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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A Culpa é das Estrelas, de John Green. Um “must read”.


* Por Matheus Tosta
Um livro que tomou conta do mundo, do topo das listas de best-sellers e da boca do povo: “A culpa é das estrelas”, de John Green. Aliás, foi John Green quem tomou conta do mundo, com mais três livros: Quem é você, Alasca?, Will & Will – um nome, um destino e O Teorema Katherine.

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Enfim, A culpa é das estrelas... livro que traz emoções a quem o lê. A narradora-personagem, Hazel Grace Lancaster, é uma adolescente de 16 anos que também é paciente de câncer (metástase pulmonar) e anda por aí com um tanque de oxigênio e uma cânula. Mesmo que não esteja deprimida, seus médicos estão convencidos disso e recomendam um grupo de apoio liderado por Patrick, ex-paciente de câncer testicular. O único com quem “conversa” (já que só trocam suspiros e olhares) é Isaac, “o único que salva o grupo”, paciente de câncer nos olhos. Um dia, Isaac leva seu melhor amigo, Augustus Waters, um rapaz de 17 anos com osteossarcoma em remissão e uma das pernas amputada. O livro segue com as aventuras e desventuras de Hazel e Augustus, apaixonados entre si. 
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O romance entre Hazel Grace (como Augustus a chama) e “Gus” (como Hazel o chama) foi adaptado recentemente para as telonas e provoca lágrimas de alegria e tristeza em muitos. A história comovente, ao contrário do que se poderia esperar, não se centra na condição do casal, mas sim no amor incondicional entre os dois. Na verdade, é a doença o grande obstáculo da vida amorosa deles, e pode significar o destino dos mesmos. Acolhido pelos corações de milhões de jovens e pelas críticas de vários profissionais, “A culpa é das estrelas” é um livro que todos deveriam parar para ler.


*Matheus Tosta é carioca e estudante do curso técnico de Biotecnologia no IFRJ, fã da Disney e de música pop, leitor de aventuras e romances. Mantém um blog no Tumblr e adora conversar em inglês.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Padre Antonio Vieira e o sermão do bom ladrão

Nos dias que correm nada mais atual que a obra do inesquecível Pe. Antonio Vieira (Lisboa 06/02/1628 - Salvador 18/07/1697) cujo sermão do Bom Ladrão é cada vez mais atual.
“Não são só ladrões — diz o Santo — os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhe colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo de seu risco, estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados, estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas (juízes) e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões e começou a bradar: “Lá vão os ladrões grandes enforcar os pequenos.” Ditosa Grécia que tinha tal pregador! E mais ditosas as outras nações, se nelas não padecera a justiça as mesmas afrontas. Quantas vezes se viu em Roma ir a enforcar um ladrão por ter furtado um carneiro, e, no mesmo dia, ser levado em triunfo um cônsul ou ditador por ter roubado uma província.”

Para quem quiser conhecer mais a obra do Pe. Antonio Vieira é possível fazer o download gratuito e legalizado do audiobook no site Librivox.

Sermões do Pe. Vieira (Arquivo Zip com 12 audios)


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A (indiscutível) força do exemplo

Por Maria Teresa Serman
Mesmo correndo o risco de ferir a mesma tecla, insistindo no mesmo tema, este texto versa sobre a necessidade do exemplo na educação. Começo pela obrigação dos pais de falar corretamente, evitando erros crassos de linguagem na linguagem familiar - tais como "pra mim fazer", "soltar do ônibus", "quer que eu faço?", e outras aberrações, mais frequentes em boas famílias do que se espera - , passo pelo cuidado no modo de falar em casa, cultivando a delicadeza e evitando grosserias e palavras chulas, até o comportamento em si, de maneira geral, pois não se pode querer que os filhos não sejam reflexo de nós mesmos.

Na verdade, duas coisas que acabei de ler me inspiraram essas colocações. A primeira foi uma reportagem sobre um novo programa que pretende "ajudar as meninas a se vestir" (sic). Pelo título e tamanho da saia da apresentadora, não vai ser bom, pensei eu ao começar a leitura. E não é que a própria se dá conta disso, quando, ao ser pega na gravação sobre o perigo da saia em dia de verão ventoso, tem a sua levantada na frente de todos, e conclui, sabiamente, "que moral tenho eu para dar dica sobre isso?"

