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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Quero mesmo conhecer e conviver com minha Sogra? - Parte II

Patrícia Carla

Como disse no artigo anterior, existem alguns   pontos que são fundamentais para a relação sogra/nora dar certo. São eles:

- Fé: isso mesmo, crer que Deus  é fundamental. Saber que qualquer um que esteja em nossa vida é presente de amor dEle por nós. Todos, sem exceção, nos farão crescer em algum ponto, e permitirão nos aproximarmos mais e mais de Deus. E a sogra faz parte disso. Ela é alguém que nos levará ao céu. Aproveitemos cada instante disso;

- Diálogo com Deus:
  é com Ele que devemos conversar e pedir ajuda, para este trato com a sogra, contar-lhE as nossas dificuldades. Ele já as conhece, muito mais do que nós, mas ao partilharmos, Ele  nos ajudará, e nos mostrarás o que fazer.  Assim, dóceis e fieis, não haverá relação ruim, todas as ocasiões servirão para nosso crescimento espiritual, toda provação nos colocará mais perto do Pai;

- Atitudes: como noras podemos ter consciência do que já foi citado, contudo nem sempre a sogra tem, talvez ela tenha um coração duro, e por conta disso seja bastante intrometida, inconveniente, fale mais do que deva, faça comentários dispensáveis, insista em contrariar nossas decisões; ou seja apenas uma daquelas pessoas que desejam fazer tudo pelo outro. Seja como for coloque-se no lugar dela, e,  se ainda não é mãe, esse exercício será ainda mais complicado, mas , mesmo assim imagine:

Você passa 9 meses com aquele ser lindo na sua barriga, quando nasce ele é totalmente dependente de você. Ele cresce, faz todas as travessuras gostosas, aprende a ler, a andar de bicicleta, a ir para escola, e você está lá, atuante, presente em cada momento, disponível sempre, a grande juíza, a grande médica, a grande mãe. A cada choro, a cada dor é o seu colo o requisitado, e não outro.De repente então, o mocinho vira adolescente, e ai, você começa a inexistir, os amigos são infinitamente mais importantes, aliás, nesta fase, para ele, você só atrapalha todas as diversões.  Respirar fundo vira o seu lema, afinal tudo vai passar. E quando se dá conta ele amadurece, encontra o amor e a partir desse momento você sentirá saudades da inexistência, pois agora, outra mulher é infinitamente mais importante que você, será ela a companheira para toda vida, e com ela que ele tomará as decisões; você pode até ser consultada, mas a palavra final não será mais sua, em nada. E essa mulher ousa ser diferente, ousa,(imagina!), ter atitudes mais adultas e inteligentes que as suas, ela consegue ver outras facetas da situação, e ele encantado, a segue sem medo.

Dói só de ler né? Será assim com você, foi assim com ela, e será assim sempre. Por isso, seja paciente, caridosa, tente realmente não criar situações desnecessárias. Ela se intromete? Ouça -  não precisa concordar ou fazer. Ela reclama demais? Já viu o duro que ela dá? As dificuldades que os filhos dão a ela? inclusive o seu marido? De como o marido dela pode tratá-la mal? Seja você o porto seguro dela, faça a diferença. Imagine-se como Maria, (mãe de Jesus), calma e paciente sempre. Verás que quanto mais dócil, amiga, companheira, você for,  melhor será sua relação com ela, mesmo que demore um pouco para que aconteça. Faça com que suas atitudes sejam coerentes com sua fé e com seu diálogo com Deus.

A sua sogra é tão amada, desejada e ansiada por Deus quanto você. Se ela está na sua vida, não foi por acaso, foi por um amor imenso de Deus por vocês duas, foi para que vocês fossem felizes juntas, como família.

Quando chegar a nossa hora, Deus nos questionará sobre vários pontos em nossa vida, principalmente sobre o que fizemos para levarmos os nossos entes queridos a Ele, e nesse rol nossa sogra também está incluída. O que responderíamos se fosse hoje?

