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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Meu filho é gay: e agora?

Por Maitê Tosta

Há quase dezessete anos atrás, eu tive um filho homem. Como toda mãe de menino, vesti meu príncipe de azul, comprei carrinhos, figuras de ação, videogames, bonés, Pokemon Cards... tudo aquilo que meninos gostam. Sonhei e ao mesmo tempo tive medo do dia em que ele me apresentaria a mulher que ia concorrer comigo pelo seu coração, o dia em que eu me tornaria a número 2. Sonhei em vê-lo se formar, médico, engenheiro, advogado, ou seja lá qual fosse a sua vocação.

Preparei-me para enfrentar todas as dificuldades que vêm de ter um filho, preparei-me para vê-lo adoecer algumas vezes, para acompanhar seu desenvolvimento escolar, para discipliná-lo, para os desencontros e conflitos da adolescência. Mas eu confesso que nunca me preparei para ouvir dele o que ouvi: "mãe, eu sou gay". Dito assim, curto, claro, sem rodeios (vê-se bem que ele tem a quem puxar).

Depois de aguardar alguns segundos com a esperança de que ele dissesse: "mentira, mãe, to zuando", o que não aconteceu, e, constatando pelo olhar nervoso dele, aguardando o que eu diria em seguida, que o assunto era, sim, bem sério, achei força para falar: afirmei a ele que nada mudava, que ele continuava a ser o meu filho muito amado. Depois, como toda mãe, quis fazer perguntas: como ele concluiu que era gay, desde quando sabia, se já tinha tido alguma experiência ou relacionamento, etc etc. No fim, ele estava aliviado, e eu fui deixada para lidar com essa nova realidade.

Se a princípio, meu mundo caiu, hoje ele segue em pé, embora numa corda bamba: estou sempre procurando maneiras de demonstrar o grande amor que tenho pelo meu filhote sem, contudo, dar aprovação para o que não posso aprovar.

Passei por um período bem triste, tentando descobrir onde eu teria errado, o que eu teria negligenciado, para que isso acontecesse... tantas perguntas... "onde errei?" "será que foi por eu ter uma personalidade forte?", "será que foi por que...??". Conforme os familiares iam sabendo, alguns também questionaram. Mãe já se culpa por tudo... imagina então como me senti, pensando que meu comportamento, jeito de ser ou atitude pudessem ter influenciado meu filho... hoje parei de ficar procurando "causas". Nem a ciência ainda deu conta de explicar o homossexualismo: alguns estudiosos falam em genética, outros em questões comportamentais... não seria eu a fechar essa questão.

O que penso é que algumas pessoas são assim, e embora eu não entenda o porquê, elas merecem igualmente o meu amor, o meu respeito. Eu posso não concordar com seu estilo de vida - assim como, por ser católica, não acho correto um casal fazer sexo antes do casamento - mas assim como não me meto na vida dos meus conhecidos que escolhem viver maritalmente sem casar, ou viver um "namoro avançado", eu também não me meto na vida dos meus conhecidos gays que têm namorados ou companheiros. Ainda assim, em ambos os casos, mantenho a estima e reconheço as qualidades que eles têm. Obviamente, os meus amigos mais próximos são os que pensam como eu, têm a mesma fé, temos afinidade. Espero deles que mantenham o respeito e carinho que sempre tiveram com o meu filho.

Algumas coisas eu começo a compreender melhor: meu filho é o mesmo rapaz doce, inteligente, questionador e bondoso de sempre - isso não mudou! Ser sincera é o melhor caminho. Ele sabe o que penso, sabe no que acredito, sabe os meus limites. Eu tento sempre manter o canal de comunicação aberto, dialogar, ouvir, mesmo aquilo que é difícil ouvir do seu próprio filho.

Por outro lado, coloco limites, pois tenho filhas pequenas que ainda estão em formação. Limites, na verdade, precisam existir em qualquer casa, independente da orientação sexual dos filhos, não é mesmo? E com ele não será diferente. Até então ele tem respeitado os limites que eu e o pai temos fixado, com umas tentativas aqui e ali de transgressão, típicas de adolescência.

