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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

“Tem sempre um pé de chinelo velho para um pé doente calçar.”

Este ditado popular, muito falado pelos antigos, define bem a situação de cada um de nós. 

Nunca devemos desistir de encontrar a nossa felicidade ao lado de um grande amor. Também nunca devemos desistir de um amor que está ao nosso lado, porque ele é o nosso pé de chinelo, o nosso complemento. Velho ou novo é o que se encaixa ao nosso lado. 

Quando somos jovens e estamos à procura de alguém para ser nosso marido ou esposa, tendemos a por muitos itens de necessidades nesta pessoa. Bonito, alto, louro, magro, atlético, perfumado, gentil, alegre, rico, e por aí vão os nossos pré-requisitos para o príncipe ou a princesa. Muitas vezes esquecemo-nos de nos examinar também com o mesmo rigor. Sendo assim ficamos com um olhar distante, procurando tão além que não reparamos na pessoa bem perto de nós que tão bem pode ser o verdadeiro companheiro para toda uma vida, aquela pessoa que vamos amar e vai nos amar com todo o seu coração.

É o nosso “pé de chinelo para o nosso pé calçar". É o nosso complemento, aquele ou aquela que preenche, não uma lista interminável de requisitos, mas a pessoa que podemos amar e que nos amará apesar das diferenças e dificuldades. Esta pessoa, real, concreta, junto da outra formará a família que tanto cada um de nós quer para si. 

Os sonhos são bons, preenchem o tempo, distraem, mas são sonhos, a realidade é mais natural, feita de pessoas do dia a dia. Aquelas que andam pelas ruas, que trabalham, estudam, as que têm virtudes e defeitos, as feias e as bonitas, mas cada uma vai se encaixar como uma luva em outro alguém. 

Vamos dar uma segunda chance a quem se aproxima de nós. Dos que buscam o matrimônio como sua forma de ser feliz.  Olhar o outro ou a outra com olhos do coração, vendo o interior. É com essa parte que vamos conviver a maior parte da nossa vida. A beleza acaba, a juventude acaba, mas o conteúdo, a bagagem que cada um tem dentro si, essa vai continuar até o fim. 

Vemos tantas pessoas belas, deslumbrantes e infelizes. Não vamos colocar nossos desejos em coisas vãs. Vale a pena investir no chinelo que se adapta a nós.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Coisas que irritam o meu, o seu, a sua

… esposa, namorada, mãe, irmã, irmão, marido, pai….


Deixar para depois. O que tem que ser feito, tem que ser feito e pronto. Claro que imprevistos acontecem e desde que haja uma desculpa plausível, tudo bem! Agora, desculpas como: não estava a fim de fazer hoje, estava muito calor, muito frio…..don´t rola!!


Falta de foco. Muitas vezes tentamos fazer três, quatro coisas ao memo tempo. Com foco e objetividade conseguiremos fazer uma tarefa em menos tempo. Organize-se de tal forma que gaste menos energia no cumprimento de suas tarefas. Também não tente fazer tudo sozinho(a). Delegue tarefas, maridos, filhos, esposas, irmãos estão aí pra isso!!




Pare de esquecer das coisas. Quando queremos, quando nos interessa, quando é divertido, nós lembramos, né? Esquecer de fazer algo que alguém pediu uma ou duas vezes até vai lá, agora mais do que isso é falta de interesse, faz com o que o outro pense que você não se importa, que você não o coloca em sua lista de prioridades.


Achar, dizer que não vai conseguir. Pensamento positivo sempre!! Internet está aí pra isso! Não sei cozinhar, mas quando preciso vou no youtube e pego alguma receita. Não pretendo participar de nenhum reality ou ter o meu próprio programa de culinária, mas com o tempo sei que vou aprendendo e consequentemente, melhorando!


Não cuidar de si. procure dormir cedo, fazer exercícios, procurar um médico, dentista, faça um check-up periódico, pare de se achar menos importante. Cuidar de si é uma demostração de amor com o outro.


Sofrer por antecipação. Muitas vezes o problema nem existe, mas já estamos sofrendo. E pior, não paramos de falar sobre o assunto o que pode ser muito desgastante!

Vamos aprendendo com os desafios da vida, conversando um com o outro o que  é muito importante em qualquer relacionamento. Assim, levaremos uma vida mais leve e feliz!!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Dez frases que todo homem gostaria de receber da esposa ou namorada!

Por Alex Camillo




Vivemos em uma época em que milhões de pessoas possuem smartphones e portanto estão conectadas quase o tempo todo às redes sociais. Que tal aprendermos a usar estas ferramentas a nosso favor?

A ideia é uma maneira simples, porém eficiente de quebrar a rotina, de surpreender, de deixar o marido saber que a sua esposa está pensando nele.

Podemos usar o Whatsapp ou se o seu celular é um pouco mais simples, um SMS de vez em quando também tem o mesmo efeito.  Segue abaixo sugestões de algumas frases:

  1. Obrigada pelo jantar/presente de ontem!
  2. Que tal um jantar especial hoje?
  3. Hoje tem a sua sobremesa favorita!
  4. Te amo!
  5. Tenha um ótimo dia no trabalho!
  6. Mais um dia ao seu lado! Amo estar junto a ti!
  7. Eu te perdoo!
  8. Estou tão feliz!
  9. Ansiosa esperando a sua chegada!
  10. Estou com saudades!
E aí meninas, tem alguma frase, pensamento que você gosta de mandar para o seu marido de vez em quando, que você gostaria de compartilhar conosco?


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Namorar (com filhos) – é possível – dicas para papais e mamães apaixonados

Por Raquel Suppi
Huumm... Sexta-feira, dia dos namorados, e final de semana chegando... Cheirinho de muito romance no ar! Tempo de passar um momento a sós e mais prolongado com o (a) esposo (a). Que delícia! Muito natural, necessário, justo, saudável e agradável! Poder namorar e apreciar a presença do (a) amado (a) sem pressa, distrações e interrupções (ou o mínimo possível, pelo menos) é maravilhoso, perfeito! Então, vamos lá namorar! Primeiro passo: conseguir (com certa antecedência, de preferência) alguém de confiança (pais/sogros, irmãos/cunhados, padrinhos, amigos, babá) para tomar conta das crianças, por algumas horinhas. Complicado? Difícil arranjar um “vale night” para o casal? Sem problema! Isso não é impedimento algum para um clima romântico! É tudo uma questão de adaptação, jogo de cintura e, claro, de (boa) vontade também! Os filhos jamais serão empecilhos para pais apaixonados!

