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terça-feira, 30 de junho de 2015

Educação vem de casa

Sobre a Ideologia de Gênero
Por Viviane Canello

Lembro-me de quando estudava no ensino fundamental, isso em 1.989, e voltei para casa, achando que o coração sairia pela boca, de tanta vergonha de falar sobre “o” assunto com minha mãe. Contei a ela que foi um "estranho casal", sim, eu realmente os achei muito estranhos, não eram da escola, nos mostraram a camisinha, como colocava, e simularam alguma posição sexual, enfim, coisas que minha mãe nem cogitou em me contar, e nem imaginou que eu ia presenciar.

 Não gosto de lembrar detalhes, pois senti minha mente sendo estuprada, na minha idade, tinha apenas 10 anos, completamente desnecessário!

Professor pode dar aula de ciências a partir dos 10 anos, ensinar como nosso corpo é e reage; de onde realmente vêm os bebês. Porém, com todo zelo, preocupação, com ética e sim, dentro de uma formalidade e anatomicamente falando. Pura mera e simples formalidade: como pôde a escola, liberar “um estranho casal” entrar em sala e fazer todo aquele teatro?

Eu como criança os julguei, “pessoas estranhas”. Hoje digo até, como adulta e já casada, que eram pessoas erotizadas, provocativas. Nojentas!! Disseram para irmos para casa e contar a nossos pais que já sabíamos de TUDO!! Que aprendemos sobre o que é o sexo! Minha mãe toda simples e envergonhada, ficou assustada com a minha notícia. Simples que é, deixou por isso mesmo, não comprou nenhuma briga com a escola, só me disse, não faça nada disso que é “feio” é pecado! Entendeu bem?

Percebi o quanto ela ficou constrangida; sempre foi muito religiosa e discreta.  Cresci da pior forma, achando minha mãe careta; graças a essas pessoas imundas que entraram na escola, “descoladas”, “legais”. Explicar a sexualidade cabe tão e somente à família em situações oportunas, com todo carinho, respeito e atenção.

Posteriormente, quando condenei, em conversa com algumas pessoas, “a ideologia de gênero em qualquer grau dentro da escola”, fui taxada de idiota.

“Você não sabe que sempre teve isso nas escolas?”. - Sempre teve isso? Da pior forma!

 Não estuprem a mente das crianças. Não banalizem a relação delas com o próximo. Em primeiro lugar, respeitem os valores e os exemplos das verdadeiras famílias que se dão o respeito, e merecem ser respeitadas.

Educação vem de casa! Professor é um profissional como qualquer outro, deve agir com ética e respeito. Impessoalmente, transmitir aprendizagem de “conteúdos”, “de fontes seguras”, nada mais do que isso.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Cada coisa em seu lugar...

Meu pai gostava muito deste ditado popular: “cada coisa em seu lugar, poupa tempo e muito falar”, sempre que via algo fora do lugar, lá vinha ele dizendo em alto e bom som, e assim saímos a arrumar tudo em seus verdadeiros lugares.

Podemos transformar a arrumação em brincadeira, assim as crianças participarão de tudo com mais alegria e ao mesmo tempo aprenderão a virtude da ordem, com nossos incentivos e ajuda.

Arrumar as gavetas das roupinhas das crianças, separando por espécie, vai fazendo com que tenham noção de espaço e de que cada coisa tem um lugar e por conta disso tudo será encontrado, até de olhos fechados. A gaveta de talheres da cozinha também é um ótimo lugar para se brincar de arrumar. Garfos separados de colheres e de facas. E, enquanto cozinhamos brincamos de cada coisa em seu lugar, misturando todos os talheres. Deste modo arrumam brincando e ainda ficam por perto de nós, sem fazer bobagens ou mexendo em coisas perigosas fora de nosso alcance de visão.

A dica é não fazer pela criança, é lógico que a habilidade manual dela será bem menor que a nossa e com certeza levará mais tempo nessa tarefa, mas deixe que faça sozinha, estimule-a a continuar até o último talher.

Para que sua ideia de ensinar a ordem tenha sucesso, escolha sempre uma hora do dia em que a criança esteja descansada, buscando atividades. Comece fazendo você mesma a arrumação, tirando tudo da gaveta e colocando-a ao alcance do filho. Diga que está tirando tudo para limpar a gaveta da poeira e então ofereça à criança a “brincadeira” de separar as coisas e ir colocando agrupadas por espécie.

