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sábado, 15 de agosto de 2020

Ser mãe é um teste de fogo.

 A vida de uma mulher é um constante teste de Deus. Só isso, explicar a vida dela, já serviria para provar a existência do ser supremo que rege todo o universo.


Ao criar a mulher, Deus decidiu que faria, durante toda sua vida, testes para forjá-la como um ser de aço puro. As que vencessem as provas estariam ao seu lado no céu com certeza. Presidiriam os primeiros lugares na vida eterna.

 
Começamos nossas provas nas transformações de menina para mulher, com isto nossos hormônios nos fazem oscilar entre a alegria e o desespero em frações de segundos, como se estivéssemos em um liquidificador de alta potência, e em alta velocidade. Nos deixou com o “sexo frágil” para sermos mais fortes; nosso cérebro foi preparado para aguentar grandes pressões, e para tomarmos grandes decisões de forma rápida, e neste forjar levou-nos a agir com cérebro e coração o tempo inteiro. Por isso conseguimos praticar a justiça e a generosidade com mais facilidade.

 
Ao engravidarmos, nós as mulheres frágeis, passamos por vários outros testes. São nove meses testando nossa paciência, cansaço, dores físicas e tormentos mentais com expectativa da chegada. Os incômodos são muitos, mas a certeza da chegada compensa todos esses incômodos. Uma grande alegria no final, nos impulsiona a termos esses novos seres indefesos.

Outra capacidade que Deus nos deu foi a do instinto maternal. Assim passamos por vários testes com nossas crianças. As incertezas durante o aleitamento: não poderia ser simples esse aleitamento? Não! Mais um teste de força; as noites mal dormidas olhando para o ser indefeso diante de nós e pensando se estamos agindo da melhor forma. Tudo isso equilibrado com o instinto de mãe. Deus não dá mais dificuldades que não possamos aguentar. Ele nos testa, mas nunca nos desampara.

A vida de uma mãe vai ser sempre permeada de grandes acontecimentos, porém todos estes testes nos deixarão mais fortes e farão com que sejamos felizes e tenhamos alegrias nas menores coisas boas que nos aconteçam.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A família pode mudar o mundo

Muitas famílias hoje, de um modo geral –(graças a Deus existem milhares de exceções) - vivem de costas para Deus, tentando resolver com suas próprias forças os problemas humanos que nela surgem.  Isto leva a uma primeira consequência negativa que é a falta de um motivo sobrenatural. Sem Deus começa a imperar o egoísmo que toma conta do relacionamento, e do bem estar do outro que deveria ser um grande motivo de aproximação, passa a ser substituído pela satisfação uni lateral dos cônjuges.

Com a chegada dos filhos, o problema se agrava, pois, os filhos ao invés de serem uma benção passam a ser um incomodo, e como os pais não tem nada a transmitir para os filhos, estes começam a ter uma educação neo-pagã, ajudada muitas vezes por uma orientação materialista das escolas.

Há uma urgente necessidade de uma reação das verdadeiras famílias cristãs, no sentido de mudar este quadro doloroso de:

- união entre divorciados – juntando filhos de um e de outro, gerando graves problemas.

- união de solteiros (namoro) – sem  responsabilidades,  gerando filhos que não querem, ou não sabem como educá-los.

- união de homossexuais - que dão o nome de família para confundir a opinião pública e aos legisladores,  que tentam legalizar tais uniões com direitos que só a verdadeira família tem.

Este quadro pode mudar com retorno a hábitos que a família verdadeiramente cristã praticava no passado, influindo as outras famílias.  Voltar a introduzir nas suas famílias, costumes cristãos que levem a recristianizar a sociedade a partir da própria casa.

Ensinando aos filhos desde pequenos a rezar a noite antes de dormir, e ao acordar pela manhã, antes das refeições; ter uma hora certa para acordar, horário para deitar, cada um ter um plano de trabalho ou estudo bem determinado, terminar as tarefas com capricho, cuidando dos detalhes.

Só com a família e os filhos formados com verdadeiros valores cristãos conseguiremos ter a coragem de difundir este espírito as famílias dos amigos e parentes.

Então apesar de parecermos minoria, (com a graça de Deus que nunca nos falta), produziremos a tão esperada revolução da sociedade, tão importante para o tecido social e tão querida por Deus.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Como superar certas adversidades da vida.

Por Viviane Canello

Todos temos muitas histórias e memórias. Umas boas outras nem tanto. Como lidar com elas?  Depende? Encolher-me? Esquecer e seguir, como se não houvesse nada?

