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sábado, 15 de agosto de 2020

Ser mãe é um teste de fogo.

 A vida de uma mulher é um constante teste de Deus. Só isso, explicar a vida dela, já serviria para provar a existência do ser supremo que rege todo o universo.


Ao criar a mulher, Deus decidiu que faria, durante toda sua vida, testes para forjá-la como um ser de aço puro. As que vencessem as provas estariam ao seu lado no céu com certeza. Presidiriam os primeiros lugares na vida eterna.

 
Começamos nossas provas nas transformações de menina para mulher, com isto nossos hormônios nos fazem oscilar entre a alegria e o desespero em frações de segundos, como se estivéssemos em um liquidificador de alta potência, e em alta velocidade. Nos deixou com o “sexo frágil” para sermos mais fortes; nosso cérebro foi preparado para aguentar grandes pressões, e para tomarmos grandes decisões de forma rápida, e neste forjar levou-nos a agir com cérebro e coração o tempo inteiro. Por isso conseguimos praticar a justiça e a generosidade com mais facilidade.

 
Ao engravidarmos, nós as mulheres frágeis, passamos por vários outros testes. São nove meses testando nossa paciência, cansaço, dores físicas e tormentos mentais com expectativa da chegada. Os incômodos são muitos, mas a certeza da chegada compensa todos esses incômodos. Uma grande alegria no final, nos impulsiona a termos esses novos seres indefesos.

Outra capacidade que Deus nos deu foi a do instinto maternal. Assim passamos por vários testes com nossas crianças. As incertezas durante o aleitamento: não poderia ser simples esse aleitamento? Não! Mais um teste de força; as noites mal dormidas olhando para o ser indefeso diante de nós e pensando se estamos agindo da melhor forma. Tudo isso equilibrado com o instinto de mãe. Deus não dá mais dificuldades que não possamos aguentar. Ele nos testa, mas nunca nos desampara.

A vida de uma mãe vai ser sempre permeada de grandes acontecimentos, porém todos estes testes nos deixarão mais fortes e farão com que sejamos felizes e tenhamos alegrias nas menores coisas boas que nos aconteçam.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Outubro Rosa: Carinho e Atos Concretos

Que tal um gesto carinhoso e concreto em favor dos pacientes de câncer?

A Fundação Laço Rosa, carioca e sem fins lucrativos, se define como “um portal na internet voltado para a divulgação sobre a detecção precoce e combate ao câncer de mama. No site, o leitor encontra informações, apoio e suporte emocional por meio do compartilhamento de histórias de sucesso, além de artigos de especialistas: médicos, fisioterapeutas, psicólogos e advogados. Uma espécie de “porto seguro” para aqueles que se defrontam com o diagnóstico de câncer de mama em sua vida ou na de alguém próximo.”

Uma das formas de colaborar com a Fundação é recolher cabelos para a confecção de perucas para doar àquelas crianças e mulheres que perdem seus cabelos em decorrência do tratamento. O Barra shopping, na Barra da Tijuca, bem como o salão Walter´s Coiffeur, resolveram aderir à campanha esse ano.

Hoje, minha filha caçula resolveu doar seus cabelos e agendamos a ida dela ao salão. Fomos muito bem atendidas, e além realizar a doação, minha filha ainda ganhou um corte grátis.

Essa iniciativa, partindo da própria filha, é bem gratificante. O gesto mostra um caráter generoso e consciente das necessidades alheias, que, dentro do seu possível, vai e faz algo de concreto para minimizar a dor alheia.

Quem estiver interessado em doar seus cabelos ou outros itens, pode entrar em contato com a entidade pelo site www.fundacaolacorosa.com .

É necessário correr, pois o programa vai até o final deste mês de outubro!

Com certeza podemos doar nossos cabelos em várias instituições que existem por esse Brasil a fora, essa é apenas uma ideia para nos mexermos um pouco em função dessas crianças e mulheres maltratadas pelo câncer e com poucos recursos.

Um adendo, bem lembrado por outra filha minha - A Laço Rosa só faz perucas para adultos, quem faz perucas para crianças é a Cabelo Alegria. As doações podem ser feitas o ano todo. Nesta promoção de outubro, o Walter's faz o corte grátis.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Profissionais em contato com a dor

Não é fácil enfrentar a situação de pessoas que sofrem diariamente e, ao mesmo tempo, manter um interesse vivo por seus problemas e suas tristezas. Nestas circunstâncias existe o risco de manipular a dor de forma anônima, tentando aliviar falsamente a atmosfera na qual devem viver diariamente os profissionais da medicina. 