Com isso vamos treiná-los com os nomes de cada peça que pegarem, pode aprender os nomes dos materiais de que são feitos: colher de pau, espátula de borracha, garfo de aço inox, colher de plástico, etc. Podem também contar quantas unidades tem de cada objeto, vão aprender qual lado da faca pode cortar e machucar; e até comparar tamanhos, como a colher de sopa e a colher de cafezinho. Todo esse aprendizado é divertido, se feito com calma e paciência, com um sorriso no rosto, sempre que nos olharem.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ensinar em casa sobre sua fé

A melhor maneira de ensinar aos filhos a ter fé, é dando o exemplo. Eles conhecerão a Deus, na medida em que nos vejam tendo um trato visível com o Todo Poderoso.

O casal deve decidir, o que quer para seus filhos. Inclusive a fé que irão professar e transmitirão a eles. Decidido isso, devem, iniciar bem cedo com as crianças, para  que se  familiarizem com a crença. Mas, para isso é necessário que os pais  tenham um conhecimento grande da sua doutrina e um trato constante com Deus.

Na minha família optamos pela fé católica, meu marido, começou a ensinar a doutrina para cada um dos filhos, desde bem pequenos. Sempre rezávamos com as crianças, pela manhã e a noite; e íamos a missa todos os domingos, levando-os conosco e mantendo-os ao nosso lado. Não digo que não foi trabalhoso, que não nos custou esforço, firmeza e atenção redobrada, mas valeu a pena. Hoje, todos são fiéis a doutrina católica. E felizes por ter essa fé sólida.

Existem bíblias católicas para crianças, que ajudam a ensinar, através de histórias contadas de forma simples, sem modificar seu conteúdo original. Como a A Bíblia para todas as crianças, de  FEDERICO DELCLAUX | Ed Quadrante.

Ela conta as belas histórias dos grandes personagens do Antigo Testamento – Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, etc. – e também as comoventes passagens da vida de Jesus entre nós – os seus milagres, a sua Morte e Ressurreição.

Existem também vários livros ilustrados que ensinam as orações básicas, como: 

As minhas primeiras orações - totalmente ilustrado, reúne orações muito simples, mas profundas para diversas situações. É uma forma divertida de ensinar as crianças a rezar , para pais e filhos rezarem juntos todos os dias. Da Paulus Editora.

Ave-Maria -  Também ilustrado, ensina uma das mais antigas orações, prova da devoção por Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Da Paulus Editora.

Anjo da Guarda - Os anjos são a voz de Deus que nos orienta e a Sua mão que
nos protege. Da Paulus Editora.

Pai Nosso  - é a oração que Jesus ensinou aos apóstolos. É a forma de toda a gente rezar a Deus. Da Paulus Editora.

É muito bom iniciarmos as crianças na fé, com doçura e suavidade, para que aprendam a amar a Deus em seus pequeninos corações, sem medo, com alegria.

sábado, 24 de agosto de 2013

Importante na formação dos filhos

Desde os primeiros momentos, os filhos precisam da presença amorosa dos pais, para conhecer-se a si mesmos. São seres histórico que têm raízes, passado e presente, e têm o direito de conhecer sua própria família. Que os ajuda a descobrir que são pessoas importantes e que têm uma razão de existir na sociedade.

Não é o mais importante a quantidade de tempo, e sim a qualidade do tempo: a atenção dedicada pelo que é mais importante. Um filho doente, uma dificuldade na escola, problemas das idades, amizades complicadas, namoros, etc.

Os filhos esperam amor espontâneo, paterno e materno. Por vezes os pais se amam, a si mesmos nos filhos e eles passam a ser vistos como seu prolongamento, seu futuro, seu tesouro, seu orgulho, etc.; e amar não é isso é,  é dar-se é ser deles, adaptar-se todos os dias às suas necessidades.

Os filhos não são bonecos para que se brinque e se ponha de lado depois que se cansam da brincadeira, não são um sonho de uma noite de verão, não são um erro de cálculo.

Os filhos esperam relações de justiça, não podemos ter o lema: “pais só tem direitos e filhos só deveres”. Trata-los com respeito porque são gentes.  Ter respeito é ter espírito de justiça.

Não devemos ser família sem cerimônias. “à vontade”. O amor não é só intimidade, cada um é um ser individual.   Ensinar a ter horários, respeitar as refeições- sem guerras, evitar confrontos e atritos entre os filhos, entre pais e filhos, entre os pais.

Exigir, de forma afável, colocar neles o espírito de serviço, mostrar que a casa pertence a todos e, portanto todos devem ter responsabilidades sobre ela e cada um deve respeitar o direito do outro.
A mãe às vezes só sabe exigir e não agradece, o pai às vezes só dá sermão e não reconhece um engano seu, nem pede desculpas. Com isso falta ao respeito com os filhos e não ensina a respeitar.