Imagino que até ele tomar a decisão de nos contar (a mim e ao pai), deva ter sofrido bastante, e tido medo de nossa reação. Ele sabe que somos cristãos católicos praticantes, sabe de nossos valores, conhece nossas posições acerca da prática do homossexualismo (não da orientação sexual, pois essa, em si mesma, não é pecado conforme o Magistério da Igreja, que seguimos). Mesmo hoje, somos claros e honestos com ele sobre o que pensamos.

Meu filho sabe que rezo por ele, pela salvação de sua alma, independente de qualquer coisa. Uma mãe nunca desiste de um filho. E Deus também não desiste dos seus filhos, sejam eles como forem. Eu creio que o diálogo de uma alma com o seu criador é única, e não cabe a mim tecer julgamentos sobre quem pode ou não ser salvo. Deus é infinita sabedoria e misericórdia, ele condena o erro mas ama o pecador e não quer vê-lo perder-se. Por isso, continuo com minhas orações. Não rezo para que Deus "conserte" o meu filho, rezo para que ele nunca perca a fé e que sua alma se salve. Não sei como, não sei quando, não sei nada. Mas a fé de uma mãe é poderosa, e Deus é amor. Creio nisso firmemente.

Esse texto está sendo escrito com o conhecimento e a concordância do filhote, pois "pode ajudar outras mães e, quem sabe, também outros filhos". Essa também é a minha intenção. Se você também está lidando com essa nova realidade em sua casa, como filho ou como mãe/pai, e quiser conversar com alguém, pode escrever nos comentários ou em privado, no email mttcamillo@gmail.com, vamos trocar figurinhas, orações, experiências. Eu não sei muito, mas estou querendo aprender e dividir o pouco que já aprendi.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Ansiedade Digital

A velocidade nas comunicações é algo que facilita muitos aspectos da nossa vida, mas que também tem seu lado negativo. Um dos aspectos negativos é a ansiedade criada pela urgência. A ansiedade é este sentimento difuso de medo de algo que não conseguimos localizar e, para explicar como isto pode ser amplificado pela velocidade de comunicação, conto uma breve história.

Rebeca é uma universitária que está namorando Tomás. Na semana passada eles brigaram e agora Rebeca quer se reconciliar, mas, ao invés de telefonar, manda uma mensagem via WhatsApp, dizendo: “queria falar com você”. Devido à tecnologia, Rebeca sabe quando Tomás recebeu a mensagem e fica aguardando uma resposta. Passa um minuto, passam cinco minutos e a ansiedade começa a crescer: “será que ele não quer mais saber de mim?”. Passam 10 minutos. “Será que ele decidiu me ignorar?” Passa meia hora. Rebeca já não consegue mais se concentrar no trabalho, cada vez que seu celular vibra há uma urgência de olhar a tela. Será a resposta? Cada minuto, cada vibração do celular, faz aumentar a angústia. Chega a noite, um dia de trabalho arruinado e uma mistura de ansiedade e raiva toma conta dela.

No dia seguinte, ela recebe um buquê de flores com uma mensagem: “Desculpe, esqueci o celular no taxi e só vi há pouco sua mensagem”.

A velocidade nas comunicações é uma grande ferramenta, mas quando ficamos escravos desta velocidade e deixamos a imaginação preencher os minutos até uma resposta. Sofre-se inutilmente e deixa-se de fazer muitas coisas importantes.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

A chegada de um filho

A cada filho que vamos tendo, precisamos equacionar muitas coisas dentro de casa. Sempre contando com a possibilidade de vir outro filho; vamos precisar decidir a dois as mudanças no lar. Parece um assunto banal, irrelevante, mas não é, entram pontos importantes como: finanças, economias, espaço, resquícios familiares que cada um traz na sua bagagem de solteiro.