Essas são indagações que nos fazemos, sempre que temos grandes dificuldades na vida. E a partir delas vamos deixar nossas vidas melhores ou piores do que estão.

Cada um de nós precisa pensar que “sou eu que tenho que lutar contra o que não me faz bem”. Uma decepção amorosa, o luto de um ente querido muito próximo, ou uma enfermidade, ou até mesmo uma grande falta de dinheiro, Cada um sabe bem onde aperta seu calo.

Ter espiritualidade, ser religioso é fantástico e nos fundamenta, nos conduz ao sentido de nossa existência.Mas, além disso precisamos lutar. Lutar contra nossos medos, nossos problemas e nossas dificuldades. Fomos criados para o bem, e por isso essa decisão é importante: buscar sempre a paz interior.

Devemos nos desafiar, ou melhor, nos encontrarmos como pessoas que somos para lidarmos com as adversidades da vida. Fazer um bom exame de consciência e ver por onde começar, por que pontos lutar para sair desse redemoinho de problemas ou de tristezas.

Se algo de muito terrível me atingiu e também a minha família, preciso reorganizar os pensamentos primeiro. O que significa parar para planejar: como será deste ponto em diante,  e o que realmente preciso para ser uma pessoa feliz e realizada,  e com pequenos pontos bem determinados, ir reerguendo minha vida. Assim,  por consequência, fazendo  os meus felizes também.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Um relato de uma mãe – filho com retocolite


Quando uma das fundadoras do blog me pediu para escrever sobre o problema que recentemente descobrimos existir com meu filho mais velho, logo senti no coração que deveria compartilhar a minha história com outras pessoas que, talvez estejam passando por algum problema semelhante.

Em meados de março desse ano de 2014 ele começou a ter diarreia sanguinolenta. Isso iniciou-se, e imediatamente eu busquei ajuda médica. Inicialmente a médica acreditou tratar-se de uma infecção estomacal já que além da diarreia com sangue ele sentia dores abdominais, por isso prescreveu antibióticos. Passaram-se alguns dias e ele não apresentava melhora. Meu coração de mãe dizia que não era só uma infecção e não descansou até viajarmos mais de 500 km até a cidade de meus pais para consultá-lo com um médico amigo da família. Durante esse tempo a situação foi se agravando. Na consulta com nosso amigo eu insistentemente fiz com que concordasse em realizar uma colonoscopia, exame esse que ele era contra por ser muito invasivo para uma criança de 8 anos, mas no final acabou se rendendo à súplica de uma mãe desesperada.

O exame diagnosticou uma doença chamada retocolite ulcerativa. Essa doença acomete o intestino e é mais comum em jovens adultos, estima-se que apenas 3% dos portadores sejam crianças. Com o diagnóstico veio uma porção de novidades em nossa vida: a primeira delas é que a doença era crônica – ou seja, não teria cura – isso me fez perder o chão em um primeiro momento. Além disso, meu filho teria que conviver com dezenas de restrições alimentares, teria que tomar vários medicamentos e suplementos, além de acompanhamento psicológico e nutricional.

Passado esse momento inicial de apreensão e de medo, foram aparecendo anjos na minha vida, anjos esses que nos levaram até o Instituto da Criança do Hospital das Clínicas em SP, que nos acolheram e nos ajudaram com tudo o que foi necessário naquele momento. Iniciamos novamente uma bateria de novos exames e agora em outubro o diagnóstico da retocolite finalmente foi fechado.

No entanto, como Deus é maravilhoso e jamais desampara os seus, após meses de restrição alimentar e suplementos, meu filho já não precisa de nenhuma restrição, vem se alimentando normalmente e há dois meses não teve mais nenhum episódio de sintomas da doença. Ele continua fazendo uso da medicação e acompanhando com a Dra. Elisângela do HC que é um verdadeiro anjo enviado por Deus em nossas vidas.

