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terça-feira, 29 de abril de 2014

Conversão aos 20: Megan Hodder

Começamos hoje uma série de posts que tratam de pessoas que se converteram ao Catolicismo por volta dos 20 anos de idade.



Megan Hodder, 21 anos, nascida na Ilha de Wight no sul da Inglaterra atualmente mora em Londres e há pouco tempo se converteu ao catolicismo. Ela gentilmente deu uma entrevista para o blog Negócios de Família que publicamos traduzida abaixo. Você pode seguir Megan no twitter ou acompanhar o blog dela.

Negócios de Família: Você pode nos contar o seu caminho até a fé Católica e como as pessoas próximas a você reagiram?

Megan Hodder: Eu comecei a me interessar por outras crenças nos meus dois últimos anos na escola quando percebi que o ateísmo, no qual eu havia sido educada e que tinha como algo certo e seguro, não possuía os conceitos necessários para lidar em profundidade com questões éticas complexas, em particular questões bioéticas como aborto e eutanásia. Eu comecei a ver que o utilitarismo leva ou a respostas que são intuitivamente antiéticas ou cai na completa subjetividade; o raciocínio moral coerente requer a existência de um princípio objetivo de bem que não existe num modo de ver as coisas completamente materialista. Para minha surpresa, e encontrei os pensamentos mais profundos e as concepções mais objetivas da moralidade em teorias que pressupõem a existência de um Deus.

Quando eu comecei a pensar desta forma eu procurei tornar a me convencer o quão errado era acreditar em Deus lendo o Papa Bento XVI. Ironicamente o tiro saiu pela culatra. Não só não me convenci da superioridade do ateísmo, como isto me introduziu ao conceito de Deus como Logos, um padrão autoexplicativo de bondade e verdade objetiva para o qual nossa razão é orientada. Não tinha mais certeza do que eu acreditava agora. Então fiquei amiga de vários católicos que me ensinaram com seu exemplo como era possível integrar a fé cristã na nossa vida cotidiana moderna. E eu decidi pedir para ser batizada.

Minha família e amigos ficaram muito surpresos com minha decisão, alguns até foram contrários. No entanto, a maioria deles, já se acostumou com o fato de eu ser católica e o aceitam, mesmo que algumas vezes as coisas fiquem um pouco constrangedoras. Eu penso que isto é inevitável, o Evangelho, afinal de contas, não é algo que deixa as pessoas indiferentes. Eu falo muito abertamente sobre a minha fé com minha mãe que conheceu já meus amigos católicos e se dá bem com eles.

NF: A conversão é um primeiro passo, o que você acha que será a história da sua vida nos próximos anos? Já considerou quais são os planos de Deus para você?

MH: A conversão não é apenas o primeiro passo na minha história como católica, é o segundo, e o terceiro e todos os passos posteriores. A contínua conversão a Cristo, através da oração e dos sacramentos, é essencial em todos os estágios da vida cristã.

No presente estou procurando me familiarizar com a Igreja, os sacramentos a liturgia, os santos e as formas de oração. Meu foco é desenvolver a vida interior e encontrar a minha espiritualidade antes de discernir com honestidade minha vocação.

Recentemente eu comecei a sentir-me particularmente inclinada pela ordem Dominicana, mas se seria como uma pessoa casada de uma ordem terceira ou como uma freira ainda não tenho nem ideia. Por enquanto, estou apenas aprendendo como fazer oração, crescer em virtudes e melhorar na caridade com os outros. Para descobrir o que deus quer me dizer eu preciso primeiro aprender a escutar melhor!

NF: Como você vê este movimento conhecido como "Novo Ateísmo"? Como os jovens católicos devem se preparar para estes debates?

MH:  Eu penso que o apelo do Novo Ateísmo é mais político que filosófico. Em termos intelectuais, não há nenhum argumento colocado por Dawkins (Richard), Harris (Sam) ou Dennett (Daniel) que não tenha sido antes desenvolvido por pensadores ateus muito mais importantes como Bertrand Russell, David Hume, Karl Marx ou Friedrich Nietzsche. A diferença é que enquanto os primeiros pensadores ateus enxergavam o ateísmo como um componente da sua visão de mundo, os "Novos Ateus" enxergam a sua falta de crença em Deus como algo central e totalmente absorvente. Isto compensa sua falta de profundidade e visão pouco desenvolvida do mundo; sua popularidade vem não da sua utilidade como meio de buscar a verdade ou guiar o agir humano, mas da habilidade de se aproveitar do medo e preocupação que as pessoas tem sobre o papel da religião na situação do mundo. Não há dúvida que o extremismo religioso é um sério problema no mundo hoje. No entanto igualar extremismo com a religião em si mesma, como os Novos Ateus fazem, é algo teologicamente e historicamente ignorante.

Quando se debate com eles é importante conhecer os argumentos filosóficos que eles usam; eu recomendo a leitura de teólogos como Edward Feser e o Pe. Thomas Crean. No entanto, cuidado com o fato que o ponto a ser combatido é a crença deles que indivíduos que crêem não contribuem com o debate e que as ideias religiosas apenas atrasam o progresso humano. Saiba como os ensinamentos cristãos podem ser aplicados a situações éticas concretas, saiba os aspectos dos ensinamentos e o legado da Igreja que os Novos Ateus apresentam de forma falsa. Eu recomendaria que procurassem o Catholic Voices caso haja em seu país.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Dez histórias do Papa Francisco antes de ser Papa - parte 2

Continuação de ontem, dia 15/4/2013
6 - Educação sexual - “A Igreja não se opõe à educação sexual. Pessoalmente, acredito que ela deve existir ao longo de todo o crescimento das crianças, adaptada a cada etapa. Na verdade, a Igreja sempre proporcionou educação sexual, ainda que, concedo, não o tenha feito sempre de um modo adequado. O que acontece é que, atualmente, muitos dos que levantam as bandeiras da educação sexual concebem-na separada da pessoa humana. Então, em vez de contar-se com uma lei de educação sexual para a plenitude da pessoa, para o amor, cai-se numa lei para a genitalidade. Essa é a nossa objeção. Não queremos que se degrade a pessoa humana. Só isso.” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubin y Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pág. 92-93)

7 - Cozinha
— Cozinha atualmente?
— “Não, não tenho tempo. Mas quando vivia no colégio Máximo, de San Miguel, como aos domingos não havia cozinheira, eu cozinhava para os estudantes.”
— E cozinha bem?
— “Bem, nunca matei ninguém…”(El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubin e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, p. 31)