A criança vai precisar de um espaço para ela – independente do quarto dos pais. Criança na cama dos pais não dá certo, tira a intimidade do casal e não é nem higiênico para o bebê.

É necessário  pensar em como vai se  montar o ambiente – combinar a quantia que se disporá para isso. Discutir também  a possibilidade de no futuro vir mais filhos, ou não, para decidirem os gastos com o ambiente . Tudo sendo combinado, pai e mãe já vão se sentindo mais responsáveis e interessados neste projeto: o filho é de ambos.

O lar continuará o mesmo – nada de grandes mudanças, nada radical, como silêncio absoluto depois que o neném nascer, ambiente com pouca luz ou casa vazia sem receber amigos. Os filhos precisam crescer acostumados com barulhos, visitas, sol, luz do dia e da noite. É claro que sem exageros.

A mãe e o pai  não devem chatos,  não deixando ninguém se aproximar do filho, não sair à rua; se chove não vai mais a lugar nenhum,(para isso existem guarda chuva, capa).  E também não cair no exagero de ir para a “night” com o bebê, nem ao cinema com o filho de 2 meses. Usar do bom censo. Sempre decidindo a dois, cada situação que venha a aparecer com esse novo membro da família. Todas essas decisões, ajudarão o casal a se tornar mais unidos e ambos participantes da educação desse novo ser, que necessitará de muito carinho e amor.

Com o crescimento da criança surgem novos pontos passíveis de atritos entre o casal, como a escolha do pediatra, ficar na creche ou com a avó, a mãe trabalhar fora ou não, sobre os brinquedos mais adequados para idade, passeios em família – tudo isso precisa de um casal equilibrado, para ir aos poucos tomando estas decisões sem prejudicar tanto a criança como a seus pais. A chegada do filho não acaba com o lazer. Apenas terão que adaptar os passeios e  viagens. 

Temos que ter em mente que os filhos vem para unir mais ainda o casal e transformar, para melhor a nossa família.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A quem tem, dar-se-lhe-á mais

A quem tem, dar-se-lhe-á; e a quem não tem, mesmo aquilo que parece ter ser-lhe-á tirado. E a este propósito comenta São João Crisóstomo: “A quem é diligente e fervoroso, dar-se-lhe-á toda a ajuda que depende de Deus; mas a quem não tem amor nem fervor, nem faz o que está ao seu alcance, também não lhe será dado o que depende de Deus. Porque perderá – diz o Senhor – ainda aquilo que parece ter; não porque Deus lho tire, mas porque se incapacita para novas graças”.

A quem tem, dar-se-lhe-á... É um ensinamento fundamental para a vida interior de cada cristão. Àquele que corresponde à graça, dar-se-lhe-á ainda mais graça; mas quem não faz frutificar as inspirações, moções e ajudas do Espírito Santo, ficará cada vez mais empobrecido. Os que negociaram com os talentos que tinham recebido em depósito, vieram a receber uma fortuna ainda maior; mas aquele que enterrou o seu, perdeu-o. A vida interior, tal como o amor, está destinada a crescer; exige sempre que se progrida, que se esteja aberto a novas graças. “Se dizes «basta», já estás morto”; quando não se avança, retrocede-se.

Deus prometeu-nos que nos concederia sempre as ajudas necessárias. Podemos dizer a cada instante com o Salmista: O Senhor anda solícito por mim. As dificuldades, as tentações, os obstáculos internos ou externos nada mais são do que ocasiões para crescer; quanto mais forte for a dificuldade, maior será a graça; e se as tentações ou contradições forem muito fortes, maiores serão as ajudas de Deus para convertermos aquilo que parecia dificultar ou impossibilitar a santidade num motivo de progresso espiritual e de eficácia na ação apostólica.