Saias voam, mesmo no comprimento adequado, claro, mas a ideia permanece firme: que moral temos para ensinar ou exigir dos filhos se não lhes damos um exemplo cotidiano, claro, em detalhes de educação, moral e compromisso com a verdade? Nossas palavras, então, serão vãs, fruto de um farisaísmo facilmente percebido pelas mentes infantis e puras, ainda (que Deus as mantenha assim!) suscetíveis às incoerências da vida.

O outro item que suscitou essas considerações foi ler sobre um programa feito sobre conhecida atriz, longeva e recentemente falecida, famosa por seu vocabulário pesado e postura nada moralista, que persistiu em recomendar à única filha que se mantivesse casta até o casamento. E esta realmente preservou e teve um longo casamento feliz, até a morte do marido. A mãe lhe repetia sempre, segundo o depoimento da própria filha, praticamente aquele ditado conhecido "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço! ", consciente de suas limitações e desejando uma vida diferente para a filha.

Conseguiu, realmente, embora seja raro que aconteça isso, pois coerência de vida é a melhor escola. Mas não podemos julgar as pessoas, pois não sabemos o que receberam da família - neste caso, a pessoa não teve a mãe, que faleceu quando ela era pequenina, e o pai não lhe deu assistência. Quanto a nós, podemos cumprir nosso dever de pais, para o que temos graça de estado de Deus, com o máximo de aplicação, lutando nós mesmos, em primeiro lugar, para sermos pessoas melhores a cada dia.

Essa luta por dar exemplo nos transformará, e, ainda que falhemos muitas vezes, porque somos humanos, e os filhos devem nos ver assim, não como perfeições ambulantes, o recomeçar com esperança, buscando a ajuda de Deus e de Sua Santíssima Mãe, vai fortalecê-los também, pois o caminho da esperança e da fé é o único que leva à felicidade. Essa é a verdade, por mais que queiram negá-la.

sábado, 29 de outubro de 2011

Porque a Alegria?

Por Maria Teresa Serman

Este é o título de um livro que acabo de ler e recomendo muito. É um livreto que se lê rápido, mas com uma mensagem de peso. Reproduzo um parágrafo a seguir, para que tenham uma idéia:

“É surpreendente observar que as palavras mais correntes e importantes do idioma, das quais os homens e as mulheres de todos os países se servem com maior frequência, são as mesmas cujo autêntico conteúdo está menos definido no seu espírito.”

Verdade, as pessoas buscam cegamente a felicidade, mas não cultivam a alegria como deveriam. Isso torna essa procura alienada, em seu sentido mais transcendente e profundo. Na Suma Theologica, São Tomás de Aquino define a alegria como uma virtude, “o fruto de uma virtude”, melhor dizendo como ele. Por ser assim, exige luta, auto- vencimento, desprendimento de nossas próprias limitações e das oscilações de humor.

Soa paradoxal, mas o autor alerta que a verdadeira alegria não se conquista “pelo riso, canto, ou dança (...) Parecerei alegre (o que já é muito, tendo em vista o próximo), mas não ficarei alegre.” Mais uma vez, trata-se de analisar em que pomos o nosso coração, pois ele parodia a frase evangélica que já citamos aqui – “Diz-me onde está a tua alegria e eu te direi onde está o teu amor.” E completa: - Sem amor não há alegria. Parece óbvio, porém está bem longe disso.

Deus é amor; portanto, a fonte perfeita e inesgotável da alegria, continua o autor. E eu paro por aqui, para deixar em suspense e alimentar em vocês a vontade de ler o resto. É uma obra da editora Quadrante, que podem encomendar pela internet, no site da própria, ou escrever para o blog, que daremos endereços de onde adquiri-lo. Vale a pena!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Boa notícia: Pe. Marcelo atrai número recorde de visitantes à Bienal

Nenhum autor ou livro fez tanto sucesso neste feriado de 7 de setembro, na Bienal, como o Pe. Marcelo Rossi.

Ele, que já ultrapassou os seis milhões de exemplares de venda do seu livro ÁGAPE, deu 1.200 autógrafos.Só parou porque sua mão não aguentou mais escrever; então, ele passou a abençoar as pessoas. Houve, em decorrência do impressionante afluxo de visitantes/fieis, problemas no abastecimento de água e quedas recorrentes na rede de cartões.

