logo
Mostrando postagens com marcador mãe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mãe. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de agosto de 2020

Ser mãe é um teste de fogo.

 A vida de uma mulher é um constante teste de Deus. Só isso, explicar a vida dela, já serviria para provar a existência do ser supremo que rege todo o universo.


Ao criar a mulher, Deus decidiu que faria, durante toda sua vida, testes para forjá-la como um ser de aço puro. As que vencessem as provas estariam ao seu lado no céu com certeza. Presidiriam os primeiros lugares na vida eterna.

 
Começamos nossas provas nas transformações de menina para mulher, com isto nossos hormônios nos fazem oscilar entre a alegria e o desespero em frações de segundos, como se estivéssemos em um liquidificador de alta potência, e em alta velocidade. Nos deixou com o “sexo frágil” para sermos mais fortes; nosso cérebro foi preparado para aguentar grandes pressões, e para tomarmos grandes decisões de forma rápida, e neste forjar levou-nos a agir com cérebro e coração o tempo inteiro. Por isso conseguimos praticar a justiça e a generosidade com mais facilidade.

 
Ao engravidarmos, nós as mulheres frágeis, passamos por vários outros testes. São nove meses testando nossa paciência, cansaço, dores físicas e tormentos mentais com expectativa da chegada. Os incômodos são muitos, mas a certeza da chegada compensa todos esses incômodos. Uma grande alegria no final, nos impulsiona a termos esses novos seres indefesos.

Outra capacidade que Deus nos deu foi a do instinto maternal. Assim passamos por vários testes com nossas crianças. As incertezas durante o aleitamento: não poderia ser simples esse aleitamento? Não! Mais um teste de força; as noites mal dormidas olhando para o ser indefeso diante de nós e pensando se estamos agindo da melhor forma. Tudo isso equilibrado com o instinto de mãe. Deus não dá mais dificuldades que não possamos aguentar. Ele nos testa, mas nunca nos desampara.

A vida de uma mãe vai ser sempre permeada de grandes acontecimentos, porém todos estes testes nos deixarão mais fortes e farão com que sejamos felizes e tenhamos alegrias nas menores coisas boas que nos aconteçam.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Mãe e Profissional

Por Manu Freitas
Qual mulher nunca se viu cercada de atividades e prazos a cumprir? Realizar várias funções ao mesmo tempo faz parte do cotidiano de todas as mulheres. Pesquisas comprovam que ser multitarefa é característico do gênero feminino. Executar diversas atividades simultaneamente é um processo natural, e gradativamente a mulher passa a desempenhar papéis que vão se acumulando. Ao casar, automaticamente passamos de filhas a esposas e donas-de-casa.

Se estes novos papéis, por si só, já trazem uma carga de responsabilidades determinantes para o pleno andamento do lar, quando nos tornamos mães o universo de tarefas a serem executadas aumenta em proporção exponencial. O tempo da licença maternidade faz-nos sentir super mães, supermulheres. Conseguimos acompanhar todos os movimentos e descobertas do bebê sem descuidar da casa. Porém, com a proximidade do fim da licença, o pesadelo do afastamento do rebento, mesmo que por algumas horas, faz surgir uma possibilidade antes nunca cogitada: parar de trabalhar.
Sim, as esposas, donas-de-casa, mães E profissionais, certamente já se viram nesta situação. A revista Crescer realizou uma pesquisa, onde 62% das mulheres entrevistadas responderam que parariam de trabalhar se fosse possível. Ou seja, é normal cogitar esta possibilidade, e mais normal ainda, logo em seguida, se imaginar apenas cuidando da casa e dos filhos e desistir de pedir demissão. O sentimento de que sempre estamos devendo algo a alguém quando se é esposa, dona-de-casa, mãe, profissional E estudante (a lista continua crescendo...) é natural, pois queremos ser excelentes em tudo, e, além disso, trabalhar em algo que nos realize; tudo sem deixar de estar lindas!
Imaginar que podemos ser excelentes esposas, donas-de-casa, mães, profissionais realizadas, estudantes aplicadas, lindas E amigas presentes é o sonho de toda mulher, mas... precisamos aceitar as nossas limitações, do contrário a frustração ao confundir excelência com perfeição pode trazer consequências de grandes proporções.
Não somos perfeitas, e nunca seremos. Podemos achar que somos capazes de fazer tudo, porém efetivamente nada sairá como imaginamos, porque a vida real não é novela. Somos limitadas, e neste ponto o papel do marido-pai é essencial. Dividir as tarefas não torna a mãe menos mãe, pelo contrário, pois menos sobrecarregadas estaremos mais inteiras para nos dedicarmos com empenho ao que pretendemos fazer.

