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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Um bom livro para a família – A escolha

Um  livro de Nicholas Sparks, o mesmo autor de:  Querido John, A última música, Diário de uma paixão, Um amor pra recordar, dentre vários outros que são grandes sucessos no mundo dos leitores.

 Neste livro ele nos fala até onde devemos ir em nome do amor.

Sua história prende a atenção do início ao final, nos levando a voar com a imaginação, em todos os recantos que descreve. Confesso de li todo o livro em dois dias, foi uma verdadeira imersão no livro. Aproveitei um feriado e uma viagem do marido e virei a noite lendo.

Ele conta a história de um casal, como se conheceram e como ficaram juntos, nada de mais, um lugar comum. Seria comum se não houvesse a necessidade de se fazer uma escolha, tomar uma decisão irreversível, bem mas isso fica para saber quem ler o livro.

Acredito que nossos filhos e filhas adolescentes, adultos e idosos vão gostar dessa leitura que se inicia como um simples romance, e vai tomando proporções de um drama bem escrito.

Não quero tirar as expectativas de nenhum leitor, por esta razão não adianto mais nada do livro. Vale a pena ler.

domingo, 11 de outubro de 2015

LIVRO para nossa diversão - "O ANJO SURFISTA"

Por Patricia Carol Dwyer

 (Verdadeira história de um surfista e médico que, prestes a se tornar padre, transformou-se em anjo). O "anjo" que em breve será SANTO. Autor: MANUEL AROUCA. Ed. LeYa-2013

Ele foi médico como São Lucas, dedicou tempo de vida aos pobres como são Francisco de Assis, mas não pôde realizar o sonho de se tornar padre. O destinho quis que Guido Schäffer andasse sobre  as ondas, fizesse a sua última manobra de surfe e subisse aos céus. Em maio de 2009, nascia um anjo.(contra capa).

GUIDO SCHÄFFER  é um jovem muito especial. Ele se formou em medicina, gosta de pegar onda e é seminarista. Sua vida teria sido de muitas vitórias se, aos 34 anos, não tivesse morrido. Morreu no mar, lugar onde realizava seus melhores encontros com Deus. Este livro acompanha a história de um rapaz que não conseguiu se ordenar padre, mas quem sabe, está muito próximo de se transformar em santo. Tinha vocação. E ela estava em todas as coisas que fazia, desde cuidar dos pobres na Santa Casa de Misericórdia, até ajudar a ordem Missionária da Caridade de Madre Teresa de Calcutá, e organizar grupos de oração na paróquia Nossa Senhora da Paz. Guido era o típico carioca, nascido em Copacabana e surfista do Arpoador. Discípulo de Padre Jorjão. Residente da Santa Casa de Misericórdia. Guido ensinou a jovens e adultos a pegar onda, a ter compaixão pelos pobres e, principalmente, a amar a Deus.(orelha da esquerda do livro)

Obs: Os restos mortais de Guido se encontram numa lindíssima cripta de mármore branco, no lado esquerdo de quem entra na Igreja de Na. Sra. da Paz(Ipanema). Em volta, já quase não há espaços livres para colocar as mensagens de AGRADECIMENTO por graças obtidas através de sua intercessão. Seu processo para Beatificação está em andamento.

sábado, 10 de outubro de 2015

LIVRO para nossa diversão - "A Senhora das Águas"

Por Patricia Carol Dwyer

(The Lady of the Rivers). Romance de PHILIPPA GREGORY-autora de A RAINHA BRANCA  e A RAINHA VERMELHA.

"De forma magistral, a autora resgata da obscuridade uma esquecida mulher da história Inglesa." (DAILY MAIL).

Terceiro livro da série que aborda um período sangrento da história da Inglaterra: A GUERRA DAS DUAS ROSAS.

Tradução de Ana Luiza Borges (1ª Edição. Ed. Record/2014)

Irmãos e primos lutam entre si para conquistar o trono inglês neste fascinante relado das guerras dos Plantagenetas,  dinastia que governou a Inglaterra antes dos Tudor. Mesclando fatos históricos com ficção, Philippa Gregory recria o período com maestria, através dos dramas pessoais das mulheres que exerceram papel decisivo nos bastidores do conflito. Neste 3º volume, é a vez de Jacquetta, Lady Rivers, mãe da Rainha Branca Elizabeth Woodville.(contra capa)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

LIVRO para nossa diversão - "Josefina"

Por Patricia Carol Dwyer

"Josefina"  Título original: Josephine: Desire, ambition,Napoleon).
 Jovem crioula que se tornou Imperatriz da França. autora: KATE WILLIAMS. (495 pág.) Tradução: Luís Santos/Ed. LeYa (2013).

É uma história de obsessão, política e sobrevivência de uma mulher em um mundo masculino.

"Primeiro de dezembro de 1804. Era a noite mais importante da vida de Josefina. Ao  longo do percurso, na escuridão, parisienses e franceses de todo o país disputavam lugares; chegavam dignitários de todo o mundo, as carruagens douradas estavam preparadas e os mantos imperiais aguardavam o herói supremo. No dia seguinte, Napoleão seria coroado Imperador de França e de todos os seus territórios. O diminuto soldado corso passaria a ser "Sua Majestade Imperial".