Ao formarmos nossas famílias, precisamos estar mais atentos ao que queremos para ela, e trabalharmos com uma consciência mais clara dos nossos deveres de pais e mães, sabendo que deixamos de ser simplesmente marido e mulher. Assim sendo lutar por aumentar o amor do casal , expandindo com os filhos.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Amigo não nasce pronto

Por Maria Teresa Serman

No começo da vida de uma criança, é preciso que os pais e seus cuidadores, babás, avós, parentes, lhe ensinem a se socializar. Isso inclui as "palavrinhas mágicas", desde que aprende a falar, e a ceder um brinquedo ou como pedir emprestado o do amigo. Respeitar o outro, até chegar a amá-lo , é um caminho em que os pequenos devem ser levados por mãos carinhosas mas firmes, pois o ser humano, por mais doce que seja o seu temperamento, conserva o egocentrismo sempre latente, pronto para dominá-lo. É a luta de uma vida, que, se iniciada bem cedo, facilita o relacionamento desses pequenos seres com o mundo, tornando-os aptos para reconhecer o próximo como alguém criado a mesma imagem e semelhança de Deus que eles.

"Quem encontra um amigo encontra um tesouro", diz a Bíblia. Esse "encontro" pressupõe atitudes fraternas de ambas as partes, embora, em certas épocas, uns deem mais de si do que os outros, é normal. Depois a balança se equilibra. Importante também é esclarecer que alguns colegas podem se tornar amigos às vezes para toda a vida, mas nem todos, por afinidade ou circunstâncias. E, de novo o nosso "mantra": não adianta querer que seus(suas)  filhos(as) sejam sociáveis se você é fechado em si mesmo e se nega a uma convivência generosa e aberta, porque o exemplo de amizade fiel dos pais mostra naturalmente como é importante conservar as próprias.

Porém, cuidado. Não se pode transformar uma criança introvertida e até tímida em estrela da festa. Não force, incentive. Se ela ou ele demonstra algumas preferências, chame estes para sua casa, onde se sentirão mais à vontade, ou leve-os para passear, deixando que eles escolham quem preferem convidar, desde que com a sua aprovação. Não os ensinem a julgar as pessoas, mas a perceber aqueles que têm valores em comum com sua família.

Há fases distintas nessa aprendizagem: até os 3 anos, os pequerruchos são bastante centrados em si mesmo, e não gostam de ceder fácil e compartilhar espaço e bens pessoais. É a hora de evitar birras e choros e convencê-los a dividir, enfatizando a alegria que brincar em conjunto traz.  Na idade escolar, a percepção dos grupos sociais é bem clara já, e a tendência são os "clubes do Bolinha e da Luluzinha". Então vamos incentivar a negociação e a argumentação, que, novamente, começa em casa. Um erro que traz consequências graves para a vida adulta é os pais darem sempre razão aos seus filhos, não admitirem que eles sejam contrariados e que os professores, principalmente, os corrijam. Isso nada mais é que projetar sua soberba nos filhos, como se eles fossem prorrogações suas, e não indivíduos. O resultado é o que vemos por aí com lamentável frequência: pessoas egoístas, que não reconhecem seus defeitos e que, portanto, não tentam melhorar, sempre com a ideia errônea de que "eu sou assim, tem que me aturar".

Se os tímidos se recusarem a conviver, ou ficarem ansiosos com as tentativas familiares de interação, é o momento de procurar apoio ou ajuda de um profissional competente, evitando assim problemas futuros, mais difíceis de resolver. Não tenham medo de levar as crianças e jovens a psicólogos, neurologista e psiquiatras. O conceito de que só "malucos" necessitam dessa assistência está completamente obsoleto, além de sempre ter sido uma visão preconceituosa e ignorante. A saúde familiar depende muito dos relacionamentos de amizade externos também, pois esses se projetarão no amor e companheirismo de que um lar necessita.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Vamos ensinar a doar?

Eu me lembro, quando era bem pequena, da minha mãe contando, como gracinha, que eu não gostava de dar nada meu e para ela doar algo que não cabia ou não servia mais pra mim, precisava tirar escondido. Que criança desagradável eu deveria ser! Não vejo onde isso poderia ser algo engraçado de se contar e muito menos louvável em uma criança.

Aprendemos a doar doando. E vamos fazer isso bem melhor se começarmos desde pequeninos, como algo natural Não serve? Está em bom estado? Servirá a outra pessoa? Então, que aprendamos a arte de nos libertarmos de apegos.

Vamos ensinar nossos filhos a serem desprendidos, a saberem diferenciar as coisas das pessoas, a dar o devido valor a cada coisa.

Ensinemos a cuidar bem de seus pertences, para que durem mais, para que lhes sejam úteis por mais tempo, mas sem se agarrarem a eles, como um mendigo adorando a sua única colher.

