasceu na Itália em 9/3/1568  e morreu em 20/6/1591, logo comemoramos ainda este mês a vida deste grande homem;  e foi canonizado em 1726,  e é  padroeiro dos estudantes jovens,  padroeiro da juventude cristã.

Luiz era o mais velho dos filhos do Marques de Ferrante  que serviu ao rei Filipe II da Espanha. Ele queria que o filho fosse um grande militar. Aos 4 anos  foi enviado para um campo militar e andava vestido com uma miniatura de armadura e uma espada, sem querer  ele disparou um canhão e foi devolvido para casa. Aos 7 anos teve uma visão espiritual e decidiu seguir a vida religiosa.

Aos nove anos seu pai o colocou aos cuidados de um tutor  para aprender o Latim e o italiano puro, mas gostava mesmo era dos estudos dos santos. No mesmo ano fez seus votos de castidade. Já com 11anos Luiz decidiu renunciar aos títulos e propriedades que tinha herdado. Logo depois ele contraiu um dolorosa doença renal que o atormentou pelo resto de sua vida, o que deu a ele uma desculpa para gastar mais tempo em orações e ler a vida dos santos. Praticava então severos e austeros jejuns com pão e água e não acendia fogo para rezar no inverno. ele Começou a se preparar com a idade de 12 anos para ser um missionário jesuíta, reuniu um grupo de jovens pobres e começou a ensiná-los o catecismo durante os feriados de verão.

Em 1581 Don Ferrante foi chamado a servir a Imperatriz Maria da Áustria na sua viagem da Bohemia a Espanha. Sua família o acompanhou e ao chegarem na Espanha, Luiz foi colocados ao serviço de Don Diego, príncipe das Austurias como pagem. Ele teve então que cuidar do príncipe e estudar com ele, mas não se distraia da suas devoções.Durante o tempo na corte do Dom Diego, Luiz resolveu entrar na Companhia de Jesus . Obteve primeiro a provação de sua mãe e em seguida disse ao seu pai que queria entrar para a Ordem dos Jesuítas e este furioso não deu a sua permissão, até que amigos intermediaram a questão e finalmente deu sua consentimento provisório.

 Após a morte do príncipe foi dispensado dos seus deveres na corte, mas o pai tentou distrai-lo enviando a visitar cortes no norte da Itália em 1584. Ele esperava que o rapaz sucumbisse a vida fácil e farta na corte italiana. Ele foi tentando de tudo para demovê-lo da ideia de ser um jesuíta. Quando isto não funcionou, Dom Ferrante usou como seu ultimo esforço os dignitários da Igreja para falar com o seu filho a respeito. Finalmente persuadido a aceitar a vocação de seu filho. Em 1585 permitiu que a Luiz entrasse para a Ordem dos Jesuítas em Roma.

Em 25 de novembro de 1585 ele recebeu o noviciado jesuíta na Casa de Santo André. Como tinha sua saúde abalada os jesuítas ordenaram que moderasse a sua austeridade. Era obrigado a descansar, comer mais e era proibido de rezar fora dos horários. Foi enviado a Milão para mais estudos e teve uma visão numa oração matinal que não viveria muito mais. Isto encheu seu coração de gloria e alegria.

 Sua saúde debilitada forçou o seu retorno a Roma. No ano seguinte a praga tomou conta de Roma. Os jesuítas abriram um hospital e Luiz foi permitido ajudar os pacientes, banhá-los e cuidar deles. Acabou contraindo a praga e sobrevivendo após receber os últimos sacramentos.

Uma noite Luiz caiu em êxtase e passou toda a noite neste estado e disse ao seu confesso que iria morrer na oitava de Corpus Christi. Naquele dia ele estava muito melhor e o Reitor falou até em enviá-lo a Frascati. Mas Luiz manteve a sua crença que iria morre naquele dia e pediu a extrema unção do Padre Bellarmino. Logo depois Luiz ficou imóvel as vezes murmurando "em suas mãos Oh Senhor" e com olhos fixos no crucifixo ele faleceu com idade de 23 anos. Sua festa é celebrada no dia no dia 21 de junho.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Exemplo para família - LAURA INGALLS.

Por Lívia melo 

Laura Elizabeth Ingalls, nascida em 1867, em Wiscosin, à beira de uma floresta e numa cabana de troncos, foi uma grande escritora americana. Possui uma série de livros que retratam a luta de sua família em sobreviver em meio às dificuldades e a vida em busca do Oeste Americano.

Seus livros são recordações de tudo que viveu, por isso mesmo são histórias interessantíssimas e repletas de valores humanos e familiares. São livros cheios de lições de vida, ternura e inspiração.

Para entender um pouco da história pioneira da família Ingalls, se faz necessário entender o contexto político dessa parte da história americana. Neste post, não vou me alongar na história dos Estados Unidos da América.

Você já deve ter lido ou ouvido a expressão “Vá para o Oeste”. Se ainda não, vale à pena pesquisar um pouco mais sobre esse período da história americana.

A família Ingalls viveu neste período, que em suma, foi um incentivo do Governo Americano para o povo a ocupar o Oeste do país, até então praticamente desabitado, cheios de animais selvagens e índios.

Os perigos, as dificuldades com plantação e colheita, a vida de privações e trabalho árduo fazem parte da história, mas o foco dos escritos de Laura Ingalls é sobre a alegria com a qual se deliciava em sua família.

Laura fez diversos livros de recordações, onde conta a trajetória de sua família pioneira começando pela casa onde nasceu, passando por diversos locais em que se instalaram para tentar a vida. Muitas viagens, muitas mudanças e muitas aventuras transferidas para o papel.  Seus livros de recordações ficaram tão famosos, que foi feita uma série baseada em sua bela obra. A série chama-se “Litle House On The Praire” (“Os pioneiros”, na versão para o Brasil).

Vale à pena conhecer mais sobre a história dessa grande escritora, portanto, virão outros posts com curiosidades, imagens e dicas de leitura relacionados à Laura Ingalls e sua família.

Até mais!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Filhos: ótimos imitadores!

Raquel Suppi

Já é sabido que as crianças costumam imitar o comportamento dos adultos que as cercam. “Um exemplo vale mais que mil palavras”, seja ele bom ou mau. Por isso, vigilância e muito esforço para tentarmos ser sempre um modelo digno de ser “reproduzido”. No entanto, se por um lado é motivo de preocupação e alerta, por outro, ver os filhos nos “copiando”, pode arrancar muitas risadas – quando a imitação é sadia, claro!

A filha “tratando” a boneca com o mesmo carinho e delicadeza que é cuidada pela mãe; o filho comemorando o gol do time do coração exatamente como o pai; as crianças dando bronca ou fazendo festa com o cachorrinho da casa do mesmo jeito que os pais fazem; os irmãos chamando a atenção uns dos outros usando os mesmos argumentos dos pais, e por aí vai! Tenho certeza que cada família tem muita história do tipo! E com a minha não é diferente! Temos muitos casos assim, foi até difícil selecionar qual iria contar! (Risos).

