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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Quero mesmo conhecer e conviver com minha Sogra? - Parte I

Quando me casei, várias amigas me deram o mesmo conselho: toma cuidado com a sua sogra, seu marido é o filho mais velho e ela não o deixará sair debaixo de  suas asas. Havia uma preocupação real delas, eu sairia de Brasília e viria morar em São Paulo, onde meu futuro marido morava. Estaria só e sem família, ou seja, totalmente a mercê dessa figura mitológica.

Pois bem, me casei e vim para São Paulo. Como foi um namoro à distância, por várias vezes durante o ano que durou o nosso namoro/noivado, me hospedei na casa dela. Posso afirmar, portanto: sempre fui muito bem tratada, mais que isso, Deus em sua infinita bondade, me propiciou uma grande amiga, uma confidente. Nos demos bem desde o 1º encontro. No jantar onde nos conhecemos, meu marido ficou de lado, enquanto eu e ela conversávamos bastante. Foi um encontro de almas.

Tive sorte? De forma alguma, pois não acredito nisso. Sou Católica e acredito no Plano de Amor que Deus desenhou para mim e ela também é, e isso sim ajudou bastante. Ambas tinham consciência, que todos que permeiam a nossa vida estão lá para nos santificar e para que sejamos também ocasião de santificação. Seja pela dor ou pela alegria.

A convivência é perfeita? Claro que não. Somos pessoas, cheias de nuanças, viemos de mundos dispares, e por conta disso temos sim as nossas diferenças, contudo sabemos onde fica o nosso limite. Já brigamos, já fiquei sem falar com ela por motivo fútil, já choramos juntas. A cada dia aprendemos mais uma um pouco da outra. Acima de tudo, resolvemos criar a nossa história de nora e sogra e não seguir rotas traçadas por outras.

É preciso quebrar os estereótipos, acolher as diferenças. Somos duas mulheres que até amam o mesmo homem, de formas tão distintas que a competição por esse amor é nociva, para todos, inclusive para nossos filhos, que irão aprender conosco a perpetuar esse senso comum.

Podem dizer que para mim é fácil, mas, garanto que não, minha boa relação é uma conquista constante.

No próximo artigo direi qual é o grande segredo desta relação.

Beijo grande!

4 comentários:

Jaqueline Melo disse...

Pocha Patrícia, realmente não é sorte mesmo, é providência divina! As sogras são mães, assim como nós, e como tal, na maioria das vezes, têm dificuldade de aceitar que alguém seja mais importante do que ela, o que não é verdade, já que o lugar da mãe ninguém toma, apenas o filho forma sua família, e como diz no livro da história da salvação, "O homem deve deixar sua casa para formar a sua família"... Esse "deixar" nem sempre é bem quisto, por isso, tantas desavenças! É importante estabelecer desde sempre que noras e sogras não ocupam lugares rivais, mas se acrescentam na vida deste homem que eu acredito que é quem deve conduzir essa relação para que os atritos sejam evitados! Deus abençoe sua família querida e que Ele conserve essa vontade de permanecer em paz entre vocês e em todas nós, noras, sogras... mães!

Pedro disse...

Como ouvir falar em sogra sem lembrar desta mitológica música: https://www.youtube.com/watch?v=fDeQ7gi1IDM

:)

Patricia Carol disse...

Que pena Pedro, que não consegui acessar o youtube...copiei direitinho o link mas não achei a música entre todos os quadrinhos que apareceram juntos...alguma coisa errada eu devo ter feito, né? https://www.youtube.com/watch?v=fDeQ7gi1lDM
Pat

Liana Clara disse...

Oi Pat, a música é uma maldade com as sogras, veja um pedacinho dela:
Sequestraram minha sogra, bem feito pro sequestrador
Ao invés de pagar o resgate, foi ele quem me pagou

Ele pagou o preço da mala que ele que ele carregou
Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou
Ele pagou a mala sem alça que ele levou
Ele pagou a paga da praga que ele levou (2X)

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