Ame sua sogra, respeite o seu espaço. Aprendam com ela, apesar de discordar dela em vários pontos, ela já deu certo, pois hoje você escolheu o filho que ela criou para estar contigo. Logo ela tem sim, boas ideias, e pode sim te ajudar a criar os seus. Não precisa acolher tudo, aprenda a olhar de forma diferente as sugestões dela, livre-se dos pré conceitos. Deus nos fez para convivermos em harmonia, e não para estarmos certas sempre.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Quero mesmo conhecer e conviver com minha Sogra? - Parte I

Quando me casei, várias amigas me deram o mesmo conselho: toma cuidado com a sua sogra, seu marido é o filho mais velho e ela não o deixará sair debaixo de  suas asas. Havia uma preocupação real delas, eu sairia de Brasília e viria morar em São Paulo, onde meu futuro marido morava. Estaria só e sem família, ou seja, totalmente a mercê dessa figura mitológica.

Pois bem, me casei e vim para São Paulo. Como foi um namoro à distância, por várias vezes durante o ano que durou o nosso namoro/noivado, me hospedei na casa dela. Posso afirmar, portanto: sempre fui muito bem tratada, mais que isso, Deus em sua infinita bondade, me propiciou uma grande amiga, uma confidente. Nos demos bem desde o 1º encontro. No jantar onde nos conhecemos, meu marido ficou de lado, enquanto eu e ela conversávamos bastante. Foi um encontro de almas.

Tive sorte? De forma alguma, pois não acredito nisso. Sou Católica e acredito no Plano de Amor que Deus desenhou para mim e ela também é, e isso sim ajudou bastante. Ambas tinham consciência, que todos que permeiam a nossa vida estão lá para nos santificar e para que sejamos também ocasião de santificação. Seja pela dor ou pela alegria.

A convivência é perfeita? Claro que não. Somos pessoas, cheias de nuanças, viemos de mundos dispares, e por conta disso temos sim as nossas diferenças, contudo sabemos onde fica o nosso limite. Já brigamos, já fiquei sem falar com ela por motivo fútil, já choramos juntas. A cada dia aprendemos mais uma um pouco da outra. Acima de tudo, resolvemos criar a nossa história de nora e sogra e não seguir rotas traçadas por outras.

É preciso quebrar os estereótipos, acolher as diferenças. Somos duas mulheres que até amam o mesmo homem, de formas tão distintas que a competição por esse amor é nociva, para todos, inclusive para nossos filhos, que irão aprender conosco a perpetuar esse senso comum.

Podem dizer que para mim é fácil, mas, garanto que não, minha boa relação é uma conquista constante.

No próximo artigo direi qual é o grande segredo desta relação.

Beijo grande!

terça-feira, 22 de julho de 2014

Minha filha voltou ao trabalho: e agora?

Por Olga Maria Lavor*

Minha filha está voltando ao trabalho depois de uma prolongada licença-maternidade e não quer colocar o bebê na creche. Como lidar com essa situação?

Bom, graças a Deus, o neném tem todas as avós vivas, e eu sou uma delas; e, apesar de morar distante, coloquei-me à disposição para ajudar. Para quem tem acesso a transporte público (de péssima qualidade, diga-se de passagem), é sempre possível dar um jeito.

Então aqui estou eu às voltas com o neto, dividindo os dias da semana com a avó paterna, que tem a sorte de morar mais perto.

Cuidar de um bebê fofo como o meu neto (avó também é coruja) é uma dádiva dos céus, e devemos sempre agradecer a Deus oportunidades como essa.

A viagem pela manhã é uma delícia: o ônibus vai fazendo seu itinerário maravilhoso pela praia da Barra, pelo Itanhangá, bairro nobre do Rio formado sobretudo por casas, e pelo Alto da Boa Vista. Depois deste percurso turístico, chego à casa do meu neto, que já me recebe com aquele sorrisão que deixa a avó bobona babando. Troco então de roupa (é importante não passar o dia com o bebê cheia de impurezas, em especial nos primeiros meses), minha filha vai para o trabalho e ficamos só eu, o bebê... e meu genro.