Pedrinho, nosso filho do meio – de dois anos –, é um menininho lindo, esperto, simpático e super arteiro. Desses que, se ficar sozinho, certamente vai aprontar. Também, não é de se conformar ou se deixar convencer facilmente. Quando quer alguma coisa, luta bastante para conseguir, não importa quem esteja envolvido! E, destemido como é, se achar necessário, apela para o grito ou violência! Por conta disso, estamos sempre na cola, corrigindo e colocando de castigo.

Recentemente, o condomínio onde moramos passou por uma grande reforma. Em alguns momentos, a obra era bem barulhenta, e deixava os meus meninos incomodados, principalmente quando estavam assistindo desenho na sala. Nesses momentos, eu ligava a TV do quarto ou tentava distraí-los com outras brincadeiras. Geralmente funcionava e ninguém ficava irritado. Certa tarde, porém, não foi bem assim...

Eu estava na cozinha quando a zoada começou e, antes de conseguir fazer alguma coisa, escutei um pequeno alvoroço vindo da varanda. Era o Pedrinho, bastante zangado com toda a barulheira, disposto a “resolver” tudo! Ele foi até a sacada e, ao avistar alguns pedreiros reformando a casa da frente, começou a brigar. Na verdade, ele berrava para ser escutado, mas não teve muito sucesso. Mesmo assim, não desistiu fácil e, coincidentemente, os trabalhadores iniciaram um serviço mais silencioso. Assim, meu bravo garotinho voltou para a sala, cheio de sorrisos e de satisfação, como se tivesse vencido um importante duelo! (Risos). Mas o mais engraçado foi vê-lo – um pingo de gente – vociferando, dizendo praticamente as mesmas coisas que o pai e eu falamos quando chamamos a sua atenção:

- Pálem com isho, A-GO-LA! Quélem ficá de CAS-TI-GO? Óla a peia! Hum! (Tradução: Parem com isso, A-GO-RA! Querem ficar de CAS-TI-GO? Olha a peia! Hum!).(Peia é um termo local de Fortaleza que quer dizer uma palmadinha).

Claro que depois de rir sozinha, fui conversar com ele, tentando explicar que aqueles homens estavam apenas trabalhando e que não fizeram nada de errado. Acho que alguma coisa ele entendeu. Isso porque, nos dias seguintes, ele nos imitou de outra maneira (com a expressão corporal). Sempre que o barulho começava, ele corria para a varanda irritado, mas não dizia nada. Apenas cruzava os braços, e ficava encarando os trabalhadores, com cara de poucos amigos, e um leve balançar de cabeça – indicando que não estava nada satisfeito com aquilo! Foi como me ver através do espelho! (Risos).

sábado, 4 de abril de 2015

Ensinando com o exemplo

As crianças tendem a imitar as atitudes dos adultos, por isso tem um peso muito grande as atitudes dos pais e dos professores, os avós também contam muito. Porque essas são pessoas que eles querem admirar. Os filhos nunca perdem de vista seus pais, estão sempre os observando, principalmente nos primeiros anos de suas vidas. Estão atentos e nos observam quando não arrumamos tempo para escutá-los e os olharmos nos olhos, eles percebem bem essa nossa falta de atenção, quando é por descaso ou porque temos algo de fato muito importante. Possuem um “radar” que interpretam os atos e palavras em seu entorno.

O exemplo substitui em muitas vezes o valor pedagógico dos ensinamentos, é melhor ensinar a criança a fazer, fazendo. As palavras voam, mas o exemplo permanece, ilumina a conduta e os arrasta para o bem.

Contrapondo-se aos bons exemplos que devemos dar, o maior mal que um pai ou uma mãe pode infligir a seus filhos, é não fazer o que ensinam: especialmente em determinadas idades, quando o sentido de "justiça" dos filhos está mais desenvolvido, e julgarão seus pais com mais dureza que os demais.

Quando um pai diz não se deve jogar comida fora, é um desperdício, e ele mesmo deixa comida em seu prato, não está dando bom exemplo. Quando o filho vê, dia após dia seu pai sair cedo para o trabalho, chegar a noite e ainda arrumar um tempo para brincar com ele, ele estará aprendendo valores importantes para seu futuro.

Necessitamos pensar antes de cada atitude a tomar. Mesmo distraídos, brincando, eles estão “ligados” nos nossos atos, nas nossas palavras, e ao crescerem, os filhos adolescentes irão ter atitudes semelhantes as nossas, principalmente quando os vícios ajudarem a levar a vida aparentemente de um modo mais fácil.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Silêncio e exemplo

Por Verônica Lunguinho

Esses dias me peguei pensando sobre as coisas que aprendi com minha mãe. Fiz um grande esforço, por alguns minutos, para me lembrar de uma frase que fosse dela. Mas não lembrei. Não que ela não me deu conselhos, ela dava sim e dá até hoje.

Agora, quando fiz o mesmo exercício, desta vez tentando lembrar os conselhos do meu pai, logo me vieram vários à mente! “Roupa velha tira a feição da pessoa”, “Você tem que aprender a obedecer em casa porque depois vai ter que obedecer o chefe”, “Não há vitória sem luta”, “Só fale o necessário”... E muitos outros.

Isso não quer dizer que aprendi mais com o meu pai do que com minha mãe. Ambos me ensinam muito até hoje. Acontece que meu pai sempre foi mais calado. E minha mãe sempre mais comunicativa. Com ele aprendi a pôr em prática os conselhos. Com ela, sigo seus exemplos.

Hoje eu sou mãe e sempre ouço/leio que a melhor forma de educar é o exemplo. Isso é tão forte e verdadeiro que chega a ser assustador! Eu me vejo na minha mãe em várias situações do dia a dia. Repetindo discursos (“Máquina de lavar não limpa barra de calça nem colarinho de camisa. Tem que esfregar!”), cozinhando o que ela cozinha (Melhor parte!), brincando com meu filho como ela brincava comigo...

Já os conselhos do meu pai me fizeram concluir que quem pouco fala, quando abre a boca é ouvido com atenção. Cada vez que ele vinha conversar algo pessoal comigo eu sempre parava e pensava: deixa eu ver o que meu pai tem a dizer. Afinal, isso não era tão comum. Sempre conversamos muito sobre política, cultura, religião. Mas quando ele dizia: “Minha filha...” Eu sabia que as próximas palavras eram de grande importância. Então eu parava atenta como se dissesse: “Sou toda ouvidos”.

Somando os dois, acho que encontrei a fórmula perfeita para educar os filhos: falar pouco + dar o exemplo. E amar muito... muito mesmo! São as lembranças que formam o ser humano. E vejo muito amor nessas lembranças. Que possamos ter amor próprio. Pois com amor próprio conseguiremos ser exemplos para os nossos filhos.

sábado, 28 de março de 2015

Quando os filhos formam suas famílias

Nossos filhos não permanecerão pequemos para sempre. Rapidamente crescem, num piscar de olhos estão adultos e, um dia, constituirão suas próprias famílias. Por essa razão temos mais um dever para com eles: ser exemplo de família.