Toda a França acreditava que Josefina estava radiante, mas, no entanto, no interior do grandioso palácio das Tulherias, Josefina sentia receio. Estava prestes a concretizar seu plano mais ousado.
Tudo dependia da forma como se comportaria, naquele que era o teste mais importante da sua vida até então.(...)".

"Contudo, à medida que granjeava fama e poder, Napoleão tornou-se cada vez mais obcecado com a necessidade de um herdeiro e mais irritado com os gastos extravagantes da amada. A mulher que encantara a França estava desesperada e assoberbada com as exigências da vida pública. Por fim, divorciada aos quarenta e sete anos de idade, viu-se obrigada a assistir dos bastidores ao nascimento do filho de Napoleão com a sua jovem noiva.(...)"(orelha esq.da capa).

segunda-feira, 2 de março de 2015

Ler nos faz bem.

A leitura constante abre novos horizontes a todos, ajuda a combater o Alzheimer e pode nos fazer mais felizes.

A boa leitura nos leva a vários lugares estimula a imaginação, nos envolve na trama e nos transforma em mais de seus personagens.

Com o hábito de ler teremos um raciocínio mais analítico e vamos observar melhor as pessoas ao nosso redor e, por conseguinte vamos entendê-las melhor. Dependendo do conteúdo das nossas leituras vamos compreender muito mais coisas ao nosso entorno.

Um exemplo para isso basta ler o livro Orgulho e Preconceito, compreenderemos melhor uma mãe de muitas filhas, ansiosa por casá-las bem, e ao mesmo tempo podemos aprender a não ser tão exagerada na exposição das meninas.  Para mim serviu de exemplo e sempre me recordo dessa mãe na hora de agir com minhas filhas.

Vamos dedicar uns minutos por dia para uma boa leitura, peçamos ajuda para que nos indiquem bons livros. Assim, ao fim de um ano já teremos lido vários livros e tirado ótimos proveitos pra vida, além de termos uma ótima diversão.
Aqui mesmo no blog já temos excelentes livros sugeridos. Pelos quais podemos começar a nossa biblioteca e ajudar os filhos a terem também esse gosto por ler.

Ler sobre pessoas, que foram exemplo de vida, biografias, vai nos ajudar na nossa luta diária por sermos melhores também. Vai nos estimular a vencer-nos em nossos defeitos que tanto desagradam a nós e a quem convive conosco.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Uma rede social de livros

Por Pedro Paulo de Magalhães Oliveira Jr.

O consumo de livros, seja em formato eletrônico, seja em papel é algo muito baixo no Brasil. Nos EUA são publicados por ano cerca de 330.000 livros enquanto que no Brasil este número não ultrapassa muito 20.000 novos títulos. No Brasil são raras as bibliotecas públicas em que se pode obter novos lançamentos literários, coisa que é extremamente acessível mesmo nas menores cidades norte americanas.

Diante deste cenário é justo perguntar, quantos livros você leu ano passado? O que você pretende ler agora?

Para ajudar a manter esta contabilidade e descobrir novos autores e coisas interessantes para ler há uma rede social chamada GoodReads (http://goodreads.com), nesta rede você se inscreve com sua conta do Facebook ou Twitter e pode começar a anotar os livros que você leu, dar notas, escrever pequenas resenhas que ajudem outros leitores e a você mesmo.

Existe uma interessante funcionalidade que é acompanhar o que seus amigos estão lendo e o que comentam dos livros que leram, também é possível indicar livros uns para os outros e comparar os gostos literários de duas pessoas. Saber quais são seus autores mais lidos, fazer listas por assuntos, enfim, inúmeras possibilidades numa rede social onde não se discute quem dormiu com quem no Big Brother Brasil, mas literatura, história, arte, tecnologia e cultura.

O Goodreads é excelente também para achar citações, e não poderia terminar sem uma do grande escritor da língua portuguesa  “A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.” —Nelson Rodrigues.

sábado, 22 de novembro de 2014

Indicação de livros de Natal


No ano passado, eu quis criar um “clima” de Natal aqui em casa, com mais lendas e histórias, além de fortalecer nos meninos a crença na fantasia que envolve o Natal. Descobri em minhas pesquisas que J. R. R. Tolkien favorecia a eles acreditar no Papai Noel, e era exatamente isso que eu estava buscando. Isso me incentivou ainda mais a procurar sobre as lendas que envolvem o Natal, e fiquei encantada com tudo o que descobri. Mesmo não fazendo parte diretamente da nossa cultura, decidi contar para os meninos algumas dessas lendas e, para isso, utilizei três livros:

Cartas do Papai Noel – J. R. R. Tolkien




Durante anos Tolkien escreveu para seus filhos em nome do Papai Noel e também fez desenhos em que Papai Noel mostra às crianças como é sua casa, a paisagem onde mora, o Urso Polar (que participa de várias histórias), os duendes e mais. O livro é lindíssimo e pode ser uma inspiração para respondermos às crianças sobre o Papai Noel ou contarmos suas histórias.



A véspera de Natal – Clement Clarke Moore

 


Esse livro é um poema e tem ilustrações belíssimas. Quando vi que a tradução brasileira foi feita por Tatiana Belinky comprei imediatamente. Lemos para eles na véspera do Natal.





Nicolau São Norte e a batalha contra o rei dos pesadelos – William Joyce e Laura Geringer



Esse livro é uma adaptação da lenda de Papai Noel, que em alguns países também é chamado de São Nicolau ou Norte. É o primeiro livro de uma série sobre a história dos Guardiões e conta como Nicolau se tornou símbolo do Natal.



