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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Por que temos filhos?

A primeira razão, e milenar, é porque precisamos dar continuidade a vida. O ser humano conta com isso para existir. Diferente dos animais irracionais, nós pensamos e com isso escolhemos como teremos ou não estes filhos. Ou pensamos que podemos decidir sobre isso, o que pode nos levar a grandes erros.

Outra razão é a necessidade que temos de nos perpetuarmos em outro ser, ou outros. Queremos ser imortais, mas, como não podemos, temos os filhos que manterão uma essência nossa nas outras gerações seguintes.
Poderia aqui enumerar várias razões; porém, o que importa de verdade é sabermos por que cada um de nós quer ter filhos ou não, e se os tem, por que os teve?

É chocante ver como muitos pais e mães agem depois do filho nascido. Passada a primeira empolgação e surgida a primeira dificuldade, o seu novo “brinquedinho” é posto de lado e deixa de ser o centro da sua atenção.

Enquanto muitos casais fazem de tudo para terem pelo menos um filho, outros brigam por saber quem  não vai ficar cuidando do mesmo depois de nascido. É o famoso e ridículo jogo de empurra. Ou até fazem atrocidades para se livrarem das criancinhas, e isso repugna qualquer pessoa de boa vontade e bons princípios.
Não quero julgar aqui as necessidades de cada um, quero apenas fazer com que reflitam sobre como estão levando sua maternidade ou paternidade. Com que responsabilidade estão agindo e, principalmente, com que qualidade de AMOR.

É importante curtir cada minuto da gravidez, cada detalhe com seu filho esperado, mas são muito importantes também, ou mais, os detalhes de carinho na hora de amamentar, de dar o banho, de colocar pra dormir, de contar uma história ou de velar o seu sonho quando estão doentinhos, sem terceirizar, cuidando pessoalmente, sempre que possível. Pai e mãe serão sempre o porto seguro para suas crias; serão o leme e o ninho para onde eles sempre poderão voltar, em qualquer dificuldade. Isso faz parte dos deveres dos pais.

A criança sabe bem quando a avó cuida, a tia, uma empregada e a própria mãe. Cada carinho tem seu valor e tem seu peso para a formação saudável dela. Mas os carinhos de pai e de mãe marcarão para toda a vida. E, desse contato, extrairão ensinamentos e exemplos que porão em prática quando forem pais e mães de verdade.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Somos obrigados a nos preocupar com quem tem fome



Por Rafael Carneiro Rocha

A seca mais severa dos últimos 60 anos tem afetado países africanos como Somália, Djibouti, Quênia, Uganda e Etiópia. Na última sexta-feira, 26 de agosto, o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para refugiados, Adrian Edwards, lembrou que o pior da crise provocada pela fome na Somália ainda não passou e que ainda há risco de propagação de doenças e aglomeração nos acampamentos.

Porém, além da questão climática, fatores políticos pioram as condições dos moradores daqueles países. O professor Abdi Samatar, da Universidade de Minnesota, que é somali, acrescenta que a tensão entre os seus compatriotas e os etíopes agrava a situação. "Nessa parte do mundo as secas são endêmicas. Elas acontecem a cada poucos anos, mas as pessoas desenvolveram mecanismos para lidar com isso. Esses mecanismos foram destruídos pela guerra civil, pela guerra ao terror e pela ocupação etíope", afirma o professor.

A Àfrica nos alerta! Por mais que a fome nos pareça algo distante, inclusive geograficamente, somos proibidos de ser indiferentes a esta tragédia. Não se pode creditar a existência da pobreza extrema apenas a fatores naturais. Enquanto houver fome no mundo, o egoísmo e a indiferença ainda serão algumas de suas causas. Não é possível que com tanto aperfeiçoamento técnico da produção de alimentos, existam ainda pessoas que não participem da divisão justa da mais elementar das necessidades humanas.

No fim de julho, preocupado com a situação na Àfrica, o Papa Bento XVI assinalou que "está proibido sermos indiferentes diante da tragédia dos famintos e sedentos". A justiça distributiva e a justiça social fazem parte da ética cristã e da Doutrina Social da Igreja.