A tarefa de servir de exemplo é inerente a nossa vontade, quer queiramos ou não seremos o modelo para cada filho nosso, podendo assim espelhar nossos erros e nossos acertos em sua vida matrimonial. Muitas vezes o filho quando se casa levantam a bandeira de que fará tudo diferente, claro, estará se casando com alguém de uma família completamente diferente das suas, mas, ambos, farão de seu lar um somatório de tudo que aprenderam na vida de solteiro ou de solteira.

Quando nosso lar é pautado pelo cultivo de bons costumes, como honestidade, sinceridade, generosidade, o filho ao casar fará do seu novo lar um reduto dessas virtudes, independente da maneira como decidirão cada detalhe na sua nova casa. Ambos decidirão como será o respeito mútuo, como criarão os futuros filhos, como gerenciarão a casa, mas terão gravados em suas mentes que tudo será feito dentro da formação sólida que receberam nas suas famílias de origem.

Esta pode parecer uma questão boba, mas na verdade costuma ser o pivô de muitas brigas e desavenças no novo lar, quando um foi criado numa família que valorizava as virtudes, e o outro veio de um lar onde o egoísmo e a falta de caráter era uma constante.

Vamos então deixar sulcos no caráter dos nossos filhos, não devemos só ensinar, dar cultura, devemos também dar muitos exemplos na nossa vida diária, como por exemplo: os filhos presenciarem o carinho e a delicadeza entre os pais, o respeito mútuo de exclusividade no casal. Pai e mãe um para o outro; mesmo surgindo ideias opostas, alguma desavença que sempre predomine o perdão e a reconciliação. Eles verão nosso esforço para fazer dar certo a vida em família.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Nossos filhos são o que há de melhor e de pior em nós

Não sei se essa frase tem algum autor conhecido, escutei-a hoje em um filme, e fiquei reflexiva sobre o assunto. Nossos filhos, realmente carregam em si muito do que aprenderam de nós, e também se espelham nas nossas atitudes e exemplos.

Ao criticá-los, devemos antes fazer um exame de consciência e buscar em nós, pais e mães, atitudes semelhantes que os tenha encorajados a fazer tal coisa ruim. Ao elogiá-los, podemos também sentir uma pontadinha de orgulho, por ter passado a eles bons exemplos e conduta exemplar que tenha colaborado nas suas atitudes, para torná-los melhores do que nós.

Muitas vezes nos surpreendemos com um filho ou filha com um sentido de responsabilidade ímpar. Aquela pessoa que sabe bem quais são seus deveres, e até aonde deve ir.

 Lembro-me de um dos meus filhos, quando fui com ele uma vez a faculdade que cursou, contando-me -  “eu nunca joguei esse jogo de sinuca, (havia uma mesa e vários alunos em volta), bem que tinha vontade, mas já sabia que se jogasse e tirasse notas baixas, você, (eu mãe), iria pensar que foi por causa dos jogos, aí nem chegava perto”. Essa atitude dele foi uma grande prova de que aquele menino se tornou um homem de valores e não precisava mais da nossa formação de pais, para seguir em frente na sua vida.

Um filho que saibam se comportar longe de nós, como se nós estivéssemos presente orientando, mostrando o certo e o errado, estará apto a conduzir sua própria vida, e a construir sua nova célula familiar.

Querendo ou não acabamos repetindo em nós muito do que aprendemos ou vimos os nossos pais fazerem. E quando o exemplo foi bom, com certeza faremos naturalmente as coisas de forma certa. Assim, também acontecerá com nossos filhos.

Aí esta a nossa grande responsabilidade e o nosso ponto de luta constante: a perseverança no bem. Porque queremos que nossos filhos sejam o que há de melhor em nós.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A última vez que falei com meu avô


Um relato de como os avós são importantes na formação dos netos e como marcam presença em suas vidas:

Estávamos em fevereiro de 1990, a família e meu avô fazíamos uma viagem de carro que saiu do Rio de Janeiro, foi até Foz do Iguaçu parando por diversas cidades e voltava até Angra dos Reis onde ficaríamos o restante das férias.

Num determinado dia, em que fazíamos um trecho grande da viagem furou o pneu do carro e a chave de boca não conseguia soltar os parafusos da roda. Pensei com meus botões: “hoje não vamos chegar à cidade em que deveríamos dormir”. Eram 15h da tarde e meu avô disse que rezássemos a devoção da hora da Misericórdia por um minuto, pois Cristo nunca negava nada àqueles que pedissem naquela hora. Do alto da sabedoria teológica dos meus 14 anos falei também com meus botões: “bobagem, isso não tem nada a ver”. O fato é que poucos minutos depois encostou um caminhoneiro que emprestou sua chave de boca, trocou o pneu, partimos e chegamos pontualmente à cidade de destino. Confesso que meu queixo caiu. Mas esqueci do assunto.

Avancemos para o ano 2009. Precisamente no dia 1 de fevereiro. Meu avô havia se submetido a uma cirurgia eletiva há alguns dias, e após a cirurgia teve um enfarto e ficou internado na UTI.

Neste dia, fora do horário de visitas, usando de alguns privilégios, eu fiquei um tempo com ele e meu relógio marcava 15h, falei: “Vô, são 15h, não quer rezar a sua devoção da hora da misericórdia?”. Ele repetiu o que havia falado em 1990, e pediu para que a situação de saúde dele se resolvesse da forma que o Senhor quisesse. No dia seguinte fui vê-lo, mas já estava inconsciente. Morreu naquela noite, já no dia 2 de fevereiro e de lá para cá todo dia às 15h eu lembro da devoção do meu avô e separo minha listinha de pedidos.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A família lugar de virtudes

A família é o ambiente ideal para alcançar a meta da santidade, com todas as tarefas e ocupações de quem decide formar uma família.  Isso supõe um exemplo das virtudes no ambiente do lar.  Santidade supõe virtudes. A virtude deve ser construída ao longo da vida.
 
Quem não tinha a virtude da pontualidade, da alegria, do bom humor, antes de casar pode chegar a tê-la.  De vez em quando devemos fazer um balanço calmo sobre os defeitos a superar, as virtudes a conquistar para viver num lar harmonioso e alegre.  Vamos ver algumas virtudes que afetam o convívio familiar.

Podemos salientar quatro virtudes: compreensão, generosidade, renúncia, otimismo. É um quadrilátero em que cada uma tem sua função.

A Compreensão – Há uma cena, na vida de Jesus Cristo, em que mostra a compreensão que se deve ter numa família.  Jesus observa o enterro do filho único da viúva.  Cristo compreende a profundidade do sofrimento da mulher que perdeu tudo.  Sem que ela peça nada, Jesus se adiantou e ressuscitou seu filho. Para que a vida familiar transcorra de maneira serena é preciso que haja compreensão.

Todos nós temos coisas que gostaríamos de fazer melhor.  Quando procuramos ver as peculiaridades do outro, vemos as qualidades que existem ao lado dos defeitos.  É uma visão mais realista.  Esse é o desejo interior de compreender.

A Generosidade -   Como seria o dia a dia da Sagrada Família?  Devia brilhar particularmente, a generosidade.  Nossa Senhora se doava sem reclamações.  São José se adiantava para comprar algo necessário na casa.  Jesus se oferecia para buscar água na fonte.  Assim, com essa disposição generosa, a vida devia ser muito feliz.