Encontrei a indicação desses livros no blog da Luciana Lachance:

sábado, 16 de agosto de 2014

Por que eu gosto de ler?

Por Ana Paula Oliveira*

Muitas pessoas por aí me perguntam: Por que você gosta tanto de ler? Qual o motivo dessa paixão por livros? Nenhuma resposta seria melhor do que a famosa frase: Palavras são vida. Muito clichê? Sim, eu sei. Mas, o que seria do mundo sem a comunicação? Os livros são uma forma do autor expressar e comunicar suas ideias, compartilhar sua imaginação e entreter-nos com sua história e personagens.

Eu gosto de pensar que livros são como mães, que lhe ajudam nos momentos difíceis da vida. Claro que todos sabem que os livros não fazem nem metade do trabalho das mães, mas a ideia de ajudar nas horas difíceis, de estar sempre perto para consolar e sempre fazer o seu melhor para lhe fazer esquecer dos seus problemas é até bem parecida.

Quando você era criança e tinha um pesadelo durante a noite, sua mãe provavelmente ia até o seu quarto e lhe contava uma história para te acalmar e muitas vezes a história tinha uma moral significativa, como "nunca confie em estranhos" ou "sempre obedeça seus pais", e é exatamente isso que os livros fazem, quando você teve algum problema, qualquer que seja, os livros te entretém com o seu enredo e com isso você simplesmente se sente melhor. Mas os livros não são só como mães, eles também sãos seus melhores conselheiros.

Muitas vezes quando eu ficava triste por causa de alguma briga, tanto com meus amigos, quanto brigas familiares, ou triste por morte de algum parente, os livros sempre me ajudaram a me acalmar e a ter esperança, esperança de que tudo pode melhorar. Você vê vários personagens de diversos livros, que já passaram por tempos horríveis e nunca perderam a esperança. Normalmente eles conseguiam pensar e arrumar um jeito de consertar as coisas e no final acaba tudo bem.

Portanto, você, que diz que ler é chato, que é ruim, que livros são ruins, tente enxergar por trás das páginas e ver a beleza que aquela história está lhe mostrando.


*Ana Paula Oliveira – Nona filha de uma família numerosa, blogueira de 14 anos, apaixonada por ler e amante de tudo sobre a  Inglaterra.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O mundo deveria ler mais

Isso foi dito por uma jovem de treze anos, que devora livros. Costume que vem cultivando desde antes de saber ler. Sempre gostou que contássemos historias dos livros infantis. Sabia, depois, todas as histórias de cor, e, se mudávamos alguma palavra ela logo reclamava.

Um dia, uma amiga nossa resolveu brincar com essa jovem e começou a contar a mesma história, porém em italiano. A garotinha pulou na mesma hora e disse: “Você esta falando em outra língua!”. Foi um riso geral.

Voltando a um mundo onde todos lessem muito, de fato teríamos um povo mais culto e com horizontes mais largos.

No Brasil existe uma estatística, do Instituto Pró-Livro, de que o brasileiro lê pouco. “São 77 milhões de não leitores, dos quais 21 milhões são analfabetos. Já os leitores, que somam 95 milhões, leem, em média, 1,3 livros por ano”. – matéria de 2009, o globo.

As crianças podem e devem ser estimuladas pelos pais a ler, coisas boas, com critério. Os livros devem ser presentes agradáveis, que todos gostem de receber. Criar o costume de visitar as grandes livrarias da cidade, pesquisar sobre novos autores, substituir os gibis, que também são válidos, para o incentivo da leitura, por livros de todos os tipos, de borracha, para serem usados até dentro do banho, de tecido, com botões, zíper, cordões, tudo que vá criando na criança o interesse pela leitura e por novas histórias.

Nesses treze anos, sendo que nos últimos 5 anos, essa jovem já leu 70 livros de grande porte, teve  uma média de 14 livros por ano. Sem contar os livros paradidáticos, e a releitura de todos os volumes do Harry Potter, a ponto de saber de cor os nomes de cada um dos personagens e suas funções nas histórias. Quebrando assim a média brasileira e ampliando muito sua cultura geral e seu gosto pelo saber sempre mais.

A leitura constante ativa a imaginação, a criatividade, e ao mesmo tempo é um lazer saudável, e contra o estresse. Aumenta o vocabulário do leitor assíduo e permite que se expresse melhor. Vale a pena investir em livros para nossos filhos.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Uma leitura encantadora - As Crônicas de nárnia

As Crônicas de nárnia- “Como Tolkien, C.S.Lewis redefiniu a natureza da fantasia acrescentando riqueza, beleza e dimensão... Nos nossos tempos, todo reino da fantasia deve ser avaliado em comparação com Nárnia"- Lloyd Alexander

Jornadas até o final do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal- O que mais  qualquer leitor poderia querer em um livro? Lewis escreveu o livro “O leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa em 1949, mas ele não parou por aí, depois desse, mais 6 livros vieram, e se tornaram As Crônicas de Nárnia.

Cada um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo onde a magia se encontra com a realidade e o produto disso é um mundo de ficção onde fascina gerações até hoje.

1º Livro: O SOBRINHO DO MAGO

Neste livro, Lewis começa com a base da história, onde tudo começou, ele explica o surgimento da Feiticeira, e é onde começam as idas e vindas de nosso mundo até Nárnia.