8 - Pingue-pongue de perguntas e respostas
Como se apresentaria diante de um grupo que não o conhece?
— “Sou Jorge Bergoglio, sacerdote. É que gosto de ser sacerdote.”
Um lugar no mundo?
— “Buenos Aires.”
Uma pessoa?
— “Minha avó.”
Como prefere saber das notícias?
— “Lendo jornal. Ligo o rádio para escutar música clássica.”
Viaja muito de metrô? É seu transporte predileto?
— “Pego quase sempre pela rapidez, mas gosto mais do ônibus, porque vejo a rua.”
Teve namorada?
— “Sim. Formava parte do grupo de amigos com que costumávamos dançar.”
Porque terminou o namoro?
— “Descobri minha vocação religiosa.”
Tem algum parente que também abraçou a vocação religiosa?
— “Sim, o filho de minha irmã Marta. É sacerdote jesuíta como eu.”
Algum hobby?
— “Quando jovem eu colecionava selos. Agora, ler, que gosto muito, e escutar música.”
Uma obra literária?
— “A poesia de Hölderlin me apaixona. Igualmente, muitas obras da literatura italiana. Já li I promesi sposi umas quatro vezes. Outro tanto A Divina Comedia. Agradam-me Dostoievsky e Marechal.”
Borges? O senhor já se relacionou com ele.
— “Não sei o que dizer. Além de que Borges tinha a genialidade de falar praticamente de qualquer coisa sem alardear.”
Borges era agnóstico.
— “Um agnóstico que todas as noites rezava o pai-nosso, porque o prometera a sua mãe, e que morreu assistido religiosamente.”
Uma composição musical?
— “Entre as que mais admiro está a abertura Leonora nº 3 de Beethoven, na versão de Furtwängler. É, a meu entender, o melhor diretor de algumas de suas sinfonias e das obras de Wagner.”
Agrada-lhe o tango?
— “Muitíssimo. É algo que me sai de dentro. Acho que conheço bastante de suas duas etapas.”
Sabe dançar tango?
— “Sim. Dancei quando jovem, ainda que eu prefira a milonga.”
Seu esporte preferido?
— “Quando jovem, praticava o basquete, mas gostava de assistir futebol no estádio. Íamos toda a família, incluída minha mãe, para ver o San Lorenzo, o time de nossos amores. Meus pais eram de Almagro, o bairro do clube.” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pp. 118-120)

9 - Nomeação — “[Depois de uma conversa com o Núncio, ele] me informa: ‘Ah… uma última coisa… o senhor foi nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires e a designação se tornará pública no dia 20…’ Assim, sem mais, ele me comunicou.”
— E qual foi a sua reação?
— “Fiquei bloqueado. Como expliquei antes, sempre fico bloqueado diante de um golpe, bom ou mau.”
— Pelo menos, diga-nos o que sentia quando via o seu nome entre os grandes candidatos a Papa… [sobre o conclave de 2005].
— Pudor, vergonha. Pensava que os jornalistas estavam loucos.  (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pp. 125-126)

10 - Dor e ressentimento - “A dor, que é também outra chaga, é um campo aberto. O ressentimento é como uma casa lotada, onde vive muita gente amontoada que não tem céu. Enquanto que a dor é como uma vila onde também há excesso de gente, mas se vê o céu. Noutras palavras, a dor está aberta à oração, à ternura, à companhia de um amigo, a mil coisas que dignificam as pessoas. Ou seja, a dor é uma situação mais sã. Assim de diz a experiência.” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pp. 143)

link: www.opusdei.org

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dez histórias do Papa Francisco antes de ser Papa - parte 1

O tango, San Lorenzo, Borges, seu bairro e seu primeiro trabalho com uma chefe próxima ao comunismo, a cozinha, sua vocação, a dor e o ressentimento, o drama do aborto e a educação sexual… E, não poderia faltar, a nova evangelização. Extraídos do livro “El Jesuita”, de Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, transcrevemos dez fragmentos particularmente reveladores.

1 - Trabalho - “Agradeço tanto o meu pai que me mandou trabalhar. O trabalho foi uma das coisas que me fez mais bem na vida e, particularmente, no laboratório aprendi o bom e o mau de toda tarefa humana (…). Ali tive uma chefe extraordinária, Esther Balestrino de Careaga, uma paraguaia simpatizante do comunismo, a qual sofreu anos depois, durante a última ditadura, o sequestro de uma filha e um genro, e depois foi raptada (…) e assassinada. Atualmente está enterrada na igreja de Santa Cruz.  Eu gostava muito dela. (…) Ensinou-me a seriedade do trabalho. Realmente, devo muito a essa grande mulher” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pág. 34)

2 - Vocação - Quando rondava os 17 anos, em um 21 de setembro (dia em que na Argentina os jovens celebram o dia do estudante), preparava-se para sair e festejar com seus companheiros. Mas decidiu começar o dia visitando sua paróquia. Quando chegou, encontrou-se com um sacerdote que não conhecia e que lhe transmitiu uma grande espiritualidade, pelo que decidiu confessar-se com ele. “Nessa confissão me aconteceu algo estranho, não sei o que foi, mas que me mudou a vida; eu diria que me surpreenderam de baixa guarda.” Mais de meio século depois, interpreta assim o fato: “Foi a surpresa, o estupor de um encontro; dei-me conta de que me estavam esperando. Isso é a experiência religiosa: um estupor de encontrar-se com alguém que está esperando você. Desde esse momento, Deus é para mim quem ‘se faz primeiro’. Você busca a Deus, mas Deus procura você primeiro. Você quer encontra-lo, mas ele o encontra primeiro”. “Primeiro, eu contei ao meu pai e a ele lhe pareceu muito bom. Mas a reação de minha mãe foi diferente. A verdade é que a boa velha ficou chateada. (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pp. 45-47)

3 - Nova Evangelização - “A Igreja, por vir de uma época em que era favorecida pelo modelo cultural, acostumou-se a que seus pedidos fossem atendidos, as portas lhes fossem abertas, suas instâncias fossem secundadas. Isso funcionava numa comunidade evangelizada. Mas na atual situação, a Igreja necessita transformar suas estruturas e modos pastorais orientando-os de modo a que sejam missionários. Não podemos permanecer num estilo ‘clientelista’ que, positivamente, espera que venha ‘o cliente’, o freguês, mas precisamos ter estruturas para ir aonde precisam de nós, aonde estão as pessoas, àqueles que mesmo desejando não se aproximarão das estruturas e formas caducas que não respondem a suas expectativas e a sua sensibilidade.
Temos de ver, com grande criatividade, como nos fazemos presentes nos ambientes da sociedade fazendo que as paróquias e instituições sejam instâncias que lancem a esses ambientes. Revisar a vida interna da Igreja para alcançar o fiel povo de Deus. A conversão pastoral nos chama a passar de uma Igreja ‘reguladora da fé’ a uma Igreja ‘transmissora e facilitadora da fé’. (De las Orientaciones para la promoción del Bautismo, de la Arquidiócesis de Buenos Aires, en El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, p. 77-78)

4 - Divorciados na Igreja
— Que diria aos divorciados que estão numa nova união?
— “Que se integrem à comunidade paroquial, que trabalhem ali, porque há coisas numa paróquia que eles podem fazer. Que procurem ser parte da comunidade espiritual, que é o que aconselham os documentos pontifícios e o Magistério da Igreja. O Papa assinalou que a Igreja os acompanha nessa situação. É certo que alguns deles se doem de não poder comungar. O que lhes falta nesses casos é que as coisas lhes sejam bem explicadas. Existem casos em que isso é complicado. É uma explicação teológica que alguns sacerdotes expõem muito bem e as pessoas entendem.” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pág. 91)