Sair a sós com o cônjuge é muito importante e, certamente, todos sentem falta disso. No entanto, pode haver épocas na vida familiar em que momentos assim sejam reduzidos ou mesmo – temporariamente – inexistentes, como, por exemplo, com a chegada de um bebê. Mas, nada de desânimo, afinal, é uma fase passageira – e muito linda! Além disso, o casal ainda pode aproveitar e namorar bastante! Antes de tudo, sem desperdiçar oportunidades para expressar carinho, atenção e amor pelo outro! Isso é fundamental! Acaba com todo mau humor, má vontade e ajuda a manter sempre aquele clima romântico! Assim, fica bem mais fácil desfrutar, da melhor forma possível, o tempo (e as condições) que tem juntos !

Quem está ansiando trocar carícias, chamegos e beijinhos amorosos com o marido/a mulher, mas não conseguiu ninguém para ficar com os filhos, não deixe de conferir as dicas abaixo!

Jantar romântico em casa: a dois. Um belo e delicioso jantar a dois é tudo de bom! Mesmo que seja em casa. Mas, como? Primeiro: colocar as crianças na cama (se o dia tiver sido agitado e divertido, pode até ser que elas durmam mais cedo) ou distraí-las com alguma atividade (filme, joguinhos, videogame), em outro cômodo da casa. Nada de se estressar com a criançada, caso não queira colaborar. Com um pouco de paciência, acaba dando certo, nem que leve um pouco mais de tempo. Melhor demorar um pouco mais do que ir jantar mal-humorado (a) ou de cabeça cheia! O jantar pode ser feita a dois (aliás, é bom que os dois colaborem juntos com tudo, antes e depois) com cumplicidade e carinho. Ou, pode ser uma surpresa! O que mais importa é preparar tudo com amor! Ajeitar a mesa de forma bonita, com uns e outros detalhes especiais (toalha da mesa, flores, vela...  O que a criatividade permitir). A entrada  pode ser na sala, varanda, sacada ou jardim da casa. Músicas românticas, que o casal aprecia, também é uma boa pedida! Pode até pintar clima para dançar! Vinho também pode ser perfeito! Mas o que vale mesmo é agradar o casal! Agora, é desfrutar, sem pressa! Conversar coisas amenas, sorrir, fazer planos, relembrar bons momentos, fazer declarações, abraçar e beijar muito! Que seja tudo natural e espontâneo!

Noite de fondue em família. Não podemos desperdiçar uma noite bela e agradável para namorar, nem que seja com a família toda! Aproveitar o luar e a luz das estrelas, aconchegados um ao outro, enquanto se deliciam com fondue, é para lá de gostoso! A presença dos filhos pode abrilhantar ainda mais o momento, mostrando o quanto são felizes e tem inúmeros motivos para agradecer e estarem juntos. E, como a “noite é uma criança”, quando os pequenos adormecerem, o casal pode continuar desfrutando, com mais privacidade!

Jantar romântico em casa: com casais de amigos. Jantar caseiro com outros casais de amigos também é muito bom! Acertem em qual casa vai acontecer e o que cada casal deverá levar (combinem também quanto às arrumações). “Rachar” uma babá é uma ótima opção quando os pais não têm com quem deixar os filhos. Assim, enquanto os adultos se divertem na sala (ou em outro local da casa), as crianças estarão bem e seguras, em outro ambiente. Aí, é desfrutar a boa companhia dos amigos e, principalmente, do cônjuge! Vale também música de fundo, danças, carinhos, beijinhos. A regra é não falar assuntos desagradáveis!

Cinema em casa a dois. Quem não gosta de um aconchego com o (a) amado (a)? Ficar abraçadinhos no sofá, assistindo a um bom filme? É simples, fácil e muito agradável! Vale até escolher dois filmes, para o gosto de cada um. A noite pode começar com o filme das crianças e, quando elas dormirem e estiverem acomodadas em seus quartos, iniciar a sessão dos papais apaixonados! Pode ter mais rodada de pipoca, vinho, suco etc. O que não pode faltar de jeito nenhum são as expressões de carinho e amor!

Jantar fora (com os filhos). 
Sim! Jantar fora com a família completa também pode ser bem romântico! A escolha do local é algo muito importante! Deve ser bom para adultos e crianças para, assim, beneficiar o namoro! Um lugar com “espaço kids” para a meninada seria o ideal. Assim, enquanto os filhos se divertem, de forma segura e controlada, os pais podem conversar a sós e namorar um pouco (quanto mais próxima a mesa estiver das crianças, melhor. Ficamos mais tranquilos e conseguimos desfrutar mais, quando as vemos). É só aproveitar!

Piquenique/viagem curta (em família).
Às vezes, o fato de mudarmos de “cenário” e sairmos da rotina já aumenta o clima de romance, mesmo que as crianças estejam por perto. Como, por exemplo, passar o final de semana na praia, sítio, fazenda, serra. Ou quem sabe apenas passar o dia e/ou pernoitar em um lugar diferente (hotel, pousada, por exemplo)?! Fazer um piquenique no fim da tarde, em frente ao mar, também é maravilhoso! Apreciar a natureza, com toda a sua beleza, ao lado de quem amamos, renova a alegria, o sentido de estarmos juntos em cada momento e, como consequência, o amor! Andem de mãos dadas, abraçados, admirem-se, declarem-se e namorem muito!

Viram como é simples e totalmente ao nosso alcance?! Se tiverem mais dicas, não deixem de nos contar!!!

P.S.: E nada de estresse se algo não sair do jeito que haviam planejado, especialmente em relação às crianças! Nem tudo acontece da forma que gostaríamos, mas nem por isso vai deixar de ser maravilhoso!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O doce relacionamento entre mães e filhas..., e namorados delas (só que não)

Jaqueline de Oliveira C. Melo
Eu tenho duas filhas adolescentes, a mais nova (ao menos que eu saiba) ainda está naquela fase gostosa dos os olhares, suspiros, paqueras e cantadas. A mais velha já namorou, mas fazer o quê? É sadio, e conveniente para as adolescentes namorarem, afinal, elas sentem falta da companhia do sexo oposto, o jeito é aceitar que dói menos, e lembrar que também já fomos adolescentes e bem sabemos como é essa fase, e também daquela coisa de ficar com coração disparado, agoniada se ele vai ligar ou não, e pior, ligando ou não ligando, sempre chorávamos rios de lágrimas, e com as nossas filhas não será diferente!