A fé, além de mover montanhas, vem atraindo muita gente, que bom!

sábado, 30 de abril de 2011

Para dar de presente: Coleção Asterix

Quem conseguir encontrar algum livro desta coleção, vale a pena comprar para presentear as crianças, eles com certeza vão adorar ler estas aventuras desses gauleses.

Seguem alguns títulos de alguns dos muitos que existem, se não me engano são 35 volumes. Mas infelizmente não são fáceis de achar e muitos não traduzidos.

Já vi pra vender no mercado livre a coleção inteira, mas usada. O importante é pesquisar e quando conseguir comprar logo.

Asterix e o Caldeirão: Um chefe gaulês vizinho entrega a Asterix um caldeirão cheio de sestércios fugindo, assim, dos impostos romanos. Numa noite o caldeirão é roubado e Obelix e Asterix irão em busca do ladrão e do dinheiro.

Asterix e os Louros de César: Asterix e Obelix, depois de perderem uma aposta, empreendem uma viagem a Roma para conseguir o impossível: a coroa de louros de César.

As 1001 Horas de Asterix: Uma aventura emocionante com Obelix, o bardo Chatotórix e Asterix na Índia. Eles terão que impedir o sacrifício da bela princesa.

Asterix e a Grande Travessia: Obelix e Asterix vão pescar, perdem o rumo e vão parar na América! Uma aventura emocionante com índios os espera.

Asterix na Hispânia: Julio César ocupou a Hispânia inteira. Inteira? Não. Uma pequena aldeia ainda resiste contra os invasores... Isto soa familiar a César. Tão familiar, que o melhor mesmo é interferir diretamente na situação. Decide então raptar o jovem Pepe, filho do chefe da rebelde povoação e usá-lo como hóspede. Leva-o para longe e, já na Gália, o rapaz acaba por ter a sorte de se cruzar no caminho de Obelix, que o leva para a célebre aldeia onde poções mágicas, lutas com romanos e música tão-má-que-até-dói são o banquete nosso de cada dia. Panoramix decide que Asterix e Obelix terão de levá-lo de volta a casa.

A Galera de Obelix: Uma nova aventura do guerreiro gaulês Asterix e seu fiel amigo Obelix. Nesta aventura, Obelix se vê em maus lençóis quando resolve tomar a poção mágica do druida.

Asterix nos Jogos Olímpicos: Asterix é o mais bem sucedido personagem de histórias em quadrinhos nas livrarias brasileiras já vendeu mais de dois milhões de exemplares. E agora este novo livro chega junto a mais um sucesso de Asterix nas telas de cinema. Além disso, estamos no ano das Olimpíadas. Nesta aventura engraçadíssimo, os maiores atletas do mundo antigo estão na Grécia para disputar os Jogos Olímpicos. O jovem Poetix, apoiado por Asterix e Obelix, toma parte na competição, a fim de ganhar... o coração da princesa grega Irina. No entanto, o maligno Brutus quer impedir seu sucesso.

Asterix Legionário: Obelix fica apaixonado por uma mulher chamada Falbalá, mas conversando com ela descobre que seu noivo, Tragicomix, fora obrigado a servir nas legiões romanas. Tragicomix partiu para a África e Asterix e Obelix irão salvá-lo.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sugestão de livro: Heidi e Clara no Chalé - Coleção Heidi

Um livro encantador para crianças, tiramos boas virtudes para mostrar aos nossos pequenos.

"A natureza toda se alegrava recebendo a nova vida que se manifestava com os primeiros raios de sol. A primavera começava, linda, colocando felicidade em toda parte. As plantas irrompiam da terra com vigor e, quase de repente, o verde e as cores tomaram conta da paisagem. A mudança que se operava na natureza contagiava também o coração de toda gente..."


Faz parte da coleção Heidi que tem quatro livros: Heidi nas Montanhas, Heidi na Fazenda, Heidi e Clara no Chalé e Heidi Viaja. Todos muito bons.

É um livro que faz você viajar na imaginação e só voltar quando acaba de ler. Ele fala sobre uma menina que ficou morando com o avô durante muito tempo e teve uma visita muito querida: Clara, uma menina encantadora

O fato de Clara ser portadora de deficiência física já acrescenta muitos assuntos a serem desenvolvidos com nossos filhos após a leitura.