Digory muda-se para a casa de seus tios, com sua mãe, que está muito doente. Ele acaba conhecendo Polly, sua vizinha, e os dois viram muito amigos. Porém existe um mistério em sua casa nova, seu tio, que é muito estranho, e os dois amigos vão tentar desvendar esse fato, mas quando eles vão fazer isso, uma coisa inesperada acontece, eles caem em uma nova terra, chamada Nárnia.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Opinião de uma leitora de Harry Potter - Harry ou Ron?

Há pouco tempo, foi publicada uma reportagem no jornal The Sunday Times, onde diz que a autora da série de livros “Harry Potter” teria admitido que se “arrependeu” de juntar Ron e Hermione como um casal. J.K. diz “Eu escrevi a relação Ron/Hermione como uma forma de realizar um desejo” e a atriz Emma Watson, atriz que interpreta a Hermione nos filmes, completa “ Eu sei que há fãs que sabiam disso também e que se perguntam se Ron seria realmente capaz de tê-la feito feliz.”

Meu intuito foi achar que isso tudo era apenas um rumor, o que realmente é, pois não temos certeza disso ainda. Além disso, ela não pode mudar a história ou reescrever o livro.

É muito difícil essa notícia ser verdade, pois, em uma entrevista muito antiga, Rowling disse sobre a relação Hermione e Harry: “Não! Eles são amigos platônicos.” Ou seja, Joanne nunca quis colocar os dois juntos, ela sempre pretendeu e desejou que Ron ficasse com Hermione.

Para os que acham que é verdade eu pergunto: Por que J.K. iria querer mudar a história? Por que ela publicaria algo em que ela não achava ser o certo?

Eu penso que JK não poderá ou não quererá mudar o livro.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Heróis do Olimpo – segunda série do Percy Jackson

Como prometi na postagem do dia 14/8/3013, seguem algumas observações feitas por Ana Paula, de 13 anos, leitora da saga, sobre cada um dos livros.

Esta é a 2ª série de Rick Riordan, que possui 4 livros , e o último, o 4º, lançado a pouco tempo,  chamado Casa de Hades. ( a primeira saga basta clicar aqui e aqui).

Nesta parte da saga, dos heróis do Olímpo, acontece um mistura das culturas greco-romana. Os livros são bem envolventes e nos deixam presas a eles até o final.

Herói Perdido - É o primeiro livro da segunda saga Este livro conta a historia de Piper, Jason e Leo (três semideuses). Jason perdeu a sua memoria e só lembra de acordar em um ônibus escolar, indo para uma excursão no Grand Canyon.

Percy misteriosamente desaparece e niguem sabe onde ele está. A nova profecia foi lançada e os semideuses tem que se preparar para algo pior e mais aterrorizante que Cronos.

A profecia: “Sete meios-sangues responderão ao chamado, em tempestade ou fogo o mundo terá acabado. Um juramento de manter com um alento final, e os inimigos com armas às portas da morte afinal.”

Onde estará nosso herói? Quem é Jason? E a profecia, qual será o enigma?

Filho de Netuno - É o segundo livro da segunda saga. Esse livro conta a historia de Percy, que esta mais maduro e mais velho e agora não lembra de quase nada, só do nome de sua namorada e de aparecer em uma casa, e ser treinado por uma loba e aparecer em uma rua da Califórnia e ser perseguido por duas górgonas. Percy encontra abrigo em um acampamento chamado: Acampamento Júpiter. E lá faz novos amigos, porém Percy fica com uma sensação de que aquele não é o seu lar. Mal se lembra que sua casa é o acampamento meio-sangue.

Um de seus novos amigos recebe uma missão quase suicida de seu pai Ares/Marte e pede ajuda a ele Percy e a sua amiga Hazel, filha de Hades/Plutão, onde eles têm que libertar Thanatos, o deus da morte.

A marca de Athena - É o terceiro livro da segunda saga. Annabeth está prestes a se reencontrar com Percy. Depois de meses sem se encontrar e com saudades, ela agora está receosa, será que Percy mudou? E se ele já estiver acostumado com os hábitos romanos? Será que ele ainda precisará de seus antigos amigos?

Mas este não é seu pior problema, Annabeth recebeu uma ordem de sua mãe para que ela siga a Marca de Atena, e vingue-a. A semideusa carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete meio-sangues em busca das Portas da Morte, o que mais sua mãe poderia querer dela?

Será que os romanos confiam nos gregos? Será que eles não vão tentar apunhalá-los pelas costas? Será que Gaia vai despertar?

Será que eles vão conseguir fechar as Portas da Morte? E Percy e Annabeth, vão ficar juntos?
O quarto livro ainda está sendo lido avidamente pela Ana Paula, e em breve teremos também uma avaliação sobre ele.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Livros – Saga de Percy Jackson e os Olimpianos – parte 2

Como prometi na postagem do dia 14/8/3013, seguem algumas observações feitas por Ana Paula, de 13 anos, leitora da saga, sobre cada um dos livros.

A parte 1 – pode ser lida clicando aqui.

4º -  Batalha do Labirinto

Batalha do Labirinto – Neste livro, Percy tem 15 anos e os problemas com Cronos aumentaram. Os seguidores das forças do mal crescem numericamente todos os dias. Dentro do acampamento, Percy descobre que lá dentro existe uma passagem para o labirinto de Dédalo, e também que seu inimigo pode conseguir o fio de Ariadne para se guiar e invadir o acampamento. Percy, Annabeth, Grover e Tyson entram no labirinto, para conseguir o fio antes que seja tarde demais.