A pior coisa do mundo para uma mãe e ver uma filha sofrer! Quando é por alguém que não valha à pena então, dói na alma! Aquela menininha linda que acreditava e confiava em você piamente até uns seis meses atrás, passa a acreditar nas conversas de “unzinho” qualquer. Olha, isso dói! Você começa a ter ideias malvadas na cabeça. Mas, brincadeiras à parte, esse relacionamento entre mães e namorados deve ser solidificado, na verdade sempre, como qualquer outro relacionamento!

Tem o namorado “falecido” (o que sumiu do mapa), que você não quer nem ouvir falar; tem aquele tipo agradável, educado, gentil e que coloca a filha em um pedestal e a trata como princesa, logicamente, afinal ela são verdadeiramente princesas! Tem aquele do tipo lindo que nos choca de cara quando nos deparamos, mas esses, como têm muita procura a demanda não atende ao mercado! (pensamento de administradora).

É, mas bom mesmo é quando a nossa bebê volta a ser só nossa novamente. Por quê? Por que nós mães temos essa ideia que alguém nos pode “tirar” os filhos? “Não sei o porquê, só sei que é assim” - parafraseando o célebre Xicó de “Auto da Compadecida”. Quando a gente começa a ter a consciência de que eles não são nossos, mas de Deus, e que temos a responsabilidade de cuidar, amar, educar, proteger, amparar, ajudar no que for preciso, aí minha gente, essa sensação de medo de errar aumenta ainda mais... “Mas o que não tem remédio, remediado está” - como diz minha mãe, e assim como eu sofri com meus erros e decisões de adolescente, a espiral da vida indica que as minhas filhas talvez sofram também, faz parte! Essa que é “a fase” da autossuficiência, de achar que são donas do próprio nariz, mas vai passar, passou comigo e vai passar com elas também, e terão a certeza de que nós mães estaremos ali, sempre que precisarem.

Esse é o nosso “papel” como mães! Estarmos a postos, orientando, ensinando, passando nossas experiências para que elas possam, quem sabe, aprender com nossas decepções e frustrações e evitem passar por elas também! Permaneçamos multiplicando nossas orações por elas para que caminhem não sozinhas, mas, fortes e alicerçadas na educação e na orientação que demos nessa estrada da vida, sabendo que existe sempre um bom e um mau caminho e que elas tenham sempre a sabedoria de optar pelo bem!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

EmContando – 38 - Dia dos Namorados

No terceiro século de nossa era Cristã, o Imperador Claudius II proibiu o casamento de jovens por considerar os  rapazes solteiros   melhores soldados que homens casados com esposa e filhos. Vivia, então, em Roma, o presbítero Valentino que discordou do decreto injusto do Imperador, e secretamente, continuou   a casar os jovens casais apaixonados. Descoberto, foi martirizado no ano 270.  O dia de São Valentino é comemorado no dia 14 de fevereiro.

Esta é uma das lendas que  deu origem
ao dia dos namorados,( Valentine’s Day) na Europa, Estados Unidos, Canadá, México e Austrália.  Não sei quanto aos demais países, mas nos Estados Unidos, a festa passou a ser um espécie de Dia do Bem Querer. Todo o país é coberto por corações vermelhos, e lembranças, cartões, doces e flores são trocados entre todos que se querem bem. Segundo minha irmã  Kate,  mesmo entre os que não se querem tão bem, uma vez que é difícil não presentear, por exemplo, um colega de trabalho e não os demais. Assim sendo, a troca de cartões e presentes é generalizada.

No Brasil a festa foi introduzida no século passado e o dia escolhido foi a véspera do Dia de Santo Antônio, por ser  ele tão querido por aqui e por sua fama de santo casamenteiro.

Tanto o Dia dos Namorados, como Dia das Mães e Pais e também a Páscoa e Natal fazem atualmente a festa do comércio. Isso é verdade e criticado por muitos, mas eu penso que o valor de uma comemoração está no valor que cada um lhe confere em seu coração, com ou sem presente. Por tanto, não é o comércio que dita meus amores e sim tudo  aquilo em que eu acredito. Comemorar é sempre bom:  renova, regenera, reconcilia, restaura ...

Como presente, dou a vocês um pequena história traduzida de Chicken Soup for the Soul,  organizado por J.Canfield e M.V.Hansen – Florida: Health Communications, Inc., 1993

AMOR VERDADEIRO

Moses Mendelssohn, avô do famoso compositor alemão, estava longe de ser um homem atraente. Além de baixinho, era corcunda.

Um dia ele foi a Hamburgo visitar um mercador que tinha uma filha muito bonita, chamada Funje. Moses apaixonou-se perdidamente, mas a ela, repugnava a triste aparência do rapaz.

Quando estava para partir, Moses reuniu toda a sua coragem, subiu as escadas e foi até o quarto da moça para tentar falar com ela mais uma vez. Ela era realmente muito bonita. Era a imagem da beleza celestial! Mas, ... Moses ficou triste novamente, pois Funje nem sequer quis olhar para ele.

Após várias tentativas de iniciar um diálogo entre os dois, Moses perguntou timidamente:

“Funje, você acredita que os casamentos são feitos no Céu?”

“Acredito”, respondeu a moça, sempre olhando para o chão. “E você, acredita?”

“Claro que sim. É assim: quando um menino nasce,
lá no Céu, Deus mostra-lhe com que menina ele vai se casar. Quando eu nasci, Nosso Senhor mostrou-me a minha futura noiva e acrescentou: “Sua esposa será corcunda.”

Eu, ali mesmo, naquela hora, gritei: “Oh! Senhor, uma moça corcunda, mas isso seria uma tragédia! Por favor, Senhor, dá-me a corcunda e deixa que ela seja bela.”