Uma criança cresce muito rápido e suas roupas parece que encolhem constantemente; logo, de ano em ano, é preciso fazer uma seleção das que não cabem mais, e que podem servir para a quermesse da igreja, ou até para o irmão menor ou o filho de uma amiga.

Nossos filhos cedo aprenderão o quanto de bom há em ser útil, em servir aos outros. Seus brinquedos, ainda mais se tem muitos, servirão para crianças pobres que nada têm, dando o que está em bom estado, pois lixo vai para o lixo.

Hoje, graças a Deus, perdi essas correntes que me prendiam. Confesso que foi uma luta ferrenha, mas valeu para aprender que dar é muito melhor do que receber, tem sabor de eternidade.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Boa notícia: Protesto organizado pelas redes sociais contra erros no ENEM!


Não deixa de ser uma boa notícia a mobilização de estudantes em várias cidades do país, por meio das redes sociais, contra os sucessivos erros que vêm acontecendo, ano após ano, no ENEM. Tal incompetência atinge diretamente os jovens que se preparam para o exame, e indiretamente suas famílias, que sofrem com eles o desgaste dos altos e baixos no processo.

Em muitos lugares, o "Protesto contra o Vexame Nacional do Ensino Médio" está marcado para o final de semana de 13 de novembro. No Rio, pelo menos 4.000 pessoas confirmaram pela rede social que estarão no evento.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A importância de aprender uma segunda língua

Por Agnes G. Milley

Até o final do século XIX, aprendia-se um segundo ou terceiro idioma com o objetivo principal de ler as obras da Literatura Universal em sua versão original.

No século XX, as duas Guerras Mundiais ampliaram essa busca do conhecimento de outras línguas, pois os exércitos e as populações precisavam comunicar-se. Além de ler, falar a língua estrangeira tornou-se muito importante. Linguistas debruçaram-se sobre o problema e desenvolveram técnicas de ensino que vêm sendo aprimoradas até hoje. Esse estudo envolve, atualmente, universidades, editoras, livrarias e um sem número de professores em todo o mundo, gerando empregos e fazendo circular enormes somas de dinheiro.

A industrialização, o progresso tecnológico e o turismo suscitaram a criação de novos termos e linguagens próprias de cada uma dessas áreas. Como poderíamos inserir-nos nesse novo mundo sem dominar uma ou mais línguas além da que herdamos de nossos pais?

Como professora de Língua Inglesa, a experiência e a observação levaram-me a defender uma posição em relação a esse aprendizado: quando nossas crianças começam a frequentar cursos de línguas aos sete, oito anos de idade, elas tendem a se cansar por volta dos quatorze, quinze anos, sem ainda dominarem suficientemente o idioma. Quando chegam ao vestibular, o curso de línguas passa a ter, para elas, importância secundária. Depois, a faculdade toma todo o tempo, e, formados, os nossos jovens não têm mais tempo. Começam a vida profissional sem a proficiência exigida pelo mercado de trabalho.

Tenho conhecimento de já há anos atrás sobravam centenas de bolsas de estudo oferecidas pelo Conselho Britânico. Os candidatos eram aprovados nas matérias específicas de suas áreas, mas faltava-lhes fluência em inglês.

Sugiro que nossas crianças nadem, joguem bola, brinquem, e, mais tarde, façam um curso mais intensivo, quando, então, seu progresso será mais palpável.

Caro aluno, uma vez terminado o curso e com o certificado nas mãos, não pare! Leia sempre, ouça música, escreva e mantenha correspondência com pessoas que morem fora, e BOA SORTE!

sábado, 19 de junho de 2010

Livro: A Alma da Escola do século XXI

Lançamento do Livro: A Alma da Escola do século XXI

Autor: João Malheiro de Oliveira

O blog negócios de família tem o privilégio de contar com esse emérito educador, professor João Malheiro, como colaborador. E hoje parabenizamos o autor por esta sua obra singular de suma relevância para os educadores/pais e professores, pois vem ampliar as opções de que a tarefa pedagógica está sempre carente.

Segue apreciação feita pela professora Maria Judith da Costa Lins, membro da Academia Brasileira de Educação:

A ALMA DA ESCOLA DO SÉCULO XXI - Como Conseguir a Formação Integral dos Alunos
“O autor João Malheiro reuniu nesta coletânea 25 artigos que têm como ponto em comum a Educação, notadamente aquela realizada pela escola, embora muitas vezes se dirija também aos pais, responsáveis primários que são pela educação. Todos os artigos já foram publicados em jornais ou periódicos científicos, no entanto, sabemos que pela contribuição que podem oferecer merecem a edição em livro de modo a alcançar um público ainda maior.