A autora Johanna Spyri foi muito feliz ao escrever este livro tão doce, assim como os outros da mesma coleção. A "menina dos Alpes" é a famosa personagem criada por Johanna Spyri em 1871, cujos livros já foram traduzidos em 50 idiomas e vendidos em milhões de exemplares.

Cativa tanto criança quanto adulto e podemos dizer que saímos desta leitura leves e alegres.

domingo, 29 de agosto de 2010

Uma leitura envolvente: A Canção de Bernadete

Por Maria Teresa Serman
O livro A Canção de Bernadete, de Franz Werfel, conta a história da vidente de Lourdes, jovem camponesa simples e pouco letrada. Em 11 de fevereiro de 1858, na vila francesa de Lourdes, às margens do rio Gave, Nossa Mãe, Santa Maria, manifestou de maneira direta e próxima seu profundo amor para conosco, aparecendo a uma menina de 14 anos, chamada Bernadete Soubirous.

A história da aparição começa quando Bernadete, que nasceu em 7 de janeiro de 1844, saiu, junto com duas amigas, em busca de lenha na Pedra de Masabielle. Para isso, tinha que atravessar um pequeno rio, mas como Bernadete sofria de asma, não podia entrar na água fria, e as águas daquele riacho estavam muitas geladas. Por isso ela ficou de um lado do rio, enquanto as duas companheiras iam buscar a lenha.

Foi nesse momento, que Bernadete experimenta o encontro com Nossa Mãe, experiência que marcaria sua vida: “senti um forte vento que me obrigou a levantar a cabeça. Voltei a olhar e vi que os ramos de espinhos que rodeavam a gruta da pedra de Masabielle estavam se mexendo. Nesse momento apareceu na gruta uma belíssima Senhora, tão formosa, que, ao vê-la uma vez, dá vontade de morrer, tal o desejo de voltar a vê-la”.

“Ela vinha toda vestida de branco, com um cinto azul, um rosário entre seus dedos e uma rosa dourada em cada pé. Saudou-me inclinando a cabeça. Eu, achando que estava sonhando, esfreguei os olhos; mas levantando a vista vi novamente a bela Senhora que me sorria e me pedia que me aproximasse. Ms eu não me atrevia. Não que tivesse medo, porque quando alguém tem medo foge, e eu teria ficado ali olhando-a toda a vida. Então tive a idéia de rezar e tirei o rosário. Ajoelhei-me. Vi que a Senhora se persignava ao mesmo tempo em que eu. Enquanto ia passando as contas ela escutava as Ave-marias sem dizer nada, mas passando também por suas mãos as contas do rosário. E quando eu dizia o Glória ao Pai, Ela o dizia também, inclinando um pouco a cabeça. Terminando o rosário, sorriu para mim outra vez e retrocedendo para as sombras da grupa, desapareceu”.

Em poucos dias, a Virgem volta a aparecer a Bernadete na mesma gruta. Entretanto, quando sua mãe soube disso não gostou, porque pensava que sua filha estava inventando histórias –embora a verdade é que Bernadete não dizia mentiras–, ao mesmo tempo alguns pensavam que se tratava de uma alma do purgatório, e Bernadete ficou proibida de voltar à gruta Masabielle.

Apesar da proibição, muitos amigos de Bernadete pediam que voltasse à gruta; com isso, sua mãe disse que se consultasse com seu pai. O senhor Soubirous, depois de pensar e duvidar, permitiu que ela voltasse em 18 de fevereiro.

Desta vez, Bernadete foi acompanhada por várias pessoas, que com terços e água benta esperavam esclarecer e confirmar o narrado. Ao chegar todos os presentes começaram a rezar o rosário; é neste momento que Nossa Mãe aparece pela terceira vez. Bernadete narra assim a aparição: “Quando estávamos rezando o terceiro mistério, a mesma Senhora vestida de branco fez-se presente como na vez anterior. Eu exclamei: ‘Aí está’. Mas os demais não a viam. Então uma vizinha me deu água benta e eu lancei algumas gotas na visão. A Senhora sorriu e fez o sinal da cruz. Disse-lhe: ‘Se vieres da parte de Deus, aproxima-te’. Ela deu um passo adiante”.

Em seguida, a Virgem disse a Bernadete: “Venha aqui durante quinze dias seguidos”. A menina prometeu que sim e a Senhora expressou-lhe “Eu te prometo que serás muito feliz, não neste mundo, mas no outro”.