Então, Funje levantou os olhos do chão, olhou Moses bem no olhos, estendeu-lhe a mão e mais tarde, tornou-se sua devotada esposa

                                                                                                                                       Agnes G. Milley

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Coerência de Vida

Por Maria Teresa Serman
A inspiração para este texto me veio de um desabafo, no qual não entro em detalhes, por serem pessoais. Contudo, esse caso não é único, mas muito frequente - mais frequente do que julga a maioria descrente do valor da castidade nos dias de hoje. 

Namoros que estavam indo bem, com afinidades claras e afeto crescente, acabam quando o rapaz descobre que sua namorada é virgem e que assim pretende permanecer até o casamento. A reação de alguns é abjeta, revoltante mesmo, pois ofendem a moça insinuando que há algo errado com ela, que é uma aberração, que tem uma atitude ridícula. Por outro lado, a jovem percebe, então, que buscou um espírito profundo em alguém raso e sem qualificação moral à sua altura. Uma grande decepção!

A descoberta do outro como pessoa total, e não principalmente física; o aprofundamento de uma convivência insipiente; a comunhão das almas, que prepara o relacionamento matrimonial futuro; a diversão e a leveza característicos do NAMORO, e não do concubinato moderno; enfim, tudo que é adequado a essa fase inesquecível da vida de um casal fica em segundo, ou nenhum plano, quando se decide comprometer o corpo sem responsabilidade e entrega total àquele com quem se repartirá a vida.

Cada um sabe como deve orientar seus atos e o que deve considerar certo para si mesmo, nisso reside o que S. Josémaria Escrivá chamava de "liberdade das consciências". O que causa espanto, para não dizer revolta, é que as pessoas estão considerando essa liberdade uma rua de mão única: certas são as que têm relacionamentos fugazes e múltiplos, como corpos (sujeitos a graves doenças por esse comportamento) sem alma, descartáveis, sem sequer conhecerem a pessoa, e, muitas vezes, sem nem terem a desculpa do sentimento, esquisitas são as que se preservam por um amor maior e único; as mães de famílias numerosa são agressivamente tachadas de loucas e irresponsáveis, enquanto o egoísmo dos casais prefere um filho só que lhes poupe trabalho e gastos, não importa a solidão da pobre criança mimada; ridicularizado é o celibato sacerdotal, que se escolhe livremente, para estar inteiramente disponível para Deus e as almas, enquanto a promiscuidade é louvada como virilidade e autonomia. Estranha escala de valores!

Parecendo coincidência, mas não acredito nela, coube-me ler hoje este trecho do Novo Testamento, hábito diário de muitos, que esclarece perfeitamente essas contradições cruéis: da epístola de S. Paulo, 1Cor. 2, 6-7, eis o que li:

"(...) o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória."

E continua na mesma abordagem, no capítulo 3,19: "(...) porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois (diz a escritura) ele apanhará os sábios na sua própria astúcia."

Sabemos que Jesus assegurou, porém, que aquele que perseverasse triunfaria. É preciso muita fortaleza, que vem da nossa Mãe Santa Maria, "Torre de Marfim", paciência infinita e compreensão para entender que devemos respeitar os que pensam diferentemente, ainda que eles não retribuam, e difundir a doutrina cristã, pelas nossas atitudes mais do que em palavras, apesar da nossa fraqueza, pois só somos fortes nAquele que nos sustenta.

Homenageio a pessoa amada que me inspirou o texto, e a outras queridas meninas, por sua retidão e coragem, por seu amor a Deus e aos irmãos, que respeitam, não usando seus corpos levianamente, e o apóstolo que, inspirado pelo Santo Espírito, nos deixou esse testemunho reconfortante.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 145)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 - A.M.S diz: Dra eu já escrevi aqui faz algum tempo, sobre meu filho não ser mais pontual com os estudos. Tive uma conversa franca com ele e resultou nele se abrindo e falando do descontentamento com a faculdade. Agora, bem no meio do curso ele resolveu que vai mudar de curso, não quer mais o que está fazendo. Não seria melhor terminar esse primeiro? O que me sugere desta vez?

 RESP: Cara Sra. A.M.S.Obrigada pela boa notícia quanto a seu filho e penso que ele merece uma chance de trocar seu curso, desde que esteja seguro de que não irá ficar pulando deste para outro e outro... Novamente uma conversa franca, sincera e serena, vale a pena!    
 Quem sabe ele conversaria com  um bom profissional atuante na área que hoje ele estuda (não sei qual...) para descobrir caminhos? Muitas vezes o inicio de um Curso é meio sem graça e a visão de profissional que goste do que faz, nos ajuda a enxergar melhor.                                
 Pode ser que ele deseje também fazer alguns testes com um bom psicólogo para avaliar a área a que deve se dedicar antes da mudança embora os testes não definam aquilo que dará certo- são mais um leque de possibilidades para que ele se encontre. Na verdade, seu diálogo com ele foi produtivo e abriu um bom canal de comunicação!   Faça mais esta tentativa e boa sorte para todos! Atenciosamente, Mannoun

2 – M. L. diz: Dra o que me diz de minha filha de 16 anos estar namorando e saindo com um rapaz de 20 anos? Como devo orientá-la? Eu e o pai estamos em pé de guerra por causa disso, ele acha que não devíamos deixá-la namorar, mas como impedir?

RESP: Cara Sra M.L. bom seria se ela aceitasse esperar até a idade em que os pais julguem que irão permitir que namore. Já conversaram com ela? Foi dito com serenidade o que pensam e por quê? Como vai nos estudos?  Já explicaram que um namoro pode atrapalhar no convívio necessário com amigos, próprio de sua idade?
Saia com seu marido para um lanche, cinema, teatro, jantar e num ambiente fora de casa, conversem com tranquilidade onde a senhora poderá expor seu ponto de vista quanto a permitir o namoro, porque eles certamente o farão às escondidas, “apadrinhados” por terceiros.
 Mesmo que ambos discordem de que ela namore tão cedo, quem sabe concordariam (sob condições),  caso já tenham tido esta conversa e ela insista. Expliquem sua posição, suas condições de que ajude em casa, ir bem nos estudos, não deixar de acompanhar a família nas atividades comuns, não deixar o convívio com as amizades ,etc.
E, sobretudo, não brigue nem discuta com seu marido - é importantíssimo que estejam cada vez mais unidos, especialmente quando os filhos crescem! Um filho não pode ser causa de desavenças- todos serão prejudicados!
Conversem, tenham calma e paciência, porque muitas vezes acontece que uma vez que os filhos percebam que os pais não incentivam um namoro mas aceitam, eles se desinteressam e dão preferência a estar em grupo,especialmente quando há bons amigos!
Veja outras respostas sobre namoro no blog.  Boa sorte e fico às suas ordens, Mannoun

quinta-feira, 5 de abril de 2012

AMORES INTELIGENTES (1ª Parte)