Nada pior do que levar trabalho para casa, ou os problemas de casa para o trabalho, porém estas são situações que podem acontecer, mas de forma alguma podem se tornar rotineiras.
A organização é a palavra chave para uma rotina saudável. Toda mulher necessita de um momento só seu. Ir ao salão fazer as unhas, arrumar o cabelo ou simplesmente tomar um banho demorado e passar creme no corpo com calma são ocasiões que não podemos abrir mão, pois antes de tudo não podemos esquecer a nossa essência, o cuidado conosco. Se descuidarmos de nós enquanto mulheres, poderemos cair no erro de culpar os demais por nossas frustrações, angústias e renúncias, quando em momento algum nos foi imposto abdicar da nossa individualidade.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Insônia de mãe

Hoje tenho muita insônia, mas já tive muito sono e não pude dormir. Ora porque um filho adoecia, ora porque as preocupações por cobri-los me levava a várias rondas noturnas, para ver se estava tudo bem, para evitar as doenças, e até mesmo para aprontar algum serviço da casa, ou preparar uma festinha de aniversário de alguma das crianças. 

Hoje, quase todos criados, começam as outras preocupações, quem saiu quem vai chegar tarde, como está fulano, o que posso fazer pra ajudar; assim sendo
o bendito sono que tanto me atormentou na juventude foge sorrateiramente dos meus olhos. Ironia da vida.  Agora posso, mas não encontro ele com tanta facilidade. Foram os vícios dos excessos de cuidados?

Que seja. Não me arrependo por tê-los. 

Houve tempo em que nas rondas noturnas, eu ficava observando cada um respirar. Estavam vivos! Serenos, o que era melhor ainda. Acho que era a melhor hora para estar com cada um, curtir aqueles rostinhos queridos e poder verificar o quanto estavam crescendo, prometendo serem pessoas de bem.

Pena que isso não fica na memória dos nossos filhos. Eles sempre vão achar que podíamos ter demonstrado mais o nosso amor de mãe, a cada um. 

Como já disse o Collor na época de seu impeachment: o tempo é o senhor da verdade e da razão - Um ditado antigo de grande sabedoria. Espero que este tempo mostre a cada filho o quanto sua mãe os ama, e eles compreendam o porquê das diferentes formas como cada um foi tratado. Com certeza toda mãe busca corrigir seus filhos para que se tornem adultos bem resolvidos.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Transição profissional - de Física Nuclear a dona de casa e avó

Por Lilian Rose Sobral da Costa

Ao longo dos meus 37 anos de trabalho, eu cuidei da minha casa, e de meus três filhos, mas sempre tendo alguém que me ajudasse; no inicio meus pais e depois empregadas. Entretanto nos fins de semana e feriados não contava com ninguém, somente eu mesma. Sempre fui muito pratica e organizada, mandava deixar comidas congeladas, e o tudo mais previamente preparado.

Como as crianças iam para o colégio de transporte escolar, não participei da tarefa de levá-los e busca-los na escola. Ficava fora de casa praticamente de 7 da manhã às 19h, considerando o tempo no transporte. Monitorava-os pelo telefone, e olha que naquela época não existia celular! Todos se transformaram em homens de bem, formados, e já constituíram suas famílias!

Um dos meus filhos mora comigo, ele a esposa dois netos e mais um a caminho. Meio a isso tudo a tão sonhada aposentadoria se concretizou: no final de dezembro!

No primeiro mês de aposentada me sentia como “um estranho no ninho”, tentando colocar as coisas do meu gosto, pois deixei tudo por conta dos que moram aqui. Não é fácil fazer mudanças; tive a sensação estranha de estar sobrando na minha própria casa! Aos poucos as coisas começam a se aclimatar, e estou conseguindo, dizer o que gosto ou não, quanto às comidas, e outras coisas!

O bom de isso tudo é ver que já estão começando a se acostumar com a minha presença em casa! As crianças estão se acostumando que eu as leve e busque na escola, (ainda travo um pouco de luta para colocar o mais novo na cadeirinha). O mais velho já senta e coloca o cinto de segurança sem problemas, sentindo-se o chefe da turma. Ele entendeu que não vou mais trabalhar diariamente; às vezes fala que eu deveria voltar a trabalhar, para poder ganhar dinheiro para comprar muitos brinquedos para ele! Pois digo que agora aposentada não ganho dinheiro, e não posso comprar os brinquedos caros que ele pede!

Está sendo uma nova vida, novas tarefas, que nem da para sentir falta do trabalho, sinto falta dos amigos, dos almoços alegres. Mas não sinto nenhuma falta de acordar cedo!
O engano foi pensar que teria muito tempo pra mim, passear, ir ao cinema, viajar, etc...
Faço tudo correndo!

As atividades de uma vó aposentada são muitas! Mas as alegrias também são inúmeras: quando um se deita em cima da minha perna e diz, “vovó é tão fofinha é gostosa para deitar”, a gente morre de rir; as discussões ao voltar do colégio, pois ele quer uma irmãzinha, mas vem outro menino, eu explico que papai do céu é quem escolhe e sabe o que é melhor para ele, que um irmão vai brincar com ele de bola e de carrinho, mas nenhum argumento o convence!

Minha vida girava mais em torno do trabalho, agora gira em torno da família e dos amigos, que graças a Deus os cultivei sempre!

Física nuclear, quem é? Já nem me lembro mais!!! Ainda tenho mais outro neto, que não mora comigo, mas as vezes precisa também desse carinho da vovó.!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Mãe - Confie nos seus sentidos.