(Ia me esquecendo: meu genro trabalha em casa. Problema? Nada disso: solução. Ele me ajuda – e muito, apesar de meu esforço para não ocupá-lo em demasia. Minha convivência com ele é super tranquila, até porque ele é, como eu, alguém extremamente pacífico: é portanto o genro que eu pedi a Deus; para melhorar, às vezes ainda me permite ouvi-lo cantando gregoriano.)

Voltando aos meus afazeres: é essencial para as avós tentar não se meter nem mudar a rotina do casal. Assim, antes de minha filha sair já pergunto quais são os legumes da papinha do neném, incluindo o tipo de carne que devo fazer de almoço. Eu sei que o coração da filhota fica apertado por ter de deixar o filho, e por isso é meu dever mantê-la segura quanto ao andamento da casa, reduzindo assim seu sofrimento. Nessas horas, a experiência que acumulamos como mães tem de estar ao serviço de nossas filhas. Avó nunca deixa de ser exemplo.

Olga Maria Lavor – cearense, casada, mãe e avô.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Morar com filhos casados

Depois que li uma piadinha inocente na internet comecei a meditar sobre o assunto.

Já dissemos aqui que, “quem casa quer casa longe da casa onde casa”, mas, se é inevitável que a filha ou o filho more com a mãe, (vale para o pai também), que esta tenha bastante cuidado para não invadir a privacidade do casal. Toda família precisa da sua identidade e das suas diretrizes para que tenha sucesso e continue na sua jornada para o futuro.

A sabedoria esta em que a sogra/mãe, tenha vida própria, mesmo morando com o casal. Faça seus programas sozinha, tenha uma rotina independente, e, na medida do possível ajude nas tarefas da casa e com os netos, mas que isso não seja só tarefa sua. Apenas ajude.

Aquela mãe que vive falando nos ouvidos da filha, que seu marido é um molenga, um preguiçoso, um bruto, um incapaz, etc e tal; ou do filho, que sua mulher é desorganizada, implicante, descuidada com a aparência, que trabalha fora mas não cuida da casa, que nem sabe cozinhar, que gasta mais do que precisa, só estará contribuindo para o afastamento do casal; e, se o casal for inteligente, a contribuição será para o afastamento dessa mãe/sogra.

Nada pior do que alguém ao nosso lado para acentuar os defeitos do outro, ainda mais se esse outro é o nosso marido ou a nossa mulher. A pessoa que escolhemos para estar junta de nós pelo resto das nossas vidas. Com seus defeitos e suas qualidades.

Mães com filhos casados, coloquem-se em seus lugares; do casamento em diante, sua filha tem nova família, mas estará dividida entre  satisfazer aquela quem a pôs no mundo, e o marido a quem tanto ama. E, seu filho estará igualmente dividido entre continuar recebendo os mimos da mamãe e a esposa que ama de forma diferente, porém, um amor sem limites.

 “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos” -  Efésios 6:4 -  A palavra “provocar” significa irritar, exasperar, mostrar de forma errada, incitar, e é exatamente isso que a mãe/sogra deve evitar sempre, com muito cuidado. Essa atitude de provocar, resulta de um espírito irracional, e autoritário com restrições desnecessárias e insistência egoísta em relação à autoridade, que já não tem mais. Todas as  provocações nesse sentido resultarão em reações adversas, murchando o afeto, fazendo com que a  filha ou o filho sinta que não pode, de modo algum, agradar mais a mãe mediante amor e gentileza, e afaste-se dela.

Vamos observar nossos limites e ter a capacidade de recuar, sempre que percebamos uma invasão de nossa parte, na intimidade do casal, ou em qualquer assunto que vá criar desavenças.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ser sogra não é mole

Calar, engolir, deixar passar, são coisas que a mãe tem que fazer para deixar que sua filha ou filho viva sua vida feliz com seu marido ou sua esposa.

A posição de sogra, e de sogro também, é de espectadores, com um único direito: aplaudir. Nada de críticas, implicâncias, opiniões, ainda mais quando  o casal tem filhos. Os "meus netos" não são propriedades dos avós, não são continuidade dos nossos filhos, são produto de um novo casal e devem ser educados por eles, pai e mãe.