De Enrique Rojas -Adaptação: Dora Porto - Da revista Ser Família – Ano III – Nº 18

“O amor verda
deiro nasce do fato de duas pessoas, transbordantes de vida e capazes de refletir, se enamorarem com firmeza, paixão e serenidade; é um amor que procura o bem do outro.” (Enrique Rojas)

Assim como eu, você pode imaginar que quando duas pessoas decidem se entregar em casamento, elas têm a intenção de que aquele compromisso dure para sempre! Infelizmente, por diferentes razões, nem sempre isso acontece. Mas o fato é que, independente da situação de cada um, todos desejamos um amor para toda a vida! E sabe por quê? Porque fomos feitos para isso!

Habitualmente as pessoas procuram uma orientação familiar quando as tentativas já fracassaram, o tempo passou indelével e deixou marcas muitas vezes irreparáveis. Não são poucas as pessoas que nos re
velam sua história de dor, por um relacionamento desfeito, por uma família fraturada. Gostaria de me solidarizar com todas essas pessoas que se sentem incompreendidas, porque foram vítimas de um relacionamento que não foi adiante.

Ainda dá para fazer muita coisa por você mesmo, pelos seus filhos e pelas pessoas que te rodeiam. Não é porque seu relacionamento não atingiu o objetivo desejado, que você vai deixar de ajudar os outros a serem felizes! Mas... Como fazer isso? Orientando, ajudando a prevenir possíveis desacertos ou desentendimentos.

Nesta matéria vou me servir, como fonte, do livro do Prof. Dr. Enrique Rojas, psiquiatra que ao longo de muitos anos vem acompanhando pessoas e tem um vasto conhecimento experimental e acadêmico sobre o ser humano. No seu livro “Amor inteligente”, o professor Rojas nos aponta 10 dicas para manter a chama do amor acesa por toda a vida. Vale a pena refletir um pouco sobre cada uma delas.

1 – ENAMORAR-SE E MANTER-SE ENAMORADO
Enamorar-se, segundo o autor, pressupõe muito e pouco ao mesmo tempo. Muito, porque serve de motor de arranque para se propor algo importante. É o caso da decisão de se comprometer por toda uma vida. E pouco, porque como correr do tempo requer outras “armas” pequenas, para transformar o amor em amor mais maduro, cheio de generosidade, entrega, renúncia, alegria e esquecimento de si. Ou seja, não basta estar apaixonado, mas é necessário alimentar esse amor com pequenas coisas: delicadezas, gestos de carinho, palavras amáveis, uma boa dose de paciência, pequenas renúncias.

2 – CONHECER O EQUILÍBRIO ENTRE OS SENTIMENTOS E A RAZÃO
No princípio tudo é sentimento, emoção ou paixão. Pergunte a um casal de jovens o que eles pensam ser o amor. A maioria dirá que o amor é um sentimento, um desejo de estar como outro u coisa parecida. Mas, mais adiante, depois de algum tempo de casados, o sentimento, que por natureza é passageiro, pode não estar mais tão presente e o amor parecerá ter acabado. Mas isso não é verdade. Com o tempo vemos que a essência do amor é racional, fruto de um maior conhecimento, sem n entanto, deixar que os sentimentos percam suas características e sua força inicial. O grande desafio será resolver essa equação psicológica que vai dos sentimentos à razão, passando pela tão esquecida espiritualidade.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 133)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 - C. B. diz : Doutora, minha filha tem 19 anos, não é mais uma adolescente, mas mesmo assim gostaria de pedir sua ajuda. Ela tem um namorado com o qual ela já desmanchou e voltou pelo menos 3 vezes. Ele faz alguma coisa típica de pessoa sem caráter, ela desmancha e ele pede desculpas, diz que vai mudar etc. Aí ela volta a namorar ele. Não sei como aconselhar ela. Ela não ouve a mim nem a meu marido. Na verdade ela ouve, mas parece que não consegue largar o sujeito. Eu tenho medo que ela case com ele, pois vejo que ela seria muito infeliz e o casamento não duraria muito. Temos três filhos. Ela é a segunda mais velha.Eu e meu marido temos sofrido muito com esta situação.
RESP: Cara Sra C.B Sua filha estuda, trabalha, tem amigos, sai com eles? O modo como vivemos em família tem grande influência sobre nós.
Realmente é muito delicado um relacionamento assim, de idas e vindas...
Uma das sugestões é que vocês conversem com o rapaz, se ainda não o fizeram, com serenidade e firmeza, mostrando sua preocupação pelo tipo de namoro de sua filha e o sofrimento que isto acarreta para toda a família. Pelo bem que querem a ela. Falem com carinho, explicando que desejam também o melhor para ele e quais são realmente suas intenções quanto a ela.
Outra sugestão é que ela faça uma viagem, uma excursão, por exemplo, caso tenham condições, ou um intercâmbio profissional/cultural, para assim de longe, desligar-se um pouco de todos que a rodeiam e poder refletir melhor sobre seu pessoal sentido de vida.
Ocupar-se em ajudar os mais necessitados também é de valor quando a gente está confusa quanto às decisões a tomar.
Se vocês tem fé, peçam muito a ajuda de Deus para saberem como educar da melhor maneira, e como se conduzir e orientar, porque acredito firmemente que a oração dos pais pelos filhos tem um alcance infinito!
Obrigada pela confiança e fico a seu dispor, desejando Boa Sorte a todos! Mannoun