A profunda preocupação do autor com a qualidade da Educação em todos os sentidos se expressa nos diferentes títulos dos artigos aqui agrupados. A motivação para esta cuidadosa elaboração, desde a escolha dos temas de cada capítulo na época em que foram escritos, é contagiante, e prontamente o leitor se volta para os textos. Os artigos podem ser selecionados, cada um para sua leitura independente, conforme os temas e os objetivos, sem que seja necessário se prender a uma sequência, e assim o leitor sempre encontrará afirmativas importantes concernentes à alma da escola para o século em que vivemos.

Ter em mãos um livro que se propõe a discutir sobre tópicos escolares de uma forma séria somente pode trazer aos professores, que são os educadores especialmente preparados para esta tarefa, um sentimento de agradecimento ao autor. Livros que analisam situações escolares são sempre ricos para todos que estão empenhados em fazer de seu trabalho educativo algo realmente de valor. Poderá ser muito útil para organizar debates em sala de aula”.
O livro é da editora CRV

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Li por aí - (5) - 10 razões para uma educação diferenciada para meninos

Encontrei este texto excelente no Blog Escola de Sagres e trancrevo aqui, para que nós pais façamos a escolha da escola de nossos filhos com bastante critério

1. Os meninos aprendem ao seu próprio ritmo de desenvolvimento na Pré-Escola.
Que significa isto? Isto significa que as meninas aprendem a ler antes do que os meninos e costumam fazê-lo melhor na escola sobretudo nos primeiros anos. Em um ambiente de meninos, eles são capazes de se desenvolverem ao seu próprio ritmo. Não são colocados em comparação com as meninas. Não começam sua vida escolar com o sentimento de que estão ficando para trás. Como fruto desta pedagogia, não perdem o interesse pela escola e nem pela leitura.

2. Os meninos amadurecem mais tarde que as meninas física e socialmente.
Uma escola para meninos lhes proporciona um pouco mais de tempo para crescer socialmente. Os protege da pressão da sociedade para que se relacionem com as meninas antes de que estejam preparados. Se lhes evita dedicar tempo tratando de impressionar as meninas, e lhes permite se centrarem mais em suas tarefas escolares e no ser meninos.

3. Os meninos não têm limites em sua energia física.
Os meninos tendem a se relacionar fisicamente com o mundo. O que o Dr. Stephen Johnson chama o "princípio do pau". Quando você vai caminhar por um bosque com meninos, todos, em geral, o primeiro que fazem é apanhar um pau. As meninas não fazem isto. Mas os meninos lhes agrada "tocar" o mundo, se entregam a ele e o exploram fisicamente. É esta energia masculina a que está na raíz da maioria dos problemas de conduta e de disciplina quando são pequenos. Os meninos são mais físicos. Têm que se mover. É mais possível que caiam ou quebrem as coisas. Em uma sala de aula com meninas, este comportamento, que é normal nos meninos, destoa e com frequência parece inadequado ou incorreto. Numa sala de aula para meninos, podemos utilizar e dirigir essa energia masculina e ajudar aos meninos a aprender e a utilizar seu corpo e sua força física. Acabam aprendendo saídas positivas para a sua energia e se centram melhor na aula.

4. Os meninos são essencialmente desordenados.
Isto parece ser um rasgo típico masculino que não muda com a idade. Já em 1800, Thomas Huxley escreveu: "Talvez o resultado mais valioso de toda a educação é a capacidade de fazeres o que tens que fazer, quando tens que fazer, te agrade ou não. Esta é a primeira lição que deves aprender, e entretanto, talvez seja provavelmente a última lição que se aprende". Simplesmente passando por qualquer corredor de um colégio de educação infantil naqueles horários de mudanças de professores ou quando se terminam as aulas se pode ver o exemplo da desorganização dos meninos. Para os homens que tendem a viver mais no momento presente e não tanto pensar no futuro, encontrar os livros no momento adequado, ter os armários organizados, ou ainda chegar na sala de aula com as camisas bem postas pode ser um grande desafio. Infelizmente, os rapazes necessitam uma maior capacidade de organização para ter êxito na escola e na vida. Em uma escola diferenciada para meninos, podemos nos centrar em ajudar a desenvolver essas habilidades através de programas e ter um horário que se dedicará para este fim.

5) Os meninos se tornam mais criativos.
Sabemos que, se lhes damos oportunidade, aos meninos lhes entusiasma criar. Gostam de "lançar-se" à música, à arte, ao teatro e à escrita criativa. A maioria tem um forte lado artístico. Mas em uma escola mista, muitos rapazes simplesmente não escolhem estas atividades. Eles não tentam se unir ao coral da escola por causa de algum estereótipo social equivocado no sentido de que esta atividade não é masculina. Numa escola mista são principalmente as meninas que cantam. Já numa escola diferenciada os meninos podem explorar seu lado criativo sem medo, assumindo riscos e desenvolvendo uma perspectiva mais ampla.