A sogra deve ter por premissa sempre estar desarmada para ouvir os comentários da nora ou genro. Precisa ser sempre imparcial, e não tecer julgamentos antecipados.

Já vi sogra se queixando de nora e nora se queixando de sogra, e é sempre a mesma base: uma não respeita o espaço da outra.

Minha nora, no meu aniversário, fez uma brincadeira com uma foto de uma velhinha fumando charuto. Eu achei que tivesse sido meu filho, porque é muito brincalhão, e ela deixou que eu pensasse assim, talvez por medo de eu ficar aborrecida. Mas eu fico é feliz que ela possa ter essa intimidade de brincarmos uma com a outra, sem melindres ou aborrecimentos.

Ter a nora ou o genro como outros filhos é a parte boa do aumento da família, ninguém está “perdendo” filho ou filha para um estranho, e sim ganhando mais amigos ao seu lado, basta saber cativar.

 A técnica de fingir não ver e não ouvir muitas vezes é a melhor saída. Os dois pombinhos precisam se entender, pois sempre haverá algumas rusgas entre eles para aparar as arestas que existirem pela falta de conhecimento mútuo, ou pelos hábitos que cada um traz de suas próprias famílias.

É muito bom vermos nossos filhos também queridos por suas sogras e sogros, sendo tratados da mesma forma que tratamos os filhos deles, com carinho, amizade e delicadeza.

Conheço muitas mães jovens, (faço parte de alguns grupos de amizades onde falamos sobre tudo de família), e muitas delas se queixam constantemente das sogras e de alguns sogros também, por não respeitarem seu modo de criar seus filhos pequenos, e até de como se vestem ou cuidam de seus maridos e da casa. Isso significa muita falta de tato e de tolerância entre a família maior e os recém-casados, ou com filhos pequenos.

É de suma importância deixar a suscetibilidade de lado. E aí me lembro de uma figura com três macaquinhos, um de olhos tapados, outro de ouvidos tapados e o terceiro de boca tapada. Perfeito! Cada um representando o sentido que devemos guardar quietos quando lidamos com genro ou nora. E com sogro e sogra também!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Quando se precisa da ajuda dos sogros

Um ponto muito importante na vida de família é o da colaboração dos nossos pais e sogros para cuidar das crianças enquanto trabalhamos ou estudamos. Quando as crianças ficam sob os cuidados dos avós, por algumas horas do dia, sabemos que aprenderão muito deles, o que pode ser bom ou não.

Quando os avós não querem fazer do modo como queremos para os nossos filhos – vamos ter que conversar - pode ocorrer  que esperneiem, reclamem, tentem burlar as regras impostas, mas acabarão vendo o que é o melhor para o neto. E se de todo não ouvirem e desrespeitarem as regras a solução é arrumar outra pessoa para cuidar das crianças.

Todas estas conversas devem ser feitas com simpatia, calma, delicadeza, caras boas que irão dobrar qualquer um, mas sempre com firmeza. Ter sempre em mente que o objetivo é dar o melhor a sua família recém-constituída, com as metas decididas pelos dois.

Parentes não escolhemos – amigos sim -  por isso é bom escolher bem os amigos e ter um bom círculo de amizades. 

Eu ainda não tenho netos, mas tenho certeza de que no dia em que os tiver, vou ser mais benevolente e paciente com as crianças, do que fui quando mãe. Mas pretendo respeitar as orientações que filhos e genros, noras e filhas derem, pois  a bola da vez neste momento estará com eles.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Põe amor

Por Maria Teresa Serman

Recebi esta semana duas mensagens que me fizeram refletir sobre as relações afetivas, especialmente as familiares. A primeira foi Como amar pessoas difíceis; a segunda, Desconecte para conectar. Ambas, de modo diverso, tratam do mesmo tema: como aprofundar e melhorar o relacionamento entre as pessoas, familiares, colegas, conhecidos em geral.