Depois deste intenso momento que cobriu a todos os presentes, a notícia das aparições correu por todo o povoado, e muitos iam à gruta crendo no ocorrido embora outros zombassem disso.

Entre os dias 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858 houve 18 aparições. Estas se caracterizaram pela sobriedade das palavras da Virgem, e pela aparição de uma fonte de água que brotou inesperadamente junto ao lugar das aparições e que deste então é um lugar de referência de inúmeros milagres constatados por homens de ciência.

O livro conta com fidelidade, numa narrativa agradável, a trajetória comovente da jovem, começando um pouco antes da primeira aparição. A vida dos escolhidos como portadores das mensagens da Virgem Maria ou de Nosso Senhor sempre foi marcada pelo sofrimento e pela cruel descrença até dos que lhes eram mais próximos. Com Bernadete não aconteceu diferente. Seu sofrimento só não foi maior que sua sobrenatural humildade. Padeceu de doenças e humilhações que lhe prepararam o caminho para a glória, junto à "Senhora de Massabielle". Hoje, a terra da camponesinha tímida é centro de peregrinações e local de oração e cura.

domingo, 13 de junho de 2010

Leitura divertida: Marcelo, Marmelo, Martelo e Outras Histórias

Este livro é uma das obras-primas da literatura infanto-juvenil. A autora Ruth Rocha inova a maneira tradicional de contar histórias, mostrando situações reais do cotidiano. Os personagens dos três contos que compõem este livro são crianças que vivem no espaço urbano. Elas resolvem seus impasses com muita esperteza e vivacidade: Marcelo cria palavras novas, Teresinha e Gabriela descobrem a identidade na diferença e Carlos Alberto compreende a importância da amizade.

Com seu jeito de poeta, Marcelo quer fazer um novo dicionário, pois as palavras não combinam com os seus significados. Por que não dizer "cabeceiro", em vez de travesseiro? Por que cadeira, se "sentador" é muito mais expressivo?

Teresinha e Gabriela são duas meninas bem diferentes, no jeito de ser, de agir, de falar, de se vestir... Gabriela é serelepe, questionadora, agitada, faladeira... Teresinha é calma, arrumadinha, estudiosa, boazinha... Parece que uma menina é o oposto da outra. Mas, como tudo muda, essa oposição não vai durar para sempre!

Caloca, o dono da bola, traz uma turminha da qual ninguém vai se esquecer: Catapimba, Beto, Batata, Xereta - os garotos do Estrela D‘alva Futebol Clube - às voltas com um problema muito sério: um menino mandão chamado Carlos Alberto - o Caloca - que, por ser dono de uma bola de couro, achava que podia determinar todas as regras do jogo

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sugestão de leitura: CONTOS de Machado de Assis

Indicado para jovens e adultos - CONTOS de Machado de Assis


Missa do Galo - O Espelho - A Cartomante - Um Homem Célebre - O Caso da Vara - Pai contra Mãe - Capítulo dos Chapéus

Uma coletânea de alguns dos mais famosos contos do "bruxo do Cosme Velho". O maior autor brasileiro de prosa foi assim chamado pela sua capacidade de criar personagens de grande densidade psicológica, parecendo, por esta arte, estar desvendando os mistérios da alma humana.

Ler Machado é empreender uma viagem ao Rio no tempo do Império, com suas características marcantes de povo e paisagem. Cada conto deste livro vem comentado por um professor de literatura, o que evidencia seu objetivo didático.
L&PM POCKET

domingo, 30 de maio de 2010

Uma leitura envolvente: Razão e sensibilidade

Vejamos que podemos nos envolver tanto com um livro como com um filme e tendo os dois é bom sempre fazer esta experiência dobrada, com certeza nos dará muito mais visão geral da história e também a oportunidade de decidir sobre o melhor.

Razão e Sensibilidade (no original, Sense and Sensibility - link para o livro por R$ 12,90 na Livraria Cultura) da inglesa Jane Austen.

Conta estória de duas irmãs, Marianne e Elinor Dashwood , que vivem na inglaterra do século XVIII. Logo no início do livro, o pai delas morre, e assim elas ficam com poucos recursos. Naquela época, as filhas não herdavam, só filhos varões. O irmão fica com os bens e elas, junto com a mãe e a irmãzinha caçula, vão morar de favor em um simples chalé no interior. Sobre este fato a autora embasa sua crítica aos costumes da época, focalizando a injustiça que as mulheres sofriam por não terem seus direitos civis assegurados.