Podem-se encontrar enfermeiras muito competentes a quem a dor já não lhes afeta profundamente. Em lugar de ver o paciente como um ser humano, com uma visão integral de suas necessidades, centram sua preocupação no que se requer para responder às necessidades clínicas da pessoa. 

Os médicos também se encontram frequentemente em perigo de considerar aos pacientes desde um ponto de vista meramente pragmático, limitando sua atenção ao diagnóstico e as opções terapêuticas.
As palavras do Fundador do Opus Dei a um cirurgião ortopedista são significativas. O médico lhe perguntou como era possível evitar a rotina em sua profissão: “Vive na presença de Deus, como seguramente já fazes. Necessitas colocar em prática vossa alma sacerdotal! Quando  lavas as mãos, quando usas teu jaleco branco, quando colocas as luvas, pensa em Deus e em seu sacerdócio real, ao qual São Pedro se refere. Só assim evitarás a rotina no trabalho. Farás bem ao corpo e também para a alma” .
 
O trabalho dos médicos e das enfermeiras é uma realização ininterrupta e intangível do que levou a cabo nosso Senhor durante sua vida na terra. Seus milagres o demonstram: os cegos podiam ver; os mudos podiam fala; os surdos podiam ouvir; os coxos, caminhar. Curou aos epiléticos e aos leprosos, inclusive ressuscitou mortos.

Um médico ao ler o Evangelho, não pode evitar de perceber a profunda compaixão de Jesus quando se aproximava dos enfermos, tomando Ele a iniciativa para ir ao seu encontro e atendendo sempre as suas súplicas. Sem dúvida, o Senhor estabeleceu sim uma condição: fé, uma fé humana e sobrenatural nEle.

São Josemaria recordava aos médicos a dimensão única que possui sua relação pessoa com o paciente, e os estimulava a evitar cair na rotina de seu trabalho. Os incitava a manter seu coração em sintonia com o coração de Deus. Não se tratava de sentimentalismo, mas de forte convicção de que não se pode exercer a profissão médica como se fosse qualquer outra profissão, nem sequer movido meramente pelo amor à ciência.

Em uma ocasião, algumas enfermeiras lhe perguntaram como poderiam melhorar seu trabalho, e ele respondeu: “Necessitamos de muitas enfermeiras cristãs. Vosso trabalho é um sacerdócio, muito mais que o trabalho de um médico. Disse muito mais porque vós tendes a delicadeza, a proximidade de estar sempre perto do paciente. Creio que para ser enfermeira, se requer uma verdadeira vocação cristã. Para aperfeiçoar esta vocação, requer-se estar cientificamente preparada e ter uma grande delicadeza”.

Em outra oportunidade, explicou ainda mais a abordagem anterior: “...Pensais que estais cuidando da Sagrada Família de Nazaré e que a pessoa enferma é Jesus [...] Ou pensais que é sua Mãe. Tratai-os com amor, com cuidado, com delicadeza. garanta-lhes de que não precisem de nada [...] Eu rezo por vós porque penso no bem ou no mal que podeis fazer. A uma pessoa que está espiritualmente preparada, pode-se lhe falar de seu estado com franqueza. Porém se este não é o caso, deveis aproveitar qualquer oportunidade para ajudar-lhes a se aproximarem da Confissão e receber a Comunhão. E chegará o momento em que a pessoa que está enferma, desejará que lhe diga que vai ao Céu. Eu mesmo conheço alguns belos exemplos”.

Mais de uma vez, São Josemaria enfatizou a dimensão sacerdotal deste trabalho: “Impressiona-me quando me dizem algo que muitos de vós conheceis. Os médicos devem não só preocupar-se com o estado físico do paciente mas também com o de sua alma”.