Um livro realmente incrível! Nele acontecem várias batalhas e reviravoltas eletrizantes!

“Chega de procurar por seu próximo herói: conheça Percy Jackson escolhido por legiões de fãs”. – Kirkus Reviews

5º -   Último Olimpiano

Último Olimpiano – Neste livro, Percy  vai fazer 16 anos e aí a profecia feita por um oráculo ira se concretizar, e a guerra ira começar.

“Um meio sangue, dos deuses, antigo filho, Chegará aos dezesseis apesar de empecilhos. Num sono sem fim o mundo estará. E a alma do herói, a lâmina maldita ceifará. Uma escolha seus dias vai encerrar. O Olimpo preservar ou arrasar.” – Profecia do oráculo de Delfos

Os meio sangue estão se preparando para a batalha entre os deuses e Cronos. Os deuses lutam contra Tifão, o gigante, e agora só Percy e o acampamento podem deter Cronos. Cada pessoa que apoiar esse vilão, terá maior poder. Cronos pretende destruir todo o Olimpo e mandar os deuses para o tártaro. Tártaro é a personificação do Mundo Inferior. Nele estão as cavernas e grutas mais profundas e os cantos mais terríveis do reino de Hades, o mundo dos mortos, para onde todos os inimigos do Olimpo são enviados e onde são castigados por seus crimes.

 “Aventura em alta voltagem é impossível  de largar”. - Booklist

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Livros – Saga de Percy Jackson e os Olimpianos – parte 1

Como prometi na postagem do dia 14/8/3013,(pode ser lida clicando aqui), seguem algumas observações feitas por Ana Paula, de 13 anos, leitora da saga, sobre cada um dos livros .

1º-  Ladrão de Raios

Neste livro, Percy, um jovem rapaz, acaba de descobrir que é um semideus, e irá para um acampamento, chamado de Camp Half blood, (meio sangue em Português), onde ele treina para lutar com monstros. Porém, ele acaba tendo uma grande reviravolta em sua vida, o que fará com que ele e seus dois amigos, Grover e Annabeth, participem de uma missão no o Mundo Inferior.

A leitura deste livro fará com que você se envolva tão intensamente com a história e busque ler os outros da saga.

“Tem um ritmo perfeito, com momentos eletrizantes seguindo-se uns aos outros como batimentos cardíacos, e um mistério atrás do outro”. – The New York Times Book Review

2º - Mar de  Monstros

Mar de Monstros – Na história, Percy tem 13 anos e estuda em uma escola de mortais junto com seu novo amigo Tyson. Percy tem que viajar ao Mar de Monstros para salvar seu melhor amigo e sátiro Grover, que foi sequestrado por um ciclope.

Esse livro é realmente interessante e você tem que ler com muita atenção para entender a historia.
“Em uma façanha digna de seus heróis, Riordan tramou uma sequência ainda mais atraente que O Ladrão de Raios”. – Publishers Weekly

3º - Maldição do Titã


Maldição do Titã – Percy agora tem 14 anos e faz dois novos amigos, Bianca e Nico Di Angelo, que são irmãos. Quando Percy está voltando para o acampamento com os Di Angelo, Grover, Thalia, as caçadoras de Ártemis e Annabeth, que é sequestrada pelas forças de Cronos, e a própria Ártemis também. Percy e seus amigos precisam de uma missão para salvá-las.

Este, especialmente é o meu livro favorito de toda a série, pois é emocionante, interessante e muito bem escrito.

“Uma aventura de proporções olímpicas”. – School Library Journal


Amanhã teremos os outros dois livros da saga.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O point do momento para adolescentes: Livros de Rick Riordan

Uma coqueluche entre os adolescentes entre 12 e 15 anos, e até de vários adultos:  é a leitura da mitologia grega, narrada com uma versão atual, por Rick Riordan.

O escritor escreveu uma série de livros chamada “ Percy Jackson e os Olimpianos” – (PJO), que conta a história de Percy, um semideus que tem que salvar o mundo das forças de Cronos – uma força do mal,  que quer destruir os deuses por vingança.

Outra série do mesmo autor é a chamada “Heróis do Olimpo” – (HO), complementa a outra anterior, contando as novas aventuras emocionantes, de Percy e seus amigos.

A série “PJO” tem cinco livros já lançados, chamados: Ladrões de raios, Mar de monstros, Maldição do Titã, Batalha do labirinto e O último Olimpiano.

A série “HO” apresenta três livros lançados: Herói perdido, Filho de Netuno  e Marca de Atena; e um livro que ainda vai ser lançado, chamado: Casa de Hades. Esta segunda série já é sobre mitologia greco-romana.

Vale a pena investir nesses livros para nossa garotada, eles alimentam, não só a cultura como também dá asas a imaginação.

Ele também escreveu outros livros sobre mitologia egípcia,  a saga é chamada: “ Crônicas dos Kane” – também bem envolvente.