Esse meu relato é para me colocar à disposição para acolher aquelas mães que, assim como eu, em algum momento tiveram o seu chão roubado por um problema semelhante... a gente sempre acha que é forte, mas quando se trata dos filhos a coisa muda. Por diversas vezes questionei Deus de porque não era comigo, mas Ele, com o tempo, me mostrou que tudo foi como seus desígnios mandavam, e assim a gente vai se fortificando e aprendendo a confiar, apenas. Também aproveito o ensejo para agradecer a alguns anjos que foram fundamentais para que esse processo se encaminhasse da melhor forma possível: Luciana e Luciana, vocês foram essenciais, que Deus lhes pague.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

A chegada de um filho

A cada filho que vamos tendo, precisamos equacionar muitas coisas dentro de casa. Sempre contando com a possibilidade de vir outro filho; vamos precisar decidir a dois as mudanças no lar. Parece um assunto banal, irrelevante, mas não é, entram pontos importantes como: finanças, economias, espaço, resquícios familiares que cada um traz na sua bagagem de solteiro.

A criança vai precisar de um espaço para ela – independente do quarto dos pais. Criança na cama dos pais não dá certo, tira a intimidade do casal e não é nem higiênico para o bebê.

É necessário  pensar em como vai se  montar o ambiente – combinar a quantia que se disporá para isso. Discutir também  a possibilidade de no futuro vir mais filhos, ou não, para decidirem os gastos com o ambiente . Tudo sendo combinado, pai e mãe já vão se sentindo mais responsáveis e interessados neste projeto: o filho é de ambos.

O lar continuará o mesmo – nada de grandes mudanças, nada radical, como silêncio absoluto depois que o neném nascer, ambiente com pouca luz ou casa vazia sem receber amigos. Os filhos precisam crescer acostumados com barulhos, visitas, sol, luz do dia e da noite. É claro que sem exageros.

A mãe e o pai  não devem chatos,  não deixando ninguém se aproximar do filho, não sair à rua; se chove não vai mais a lugar nenhum,(para isso existem guarda chuva, capa).  E também não cair no exagero de ir para a “night” com o bebê, nem ao cinema com o filho de 2 meses. Usar do bom censo. Sempre decidindo a dois, cada situação que venha a aparecer com esse novo membro da família. Todas essas decisões, ajudarão o casal a se tornar mais unidos e ambos participantes da educação desse novo ser, que necessitará de muito carinho e amor.

Com o crescimento da criança surgem novos pontos passíveis de atritos entre o casal, como a escolha do pediatra, ficar na creche ou com a avó, a mãe trabalhar fora ou não, sobre os brinquedos mais adequados para idade, passeios em família – tudo isso precisa de um casal equilibrado, para ir aos poucos tomando estas decisões sem prejudicar tanto a criança como a seus pais. A chegada do filho não acaba com o lazer. Apenas terão que adaptar os passeios e  viagens. 

Temos que ter em mente que os filhos vem para unir mais ainda o casal e transformar, para melhor a nossa família.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

“inveja boa e inveja má”.

Algumas pessoas devem ter estranhado o título desta mensagem. Será que existe uma inveja boa? Sim, existe. Ela é uma virtude e se chama eutrapélia. Na verdade, não é uma inveja no estrito senso, pois toda inveja em si é má. A eutrapélia é uma virtude que olhando uma qualidade interior ou mesmo um bem material que alguma pessoa tem, somos movidos a conquistá-lo.

Nesta virtude as coisas boas que os outros têm são um estímulo para que eu também procure este bem. Quantas vezes os outros foram e têm sido um estímulo para nós! Não há nisso nada de ruim.

Mas ao lado desta virtude, desta qualidade boa, há a má inveja ou simplesmente a inveja. O que a inveja tem de característico que a distingue da virtude da eutrapélia? Ao contrário desta virtude, onde o bem dos outros provocam sentimentos bons no nosso coração, a inveja se caracteriza por produzir sentimos ruins.

A pessoa invejosa quando vê um bem material ou espiritual em outra pessoa, sente:

- tristeza: tristeza ao ver que esta pessoa possui este bem, porque ela tem e eu não tenho, porque ao ter este bem é mais feliz do que eu, porque tendo este bem se sobressai sobre mim;
- dor: uma dor interior provocado por um sentimento de humilhação: ela tem e eu não tenho;
- raiva: uma raiva que corrói o coração e faz ter desejos ruins contra a pessoa invejada: desejar que esta pessoa se dê mal, que perca o emprego, que perca o namorado (a namorada), maquinar algo para prejudicá-la etc.

Movidos pela inveja, não só sentimos coisas ruins, mas podemos fazer ações concretas para prejudicar a pessoa invejada. Movidos pela inveja se pode inclusive, se não se luta contra este sentimento, a tirar a vida de alguém. Quantas histórias como esta já ouvimos!