“Oxalá saibas, diariamente e com generosidade, contrariar-te, alegre e discretamente, para servir e para tornar agradável a vida aos outros. Este modo de proceder é verdadeira caridade de Jesus Cristo.” (Forja, 150). É a generosidade de ir além do obrigatório.  Sorrir quando custa, quando a vontade é devolver a cara feia que recebi: “não, vou retribuir com um sorriso”.  É abraçar tarefas desagradáveis, monótonas e desanimadoras.  A luminosidade e alegria estão ligadas à generosidade.

A Renúncia - Está ligada à generosidade: BentoXVI escreveu: “ O Sim ao amor é fonte de sofrimento porque o amor exige expropriações do meu “eu” nos quais deixo podar e ferir.  O amor não pode de modo algum existir sem esta renúncia mesmo dolorosa a mim mesmo; senão torna-se puro egoísmo, anulando-se deste modo a si próprio enquanto tal”.

Renunciar a coisas pessoais pelo bem alheio. Dizia Pascal: “A vontade própria não se satisfará nunca, mesmo que tenha poder sobre tudo o que deseja. Mas ficamos satisfeitos no momento em que renunciamos a ela”. Importa saber renunciar; seja a opiniões pessoais para nos abrirmos aos outros.  Renunciamos a um gosto para satisfazer os outros.  Qual pizza escolher? Qual vai ser o filme?

Um autor descreve, de forma bem humorada, as brigas que geraram num casal o hábito dela de apertar a pasta dental direitinho, enquanto ele apertava no meio, de qualquer forma.  Os 2 resolveram ceder e ela passou a apertar a pasta do jeito dele e ele do jeito dela.

O Otimismo - Baseado na fé; não uma simples bonomia.  Diz um provérbio chinês: De duas pessoas que olham através da janela, uma vê a escuridão, a outra vê as estrelas. A pessoa otimista vê sempre as estrelas. O otimismo frente às dificuldades econômicas pode ser útil à formação dos filhos; com os problemas dos parentes, tudo pode ter solução.  Das dificuldades, Deus tira coisas positivas.  Não é fechar os olhos e fazer de conta que não vê.  O otimismo, em relação ao ambiente, faz ver que o mundo sempre teve problemas.  Deus nos colocou-os agora porque era o melhor para nós.  Podemos ser nós a ajudar a resolver os problemas.

Para completar, devemos meditar que a tarefa de educação dos filhos é tarefa gigantesca.

Cura D’Ars: “A virtude passa facilmente do coração das mães para os filhos”.  Há uma transmissão que pode ser imperceptível, mas é real.  Não adianta fingir as virtudes.  Os filhos são também frutos do ambiente, mas o que se pode passar e construir no dia a dia, é especialmente nos momentos difíceis..  Aí se mostram as virtudes.  Pais responsáveis têm postura ativa na Associação de Pais e Mestres das escolas. 

Com os filhos, é importante ter firmeza.  Cuidar bem da formação dos filhos na fé.  Não é enfiar a Bíblia inteira na cabeça de uma criança de três anos de idade.  É batizar cedo, explicar o Catecismo, rezar à noite, ensinar a bênção dos alimentos.  Isso sem forçar os filhos.  . Ensinar a centralidade da fé na vida, com o exemplo pessoal. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O bem de um sorriso.


Existem pessoas que são muito sérias, diria mais: são sisudas, vivem com uma expressão fechada, como se um sorriso custasse a vida.

É claro, que problemas todos tem, mas as pessoas ao nosso redor não tem necessidade de nos ver assim, sorumbáticas.

Hoje fui ao mercado e ao chegar no caixa para passar as compras me surpreendi com a senhora que estava marcando os preços. Ela me presenteou com um bom dia sorridente, que até me fez esquecer o cansaço da caminhada pelo imenso supermercado, que estava sem esteira rolante e sem ar condicionado funcionando.

Normalmente ao começar a colocar minhas compras sobre o balcão, costumo dar um bom dia e quase sempre não recebo resposta. Mas, essa senhora não, ela se antecipou, e fez todo o seu trabalho com boa vontade. No final disse a mim:

- Gosto muito quando atendo compras grandes, pois ajudam a passar o tempo e me fazem esquecer meus problemas.

 Veja, ela de fato tinha motivos para estar séria, fechada no seu mundo, porém, ali no trabalho estava fazendo tudo com um leve sorriso e bom humor.

Esses exemplos podem nos ajudar a pensar no modo como estamos tratando os outros, como anda a nossa expressão facial. Muitas vezes precisamos treinar uma cara boa, um olhar suave, para darmos o melhor de nós as pessoas com quem convivemos.

Podemos contagiar o outro com nossa alegria sobrenatural, aquela que ninguém pode tirar de nós. Saber-nos filhas de Deus e que em todos os momentos Ele esta nos amparando, e nos dando forças. E, aquela pessoa sisuda, de tanto nos ver oferecendo um sorriso franco a ela, acabará cedendo, e também nos devolverá um belo sorriso de volta.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Um filme com várias lições de vida – Lincoln

É um filme Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, acontece durante a Guerra Civil norte-americana, que acabou com a vitória do Norte. Ao mesmo tempo em que se preocupava com o conflito, o 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), travava uma batalha ainda mais difícil em Washington. Ao lado de seus colegas de partido, ele tentava passar uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão.

Tudo começa num campo enlameado de batalha em que o norte e o sul dos Estados Unidos se enfrentavam em plena Guerra da Secessão. Enfocando mais o diálogo e o lado político, da guerra. Contando com a recitação de um dos mais marcantes discursos deste presidente americano, que ficou conhecido como o Discurso de Gettysburg, em que fala em "o governo do povo, pelo povo e para o povo", algo que marca até hoje a política nos EUA.

É um filme de drama épico histórico, dirigido por Steven Spielberg, estrelado por Daniel Day-Lewis como presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln e Sally Field como Mary Todd Lincoln.

Lincoln tem sua maior força nas atuações. Daniel Day-Lewis , o ator incorpora o ex-presidente de forma impressionante, com um trabalho de voz que faz do personagem um sujeito delicado, mas sempre marcante, falando baixo, mas sendo sempre ouvido.

Sally Field, como mulher e mãe tem um personagem difícil e interpreta-o maravilhosamente bem. Destacando o temperamento inconstante e tumultuado, típico de alguém que já perdeu muito na vida e de forma bem sofrida.

O filme é repleto de bons atores e de excelentes interpretações. A história ajuda e o elenco contribui para o sucesso.

Censura: 12 anos

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Um filme para o casal - a prova de fogo

É um bom filme para o casal assistir juntos. Dará um debate produtivo, ajudando a avaliarem melhor o casamento, mostrando o esforço que cada um deve fazer, pela união maior do casal.

É um tanto o quanto melo dramático, exagerado nas tintas, mas tem uma boa utilidade: levar o casal a conversar. A técnica que o filme mostra é boa, trás efeitos surpreendentes. Vale a pena assistir.

Independente da fé de cada um, sempre ajudará ter a certeza de que existe um Deus todo poderoso guiando nossos passos.