Não sei se conhecem a historinha do primeiro caso, eis um resumo: uma jovem chinesa se casa e passa a morar com a sogra, autoritária e crítica. Não suportando a convivência a que estava obrigada pela submissão imposta pela cultura oriental às noras, esta procura um
sábio, amigo de seu pai, e lhe pede um veneno para colocar na comida que diariamente preparava para a megera. O homem lhe dá um pequeno vidro, recomendando que coloque gotas diárias na comida da outra, porém que, ao mesmo tempo, trate-a com desvelo e carinho, para que não suspeitem dela.

Assim faz a moça e, com o passar do tempo, a senhora começa a retribuir o afeto que também torna-se genuíno no coração da nora. Esta corre ao sábio então e lhe pede um antídoto, pois não quer que a sogra morra, está arrependida. O ancião a tranquiliza, revelando que as gotas nada mais eram do que vitaminas, e lhe assegura que o "veneno"
da dedicação que demonstrou com a outra é que transformou tudo.

Resolvi escrever este texto para ligá-lo a uma frase do santo que comemoramos no dia 15/12, S. João da Cruz, uma que sempre me alenta quando me sinto árida ou são os demais que assim me parecem: "Onde não há amor, põe amor e encontrarás amor". Não é fácil, é heróico, como só pode ser amar, mas funciona, ainda que leve - e leva - uma vida inteira.

Quanto ao segundo ponto, quem puder assista a Disconnect_to_Connect.WMV . Vale conferir.

sábado, 18 de setembro de 2010

Sogra: Seu papel na família do filho

Por Patrícia Carol Dwyer
Sogras e Noras...quando não existe um verdadeiro respeito e carinho adulto permeando essa relação tão importante e especial, a vida de um jovem casal, e claro, a do outro lado também, dos sogros, não pode estar correndo tão bem nos trilhos harmoniosos da felicidade quanto poderia e deveria estar.

Se a gente parar para pensar, o filho que está sendo “subtraído” do nosso “colinho”, é tão importante para a esposa dele como homem amado, quanto o é para a mãe, como seu filho amado! Se ela é apaixonada pelo esposo, incluindo suas características de criação, por vezes muito diferentes das dela, e com as quais terá que se adaptar ao longo da vida a dois, é ela, a nora, quem o ajudará a ser um bom marido e pai, e principalmente, seu melhor amigo! Só que, tem uma coisa muito importante e especial a ser considerada nessa família que está começando, que é o mandato de Deus: “deixem pai e mãe, para serem uma só carne e um só espírito”. Ele nunca disse “abandonem pai e mãe”, mas pelo contrário, garantiu Sua GRAÇA para aqueles que “honram seu pai e sua mãe”.

Outra maneira de enfocar a importância dessa harmonia entre sogra e nora é que os queridos netinhos e netinhas vindos dessa união matrimonial abençoada serão eles próprios mais felizes e equilibrados, com esse bom exemplo de convivência de gerações e corações. Felizes dessas crianças que podem contar com o “colinho de vovó”, que consola, acalanta e mima (dentro de limites pré-estabelecidos em comum acordo pelas duas “poderosas”!)

As avós fazem parte desse milagre de felicidade que são as novas vidas geradas dentro do matrimônio real de seus filhos. Elas são importantes sim, mas... tendamos para o lado generoso de facilitar no possível a vida para nossas noras, que, embora não sejam nossas filhas biológicas, são elas as guardiãs de parte tão importante da nossa própria felicidade!

Por último, mas não menos importante, se quisermos realmente contribuir para a paz e a harmonia na vida dos nossos filhos, que nos esforcemos sempre para apoiá-los quando necessário, mas cuidando muito para passamos despercebidas e não nos opormos abertamente às opiniões da nora, sua querida esposa, já que é a vida deles que está em jogo: a nossa, já a vivemos de acordo com nossos próprios critérios sem a interferência deles. Então que direito tem a sogra de interferir no lar que é dos dois, e não seu?

Dica simpática: mesmo não sendo mãe e filha, é ótimo poder sair para ver vitrines juntas e escolher presentes para as crianças, depois almoçar num restaurante gostoso num dia mais calmo para as duas... só para manter essa camaradagem de adultas independentes, porém ligadas no coração como família. O filho agradecerá a ambas, com certeza!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Como fazer para a sogra amar a nora

Por Maria Teresa Serman

Começamos assim, sem o contraponto, pois é mais fácil que haja a correspondência se a mais velha, mais experiente der o exemplo. "Planta amor e colherás amor" - é esse o espírito da coisa, como se diz. O exemplo vem daquele (ou daquela) que tem o dever de estado e idade de dá-lo.