Vou colocar em outras postagens um pouco de cada livro, segundo a minha filha adolescente, leitora assídua de todas essas séries. Aguardem.

domingo, 9 de junho de 2013

Rubem Braga, o cronista

Nascido em 1913, o que é considerado o maior cronista brasileiro, faria 100 anos em janeiro passado. Esta é uma pequena homenagem ao escritor que, de maneira única, ficou famoso por sua deliciosa especialidade nesse gênero,  a crônica. Selecionamos, então, um exemplar  do seu talento.

RECADO AO SR. 903 - Rubem Braga

Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador do prédio, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal - devia ser meia-noite - e a sua veemente reclamação verbal.

Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão . O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a lei e a polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003.

Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números , dois números empilhados entre dezenas de outros.

Eu, 1003, me limito a leste pelo 1005, a oeste pelo 1001, ao sul pelo
Oceano Atlântico, ao norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua.

Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão; ao meu número) será convidado a se retirar às 21:45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois às 8 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305.

Nossa vida, vizinho, está toda numerada, e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas - e prometo silêncio.

Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: "Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou". E o outro respondesse: "Entra, vizinho, e come de meu pão e bebe de meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela". E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.

                                                   do site www.velhosamigos.com.br

sexta-feira, 3 de maio de 2013

EmContando – 32 - A Criança e o Sentido da Vida

Muito mais que o adulto, a criança vive o presente, e por isso mesmo ela deve receber das histórias que ouve, além de entretenimento e enriquecimento intelectual, aquilo que é importante e significativo para  o estágio de desenvolvimento em que se encontra.  A história deve também ajudar a tornar claras  suas emoções e sugerir soluções para os problemas que a perturbam.

Através dos contos de fadas folclórico a criança pode aprender mais sobre  os problemas interiores dos seres humanos, do que com qualquer outro tipo de história. Os contos de fadas ajudam a criança a fortalecer seus recursos interiores para enfrentar as situações
a que é exposta na sociedade em que vive.

Prosseguindo com o pensamento de Bruno Bettelheim  usamos suas próprias palavras: “Exatamente porque a vida é frequentemente desconcertante  para a criança, ela precisa ainda mais ter a  possibilidade de se entender neste mundo complexo com o qual deve aprender a lidar. Para ser bem sucedida neste aspecto, a criança deve receber ajuda para que  possa dar algum sentido coerente ao seu turbilhão de sentimentos. Necessita de ideias sobre a forma de  colocar ordem na sua casa interior, e com base nisso, ser capaz de criar ordem na sua vida. Necessita – isto  mal requer ênfase neste momento de nossa história – de  uma educação moral que de modo sutil e implícito conduza-a às vantagens do comportamento moral, não através de conceitos éticos abstratos, mas daquilo que lhe parece  tangivelmente correto, e portanto, significativo.

A criança encontra este tipo de significado nos contos de fada.
Como muitas outras modernas percepções psicológicas, esta foi antecipada há muito tempo pelos poetas. O poeta alemão Schiller escreveu: “ Há  mais significado profundo nos contos de fadas que me contaram na infância do que na verdade que a vida  ensina” (The Piccolomni III, 4).

...Esta é exatamente  a mensagem que os contos de fadas transmitem à criança de forma múltipla: que uma luta contra  dificuldades graves na vida é inevitável, é parte intrínseca da existência humana – mas se a pessoa não se intimida, mas se defronta de modo firme com as opressões inesperadas e muitas vezes injustas, ela dominará todos os  obstáculos e, ao fim, emergirá vitoriosa.

As histórias modernas escritas para crianças pequenas evitam  estes problemas existenciais, embora eles sejam questões cruciais para todos nós. A criança necessita muito particularmente que lhe sejam dadas sugestões em forma simbólica sobre a forma como ela pode lidar com estas questões e crescer a salvo para a maturidade. As histórias “fora de perigo” não mencionam nem a morte, nem o envelhecimento, os limites de nossa existência, nem o desejo pela vida eterna. O Conto de Fadas, em
contraste, confronta a criança honestamente com os predicamentos humanos básicos”.

Bruno Bettelheim defende, com estas e com muitas outras palavras, sua postura com relação à necessidade de se contar   histórias de fadas para as crianças pequenas. Para saber mais consultem sua obra mais conhecida: A Psicanálise dos Contos de Fadas. Rio de Janeiro, Ed. Paz e Terra S/A, 1980. O estudo de Bruno Bettelheim é bastante antigo, mas, sem dúvida, sempre atual.

Bruno Bettelheim nasceu na Áustria em 1903. Graduou-se na Universidade de Viena. Foi professor de Educação, de Psicologia e de Psiquiatria na Universidade de Chicago e autor de vários livros consagrados.

                                                                Agnes G. Milley

sexta-feira, 19 de abril de 2013

EmContando - 30 - As Narrativas Maravilhosas

Na  semana passada falei do entusiasmo  com que  redescobri, depois de adulta, a magia dessas narrativas. Hoje, comentarei sobre o surgimento delas, da diferença entre Contos de Fadas e Contos Maravilhosos, sua fusão e transformação.

Desde as origens do mundo, o homem sente a presença de poderes maiores  do que sua vontade e seu poder pessoal. A ânsia de descobrir, conhecer e harmonizar aquilo que ultrapassa os limites que nele é simplesmente humano, foi sempre expressa de forma significativa através da literatura. Essas narrativas, nascidas entre os povos da Antiguidade, chegaram até nós em forma de lendas, mitos, contos e sagas. Fundidas e transformadas, assumiram um caráter diferente em cada época e em cada lugar.