O filme conta a história de um bombeiro; Caleb Holt (Kirk Cameron) é um profissional que cumpre com todos os princípios, sendo um deles nunca deixar um companheiro para trás numa situação de perigo. Já em sua casa, ao lado da esposa Catherine (Erin Bethea), as coisas são bem diferentes. Caleb é um marido ausente e depois de sete anos de união o relacionamento está chegando ao fim. O pai de Caleb pede então que ele inicie uma experiência de 40 dias, denominada "O desafio do amor", na tentativa de salvar o casamento.

Lançamento     2008 (2h02min)
Dirigido por     Alex Kendrick
Com     Kirk Cameron, Erin Bethea, Ken Bevel
Gênero: Drama, Romance.


sábado, 10 de agosto de 2013

Uma grande mulher - Clara de Assis

Nasceu em 1194, numa família nobre e rica, na cidade de Assis. Foi uma jovem de grande beleza e esteve prometida em casamento a um grande senhor feudal. A sua recusa ao casamento ocorreu devido a sua “profunda inquietação religiosa”, que a levou a uma vida desprovida de bens materiais.

Clara era neta e filha de fidalgos guerreiros das mais ilustres famílias de Assis. Viviam num palácio na cidade, possuíam um castelo nos arredores e consideráveis propriedades. O pai era conde. Conta a lenda que a mãe de Clara um dia ouviu vozes que lhe anunciaram que a criança que nasceria seria "um clarão de luz para todo o mundo".

Clara foi batizada na mesma igreja onde Francisco de Assis recebera o batismo. E suas vidas sempre estiveram ligadas por uma grande amizade espiritual.

Clara foi a mais velha de cinco irmãos. A sua infância e juventude foram de uma menina rica - usava vestidos de seda e joias quando ia às festas da cidade. Considerada de uma beleza fora do comum, seus dotes artísticos eram o orgulho dos pais.

Nessa época, nem a mãe, bem religiosa, poderia adivinhar o futuro daquela filha que viria a influenciar a toda a família. Ela tinha pouco mais de treze anos quando Francisco começou a doar suas ricas roupas e o seu cavalo a um pobre. Depois, ele se refugiou numa ermida, recolhido em oração. O tempo viria provar que aquele homem tinha sido tocado por algo transcendente e que seguiria uma vida diferente.

Durante um ano, Clara ouviu a pregação de Francisco e conversou com ele. Ia vestida discretamente com um manto pesado sobre a cabeça para não ser reconhecida. E continuou fazendo isso durante quatro anos, sem mesmo dizer à mãe.

Aos dezoito, saiu à noite de casa, desceu a encosta onde Francisco e outros frades e freiras de outros mosteiros a esperavam. Levou por baixo do manto um vestido de noiva, adornado com joias - é o costume que ainda hoje se mantém nas tomadas de hábito das freiras, que depois despem as vestes “mundanas” para envergarem o hábito da pobreza. Neste caso, a verdadeira pobreza franciscana. E na profissão de fé de Clara, foi Francisco quem lhe cortou os cabelos.

A família, ao dar pelo desaparecimento de Clara, iniciou as buscas. Os parentes pensaram primeiro num rapto da autoria de algum jovem (o que era usual na época), mas, depois descobriram que ela se recolhera na comunidade de Francisco. Eles tentaram forçá-la a voltar, mas tiveram que aceitar a sua escolha como algo mais forte do que os poderes terrenos.

Sua mãe, em princípio, não entendeu o gesto da filha - achou que ela seria freira num convento rico, para onde iam várias meninas da nobreza. Pouco depois, porém, Inês, irmã de Clara, fez o mesmo; e, por fim, a própria mãe, já viúva, também entrou num convento.

Um dia, Frederico II, aproximou-se do convento com o seu exército. Na sua fúria contra a Igreja Católica, tentou penetrar no mosteiro onde se encontrava Clara e a sua comunidade. Enquanto os soldados tentavam saqueá-lo, as freiras, em pânico, avisaram à Clara, que foi à capela e pegou na custódia, e, empunhando-a com as duas mãos, levantou-a de modo a que fosse vista pelos invasores. Conta a lenda que os raios de sol, refletindo-se nela, teriam assustado os guerreiros, que, em debandada, fugiram.

A exigência espiritual de Clara é contemplativa, vive o “privilégio da pobreza”, uma recusa total aos bens terrenos, totalmente inaceitável na época.

Ela, em sua pequena comunidade, ao lado de “senhoras pobres” (como se chamaram de início as Clarissas),tornou-se a abadessa, sempre como apoio espiritual de Francisco, instalando-se num mosteiro beneditino de Sant’Angelo de Ponzo.

Francisco de Assis, já considerado um santo, morreu em Outubro de 1226. O povo de Assis foi lhe prestar uma homenagem simples e sentida. Antes do cortejo fúnebre chegar a Assis, o povo passou em S. Damião para que Clara, muito doente, pudesse dizer o último adeus ao seu guia espiritual, seu grande amigo e protetor. Clara chorou sem cessar a perda de Francisco. Sentia-se desamparada. Tinha 32 anos e iria viver até aos 60 sempre em S. Damião.

Entretanto, a fama de Clara espalhava-se, gente dos arredores vinha pedir-lhe conselhos. Ela, através da oração, fazia curas ditas milagrosas -surdos passaram a ouvir, mulheres estéreis tiveram filhos e muitos outros fatos fora do comum aconteceram.

Clara de Assis foi canonizada em 1255, apenas dois anos após a sua morte. “Poderíamos chamar-lhe de "a santa das santas”.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Uma mulher, mãe e esposa de verdade – Santa Rita de Cássia

Sua história é um grande exemplo para todas as mulheres e pode ajudar-nos a aceitar melhor nossa vida.

Nasceu em maio do ano 1381, sua casa era perto de Cássia, entre as montanhas, a umas quarenta milhas de Assis, na Úmbria, região do centro da Itália. Sua vida começou em tempo de guerras. Seus pais, Antonio Mancini e Amata Ferri, eram conhecidos como os "Pacificadores de Jesus Cristo", pois os chamavam para apaziguar brigas entre vizinhos. Foi filha única. Apesar da idade avançada, Amata (62 anos), conta a história, que um anjo apareceu a ela e lhe revelou que daria à luz uma menina que seria a admiração de todos, escolhida por Deus para manifestar a todos os seus prodígios.

Rita, desde menina, aprendeu tudo acerca de Jesus, a Virgem Maria e os mais conhecidos santos, com seus pais. Ela queria ser religiosa durante toda sua vida, mas seus pais escolheram para ela um esposo. Acreditamos que Deus quis assim dar-nos nela o exemplo de uma admirável esposa, cheia de virtude, nas mais difíceis circunstâncias, pois seu marido demonstrou ser bebedor, mulherengo e abusador. Ela padeceu no longo período de dezoito anos que viveu com ele. Incontáveis foram os atos de paciência e resignação que praticou ,espancada, não se queixava e era tão obediente que nem à igreja ia sem a permissão de seu brutal marido.