5 - Aborto e direitos da mulher — “A batalha contra o aborto a situo na batalha a favor da vida desde a concepção. Isto inclui o cuidado da mãe durante a gravidez, a existência de leis que protejam a mulher no pós-parto, a necessidade de assegurar uma adequada alimentação das crianças, como também de brindar uma atenção sanitária ao longo de toda a vida, o cuidado dos nossos avós e não recorrer à eutanásia. Porque tampouco deve ‘submatar-se’ com uma insuficiente alimentação ou uma educação ausente ou deficiente, que são formas de experimentar uma vida plena. Se há uma concepção a respeitar, também há uma vida a cuidar.”
— Muitos dizem que a oposição ao aborto é uma questão religiosa.
— “Ora vamos… Uma mulher grávida não leva no ventre uma escova de dentes; tampouco um tumor. A ciência ensina que desde o momento da concepção, o novo ser tem todo o código genético. É impressionante. Não é, portanto, uma questão religiosa, mas claramente moral com base científica, porque estamos na presença de um ser humano.”
— Mas a graduação moral de uma mulher que aborta é a mesma que a de quem o pratica?
— “Não falaria de graduação. De fato, uma mulher que aborta — sabe lá por que pressões tenha passado! — a mim me dá, não digo lástima, mas muita compaixão no sentido bíblico da palavra, ou seja, de compadecer e acompanhar, do que aqueles profissionais — se é que são profissionais — que atuam por dinheiro e com singular frialdade. (…) Essa frialdade contrasta com os problemas de consciência, os remorsos que, ao cabo de uns anos, têm muitas mulheres que abortaram. É preciso estar no confessionário e escutar esses dramas, pois elas sabem que mataram um filho.” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín y Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pág. 91)

link: www.opusdei.org

sábado, 2 de março de 2013

Muçulmanos e cristãos - convivência fraterna

Este é um testemunho verídico de três estudantes de religiões não católicas, como apresenta o texto, que vivem em uma residência estudantil do Opus Dei. Como essa, há várias espalhadas pelo mundo, que acolhem sem exigir conversão ou qualquer tipo de adesão à religião católica. É uma característica da Obra, como a chamamos, respeitar acima de tudo a "liberdade das consciências", como denominava S.Josémaria Escrivá, seu fundador, à liberdade fundamental que Deus permite a todos os seres humanos, sem exceção.

A experiência de dois muçulmanos e um ortodoxo turco na Residência Nideck.


 Alik, Timur e Kami são três estudantes que residem em Nideck, uma residência de Estrasburgo (França), dirigida por membros do Opus Dei. Nessas residências convivem habitualmente estudantes de diversas raças, culturas, religiões e modos de pensar. Alik e Timur, muçulmanos, são oriundos de Kabardino-Balkaria (República do Cáucaso). Kami é ortodoxo turco.

Qual o motivo da escolha para ir viver numa residência dirigida por católicos?

 
Alik: Sim, realmente, pode parecer paradoxal que um jovem muçulmano viva numa residência católica; mas não é. Pelo contrário: põe em evidência que pessoas de diversas culturas e religiões são capazes de se entender e viver em harmonia. Porque é que escolhi Nideck? Pois, para demonstrar a muitas pessoas que conheço e ao mundo, que é algo possível. Sinto-me satisfeito com a minha escolha e estou agradecido a esta residência e às pessoas do Opus Dei que a dirigem.


Timur: É uma residência bem organizada e parece-me que é um lugar ideal para um estudante. Pode-se trabalhar num ambiente amigável – mesmo familiar, diria eu – entre pessoas que sempre estão dispostas a ajudar-nos.


Kami: Bom… Realmente, quando cheguei a Estrasburgo, as aulas já tinham começado e muitas residências já estavam cheias; por isso decidi vir para Nideck, sem dar demasiada atenção ao facto de que tivesse ou não relação com o Opus Dei.


Qual foi a vossa experiência, agora que conheceis mais de perto o catolicismo?

 
Alik: Que temos muitas coisas em comum, quando se quer viver de forma reta e preocupando-nos com os outros.
Timur: Só tenho boas experiências; e vi que não há assim umas diferenças tão grandes entre as ideias que o catolicismo propõe e o Islão.


Kami: Pelo que vi, o catolicismo baseia-se em regras bastante estritas, mas lógicas. Penso que essa lógica faz com que as pessoas sigam a religião.


Experimentaram algum tipo de pressão para que se convertam ao catolicismo, alguma crítica ou desprezo pela vossa fé?

 
Timur: De modo nenhum!


Alik: Nunca houve qualquer pressão, crítica ou menosprezo para com a minha fé. Essa pergunta faz-me mesmo rir.


Kami:
Embora Nideck seja uma residência católica, nunca vi o mínimo desprezo para com a minha religião. Toda a gente pode praticar a sua com plena liberdade.


O que é que pensam da Igreja Católica?

 
Alik (com expressão de surpresa): Agrada-me o fato de que a Igreja ajude milhões de pessoas e não se fique em meras declarações teóricas. E aprecio particularmente a sua reação diante da injustiça.

  http://www.opusdei.org.br/

sábado, 7 de julho de 2012

Entrevista com a Dra Mannoun- especialista em Adolescentes - 2ª parte

Continuação do dia 06 de julho

4 - Até que ponto a família tem uma participação importante e decisiva para que os jovens cresçam com mais fortaleza e firmeza diante dos desafios externos e dos conflitos interiores?
R- Pais unidos e falando a mesma linguagem - sim-sim, não -não, pode- não pode- e porque, carinho, autoridade sem autoritarismo, presença
constante, diálogo, limites, alegria, bom humor, esperança!  Casa e família aberta aos amigos dos filhos, acolhida  ! Disto os filhos necessitam e é o que desejam, mesmo quando reagem, se rebelam ou reclamam... O lar deve ser um remanso de Paz e alegria, agradável, bem arrumado dentro das possibilidades de cada um, o Bom humor deve estar presente, a alegria, o sorriso sincero e leal, a correção e uma boa conversa quando e sempre que se fizerem necessárias, o saber-se e sentir-se amados incondicionalmente, garantias de segurança, proteção, fortaleza...

5 - O que nos sugere fazer, como pais, para livrar nossos filhos dos perigos das drogas?
R- Penso que todas as respostas esclarecem o que fazer, mas o maior perigo não está nas drogas e sim na indiferença, no abandono, no permissivismo e individualismo, na falta de limites, no excesso de bens de consumo, talvez como compensação do abandono ...Portanto, atenção, carinho, firmeza,saber escutar com o coração, renúncia talvez a mais um carro,mais  um aparelho eletro -eletrônico , mais refeições fora de casa para estar mais com os filhos...Difícil ? Quem diz que é fácil, mas VALE A PENA!

6 - Como lidar com os novos meios de comunicação e a educação dos filhos? Por que eles, nesses assuntos, sabem tanto ou mais do que nós?
R - Os pais devem aprender - com os próprios filhos como " professores " toda a tecnologia moderna e acompanhá-los nas " navegações"e programações  . Eles são mais hábeis  que nós porque já estão nascendo com a facilidade de disporem destes meios  de comunicação em casa e nas Escolas.
Sugiro que em casa haja um só computador - na sala, - um só aparelho de TV - também na sala, horários para utilizá-los com revezamento, até que atinjam uma idade em que, comprovadamente, saibam utilizá-los  sem maiores danos para a sua formação psíquica, espiritual  e mental. Celulares, após a Adolescência, quando também puderem ser úteis como meio de comunicação. Parece impossível o que proponho? Todos os pais sabem que riscos correm os seus filhos quando dispõem de TUDO que hoje existe em abundância, com facilidade  e sem que lhes tenha custado o menos esforço ...
" Diminuam a conta bancária dos filhos e aumentem o tempo a eles dedicado" disse um Psiquiatra renomado em um Congresso recente de Pediatria e Adolescência  e eu concordo plenamente com ele !