A mãe costuma ter, de fábrica, um sentido a mais, de percepção das coisas que se passam com seus filhos. Isso não tem nada a ver com mediunidade, nem coisas extra-sensoriais, falo apenas da percepção aguçada que as mães, bem “antenadas”, conseguem ter.

Hoje vou falar das “pulguinhas” que aparecem atrás das nossas orelhas, que nos levam a suspeitar que algo não vai bem.

A mãe que vê seu filho por inteiro e observa cada parte desse ser, detalhadamente, pode ter alguma suspeita de que algo não vai bem. Essa é a hora de sair pesquisando a criança. É melhor procurar e não achar, do que não procurar e perder tempo precioso de tratamento e de cura. Seja uma simples suspeita de alergia, a uma sensação de que nosso filho tenha um problema de deglutição, que pode estar atrapalhando a forma de se alimentar. Toda suspeita, sem paranoias, é válida.

Minha técnica é: buscar a opinião de três especialistas bons. Assim posso tirar a média dos diagnósticos, e ver qual diagnóstico foi mais explorado, e tratar com aquele que mais senti confiança.

Já passei por várias situações dúbias de tratamento e de suspeitas de doenças. Não quero desmerecer médico nenhum, muito pelo contrário, sou extremamente grata aos médicos que elucidaram alguns enigmas com meus filhos.  Primeiro um ótimo pediatra que conseguiu resolver um problema de constantes infecções urinárias em uma filha. Descobriu a causa, medicou correto, a recuperação foi total.  Outro vez um ótimo gastroenterologista infantil  conseguiu resolver um problema de diarreia crônica, que já estava dando margens a muitas especulações. A cura foi total.

Bem, esses exemplos são apenas uns poucos, pelos quais já passamos aqui, com nossos filhos, e serviram para que eu fincasse um lema pra família: “nunca tapar o sol com a peneira" - não tentar me enganar que o tempo vá resolver tudo. O melhor ditado para isso é "rezando e com o martelo dando".  Rezar, pedir a Deus ajuda, e ao mesmo tempo ir pondo os meios. Deus quer ver de nós este esforço, essa luta.

Surgiu uma suspeita: o filho não vai bem na escola como a maioria, não vou dizer: "essa escola não presta pra ele", vou pesquisar o que se passa, observar mais atentamente o comportamento do meu filho, não vou dizer:" ele é um gênio incompreendido", ou "quando crescer já vai ter que enfrentar tantos limites", essas atitudes só nos fazem perder tempo; tanto de cuidados médicos quanto dos educacionais.
 
O pai tende a observar mais por alto, não é de computar detalhes, por isso custa um pouco mais pra perceber os pontos nevrálgicos, e tomar atitudes para buscar ajuda, e por muitas vezes até atrapalha a busca de ajuda.

Nossos filhos podem ter defeitos, dificuldades, atrasos, inseguranças, são seres humanos, e são nossos filhos. Não são perfeitos, e essas diferenças não os tornarão menos amados; com elas e resolvendo-as estaremos mostrando cada vez mais o nosso amor incondicional por cada filho.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A mulher invisível

Um vídeo dedicado a todas as mulheres que se sentem invisíveis para o marido, os filhos... Vale a reflexão!


quarta-feira, 22 de julho de 2015

O amor filial

Encontrei entre os guardados que eu tinha do meu avô materno, um pequeno texto muito interessante,  traduzido por ele, sobre o Amor filial. Transcrevo aqui porque vale uma reflexão. Não sei a autoria.

O amor filial  - dedicado a mamãe

Haverá um sentimento mais belo e mais doce que o amor filial? É o primeiro sentimento que faz bater nosso coraçãozinho no berço.

Mamãe, poema duma juventude infinita, mista de amor e de carinhos, é a primeira palavra que dizemos. Qual o gozo de uma ou daquela de nossas mães, quando nos embala cantando? 

Ela se acha recompensada do tormento que sofreu, por um só sorriso deste pequenino ser, que para ela é uma joia, a vida.

 Nós somos para os nossos pais o raio de sol que dá perfume à flor, esperança do futuro. Quantas vezes curvadas ao trabalho, eles dobram seus esforços pensando na felicidade de seus filhos!

Como devemos nós pagar um tão grande amor e tão inumeráveis sacrifícios? Não devemos os amar com este amor puro, que distingue a criança do asno? Como o botão se transforma em flor, assim se transforma o amor filial engrandecido em urnas de essências, e se transbordam no tabernáculo do lar.

A missão de filho é bela.

domingo, 10 de maio de 2015

Dia das Mães - 2015

Por Maria Teresa Valente Serman

Tudo que podia se dizer já foi dito sobre este dia, e a maternidade em si. “Ser mãe é sofrer no paraíso”; “Toda mãe é igual, só muda o endereço!”; “Meu filho, melhor parte de mim”; “Meu filho, minha vida”; enfim, vocês sabem... Mesmo sendo mãe de cinco filhos e duas noras, e avó de dois para três netos, não sei o quê acrescentar, senão que, se o corpo é da mulher, como dizem alguns, não para defendê-la, mas para que essa autonomia sirva para fins escusos, eu contraponho que o melhor que podemos fazer com nosso corpo é permitir e favorecer sua fecundidade, não só do útero, mas do coração, da alma, do nosso ser feminino completo.

