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quarta-feira, 8 de junho de 2016

“Alegria do Amor” – À LUZ DA PALAVRA - parte 1

Nosso Papa Francisco escreveu uma bela carta apostólica, em abril deste ano. Vou transcrever aqui aos poucos, algumas partes, para que reflitamos sobre os pontos que mais tocam as famílias.

A ALEGRIA DO AMOR que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja. Apesar dos numerosos sinais de crise no matrimônio, «o desejo de família permanece vivo, especialmente entre os jovens, e isto incentiva a Igreja». Como resposta a este anseio, «o anúncio cristão sobre a família é verdadeiramente uma boa notícia». .............”.

À LUZ DA PALAVRA

A Bíblia aparece cheia de famílias, gerações, histórias de amor e de crises familiares, desde as primeiras páginas onde entra em cena a família de Adão e Eva, como seu peso de violência, mas também com a força da vida que continua (cf. Gn 4), até às últimas páginas onde aparecem as núpcias da Esposa e do Cordeiro (cf. Ap21, 2.9).As duas casas de que fala Jesus, construídas ora sobre a rocha ora sobre a areia (cf. Mt 7, 24-27), representam muitas situações familiares, criadas pela liberdade de quantos habitam nelas, porque – como escreve o poeta – «toda a casa é um candelabro». Agora entremos numa dessas casas, guiados pelo Salmista, através dum canto que ainda hoje se proclama nas liturgias nupciais quer judaica quer cristã:

Felizes os que obedecem ao Senhor e andam nos seus caminhos.
Comerás do fruto do teu próprio trabalho: assim serás feliz e viverás contente.
A tua esposa será como videira fecunda na intimidade do teu lar; os teus filhos serão como rebentos de oliveira ao redor da tua mesa.
Assim vai ser abençoado o homem que obedece ao Senhor. O Senhor te abençoe do monte Sião!
Possas contemplara prosperidade de Jerusalém todos os dias da tua vida, e chegues a ver os filhos dos teus filhos. Paz a Israel!» (Sl 128/127, 1-6).

Cruzemos então o limiar desta casa serena, com a sua família sentada ao redor da mesa em dia de festa. No centro, encontramos o casal formado pelo pai e a mãe com toda a sua história de amor. Neles se realiza aquele desígnio primordial que o próprio Cristo evoca com decisão: «Não lestes que o Criador, desde o princípio, fê-los homem e mulher?» (Mt 19, 4). E retoma o mandato do livro do Génesis: «Por esse motivo, o homem deixará o pai e a mãe, para se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne» (Gn 2, 24).

Aqueles dois primeiros capítulos grandiosos do Génesis oferecem-nos a representação do casal humano na sua realidade fundamental. Naquele trecho inicial da Bíblia, sobressaem algumas afirmações decisivas. A primeira, citada sinteticamente por Jesus, declara: «Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher» (1, 27). Surpreendentemente, a «imagem de Deus» tem como paralelo explicativo precisamente o casal «homem e mulher». Quererá isto significar que o próprio Deus é sexuado ou tem a seu lado uma companheira divina, como acreditavam algumas religiões antigas? Não, obviamente! Sabemos com quanta clareza a Bíblia rejeitou como idolatrias tais crenças, generalizadas entre os cananeus da Terra Santa. Preserva-se a transcendência de Deus, mas, uma vez que é ao mesmo tempo o Criador, a fecundidade do casal humano é «imagem» viva e eficaz, sinal visível do ato criador.

O casal que ama e gera a vida é a verdadeira «escultura» viva (não a de pedra ou de ouro, que o Decálogo proíbe), capaz de manifestar Deus criador e salvador. Por isso, o amor fecundo chega a ser o símbolo das realidades íntimas de Deus (cf. Gn 1, 28; 9, 7; 17, 2-5.16; 28, 3; 35, 11; 48, 3-4). Devido a isso a narrativa do Génesis, atendo-se à chamada «tradição sacerdotal», aparece permeada por várias sequências genealógicas (cf. Gn 4, 17-22.25-26; 5; 10; 11, 10-32; 25, 1-4.12-17.19-26; 36): de facto, a capacidade que o casal humano tem de gerar é o caminho por onde se desenrola a história da salvação. Sob esta luz, a relação fecunda do casal torna-se uma imagem para descobrir e descrever o mistério de Deus, fundamental na visão cristã da Trindade que, em Deus, contempla o Pai, o Filho e o Espírito de amor. O Deus Trindade é comunhão de amor; e a família, o seu reflexo vivente. A propósito, são elucidativas estas palavras de São João Paulo II: «O nosso Deus, no seu mistério mais íntimo, não é solidão, mas uma família, dado que tem em Si mesmo paternidade, filiação e a essência da família, que é o amor. Este amor, na família divina, é o Espírito Santo».[6] Concluindo, a família não é alheia à própria essência divina.[7] Este aspecto trinitário do casal encontra uma nova representação na teologia paulina, quando o Apóstolo relaciona o casal com o «mistério» da união entre Cristo e a Igreja (cf. Ef 5, 21-33).

Do site:https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia.html

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Pronunciamento do Papa pela Paz na Síria

Um pedido do Papa a todos de todas as religiões do mundo inteiro:
"Hoje, queridos irmãos e irmãs, queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.
 Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.
Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.
Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.
Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.
O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).
Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.
Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.
Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.
Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.
No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.
Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!"

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ensinamentos para a família – Papa Francisco fala no avião

Nosso querido Papa Francisco, nesta viagem ao Brasil, para a JMJ, nos deixou muitos ensinamentos. Transcrevo aqui algumas respostas dele, no avião de volta a Roma,  que interessam a família.

A Igreja sem a mulher perde a fecundidade? Quais as medidas concretas?