A inveja pode não levar necessariamente a sentimentos explicitamente ruins mas a algo que não é tão bom, que não deveria existir: a competição entre as pessoas. Há uma competição saudável, boa, mas a competição gerada pela inveja é ruim. Esta competição nos leva a:

- estar olhando continuamente para os passos de quem começo a competir;
- olhá-lo mais como rival do que como amiga, colega;
- perder a paz toda vez que vejo que esta pessoa deu um passo, subiu um degrau etc. Esta inveja também corrói a nossa alma.

Como sabemos a inveja pode aparecer em todos os ambientes. Pode aparecer:
- em casa: numa competição entre mãe e filha;
- entre irmãos;
- no trabalho: que é um ambiente incrivelmente fértil para a inveja;
- na academia de ginástica etc.

Um esclarecimento: sentir inveja é absolutamente normal. As situações nos fazem sentir inveja. Este sentimento surge instintivamente. O erro da inveja é “deixar-se dominar, dar trela, alimentar este sentimento”. O mal não está em sentir, pois o sentir é humano, faz parte da nossa natureza. O mal está em “consentir”, isto é, uma vez que eu sinto, dar vazão livremente a este sentimento ruim.

Façamos o propósito de lutar com todas as forças para que a inveja não tome conta do nosso coração. Se cada um de nós fizer isto, a sociedade se tornará muitíssimo melhor, eliminaremos grande parte do mal que há no mundo.

Pe. Paulo M. Ramalho - www.fecomvirtudes.com.br - http://www.facebook.com/FeComVirtudes

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O vilão do mês: material escolar

No início do ano as famílias sofrem um grande ataque com a compra do material escolar das crianças.
É de se esperar que os livros do segundo grau sejam mais caros, mas o que acontece atualmente são livros do ensino fundamental 1 muito mais caros. Talvez por conta das inúmeras ilustrações, mas nem tanto pelo conteúdo escrito.

Com 1 filho no fundamental 1 podemos gastar só em livros em torno de R$800,00 , isso contando que já se tenha em casa um ou outro aproveitável de outro filho. E o pior disso tudo é quando o colégio tenta exigir cadernos de um determinado tipo, materiais como folhas A4 para a copiadora do colégio, copos descartáveis e uma série de outros detalhes para aulas de artes. E os famosos blocos com o logotipo do colégio? Estes e outros materiais marcados com o logo, só são comprados em lugares determinados pela escola.

Sentimos uma facada no bolso quando somos obrigados a comprar outra gramática porque a professora deste ano exige que seja a X e não a Y, quando quer o dicionário Y e não X que já temos em casa. E por aí vão às exigências das escolas particulares, transformando o ensino numa tarefa quase impossível de se levar adiante. E colocando os pais numa corda bamba e sem saída.

Nós brasileiros ainda somos um povo em desenvolvimento, que não deveria dar-se ao luxo de tantas coisas jogadas fora. O desperdício com o material escolar é imenso e os editores são os que mais lucram com tudo isso.

E para completar ainda temos os livros “consumíveis”, para a criança escrever nele e depois ir para o lixo!  Eu poderia fazer uma lista de coisas completamente dispensáveis que os colégios exigem. Eu pergunto qual é a necessidade de encapar um caderno ou livro de capa dura e descartável? E por aí seguem as minhas indagações.

Vamos nos impor ao consumismo desbragado e lutar por nossos direitos, já que cumprimos com nossos deveres. Podemos comprar o material em atacado, que sai bem mais em conta, como cadernos, canetas, apontadores, lápis, etiquetas, etc. E enfrentar o colégio para que aceitem sem a imposição de marcas. O bolso agradece e a economia dará para a merenda que se leva de casa por um bom período.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Um filme para o casal - a prova de fogo

É um bom filme para o casal assistir juntos. Dará um debate produtivo, ajudando a avaliarem melhor o casamento, mostrando o esforço que cada um deve fazer, pela união maior do casal.

É um tanto o quanto melo dramático, exagerado nas tintas, mas tem uma boa utilidade: levar o casal a conversar. A técnica que o filme mostra é boa, trás efeitos surpreendentes. Vale a pena assistir.

Independente da fé de cada um, sempre ajudará ter a certeza de que existe um Deus todo poderoso guiando nossos passos.

O filme conta a história de um bombeiro; Caleb Holt (Kirk Cameron) é um profissional que cumpre com todos os princípios, sendo um deles nunca deixar um companheiro para trás numa situação de perigo. Já em sua casa, ao lado da esposa Catherine (Erin Bethea), as coisas são bem diferentes. Caleb é um marido ausente e depois de sete anos de união o relacionamento está chegando ao fim. O pai de Caleb pede então que ele inicie uma experiência de 40 dias, denominada "O desafio do amor", na tentativa de salvar o casamento.