Resumo de um texto do site www.opusdei.org

domingo, 9 de setembro de 2012

Mandamentos do Amor e Liberdade


Por Maria Teresa Serman
"Não é verdade que geralmente confiamos mais nos mapas ou nas sinalizações da estrada do que no nosso sentido de orientação? Quando aceitamos esses sinais, não experimentamos nenhuma sensação de imposição; recebemo‑los antes como uma grande ajuda, como um novo conhecimento, que não demoramos a converter em coisa própria.
Ora bem, é o que se passa com os Mandamentos de Deus, com as leis e ensinamentos da Igreja, com os conselhos que recebemos na direção espiritual ou que pedimos numa situação difícil... São sinais que, de maneiras diferentes, garantem a nossa liberdade, a livre escolha que fizemos de seguir Jesus, abandonando outros caminhos que não nos levam aonde queremos ir. “A autoridade da Igreja, nos seus ensinamentos de fé ou de moral, é um serviço. É a sinalização do caminho que leva ao Céu. Merece toda a confiança, porque goza de uma autoridade divina. Não se impõe a ninguém. Simplesmente é oferecida aos homens. E cada um pode, se quiser, apropriar‑se dela, torná‑la sua...”(1)
As sinalizações que o Senhor nos vai dando devem merecer da nossa parte toda a confiança: são brilhantes pontos de luz que iluminam o caminho para que possamos vê‑lo e percorrê‑lo com segurança. Quem procura corresponder sinceramente às graças de Deus nota que, nesse seguimento de Cristo, encontra a liberdade. Ao escutar as moções divinas, pode ver, finalmente, o caminho iluminado: “Não se sentem os mandamentos como uma imposição vinda de fora, mas como uma exigência nascida de dentro, e à qual, portanto, a pessoa se submete de bom grado, livremente, porque sabe que, desse modo, pode realizar‑se plenamente."(2)
“O homem – ensina o Papa João Paulo II – não pode ser autenticamente livre nem promover a verdadeira liberdade se não reconhecer e viver a transcendência do seu ser sobre o mundo e a sua relação com Deus, pois a liberdade é sempre a do homem criado à imagem do seu Criador [...]. Cristo, Redentor do homem, torna‑nos livres. (...) Ser libertado da injustiça, do medo, da aflição, do sofrimento, não serviria de nada se se permanecesse escravo no fundo do coração, escravo do pecado. Para ser verdadeiramente livre, o homem deve ser libertado dessa escravidão e transformado numa nova criatura. A liberdade radical do homem situa‑se, pois, num nível mais profundo: o da abertura a Deus pela conversão do coração, já que é no coração do homem que se situam as raízes de toda a sujeição, de toda a violação da liberdade."(3).
“Escravidão ou filiação divina: eis o dilema da nossa vida."
Estes trechos, pinçados de um meditação de Falar com Deus, de Carvajal, traçam uma feliz associação dos mandamentos com sinalizações comuns no mundo geográfico, facilitando, assim,  que por meio desse pensamento metafórico cheguemos à conclusão de que OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS NÃO SÃO MERAS  PROIBIÇÕES, ainda que sua construção gramatical sugira isso, mas delimitações que viam facilitar o nosso caminho de amor nesta vida. O "Não matarás" é uma apologia da vida, desde seu mais obscuro início até o seu fim previsto por Deus; "Honrarás pai e mãe" é um incentivo à permanência dos vínculos familiares, mesmo quando for difícil amar e isso demandar mais paciência do que o previsto pelo nosso coração sempre intolerante em sua gênese. E por aí afora, todos se resumem nos dois ditames fundamentais: como está prescrito no livro do Deuteronômio, capítulo 6, versículo 5, na Bíblia, "Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.", ao que Jesus complementou  com o mandamento da caridade,"E a teu próximo como a ti mesmo". 
E tudo está aí contido, é só colocar em prática, com a ajuda contínua dAquele que nos indicou o caminho.
(1) C.BURKE, Consciência e liberdade, pg 66-67;
(2) João Paulo II, Alocução,6-VI-1988;
(3) Idem, Mensagem para a jornada da Paz, 8‑XII‑1980, 11. 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Podemos ser "desnecessárias" como mães?

Por Maria Teresa Serman

Li o seguinte sobre o assunto:

““ A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo", várias vezes ouvi de um amigo psicanalista esta frase e ela sempre me soou estranha. Até agora. 

Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha interna hercúlea, confesso.
(...)


Ser desnecessária é não deixar que o amor “incondicional” de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.(...)
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância e na divergência, no sucesso ou no fracasso, com peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. 

Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.(...)
Convenhamos, é muito chato uma mãe eterna no nosso pé... Precisamos reconhecer, aliás, com muito orgulho que eles, os nossos filhos crescem, se tornam autônomos, e muito melhores que nós, Graças a Deus!

 Como diz o texto, é sinal de que fizemos um bom trabalho, quando percebemos que estamos sendo dispensadas e desnecessárias.


É hora de descansar e curtir a turma de preferência à distância... 

Lembre-se, muito melhor ser SOLICITADA que “OFERECIDA!”.

Este é um mosaico de partes selecionadas de um texto da internet, que resolvemos colocar aqui e comentar. Embora diga respeito bem de perto às mães como nós, com filhos já adultos, alguns casados, outros ainda solteiros e conosco em casa, se aplica com pertinência ao eu materno em geral. E ao paterno também, só que em menor intensidade e frequência - pais são visceralmente menos invasivos e viscosos que nós, pois as mulheres somos cuidadoras por natureza, por razões fisiológicas até, como fêmeas cangurus.

Estamos sempre limítrofes entre um amor desapegado e a necessidade fremente de garantir segurança e felicidade aos filhos. E quando se  casam, o cuidado deve ser dobrado, porque sogra metida é o coroamento da mãe possessiva. Ficar na sombra, se deixar quieta e ausente, significa perceber a exata medida do amor sem controle. Corremos o risco de ficar tão felizes com a nova vida dos seres que tão bem criamos, que queremos, às vezes, participar demais. É fundamental se examinar bem antes de ligar, aparecer, ajudar, perguntar, sugerir, e até oferecer.

Posso dizer que fiz isso hoje, quando minha nora me convidou para ir junto com eles à feira de gestantes e bebês, escolher os itens finais para a menininha que chega no fim deste mês. Eu já ocupei bastante "espaço" da tolerância dela, comprando aquelas coisinhas lindas e irresistíveis para mães e avós, e reconheço que me excedi, mesmo que minha santa norinha tenha gostado e ficado feliz com o que dei. Meu primeiro impulso foi aceitar o convite, mas me lembrei do texto que acabara de ler e disse que eles deviam ir os dois, aproveitar este momento sozinhos, ainda que seja o segundo filho. Ela não aceitou o argumento, disse que iria ligar para meu filho, pra ele me convencer a ir. Quando ele ligou, além dessa justificativa, disse que precisava realmente trabalhar no computador e ler, e ele aceitou, CONFESSANDO QUE SERIA BOM MESMO ELES TEREM TEMPO PRA FICAREM SOZINHOS!

Perdoem o tom confessional, só achei que essa experiência pode ajudar a outras mães, às mulheres que tentam o delicado equilíbrio entre seu lado protetor e libertador. Vamos continuar perseguindo um amor que aconchegue sem sufocar; acolha, mas não obrigue; dê um lar, sem mimo ou facilidades perniciosas.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Vamos ensinar a doar?

Eu me lembro, quando era bem pequena, da minha mãe contando, como gracinha, que eu não gostava de dar nada meu e para ela doar algo que não cabia ou não servia mais pra mim, precisava tirar escondido. Que criança desagradável eu deveria ser! Não vejo onde isso poderia ser algo engraçado de se contar e muito menos louvável em uma criança.

Aprendemos a doar doando. E vamos fazer isso bem melhor se começarmos desde pequeninos, como algo natural Não serve? Está em bom estado? Servirá a outra pessoa? Então, que aprendamos a arte de nos libertarmos de apegos.

Vamos ensinar nossos filhos a serem desprendidos, a saberem diferenciar as coisas das pessoas, a dar o devido valor a cada coisa.

Ensinemos a cuidar bem de seus pertences, para que durem mais, para que lhes sejam úteis por mais tempo, mas sem se agarrarem a eles, como um mendigo adorando a sua única colher.

Uma criança cresce muito rápido e suas roupas parece que encolhem constantemente; logo, de ano em ano, é preciso fazer uma seleção das que não cabem mais, e que podem servir para a quermesse da igreja, ou até para o irmão menor ou o filho de uma amiga.