2 – A. diz: Dra como tirar o vício de computador do meu filho de 19 anos. Quando não está na faculdade, fica em casa direto na frente do PC sem fazer mais nada, e se reclamo ele diz que está fazendo trabalhos para faculdade.
RESP: Caro (a ) A. Algumas coisas podemos fazer, sim . Ele deve ter tarefas estabelecidas em casa, tipo acompanhar os pais às compras de supermercado, arrumá-las nos locais ao chegar à casa, arrumar seu quarto e outros encargos de acordo com as necessidades da família.
Convidem-no a sair com os pais e a família para um passeio, um esporte, um jantar ou teatro, acompanhado de algum amigo que vocês conheçam e também sugiram que estude com colegas na sua casa, preparando-lhes um lanche saboroso, ou pizza, ou outro agrado dentro do que ele goste.
Realmente há muitas famílias com semelhantes situações e o fato de que digam estar fazendo trabalhos para a faculdade não invalida que estejam disponíveis para as tarefas de casa, que aliás, é de todos e não apenas dos pais. Até importa dizer a ele que se faz necessário descansar um pouco os olhos e o cérebro, com outras atividades! Desejo-lhes êxito no concretizar destas sugestões e fico a seu dispor, Mannoun.

3 - L. diz: O que fazer quando filhos adolescentes nos tratam mal? Devemos revidar com a mesma agressividade?
RESP: Cara Sra. L. Revidar jamais será a melhor alternativa, até porque eles poderão pensar que a agressividade é uma boa maneira de se comportar e os pais também acabam por perder a autoridade.
Quando acontecer uma situação de mau tratamento, procurem ficar calados e olhem bem dentro dos olhos deles ou se afastem. Numa hora mais serena, expliquem ( a cada um ) que vocês não aceitam de forma alguma ser tratados desta maneira e que eles reflitam e mudem o tratamento .Até que vocês notem alguma melhora, dirijam-se a eles apenas para o necessário. Em concreto, não os presenteiem, não deem dinheiro senão o estritamente justo e esperem sempre que eles peçam- não se antecipem. Tratar mal os pais, exige alguma forma de restrição que ajude os filhos a refletir.
Necessitaria detalhes das idades dos seus filhos, quantos são, qual a escolaridade deles para melhor orientação...
Vocês convivem com casais amigos? Eles tem filhos que frequentem sua casa? Estas amizades ajudam muito, quando se tem os mesmos valores! Fico a seu dispor caso desejem mais informes, ok? Atenciosamente, Mannoun

sábado, 21 de janeiro de 2012

O que nos diz São Josemaria sobre o casamento – parte 1

Colocaremos aqui, algumas respostas do santo da atualidade: São Josemaria Escrivá, sobre o casamento. O texto é uma coletânea de repostas de uma tertúlia no Chile.

Ele responde a perguntas sobre o matrimonio, o amor, o namoro, a fidelidade, a educação dos filhos, os principais valores para conseguir a unidade familiar, o que acontece quando não se têm filhos…

1.Poderia dizer-nos quais os valores mais importantes do matrimônio cristão?

Vou falar de algo que conheço bem e que é da minha experiência de sacerdote, de muitos anos e em muitos países. A maior parte dos sócios do Opus Dei vivem no estado matrimonial e, para eles, o amor humano e os deveres conjugais fazem parte da vocação divina. O Opus Dei fez do matrimônio um caminho divino, uma vocação, e isto tem muitas consequências para a santificação pessoal e para o apostolado. Há quase quarenta anos que prego o sentido vocacional do matrimônio. Que olhos cheios de luz vi mais de uma vez, quando - e pensando eles e elas que eram incompatíveis na sua vida a entrega a Deus e um amor humano nobre e limpo - me ouviam dizer que o matrimônio é um caminho divino na Terra!

O matrimônio existe para que aqueles que o contraem se santifiquem nele e através dele. Para isso, os cônjuges têm uma graça especial que o sacramento instituído por Jesus Cristo confere. Quem é chamado ao estado matrimonial, encontra nesse estado - com a graça de Deus - tudo o que é necessário para ser santo, para se identificar cada dia mais com Jesus Cristo e para levar ao Senhor as pessoas com quem convive.

É por isso que penso sempre com esperança e com carinho nos lares cristãos, em todas as famílias que brotaram do Sacramento do Matrimônio, que são testemunhos luminosos desse grande mistério divino - sacramentum magnum! (Ef. 5, 32), grande sacramento - da união e do amor entre Cristo e a sua Igreja. Devemos trabalhar para que essas células cristãs da sociedade nasçam e se desenvolvam com afã de santidade, com a consciência de que o sacramento inicial - o Batismo - confere já a todos os cristãos uma missão divina, que cada um deve cumprir no caminho que lhe é próprio.

Os esposos cristãos têm de ter consciência de que são chamados a santificar-se santificando, a ser apóstolos, e de que o seu primeiro apostolado está no lar. Devem compreender a obra sobrenatural que significa a fundação de uma família, a educação dos filhos, a irradiação cristã na sociedade. Desta consciência da própria missão dependem, em grande parte, a eficácia e o êxito da sua vida, a sua felicidade.

Mas não esqueçam que o segredo da felicidade conjugal está no quotidiano, não em sonhos. Está em encontrar a alegria íntima que dá a chegada ao lar; está no convívio carinhoso com os filhos; no trabalho de todos os dias, em que colabora toda a família; no bom humor perante as dificuldades, que é preciso encarar com desportivismo; e também no aproveitamento de todos os progressos que nos proporciona a civilização para tornar a casa agradável, a vida mais simples, a formação mais eficaz.