Lançamento     2008 (2h02min)
Dirigido por     Alex Kendrick
Com     Kirk Cameron, Erin Bethea, Ken Bevel
Gênero: Drama, Romance.


sábado, 9 de novembro de 2013

Li por aí - “Perseverar”.

Quantas vezes nos encontramos prestes a desistir, a jogar a toalha! Gostaria de escrever esta mensagem para todos aqueles que se encontram nessa situação e sabem que devem continuar o caminho, mas estão sem forças.

Há uma frase na Bíblia que é de grande consolo para nós: “Aquele que perseverar até o fim será salvo”! (Mt 24, 13). Ou seja, Deus nos dará um grande presente se formos até o fim!

Sejamos, portanto, perseverantes! Não desistamos no meio do caminho.

O que podemos fazer para aumentar as nossas forças? Gostaria de dar umas dicas:

1) Pedir ajuda a Deus

São Paulo dizia: “Quando sou fraco, então é que sou forte” (2 Cor 12, 10). Isso significa que quando somos fracos acudimos à ajuda divina, e então somos fortes porque encontramos a fortaleza de Deus.

O que nós não podemos Deus pode! Nunca deixar, portanto, de pedir a sua ajuda. Não queiramos vencer as grandes batalhas da vida sozinhos. Nós veremos como Ele nos ajudará a saltar o parapeito.

2) Olhar para a meta

Todo bom atleta ou alpinista sabe como é importante olhar para a meta para alcançar o seu objetivo. Olhar para a meta nos enche de alegria; faz-nos ver que vale a pena todo o esforço.

3) Não olhar para as dificuldades

As dificuldades existem e são muitas, mas, se olharmos para elas, poderemos nos abater, mesmo que seja só psicologicamente.

Lembro-me de uma ocasião, uns anos atrás, em que me convidaram para correr desde a casa onde estava passando as férias até uma cidade que ficava a 13 quilômetros dali. Nunca havia corrido toda aquela distância. Fui empolgado, resistindo, avançando. A 2 quilômetros da cidade, não sabia, havia uma tremenda subida em zigue-zague. Comecei a subir e, vendo a cada curva que aquilo continuava, não aguentei; parei. Foi então que um amigo me deu uma excelente dica: na subida, nunca olhe para a frente, olhe para os pés. Empolgado, tentei na semana seguinte e, para minha grande alegria, consegui chegar até o final.

Essa lição ficou gravada para mim: não olhe para a dificuldade, olhe para o lado bom, que no caso era o movimento dos meus pés.

Não olhar para as dificuldades é também não olhar para os próximos dias. Olhe só para o dia de hoje. Diz a Bíblia que “a cada dia basta o seu cuidado” (Mt 6, 34). Vamos focar o dia de hoje: no dia de hoje Deus nos dará as forças para chegarmos até o fim do dia, e não será tão difícil assim vencer as batalhas. O dia de amanhã será outro dia, e teremos uma nova graça, uma nova ajuda.

Lembro-me também de um sacerdote que me disse algo valiosíssimo: “Deus não dá a graça para a imaginação; dá a graça para o momento da ação”. Ou seja: se soltarmos a imaginação e ficarmos pensando em tudo o que virá pela frente, de fato, não vamos aguentar, vamos sucumbir. Isso é assim porque é um grande erro ficar sofrendo ao pensar em todos os problemas futuros. Devemos deixá-los nas mãos de Deus. Quando chegar tal problema, Deus nos dará uma graça para enfrentá-lo.

Nunca desistamos de lutar! Com a ajuda de Deus, saibamos pôr um pé na frente do outro e assim alcançaremos todas as metas da nossa vida.

Uma santa semana a todos!

Pe. Paulo M. Ramalho  - Sacerdote ordenado em 1993. Engenheiro Civil formado pela Escola Politécnica da USP; doutor em Filosofia pela Pontificia Università della Santa Croce; Capelão do IICS (Instituto Internacional de Ciências Sociais). Atende direção espiritual na Igreja de São Gabriel, em São Paulo.
Site: http://www.fecomvirtudes.com.br

terça-feira, 30 de julho de 2013

Vencendo as dificuldades

Não devemos nos deixar levar pelas dificuldades, mas sim analisá-las bem e procurar uma maneira sábia de vencê-las - isso irá nos devolver a alegria de viver. É preciso, com a ajuda da generosidade, apreciar o lado bom das coisas e das pessoas.