Há um livro da ed. Quadrante que sempre recomendo às possíveis ou já factíveis noras e sogras. O título é A NORA (E A SOGRA) IDEAL. Objetivo e sucinto, este fino livrinho contém doses profundas de sabedoria. Transcrevo uma delas de que sempre me faço lembrar: aquela moça que se casou (ou vai se casar) com o seu filho NÃO É SUA FILHA. Essa verdade, por muitas ignorada, implica que não foi você que a criou e educou. Portanto, não pode cobrar, interior ou exteriormente, nenhum ensinamento que conseguiu passar p suas filhas. E será mesmo que conseguiu? Tentamos, é verdade!

A convivência entre mulheres que amam sadiamente o mesmo homem, não o disputam, deve ser leve, no mínimo; amorosa e com espírito de serviço de ambas as partes, o máximo possível. Amar a sua nora demanda muito mais abnegação do que a seus próprios filhos, pois é um processo de aprendizado mútuo, de tolerância e simpatia.

Simpatia significa, na origem grega da palavra, sentir com. Sempre procuro recordar que minha nora é uma mulher como eu fui, mais do que como agora sou. Não tem a minha experiência, e não devo tentar impô-la, por mais que a tentação seja forte e a intenção seja boa. Não se pode viver a vida pelos outros, ainda que para poupá-los de problemas e sofrimentos. Isso vale para os filhos, marido e pais. E para noras e genros.

Apesar do relacionamento caricatural sogra e genro, que o povo adora ter como objeto de piadas, o mais delicado, certamente, é o dessas duas mulheres, nora e sogra. Não devemos por a culpa na sogra, por preconceito. Porém, como já disse, a ela cabe o melhor papel. Digo melhor porque a iniciativa de amar e respeitar sempre é o melhor encargo. Quando há boa vontade que deriva para o amor, a carga passa a ser leve e o jugo suave.

Não há receita, pois cada dupla é única. Mas há o ingrediente onipresente, que acabei de mencionar. Está claro, não?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Dia da Sogra com boa Educação

Por: Maria Teresa Serman

Hoje é o dia da Sogra e da Educação. Não por acaso, a meu ver, as duas podem (e devem) ser homenageadas conjuntamente. Vou explicar minha teoria, que na verdade é mais experiência prática de vida.

A educação, mesmo nas escolas, não pode se limitar a um processo que transmita ou conduza à informação. Nisto reside a sua essência fundamental: que compreendamos, professores, pais e alunos, que educar é instruir o caráter; ensinar, pelo exemplo em primeiro lugar, e também com palavras, o caminho do Bem, com maiúscula, sim, porque é acessível a todos e não se restringe ao bem individual, ao bem comum, ao bem estar. Abarca estes todos e os transcende.

E a sogra, onde entra? Não entra, para começar, pede licença. Não adentra o quarto, fica na sala. Não abre a geladeira, espera que lhe ofereçam. Não empurra sua experiência, por mais sábia que seja, aguarda que lhe perguntem. No máximo sugere ou comenta. Sutilmente. Deve ser como a definição paulina da caridade - não se irrita, não se perturba, tudo suporta. E ainda vou além de S. Paulo - armazena e transmite doses maciças de bom humor.

Parece que estou brincando? Pois não estou. Quanto ao "tudo suporta", não me refiro a uma atitude estóica, mas a encarar o que considera defeito na nora ou no genro como diversidade de hábitos educacionais. No excelente livro da editora Quadrante “A nora (ou a sogra) ideal”, o autor lembra à sogra que a nora não é sua filha, no sentido de que não foi a primeira que criou a segunda. Portanto, é natural que haja diferenças, que não se devem transformar em oposições irreconciliáveis.