6. Os meninos são grandes líderes
Os meninos podem assumir responsabilidades desde uma tenra idade. Proporcionando-lhes a ocasião, farão tarefas, ajudarão aos outros e conseguirão grandes objetivos. Em um ambiente misto não poderão talvez ter a mesma oportunidade de ser líderes devido ao que falamos anteriormente sobre a energia masculina, ou porque não são tão organizados como as meninas ou dispostos a ser voluntários, por vergonha. A pressão dos companheiros pode impedir que eles se convertam em líderes. Num ambiente diferenciado, não tem escapatória. Têm que assumir todos os papéis. Aprendem a ser líderes e a trabalhar formando parte de um grupo com outros rapazes.

7. Os meninos assumem riscos.
Os meninos tendem a atuar primeiro e pensar depois. Com frequência, assumem riscos sem se dar conta de quais são esses riscos. Isto pode ser bom: algumas das maiores conquistas da civilização começaram com alguém que assumiu um risco. Não se trata de eliminar esta característica masculina. Trata-se de educar e ajudar aos meninos a ter o juízo necessário para que não se prejudiquem ou prejudiquem aos demais.

8. Os meninos fazem grandes amigos.
Que é a amizade para os meninos? Muda à medida que crescem. Amizade é, as vezes, apenas cada menino da sala de aula que lhe ajude a buscar durante o recreio um dente na areia, prometendo-lhe continuar ajudando no recreio seguinte. À medida que os meninos amadurecem, suas amizades são mais profundas. Eis uma lista do que eles dizem sobre a amizade: ser leal, animar, confiar, preocupar-se e ajudar alguém de que se pode depender. O que os meninos aprendem sobre a amizade vai enriquecer suas vidas. Muitas das amizades que se formam nesta fase da vida vai durar toda a vida.

9. Os meninos são divertidos.
Os homens tendem a ter um irreverente sentido do humor. O usam para enfrentar problemas e para relacionar-se. E este sentido do humor começa muito cedo. Os meninos gostam de fazer rir a uns e a outros, e fazem que seus professores riam também. Sempre estão contando piadas, com frequência inconvenientes, ou imitando uns aos outros ou até os seus professores. Em uma escola diferenciada de meninos o sentido do humor está em todas as partes. Quanto mais podemos incentivar esse sentido do humor, melhor lhes prepararemos para as relações com as outras pessoas e para prosperar no mundo real.

10) Os meninos necessitam modelos masculinos.

Os meninos necessitam modelos masculinos para crescerem e se desenvolverem adequadamente. Necessitam homens ao seu redor que lhes mostrem diferentes maneiras de ser homem. Hoje em dia os pais são muito mais ativos na educação de seus filhos do que eram antigamente e isto é bom. Mas, ainda assim, durante os primeiros anos, os meninos passam muito pouco tempo rodeados de homens. Em uma escola diferenciada haverá um número importante de professores homens com distintas habilidades. Alguns deles serão treinadores, músicos, outros terão uma grande paixão pelo teatro ou pela poesia ou pela ciência ou pelo inglês. E estes professores marcarão uma grande diferença em suas vidas. Outra coisa que aprenderão dos professores será como se relacionarem com as mulheres.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 25)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Mudanças constantes de escola


1 - A. diz: Doutora eu tenho 17 anos e não me dou muito bem na escola.ja mudei de colégio umas 5 vezes pelo menos, e agora eu vou entrar no ultimo ano do colégio e os meus pais querem me mudar mais uma vez de colégio (por motivos financeiros e educacionais). Mas como é o ultimo ano eu não gostaria de sair porque acho que vai me prejudicar ainda mais.o que eu devo fazer?

RESP: Boa tarde, A, você está em qual dos últimos anos - do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio? Todas estas vezes que trocou de Colégio até hoje, foi por sua vontade ou por outras razões? Seu comentário é de que não está bem no Colégio e os motivos que você relata são muito importantes para você e para seus pais, mas se vai mal nos estudos, o que acontece? Falta de atenção, poucas horas de estudo, pouca dedicação ou você sente dificuldade de aprender, de guardar o que aprendeu?
As questões finaceiras hoje - aliás como sempre aconteceu - pesam muito para as famílias, e se também há razões de ordem educacional para mudança de Colégio, quem sabe você e seus pais conversariam para chegar a um acordo? As mudanças pode ser positivas ou não.
Como não tenho maiores detalhes, deixo esta ideia de uma conversa entre vocês mas pode voltar a falar comigo e responder às perguntas que fiz e mais estas : Aos 17 anos, tem amigas? Sai com elas? Como é que se distrai ? Pratica esportes?
Volte a falar comigo,gostaria muito de ajudá-la ! Um abraço da Mannoun

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Um sonho para o Brasil - uma realidade em SP – CEAP - Centro Educacional e Assistencial de Pedreira

Uma amiga de São Paulo, Maria Berard, me enviou esta sugestão que posto hoje aqui. Uma escola técnica que deveria ser multiplicada por todo este imenso Brasil. Caso houve interesse dos nossos governantes, com certeza teríamos menos meninos na rua e mais gente com formação técnica especializada nos quatro cantos desta nossa imensa terra.