Fiquemos atentos! A fome no mundo é algo que nos desperta uma preocupação profunda? Damos pão a quem tem fome? Contribuímos com algum projeto caritativo?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 64)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

1 - A. diz:Dra como fazer com minha filha adotada que esta com 14 anos, pra contar sobre a adoção? Nunca contamos, mas agora ela anda muito rebelde e desconfiada.

RESP: Caro(a) A.
Será muito bom que falem logo com sua filha. Vocês conhecem os pais biológicos? Sabem algo concreto sobre ela? Tem outros filhos?
Se tem mais filhos, primeiro falem com ela e depois com os outros ou peçam que ela mesma conte a eles, com sua próprias palavras, para que veja, concretamente que na família se esperava um momento certo para tocar no assunto.
Se é só ela, preparem o momento, com muito carinho, antes do jantar, por exemplo, ou de um lanche que contenha o que ela mais gosta, uma bela mesa bem arrumada dando bastante importância ao assunto. E sejam breves. Digam que desejavam muito uma filha e ao vê-la, sabiam que representava muito bem seu sonho!
Os pais biológicos não a podiam criar ( morreram ? são desconhecidos ?, foi entregue a outros ? ) e vocês realizaram seu sonho. Ela é filha do coração!
Não se admirem se ela já tiver imaginado a verdade ou se alguém já lhe terá contado. Reservem-se de fazer comentários e ouçam o que quer que ela tenha a dizer, com o coração muito aberto. Se for o caso, chorem com ela! Preparem-se porque ela desejará conhecer os pais biológicos e digam que se empenharão em oferecer esta oportunidade, se estiver ao seu alcance. Continuem a tratá-la do mesmo jeito e saibam respeitar se ela se fechar em si mesma, ou se disser que deseja morar com os pais biológicos ( o que na minha experiência, não costuma acontecer...).
Não demorem muito a ter esta conversa. Já estão 14 anos atrasados... Não se sintam culpados, mas felizes por este gesto belíssimo de oferecer amor e ternura a alguém!
É sua filha, DE VERDADE, não hesitem em dizer isto a ela, alto e bom som! Rezem muito e falem! Fico às suas ordens! Mannoun

2 – M. diz: Como conversar com meu filho adolescente pra saber o que lhe aflige? Somos de falar pouco entre nós em casa. Meu marido também é muito calado e o menino é filho único.

RESP:Cara Sra. M.
Com muita simplicidade e sem rodeios, achegue-se a ele( especialmente quando ele já estiver na cama, à noite ) e diga que deseja muito ajudá-lo e não sabe como fazer, necessitando que ele mesmo a ajude...
Repita isto mesmo que me disse, que na família são de conversar pouco mas que o amam muito e que de todo coração desejam sua felicidade ! Se ele quiser e quando quiser, vocês estão inteiramente disponíveis e acolhedores... Creio que esta pequena introdução fica bem como um início de diálogo e ele perceberá seu esforço, mas também sua alegria por conseguir vencer-se em algo que lhe custa, POR AMOR!
Boa sorte e peça ao pai que faça o mesmo, em datas diferentes, talvez indo com ele a um Centro Esportivo, ou algo Cultural, dependendo dos costumes familiares.
Fico a seu dispor , Mannoun


3 - A. diz: Minha filha de 11 anos já ficou menstruada desde os 10 anos e agora tem ficado 3 vezes no mês. O que devo fazer?

RESP:Caro(a) A.
Se sua filha tem habitualmente um médico que a assiste, este será a pessoa mais indicada para orientá-la. Em princípio, com as pacientes que acompanho e não apresentam enfermidades habituais, apenas tranqüilizo sem medicar nem mudar seu ritmo de vida habitual. Os ovários das meninas estão iniciando uma nova função e por si mesmos entrarão num ritmo próprio.
Por favor não escutem leigos e curiosos que falarão mil e uma coisas, nem usem hormônios ou medicamentos para interromper aquilo que é um acontecimento sem maiores implicações, a menos que o Médico de família que conheça o organismo de sua filha veja alguma indicação.
Pode voltar a falar comigo quando desejar. Atenciosamente, Mannoun