Papa Francisco – Uma Igreja sem as mulheres é como o colégio apostólico sem Maria. O papal da mulher na igreja não é só maternidade, a mãe da família. É muito mais forte. A mulher ajuda a Igreja a crescer. E pensar que a Nossa Senhora é mais importante do que os apóstolos! A Igreja é feminina, esposa, mãe. O papel da mulher na Igreja não deve ser só o de mãe e com um trabalho limitado. Não, tem outra coisa. O papa Paulo VI escreveu uma coisa belíssima sobre as mulheres. Creio que se deva ir adiante esse papel. Não se pode entender uma Igreja sem uma mulher ativa. Um exemplo histórico: para mim, as mulheres paraguaias são as mais gloriosas da América Latina. Sobraram, depois da guerra (1864-1870), oito mulheres para cada homem. E essas mulheres fizeram uma escolha um pouco difícil. A escolha de ter filhos para salvar a pátria, a cultura, a fé, a língua. Na Igreja, se deve pensar nas mulheres sob essa perspectiva. Escolhas de risco, mas como mulher. Acredito que, até agora, não fizemos uma profunda teologia sobre a mulher. Somente um pouco aqui, um pouco lá. Tem a que faz a leitura, a presidente da Cáritas, mas há mais o que fazer. É necessário fazer uma profunda teologia da mulher. Isso é o que eu penso.

O que sr. pensa sobre a ordenação das mulheres?

Papa Francisco – Sobre a ordenação, a Igreja já falou e disse que não. João Paulo II disse com uma formulação definitiva. Essa porta está fechada. Nossa Senhora, Maria, é mais importante que os apóstolos. A mulher na Igreja é mais importante que os bispos e os padres. Acredito que falte uma especificação teológica.

Nesta viagem, o sr. falou de misericórdia. Sobre o acesso aos sacramentos dos divorciados, existe a possibilidade de mudar alguma coisa na disciplina da Igreja?

Papa Francisco – Essa é uma pergunta que sempre se faz. A misericórdia é maior do que o exemplo que você deu. Essa mudança de época e também tantos problemas na Igreja, como alguns testemunhos de alguns padres, problemas de corrupção, do clericalismo… A Igreja é mãe. Ela cura os feridos. Ela não se cansa de perdoar. Os divorciados podem fazer a comunhão. Não podem quando estão na segunda união. Esse problema deve ser estudado pela pastoral matrimonial. Há 15 dias, esteve comigo o secretário do sínodo dos bispos, para discutir o tema do próximo sínodo. E posso dizer que estamos a caminho de uma pastoral matrimonial mais profunda. O cardeal Guarantino disse ao meu antecessor que a metade dos matrimônios é nula. Porque as pessoas se casam sem maturidade ou porque socialmente devem se casar. Isso também entra na Pastoral do Matrimônio. A questão da anulação do casamento deve ser revisada. Também é preciso analisar os problemas judiciais de anular um matrimônio. Porque os…eclesiásticos não bastam para isso. É complexo o problema da anulação do matrimônio.

Retirado site: http://blogs.estadao.com.br/jamil-chade/2013/07/29/entrevista-com-o-papa-francisco-quem-sou-eu-para-julgar-os-gays/

domingo, 21 de julho de 2013

Seja bem vindo Papa Francisco!

Os jovens católicos do mundo inteiro aguardam ansiosos a sua chegada no Rio de Janeiro. Todos querem beber da sua sabedoria e graça de Deus.

“Se quisermos seguir Cristo de perto, não podemos procurar uma vida cômoda e tranquila. Será uma vida empenhada, mas cheia de alegria” - Papa Francisco.

Como a Jornada Mundial da Juventude  é um evento religioso e os jovens participarão de missas, catequeses, confissões e encontros com o Santo Padre, devem cuidar do traje para que seja apropriado ao lugar e a dignidade do evento.

Sugestões  para as peregrinas  e  os peregrinos - Use e abuse: de calça jeans, moleton, calça de sarja, plush e tactel. Busquemos conforto e sobriedade.

As meninas evitem shortinhos, saias curtas, calças justas, transparências e decotes, não são apropriados para a ocasião. E os rapazes evitem ficar sem camisa, mesmo que faça calor e estejam na praia de Copacabana. A ocasião pede decoro.

Sugiro a todos os jovens que  tenham sempre na bagagem para cada dia: um guarda chuva, água potável, agasalho e umas balinhas ou barrinhas de cereais, para dar energia nas caminhadas. Um boné será sempre bem vindo, para muito tempo de caminhada no sol.

sábado, 15 de junho de 2013

A Jornada mundial da juventude e o Papa

A jornada, seu nome já expressa, é para os jovens católicos do mundo inteiro se encontrarem com o Papa, agora o Papa Francisco.

Para começar, a mídia trata-a com excessiva intimidade, que se traduz em desrespeito ao nosso Papa quando o chama apenas de Francisco. Quando se referem ao presidente dos EUA dizem presidente Obama; ao aiatolá, chamam-no por seu título,o mais alto dignitário na hierarquia religiosa islâmica. Portanto, pelo menos por educação, devem chamá-lo de Papa Francisco.

Minha filha caçula comentou que sua professora de história falou, em sala de aula, que o Papa estava promovendo essa jornada para arrebanhar jovens para a Igreja, que estava carente de gente jovem. Grande engano o dela.

A Igreja  já faz esse evento há algum tempo, para congregar os jovens católicos em um encontro mais íntimo com o Papa, o representante de Cristo na terra. Os jovens católicos já são numerosos ao redor do mundo, e precisam deste carinho e intimidade com  aquele que, para nós todos é a antecipação do nosso Pai do céu.

Os professores, principalmente os de história, costumam manipular a história da Igreja, visando mostrar uma entidade fraca, decrépita e decaída por seus princípios, com o objetivo de fazer uma lavagem cerebral em seus alunos, para plantar suas ideias relativistas ou até mesmo atéias. Nenhum deles estudou, de fato, a história real da igreja, sem a visão marxista que aprenderam e teimam em seguir, seja ela verdadeira ou não.

Lamento que vejam assim a nossa Igreja, porém o mal não fica por aí, querem tirar dos jovens alunos a luz da verdadeira fé, para inculcar-lhes falsos conceitos  de vida, onde não há lugar para Deus.