Vamos ler um pouco sobre Pedreira – Como é chamada pelos amigos – E entender vendo também o filme que coloco adiante.

É uma escola técnica para rapazes carentes que dispõe de tudo o que uma escola de “primeira linha” pode oferecer.

Tem atualmente capacidade para 500 alunos e conta com aproximadamente 5.000 m² de área construída, distribuídos em um terreno de 23.000 m². Oferece cursos básicos de Eletricidade Residencial e Industrial, Auxiliar de Informática e Informática Aplicada, e cursos técnicos de Administração, Telemática e Telecomunicações, com duração de um a dois anos.

A admiração da população local pela escola é muito grande e reflete-se no carinho que demonstra na sua conservação: praticamente não há pichações, invasões ou depredações em suas dependências, nem mesmo inscrições ou rabiscos são encontrados nas carteiras, portas e banheiros. Também há uma grande conscientização no cuidado dos equipamentos. Quanto à motivação pelo estudo, uma atitude comum dos alunos resume esse espírito: os estudantes indisciplinados são rejeitados pelos seus próprios companheiros.

Muitos dos alunos tornam-se, em suas famílias, a principal fonte de renda, o que constitui um impacto social relevante. Além disso, deixam a escola com a clara consciência da necessidade de estudar com afinco e dedicação. Com essa mentalidade, é comum que muitos dos alunos da Pedreira cheguem ao nível universitário, uma meta quase que inimaginável no início de seus estudos, em virtude de suas difíceis condições de vida.

Em atitude de retribuição pela formação recebida, vários dos antigos alunos retornam à escola, buscando servir segundo suas próprias possibilidades: alguns tornam-se professores, outros preparam aulas para os estudantes pré-vestibulares e outros chegam até mesmo a contribuir financeiramente, de forma a viabilizar a contínua expansão do espaço físico e manutenção das atividades, propiciando às futuras gerações o acesso a um ensino gratuito e altamente qualificado.

Seus objetivos são:

1- Colaborar com os pais na formação de seus filhos, ajudando-os a adquirir virtudes que os tornem melhores cidadãos e companheiros.

2- Formar os professores para que, através de seu modo de ser e de agir, sejam exemplo de pessoas laboriosas, honestas e confiáveis, capazes de realizarem trabalhos bem acabados e com qualidade.

3- Proporcionar aos alunos uma capacitação profissional, dentro de parâmetros éticos que os levem a viver de modo honesto e solidário.

4- Através de sacerdotes da Prelazia do Opus Dei, proporcionar, aos que desejam uma profunda formação cristã.


As receitas do Centro Pedreira provêm exclusivamente de doações e não recebe nenhuma ajuda financeira de órgãos públicos. Cada aluno custa mensalmente R$ 260,00 por mês. Os alunos permanecem em média 2 anos no CEAP, o que significa que cada aluno custa em média R$ 6.240,00 para se formar.
As contribuições podem ser feitas através de depósitos bancários diretamente em conta, ou através de assinatura de “Cartas de Contribuição” As CARTAS DE CONTRIBUIÇÃO.
Visitem o site da escola: http://www.pedreira-centro.org.br/joomla/

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A ética e a religião nas escolas

Continuando com nossa preocupação com os estudos dos nossos filhos.

Texto de João Malheiro

Ensinar ética exige uma profunda unidade de vida que se manifeste em tudo o que acontece na vida da escola: no olhar carinhoso por cada aluno, no sorriso diante das dificuldades de educar
Publicado em 31/10/2009 | João Malheiro

Observo com satisfação que cada vez mais pais e educadores estão preocupados com educação moral de seus filhos e alunos. Parece que já paira no ar certa intuição, própria de quem quer o melhor para os seus pupilos, que indica que bastantes problemas atuais têm sua raiz numa deficiente ou insuficiente educação ética. Muitos, de forma exponencial nos últimos anos, me têm procurado e perguntado: como conseguir que meus filhos/alunos adquiram convicções morais, critérios de conduta, ideais de vida, valores profundos, pois eu mesmo não estou conseguindo e a sociedade não ajuda?