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 43)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Adolescente gordinha
1 - C. G.diz: Dra o que eu posso fazer para ajudar a minha filha adolescente para emagrecer. Ela esta muito gordinha e sofre por isso, na escola e com os amigos. Mas não deixa de comer muito. Esta sempre comendo bobagens fora de hora das refeições.
RESP:Olá, C.G.
Que bom que sua filha não esteja contente por ser gordinha,porque o importante é que ela queira ser ajudada ! Sugiro que marquem uma consulta com um médico clínico que, após um bom exame físico, pedirá com certeza alguns exames laboratoriais e ao final, vocês solicitarão que ele mesmo a encaminhe a uma nutricionista a fim de orientar alimentação, horários, cardápio, etc.
Ela faz exercícios físicos? Costuma caminhar, dançar, ajudar nos trabalhos domésticos? Tem Amigos? Tudo isto faz parte de uma Adolescência saudável, saindo de olhar muito para si mesma, pensando nos outros, quem sabe visitando Orfanatos para brincar com as crianças, ou indo a Asilos cuidar um pouco e fazer companhia aos idosos...
Importa muito, repito, que ela queira ser ajudada para ajudar-se a si mesma, pois é fundamental aprender a dominar e bem utilizar a Vontade !
Fico as suas ordens e um abraço, Mannoun

O que fazer: Gravidez de adolescente?
2 - A. diz: Acho que este assunto já pode ter sido falado aqui, mas como estou muito aflita vou colocar meu caso. Minha filha esta grávida, com 15 anos, depois do susto, estou sem saber quais providencias tomar, por onde começar a agir para que esta gravidez corra bem para ambos, ela e o bebê. O pai é um moleque também de 16 anos e nem queremos saber dele. Meu marido ficou desnorteado e só sabe brigar com ela. Temos outra filha menor , de 11 anos, como devemos agir para que isso não aconteça com a outra? Agradeço toda a ajuda que puder dar.
RESP: Cara Sra., vamos por partes:
a) Peça ao pai que não brigue com ela porque o momento é de apoio, acolhida, carinho e não de brigas, pois que o bebê já está presente e participa de tudo! Não quer dizer que vamos bater palmas e concordar, mas brigar é o que menos ajuda!
b) Não afastem o pai do bebê, mas tragam-no para perto de vocês, sejam amigos também dos pais deles que serão os outros avós. Afinal, devemos pensar em FAMÍLIA, o que não significa que eles se casem agora, mas sintam que há uma convivência amigável e não hostilidade!
c) O jovem deve acompanhar a Sra. e sua filha às consultas de pré-natal, para que comecem a tomar consciência de seus papéis como pais e já comecem também a assumir a responsabilidade de suas ações;
d) Quanto à sua filha de 11 anos, não imagine que também ela percorra o mesmo caminho da irmã. Respondam com carinho e veracidade suas perguntas e caso ela não se manifeste, a atitude de vocês dentro de casa e seu exemplo fala muito mais alto. Converse claramente com ela sobre o que é o AMOR de verdade, sobre saber controlar seus impulsos, ver menos novelas, internet sob controle, selecionar amizades e companhias...
e) Seja muito amiga de seu marido, leve serenidade e paz para ele e toda a família- é trabalhoso, mas o papel da mulher, esposa e mãe é de fazer seu lar luminoso e alegre e garanto-lhe QUE VALE A PENA!
Um abraço e fico às suas ordens, Mannoun