Só o desamor e a tibieza é que fazem adoecer ou morrer a vida da alma. Só a má vontade, a falta de generosidade com Deus, é que atrasa ou impede a união com Ele. “Conforme for a capacidade que o cântaro da fé leva à fonte, assim será o que dela há de receber”. Jesus Cristo é uma fonte inesgotável de ajuda, de amor, de compreensão: com que capacidade – com que desejos – nos aproximamos dEle? Senhor – dizemos-lhe na nossa oração –, dai-me mais e mais sede de Vós, que eu Vos deseje mais intensamente que o infeliz que anda perdido no deserto e a ponto de morrer por falta de água.

As causas que levam a não progredir na vida interior e, portanto, a retroceder e a dar lugar ao desalento, podem ser muito diversas, mas por vezes podem reduzir-se a poucas: ao desleixo, à falta de vigilância nas pequenas coisas que dizem respeito ao serviço e à amizade com Deus, e ao recuo perante os sacrifícios que essa amizade nos pede.

Tudo o que possuímos para oferecer ao Senhor são pequenos atos de fé e de amor, ações de graças, uma breve visita ao Santíssimo Sacramento, as orações costumeiras ao longo do dia; e esforço no trabalho profissional, amabilidade nas respostas, delicadeza ao prestar ou ao pedir um favor... Muitas pequenas coisas feitas com amor e por amor constituem o nosso tesouro deste dia que levaremos para a eternidade. 

 Normalmente, a vida interior alimenta-se, pois, do corriqueiro realizado com atenção e com amor. Pretender outra coisa seria errar de caminho, não achar nada, ou muito pouco, para oferecer a Deus. “Vem a propósito – diz-nos Mons. Escrivá – recordar a história daquele personagem imaginado por um escritor francês, que pretendia caçar leões nos corredores da sua casa e, naturalmente, não os encontrava. A nossa vida é comum e corrente: pretender servir o Senhor com coisas grandes seria como tentar ir à caça de leões pelos corredores. Assim como o caçador do conto, acabaríamos de mãos vazias”, sem nada que oferecer.

As nossas pequenas obras são como as gotas de água que, somadas umas às outras, fecundam a terra sedenta: um olhar a uma imagem de Nossa Senhora, uma palavra de alento a um amigo, uma genuflexão reverente diante do Sacrário, um movimento imperceptível de domínio da vista pela rua, um pequeno ato de força de vontade para fugir de um dissimulado convite à preguiça... criam os bons hábitos, as virtudes, que conservam e fazem progredir a vida da alma. Se formos fiéis em realizar esses pequenos atos, quando tivermos de enfrentar alguma coisa mais importante – uma doença mais séria, um fracasso profissional... –, saberemos também tirar fruto dessa situação que o Senhor quis ou permitiu. Cumprir-se-ão então as palavras de Jesus:Aquele que é fiel no pouco também o é no muito.
Meditação diária de Falar com Deus - TEMPO COMUM

terça-feira, 29 de março de 2011

A arte da compreensão

Por Rafael Carneiro Rocha

Dialogar. Eis uma arte necessária.

Penso que crises podem ser apaziguadas por boas conversas. Escute a reclamação do outro. Faça a sua ponderação. Se o outro ainda reclamar, peça que ele problematize a ponderação feita por você. O diálogo no momento de crise deve ser inventivo. Para cada ponderação, uma nova pergunta. Nesse sentido, a quantidade de ponderações e perguntas tende a ser progressiva a tal ponto que, em determinado momento, pelo menos um consenso se aproxima. Ambos os conflitantes são criaturas com queixas legítimas. As pessoas em guerra se imitarão pelo bem. No momento da boa mimese, poderá haver um irresistível convite à caridade. Um lado, gratuitamente, poderá ceder.

O fator de imitação é interessante, porque nos conflitos ele tende muitas vezes a ser infrutífero. Mas o fato é que, irreversivelmente, nós nos imitamos. Como criaturas que dialogam, se dialogamos é porque existe algo de muito comum entre nós. Nós nos expressamos. Quando ouvimos o outro, retrucamos com uma imitação de tom de voz, linha de raciocínio e estilo de linguagem.