Pais,não tenham medo aos filhos - amem-nos, de verdade e com obras, com atitudes concretas ! Eles esperam de vocês ser exigidos com amor - sangue de heróis corre em suas veias, acreditem neles !

Obrigada aos entrevistadores pela oportunidade de falar um pouquinho sobre temas tão fascinantes! Um abraço a todos!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Entrevistas com crianças de 10 a 11 anos

Por conta do dia das crianças resolvemos fazer uma pequena entrevista com crianças de 10 a 11 anos para termos uma pequena idéia do que se passa nestes coraçõezinhos meio criança meio adolescente.

1- Você gosta de ser criança? Por quê?
Joana: Sim Porque as vezes ganho coisas.
Laura: Sim. Porque você pode ter liberdade, não precisa trabalhar...
Ana: Sim. Pois a vida das crianças é mais divertida.
Luana: Sim, porque posso fazer o que quero.
Lorena: Sim, porque as crianças tem diversão e festas, onde podem brincar bastante.
Pâmela: Sim, porque é o tempo de novas descobertas e aventuras...

2- O que é melhor, ser criança ou adulto? Por quê?
Joana: Criança. Porque não quero ficar velha e cheia de rugas.
Laura: Criança. Porque você pode ter mais oportunidades e a infância só tem uma vez.
Ana: Criança. Porque eu posso brincar mais.
Luana: Criança, pois adulto trabalha o dia inteiro.
Lorena: Criança, porque a vida de adulto é mais trabalhosa e a de criança é mais divertida.
Pâmela: Criança, porque você vive mais aventuras.

3- Na sua vida de criança, o que você acha que poderia melhorar?
Joana: Ter um namorado.
Laura: A violência e a poluição.
Ana: A hora de dormir, podia ser mais tarde.
Luana: Dormir mais tarde.
Lorena: Poderia melhorar o direito de já fazer coisas de adolescentes.
Pâmela: A obediência aos meus pais.


4- Diga um presente, que não se compra em lojas, que você gostaria de ganhar neste Dia da Criança.
Joana: Um tênis de Hollywood
Laura: Um amor ou um carinho de minha família.
Ana: O mundo sem destruição, sem guerras, só alegria e solidariedade.
Luana: Poder acordar e dormir tarde.
Lorena: Eu queria no ano que vem, na escola nova, ganhar amigos legais.
Pâmela: Queria a união da minha família.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Os pais que já estão juntos do Pai - 4

Por: Liana Clara

1) Quais as características mais marcantes de seu pai, como pessoa e como pai?

Meu pai sempre foi um homem trabalhador e honesto. Lembro de vê-lo trabalhando em dois empregos para poder dar mais conforto a família e, mesmo chegando cansado dos dois turnos de serviço, ainda arrumava tempo para fazer consertos em casa e para brincar comigo e minha irmã. Foi um marido apaixonado e dedicado até a morte da minha mãe e continuou fiel a ela depois.

2) Descreva alguns fatos marcantes no seu relacionamento com seu pai.

Lembro dele com seus intermináveis telefonemas, contando casos do passado, perguntando sobre os netos e sempre sem querer terminar a conversa. Fomos muito unidos, desde pequena eu gostava de estar junto dele acompanhando seus consertos e suas criações com madeira. Ele era muito habilidoso e criativo.

3) Mande um recado amoroso e bem-humorado para seu pai, por favor.

Pai, nós todos nos lembramos a cada dia do senhor e seus netos também guardam muito boas recordações, valeram e muito a sua vida e seus ensinamentos. Sua neta caçulinha tem seu retrato ao lado da cama, colocado por ela mesma.
Espero que tenha conseguido seu desejo: Encontrar a mamãe. O céu deve ser muito bom junto dela e de Deus.

sábado, 7 de agosto de 2010

Os pais que já estão juntos do Pai - 3

Por: Mannoun Chimelli

1) Quais as características mais marcantes de seu pai, como pessoa e como pai?

Papai era um libanês que falava perfeitamente o português, comerciante, alegre, sempre pronto a ajudar e servir, acolhedor, espirituoso,flamenguista" roxo ", mais que entusiasmado com cada um dos oito filhos, carinhoso, cuidadoso, atento,amigo...Sempre soube TODAS as respostas !

2) Descreva alguns fatos marcantes no seu relacionamento com seu pai.

Cada vez que eu ia para o Colégio interno ( fora de minha cidade) e depois já na Universidade - levava - me até o ônibus, perguntava se precisava de dinheiro, recomendava-me ao motorista e ficava esperando o ônibus partir, com os olhos úmidos, acenando com a mão e renovando o " Deus te abençoe"....

3) Mande um recado amoroso e bem-humorado para seu pai, por favor.

3 - Papai, valeu o senhor nos ensinar a trocar fusíveis, lâmpadas, consertar as tomadas do ferro de passar ! O senhor bem sabia como seria complicado contar com técnicos para essas miudezas ....
Queria ver o senhor dialogando com Luiza, sua bisneta...quanta risada nas
disputas !!!!!!!!!!!!!! AMAMOS O SENHOR DE MONTÃO !!!!!
Nem pensar que eu desejasse outro pai !!!!!!!
Mannoun

Os pais que já estão juntos do Pai - 2

Por: Cláudia Dantas

1) Quais as características mais marcantes de seu pai, como pessoa e como pai?

Como pessoa,meu pai era um homem de caráter forte, um homem bondoso, sempre disposto a ajudar o próximo. Também era corajoso.
Como pai foi um grande amigo. Sempre me deu liberdade, porque tinha me ensinado como usar essa liberdade. Quando tinha que me chamar à atenção, não deixava passar. Foi um exemplo de vida para mim.
2) Descreva alguns fatos marcantes no seu relacionamento com seu pai.

Quando nasci, meu pai já estava aposentado e minha mãe ainda trabalhava fora, pois era treze anos mais nova que ele. Eu era a caçula da casa.Tínhamos uma pessoa que cuidava da casa, mas, para mim, era meu pai quem fazia tudo. Em algumas fotos do colégio é ele que aparece atrás de mim. Ia para todo lugar com ele. Até quando estava construindo nossa casa na praia, lá estava eu junto dele, pois estava de férias. Todos os amigos dele me conheciam.
Nossa relação ficou ainda mais forte quando, aos meus dezoito anos, minha mãe faleceu. Ficamos só nós dois em casa então.Ele fez de tudo para eu sentir menos aquele momento difícil.
Logo em seguida casei e vim morar no Rio. Ele ficou sozinho numa casa grande em Sta. Catarina. Algumas vezes veio aqui, mas nossas férias, até 2005, foram todas com ele no sul. Fazia tudo para nos agradar, e tinha meu marido como um filho. Até o último dia me protegeu, não querendo me dar trabalho ou me preocupar.
Nossa relação foi linda e tenho muuuuuita saudade.Porém, ele continua muito presente em minha vida, meu pensamento está sempre nele.
3) Mande um recado amoroso e bem-humorado para seu pai, por favor.