As grandes "tragédias” que vivemos no dia a dia no lar muitas vezes nem existiriam se usássemos uma boa dose de bom humor para lidar com os problemas e situações desagradáveis que inevitavelmente surgem. No momento em que o marido chega com uma piada de mau gosto, por exemplo, ao invés de ficar aborrecida, a mulher pode contar outra para descontrair e deixar o clima mais leve.

O bom humor é mais do que uma gargalhada estrondosa. Ele se revela num sorriso, num rosto sempre risonho. Ele ajuda a vencer o cansaço, levanta o ânimo e quebra a monotonia do lar. Além disso, dá frutos muito rapidamente, fazendo com que todos gostem de voltar para casa e de desfrutar da companhia da família.

Um lar alegre não é sinônimo de casa sem exigências. Elas certamente sempre existirão, porque são necessárias para tornar a família equilibrada e feliz. Mas, com alegria, a casa terá seu brilho com a cortesia entre seus membros. Além disso, cada um será mais atento e reconhecerá a qualidade do outro - até admitindo, por exemplo, que a sogra possa fazer um doce mais gostoso do que o seu, dizendo isso inclusive para os filhos.

Uma boa atitude no lar é a da democracia. Uma possibilidade para colocá-la em prática é propor uma votação em família para decidir onde todos passarão o próximo feriado. Algumas opções de destinos podem ser oferecidas para que uma seja decidida pela maioria "vencedora" - enquanto os "perdedores" poderão aprender como aceitar a decisão diferente da sua com alegria. Dessa forma, pode-se também ensinar aos filhos a pensar nos outros, evitando que eventualmente digam “Ninguém pensa em mim” ou “Ninguém vê o sacrifício que faço”.

Não ficaremos esquecidos, quando nos esquecemos de nós pelos outros. Ter um lar alegre e feliz exige que estejamos decididos a querer sempre o melhor para a família, e a recomeçar a luta todos os dias. Temos de olhar para frente, para o caminho que ainda temos para percorrer, mas e nunca desanimar. Cada dia traz variantes que nos surpreendem e nos obrigam a permanecermos alertas para alterarmos a "estratégia" sempre que necessário.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

EmContando – 35 -Memórias (continuação)


Depois da Festa

 Acabada a festa; a alegria pelo fim da guerra, os habitantes do galpão começaram a dispersar-se. Saíam cedo, todas as manhãs, a procura de abrigo mais confortável em casa de famílias alemãs.

As cidades haviam sido duramente bombardeadas e poucos prédios escaparam da destruição. Nas aldeias e nos campos  a situação era bem melhor. Famílias que possuíam casas espaçosas cediam um ou dois quartos para refugiados estrangeiros. Não sei se essas
pessoas  recebiam algum benefício das autoridades ou se os inquilinos tinham que pagar pela moradia. Vivia-se de escambo. Trocava-se tudo por qualquer coisa. O dinheiro, se existia, não tinha valor algum. Anyi (mamãe) ainda tinha cigarros que comprara antes de sairmos da Hungria. Essa sua valiosa moeda ainda durou por algum tempo, mas era insuficiente para pagar aluguel. Com os cigarros ela comprava itens essenciais para nossa subsistência. Não sei com ela se arranjaria. Coragem e audácia nunca lhe faltaram. Ela encontraria, com certeza, uma solução se achasse um lugar adequado para nós.

Nossos companheiros do galpão tinham mais facilidade para se locomover. Entre eles não havia crianças pequenas e em quase todas as famílias havia um avô ainda ativo  ou um adolescente forte. Anyi estava sozinha e nós éramos muito pequenas. Kati ainda não completara um ano de idade. Além disso, poucas pessoas eram verdadeiramente soldarias naqueles dias. Sobreviver, chegar primeiro, abocanhar o melhor pedaço era, normalmente,  a regra do jogo.

Uma das senhoras que sofrera as agruras do galpão conosco, mostrou-se amiga
. Encaminhou Anyi a uma aldeia próxima, dizendo que havia encontrado ali um quarto de bom tamanho, claro e arejado. Seria uma boa moradia para nós quatro. A proprietária era amável e a casa ficava perto da estação de trem, o que era muito conveniente. Ela só não contou por que a casa não servira para ela.