Requisitos básicos de educação são importantes, tais como polidez, respeito, humildade, generosidade, benevolência. De ambas as partes, sem economizar. De modo especial, é preciso mais cuidado no relacionamento sogra/nora, porque nós, mulheres, gostamos de marcar território, afirmar nossa competência, principalmente como mães.

Dedico este texto a minha sogra e a minha nora. Elas representam lados opostos cronologicamente, mas harmonizados pela sabedoria que ambas demonstram ao desempenhar seus papéis familiares, e pelo carinho que me dedicam. Uma educou o homem que amo com extrema competência; a outra ama dedicadamente um dos homens que concebi por amor. Desta gosto de me sentir mãe; da outra sou meio filha.

Vivam (bem) a sogra e a nora!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A emoção de saber que vai ser avó


por Maria Teresa Serman

Rita Lee, com seu jeito irreverente e gaiato, disse há pouco tempo, em uma entrevista,que, se soubesse que era tão bom ser avó, não teria nem sido mãe antes. Ela ganhou uma netinha, depois de três filhos homens.

Só passei, até agora, pela emoção de dar à luz cinco vezes. O "só" não significa "pouco", acreditem, é que ainda não alcanço bem como é ser coadjuvante do nascimento de alguém já tão amado. De sogra a avó, é um acréscimo delicado, não se pode bancar a sábia, enchendo a nora de conselhos e recomendações. Minha nora é ótima, dona de um bom humor inalterável e de uma paciência infinda. Acertaram: por isso nos damos tão bem.


Fui uma mãe muito severa com os três primeiros filhos e "frouxa", na isenta avaliação de duas dessas cobaias, com os dois menores. Preciso acreditar que essa frouxidão se deveu à experiência e sabedoria adquiridas durante o padecer no paraíso, e não ao que as más línguas filiais diagnosticaram como "velhice".


Portanto, sabedoria ou fraqueza, o que quiserem, espero ser para os meus netos, em primeiro lugar para este querido ou querida(ainda não sabemos), um amálgama de aconchego e encaminhamento,diversão e instrução, fonte de amor incondicional como acredito que fui e sou para os meus filhos, apesar dos meus incontáveis defeitos.Antes de tudo, o que peço a Deus, desde que recebi essa notícia, é que possa ser uma avó como é minha mãe, a melhor instrutora no amor a Ele para seus netos, alfabetizadora exemplar nas primeiras letras e nas principais verdades do amor de mãe e avó.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Como ser uma boa sogra?


Colaboração com o blog: Texto de Fernanda Berard

Estava refletindo no artigo sobre a sogra postado neste blog, há uns dias e fiquei pensando em como podemos nos preparar para sermos boas sogras (também vale para o sogro). Sim, porque acho que na verdade, ninguém deseja ser má, ser detestado, ser alvo de piadas, etc. Uma coisa é achar engraçado o chavão das piadas de sogras. Outra é viver pessoalmente a dificuldade de relacionamento entre sogra e nora ou genro. Nessas situações, sempre há sofrimento para um dos lados ou para os dois e o filho ou filha, mesmo que não queira, se vê dividido entre o cônjuge e a mãe.

Antes de tudo, é preciso colocar “uns pingos nos is”: mãe é mãe, mas quando o filho se casa, este deve atender primeiro seu cônjuge, depois seus pais. O matrimônio funda uma nova família e modifica a ordenação do amor. Se anteriormente os filhos deveriam amar na terra os pais em primeiro lugar; quando se casa, o cônjuge ocupa esse primeiro lugar. Depois, os filhos que nascerão desse amor e só depois, os pais.

Não se trata de ingratidão, mas de generosidade, de fazer a vida andar para frente e de fazer o amor se dilatar e não, se retrair. É claro que os filhos devem obrigatoriamente cuidar de seus pais, principalmente quando são mais idosos, mas eles devem saber ocupar o seu lugar de quem já teve sua chance na vida de criar sua família e agora deixar seus filhos fundarem as deles.

Sem dúvida é essa a grande dificuldade de ser sogra! Depois de tantos erros e acertos, de tanto amor dado, arrependimentos pelos amores “não tão bem dados assim”, saudades do filho pequeno que não existe mais, das coisas e costumes que tinha, enfim... de tantos sentimentos... É preciso saber recuar, saber dar chance para o outro tentar!