Como lidar com adoção e filho natural?
3 – A. diz: Como lidar com a filha adotada de 11 anos na chegada do meu bebe?
Depois de tantos anos, por fim consegui engravidar e agora estou para ter um bebê, menino, e temos a nossa filha adotada, que esta cheia de ciúmes e numa fase rebelde. Como mostrar a ela que o bebê vai precisar de cuidados, mas que ela também é muito amada por nós?
RESP: Minha Sra, que alegria a chegada de mais um filho! Demonstre com muito carinho para a mais velha, o quanto vocês são felizes pela presença dela e que cada vez mais necessitarão da sua ajuda com a família crescendo! Repita muitas vezes o quanto foi importante que ela chegasse primeiro para mostrar o caminho e ajudar os pais a desfrutarem as alegrias de um lar ! Seja paciente com ela, dando limites aos seus ciúmes e pergunte se deseja a ajuda de uma boa psicóloga para aprender a partilhar, ser generosa, abrir seu coraçãozinho... Ela tem amigos? Os amigos têm irmãos? Estes a ajudarão a olhar o bebê com outros olhos... Não valorize demais nem comente com terceiros que ela está enciumada, pois que são atitudes que reforçam os sentimentos, mas mude de assunto, passeiem, distraiam-se juntos, peça ajuda dela nas tarefas de casa, etc.
Fico a seu dispor se desejar conversar mais e parabéns! Mannoun
Criança briguenta na escola
4 - A. diz: Olá Dra, tudo bem , eu tenho um filho de 05 anos e esta no Jardim II, só que ele esta batendo nos coleguinhas, não quer fazer nada das tarefas na escola e diz a professora que não sabe e não consegui fazer nada, fica cantando e distraido, só que em casa ele faz tudo , por favor me ajude por favor, obrigada
RESP:
Converse com carinho e calma com seu filho e pergunte a ele o que acha da Escola, se vai com alegria, se prefere ficar em casa um pouco mais e ter aulinhas com a senhora. Se em casa ele faz tudo como diz e se recusa na Escola,pode ser que ele ainda não esteja suficientemente adaptado e com um pouco mais de tempo já deseje a companhia de coleguinhas. É muito freqüente que estas situações aconteçam e pode ser esta a situação.
Faça a tentativa e observe. Fico às suas ordens,e um abraço da Mannoun

sábado, 24 de abril de 2010

Uma boa leitura infantil - O Abraço do Antônio

Minha filha caçula traz para casa, semanalmente, um livro infantil - faz parte de um projeto interessante que o colégio adota, chama-se PLIC – onde a criança a cada semana traz um livro diferente e faz a sua leitura durante a semana. Devolvendo-o no mesmo dia da semana seguinte. Assim a turma inteira lê vários livros diferentes durante todo o ano escolar.

Esta semana ela trouxe um muito interessante e ela mesma sugeriu que eu colocasse no BLOG para que fosse apresentado as crianças que foram adotadas.

O livro chama-se: O Abraço do Antônio

Ele conta uma história de forma bem simples e bem ilustrado sobre uma mulher que queria ser mãe e não podia.

A adoção no livro é tratada de forma poética e mostra as emoções da maternidade, mesmo que ela seja somente de coração.

Ele é despretensioso, porém contém um assunto que muitas vezes é difícil de ser abordado com as crianças pequenas e faz surgir entre os pais e o filho adotado o assunto de forma bem natural.

Opinião da minha filha de 9 anos: " Este livro é bom para dar ao filho adotado e depois contar a ele que é adotado"

O livro é de Luciana Rigueira - Editora: PAULINAS - (Serviço: Link para o livro)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 32)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.
Adolescente que não pode ser contrariada
1 – C. A. diz: Dra tenho uma adolescente que não pode ser contrariada que quer se matar tem crises histéricas, o que pode ser isto?
RESP: Cara Sra. C.A. Vale a pena a senhora levar sua filha ( não tenho maiores detalhes...) a uma consulta psiquiátrica.Não é um comportamento natura l- parece que ela já se acostumou a ter e conseguir o que deseja usando deste " recurso " mas - até prova em contrário - todas as vezes que há ameaça de atentado contra a própria vida, devemos avaliar psiquiatricamente o Adolescente.
É bom tratá-la com muito carinho e serenidade, sem brigas e sem demonstrar que os familiares estão aflitos, mas com firmeza e segurança não atender o que deseja e alertá-la,comunicando que da próxima vez, marcarão uma consulta específica para que ela seja ajudada.
Boa sorte e fico às suas ordens, Mannoun
Vale a pena continuar casada?
2 – A. diz: Dra não sei se a pergunta cabe aqui, mas como sou ainda bem nova, tenho 25 anos vou fazer assim mesmo: vale a pena continuar casada por pena? Meu marido é burro, crianção e lentão. Agradeço sua resposta, pois não sei mesmo o que fazer. Estou casada tem 3 anos e ele não muda.E.
RESP: Cara A., Fernando Pessoa tem uma frase sugestiva- " tudo vale a pena quando a alma não é pequena".
Claro que vale a pena continuar casada, refletindo bem se a senhora se casou com um sonho ou com uma pessoa real, de carne e osso, com qualidades e defeitos. Não continue casada por pena, como diz, mas busque o amor que a levou a unir-se ao seu marido.
Soaram-me muito duras suas palavras quando se refere a ele.
Quanto tempo transcorreu entre o namoro, noivado e o casamento? O que a levou a casar-se com ele? Seria muito bom fazer uma listagem daquilo que a senhora encontra nele como qualidades e o que considera defeitos e atitudes que a desgostam. Depois procure com calma e serenidade conversar, pedir a ele que diga o que lhe agrada e o que não lhe agrada na senhora e como gostaria que fosse. Faça o mesmo e com tranqüilidade, procurem ambos esforçar-se por melhorar. Não somos perfeitos e a convivência parece desgastar as melhores intenções quando não nos esforçamos por ver no outro sua maneira real de ser e não a figura que nossa imaginação idealizou...
A senhora tem outras ocupações fora de casa? Qual a profissão de seu marido e qual a sua?
Quem sabe se a senhora dedicaria um pouco de seu tempo livre visitando creches, locais de acolhida a idosos, algum trabalho voluntário antes de decidir-se por separar de seu marido?
Gostaria que voltasse a falar comigo e contasse mais coisas sobre vocês - é possível?
Aguardo seu retorno, Mannoun
Pais devem ficar de fora das festas dos filhos?
3 – U. V. diz:Dra porque os adolescentes não gostam que os pais participem das suas festas e das reuniões com os amigos? Existe uma diferença tão grande assim entre as gerações que provoque isso?
RESP: Sr.U.V. Não é a diferença entre gerações que motiva os adolescentes a não desejarem a presença dos pais em suas “festas". É mais um modismo, é o querer governar-se por conta própria, a autonomia que começa. Isto não quer dizer que os pais concordem e consintam.