A Jornada Mundial é da Juventude, quer dizer, é com a juventude. Os jovens católicos juntam-se para demonstrar e fortificar seu amor a Deus e à sua mãe, a Igreja, trocando ideias, aprendendo com outros jovens de outros lugares, outras nações, e todos juntos bebendo da mesma fonte. Ninguém nem nada os obriga, só a fé e a graça do batismo.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Dez histórias do Papa Francisco antes de ser Papa - parte 2

Continuação de ontem, dia 15/4/2013
6 - Educação sexual - “A Igreja não se opõe à educação sexual. Pessoalmente, acredito que ela deve existir ao longo de todo o crescimento das crianças, adaptada a cada etapa. Na verdade, a Igreja sempre proporcionou educação sexual, ainda que, concedo, não o tenha feito sempre de um modo adequado. O que acontece é que, atualmente, muitos dos que levantam as bandeiras da educação sexual concebem-na separada da pessoa humana. Então, em vez de contar-se com uma lei de educação sexual para a plenitude da pessoa, para o amor, cai-se numa lei para a genitalidade. Essa é a nossa objeção. Não queremos que se degrade a pessoa humana. Só isso.” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubin y Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pág. 92-93)

7 - Cozinha
— Cozinha atualmente?
— “Não, não tenho tempo. Mas quando vivia no colégio Máximo, de San Miguel, como aos domingos não havia cozinheira, eu cozinhava para os estudantes.”
— E cozinha bem?
— “Bem, nunca matei ninguém…”(El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubin e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, p. 31)

8 - Pingue-pongue de perguntas e respostas
Como se apresentaria diante de um grupo que não o conhece?
— “Sou Jorge Bergoglio, sacerdote. É que gosto de ser sacerdote.”
Um lugar no mundo?
— “Buenos Aires.”
Uma pessoa?
— “Minha avó.”
Como prefere saber das notícias?
— “Lendo jornal. Ligo o rádio para escutar música clássica.”
Viaja muito de metrô? É seu transporte predileto?
— “Pego quase sempre pela rapidez, mas gosto mais do ônibus, porque vejo a rua.”
Teve namorada?
— “Sim. Formava parte do grupo de amigos com que costumávamos dançar.”
Porque terminou o namoro?
— “Descobri minha vocação religiosa.”
Tem algum parente que também abraçou a vocação religiosa?
— “Sim, o filho de minha irmã Marta. É sacerdote jesuíta como eu.”
Algum hobby?
— “Quando jovem eu colecionava selos. Agora, ler, que gosto muito, e escutar música.”
Uma obra literária?
— “A poesia de Hölderlin me apaixona. Igualmente, muitas obras da literatura italiana. Já li I promesi sposi umas quatro vezes. Outro tanto A Divina Comedia. Agradam-me Dostoievsky e Marechal.”
Borges? O senhor já se relacionou com ele.
— “Não sei o que dizer. Além de que Borges tinha a genialidade de falar praticamente de qualquer coisa sem alardear.”
Borges era agnóstico.
— “Um agnóstico que todas as noites rezava o pai-nosso, porque o prometera a sua mãe, e que morreu assistido religiosamente.”
Uma composição musical?
— “Entre as que mais admiro está a abertura Leonora nº 3 de Beethoven, na versão de Furtwängler. É, a meu entender, o melhor diretor de algumas de suas sinfonias e das obras de Wagner.”
Agrada-lhe o tango?
— “Muitíssimo. É algo que me sai de dentro. Acho que conheço bastante de suas duas etapas.”
Sabe dançar tango?
— “Sim. Dancei quando jovem, ainda que eu prefira a milonga.”
Seu esporte preferido?
— “Quando jovem, praticava o basquete, mas gostava de assistir futebol no estádio. Íamos toda a família, incluída minha mãe, para ver o San Lorenzo, o time de nossos amores. Meus pais eram de Almagro, o bairro do clube.” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pp. 118-120)

9 - Nomeação — “[Depois de uma conversa com o Núncio, ele] me informa: ‘Ah… uma última coisa… o senhor foi nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires e a designação se tornará pública no dia 20…’ Assim, sem mais, ele me comunicou.”
— E qual foi a sua reação?
— “Fiquei bloqueado. Como expliquei antes, sempre fico bloqueado diante de um golpe, bom ou mau.”
— Pelo menos, diga-nos o que sentia quando via o seu nome entre os grandes candidatos a Papa… [sobre o conclave de 2005].
— Pudor, vergonha. Pensava que os jornalistas estavam loucos.  (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pp. 125-126)

10 - Dor e ressentimento - “A dor, que é também outra chaga, é um campo aberto. O ressentimento é como uma casa lotada, onde vive muita gente amontoada que não tem céu. Enquanto que a dor é como uma vila onde também há excesso de gente, mas se vê o céu. Noutras palavras, a dor está aberta à oração, à ternura, à companhia de um amigo, a mil coisas que dignificam as pessoas. Ou seja, a dor é uma situação mais sã. Assim de diz a experiência.” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pp. 143)

link: www.opusdei.org

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dez histórias do Papa Francisco antes de ser Papa - parte 1

O tango, San Lorenzo, Borges, seu bairro e seu primeiro trabalho com uma chefe próxima ao comunismo, a cozinha, sua vocação, a dor e o ressentimento, o drama do aborto e a educação sexual… E, não poderia faltar, a nova evangelização. Extraídos do livro “El Jesuita”, de Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, transcrevemos dez fragmentos particularmente reveladores.

1 - Trabalho - “Agradeço tanto o meu pai que me mandou trabalhar. O trabalho foi uma das coisas que me fez mais bem na vida e, particularmente, no laboratório aprendi o bom e o mau de toda tarefa humana (…). Ali tive uma chefe extraordinária, Esther Balestrino de Careaga, uma paraguaia simpatizante do comunismo, a qual sofreu anos depois, durante a última ditadura, o sequestro de uma filha e um genro, e depois foi raptada (…) e assassinada. Atualmente está enterrada na igreja de Santa Cruz.  Eu gostava muito dela. (…) Ensinou-me a seriedade do trabalho. Realmente, devo muito a essa grande mulher” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pág. 34)

2 - Vocação - Quando rondava os 17 anos, em um 21 de setembro (dia em que na Argentina os jovens celebram o dia do estudante), preparava-se para sair e festejar com seus companheiros. Mas decidiu começar o dia visitando sua paróquia. Quando chegou, encontrou-se com um sacerdote que não conhecia e que lhe transmitiu uma grande espiritualidade, pelo que decidiu confessar-se com ele. “Nessa confissão me aconteceu algo estranho, não sei o que foi, mas que me mudou a vida; eu diria que me surpreenderam de baixa guarda.” Mais de meio século depois, interpreta assim o fato: “Foi a surpresa, o estupor de um encontro; dei-me conta de que me estavam esperando. Isso é a experiência religiosa: um estupor de encontrar-se com alguém que está esperando você. Desde esse momento, Deus é para mim quem ‘se faz primeiro’. Você busca a Deus, mas Deus procura você primeiro. Você quer encontra-lo, mas ele o encontra primeiro”. “Primeiro, eu contei ao meu pai e a ele lhe pareceu muito bom. Mas a reação de minha mãe foi diferente. A verdade é que a boa velha ficou chateada. (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pp. 45-47)