Conto de Fadas e Conto Maravilhoso

As duas denominações vêm sendo usadas indistintamente para englobar todas as narrativas que fazem parte do acervo da chamada Literatura Infantil Clássica (“Chapeuzinho Vermelho”, “O Pequeno Polegar”, “Os Músicos de Bremen”, “Aladim e a Lâmpada Maravilhosa” etc. ) Os dois grupos são porém, distintos quanto à problemática que gera os contos que os formam.

Os Contos de Fadas têm como fonte geradora uma problemática existencial, isto é, a realização essencial do herói ou da heroína. Aqui, para que o herói alcance sua autorrealização existencial, precisa vencer provas e obstáculos. Ex.: O príncipe encontra a princesa que representa o ideal a ser alcançado. Os Contos de Fadas  são de origem celta e são essencialmente idealistas e preocupados com os valores do espírito. Primitivamente eram poemas independentes que chegaram, como tais, até os tempos do Rei Arthur.

Já o eixo gerador dos Contos Maravilhosos se encontra em uma problemática social ou ligada à vida prática e concreta. O desejo de autorrealização do herói está em suas necessidades materiais básicas, isto é, estômago, sexo poder etc. A paixão efêmera está no lugar do amor espiritual, eterno. Estes contos originaram-se das narrativas orientais.

A  Fusão e a Transformação

Na Idade Média, todo esse acervo pagão, vindo principalmente dos países nórdicos  e das terras do oriente, modifica-se segundo a nova visão  do mundo gerada pelo espiritualismo cristão. O Império Romano foi o grande responsável por tal fusão, uma vez que trouxe para o Ocidente toda a magia, a sabedoria e o conhecimento do Oriente, incluindo o conhecimento bíblico dos hebreus e o próprio cristianismo.

Toda essa maravilhosa literatura antiga destinava-se aos adultos e é na passagem da era clássica para a era romântica que ela, já integrada à tradição oral popular, se transforma em literatura para crianças. Estão nessa área as adaptações  dos contos das
Mil e Uma Noites, os contos de Perrault  (França) , dos Irmãos Grimm (Alemanha), as fábulas de La Fontaine e outros. O início da transformação deu-se concretamente no século XVII, na França, com Charles Perrault.

Nos dias de hoje, essas histórias ganharam belíssimas ilustrações e adaptações das mais variadas; às vezes discutíveis. Quanto à sua importância    na educação infantil não há muito que discutir. Falaremos sobre isso na semana que vem.

                                                              Agnes G. Milley

sexta-feira, 12 de abril de 2013

EmContando - 29 - Queridas e queridos leitores!

Estamos chegando ao final  da primeira fase  da série EmContando. Falamos de parábolas, fábulas, lendas, de contos populares em geral e também de contos autorais.  Antes de terminarmos  ,  no entanto, devo   falar ainda, um pouco,  sobre os Contos de Fadas  e o quanto o seu estudo me agradou e  convenceu.

Ao final de um curso de Literatura Infanto Juvenil, elaborei, assim como todos os outros  participantes, um pequeno trabalho sobre um dos  temas abordados.  Para isso, li muito, estudei bastante e meu entusiasmo ficou patente na Conclusão do trabalho. Trago esta página para vocês no desejo sincero de contagiá-los e abrir as portas desse mundo mágico para os que ainda não as abriram.

Conclusão: 

Há  uns dois meses comecei a viajar pelo
mundo encantado das Histórias da Fadas e dos Contos Maravilhosos. Com grande curiosidade e muitas surpresas fui desbravando páginas e mais páginas de muitos livros. Embrenhei-me nas florestas da velha Escandinávia e observei, espreitando por detrás das árvores, gnomos e duendes, brincando nas clareiras. Vi, também, sacerdotisas druidas celebrando   seus cultos, feiticeiros e  bruxas, com ar circunspecto, preparando suas poções mágicas.

Quis ficar mais tempo por aquelas paragens, mas o tempo era pouco e haviam me recomendado que não deixasse de ir até o Oriente; até a Arábia. Havia muito que ver por lá. Segui o conselho e fui. Tudo que vi me encantou. Aprendi muito. Fui também até o Egito, tão cheio de  mistérios, e de lá segui pelo deserto até os caminhos da Galiléia. No fim da viagem deparei-me com tropas romanas que  me trouxeram de volta daqueles confins.

Na Europa sentei-me no chão, junto às lareiras, e, por vezes, junto a fogueiras, no relento, debaixo das estrelas e ouvi, como qualquer neto, as histórias sem fim que por lá se contavam. 

Ouvi e sonhei. Por fim, a viagem terminou. Não porque eu quisesse, mas fiquei  com medo de perder o trem. Acordei e pensei em tudo que vi e ouvi. Vou contar a vocês que o que mais me deslumbrou foi constatar que dentro de cada um dos pequenos contos que nos sorriem das páginas de um livro que colocamos nas mãozinhas de nossas crianças, está presente tudo aquilo que vi e ouvi e muito mais do que eu não ouvi nem vi. Aí está contida toda a trajetória da Humanidade.

                                                                                                       Agnes G. Milley

sexta-feira, 22 de março de 2013

EmContando – 26 - O Gigante Egoísta ( segunda parte )


E olhou para fora ... Mas o que via?!