Marianne é a mais sensível (a sensibilidade do título), Elinor, a mais velha é a mais racional (logo a razão). Acontecem peripécias amorosas em que ambas estão envolvidas, sempre se evidenciando o amor e a dedicação entre elas.

O romance rendeu um belo filme de Ang Lee, com Ema Thompson, Kate Winslet e Alan Rickman, o Severo Snape dos filmes de Harry Porter. Só que aqui o ator está com uma aparência bem melhor. Vale conferir.

Os críticos dizem que Razão e Sensibilidade é o seu livro mais fraco, mas a fonte de um filme maravilhoso. A transformação para o cinema foi feita pela própria Emma Thompson, atriz que também participou do filme.

O filme começa com a morte de Mr. Dashwood, que deixa a sua segunda esposa com três filhas de diferentes idades sozinhas. Ele implora no seu leito de morte para que seu filho (do primeiro casamento) não deixe as garotas abandonadas - mas a sua nora é gananciosa e no final, a soma que fica de fato para as irmãs é ínfima.

É magnífico. Ang Lee conseguiu capturar a essência do livro, que realmente passeia pelo drama, pelo romance e também pela comédia. E conta com uma paisagem lindíssima.

É uma linda produção que merece todas as críticas positivas que ganhou até hoje.

domingo, 23 de maio de 2010

Sugestão para uma boa leitura: O menino do dedo verde

Não há quem não goste de ler um livro bem escrito e de fácil leitura, e com uma história bem interessante. É uma boa dica para dar aos nossos filhos.
O Menino do dedo verde é um livro assim, gostoso.

Tistu é um menino muito sortudo. Vive na cidade chamada Mirapólvora numa grande casa, a Casa-que-Brilha, com o Sr. Papai, Dona Mamãe e o seu querido pônei Ginástico. Eles são ricos, pois o Sr Papai tem uma fábrica de canhões. Para grande decepção de todos, Tistu dorme nas aulas. Sr Papai resolve fazer com que Tistu aprenda as coisas vendo-as e vivenciando-as. As aulas serão com o jardineiro Bigode e com o gerente da fábrica de canhões, o Sr Trovões.

Na primeira aula, o jardineiro bigode descobre um dom fantástico em Tistu: o menino tem o dedo verde! Isto significa que, onde ele colocar o dedo nascerão flores! Porém as pessoas grandes não iriam entender este dom. Seria melhor mantê-lo em segredo. Bigode se transforma no conselheiro de Tistu.

Tistou Les Pouces Verts, foi escrito em 1957 pelo escritor francês Maurice Druon.
E temos uma ótima tradução feita por Dom Marcos Barbosa.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sugestão de Leitura: Sobrevivi para contar - Immaculée Ilibagiza

Definitivamente esse é um dos livros mais marcantes que eu já li até hoje.

Ele é a narração da história de Immaculée Ilibagiza, uma sobrevivente do genocídio de Ruanda, onde mais de um milhão de pessoas, a maioria da etnia Tutsi, foi brutalmente assassinada num conflito de tribos que durou pouco mais de 100 dias.

O livro não se propõe a ser um relato completo do genocídio. Ele é a história de Immaculée e de como ela consegui escapar da carnificina, escondendo-se por 91 dias num minúsculo banheiro de 1,2m x 0,9m, juntamente com mais 7 mulheres. Mais do que o relato de uma sobrevivente, o livro é a descrição do crescimento da fé de Immaculée e como essa sua fé a salvou do massacre que dizimou centenas de milhares de pessoas.

Apesar de ser um livro denso e de descrever várias cenas terríveis do holocausto de Ruanda, é quase impossível parar de ler "Sobrevivi para contar". Aliás, a palavra "impossível" não combina com Ilibagiza. No meio de tantas desgraças, o leitor se surpreenderá com os milagres que a sua imensa fé conseguiu. Além disso, o seu amor por sua família e por Deus é muito bem retratado nessas páginas. Perdão é outra palavra que aprendemos neste livro de forma gráfica.
Você não será o mesmo depois de ler "Sobrevivi para contar".

O livro é relativamente barato (achei esses preços na internet).