Conheço e admiro muitas mães que não o foram fisicamente, mas em plenitude de amor por outras crianças,  próximas ou não. Sou fã de carteirinha de minha nora Jussara, alegre, paciente e criativa mãe de três crianças, uma ainda no ventre, para alegria de todos nós. Observo mães de todas as idades e níveis culturais e sociais, e cada vez mais me convenço que não é a ciência acadêmica que nos pode ajudar a sermos melhores, mas a sabedoria que se aprende da simplicidade e da humildade.

Nada contra o estudo, a cultura e a leitura sobre como criar filhos, pelo contrário. Só penso, com minha parca experiência como mãe e de vida, que as mães, como escreveu nossa sábia Dra.Mannoun Chimelli, precisam gastar mais tempo com os filhos, em vez de dedicarem tanto tempo e energia para ganhar dinheiro que propicie a estes todas as novidades digitais e eletrônicas, todos os cursos que possam fazer, todas as viagens que consigam empreender.

Filhos precisam de suas mães, e quantidade de convívio também é qualidade. E filho precisa de irmãos, outros filhos, para aprender a compartilhar com eles sua mãe. Assim, saberá compartilhar o amor sempre. Dói meu coração quando vejo, em muitas mesas de restaurantes, um casal e uma criança, cada um, geralmente, imerso em seu celular ou tablet. Tenho vontade de dizer a essa mãe: Olha, se o menino(ou a menina) tivesse mais irmãos aqui com ele(ela), você teria mais risos à sua volta, e mais possibilidade de namorar seu marido, pois eles se ocupam entre eles.

Deus guarde e ilumine todas as mães, guiando seu amor e multiplicando-o, não só em intensidade, mas em número de filhos a recebê-lo. PARABÉNS PARA TODAS NÓS!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Mãe - amor que se multiplica

Por Raquel Suppi

Na última quarta-feira, vivi uma experiência que define muito o coração de uma mãe. O meu filho do meio, de dois anos, prendeu e machucou bastante o dedinho do pé na cadeira de balanço, onde eu estava. Foi “apenas” um acidente e, claro, eu não tinha a menor intenção de ferir o meu pequeno, mas não é bem assim que funciona o julgo de uma mãe! A gente acaba se culpando, mesmo que seja um pouquinho. Mas, não era sobre culpa que eu queria falar. Acredito que, mais que se sentir culpada, algo que realmente define uma mãe, antes de tudo, seja o amor plenamente compassivo.

Compassivo, de acordo com o dicionário, é uma pessoa “que tem ou revela compaixão” e, por sua vez, compaixão significa: “condoimento do mal alheio que nos leva a participar dele, como se fosse mesmo o nosso”. Quem, como uma mãe, é capaz de enraizar esse significado de forma tão absoluta? Enquanto o meu filho chorava de dor, eu me contorcia junto, gritava dentro de mim e desejava estar no lugar dele. Aquilo, realmente, doía em mim, de verdade. Já no hospital, as vezes que precisamos explicar como ele havia se acidentado, para médicas e enfermeiras, ouvia a clichê e verdadeira frase: “com certeza, está doendo mais na sua mãe do que em você”! Elas deviam ser mães, para entenderem tão bem!

Assim como sentimos e assumimos os sofrimentos dos filhos, como se fossem nossos – até porque eles são nossos! –, acontece o mesmo com as alegrias e realizações que eles experimentam! Nós sentimos um gozo indescritível e sem tamanho, provavelmente maior do que eles mesmos! Sejam elas boas ou ruins, nós – mães – temos o dom de potencializar e amplificar em nós mesmas as sensações deles. A maternidade é mesmo uma missão de incomparável valor, beleza e nobreza! Sim, ela enobrece a mulher, não há como questionar isso!

Uma vez, meu filho mais velho, de seis anos, perguntou quem me entregava o presente do dia das mães, antes de ele nascer. Quando respondi que não recebia presente nessa data, porque ainda não era mãe, ele ficou espantado, sem entender: “como não?!”. Daí, expliquei: “Como eu poderia ser mãe, sem um filhinho para amar e cuidar?!” E continuei: “Foi você quem me fez tornar uma mamãe”! Nunca vou me esquecer da carinha feliz e orgulhosa que fez! De fato, como primogênito que é, ele inaugurou a minha maternidade e me fez sentir, pela primeira vez, o amor loucamente exagerado de uma mãe! No entanto, a chegada de cada um dos filhos trouxe – e traz – novas, fortes e apaixonantes
descobertas!

Lembro, por exemplo, do medo que eu tinha de não conseguir amar outro filho com a mesma intensidade do primeiro. Mas o temor se dissipou quando tomei o segundo filho nos braços, e senti o peito alargar, dando espaço a mais um amor infinito e incomensurável. Aprendi que um único coração de mãe, bate desesperadamente por um, dois, três... quantos filhos ela tiver!