Nunca deixo de dizer aos que foram chamados por Deus a formar um lar que se amem sempre, que se queiram com o amor cheio de entusiasmo que tinham quando eram noivos. Pobre conceito tem do matrimônio - que é um sacramento, um ideal e uma vocação - quem pensa que o amor acaba quando começam as penas e os contratempos que a vida traz sempre consigo. É então que o amor se fortalece. As torrentes dos desgostos e das contrariedades não são capazes de submergir o verdadeiro amor. O sacrifício partilhado generosamente une mais. Como diz a Escritura, aquae multae - as muitas dificuldades, físicas e morais - non potuerunt extinguere caritatem (Cant. 8,7), não poderão apagar o amor.
Temas actuais do cristianismo, 91

2. Padre, que conselhos daria a um casal recém-casado que procura a santidade?

Primeiro, que se amem muito, segundo a lei de Deus. Depois, que não tenham medo à vida, que amem todos os defeitos de um e de outro quando não sejam ofensa a Deus; e depois ainda que procures não te descuidar, porque não te pertences. Já to disseram, e tu sabes isso muito bem, que pertences ao teu marido e ele a ti. Não deixes que to roubem! É uma alma que tem de ir para o Céu contigo e, além disso, dará qualidade chilena – o mesmo é dizer cristã -, e graça humana também, aos filhos que o Senhor lhes enviar. Rezem um pouco juntos. Não muito, mas um bocadinho todos os dias. Quando tu te esqueceres, que seja ele a dizer-te, e quando seja ele a esquecer-se, és tu que lho lembras. Não lhe atires nada em cara, não o aborreças com picuinhas.
Chile, julho de 1974, no Colégio de Tabancura
retirado de: http://www.pt.josemariaescriva.info

sábado, 18 de junho de 2011

Desejo

Aproveitando este mês dedicado aos enamorados eternos, segue um lindo poema de:
Victor Hugo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Amar o outro como a si mesmo

Por Maria Teresa Serman

Casamentos sempre me emocionam. Quando um dos noivos me faz relembrar a criança que conheci, como no sábado passado, mais ainda. É sempre reconfortante ouvir o padre dizer: “O que Deus uniu o homem não separe.” Ou que o esposo deve amar sua esposa como Cristo ama sua Igreja.

Escrevo este texto, no dia dos namorados, que deve ser pelo menos a maioria deles – não dá pra ser todo dia, senão enjoa -, desejando a todos eles que possam encontrar, reconhecer e alimentar o amor que Deus colocou nos nossos corações, meu e do meu marido, há quase trinta e três anos. Um amor desafiado no seu início pela diferença de religiões, e testado, ao longo da convivência, por temperamentos bem diferentes, mas com valores comuns.

A rotina é aliada e inimiga do amor, pois, ao mesmo tempo que lhe confere solidez, sufoca os arroubos e limita as surpresas. Há que perguntar sempre, interiormente e em voz alta, adaptando o poeta: Você quer ser meu (minha) namorado (namorada)? E mais do que isso, quer ser o(a) amado(a) pra valer, pra sempre?

Se realmente entendemos o assunto como o principal objetivo de vida – AMAR - , ficará mais fácil, ainda que cotidianamente desafiador, amar o outro – os mais próximos – marido, filhos, pais, irmãos; e os demais – amigos, colegas, conhecidos e anônimos, como a nós mesmos. “Deus nos dá forças (...) e nos julga dignos de confiança”, como nos tranquiliza S. Paulo.

E hoje, dia dos namorados, e no hoje em que o texto estará no blog, quero homenagear o meu amado, e alguns namorados que merecem o epíteto – Liana e Pepê, Salete e Oscar, Beatrice e Bruno, Sandra e Luiz, Dorise e Maurício, Márcia e José Antônio, Jussara e Daniel; os noivos Gaby e Rafael , e o casalzinho recém-esposado, que motivou esta reflexão: Mariana e Pedro Rotava. Que Deus os abençõe sempre, e a nós todos!

domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos namorados e de Stº Antônio - um pacote completo

Por Maria Teresa Serman

Deveríamos dizer um embrulho completo, pois hoje é dia de festas para o comércio. Contudo, não é essa a intenção deste texto: enfatizar o aspecto material do presente a ser trocado entre os namorados, mas o do próprio namoro, e a ligação que esse vínculo tem a ver com o santo, conhecido como casamenteiro.

Por que o povo o considera assim? Conta-se uma história segundo a qual Stº Antônio, famoso como confessor e conselheiro de almas, ouviu de uma moça pobre que não poderia casar-se com seu amor porque, segundo inexorável, ainda que injustíssimo, costume da época, não tinha dinheiro para o dote. O santo escreveu um bilhete e lhe disse que levasse a um ourives amigo dele, e que lhe pedisse o peso do recado em ouro, conforme rogava Antônio ao homem. O ourives riu-se, mas resolveu pesar o papel manuscrito, e, para seu enorme espanto, isso indicava uma vultosa quantia em ouro, que, este, convencido pela força sobrenatural do fato, entregou à apaixonada, e ela pode se casar.

Sempre é importante lembrar que, em primeiro lugar, os santos INTERCEDEM por nós junto a Deus, não são eles mesmo que concedem as graças, o que ocorre usualmente após sua morte, quando estão junto do Pai. Porém, como Stº Antônio, assim como outros santos (acabamos de ler sobre fatos miraculosos acontecidos durante a vida do novo Beato João Paulo II), vivia em comunhão tão íntima com a Ssma. Trindade, pode já em vida ganhar dEla esse favor. Apesar disso, os homens de santidade comprovadamente heróica na terra, por isso beatificados e canonizados, não devem servir para nós como meros instrumentos para ganhar favores extraordinários, mas como exemplo de vida a ser seguido. Nosso santo do dia, por exemplo, era profundo conhecedor do Antigo e do Novo Testamento, e, por meio desse conhecimento incomparável, pregador e conversor de almas. Em um de seus milagres mais famosos ainda vivo, ao falar na beira do mar, relatou-se que os peixes pulavam repetidamente à superfície, como se também quisessem ouvi-lo. Deus permite esses acontecimentos para manifestar ainda mais Sua Misericórdia e Glória.

Voltando aos namorados, não tentem recorrer ao santo casamenteiro para arranjar um “ficante”, um caso, uma aventura. Ele é o protetor dos verdadeiros namorados, aqueles que procuram o seu amor genuíno e irrepetível, com quem pretendem constituir um CASAL ("homem e mulher Ele os fez"), contrair MATRIMÕNIO e fundar uma FAMÍLIA. A intercessão dos santos, mais uma vez enfatizamos, tem por objetivo a igual santidade dos demais seres humanos que a eles recorrem como exemplo e incentivo. O casamento entre um homem e uma mulher é um importante passo rumo à essa santidade, heróica como foi dito, vivida nos detalhes cotidianos e simples do dia a dia, mas que, pelo amor sacrificado e cuidado diariamente, "transformam a prosa diária em poesia heróica", como maravilhosamente definiu S.Josemaria, fundador do Opus Dei, ele também um excelente casamenteiro, podem crer. Deus, como afirmava ele, "abençoa o amor humano", pois esse tipo de amor sacrossanto pelo sacramento é obra e desejo Seu.