A mansidão, a docilidade e a prudência da esposa, porém, suavizaram
aquela rude impetuosidade, conseguindo transformar em manso cordeiro aquele leão furioso. Com que eloquência ensinava às suas vizinhas casadas o modo de manter a paz e a harmonia com seus esposos. Elas, admiradas por nunca terem visto divergências em casa de Rita, iam com frequência consolar-se com ela e expor os dissabores e ultrajes que recebiam de seus maridos.

Sempre dizia as amigas: "Lembrai que, desde o momento em que recebemos nossos esposos como maridos, aceitamo-los como nossos donos e senhores, e assim lhes devemos amor, obediência e respeito, pois isso significa ser casadas! Notai que não tem menos culpa a mulher que fala mal de seu marido do que o marido que, com incorreto proceder, dá ensejo à mulher para que fale mal". Por isso, não permitia que em sua presença se murmurasse dos defeitos alheios. Por esse meio conseguiu desterrar de muitos o péssimo costume de falar mal dos outros.

Encontrou sua fortaleza em Jesus Cristo, em uma vida de oração, sofrimento e silêncio. Tiveram dois gêmeos, os quais herdaram o temperamento do pai. Rita se preocupou e orou por eles. Depois de vinte anos de matrimônio e oração por parte de Rita, o esposo se converteu, pediu-lhe perdão e lhe prometeu mudar sua forma de ser. Rita perdoou e ele deixou sua antiga vida de pecado. Passava o tempo com Rita nos caminhos de Deus. Seu esposo havia se modificado,mas  seus antigos amigos e inimigos não . Uma noite, Paolo não chegou em casa. No dia seguinte, encontraram-no assassinado.

Sua pena foi aumentada quando seus dois filhos, que eram maiores, juraram vingar a morte de seu pai. As súplicas não conseguiram dissuadi-los. Foi então que Santa Rita compreendeu que mais vale salvar a alma que viver muito tempo: rogou ao Senhor que salvasse as almas de seus dois filhos e que tirasse suas vidas antes que se perdessem para a eternidade por cometer um pecado mortal. O Senhor aparentemente respondeu a suas orações: os dois padeceram de uma enfermidade fatal.

Durante o tempo de enfermidade, a mãe lhes falou docemente de amor e do perdão. Antes de morrer, conseguiram perdoar aos assassinos de seu pai. Rita ficou convencida de que eles estavam com seu pai no céu.

Esta foi sua vida de casada. Depois de viúva e tendo perdido os filhos, foi para um convento agostiniano. Consta que ali plantou uma roseira, que todos os anos dá flores em pleno inverno. Fez seus votos no  ano de 1417, e ali passou quarenta anos de consagração a Deus.

Podemos ler muito mais sobre esta santa,  comemorada no dia de hoje por toda igreja católica no mundo, que faleceu em odor de santidade.

Ver no site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Rita_de_C%C3%A1ssia

terça-feira, 5 de junho de 2012

Lixo no Lixo

Queridos leitores e leitoras,
Pensem nos quatro episódios que vou lhes contar. Demonstram o modo como  diferentes pessoas se relacionam com seu próprio lixo.

Estava eu sentada no ônibus ,junto à janela, quando uma senhora bem posta sentou-se a meu lado. Trazia na mão um enorme sanduíche envolto em inúmeros  guardanapos além  da embalagem  da lanchonete onde adquirira seu almoço. Comeu  deixando cair pedaços de alface, batata palha, migalhas regadas em molho e maionese. Terminada a refeição, embolou os restos e passando o braço na minha frente atirou tudo pela janela.  Naturalmente eu me rebelei, mas chamei  sua atenção o mais educadamente possível. Ela atacou-me aos berros, muito indignada.


Em outra ocasião, estava eu esperando o sinal abrir para mim na esquina das Ruas Voluntários da Pátria e Real Grandeza  quando o Guarda Civil que controlava o trânsito simplesmente jogou no chão o invólucro do picolé que acabara de chupar. Ele estava parado a um metro da lixeira. Toquei no seu ombro e delicadamente mostrei-lhe o papel e perguntei se ele não trabalhava para a Prefeitura e se achava certo o que havia feito. Sua reação foi de espanto e disse: “Desculpe, Senhora “ , apanhou o papel e jogou-o na lixeira.

O terceiro episódio ocorreu na minha sala de aula. Meus alunos cursavam o último ano do  ensino  médio e todos se preparavam para o vestibular. Seriam universitários no ano seguinte. Ao entrar na sala, pedi  que recolhessem seus lixinhos do chão para que eu pudesse começar a aula.  Eles e elas “acharam graça” e  o mais desinibido entre eles me fez a seguinte pergunta: “Professora, por que a senhora se preocupa tanto com essas coisas”?  E ele mesmo respondeu: ISSO E CULTURAL!

Para encerrar a história eis o quarto episódio:  caminhava eu pela Rua Voluntários da Pátria quando reparei numa  senhora idosa que  carinhosamente conversava com seu netinho de talvez três anos de idade. O menino segurava  com a mãozinha melada de chocolate, um  papel e um palito do picolé. Sorri para os dois. A vovó então me disse, com um forte sotaque português: ”O pequenino está a procurar uma lixeira. Sabe a senhora, se não os ensinarmos desde pequenos...”.

É,  não podemos nos cansar de dar exemplo e  de repetir um milhão, dois milhões ou quantos milhões de vezes for necessário:  LIXO É NO LIXO.
                                                                                           Agnes G. Milley
  

quinta-feira, 24 de maio de 2012

As grandes mulheres que fizeram história – D. Leopoldina

Ao fazer pesquisas sobre mulheres que fizeram história, percebi que pouco se conta sobre a vida familiar dessas mulheres famosas.

A primeira mulher de D. Pedro I, por exemplo, caiu no esquecimento e ficou mais conhecida como sendo a pobre coitada que morreu de tristeza, depois de tantas desventuras por causa de seu fogoso marido e Imperador do Brasil.

Nas pesquisas, descobri que esta austríaca vinha a ser tia do Imperador da Áustria, marido da famosa Sissi, que teve sua vida protagonizada em três filmes bem conhecidos. Já a nossa imperatriz não teve a mesma sorte de Sissi. Dona Leopoldina, Arquiduquesa da Áustria, irmã de D. José I, veio para o Brasil para casar com o nosso ilustre português, que, fugido das terras altas, governava daqui Portugal e a Colônia que éramos. Chegou até nós, acostumada ao luxo e bons tratos, uma moça de 20 anos, na flor da idade, imagino que tivesse muitos sonhos de princesa que era.

O nome daquela que logo viria a ser a primeira imperatriz do Brasil era Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena, como informa o seu biógrafo Carlos H. Oberacker Jr;  o nome "Maria" não se encontra entre os nomes de batismo da Arquiduquesa. Segundo ele, D. Leopoldina passou a usá-lo já em sua viagem para o Brasil, e aqui ela passou a assinar somente Leopoldina, ou utilizando o pré-nome Maria, como pode ser visto no seu Juramento à Constituição do Brasil. Uma outra hipótese também apresentada pelo mesmo autor é que D. Leopoldina teria adotado o Maria por sua grande devoção à Virgem.