Quando minha princesa, de um aninho, estava a caminho, eu me perguntava se conseguiria me acostumar a ter uma menininha e se seria capaz de me dividir em três! Mas bastou o nosso olhar se encontrar, pela primeira vez, para tudo se transformar, e a cor de rosa entrar com tudo para fazer parte do meu mundo – até então, azul por completo! E foi através dela que também percebi que mãe não se divide! Não! Se acontece alguma operação matemática na nossa vida, certamente se trata da multiplicação! Pois, de forma milagrosa, nós conseguimos ser e se dar inteiramente a cada um dos filhos, sem precisar tirar ou diminuir de ninguém!

A data que celebramos as mães – de maneira mais especial – está chegando, e eu tenho recebido pequenas – e valiosíssimas – homenagens e mimos dos filhos, todos os dias. E, à medida que elas chegam, mais meu coração se enche e transborda de gratidão e amor, pela grande graça da maternidade. Por isso, hoje quero agradecer a Deus e a cada um dos meus filhos, por terem me feito e por me ensinarem a ser mãe, todos os dias!

André, Pedro e Clara, obrigada pelo amor transbordado e por todo sentido que dão à minha vida! Mamãe ama vocês, mais que o infinito!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sou peça de museu?

Pronto! Declaradamente posso ser arquivada e posta num museu: a última das filhas, a caçula não precisa mais de mim. Já pode ir e vir sozinha, a pé, de ônibus ou metro. Por mais que eu relutasse este momento chegou, não da mais pra negar essa evidência, ela cresceu e já pode seguir sozinha.

Não é verdade que uma mãe fique obsoleta porque seus filhos cresceram e já caminham com seus próprios pés. Nos mães vamos ser sempre necessárias para nossos filhos, o nosso trabalho pode diminuir muito, mas os nossos cuidados, carinhos e preocupações não vão terminar nunca.

Eu comecei a pensar em curtir essa calmaria de não ter que sair cedinho toda manhã para levar filhos nas escolas, passei a imaginar o que fazer de novo para ocupar o tempo, sem que todos percebam essa sobre de tempo, pois logo arrumarão tarefas para mim.

Com certeza o mais velho chegará com suas ideias mirabolantes: “mãe que tal fazer um curso de Design Gráfico”, ou “você poderia entrar para faculdade de gastronomia” ou “que tal viajar para o México, Cancun?"

Outra logo dirá: “mãe você agora poderia me levar e buscar na faculdade, esta sem o que fazer mesmo". Depois virá um e pedirá o carro emprestado, porque ficará sem uso na garagem. Terei aquela que dirá: "agora aproveite o tempo e cuide-se”, "quem sabe começa a fazer umas caminhadas?”.

Cada um a seu modo mostrará sua preocupação de eu não ficar sem uma função, e deixará claro que preciso me mexer e a função de mãe não termina nunca.

Precisamos lembrar de que este é o momento de aumentar o carinho com o marido, buscar atividades conjuntas para aumentar a união com o casal. Quanta coisa boa podemos fazer quando nos sobra tempo e quando nos sentimos desnecessárias. Basta olhar a volta de nós, com olhos de servir que logo as ideias vão borbulhar.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Mãe de Menina: Vaidade, tudo é vaidade…#sqn


Mãe, tira uma foto minha?

Maria Esther (5) ama posar para fotos. Ela diz que quando crescer, quer ser modelo. Eu acho graça, e, sinceramente, não sei se devo torcer a favor ou contra… pois sei que a vida de modelo tem seus riscos, tais como a obsessão pela magreza que leva a distúrbios alimentares, entre outras… mas há também o outro lado, a independência financeira cedo, a possibilidade de viajar…

Maria Isabel (3) ama usar saias e vestidos, balança os cachos quando anda. Mostra o vestido e anuncia: “Olha, manhê, bistidu! Bebel linda!” – e é claro que eu concordo.

nenecas1
O mais interessante é que elas não têm uma mãe supervaidosa. Sou uma pessoa adepta do básico, neutro, clássico e confortável. Tento manter o mínimo: cabelos pintados, unhas feitas. Mas não sou de fazer escova nem penteados, meu estilo é “wash and go”. Não uso salto por conta de artrose nos joelhos, essa decorrente do sobrepeso. Uso pouca maquiagem, até porque não tenho muita destreza para aplicar. De quem elas herdaram a vaidade? Será algo inato, algo típico de meninas? Nos desenhos, as princesas são lindas, perfeitas, mas dificilmente as vemos ocupadas com cabelo ou maquiagem… é o esquema “acordei assim…”.

Gosto de incentivar isso nelas, mas não demais. Será que sou neurótica? Quero que elas se amem, tenham a auto-estima elevada, mas não a ponto de achar que a beleza física é tudo. Quero que se empenhem também em serem boas pessoas, agradáveis, com valores, com ética. Essa tarefa – transformá-las em mulheres lindas por dentro e por fora -  é, em grande parte, minha. Que medo! Que “responsa”! Tenho que me policiar o tempo todo. Elas observam como ajo, como falo com as pessoas, o que digo e em que momento. Sou o espelho.

nenecas2
“Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela que eu?” – Elas sempre querem saber se estão bonitas. A mamãe sempre diz que sim – até porque é verdade.