Às vezes é preciso aconselhar, sem dúvida, mas sabendo que conselho é conselho e deixa espaço para não ser seguido.
Portanto, penso que todos podemos nos preparar para sermos boas sogras (ou sogros). Para os pais que ainda tem seus filhos pequenos (como eu) devemos começar por viver bem o tempo presente, fazendo todo o esforço por educar bem nossos filhos no tempo em que nós somos encarregados de fazer isso.
O tempo de formá-los bem para que possam tomar boas decisões na vida adulta é agora. Não adianta relegar esse dever para outros ou deixar o tempo escorrer, como areia, pelas mãos, por que nossa vida é corrida, por falta de tempo, por que não queremos abrir mão de nossos caprichos, entre outros motivos. A hora de dar as nossas opiniões e de formar bem a deles é agora. Depois, serão palpites!

Porém é preciso que tenhamos a consciência de que não educamos nossos filhos para nós mesmos! É necessário fazer tudo isso, com a abnegação de quem pega o seu melhor e o entrega sem esperar nada em troca.

Aliás, não é essa a verdadeira essência do Amor? O bem de quem faz algo esperando agradecimentos e recompensas não pode ser verdadeiramente chamado de amor!

Sugestão de uma boa leitura sobre ser sogra e ser nora.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sogra: Não tão perto que vá de chinelos nem não longe que vá de malas

"Não tão perto que vá de chinelos nem não longe que vá de malas"

Esta frase eu ouvi de uma mulher falando para outra sobre como deve ser a proximidade com a sogra.
Assim nos mostra como deve ser a vida dos filhos depois de casados.  A necessidade do casal de constituir uma nova família, sob a diretriz dos dois apenas.
Não sei por que a frase é voltada apenas para as sogras, tem muito sogro que também assume o papel de intrometido na vida do filho ou filha recém casada.  Mas como a sogra, por ser mulher tem sempre um jeitinho sutil, de se fazer presente, ela é lembrada, todas as vezes que se pensa em perder a privacidade.
Porque não tão perto que possa ir de chinelos?
Vamos visualizar a sogra morando bem ao lado, não haveria conversa que não participasse, nem partido que não tomasse ao ouvir alguma discussão entre o casalzinho novo. A voz da experiência não ia se segurar e seriam sempre alfinetadas para todos os lados.
Não se ofendam as sogras, pois não são todas assim, claro que não! Porque não?
Porque existem muitas que moram a uma meia distância deste casal e não convivem o dia a dia deles de forma tão cirúrgica, incisiva.

Mas cuidado: Também não tão longe que vá de malas. Esta é outra forma bem difícil de conviver, quando se mora muito longe , o casal corre o risco de ter que hospedar a sogra por muitos dias nestas viagens de passeio.
Falando sério, depois de toda esta descontração, as sogras estão bem mais cuidadosas no que se refere a intromissão na vida dos filhos casados. Hoje só restam os mitos, as sogras são mais humanas, sociáveis, amigas. Mas não custa dar uma ajudinha as futuras sogras quanto ao novo comportamento.
A sogra deixou de participar ao lado das vilãs como as madrastas.  Elas tentam até tomar mais o partido das noras e dos genros no caso de presenciar alguma desavença entre o casal.
Vamos às novidades:
 
- O primeiro aspecto que a sogra deve desenvolver é o de saber fazer-se de surda – conhecem os 3 macaquinhos? Nada ouço nada vejo nada falo? É por aí o caminho.
- Nunca tecer comparações, principalmente se o assunto é comida, nada de viver dando receitas ou ensinando a nora a cozinhar. Deixe que ela aos poucos vá vencendo a barreira do preconceito e pega uma receita aqui ou ali e se apresenta como uma verdadeira revelação culinária.
- Ser mais amiga da nora ou genro, tratando –os bem e sendo amável de verdade, sem “forçar a barra”.
É preciso esforço para mudar a imagem tão denegrida destas santas senhoras: As sogras