Anyi arrumou-nos o melhor que pode e fomos, as quatro, conhecer nosso futuro lar.  Estávamos alegres, saltitantes, buliçosas e cheias de esperanças. Anyi já pensava nas cortinas coloridas e nos gerânios na janela. A proprietária além de amável era, felizmente, honesta também. Explicou-nos que o quarto era bom, de fato, mas não poderia acolher-nos. O lugar era infestado de ratazanas. Kati era um bebê ainda, Zsuzsi e eu também éramos pequenas. Morar ali seria muito perigoso. Ela não dormiria em paz.

Voltamos para o galpão. Nenhuma das tentativas de Anyi foram bem sucedidas. Sempre chegávamos atrasadas. O quarto não estava mais disponível.

Todos se foram. Estávamos sozinhas na fazenda; nós e Frau Helga (a fazendeira). Anyi chorou. Deve  ter se sentido muito só, desanimada e impotente. Frau Helga não nos queria mais lá. Éramos um estorvo. Anyi não tinha a quem pedir ajuda a não ser que a própria Frau Helga lhe desse a mão. E foi o que aconteceu. Anyi conseguiu convencê-la de que era forte e saberia trabalhar bem em troca de um pequeno quarto na casa e comida para três. Kati ainda mamava no peito.

Começava, assim, um novo capítulo de nossa história. Anyi trabalhava o dia todo. Limpava, descascava batatas e, principalmente, batia o leite até virar manteiga. Frau Helga produzia muita manteiga. Provavelmente, era seu item de escambo. Nós, meninas, cuidávamos de nós mesmas e umas das outras. Ocasionalmente ganhávamos um dia de folga para que Anyi pudesse continuar a procurar uma saída melhor para nós.

terça-feira, 26 de março de 2013

A fruta proibida é a mais apetecida

Gosto muito dos ditados populares, eles falam, em sentido figurado, verdades em frases curtas.
Vemos muitas jovens, de boas famílias, numa eterna procura do ser amado, do seu futuro marido, quase sempre um ser utópico, criado na sua imaginação, uma cópia melhorada do pai ou do avô, com toques de Midas e Apolo. E o mesmo acontece com os rapazes: buscam meninas lindas, inteligentes, bem dotadas fisicamente e de preferência ricas.

A fruta proibida representa os sonhos inatingíveis, não porque não tenhamos capacidade para obtê-los, mas por total incompatibilidade com a realidade. É o caso daquela jovem que nunca acha o seu namorado o melhor pra si, porque simplesmente está com o olhar voltado para uma utopia, buscando o ouro sem jaça entre as pedras da vida.

Conta-se que, certa vez, um homem caminhava pela praia numa noite de lua cheia.

Pensava desta forma: Se tivesse um carro novo, seria feliz... Se tivesse uma casa grande, seria feliz... Se tivesse um excelente trabalho, seria feliz...

Foi quando tropeçou numa sacolinha cheia de pedras. Ele começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar, cada vez que dizia: Seria feliz se tivesse...

Assim o fez, ficando somente com uma pedrinha na sacola, que decidiu guardá-la.

Ao chegar a casa percebeu que aquela pedrinha tratava-se de um diamante muito valioso! Quantos não desperdiçou?


Minha mãe gostava de dizer que “não há beleza sem senão”; sempre haverá um ponto desfavorável em qualquer ser humano na face da terra. Cada um de nós tem muitas virtudes; porém, muitos defeitos também. Mesmo buscando a perfeição, estaremos muito longe de tê-la.

Essa busca incessante por alguém que possivelmente não existe, impossibilita-nos ver quem está bem ao nosso lado e que com certeza pode ser a outra metade da laranja, aquele ou aquela que nos complemente. É o diamante lançado ao mar.

Sonhar é muito bom, mas a realidade da vida é bem melhor quando temos ao nosso lado alguém que consegue nos aceitar como somos e alguém em quem possamos confiar e amar, sem limites, alguém que saiba somar com as nossas diferenças e fazer tudo ficar perfeito então. Este ou esta será a nossa gema preciosa que só precisava de uma atenção maior.

sábado, 9 de março de 2013

Li por aí - Quando a dor e a dúvida assolar, saiba que...ISSO TAMBÉM PASSA.

Achei muito bom e coloco aqui para dividir a mensagem com os amigos.
 