3 - Nova Evangelização - “A Igreja, por vir de uma época em que era favorecida pelo modelo cultural, acostumou-se a que seus pedidos fossem atendidos, as portas lhes fossem abertas, suas instâncias fossem secundadas. Isso funcionava numa comunidade evangelizada. Mas na atual situação, a Igreja necessita transformar suas estruturas e modos pastorais orientando-os de modo a que sejam missionários. Não podemos permanecer num estilo ‘clientelista’ que, positivamente, espera que venha ‘o cliente’, o freguês, mas precisamos ter estruturas para ir aonde precisam de nós, aonde estão as pessoas, àqueles que mesmo desejando não se aproximarão das estruturas e formas caducas que não respondem a suas expectativas e a sua sensibilidade.
Temos de ver, com grande criatividade, como nos fazemos presentes nos ambientes da sociedade fazendo que as paróquias e instituições sejam instâncias que lancem a esses ambientes. Revisar a vida interna da Igreja para alcançar o fiel povo de Deus. A conversão pastoral nos chama a passar de uma Igreja ‘reguladora da fé’ a uma Igreja ‘transmissora e facilitadora da fé’. (De las Orientaciones para la promoción del Bautismo, de la Arquidiócesis de Buenos Aires, en El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, p. 77-78)

4 - Divorciados na Igreja
— Que diria aos divorciados que estão numa nova união?
— “Que se integrem à comunidade paroquial, que trabalhem ali, porque há coisas numa paróquia que eles podem fazer. Que procurem ser parte da comunidade espiritual, que é o que aconselham os documentos pontifícios e o Magistério da Igreja. O Papa assinalou que a Igreja os acompanha nessa situação. É certo que alguns deles se doem de não poder comungar. O que lhes falta nesses casos é que as coisas lhes sejam bem explicadas. Existem casos em que isso é complicado. É uma explicação teológica que alguns sacerdotes expõem muito bem e as pessoas entendem.” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pág. 91)

5 - Aborto e direitos da mulher — “A batalha contra o aborto a situo na batalha a favor da vida desde a concepção. Isto inclui o cuidado da mãe durante a gravidez, a existência de leis que protejam a mulher no pós-parto, a necessidade de assegurar uma adequada alimentação das crianças, como também de brindar uma atenção sanitária ao longo de toda a vida, o cuidado dos nossos avós e não recorrer à eutanásia. Porque tampouco deve ‘submatar-se’ com uma insuficiente alimentação ou uma educação ausente ou deficiente, que são formas de experimentar uma vida plena. Se há uma concepção a respeitar, também há uma vida a cuidar.”
— Muitos dizem que a oposição ao aborto é uma questão religiosa.
— “Ora vamos… Uma mulher grávida não leva no ventre uma escova de dentes; tampouco um tumor. A ciência ensina que desde o momento da concepção, o novo ser tem todo o código genético. É impressionante. Não é, portanto, uma questão religiosa, mas claramente moral com base científica, porque estamos na presença de um ser humano.”
— Mas a graduação moral de uma mulher que aborta é a mesma que a de quem o pratica?
— “Não falaria de graduação. De fato, uma mulher que aborta — sabe lá por que pressões tenha passado! — a mim me dá, não digo lástima, mas muita compaixão no sentido bíblico da palavra, ou seja, de compadecer e acompanhar, do que aqueles profissionais — se é que são profissionais — que atuam por dinheiro e com singular frialdade. (…) Essa frialdade contrasta com os problemas de consciência, os remorsos que, ao cabo de uns anos, têm muitas mulheres que abortaram. É preciso estar no confessionário e escutar esses dramas, pois elas sabem que mataram um filho.” (El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín y Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pág. 91)

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sábado, 16 de março de 2013

Francisco, nome bendito!

Ao ser proclamado o nome adotado pelo novo Papa, Francisco , a maioria o identificou com S. Francisco de Assis, o fiel representante da Santa Pobreza, o amigo da natureza e dos animais, o fundador da ordem religiosa dos franciscanos. Talvez essa associação imediata se faça também pelos hábitos do Cardeal Bergoglio, rapidamente difundidos pela imprensa, de cozinhar, viver simplesmente e utilizar meios de transporte públicos, ou pela popularidade que o santo de Assis sempre alcançou por sua missão reformatória da Igreja e sua mensagem carismática. Muito bem, amamos S. Francisco de Assis e a pobreza é uma virtude evangélica, Nosso Senhor Jesus Cristo "não tinha onde pousar a cabeça". Porém, há outros importantes Franciscos na história da Igreja Católica, que desejamos relembrar e  homenagear.

São Francisco Xavier - o correto seria "de Xavier", por indicar seu lugar de origem - nasceu na aristocracia, no ano de 1506, e foi um dos maiores missionários cristãos, sendo por essa vocação nomeado "Apóstolo da Índia", ou "Apóstolo do Oriente. Foi também co-fundador da Jesus, o que o aproxima do Papa recém eleito, o primeiro jesuíta a ocupar o trono de Pedro. A Igreja calcula que S. Francisco Xavier, quanto ao alcance e valor do seu apostolado, só esteja abaixo de S. Paulo, um dos pilares da Igreja, o "Apóstolo dos Gentios", quer dizer, dos não judeus.