Imaginemos então a saga desta jovem muito bem preparada, estudiosa e refinada, sendo formada em botânica, com um nível acadêmico raro entre as mulheres de sua época, mesmo entre as princesas, vindo para o Brasil de 1817, com grandes expectativas de, ao chegar, desfrutar da grande variedade de plantas e minerais que sabia existir aqui. Os noivos só se conheciam por pequenos retratos pintados, que embelezavam o retratado. D. Pedro não teve uma primeira boa impressão da figura de sua prometida, pois D. Leopoldina estava longe de ser bela, embora fosse extremamente bondosa.

Ela trouxe em sua comitiva numerosos cientistas, botânicos e pintores. E, logo na sua chegada, se deparou com uma corte mal trajada, empobrecida pelos maus costumes e pelas inúmeras despesas mal administradas. Contudo, de nada reclamou, ciente das suas obrigações novas como Imperatriz. Aceitou tudo com grande docilidade e amor a seus novos encargos de matriarca da família.

Na sua vida de casada soube amar e respeitar seu marido e tudo o que o cercava. Amou este país como se fosse seu e ajudou na transformação da colônia, tendo sido decisiva sua participação no processo de independência - a carta escrita por ela, estimulando-o o marido a proclamar a independência foi lida por ele e impeliu-o a decidir, dando então o famoso brado "Independência ou morte". Foi coroada imperatriz em 1º de dezembro de 1822, na cerimônia de coroação e sagração de D. Pedro I.

Teve sete filhos e precisou de muita fibra e coragem para aceitar as escancaradas traições de seu marido, bem a seu lado, tendo que engolir a presença da Marquesa de Santos como sua dama de companhia. O autor da mais conceituada biografia de D. Pedro I, Otávio Tarquínio de Souza , afirma que sua doença e morte posterior se deveu a uma agressão do marido, estando ela grávida, por ter protestado veementemente contra aquela vilania que a humilhava (a presença da amante na corte). Ao ser agredida, ficou  registrada sua  indignação: "Bate, bate na imperatriz do Brasil, na arquiduquesa da Áustria, na mãe de teus filhos, na tua esposa!", gritou para o imperador. Passou inúmeras humilhações, com grande dignidade e fortaleza que só uma mulher de fé poderia suportar.

Faleceu em consequência de uma septicemia puerperal, tendo perdido a criança que gestava, enquanto o Imperador se encontrava inspecionando as tropas durante a Guerra da Cisplatina.   O Marquês de Paranaguá, importante assessor de D. Pedro, exprimiu o amor e respeito dos demais cortesões, barrando a entrada da Marquesa de Santos no quarto da imperatriz agonizante.

Foi muito amada pelo povo brasileiro, e todos ficaram muito consternados com seu falecimento precoce aos 29 anos. Mas, mesmo com tão poucos anos de vida, deixou-nos um grande exemplo de dignidade e valores familiares. Morreu no Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, bairro na zona norte do Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1826. Hoje seus restos mortais se encontram na Capela Imperial, sob o Monumento do Ipiranga, na cidade de São Paulo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Hábitos Operativos Bons

Por Maria Teresa Serman
"O exercício das virtudes indica-nos em cada instante o caminho que conduz ao Senhor. Quando um cristão, com a ajuda da graça, se esforça não só por afastar-se das ocasiões de pecado e resistir com firmeza às tentações, mas também por alcançar a santidade que Deus lhe pede, torna-se cada vez mais consciente de que a vida cristã lhe exige o desenvolvimento das virtudes. E é a isso que a Igreja nos convida, especialmente neste tempo da Quaresma: a crescer em hábitos operativos bons."

Essas palavras inspiradas de Francisco Carvajal, no seu Falar com Deus, oferecem uma oportunidade prática de praticar e desenvolver as virtudes, e o guia pode ser a última parte: "crescer em hábitos operativos bons". Se analisarmos cada palavra desse trecho, tal exercício nos servirá de estímulo para praticar o que recomenda.

Em primeiro lugar, "crescer" indica um processo lento, sem aceleração forçada, mas que dói, pois pressupõe amadurecimento gradual. Não nascemos "crescidos", física, emocional e espiritualmente. O processo requer tempo e paciência, própria e de quem está por perto. Especificamente no âmbito espiritual demanda ajuda (de quem tem competência e graça de estado para isso), luta (ascética, pois depende do mesmo indivíduo e da misericórdia divina) e correspondência diária aos influxos da graça, que nunca cessam de chegar, mas nem sempre são bem recebidos e aproveitados.

Hábitos são atos repetidos, da vontade consciente, senão vai ser como na música do Chico: "todo dia ela faz tudo sempre igual"... Não se trata de mera repetição, como de um animal treinado, mas de ações com objetivo claro, ditadas pelo amor, que segue encaminhando-as ao longo do dia, da semana, da vida. Não nos podemos contentar em fazer, estar lá, obedecer simplesmente a regras e normas, porém "fazer o que deve e estar no que faz". Descobrir não somente a poesia da vida; isso é bom, mas é pouco. Descobrir, sim, a transcendência de cada pequenina iniciativa ao pensar, falar ou agir. Viver o cotidiano com motivação de eternidade.

Operativos designam obras, não meras ocupações, filosofias, intenções, por melhor que sejam. "Obras é que são amores, não boas razões", já disse S. Josemaria em Caminho. Lutar por ganhar virtudes pressupõe trabalhar persistentemente por consegui-las, no sentido eminentemente prático de agir pelo bem comum e de cada ser humano. Virtudes não se adquirem por mágica, bater palmas como a fada Sininho, ou por um toque de vara de condão da Fada Madrinha. Nem sequer devemos esperar por uma infusão milagrosa do Espírito Santo. Não é esse o método divino para que sejamos virtuosos, santos. O próprio Jesus Cristo avisou-nos da violência que teríamos que usar conosco mesmos para alcançar essa meta.

E como se dá isso em termos bem práticos? Sabemos que as virtudes sobrenaturais baseiam-se nas humanas, naquelas que nossos pais nos ensinam, daí a importância de uma educação profunda no lar, inculcada por palavras e exemplos, instruções repetidas até cansativamente. Por exemplo, a POLIDEZ AMÁVEL - chamo-a assim para diferenciá-la da polidez seca, que marca contatos sociais supérfluos - de cumprimentar as pessoas, olhando-as nos olhos, sorrindo, não se permitindo tratá-las como executores de serviços, invisíveis robôs, vai se desenvolvendo e transformando-se na DELICADEZA, ao perguntar por sua saúde e da família, interessar-se por seus problemas, agradar com detalhes de carinho, até a CARIDADE de compreender, de colocar-se no lugar do outro, ajudar no que puder e mais um pouco, adivinhar suas necessidades e tentar supri-las, mesmo que em mínimo grau. Ser "tapete macio" para tornar a vida dos demais mais feliz.