Abrandar paulatinamente o tom de voz e se interessar pelo problema alheio farão com que a outra pessoa (imitadora por natureza, como todos nós) seja mais doce conosco e que nos compreenda melhor. A mimese é inevitável. Mas a permanência do conflito, não.

sábado, 22 de maio de 2010

Li por aí – (7) - Família

Como o nosso foco é a família, tudo de bom escrito para ela ou sobre ela, aproveitamos aqui no nosso BLOG, segue abaixo um texto muito bom sobre o ambiente familiar.

De Pe Paulo Monteiro Ramalho

“Sobre o ambiente de família se pode falar sobre muitas coisas, sobre o ambiente de respeito, de cordialidade, de preocupação de uns pelos outros, de confiança, etc. Mas gostaria de falar de um aspecto bem concreto: da relação entre a família e a televisão.

Ao falar deste tema, me vem à memória um texto que toca no cravo do que quero falar. Eis o texto:

A professora Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redação sobre o que eles gostariam que Deus fizesse por eles. À noite, corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito emocionada. O marido, nesse momento, acaba de entrar, a vê chorando e lhe pergunta: "O que aconteceu?". Ela responde: "Leia [Era a redação de um menino]".

"Senhor, esta noite te peço algo especial: me transforma em um televisor. Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir minha família ao redor... Ser levado a sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado, sem interrupções nem questionamentos. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai, quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me. E ainda, que meus irmãos briguem para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir a todos.

Senhor, não te peço muito... “Só quero viver o que vive qualquer televisor”. - "Coitado desse menino, disse o marido de Ana Maria. Nossa! que coisa esses pais!". E ela lhe observa: "Essa redação é do nosso filho".

Todos nós estamos de acordo que a televisão é um bem inquestionável: nos permite estar informados sobre os problemas do mundo, nos oferece um meio de entretenimento e lazer, etc. No entanto, como tudo, deve ocupar o lugar adequado.

Que pena seria se:
- a televisão fosse uma ocasião de distanciamento familiar;
- a televisão fosse o centro da família, ao invés de ser cada uma das pessoas;
- a televisão recebesse mais atenção quando não está funcionando do que as pessoas da casa quando não estão bem;
- a televisão fosse o elemento ao redor do qual todos se unem, em vez daquele filho, daquela irmã que pode contar muitas coisas interessantes de como foi o dia;
- a televisão fosse o instrumento de descanso, de relaxar o stress, em vez da história divertida de algum familiar;
- a televisão fosse ouvida como ninguém na família;
- tivéssemos muito mais interesse em ouvir o que a televisão tem a dizer do que o que um familiar tem a dizer;
- nos largássemos diante da televisão numa atitude comodista e egoísta, pois é mais cômodo “ver o que queremos” do que “falar com quem devemos”.

O que podemos fazer?
- fomentar mais o diálogo familiar; quantos familiares conversam apenas com monossílabos!
- reunir, se possível, toda a família para conversar; este costume, que algumas pessoas têm, chama-se “tertúlia”; trata-se de reunir a família após o jantar, por exemplo, e sentarem todos fazendo uma roda e começarem a falar sobre qualquer coisa: coisas do dia, algum tema interessante que saiu no jornal onde cada um vai fazendo a sua apreciação, algum tema interessante do trabalho de cada um, uma aula simpática a que assistiu, uma conversa interessante que teve com um amigo, um tema cultural, etc, etc;
- repensar se vale a pena que todos os familiares tenham uma televisão no seu quarto: sempre será uma ocasião de alheamento familiar, além de ser ocasião para assistir todas as baixarias vergonhas que passam na televisão (isto é extremamente daninho para os filhos; também para as pessoas mais velhas);
- não almoçar ou jantar com a televisão ligada ou assistindo à televisão se estamos com mais alguém.

Que alegria é uma família onde o ambiente é uma delícia, onde há fortes laços familiares! Mas não esqueçamos, isso só se consegue gastando tempo com as pessoas, conversando e conversando com elas.