Nossos filhos cedo aprenderão o quanto de bom há em ser útil, em servir aos outros. Seus brinquedos, ainda mais se tem muitos, servirão para crianças pobres que nada têm, dando o que está em bom estado, pois lixo vai para o lixo.

Hoje, graças a Deus, perdi essas correntes que me prendiam. Confesso que foi uma luta ferrenha, mas valeu para aprender que dar é muito melhor do que receber, tem sabor de eternidade.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Uma vida inteira para amar

Hoje faço trinta e oito anos de casada. Aliás, fazemos -  meu marido e eu. E posso dizer que ainda é pouco tempo, para quem quer uma eternidade para amar.

Acho que tudo sempre deu certo entre nós, porque nos propusemos a fazer do nosso casamento algo que só a morte pode nos separar, e também porque buscamos constantemente recuperar o rumo e ver no outro aquilo que nos encantou no primeiro encontro.

 Além do mais, somos muito diferentes. Mas, como dizia minha mãe: “os opostos se atraem”. Ele é sempre calmo, contido, carinhoso; eu sou agitada, falante, meio “secarrona”. Ele gosta de caroço de feijão e eu do caldo; ele gosta de dormir cedo e eu adoro ficar até tarde acordada; ele não gosta de lidar com o mundo cibernético e prefere fazer da internet apenas um objeto de trabalho, sem deixar seus rastros - e eu adoro isso aqui e perco muito tempo fazendo viagens "internéticas", descobrindo o mundo sem sair de casa.


Poderia citar muitas outras diferenças, como, por exemplo, o fato de ele gostar de comida fria e eu dela pelando; de ele, mesmo no inverno, tomar banho quase frio, e eu, imaginem, o mais quente possível! Mas, todas essas diferenças sempre foram razão para somar, para acrescentar mais em um e no outro. Aprendemos a palavrinha mágica do casamento: doação. 

Tivemos nove filhos e precisamos nos adaptar: passamos da adição à multiplicação. Não nos dividimos por sermos muitos; multiplicamos a capacidade de amar e nos demos e nos damos por inteiro, como um limão espremido, mas com um doce açúcar no meio, deixando tudo com sabor de aventura e de amor renovado.
Não pensem, meus caros amigos, que tudo sempre foi um mar de rosas! Tivemos neste mar muitas ondas, muitos peixes e muitos altos e baixos. Porém o tempero principal nunca faltou: Deus. Ele sempre esteve presente, aparando as nossas arestas e nos fazendo recuperar o rumo. E é assim até hoje.

Graças a Deus, hoje são 38 anos de vida em comum de um amor concreto e sadio, forjado na nossa luta diária, buscando a cada dia amar sempre mais um pouquinho.

Bem, é claro ninguém é perfeito, quando surgem alguns mal- estares, o que se sente incomodado, chateado ou irritado, faz uma lista das qualidades do outro e vê que as coisas boas suplantam as diferenças do momento.
 

E assim... nós vamos vivendo de amor!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Boa notícia - Como alegrar muitas crianças doentes

Nossa amiga Stella pediu para divulgarmos esta ótima iniciativa, que alegrará muitas crianças doentes.

Pacientes infantis terão festa com o tema Princesas e Heróis
INCAvoluntário pede doação de fantasias para todas as idades

Este ano, a festa do Dia das Crianças, para os pacientes infantis, terá como tema Princesas e Heróis. A ideia é vestir a caráter todas as crianças que participarão do evento, sendo as meninas de princesas e os meninos, de heróis. Ao todo são 250 crianças.

Por isso, o INCAvoluntário pede que as pessoas doem fantasias infantis, de todos os tamanhos, pois a festa é para crianças desde recém-nascidas até 18 anos incompletos. A festa será no dia 5 de outubro.

As doações devem ser entregues nos núcleos do INCAvoluntário nas unidades assistenciais ou na Central de Doações, localizada na Rua Washington Luis, 35 - sala 171.

Angélica Nasser - INCAvoluntário

Instituto Nacional de Câncer - Tel.: 21 3970-7127

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Somos obrigados a nos preocupar com quem tem fome



Por Rafael Carneiro Rocha

A seca mais severa dos últimos 60 anos tem afetado países africanos como Somália, Djibouti, Quênia, Uganda e Etiópia. Na última sexta-feira, 26 de agosto, o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para refugiados, Adrian Edwards, lembrou que o pior da crise provocada pela fome na Somália ainda não passou e que ainda há risco de propagação de doenças e aglomeração nos acampamentos.