Maria Esther (5) é sensível e generosa, gosta de ajudar, divide o que tem. Maria Isabel (3), apesar do “gênio”, é educadinha. Diz “dá licença”, “por favor”, “obrigada”. Também é carinhosa e solidária, em especial se alguém se machuca. Minhas princesas. São lindas. Realmente.

Ser mãe de menina não é fácil. Uma geração passa, a outra vem… Vaidade das vaidades, tudo é vaidade, já dizia o Eclesiastes!

Gostaria de saber, de outras mães de menina, como lidam com a vaidade de suas pequenas! Conta aí nos comentários!

sábado, 18 de outubro de 2014

Mamãe fútil


Conheci a Aline e seu marido – então namorado – pelo falecido Orkut, em uma comunidade da qual nós participávamos dos debates. Desde então mantemos uma amizade virtual que é bem real, e como sou fã dos blogs dela (Femina e Domestica Ecclesia, esse último em conjunto com o marido), decidi pedir a ela que escrevesse um post como convidada. Espero que gostem!!!! (Maite Tosta)

Mamãe Fútil

Por Aline Brodbeck, 33 anos, advogada, gaúcha, casada e mãe de quatro filhos, blogueira de moda - www.blogfemina.com.

É sabido que vivemos em um mundo hedonista e extremamente despreparado para enfrentar as vicissitudes do dia a dia. E refiro-me especialmente a nós mulheres.

Há uma geração, crias do feminismo, mesmo sem querer, talvez até sem que isso tenha sido um desejo do referido movimento, que incentiva, na prática, as mulheres a ser mulherzinhas. São aquelas que se preocupam tanto consigo mesmas que nem conseguem olhar para o lado - ao menos se não tiver espelho ou espectadores para as aplaudir.

Não cabe somente julgá-las ou rotulá-las, achando que nós, que percebemos esse fenômeno, somos melhores do que elas. Infelizmente, todos carregamos uma tendência a esse mal dentro de nós. Eva mesmo foi uma mulherzinha egocêntrica ao ceder à tentação. Compete-nos a luta diária.

O grande problema - e isso vem dessa quase divisão estritíssima entre mulherzinhas fúteis, de um lado, e mulheres desleixadas, de outro - não é termos essa tendência ao egoísmo e à futilidade, mas quando somos a própria encarnação da frescura. E isso se agrava quando a mulher resolve ser mãe.
É tema já batido, até nas campanhas publicitárias do mês de maio, que ser mãe é um ato de doação. Como um ser que foi egoísta a vida toda vai aprender, de da noite para o dia, a se doar? E se doar integralmente!

Ser mãe não significa nem é desculpa para andar de abrigão de moletom o dia todo, cabelo despenteado, pantufas e cara de mau humor. Por outro lado, não acho que sempre seremos mães esteticamente perfeitas. Perfeição só em Nossa Senhora.

Devemos, contudo, nos espelhar na perfeição e a buscarmos. Isso é evidente. É uma vocação. E essa perfeição se reflete também no exterior, nas roupas, na maquiagem, na elegância, no modo como nos apresentamos, na mensagem que passamos aos outros mediante o nosso semblante. Temos que olhar para cima e não para baixo (só se for para tirar foto do look e postar no Instagram). Paremos com as desculpas e com a autocomiseração.

Claro que temos nossos momentos de queda, unha feia, cabelo preso para disfarçar quão terrível ele está porque não o cuidamos, uma roupa mais velhinha.

A mulher de verdade, entretanto, ama a luta, não a queda, e procura se superar e vencer. A mulherzinha, ao contrário, senta, chora, reclama aos quatro cantos do mundo que não dorme uma noite inteira, que se embarangou.

E quem sofre, no fundo, não é ela, pois a egoísta está no seu papel perfeito, no qual ela até tem certo prazer, o de vítima. Quem sofre mesmo é aquela criaturinha que precisa de uma adulta, uma que pessoa que a direcione, que a ensine, que a eduque e a ame com gestos concretos, mais do que com palavras.

Não acredito no chavão de que quando nasce uma criança, nasce também uma mãe. Assim como uma dama, uma mãe não nasce, mas se forma, se contrói. A mãe de verdade vai aprendendo a cada dia, lê, conversa, se informa, e se forma - intelectual, humana, moral e espiritualmente. Ser mãe é maravilhoso, mas é preciso aprender a enxerger além, e só fazemos isso quando cessamos de olhar para o próprio umbigo.

O exterior deve ser reflexo do interior. Do contrário, como toda casca, um dia cai.
Filhos nos ensinam a perder a preguiça, a exercitar a paciência, a controlar a gula, a gerir melhor nosso tempo e com mais inteligência.

E o melhor de tudo é que filho nos ensina que somos gente, humanos, que erramos, e que ainda assim, como o Pai do Céu, eles, os filhos, vão seguir nos amando e nos mostramos que nossos acertos, ainda que pequenos, valem mais do que nossos erros.

Para enxergar tanta beleza temos que parar de olhar tanto para nós e direciarmos nossa atenção para os outros, para os nossos filhos, para as coisas belas da vida. É o mandamento do amor, dado por Cristo.