Pai,
Falo de você para minha filhinha, que você não teve tempo de conhecer, mas sei que ficaria feliz de ver a sua netinha tão esperta e danadinha. Era assim que você gostava de criança: sem frescuras, comendo de tudo e levada. Pois nossa Sophia é assim. E ela fala: o vovô Cláudio está no céu, rezando por nós.
Pai, sempre vou te amar. Por tudo que ensinou, obrigada, Nonô querido.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pais Veteranos - 1

Ele não é pai de primeira viagem, vai receber o quinto filho. Continua cheio de saúde e disposição para melhorar ainda mais o mundo. Não está nem aí se o chamam de louco - e como chamam! Já sabe que esta é uma loucura que vale à pena.

Com Daniel Vietos

1- A paternidade real é semelhante ou totalmente diferente do que vc imaginava antes?
Até os 35 anos eu não queria nem me casar. Aí me apaixonei e, diante do risco de perder este amor, acabei me casando. Assim não podia evitar de ser pai. Hoje vejo que seria mais tranqüilo se me mantivesse solteiro: ser pai (principalmente pai católico coerente, que não se esteriliza, mas está aberto ao que Deus quiser) é viver na incerteza. Ou melhor, abandonar-se em Deus.
2- Houve alguma mudança em você, além do seu sono, é claro, agora que é pai?
Sim, só volto a ser eu mesmo depois que as crianças dormem...

3- "Um é pouco, dois é bom", três é melhor ainda, e uma família "robusta" dá tempero à vida. O que você acha disso?
Concordo, mas sempre é bom ver se a conta no banco também é “robusta”.
4- Tem algum recado para o(s) filho(s) e para a mamãe dele(s)?
Apaguem as luzes, fechem as torneiras e arrumem os brinquedos depois de brincar!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Os pais que já estão junto do Pai – 1

Por Maria Teresa Serman

1) Quais as características mais marcantes de seu pai, como pessoa e como pai?


Meu pai era uma pessoa de temperamento forte, no melhor sentido e no outro também. Era amigo dedicado e fiel, aprendi com ele e minha mãe o valor da amizade; caridoso ao ponto de carregar pessoas lá para casa, dar-lhes proteção, auxílio e alimento. Caía em golpes seguidamente, mas não deixava de ajudar. Dizia que a sua consciência estava tranquila, o problema era de quem errava. Sempre me lembro disso e penso que tinha razão.
Foi professor de filosofia, sociologia, psicologia e teologia. Tinha uma cultura muito ampla, uma inteligência impressionante e ouvido absoluto. Por isso tudo fui criada ouvindo falar de Sócrates, Platão e Freud, sendo sempre amorosamente testada e escutando sua voz de tenor cantando óperas e fados.

2) Descreva alguns fatos marcantes no seu relacionamento com seu pai.

Éramos muito parecidos, exterior e interiormente. Eu fui sua companhia constante para restaurantes - ele adorava comer fora, herdei isso dele - e viagens, já que minha mãe nunca foi fã desses programas. Foi ele quem me ensinou as verdades fundamentais da minha vida, junto com minha mãe, principalmente a fé católica. Assimilei sua devoção a N.Sª e a Sto Antonio, que escandalosamente intercede por mim, como fazia com ele. Demonstrava um entranhado amor à Igreja e fidelidade ao Papa. Não admitia que, em sua presença, se ofendesse uma ou outro. Argumentava muito bem, pois sabia profundamente a doutrina.
Também me ensinou a ler vorazmente. Quando acabava um livro, se não tinha outro por perto, e lhe pedia, dava sempre a mesma resposta: leia o Antigo Testamento, você não vai encontrar histórias mais interessantes. Isso me preparou, e ele não tinha idéia, para o casamento com um judeu posteriormente. Coisas da providência divina.
Sou filha única, como ele, e tinha muito ciúme de mim. Gostava muito de meu marido e adorava os netos, que ele dizia serem bênçãos de Deus.
Ficou doente por vinte anos, a maioria deles sem falar, andar, se alimentando por sonda, mas transformou seu sofrimento em exemplo de mansidão - ele que não era nada manso -, sem nunca reclamar ou demonstrar irritação. Morreu tranquilamente há um ano, deixando muita saudade em nós. A casa continua marcada por sua presença quando ainda estava bem.

3) Mande um recado amoroso e bem-humorado para seu pai, por favor.

Papai,
Lembro sempre das suas brincadeiras irônicas, da sua fé, da sua voz, que continuo ouvindo como se ainda estivesse cantando pela casa. Sei que está intercedendo no céu por nós, especialmente, espero, para que sua filha aprenda, pelo seu exemplo, a ser paciente e aceitar a vontade de Deus. Também sei que vou vê-lo assim que chegar ao céu, com a graça d'Ele. Continue cantando por aí. Devem estar apreciando muito a sua voz. Beijos

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Perguntas aos pais de primeira viagem – 1

Para comemorar o Dia dos Pais, preparamos algumas perguntas aos pais que estrearam há pouco tempo.

Daniel Serman

1- A paternidade real é semelhante ou totalmente diferente do que você imaginava antes?
Sempre ouvimos aquelas histórias românticas de que a vida se transforma quando o filho chega em casa. No meu caso, em casa sempre as coisas foram muito práticas e meu pai não fugiu disso. Mostra como nos ama pelo exemplo, pela dedicação ao trabalho e pela disposição com nossas atividades do final de semana, quando poderia descansar. Por um tempo esperei cair alguma ficha, como nos relatos, mas ela não veio. Talvez isso ocorra porque não criei expectativas fora das minhas experiências e por não ver isso como algo repentino e instantâneo.
A grande inspiração que a paternidade me trouxe foi o meu assombro com o quanto Deus nos ama. Se tenho tanto amor por meu filho (e só vê-lo me faz sentir esse imenso amor dentro de mim), mesmo com todo o meu egoísmo e preguiça, quão inimaginável é o tamanho do amor de Deus por nós.

2- Houve alguma mudança em você, além do seu sono, é claro, agora que é pai?
O tempo que tenho reduziu bastante. Além de estar em uma fase mais puxada do trabalho, não quero deixar de me dedicar à minha esposa e ao meu filho. Minha família (a maior) também requer minha atenção e meu tempo, portanto é sempre um malabarismo fazer o que quero e acho correto e importante.

3- "Um é pouco, dois é bom", três é melhor ainda, e uma família "robusta" dá tempero à vida. O que você acha disso?
Preferimos não estabelecer metas ou limites, mas com certeza não pararemos no primeiro. Minha esposa e eu viemos de famílias grandes e damos muito valor a isso. Minha mãe costuma dizer que Deus manda um "pãozinho" com cada filho que dá a um casal e vejo isso claramente em meu filho; todos aqueles que virão serão bençãos que receberemos.

4- Tem algum recado para o(s) filho(s) e para a mamãe dele(s)?

Gostaria de dizer ao meu filho que espero que ele entenda o quanto seu pai o ama através dos meus gestos e palavras. E, para minha esposa, que esse e todos os outros filhos que tivermos são uma demonstração clara e real de todo o nosso amor.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Para viver um grande amor – 14 - "Casal D.e M."