Porém, além da questão climática, fatores políticos pioram as condições dos moradores daqueles países. O professor Abdi Samatar, da Universidade de Minnesota, que é somali, acrescenta que a tensão entre os seus compatriotas e os etíopes agrava a situação. "Nessa parte do mundo as secas são endêmicas. Elas acontecem a cada poucos anos, mas as pessoas desenvolveram mecanismos para lidar com isso. Esses mecanismos foram destruídos pela guerra civil, pela guerra ao terror e pela ocupação etíope", afirma o professor.

A Àfrica nos alerta! Por mais que a fome nos pareça algo distante, inclusive geograficamente, somos proibidos de ser indiferentes a esta tragédia. Não se pode creditar a existência da pobreza extrema apenas a fatores naturais. Enquanto houver fome no mundo, o egoísmo e a indiferença ainda serão algumas de suas causas. Não é possível que com tanto aperfeiçoamento técnico da produção de alimentos, existam ainda pessoas que não participem da divisão justa da mais elementar das necessidades humanas.

No fim de julho, preocupado com a situação na Àfrica, o Papa Bento XVI assinalou que "está proibido sermos indiferentes diante da tragédia dos famintos e sedentos". A justiça distributiva e a justiça social fazem parte da ética cristã e da Doutrina Social da Igreja.

Fiquemos atentos! A fome no mundo é algo que nos desperta uma preocupação profunda? Damos pão a quem tem fome? Contribuímos com algum projeto caritativo?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cultivar desculpas

Por Rafael Carneiro Rocha

Queremos que os outros reconheçam seus erros e nos peçam desculpas. Quando assim nos sentimos, pode significar que nossos corações sejam, de alguma maneira, justos. Então, nós, os justos, correremos o sério risco do desapontamento se o outro lado mantiver uma completa indiferença para com a nossa sede de reparação. Mas como é possível que fulano seja tão orgulhoso, perguntamo-nos.

Pode ser que num dado problema, estejamos 100% corretos e o outro lado esteja absurdamente errado. Geralmente, quando queremos ouvir um pedido de desculpas, nos sentimos muito ou inteiramente injustiçados. Partamos dessa situação. Porém, como estamos diante de uma pessoa orgulhosa, eu vou propor o seguinte exercício. Não existe diferença prática entre 99,9% e 100%. Então, quando quisermos ouvir um pedido de reparação, antes desse desejo, vamos afirmar para os nossos corações que estamos 99,9% corretos.

O problema é que somos pessoas justas, certo? Então é preciso encaixar o 0,01% de erro nosso em algum lugar, porque senão cairá por terra todo o nosso senso de justiça e de reparação. Então, eu sugiro que o nosso erro seja encontrado justamente na inquietação que sentimos. Se desejamos tanto um pedido de desculpas ao ponto disso causar uma tensão, que esse sentimento ruim seja verdadeiramente compreendido como uma fraqueza nossa. Se fôssemos muito purificados espiritualmente, não desejaríamos tanto assim uma manifestação que nos é alheia. Encararíamos o erro que nos afetou com serenidade e elegância.

Vejamos que o problema, agora, está conosco. Depende simplesmente da nossa vontade a reparação de 0,01% do erro. Esqueçamos que a outra pessoa tem 99,9% de dívida e fixemo-nos na nossa fraqueza, antes de tudo. Uma dica para começar a resolver o problema é que peçamos desculpas ao outro lado, ainda que isso não pareça justo. Do ponto de vista da balança (99,9% versus 0,01%), certamente não é justo, mas como o nosso coração é mais importante que uma aritmética, será mais justo preocupar com o nosso espírito do que com a conta.

Pedir desculpas nunca é uma demonstração de fraqueza ou de rebaixamento. Pelo contrário, é um gesto nobre e que revela grandeza de espírito. Se o mundo não sabe dessa lição, que comecemos a ensiná-la. Peçamos, de coração convicto, desculpas por qualquer coisa e cumpramos nossa parte na reparação dos erros cotidianos. Defendendo com muito carinho a predisposição para o reconhecimento de falhas pessoais, certamente iremos semear mais beleza por aí e vez ou outra seremos imitados.