"São Francisco de Paula (Paola, 27 de março de 1416) foi um eremita, fundador da Ordem dos Mínimos. Também conhecido como "O Eremita da Caridade", por sua opção de desprezo absoluto pelos valores transitórios da vida e dedicação integral ao socorro do próximo. Consta que, num só dia, o venerado de Paula atendeu em seu Mosteiro a mais de 300 pessoas necessitadas do espírito e do corpo, realizando curas prodigiosas. Francisco de Paula fundou a "Ordem dos Mínimos", uma fraternidade que exige do interessado em nela ingressar uma única condição: que se considere um "mínimo", pois Jesus dissera que se alguém quer ser o primeiro, que seja o último e o servo de todos..." (Seus pais não conseguiam ter filhos, e o pediram a S. Francisco de Assis, que vivera dois séculos antes, e lhes foi dado um menino que recebeu o nome do santo).
"A alegria, entretanto, foi de pouca duração, pois o recém-nascido Francisco teve um abcesso maligno no olho esquerdo, que lhe ameaçava a visão. Prometeram agora, caso o menino sarasse e tão logo a idade o permitisse, vestirem-no com o hábito franciscano, deixando-o durante um ano em um convento. Contam que seus milagres começaram já na infância." Contudo, não quis permanecer depois lá, desejava ser eremita. Buscou a solidão e a contemplação junto à natureza. "Segundo a tradição de sua Ordem, recebeu ali o hábito monástico das mãos de um Anjo."

“Não há espécie de doenças que ele não tenha curado, de sentidos e membros do corpo humano sobre os quais não tenha exercido a graça e o poder que Deus lhe havia dado. Ele restituiu a vista a cegos, a audição a surdos, a palavra aos mudos, o uso dos pés e mãos a estropiados, a vida a agonizantes e mortos; e, o que é mais considerável, a razão a insensatos e frenéticos”.

São Francisco de Sales  "nasceu no castelo da sua família, em Thorens (Saboia) em 1567, primogênito de treze irmãos, foi educado no Colégio de Clermont, dirigido pelos jesuítas, em Paris, estudou em Annecy e na Universidade de Pádua, na Itália, onde recebeu o doutoramento em Direito Canônico com 24 anos. Recusou uma brilhante carreira e resolveu estudar para ser sacerdote apesar da oposição da família. Foi ordenado em 1593, tornando-se reitor em Genebra, Suíça. Após, foi para Chablais, cantão suíço na região da Sabóia, onde foi pároco, e onde trouxe 8.000 calvinistas de volta à Igreja.
Era famoso diretor espiritual e pela sabedoria dos seus escritos. Ele e Santa Joana Francisca de Chantal, de quem foi diretor espiritual, criaram aOrdem da Visitação, uma Ordem religiosa contemplativa. Foi também diretor espiritual de São Vicente de Paulo. Tornou-se uma figura líder da Reforma Católica também chamada de "Contra-reforma" e ficou famoso pela sua sabedoria e ensinamentos.

Em 1609, seus escritos (cartas, pregações) foram reunidos e publicados com o título "'Introdução à vida devota" ou "Filotéia", que é a sua obra mais importante e editada até hoje.

Outra obra que também é ainda editada é o "Tratado do Amor de Deus", fruto de sua oração e trabalho. Estes dois livros são considerados clássicos espirituais. Além destes livros, a coletânea de cartas, pregações e palestras alcança 50 volumes. A popularidade e o valor destes escritos fez com que fosse considerado “padroeiro dos escritores católicos."

Então, será sensato dizer que o nosso novo Pai, que é o significado da palavra papa, escolheu muitíssimo bem seu nome. Há outros santos com esse nome, mas são estes os mais conhecidos.
Fonte:Wikipédia
                                                                         Maria Teresa Serman

terça-feira, 12 de março de 2013

Hoje começa o Conclave

Hoje começa o Conclave e haverá a primeira votação. A princípio não há restrição para quem pode ser eleito Papa, embora não haja um Papa escolhido fora do colégio dos cardeais há centenas de anos, também é fato que não renunciava um Papa há centenas de anos.

Os cardeais que participarão do conclave podem ser vistos nesta lista de fotos.

Além disso fizemos um video com os anúncios de "Habemus Papam" desde Pio XI até Bento XVI.


É um momento único na história a eleição de um Papa. Eu só assisti um Papa ser eleito e já tenho 37 anos, não deixe de mostrar os eventos destes dias a seus filhos.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sempre teremos um Papa!

Sempre teremos o trono de Pedro ocupado por aquele que o Espírito Santo designar. Não é uma questão de realeza, magia, ou outras fantasias mundanas. Foi Cristo quem constituiu Pedro a rocha sobre a qual construiria e confirmaria Sua Igreja até a Sua vinda.

O Papa é outro Cristo, o "doce Cristo na Terra", como amavelmente denominou Santa Catarina de Sena. Não importa que homem o represente, ele será o próprio Bom Pastor.

Tivemos agora um perfeito exemplo disso, do pastor, que, esgotado pelos muitos anos de serviço ao próximo, e sentindo suas forças lhe faltarem, preparou com prudente antecedência o seu sucessor. Não se agarrou a um pretenso poder, como o fazem muitos que vemos atualmente, mas abdicou com dignidade exemplar, para o bem maior das suas ovelhas.

Obrigada, Santo Padre Bento XVI, por sua dedicação heroica,  por sua bondade transbordante no seu sorriso tímido e doce, por sua humildade e sabedoria, por tudo que generosamente ofertou de seu, o que permanecerá em nossos corações como a imagem de Nosso Senhor. Deus o abençoe e o proteja, estamos rezando unidos por Vossa Santidade e por seu sucessor.
                                                                                                                Maria Teresa Serman








quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Namoro cristão

Este é um resumo da fala do Papa Bento XVI aos jovens, na JMJ, que acabou de acontecer em Madri.

A mesa está posta com tantas coisas apetecíveis, mas, como no episódio evangélico das bodas de Caná, parece que faltou o vinho da festa.
Sobretudo a dificuldade de encontrar um trabalho estável é causa de incerteza sobre o futuro. Esta condição contribui para adiar a tomada de decisões definitivas, e incide de modo negativo sobre o crescimento da sociedade, que não consegue valorizar plenamente a riqueza de energias, de competências e de criatividade da vossa geração.

Falta o vinho da festa também a uma cultura que prescinde com freqüência de critérios mo
rais claros: na desorientação, cada qual é estimulado a mover-se de maneira individual e autônoma, muitas vezes unicamente só no perímetro do presente.

Queridos jovens, não tenhais medo de enfrentar estes desafios! Nunca percais a esperança. Tende coragem, também nas dificuldades, permanecendo firmes na fé. Tende a certeza de que, em todas as circunstâncias, sois amados e protegidos pelo amor de Deus, que é a
nossa força.