Aproveitamos o título do poema tão conhecido para fazer uma homenagem a grandes e profundos amores, que vêm sendo testados em anos de convivência. São amores que originaram famílias, alicerçadas pelo compromisso renovado de continuar juntos, apesar dos "perigos desta vida". A paixão não acabou, se tornou forte e agregou filhos, parentes e amigos. Ver o que deu certo para muitos pode suscitar novas idéias para revigorar os laços do casal e da família.

Vejam a nossa décima quarta entrevista:

O casal não será identificado pelos nomes, para evitar uma exposição maior.

Casal D. e M. responde:


1) Como você conheceu sua esposa (seu marido)? Demorou muito para começarem a namorar?
A primeira vez que tive contato com Maurício foi em 1975. Estava no meu primeiro ano da faculdade e, como a maioria dos estudantes, tentava conseguir uma carona para voltar para casa. Estava com uma das minhas melhores amigas. Tivemos sorte, eu principalmente, não só de conseguir uma carona para a Tijuca, como conhecer o M.
Ele estava fazendo mestrado e o carro era um Gordine. Naquele dia foi só papo de carona, um muito obrigada e tchau.
Meses depois nos encontramos, por acaso, no clube Monte Sinai e aconteceram papos, reencontros, amizade e, em março de 1976 começamos a namorar.

2) Quando se casaram e como foram os primeiros tempos de casamento?
Casamos em 04/07/1978. O M. tinha acabado o mestrado e começou a dar aulas na Universidade e eu estava no quarto ano da faculdade. Planejamos ter filhos depois que eu me formasse. Assim, nos primeiros três anos fomos só nós dois, muito estudo, muito trabalho e cuidar da casa. Tínhamos faxineira uma vez por semana e fazíamos juntos o resto do serviço. O F. nasceu em 1981, trazendo muita alegria para nós.
Como todo início de casamento, existiram ajustes e muitos beijinhos.
3) Como você se definiria como esposa – suas qualidades e em que aspectos você pretende melhorar?
Uma esposa que ama muito o seu marido e tenta fazer e ser o melhor possível para que ele seja feliz.
4) O que vocês fazem para alimentar e melhorar o relacionamento nestes anos de matrimônio?
Um bom relacionamento se nutre com muito amor, paciência, tolerância e respeito.
5) Dizer os anos de casados.
São, graças a Deus, 32 anos juntos.

domingo, 20 de junho de 2010

Para viver um grande amor – 13 - "Casal C.e J."

Aproveitamos o título do poema tão conhecido para fazer uma homenagem a grandes e profundos amores, que vêm sendo testados em anos de convivência. São amores que originaram famílias, alicerçadas pelo compromisso renovado de continuar juntos, apesar dos "perigos desta vida". A paixão não acabou, se tornou forte e agregou filhos, parentes e amigos. Ver o que deu certo para muitos pode suscitar novas idéias para revigorar os laços do casal e da família.

Vejam a nossa décima terceira entrevista:

O casal não será identificado pelos nomes, para evitar uma exposição maior.

Casal C. e J. responde:


1) Como você conheceu sua esposa (seu marido)? Demorou muito para começarem a namorar?
Nós nos conhecemos em Londres, depois de uma apresentação indireta de uma amiga em comum. Começamos a namorar uma semana depois.

2) Quando se casaram e como foram os primeiros tempos de casamento?
Casamos um ano depois, tendo namorado muito pouco, (pela distância, o Z. morava na Bahia, e eu, no Rio. Fomos morar no sertão da Bahia e, nos primeiros anos, conseguimos com naturalidade e amor contornar todas as dificuldades comuns de um início de vida a dois.

3) Como você se definiria como marido – suas qualidades e em que aspectos você pretende melhorar?
Defino-me como exigente nos deveres de um casal, no que dá início à formação de uma família.
Como meta para melhorar, procuro me dedicar ao crescimento das virtudes: mansidão, PACIÊNCIA, cordialidade, tolerância.


4) O que vocês fazem para alimentar e melhorar o relacionamento nestes anos de matrimônio?
Não fazemos nada, acreditamos na FORÇA do sacramento matrimonial.
5) Dizer os anos de casados.
Temos 33 anos de casado e testemunhamos que o casamento quanto mais velho, MELHOR é.

Vocês podem ver as outras entrevistas clicando na palavra entevista, logo abaixo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Para viver um grande amor – 12 - "Casal H e P"

Aproveitamos o título do poema tão conhecido para fazer uma homenagem a grandes e profundos amores, que vêm sendo testados em anos de convivência. São amores que originaram famílias, alicerçadas pelo compromisso renovado de continuar juntos, apesar dos "perigos desta vida". A paixão não acabou, se tornou forte e agregou filhos, parentes e amigos. Ver o que deu certo para muitos pode suscitar novas idéias para revigorar os laços do casal e da família.

Vejam a nossa décima segunda entrevista:

O casal não será identificado pelos nomes, para evitar uma exposição maior.

Casal H e R responde:


1) Como você conheceu sua seu marido ? Demorou muito para começarem a namorar?
Conheci meu marido na minha casa, era colega de turma do meu irmão no Colégio Militar. Ficamos amigos e demorou um ano para namorarmos.

2) Quando se casaram e como foram os primeiros tempos de casamento?
Foram muito felizes, nos primeiros quatro anos tivemos duas filhas e, aos seis anos de casado, o terceiro filho.Passamos por mudanças de cidade desde o primeiro ano, o R. por dificuldades na carreira, eu, com os filhos pequenos e com o marido (piloto) viajando muito para cumprir suas missões operacionais; mas sempre fomos muito unidos.
3) Como você se definiria como esposa– suas qualidades e no que você pretende melhorar?
Bom, eu sou como uma esposa feliz e fiel, realizada com o lar que construí. Estou lutando com meu temperamento, procurando viver mais a virtude da temperança para não aborrecer meu marido com bobagens, e saber lidar com a ausência dos filhos de casa, estamos só os dois no Rio. É o período do ninho vazio... Procuro ocupar-me com coisas boas.

4) O que vocês fazem para alimentar e melhorar o relacionamento nestes anos de matrimônio?
Para manter nosso amor, respeitamos muito um ao outro, conversamos, saímos sempre juntos, gostamos de cinema , de viajar também.

5) Dizer os anos de casados.
Somos casados há 31 anos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Para viver um grande amor – 11 - "Casal A.e F."

Aproveitamos o título do poema tão conhecido para fazer uma homenagem a grandes e profundos amores, que vêm sendo testados em anos de convivência. São amores que originaram famílias, alicerçadas pelo compromisso renovado de continuar juntos, apesar dos "perigos desta vida". A paixão não acabou, se tornou forte e agregou filhos, parentes e amigos. Ver o que deu certo para muitos pode suscitar novas idéias para revigorar os laços do casal e da família.

Vejam a nossa décima primeira entrevista:

O casal não será identificado pelos nomes, para evitar uma exposição maior.
Casal A. e F. responde:

1) Como você conheceu sua esposa (seu marido)? Demorou muito para começarem a namorar?