Vocês podem perfeitamente organizar com eles e seus amigos umas festas em casa, circular à vontade embora eles estejam também " na sua " mas com supervisão. Eles gostam de se sentir protegidos e acolhidos, mas há todo um trabalho prévio de acolhida, conhecimento e convívio com os amigos deles e familiares. Que as famílias se conheçam, que haja amizades ,interesses comuns,valores comuns. Assim é mais fácil esse convívio social e não é algo impossível- existe! Veja o que fazem aqueles casais que participam dos “negócios de família " e peçam sugestões.
Boa sorte e até a próxima,Mannoun
Contar ou não que foi adotada?
4 - M. C. M. diz: Dra como contar a minha filha que ela é adotiva. Somos de Matosinhos, Portugal e cá ninguém sabe. Mas ela anda a desconfiar, desde uma aula de biologia. Ela esta muito rebelde.
RESP: Cara Sra.M.C.M. Todos nós temos necessidade de conhecer nossa origem e o fato de sua filha estar rebelde, pode ser algo natural na adolescência mas também pode estar no fato de ser adotada e não conhecer o fato.
Vocês tem outros filhos ou só ela ? Com muito carinho, procure um momento bem agradável na família e diga que vocês queriam muito uma filhinha do jeitinho dela e que ela veio preencher o espaço no seu coração. Que a cada dia vocês agradecem a Deus por ela existir e só não contaram antes porque julgavam não ser necessário mas que alguém sugeriu que ela deveria conhecer que seus pais daqui são do coração.
Não sei se conhecem os pais biológicos e quais as razões da adoção mas ela vai perguntar com certeza e deve saber que os pais estão vivos, caso estejam ou se são mortos e como foi que ela veio para vocês.
Claro que se foi abandonada, não deverão dizer deste modo, apenas que os pais não podiam por alguma razão ficar com ela e com muita dor a entregaram a vocês.
Se quiser ver os pais e vocês tiverem condições, levem-na a Portugal e os apresentem , depois de combinar previamente com eles, para evitar surpresas desagradáveis de ambos os lados.
Não tenham medo de que ela não os queira depois disto. Pode ficar um tempinho amuada ou mais agressiva, mas isto passa e vocês terão mais alegrias juntos . Naõ deixem de pedir muita ajuda a Deus antes da conversa, durante e depois...
Fico às suas ordens, Mannoun

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Entrevista com uma mãe adotiva

1 - Fale um pouco sobre você?
Sou natural de SFS/Santa Catarina. Minha mãe faleceu em 1989 num acidente. Conheci meu marido em minha cidade. Namoramos 10 meses e nos casamos. Casei-me em julho de 1990 aqui no Rio, com um militar. Por isso o casamento foi aqui. Já moramos fora, mas nunca no meu estado.