Deus é bom. Por isso é importante que o encontro com Ele, sobretudo na oração pessoal e comunitária, seja constante, fiel, precisamente como o caminho do vosso amor: amar a Deus e sentir que Ele me ama. Nada nos pode separar do amor de Deus!


Depois, tende a certeza de que também a Igreja está próxima de vós, vos ampara, não
cessa de olhar para vós com grande confiança. Ela sabe que tendes sede de valores, dos verdadeiros, sobre os quais vale a pena construir a vossa casa! O valor da fé, da pessoa, da família, das relações humanas, da justiça. Não desanimeis face às carências que parecem afastar a alegria da mesa da vida.

Como namorados estais a viver uma fase única, que abre para a maravilha do encontro e faz descobrir a beleza de existir e de ser preciosos para alguém, de poder dizer um ao outro: tu és importante para mim. Vivei com intensidade, gradualidade e verdade este caminho. Não renuncieis a perseguir um ideal alto de amor, reflexo e testemunho do amor de Deus!

Mas como viver esta fase da vossa vida, como testemunhar o amor na comunidade? Gostaria de vos dizer antes de tudo que eviteis fechar-vos em relações intimistas, falsamente animadoras; fazei antes com que a vossa relação se torne fermento de uma presença ativa e responsável na comunidade.

Depois, não vos esqueçais de q
ue para ser autêntico, também o amor exige um caminho de amadurecimento: a partir da atração inicial e do «sentir-se bem» com o outro, educai-vos a «amar» o outro, a «querer o bem» do outro.
O amor vive de gratuidade, de sacrifício de si, de perdão e de respeito do outro.

Queridos amigos, cada amor humano é sinal do Amor eterno que nos criou, e cuja graça santifica a escolha de um homem e de uma mulher de se entregarem reciprocamente a vida no matrimônio.


Portanto, educai-vos desde já para a liberdade da fidelidade, que leva a proteger-se reciprocamente, até viver um para o outro. Preparai-vos para escolher com convicção o «para sempre» que conota o amor: a indissolubilidade, antes de ser uma condição, é um dom que deve ser desejado, pedido e vivido, para além de qualquer mutável situação humana.

A fidelidade e a continuidade do vosso gostar um do outro tornar-vos-ão capazes de estar também abertos à vida, de ser pais: a estabilidade da v
ossa união no Sacramento do Matrimônio permitirá que os filhos que Deus vos conceder cresçam confiantes na bondade da vida.

Fidelidade, indissolubilidade e transmissão da vida são os pilares de qualquer família, verdadeiro bem comum, patrimônio precioso para toda a sociedade. Desde já, fundai sobre eles o vosso caminho rumo ao matrimônio e testemunhai-o também aos vossos coetâneos: é um serviço precioso!

Sede gratos a quantos vos acompanham na formação com zelo, competência e disponibilidade: são sinal da atenção e da solicitude que a comunidade cristã vos dedica. Não estejais sós: sede os primeiros a procurar e a acolher a companhia da Igreja.

Maria ensina-nos que o bem de cada um depende do escutar com docilidade a palavra do Filho. Em quem confia n’Ele, a água da vida quotidiana transforma-se no vinho de um amor que torna a vida boa, bela e fecunda.

De fato, Caná é anúncio e antecipação do dom do vinho novo da Eucaristia, sacrifício e banquete no qual o Senhor nos alcança, nos renova e transforma. Não percais a importância vital deste encontro: a assembléia litúrgica dominical vos encontre sempre plenamente partícipes: da Eucaristia brota o sentido cristão da existência e um novo modo de viver (cf. Exort. ap. pós-sinodal Sacramentum caritatis, 72-73). Então, não tereis medo de assumir a importante responsabilidade da escolha conjugal; não receareis entrar neste «grande mistério», no qual duas pessoas se tornam uma só carne (cf. Ef 5, 31-32).

Caríssimos jovens, confio-vos à proteção de São José e de Maria Santíssima; seguindo o convite da Virgem Mãe — «Fazei o que Ele vos disser» — não vos faltará o gosto da verdadeira festa e sabereis levar o «vinho» melhor, aquele que Cristo dá à Igreja e ao mundo. Também eu gostaria de vos dizer que estou próximo de vós e de todos os que, como vós, vivem este maravilhoso caminho de amor. Abençoo-vos de coração!
Encontra-se na íntegra no site: http://www.opusdei.org.br/art

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dia 31 - A importância de não se omitir

A primeira eleição de que me lembro foi em 1982, tinha sete anos e fui com meu pai votar. Fiquei fascinado com a urna, vi meu pai ir a cabine, rezar uns segundos, escrever seu voto, dobrar e por na urna.

Confesso que do alto dos meus sete anos fiquei com inveja do poder que tinha meu pai de escolher quem ia nos governar. A solenidade do ato e a beleza da democracia comovem e formam as crianças. Em outras eleições foi minha mãe quem me levou. Sempre ficou este desejo de poder votar.

Estamos diante de uma encruzilhada em nossa nação e diante de um feriado. Tendo isto em conta penso que, respeitadas as circunstâncias de cada familia, é fundamental que os pais mostrem seu apreço pela democracia indo viajar apenas depois de votar. Atitudes como esta ficam gravadas no coração dos filhos, são lições que não podem ser transmitidas de outra forma.

Li este relato que vai abaixo na Internet e transcrevo aqui porque pode nos inspirar:
Meu pai passou por duas cirurgias contra câncer e disse que vai votar neste domingo: "Meu filho, sou contra o aborto, nem que seja a última coisa que faça em minha vida, nem que eu morra depois de apertar o confirma."


Confesso que o coração dizia para não deixar ele ir, mas com olhos mareados prometi levar.

-- Depoimento de um filho

Recomendo também a leitura da mensagem que o Santo Padre o Papa Bento XVI enviou hoje aos bispos do Maranhão e do Brasil: Aqui

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Vendedor de Sonhos e o Massacre ao Papa

O VENDEDOR DE SONHOS E O MASSACRE AO PAPA
Paulo Oriente Franciulli

Semanas atrás, enquanto esperava uma pessoa que está por cima de coisas triviais como a pontualidade, reparei que não trouxera nada para ler. Antes de desesperar-me, olhei ao redor. Havia poucas opções: uma revista sobre moda, um guia turístico da Grécia e o livro “O vendedor de sonhos”, do Augusto Cury.