E o meu exterior de mãe feliz, bem arrumada, maquiada, elegante, altiva, e em paz comigo mesma e com Deus, será uma grande vontade de mostrar a todos como esse amor invadiu completamente a minha alma e, em vez de uma mamãe fútil, serei uma mamãe útil!

*Fotos: Acervo Pessoal Aline Brodbeck e Blog Femina.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Nossa vida com três!

Na época de solteira, eu não sabia, não tinha tempo – ou achava que não – nem interesse em aprender a cozinhar, lavar roupa, cuidar de uma casa. Só precisava me preocupar em conciliar o trabalho com o estudo e o namoro! Mesmo assim, ainda conseguia deixar algo por fazer. Então, de repente, me vi casada, morando fora, longe da família e totalmente leiga no quesito “administração do lar”. Foi quando comecei a constatar de fato, que o tal provérbio era mesmo verdade: “A vida é uma escola, enquanto vivemos, aprendemos”.

Nunca imaginei que um dia conseguiria lidar pessoalmente com os afazeres domésticos sem enlouquecer! Não foi fácil entrar no ritmo. Por diversas vezes, deixei as coisas acumularem e o caos se instalar! Contudo, no meio da adaptação (no primeiro ano de casamento), decidimos que era hora de sermos pais. Lembro que, grávida do nosso primogênito André, a alegria e o amor se misturavam ao medo de não conseguir dar conta de tudo. Se já era complicado antes, imagine agora, com um filho?! Mas a chegada do nosso primeiro príncipe marcou o início de uma mudança incrivelmente melhor em nossas vidas!

Comecei a me questionar sobre o que eu fazia com o meu tempo antes de ser mãe. Agora, o dia parecia ter mais de 24h, porque dificilmente deixava algo para depois. E o mesmo aconteceu em relação à nossa situação financeira. Antes, vivíamos no limite, com o orçamento bem apertado. Depois, como um milagre, tudo ficou mais equilibrado. Percebemos que dávamos importância a muitas coisas supérfluas, que facilmente conseguimos descartar.

A chegada do Pedro, o nosso segundinho, além de euforia, também trouxe algumas inseguranças. Estávamos de volta ao Brasil e nos mudando para um apê grande – depois de quase dois anos morando na casa dos meus pais. Voltar a ser dona de casa não seria fácil, principalmente agora, com dois filhos. Seríamos capazes de amar e cuidar com o mesmo zelo de duas pessoazinhas tão dependentes de nós? E quanto aos gastos a mais? Finalmente, o nosso pequeno príncipe nasceu e descobrimos que o amor de pai e mãe é ilimitado! Assim, rapidamente, a nossa vida se ajustou!

Aí, veio a Clara, nossa bonequinha! A gestação em si já foi bastante cansativa! Externamente, tivemos muitas mudanças desafiantes, também: mudamos novamente de casa; Felipe, meu esposo, assumiu novas responsabilidades no trabalho, passando menos tempo em casa; a diarista, que vinha duas vezes na semana, deixou de vir (e não conseguimos uma substituta que durasse); o André voltou a ter problemas de adaptação no Colégio e o Pedro, com pouco mais um ano, revelou-se um arteiro de primeira – e quase indomável! Sem contar as travessuras do Bingo, nosso cachorrinho! Foi nesse cenário aparentemente conturbado e inadequado, que a nossa princesa chegou. E agora? Outro milagre! O que parecia improvável aconteceu: tudo entrou nos eixos e a vida ficou mais simples de levar! A começar pelo surgimento de um novo emprego para o Felipe – melhor em vários aspectos –, que voltou a estar mais presente em casa.

Hoje, nossa rotina é corrida, animada, prática e bem mais fácil de lidar!! Como tudo o que é bom, dá um trabalhão, mas super vale a pena! A chegada de cada um dos nossos três filhos nos tornou mais disciplinados, organizados, comprometidos e conscientes do que realmente é essencial e indispensável em nossa vida! Não damos chance para a ociosidade. Com eles, descobrimos que não temos tempo a perder, só a ganhar! Pelo andar da carruagem, se Deus nos der a graça do quarto filho, provavelmente vamos tirar de letra!
Raquel Suppi - é bacharel em Jornalismo, escritora, blogueira e dona de casa em Fortaleza/CE. Casada com um gaúcho e mãe de dois príncipes e uma princesinha, é Católica e membro da Comunidade Católica Shalom. Gosta de tomar chimarrão com o esposo, brincar com os filhos, ler, escrever, ver filme e viajar em família.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Minha filha voltou ao trabalho: e agora?

Por Olga Maria Lavor*

Minha filha está voltando ao trabalho depois de uma prolongada licença-maternidade e não quer colocar o bebê na creche. Como lidar com essa situação?

Bom, graças a Deus, o neném tem todas as avós vivas, e eu sou uma delas; e, apesar de morar distante, coloquei-me à disposição para ajudar. Para quem tem acesso a transporte público (de péssima qualidade, diga-se de passagem), é sempre possível dar um jeito.