Outra virtude pode ser a TOLERÂNCIA, de suportar pacientemente os defeitos alheios, enxergando-os como obstáculos transponíveis , se ajudados pela caridade de que falamos, reagindo com bom humor às reações frequentemente desagradáveis do próximo. O passo seguinte é a BENIGNIDADE, a disposição de querer o bem do mesmo que nos inferniza, colocando os meios para auxiliar, se for o caso, com carinho a pessoa a melhorar naquele ponto. O coração, então, dilata-se até alcançar a MAGNANIMIDADE, esplêndida virtude dos que têm um coração grande, repleto de misericórdia, que, mais do que a justiça, almeja a paz e o bem dos homens, porque se assemelha ao coração do Pai.

Para finalizar os exemplos, pode-se sugerir o OTIMISMO, o verdadeiro, não a ingenuidade tosca dos insensatos; uma perspectiva esperançosa de vida, com confiança plena no amor divino, que proporciona a ALEGRIA sobrenatural, no lugar da visceral, fisiológica de rir das piadas boas ou inconvenientes. Consiste esse sentimento em saber que "nada pode nos separar do amor de Deus", feito homem em Cristo. A FORTALEZA decorrente dessa certeza de que tudo concorre para o bem só pode ser alcançado por um método perseverante de oração e prática, em mínimos e repetidos atos de amor e entrega.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A (indiscutível) força do exemplo

Por Maria Teresa Serman
Mesmo correndo o risco de ferir a mesma tecla, insistindo no mesmo tema, este texto versa sobre a necessidade do exemplo na educação. Começo pela obrigação dos pais de falar corretamente, evitando erros crassos de linguagem na linguagem familiar - tais como "pra mim fazer", "soltar do ônibus", "quer que eu faço?", e outras aberrações, mais frequentes em boas famílias do que se espera - , passo pelo cuidado no modo de falar em casa, cultivando a delicadeza e evitando grosserias e palavras chulas, até o comportamento em si, de maneira geral, pois não se pode querer que os filhos não sejam reflexo de nós mesmos.

Na verdade, duas coisas que acabei de ler me inspiraram essas colocações. A primeira foi uma reportagem sobre um novo programa que pretende "ajudar as meninas a se vestir" (sic). Pelo título e tamanho da saia da apresentadora, não vai ser bom, pensei eu ao começar a leitura. E não é que a própria se dá conta disso, quando, ao ser pega na gravação sobre o perigo da saia em dia de verão ventoso, tem a sua levantada na frente de todos, e conclui, sabiamente, "que moral tenho eu para dar dica sobre isso?"

Saias voam, mesmo no comprimento adequado, claro, mas a ideia permanece firme: que moral temos para ensinar ou exigir dos filhos se não lhes damos um exemplo cotidiano, claro, em detalhes de educação, moral e compromisso com a verdade? Nossas palavras, então, serão vãs, fruto de um farisaísmo facilmente percebido pelas mentes infantis e puras, ainda (que Deus as mantenha assim!) suscetíveis às incoerências da vida.

O outro item que suscitou essas considerações foi ler sobre um programa feito sobre conhecida atriz, longeva e recentemente falecida, famosa por seu vocabulário pesado e postura nada moralista, que persistiu em recomendar à única filha que se mantivesse casta até o casamento. E esta realmente preservou e teve um longo casamento feliz, até a morte do marido. A mãe lhe repetia sempre, segundo o depoimento da própria filha, praticamente aquele ditado conhecido "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço! ", consciente de suas limitações e desejando uma vida diferente para a filha.

Conseguiu, realmente, embora seja raro que aconteça isso, pois coerência de vida é a melhor escola. Mas não podemos julgar as pessoas, pois não sabemos o que receberam da família - neste caso, a pessoa não teve a mãe, que faleceu quando ela era pequenina, e o pai não lhe deu assistência. Quanto a nós, podemos cumprir nosso dever de pais, para o que temos graça de estado de Deus, com o máximo de aplicação, lutando nós mesmos, em primeiro lugar, para sermos pessoas melhores a cada dia.

Essa luta por dar exemplo nos transformará, e, ainda que falhemos muitas vezes, porque somos humanos, e os filhos devem nos ver assim, não como perfeições ambulantes, o recomeçar com esperança, buscando a ajuda de Deus e de Sua Santíssima Mãe, vai fortalecê-los também, pois o caminho da esperança e da fé é o único que leva à felicidade. Essa é a verdade, por mais que queiram negá-la.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Piadinhas e historietas, de Natal e afins

(Extraídos da revista Seleções de Reader's Digest)

O Maior Presente de Natal
Nossa filhinha, que tem uma doença crônica, nem sempre pode acompanhar os irmãos em suas aventuras. Mas, no ano passado, nós lhe garantimos que ela ia conhecer Papai Noel. Ela passou semanas tagarelando sobre esse encontro, então queríamos muito que o Papai Noel correspondesse às suas expectativas. Para evitar filas, chegamos ao shopping cedo. Papai Noel já estava instalado em sua poltrona.
-"Papai Noel! - gritou ela, correndo entre os duendes e estendendo os braços. Papai Noel, pego de surpresa, sorriu e a colocou no colo. Ela olhou para ele admirada e afagou-lhe a barba. Os dois ficaram ali sem palavras. Um pequeno grupo se formou, atraído pela magia do momento.
Então, um homem aproximou-se de mim e, para meu espanto, notei que os olhos dele estavam tão marejados quanto os meus.
-"Sua filhinha?" - perguntou ele, baixinho.
Fiz sinal que sim. Com a voz embargada, ele disse:
-"Papai Noel é meu filho."
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Um colega e eu estávamos fazendo uma visita de vendas a uma igreja batista da zona rural. Fizemos a nossa apresentação para o comitê e, então, o presidente do grupo caminhou até o altar e se ajoelhou. Após a prece silenciosa, ele retornou e anunciou, em tom solene:
_ O Senhor me diz que precisamos aguardar.
Meu colega reagiu caminhando até o altar e ajoelhando-se também. Logo depois juntou-se ao grupo, olhou para o presidente e declarou:
- Ele quer conversar com você outra vez.
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"Quando eu era jovem trabalhava numa loja de presentes que vendia aqueles carrinhos importados para coleção. Quase todo dia, um menino de rua se ajoelhava em frente à vitrine e ficava um tempo "namorando" os carrinhos coloridos que eu cuidadosamente arrumava. Às vezes, eu tinha a impressão de que ele quebraria o vidro, tamanha a adoração. Um dia, meu patrão, que era muito bravo, viajou e o menino pediu para segurar um carrinho. Comovida, coloquei vários carrinhos no balcão e deixei que ele pegasse. De repente, o garoto escolheu um e saiu correndo. Dias depois, eu estava indo para o trabalho quando senti alguém me puxando. Era o menino, e eu disse: "Muito feio o que você fez. Fiquei triste!”Ele respondeu:” Só queria ficar com ele um pouco." e, tirando o carrinho do bolso, me entregou. Como o Natal se aproximava, coloquei o carro em uma caixa, fiz um embrulho bonito e fiquei aguardando sua próxima visita. Ele não aparecia, mas, na véspera do Natal, lá estava ele, de olho nos brinquedos. Entreguei o embrulho, dei-lhe um abraço e disse "Feliz Natal!"

E nós, cada um de nós, o que vamos fazer para alegrar uma criança, um jovem, um adulto ou um idoso solitário e carente neste Natal que se aproxima?