Peguei este último e li até o fim (a pessoa esperada chegou alguns minutos depois). Confesso que, num primeiro momento, não tive o impacto semelhante ao causado pela leitura de obras como Ilíada, Crime e Castigo, Till we have faces ou a Trilogia da Fronteira do McCarthy. Também foi lamentável a minha fraqueza de interromper a leitura algumas vezes para namorar o guia da Grécia. Porém, o fato é que a curiosa figura criada por Augusto Cury voltou-me à cabeça hoje, precisamente no momento em que decidi não ler mais nada sobre a questão da pedofilia na Igreja Católica. A insistência com que o tema tem sido tratado e a natureza de ataque furioso organizado contra o Papa levaram-me à beira da exaustão.

Reparem bem: eu disse ler, não escrever. Então, prossigo.

Eis a cena do livro que surgiu na minha mente: lá pelas tantas, o Vendedor de Sonhos foi convidado a uma homenagem prestada pelos “poderosos do sistema”, que na verdade estavam insatisfeitos com a sua pregação e queriam destruí-lo. Ele resistiu, prevendo o que iria ocorrer. Mas foi conduzido quase à força pelos seus ingênuos seguidores a um estádio lotado, e assistiu à exibição de cenas da sua vida. Por sinal, cenas nada meritórias, já que ele aparecia num hospício, expondo toda a sua insanidade, berrando e babando, os olhos injetados de loucura (assumo estas últimas descrições; acho que não estão no livro). Os organizadores-detratores ficaram felicíssimos. Os assistentes, perplexos (a popularidade do Vendedor era muito alta). O atacado, sereno e silencioso.

Depois de muito pedir, conseguiram que ele falasse algo. E ele falou. Disse que tudo aquilo era verdade; explicou o seu sentimento de culpa pela morte da família; expôs o desejo de reparar; pediu perdão a Deus e ao mundo. E foi embora. O efeito, como tudo no livro, foi manejado pelo autor em favor do seu heroi, que saiu engrandecido do cenário da sua própria destruição social. Algo como um condenado à forca ser coroado rei no próprio patíbulo.

Pois bem, a vida do lado de fora dos livros de autoajuda não é assim. O estádio da difamação e da calúnia dura meses e meses. As cenas degradantes são exibidas à saciedade, de todos os ângulos possíveis. A massa grita enfurecida. Não adianta pedir perdão. É inútil tomar medidas corretivas. Qualquer tentativa de defesa é distorcida e voltada contra o alvo da ira predatória, em forma de novas agressões.

Aí entra o Papa. Penso que a analogia e a conclusão estão claras, e limito-me a acrescentar que o Papa, para uma parcela considerável dos habitantes do planeta, não é um Vendedor de Sonhos, mas o Vice-Cristo na terra. Merece respeito. Ademais, não é um homem qualquer. Raras inteligências como a sua ilustraram-nos de São Tomás de Aquino para cá. A sua carta aos católicos da Irlanda é um monumento de humanidade e misericórdia. Requer, ao menos, silêncio.

Dá para imaginar o Vendedor de Sonhos sendo apedrejado depois do seu mea culpa no estádio? Não. E se fosse o Papa? Sem dúvida que sim. Por quê? Ora, a única opção que pode ser livremente agredida hoje é a de ser católico praticante. As baleias e os tigres são mais protegidos. Como na Roma Imperial.

Acabou. Não leio nem escrevo mais nada sobre o assunto.

terça-feira, 6 de abril de 2010

A Igreja e os ataques sobre os casos de pedofilia

Esse post, apesar de, à primeira vista, não parecer ter nenhuma relação com o tema do blog, tem tudo a ver com a família, uma vez que a pedofilia a atinge diretamente.

Diante do enorme estardalhaço que a mídia vem fazendo a respeito dos casos de abusos de menores por sacerdotes católicos, acho muito justo fazermos uma reflexão mais racional sobre esse tema, para que possamos discernir o que há de verdade nisso tudo e o que há de ataque de ódio à Igreja Católica.

Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que houve sim vários casos de abusos de menores dentro da Igreja, não estamos querendo negar isso e tal fato é grave. Se tivesse havido apenas um caso desses, isso já seria gravíssimo.

No entanto, é preciso deixar bem claro o seguinte:
  1. Que o número de casos não foi tão alto como se está alardeando.
  2. Que esses casos não foram acobertados pela Igreja.
  3. Que o celibato sacerdotal não tem ligação alguma com o problema.
Vamos explicar cada um dos itens acima:

1) O número de casos não foi tão alto como se está alardeando.

Talvez esse seja o pior dos três argumentos, que tenta causar um pânico moral entre as pessoas, ao desmerecer a santidade e as virtudes de todo o clero por causa dos crimes de uma pequena parte dele que se desviou da virtude e cometeu barbaridades. Além do mais, a forma como as notícias são apresentadas, acaba condenando pessoas que foram apenas acusadas de forma injusta.

Entretanto, esse argumento é facilmente combatido também com números, como veremos a seguir.

No mês passado, Massimo Introvigne publicou um artigo sobre os casos de pedofilia nos Estados Unidos no Avvenire.

Ele conta que em 2004, o John Jay College of Criminal Justice da Universidade da Cidade de Nova York, a instituição de criminologia de maior autoridade dos Estados Unidos, fez um estudo do número de casos de pedofilia no país de 1950 a 2002.

Nesses cinquenta e dois anos, o número de padres católicos norte americanos acusados de manterem relações com menores foi de 4.392, num universo de aproximadamente 109.000 sacerdotes. Apesar disso, desses 4.392 padres acusados de crimes de pedofilia, apenas 21,8% (portanto apenas 958) teriam tido relações com menores de 17 anos. Finalmente, desse total inicial de 4.392 acusados, apenas 54 foram condenados pela justiça civil. Alguns casos não puderam ser concluídos porque os acusados já estavam mortos, mas um enorme número de padres acusados injustamente foi absolvido pelos tribunais civis.