Então aqui estou eu às voltas com o neto, dividindo os dias da semana com a avó paterna, que tem a sorte de morar mais perto.

Cuidar de um bebê fofo como o meu neto (avó também é coruja) é uma dádiva dos céus, e devemos sempre agradecer a Deus oportunidades como essa.

A viagem pela manhã é uma delícia: o ônibus vai fazendo seu itinerário maravilhoso pela praia da Barra, pelo Itanhangá, bairro nobre do Rio formado sobretudo por casas, e pelo Alto da Boa Vista. Depois deste percurso turístico, chego à casa do meu neto, que já me recebe com aquele sorrisão que deixa a avó bobona babando. Troco então de roupa (é importante não passar o dia com o bebê cheia de impurezas, em especial nos primeiros meses), minha filha vai para o trabalho e ficamos só eu, o bebê... e meu genro.

(Ia me esquecendo: meu genro trabalha em casa. Problema? Nada disso: solução. Ele me ajuda – e muito, apesar de meu esforço para não ocupá-lo em demasia. Minha convivência com ele é super tranquila, até porque ele é, como eu, alguém extremamente pacífico: é portanto o genro que eu pedi a Deus; para melhorar, às vezes ainda me permite ouvi-lo cantando gregoriano.)

Voltando aos meus afazeres: é essencial para as avós tentar não se meter nem mudar a rotina do casal. Assim, antes de minha filha sair já pergunto quais são os legumes da papinha do neném, incluindo o tipo de carne que devo fazer de almoço. Eu sei que o coração da filhota fica apertado por ter de deixar o filho, e por isso é meu dever mantê-la segura quanto ao andamento da casa, reduzindo assim seu sofrimento. Nessas horas, a experiência que acumulamos como mães tem de estar ao serviço de nossas filhas. Avó nunca deixa de ser exemplo.

Olga Maria Lavor – cearense, casada, mãe e avô.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ser mãe é (também): passar vergonha!

Por Raquel Suppi*

É bastante corriqueiro, quase como uma regra, os filhos colocarem os pais em situações embaraçosas. Parece até que todos fazem um curso universal! Tipo: “Como fazer os seus pais passarem vergonha”!
Quem nunca pareceu ser mentirosa por conta dos filhos? Dizemos para a sogra: “Ela não gosta de comer verdura”, mas a filha não só toma toda a sopa de legumes, como diz que estava deliciosa e pede mais! Quem nunca se constrangeu diante das respostas extremamente sinceras? A tia rabugenta pergunta: “Gostou do presente?”. E o filho responde: “Não! Eu queria brinquedo, e não roupa!”. Quem nunca fez papel de fofoqueira? Cruzamos com a vizinha indiscreta, e o caçula solta: “Olha, mamãe: a garota que está sempre de decote e saia curta!”.

Não há como escapar! Viver momentos constrangedores, por causa das nossas crianças, é marca registrada de toda mãe – e pai também! É uma espécie de tradição de maternidade/paternidade, passada de geração em geração. Um dia, nós fizemos isso com os nossos pais, que fizeram com os nossos avós, que fizeram com os nossos bisavós e por aí vai! E, se todos passam ou já passaram por isso, bem que poderíamos encarar de uma maneira mais leve. Quem sabe até curtir?! Claro que, na hora do aperreio, é complicado ver por essa ótica. Se pudéssemos, desapareceríamos ou enfiaríamos a cabeça em um buraco, como um avestruz! Mas, depois, é quase impossível não virar motivo de gargalhada. Histórias que serão contadas por anos, provavelmente, para as gerações que virão!

Aqui em casa, temos um caderno cheio de casos assim. Costumamos anotar tudo! Vez ou outra, a gente lê e a risada é geral! Os filhos adoram! Se vemos necessidade, dependendo da história, aproveitamos a ocasião para reforçar que aquilo não foi uma coisa legal, e explicamos o porquê.

Um dos “clássicos” da família, com vários desdobramentos e histórias semelhantes – como capítulos de novela, com o humor dos sitcoms –, envolveu o André, nosso filho mais velho. Na época, com três anos, ele começava a aprender e levar a sério algumas “normas” das boas maneiras. Entre elas, a de não soltar “pum” perto de alguém. Ensinamos que deveríamos nos afastar das pessoas ou ir ao banheiro. Certa vez, em um restaurante razoavelmente cheio, meu marido e eu o observávamos brincar no play. De repente, o André saiu apressado, correndo para a direção oposta à nossa. Nós nos levantamos rapidamente, achando que estava perdido. Foi quando ele parou, próximo de algumas mesas vazias, levantou o polegar e, sorrindo, gritou: “Mamãe! Papai! Peidei de longe!”. Ops! Falha nossa! Esquecemo-nos de dizer que ninguém precisava saber!

Naturalmente, todos caíram na gargalhada! Quanto a nós, não tivemos como fugir ou disfarçar, com aquela cara de “quem sãos os pais dele?!”. Éramos os únicos em pé – tirando os garçons olhando para a direção que o André estava. Ficou óbvio que ele era o nosso filho! Foi o jeito entrar na onda e soltar o riso – e não os gases – também!