Certo dia um jovem percebeu a seguinte frase em um pergaminho pendurado aos pés da cama de seu avô: "ISSO TAMBÉM PASSA", e, com a curiosidade inerente a cada ser humano, resolveu perguntar:

Vovô, o que significa essa frase em cima de sua cama dizendo "ISSO TAMBÉM PASSA"?

E o seu avô sem titubear lhe responde: A vida nos prega muitas peças, que podem ser boas ou não tão boas assim, mas tudo significa aprendizado. 

Recebi esta mensagem de um anjo protetor, num desses momentos de dor em que quase perdi a fé. 

Ela é para que, todos os dias, antes de me levantar e de me deitar, possa ler e refletir; para que, quando tiver um problema, antes de me lamentar, eu possa me lembrar de que "ISSO TAMBÉM PASSA", e para quando estiver exaltado de alegria, que tenha moderação e possa encontrar o equilíbrio, pois:

"ISSO TAMBÉM PASSA". 

Tudo na vida é passageiro assim como a própria vida, tanto as tristezas como também as alegrias. Praticar a paciência e perseverar no bem e nas boas ações, ter simplicidade, fé e pensamentos positivos, mesmo perante as mais difíceis situações, é saber viver e fazer da nossa vida um constante aprendizado. 

É ter a consciência de que todas as pessoas erram, de que o ser humano ainda é um ser imperfeito em busca da perfeição e por isso ainda sofre, é saber que, se muitas vezes nos decepcionamos com pessoas, é porque esperamos mais do que elas estão preparadas para dar, dentro de seu contexto e grau de compreensão.  Desse modo, meu amigo, toda vez que olho para essa frase, meu coração se aquieta e a paz me invade, pois sei que "ISSO TAMBÉM PASSA".

Saúde, Paz e Benção
Diácono Claudino (Recebi por Email  e não tenho a fonte)

sábado, 27 de outubro de 2012

A mística do "oxalá"



Por Maria Teresa Serman

Oxalá é uma palavra que tem dois significados no Brasil. Denomina uma entidade da umbanda, um orixá responsável pela criação e procriação. Mas sua origem é árabe, in shaa Allaah, significando "queira Deus"," tomara", expressando desejo de que algo aconteça, em nossa língua e o mesmo no espanhol. Dentro do assunto deste texto, o mais específico seria "quem dera eu....", denotando arrependimento, expectativas inexequíveis quanto ao passado. Ou seja, complexo de museu, atitude mumificadora, paralisante e pessimista.

A"mística do oxalá", "ojalateira" no termo espanhol, foi brilhantemente denunciada por S. Josemaria Escrivá, que aproveitava o trocadilho que seu idioma propiciava, para acrescentar outra conotação: uma teoria feita de lata, inconsistente, destrutível, sem valor. Trata-se do vício de pensar que alguma coisa fundamental, ou várias, dependendo da morbidez da vítima, deveria ter sido diferente em sua vida, o que a transformaria em uma maravilha, talvez uma perfeição, julgam os pobres enganados.

"Oxalá eu tivesse casado com o meu primeiro namorado"; "oxalá eu não tivesse casado com esta mulher"; "Oxalá eu tivesse ficado solteiro"; "oxalá eu não tivesse tido filhos (ou não tantos, ou tão poucos)"; "oxalá eu não tivesse sido só dona de casa e mãe", "oxalá eu tivesse dado mais atenção à família e menos ao trabalho": enfim, há lamentações para todos os (des)gostos. É preciso tomar consciência, porém, de que o passado já foi, o presente é agora e o futuro a Deus pertence, mas Ele quer nossa participação com qualidade.

SEMPRE HÁ TEMPO PARA MELHORAR, para ser feliz, para corrigir os erros, para deixar de olhar para o próprio umbigo emocional e se mexer em direção aos outros. Essa auto-piedade e vitimismo de ficar se arrependendo, sem tomar providências concretas para mudar, nada mais é do que egoísmo e soberba - são uma dupla terrível, não sei qual vem primeiro - , que conduz ao comodismo infeliz e degradante que consome uma pessoa, contamina a família, o ambiente de trabalho, a convivência social, e compromete perigosamente a alma.

O tempo de ser feliz e grato ao Pai por todas as graças que nos concedeu é já. Ficar no passado é andar para trás, regredir, em vez de avançar confiante na providência divina, explorando ao máximo os talentos que Ele nos deu, e principalmente enxergando que nossa vida valeu e vale a pena, os acertos superam os deslizes e fracassos. Oxalá Deus continue a nos abençoar e correspondamos à altura. E certamente vai ser assim.