Esse número mostra que ao invés de dizerem que 4% do clero norte americano é composto por pedófilos, apenas 0,05% do clero dos EUA foi condenado por crimes de pedofilia e merecia tal classificação.

Na Alemanha houve, desde 1995 até hoje, 94 casos de suspeita de crimes de pedofilia cometidos por sacerdotes. No mesmo período, houve na Alemanha um total de 210.000 casos de crimes contra menores. Com isso, o percentual de casos de pedofilia dentro da Igreja Alemã é 0,04% do total de crimes contra menores no país.

Na Irlanda, desde 1914 até 2000, o Informe Ryan recolheu 1090 casos de violência (não só sexual) contra menores de idade no sistema de colégios internos. Nas escolas femininas, apenas três pessoas (todas leigas) foram acusadas. Nas escolas masculinas, 23 religiosos foram acusados de violência (não se informa se foi sexual) em 2 dos 12 colégios mantidos por entidades católicas. Em outros quatro colégios, foram denunciados casos de abusos sexuais não por religiosos, mas por alunos mais velhos.

Por último, Mons. Scicluna, da Congregação para a Doutrina da Fé, afirmou em uma entrevista que de 2001 a 2010, a congregação trabalhou em cerca de 3.000 casos de sacerdotes diocesanos e religiosos relacionados com crimes cometidos nos últimos 50 anos. Desses 3.000 casos, somente 300 se tratavam de atos de pedofilia. Entretanto, o número de sacerdotes diocesanos e religiosos no mundo é de 400.000, resultando, portanto, num percentual de 0,08% sobre o total de sacerdotes diocesanos e religiosos.

2) Esses casos não foram acobertados pela Igreja

Existem várias instruções da Igreja que são bastante claras e duras com os crimes de pedofilia. Na instrução "Crimen Sollicitationis" (em latim), um texto de 1922 e novamente proposto em 1962 por João XXIII, chama-se essas faltas de “crimen pessimus” e é explícita no documento a obrigação de denunciar o delito.

Há ainda outro texto, "De delictis gravioribus" (em latim), escrito pelo, então Cardeal, Joseph Ratzinger e o Cardeal Tarcisio Bertone em 2001 para agir sobre o motu proprio "Sacramentorum Sanctitatis tutela" (em latim) do Papa João Paulo II, de forma a evitar os acobertamentos e designar a Congregação para a Doutrina da Fé como responsável para tratar de casos de pedofilia. Se houve omissões e acobertamentos, eles foram uma falta de lealdade às disposições do Papa e do Magistério da Igreja.

Ainda sobre esse assunto, na Carta Pastoral do Santo Padre o Papa Bento XVI aos Católicos na Irlanda, ele dirige um parágrafo duro aos que cometeram crimes de pedofilia:
"Aos sacerdotes e aos religiosos que abusaram dos jovens

Traístes a confiança que os jovens inocentes e os seus pais tinham em vós. Por isto deveis responder diante de Deus onipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos."
3) Que o celibato sacerdotal não tem ligação alguma com o problema.

Por último, os "entendidos" da mídia tentam explicar tais problemas como resultado do celibato sacerdotal.

O psiquiatra Manfred Lütz, diretor do hospital psiquiátrico Alexian de Colônia na Alemanha, explicou numa recente entrevista como esta conexão não existe. Segundo ele, "todas as profissões e instituições que, de alguma forma, têm a ver com as crianças são afetadas pelo fenômeno. Por que certas profissões atraem pedófilos, temos de estar vigilantes." e continua:
"Alguns dizem que há uma ligação entre o celibato e a pedofilia e que, se você eliminar o celibato, muitos problemas seriam resolvidos.

Cientificamente, essa teoria não tem fundamento. Eu organizei em 2003, no Vaticano, na Academia Pontifícia para a Vida, um encontro com vários cientistas (muitos não-crentes) sobre "abuso de menores por sacerdotes e religiosos. Todos concordaram que cientificamente não há nenhuma conexão entre o celibato e a pedofilia.

A abstinência sexual, em particular, não causa os atos de abuso. Um cientista ateu bem conhecido na Alemanha disse que a probabilidade de sacerdotes molestadores é 36 vezes menor do que um pai."

Apesar de duras, tais palavras são o reflexo da realidade. No artigo citado acima, de Massimo Introvigne, ele diz que no estudo da John Jay College of Criminal Justice existe o dado de que foram condenados 6.000 professores e treinadores entre 1950 e 2002 por crimes de pedofilia, em sua maioria, pessoas casadas. Reparem que o termo usado não foi "acusados" e sim "condenados".

Concluo este longo post dizendo que o alarme que a mídia está fazendo a respeito dos casos de pedofilia na Igreja é injustificado. Ainda que haja esse grave problema entre os membros da Igreja, ela está colocando os meios necessários para corrigir a situação e prevenir novos casos.

Observação: A maior parte das referências desse texto foi extraída do texto em espanhol de Bruno Mastroianni publicado no portal Almundi.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

As australianas que cantaram para o Papa





O congresso UNIV acontece todos os anos em Roma, foi uma iniciativa apoiada por São Josemaría Escrivá no final dos anos 60, onde se procura que estudantes do mundo todo participem dos eventos da Semana Santa no coração da cristandade.

Desde o ano 1979, o Papa João Paulo II recebeu os estudantes que iam a Roma para o congresso do UNIV, depois de uma semana com muitas cerimônias os jovens cantavam músicas para divertir o Papa. Este vídeo mostra um grupo de moças que frequentam os centros do Opus Dei na Austrália cantando uma bela música do folclore australiano, baseada na poesia de Banjo Paterson: The Man from the Snowy River. É interessante notar que o Papa fica muito impressionado com a qualidade da música das moças.

Quatro de meus filhos já foram a este congresso UNIV, duas de minhas filhas em 2008 e dois rapazes em 2009. Voltaram muito entusiasmados e isto ajudou muito na formação espiritual, cultural e humana deles.

The Man from Snowy River
Banjo Paterson


There was movement at the station, for the word had passed around
That the colt from old Regret had got away,
And had joined the wild bush horses -- he was worth a thousand pound,
So all the cracks had gathered to the fray.
All the tried and noted riders from the stations near and far
Had mustered at the homestead overnight,
For the bushmen love hard riding where the wild bush horses are,
And the stock-horse snuffs the battle with delight.