2 - Você tem filhos naturais?
Durante anos não evitamos filhos, mas não engravidava. Fiz todos os exames dos mais simples aos mais doloridos. Os resultados eram todos normais. Em 2004 vivemos uma história com conhecidos querendo que adotássemos um bebê. Mas como não era uma adoção oficial e sim a do jeitinho brasileiro não deu certo. Na época, foi muito doloroso. E meses depois perdi meu pai.
Resolvemos ir ao Juizado para enfim ter o nosso bebe, fazendo tudo dentro da lei. E nossa filhinha chegou depois de uma gestação de 3 anos!

3 - Consideram seus filhos adotivos como filhos de verdade? A decisão foi em comum acordo entre marido e mulher?
Eu, nem me lembro que nossa filha foi adotada, a não ser quando alguém nos faz lembrar isto. O nosso amor é muito intenso. Ele não nos deixa lembrar detalhes, mas somente amar e deixar ser amado. É assim que pensamos.

4 - Não teve medo de adotar uma criança sem saber como eram as questões hereditárias dos pais dela?
Quando uma mulher engravida, ela não vai deixar de ter o seu filho porque ele pode ter alguma doença. E nossa filha é como todos os filhos. E, Deus nos presenteou com uma filha saudável, esperta, carinhosa, linda e alegre.

5 - É preciso buscar aconselhamento genético para saber que doenças a criança pode vir a ter?
Quanto a respeito de doença, pensamos assim: da mesma forma que um filho gerado na barriga poderá nascer com algum problema, o gerado no coração também poderá vir a ter. Não especificamos nada na documentação. Deixamos na mão de Deus.


6 - Como você acha que se deve falar para a criança que ela foi adotada?
Desde o 1º dia, mesmo que ela não entenda, pois conforme vai crescendo vai ficar tão natural para ela que não vai fazer diferença, já que o amor é tão intenso e verdadeiro. Falo por mim, minha filha é tudo pra mim.

7 - Como lidar com a questão da criança se sentir rejeitada porque a mãe biológica dela não quis ficar com ela?

Falando de forma bem clara e nunca falando mal dos genitores. E acho que uma única vez vai ser suficiente.

8 - Qual foi o impacto ou efeito na vida do casal, com a chegada da filha?
No, nosso caso que já estávamos casados há 18 anos foi maravilhoso. Já nós conhecíamos muito bem. E esperamos há muito tempo por essa vinda, que está sendo maravilhosa: ter uma família completa. Nossa filha é uma bênção de Deus!

9- Você acha que o seu afeto é maior ou menor pelo fato de sua filha ser adotada?
Não vejo por esse lado de ser maior ou menor. Quando a vi pela 1ª vez senti uma emoção muito grande, como se ela estivesse saindo de mim. É difícil de descrever! Mas este momento foi lindo, inesquecível! E o meu amor por ela é o natural de uma mãe. Ou talvez seja um pouco mais, já que sonhávamos em ter desde que casamos. Mas a espera real começou em 2006. E chegou em 2008.

10 - Como a família maior encaram a adoção e como é a receptividade deles?
Para todos foi uma surpresa e tanto. Pois guardamos segredo desta espera. Mas no dia em que nossa filha chegou, foi só emoção. E continuou por vários dias, até todos a conhecerem, aqui e no Sul.

11- O que você diria a um casal que não pode ter filhos?
Não esperem tanto como nós. Corram atrás desta chance de serem pais. É maravilhoso, estamos ainda vivendo um sonho. Não tem um dia que não me emociona com ela. Com o seu crescimento. Ela é querida e muito comunicativa. E eu estou adorando brincar de panelinhas! Quando ela fez um ano que chegou, fizemos, mas uma festinha. E também fiz um DVD, para dar de presente aos convidados. Com fotos desde a chegada. E no final deixei uma mensagem para ela. Vou resumir:
Filha
Estamos vivendo só emoções e alegrias desde sua chegada, filha querida. Pela simples razão de sermos seus pais. E Deus nos ter dado a linda chance de ter você, filha. Quando mamãe esta com você, não quer pensar na hora. Passa o dia, tarde e noite, e mamãe te ama cada vez mais.
Uma mãe Felizzzzz.