Nós nos conhecemos na faculdade de Engenharia. Fizemos algumas matérias juntos.
Demoramos sim. Eu sentava sempre na frente e ele atrás. Quando eu perguntava alguma coisa para os professores ele fazia alguma gozação. Ele me achava “nerd” e eu o achava muito maluco, mau elemento e ainda por cima usava cabelo comprido. Só fui conhecê-lo de verdade quando, no último período, acabei ficando numa turma somente com quatro alunos, sendo que dois deles eram os melhores amigos dele. Nesta mesma época eu havia acabado um namoro e queria fazer novos amigos, mudar de grupo. Comecei a sair com os meninos da turma e o F. estava sempre junto. Passei a conhecê-lo melhor e vi que se tratava de um rapaz muito interessante e atencioso. Demorou pelo menos uns cinco meses para assumirmos um namoro sério.

2) Quando se casaram e como foram os primeiros tempos de casamento?

Casamos depois de seis anos de namoro. Eu sempre soube que era com ele que eu queria me casar, mas estávamos sempre adiando o assunto, na verdade nem tocávamos nele, pois tínhamos medo de casamento, tínhamos medo de que o casamento atrapalhasse. Até que um dia eu achei que estava na hora, pois queria ter filhos e já estava passando da idade. Perguntei quando casaríamos e ele disse quando eu quisesse. Os primeiros tempos foram ótimos. Nós já nos conhecíamos muito bem e o casamento só melhorou o nosso relacionamento. O casamento fez com que cada um melhorasse individualmente, nos amadureceu e fez com que percebêssemos como era bom ter uma vida compartilhada em tudo.
3) Como você se definiria como marido - suas qualidades e no que você pretende melhorar?

Eu me definiria como um bom marido, interessado no progresso da família. Pretendo melhorar na compreensão dos sentimentos da minha mulher para poder corresponder melhor ao que ela espera de mim e ser menos chato (ela eventualmente me classifica desta forma).

4) O que vocês fazem para alimentar e melhorar o relacionamento nestes anos de matrimônio?

Procuramos sempre conversar quando alguma coisa vai mal. Procuramos sempre perdoar o outro e pedir perdão pelo que fazemos de errado. Tentamos compreender o outro. Tentamos manter uma rotina como se fossemos namorados, ou seja, saímos toda semana somente os dois para jantar e conversar.

5) Dizer os anos de casados. Temos 10 anos de casados e 4 filhos.

sábado, 29 de maio de 2010

Para viver um grande amor – 10 - "Casal N e C"

Aproveitamos o título do poema tão conhecido para fazer uma homenagem a grandes e profundos amores, que vêm sendo testados em anos de convivência. São amores que originaram famílias, alicerçadas pelo compromisso renovado de continuar juntos, apesar dos "perigos desta vida". A paixão não acabou, se tornou forte e agregou filhos, parentes e amigos. Ver o que deu certo para muitos pode suscitar novas idéias para revigorar os laços do casal e da família.

Vejam a nossa décima entrevista:

O casal não será identificado pelos nomes, para evitar uma exposição maior.

Casal N e C responde:


Como você conheceu sua esposa (seu marido)? Demorou muito para começarem a namorar?
Bom, conheci meu marido em seu ambiente de trabalho e depois de três meses nos reencontramos em uma festa em casa de amigos. Começamos a namorar no final de semana depois da festa.

2) Quando se casaram e como foram os primeiros tempos de casamento?
Casamos quatro anos depois, e os primeiros anos de casamento foram um período de adaptação entre os dois. Eu acho que só conhecemos bem o outro quando passamos a conviver... Mas também foram anos de muito carinho, amor e preocupação de um pelo outro.

3) Como você se definiria como esposa (marido) – suas qualidades e no que você pretende melhorar?
Como esposa... Pergunta muito difícil de responder... Eu acho que sou carinhosa, amiga e cúmplice. Estamos juntos para tudo. Mas às vezes não sou tão carinhosa e tão amiga assim, mas sempre juntos. Eu penso em melhorar em muitas coisas: conversar mais antes de brigar, ser mais companheira, estar mais atenta para não ficar distante, cuidar para que não sejamos dois desconhecidos que dormem e acordam juntos, mas que estão separados.

4) O que vocês fazem para alimentar e melhorar o relacionamento nestes anos de matrimônio?
Com esta situação de não ter os filhos vivendo com a gente,(estão estudando fora) a minha maior preocupação e meta é estar sempre junto do meu marido, demonstrar o meu amor e carinho por ele. Acho que é muito difícil no dia a dia, demonstrar e praticar esse amor. Mesmo que você sinta. Estamos nos adaptando a essa nova situação, estamos tentando voltar aos velhos tempos...

5) Dizer os anos de casados. Estamos casados há 24 anos. Espero ter ajudado vocês.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Para viver um grande amor – 9 – "Casal A e L"

Aproveitamos o título do poema tão conhecido para fazer uma homenagem a grandes e profundos amores, que vêm sendo testados em anos de convivência. São amores que originaram famílias, alicerçadas pelo compromisso renovado de continuar juntos, apesar dos "perigos desta vida". A paixão não acabou, se tornou forte e agregou filhos, parentes e amigos. Ver o que deu certo para muitos pode suscitar novas idéias para revigorar os laços do casal e da família.

Vejam a nossa nona entrevista:

O casal não será identificado pelos nomes, para evitar uma exposição maior.
O Casal A. e L. responde:

1) Como você conheceu seu marido? Demorou muito para começarem a namorar?
Nós nos conhecemos desde crianças,estudamos juntos no curso fundamental,e L. era o melhor amigo de meu irmão.Interessante que,quando crescemos,embora saíssemos juntos para festas,pois pertencíamos ao mesmo grupo de amigos, havia entre nós uma certa cerimônia,porque não dizer, não conseguíamos ter um com o outro,o mesmo comportamento que dedicávamos aos outros amigos desse grupo, embora nos conhecêssemos há muito mais tempo....
Às vezes eu o julgava pedante, e ele sempre procurava um motivo para discordar de mim,em relação à política,por exemplo. Eu ficava muito brava, e ele morria de rir, tornando-me mais furiosa ainda...
Numa noite dançante na casa de um amigo nosso,quando dançávamos uma linda música,disse a ele que adorava aquela música, mas não sabia o nome. Creio que esta melodia também deveria ser uma de suas preferidas, pois ele sorriu de maneira diferente e respondeu-me: SUMMERTIME. Deste momento em
diante, ficou claro que tudo mudou entre nós. Algum tempo depois começamos a namorar.
Aquela maneira de nos tratarmos anteriormente já tinha um significado, creio eu que não podíamos ser somente ami
gos. Três anos depois nos casávamos, inteiramente apaixonados...

2) Quando se casaram e como foram os primeiros tempos de casamento?

Os primeiros anos de casados foram a época de acertar arestas, como penso serem todos os casamentos
.Ele era demasiadamente ciumento,e um pouquinho machista,embora soubesse que eu era muita convicta em relação ao que fazia ou pensava É precisamente neste momento que o amor e a sabedoria devem prevalecer! Procuramos resolver estas diferenças, tendo sempre em mente o que significávamos um para o outro. De minha parte, achava que deveríamos encontrar um denominador comum, pois ele era um excelente marido e pai. Esqueci-me de dizer que nosso primeiro filho nasceu um ano após nos casarmos. O diálogo foi sempre uma constante entre nós.
Dez anos depois nascia a menina, para completar nosso lar: eu sonhava ter uma filha,e ela chegou linda, parecia uma boneca!
L. demonstrou, durante estes 42 anos e meio de casados, ser um grande amigo meu, amparando-me não só nas horas de perdas,como também nas horas em que adoeci (por 2 vezes de maneira grave). Ele foi incansável, paciente, compreensivo, se desvelando por mim.
Em relação a meus pais, ele representou o verdadeiro papel de filho, até os últimos momentos deles.