Demonstrar esta preocupação já denota um grande avanço. Infelizmente, esta inquietação ainda não atingiu profundamente alguns pais, que acreditam que educam muito bem os filhos ou que não veem nenhum problema no fato de seu filho ver o que quiser na internet, ficar com várias meninas(os) na festa, copiar o trabalho escolar num site desonesto ou ainda preferir passear com o cachorrinho a ter muitos amigos. Portanto, para os que estão seriamente preocupados com o bom comportamento dos seus filhos e alunos, seja a curto ou médio prazo, a primeira indicação é sempre melhorar o próprio exemplo.

Sempre ouvi falar que o desprezo pela ética, desde os tempos mais antigos, nasce de duas tristes posturas. A primeira é a de quem pensa “se eu sei o que é certo ou é errado, minha consciência me acusará que estou errado e terei que mudar minhas ideias”. Nela existe uma resistência teórica e pouca humildade. A segunda completa a primeira: “Se eu descubro que meu comportamento é pouco ético, terei que me esforçar por retificá-lo na prática e retificar também os meus filhos/alunos, o que exigirá luta, esforço, exigência, saber perder”. Nesta postura existe também uma resistência existencial e de honestidade. Portanto, podemos concluir que, apesar de não ser nada fácil educar com o exemplo, essa é condição sine qua non se queremos conquistar certa coerência de vida e uma autoridade moral.

Um segundo conselho prático para enraizar um caráter íntegro e seguro nos jovens é preocupar-se com a escolha de um bom colégio, que saiba conciliar uma comprovada qualidade no ensino com os valores éticos vividos na família. Encontrar escolas que proporcionem diretores, coordenadores, professores e funcionários que lutem por viver os valores éticos/morais é, sabidamente, coisa cada vez mais rara. Porque, como dizíamos acima, ensinar ética é algo existencial, profundo, constitutivo do próprio ser. Não se pode solucionar o ensinamento da ética colocando no projeto educativo apenas umas meras aulas teóricas sobre os filósofos gregos, a dinâmica das virtudes aristotélicas ou ainda concentrar-se no dia do meio ambiente e do efeito estufa ou nos direitos e deveres do cidadão.

Ensinar ética exige uma profunda unidade de vida que se manifeste em tudo o que acontece na vida da escola: no olhar carinhoso por cada aluno, no sorriso diante das dificuldades de educar, na maneira de se vestir em sala de aula, na forma de falar com os pais dos alunos, na delicadeza no comer, no respeito pelas diferenças, pelo exercício da boa autoridade, pela pontualidade em sala de aula, pela competência em deslumbrar o conhecimento. Se tentarmos nos lembrar de todos os professores que passaram pelas nossas vidas, detectaremos que estes comportamentos éticos eram sempre o que definiam aqueles que tinha vocação para docência ou não.

Um terceiro e último conselho: para que os jovens conquistem uma maturidade ética é recomendável apontar para o valor do ensino da religião, em casa e nas escolas. Chama muito a atenção que muitos pais e professores, mesmo aqueles que se consideram religiosos, não contem o suficiente com a fé para educar eticamente. Uma mistura de ignorância em saber fazê-lo com um falso respeito humano de que não se pode impor uma religião geram este desajuste educacional. O problema deste posicionamento é que pode trazer graves consequências para a educação ética. Vejamos quais são.

Quando se prescinde voluntariamente de Deus, é fácil que o homem se desvie até se converter na única instância que decide o que é bom ou mau, em função dos próprios interesses. Constata-se facilmente que sem religião, sempre fica muito difícil ajudar o mais necessitado, sem esperar um retorno imediato, perdoar um inimigo que nos maltratou, ser fiel a um compromisso mais sério no namoro, não aceitar uma pequena corrupção no emprego, dizer sempre a verdade, mesmo que tenha consequências negativas, entre outros.

Quando não se admite que existe um ser superior que julgará as nossas ações, o jovem quase sempre se encontra muito mais indefeso diante da tentação de erigir-se como juiz e determinador supremo do bem e do mal. Isto, infelizmente, já se comprova claramente na maioria dos jovens de hoje.

Concluo, portanto, que sem religião é mais fácil duvidar se vale a pena ser fiel à ética e mais difícil ver claramente o porquê de se sacrificar em determinadas situações. Há ocasiões em que os motivos de conveniência natural para agir bem são suficientes. Mas existem outras – e não são poucas – em que esses motivos humanos perdem peso em nossa mente, pela razão que seja, e é então que os motivos sobrenaturais assumem papel decisivo. Prescindir da educação religiosa, é, portanto, um grave erro dos educadores. Quando se dão conta, depois, quase sempre já é tarde.