Um quadro maravilhoso! A criançada entrara furtivamente no jardim, através dum pequeno buraco na muralha, e estava sentada nos galhos das árvores. Em cada uma destas, havia uma criança. E as árvores estavam tão contentes por entreterem, de novo, a petizada, que se tinham coberto de flores e meneavam delicadamente os ramos por sobre as cabecinhas infantis. Os pássaros esvoaçavam dum lugar a outro, chilreando de prazer; as flores erguiam os olhos, por entre a grama verdejante, e riam. Uma linda cena; apenas num canto era ainda inverno, no trecho mais afastado do vergel; nele, havia um rapazinho em pé, tão pequeno que não lograva alcançar os galhos da árvore, e vagueava à  volta desta, chorando amargamente. A pobre árvore ainda se encontrava coberta de neve e geada; o Vento do Norte soprava, zunindo, sobre ela.

“Sobe, rapazinho!” – instava a árvore, abaixando os galhos tanto quanto podia. Mas o menino era muito pequeno.

O coração do Gigante comoveu-se àquela cena.

“Quão egoísta tenho sido!” – disse. “Compreendo, agora, porque a  primavera não quis vir aqui. Colocarei aquele rapazinho no alto da árvore; depois, com uma pancada, derrubarei a muralha, e meu jardim será, para sempre, um parque infantil.” Lastimava, realmente, o que fizera.

Cuidadoso, desceu ao rés-do-chão, abriu a porta da frente, bem devagar, e saiu para o jardim. Mas, avistando-o, as crianças atemorizaram-se de tal forma que todas elas deitaram a correr; e ali tornou a ser inverno, novamente. Só não correu o rapazinho, pois tinha os olhos inundados de lágrimas, a ponto de não notar a aproximação do Gigante. Este chegou, de mansinho, por trás do menino e, erguendo-o nas mãos, com brandura, colocou-o na árvore, que se enflorou no mesmo instante, e os pássaros vieram e cantaram, pousados em seus ramos. O rapazinho, estendendo os braços, lançou-os em torno do pescoço do Gigante, a quem beijou.  As demais crianças, ao perceberem que o homenzarrão já não era ruim, voltaram correndo; com elas voltou também a primavera.

“Este jardim agora é vosso, meninos.” – disse-lhes o dono do  castelo.

E, tomando dum enorme machado, pôs abaixo a muralha.

Ao ir à feira das doze horas, o povo deparou com o Gigante a brincar com as crianças e, ao cair da noite, foram despedir-se de seu benfeitor, que lhes perguntou:

“Onde está o vosso companheirozinho, o que pus na árvore?” O Gigante amava-o mais que aos outros, pois que dele recebera um beijo.

“Não sabemos” – responderam-lhe. Ele sumiu-se.”

“Deveis dizer-lhe que não deixe de vir amanhã.”

As crianças, porém, retrucaram-lhe que desconheciam onde morava o referido rapazinho e que nunca o tinham visto antes. O benfeitor entristeceu-se muitíssimo.

Todas as tardes, ao terminar das aulas, os petizes iam brincar com o Gigante; mas aquele a quem este amava, jamais foi visto outra vez. O Gigante era bastante gentil para com todas as crianças; contudo, sentia  saudades de seu primeiro amiguinho e mencionava-o muitas vezes.

“Como eu gostaria de vê-lo!” – costumava dizer.

Passaram-se os anos. O Gigante ficou bem idoso e alquebrado. Já não  lhe era possível brincar por ali, de modo que permanecia sentado numa enorme cadeira de braços, vendo os folguedos infantis a admirando o seu jardim.

“Tenho um mundo de flores lindas” – dizia consigo - , mas as crianças são as mais lindas de todas.”
Numa manhã de inverno, ao vestir-se, olhou para fora da janela. A esse tempo, não mais detestava o inverno, pois sabia que era apenas a primavera adormecida, e que as flores repousavam.

Subitamente, esfregou os olhos, admirado, firmando a vista. Era, sem dúvida, um esplêndido cenário! No canto mais  afastado do jardim estava uma árvore toda coberta de lindas flores brancas; seu galhos eram de  ouro e deles  pendiam pomos prateados; e, debaixo da árvore, o rapazinho que ele tanto amava!

Transbordante de alegria, correu para o rés-do-chão e dali para o jardim. Correu mais depressa ainda por sobre a grama, e aproximou-se do menino. Ao chegar-lhe bem perto, o rosto do Gigante tornou-se rubro de cólera.

“Quem ousou magoar-te?” – perguntou-lhe, pois nas palmas das mãos do menino havia sinais de dois pregos cravados, sinais que se repetiam em seus pezinhos.

Insistiu: “Quem ousou magoar-te? Dize, para que eu possa pegar da minha espada e matá-lo.”
“Não!” – respondeu a criança. – “São estigmas de Amor.”

“Mas, quem és?” – tornou a indagar o Gigante.

Foi tomado, então, dum estranho temor, caindo de joelhos diante da criancinha, que lhe disse, sorrindo:

“Deixaste-me brincar uma vez em teu jardim; pois, hoje, irás  comigo ao meu, que é o Paraíso.”
Ao voltarem, correndo, naquela tarde, as crianças encontraram o Gigante morto, sob a árvore, e todo coberto de flores brancas.
                                                      FIM

(Em O Fantasma de Canterville e outro contos de Oscar Wilde (1856-1900) Editora Tecnoprint Ltda. Rio de Janeiro)
                                Agnes G. Milley