3) Como você se definiria como esposa - suas qualidades e no que você pretende melhorar?
No tocante ao que precisa melhorar, penso que ele precisa exteriorizar mais seus problemas pessoais, para que possamos resolvê-los a dois, ao invés de ficar mudo e preocupado, inviabilizando minha ajuda,e às vezes até criando um clima ,de certa forma, desagradável.. As pessoas possuem suas características pessoais; porém, precisam lutar no sentido de amainá-las!
Quanto a mim, penso que devo cobrar menos a mim mesma e a ele.Tenho o péssimo defeito de ser perfeccionista.

4) O que vocês fazem para alimentar e melhorar o relacionamento nestes anos de matrimônio?
Para manter o romance,o amor,o carinho,sempre temos em mente que eles são como uma plantinha,que precisa de cuidados constantes,como demonstrar vontade de agradar,por meio de atitudes,gestos e atenções. Penso que, nessa hora, influi muito professarmos sinceramente uma religião, que é o nosso caso. Foi-nos de muita valia os diversos anos que trabalhamos em Encontros de Casais com Cristo,aprendemos muito,e fomos sobremaneira abençoados por Deus.!
5) Dizer os anos de casados.
Completaremos 43 anos de casados no dia 13 de setembro, se Deus quiser!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Para viver um grande amor – 8 - "Casal S.P e P"

Aproveitamos o título do poema tão conhecido para fazer uma homenagem a grandes e profundos amores, que vêm sendo testados em anos de convivência. São amores que originaram famílias, alicerçadas pelo compromisso renovado de continuar juntos, apesar dos "perigos desta vida". A paixão não acabou, se tornou forte e agregou filhos, parentes e amigos. Ver o que deu certo para muitos pode suscitar novas idéias para revigorar os laços do casal e da família.

Vejam a nossa sexta entrevista:

O casal não será identificado pelos nomes, para evitar uma exposição maior.

Casal S.P e P responde:


1) Como você conheceu sua esposa (seu marido)? Demorou muito para começarem a namorar?
Nós nos conhecemos aos 16 anos, morávamos perto. Ele tinha se mudado para Recife e uma amiga em comum nos apresentou. Não demoramos a namorar, quinze dias, meio rápido, mas foi um namoro longo, até o casamento, 6 anos e 11 meses.

2) Quando se casaram e como foram os primeiros tempos de casamento?
Casamos em 5 de dezembro de 1992. Os primeiros anos foram "estranhos", acho que, como vinho, fomos melhorando com o tempo. Parecíamos um casal adulto vivendo juntos, não me sentia uma família. Trabalhávamos fora os dois. Chegávamos cansados, dividíamos alguns interesses em comum, mas foi uma fase de adaptação, que ia desde o hábito de assistir à TV no quarto(ele), ao meu de adiar/trocar qualquer trabalho doméstico por um passeio. Fase de aprender a conviver com o outro e suas singularidades.

3) Como você se definiria como esposa - suas qualidades e no que você pretende melhorar?
Meu marido se definiu como marido atencioso, disse que como qualidades ele ressalta a organização e afetividade. Pretende melhorar nos detalhes de atenção do relacionamento a dois.

4) O que vocês fazem para alimentar e melhorar o relacionamento nestes anos de matrimônio?
Nós descobrimos, com a chegada dos filhos, cada uma em uma fase do nosso casamento, que somos uma família! E queremos viver e ensiná-los neste ambiente de harmonia, tranqüilidade, verdade, amo. É uma luta. Buscamos ter momentos para nós: pode ser um filme em casa, só os dois, ou uma viagem rápida de fim de semana, às vezes um almoço de surpresa; enfim, ter um tempo para conversar e escutar o outro, trocar idéias sobre os filhos, conversar sobre nossos afazeres e planos. Praticamos esportes juntos, toda a família, e estes momentos nos renovam também .

5) Dizer os anos de casados.
Temos 17 anos de casados e gostamos de pensar que é para sempre!

domingo, 16 de maio de 2010

Para viver um grande amor – 7 – "Casal S e LF"

Aproveitamos o título do poema tão conhecido para fazer uma homenagem a grandes e profundos amores, que vêm sendo testados em anos de convivência. São amores que originaram famílias, alicerçadas pelo compromisso renovado de continuar juntos, apesar dos "perigos desta vida". A paixão não acabou, se tornou forte e agregou filhos, parentes e amigos. Ver o que deu certo para muitos pode suscitar novas idéias para revigorar os laços do casal e da família.

Vejam a nossa sétima entrevista:

O casal não será identificado pelos nomes, para evitar uma exposição maior.
O Casal S. e L F responde:
1) Como você conheceu sua esposa (seu marido)? Demorou muito para começarem a namorar?

Eu e meu amado L. F. nos conhecemos no carnaval e logo começamos o nosso eterno namoro ( claro, namoro até hoje) .

2) Quando se casaram e como foram os primeiros tempos de casamento?

Os primeiros tempos de casados não são tão simples, primeiro porque eu, em apenas três anos, casei , vim morar no Rio, tive dois filhos... Ufa, foi tudo rapidinho. Então tive minhas dificuldades até ter meu grupo de amigos, estar mais adaptada à cidade. Para LF. tinha a adaptação da vida de casado, dava muitos plantões, mas fomos caminhando. O dinheiro era curto, ou melhor, estreito. Tínhamos (temos) uma grande meta: ficarmos juntos para sempre, isso vai ajudando nas dificuldades que iam surgindo.

3) Como você se definiria como esposa - suas qualidades e no que você pretende melhorar?

Sou sincera, nunca escondi nada do meu marido, aprendi a cozinhar, a fazer muitas coisas. Reconheço meus erros e estou sempre disposta a mudar (primeiro a gente faz um charme depois se muda. não pode dar mole) Sou alegre, agito a casa e sempre quis continuar o meu namoro com L.
Posso falar das qualidades dele: paciente com minha TPM sincero, alegre, gosta de estar comigo, me deixa falar muito, não gosta de brigas.

4) O que vocês fazem para alimentar e melhorar o relacionamento nestes anos de matrimônio?

Acho que todo relacionamento precisa de diálogo, esse negócio de ficar de cara feia e sem se falar não dá certo, vai minguando a relação. Se algo não está bom, tem que sentar e conversar, só assim acontece o crescimento do casal e a relação torna-se madura. Sempre muito diálogo entre os dois e lembrando que todo casal precisa sair, ficar a sós, mesmo que seja para tomar um picolé na padaria (se o dinheiro estiver curto , do contrário é maldade pura ) , não pode ficar todo dia igual TV, jornal nacional , ela com a novela das oito e acabou , precisa dar uma saidinha e respirar .

5) Dizer os anos de casados.

Olhando para trás (depois de 29 anos de casados, o último comemorado em Paris), percebemos que tudo valeu à pena, construímos uma vida de família juntos e que cada luta teve a sua vitória.