Namorados, noivos, casados, e até viúvos, ouso dizer, devem aproveitar este dia para celebrar o verdadeiro amor que transcende essa existência e continua robusto e reinventado, na eternidade.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Como ser uma namorada mais sólida

Por Maria Teresa Serman

O ser humano é feito de matéria sólida e líquida. Mas só os do sexo masculino, pois os femininos são, tremenda injustiça, tremendamente aquosos. Nós, mulheres, estamos sempre sendo invadidas e subjugadas (se permitirmos) pelos líquidos. Mensalmente, gravidicamente, diariamente. É uma batalha incessante e desgastante. Porém, como a vida é luta, já disse um poeta, vamos lembrar algumas ações que podem facilitar a eliminação desse famigerado teor hídrico que nos infla como balões;

- Diminua o máximo possível o sal. Substitua-o por limão, ervas como orégano, alecrim, salsa, manjericão, tomilho, coentro, todos eles de delicioso sabor e comprovadas propriedades nutricionais, até diuréticas.

- Abuse dos cereais, vegetais verdes e fibras, além de alimentos integrais, pois esses aumentam a sensação de saciedade e estimulam o intestino a funcionar melhor, o que também elimina líquido.

- Parece contraditório, mas beba muita água e sucos. Ingerir líquido afasta a fome, hidrata o organismo como um todo, e a pele, em especial, e conserva os rins em constante atividade. É importante tomar água antes de dormir para ativar os rins e não acumular resíduos que podem evoluir para pedras e cristais. Então, mais líquido, menos líquido.

- Evite excesso de leguminosas como feijões, milho, lentilha e ervilha. Embora sejam obrigatórias em pequenas quantidades, fermentam, e os gases que provocam incham o abdômen.

- Não fique estática, mexa-se! Ficar muito tempo na mesma posição, em pé, sentada ou deitada leva a acumular líquidos, principalmente nas extremidades. Faça exercícios, ande, caminhe!

- Roupas apertadas ou muito justas inibem a circulação, comprimindo as veias e impedindo o retorno venoso do sangue. Aquela calça jeans que parece ter sido costurada com você dentro é sua inimiga, tenha certeza.

- Use e abuse de melancia, melão e aipo. São pouco calóricos, baixam a pressão, têm oxidantes - a melancia é rica em licopeno, assim como o tomate, substância rejuvenescedora -, auxiliam na prevenção do câncer, e são tremendamente diuréticos. Têm bastante potássio, que atua como faxineiro dos rins, reduzindo o ácido úrico e contribuindo para afastar o cálculo renal.

De resto, para tornar-se realmente sólida, não basta cuidar do que entra pela boca, mas do alimenta a mente e a alma. Amor dedicado, bom humor, boas leituras, convivência mais íntima com o Pai, tudo isso hidrata o ser de uma maneira mais completa e visceral do que um litro de suco da luz ou horas de academia. Seu namorado admirará essa solidez ainda mais do que a outra.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

NAMORO SANTO

Por Maria Teresa Serman

Um conhecido jornal publicou recentemente, em um de seus suplementos, uma reportagem com o título do texto de hoje. A jornalista entrevistou algumas pessoas, entre as quais uma atriz, uma Miss Brasil e profissionais variados, homens e mulheres, fiéis de uma religião ou não, entre eles psicólogo e psicanalistas. O resultado foi interessante e muito instrutivo.
O "namoro santo", ou castidade no namoro, como preferimos chamar, não é novidade nos tempos atuais. Há um movimento nos EUA, que se iniciou em 1993, denominado "Quem ama espera", de origem batista, de incentivo aos jovens, para que só iniciem a vida sexual no casamento. Como a Igreja Católica, nossos irmãos protestantes defendem o valor positivo da castidade. Positivo sim, pois não se trata de NÃO fazer sexo, mas de partilhar e aprofundar o verdadeiro amor.

As pessoas que resolveram adotar essa postura se dividem entre as que já tiveram experiências e as que resolveram se guardar desde o início.


Os depoimentos do primeiro grupo reforçam a ideia de que a banalização dos relacionamentos vem levando à frustração e ao fracasso no encontro homem/mulher. Comprovaram isso na sua própria vida e resolveram mudar.

Estes enfrentam muito menos oposição, suspeito eu, do que os outros, pois o mundo considera os que desejam se manter virgens ( a palavra é esta, não é palavrão, embora ouvidos deformados façam-na soar como ) anormais, fundamentalistas e "conservadores", o que atualmente é pior do que xingar a mãe. As declarações deixam essa diferença bem clara, aliás.

Engraçado, assim classifico, se teimarmos em conservar (é isso aí, somos conservadores!) o bom humor, é que tais pessoas, muitas, infelizmente, exigem que seu pensamento liberal e atitudes promíscuas sejam respeitadas como direitos seus. Porém, na contramão dessa aclamada liberdade, condenam e rotulam os que ousam pensar e agir de modo diferente. Seria essa a reação das consciências feridas?

Há um detalhe sutil e divertido, na opinião da conhecida atriz entrevistada, que contraria um argumento, bastante gasto e inverídico, de que se deve experimentar antes, para conferir se a vida sexual do casal será boa. Ela inteligentemente diz que o beijo entre os namorados vai revelar isso, pois, agora acrescento eu, sexo não se resume à junção de corpos no ato em si, mas a muitos fatores internos e externos, antes, durante e sempre. Quem ama a mesma pessoa há bastante tempo sabe que sexo de boa qualidade deve vir precedido e acompanhado de carinho e dedicação de excelentíssima qualidade.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sobre as paixões

Por Rafael Carneiro da Rocha
Somos criaturas que desejam. Movidos pelas paixões, temos sempre vontade de fazer coisas que nos apetecem. Porém, as paixões não são necessariamente nocivas. O Catecismo da Igreja Católica nos lembra que os afetos nascem do movimento original do coração do homem para o bem, concluindo assim que “as paixões são más se o amor for mau, e boas se ele for bom”.

Amar é querer bem a alguém, e isto é o amor bom. Este querer deve visar o maior bem possível – o sumo bem. Na sua Ética para Nicômaco, Aristóteles afirma que as coisas devem visar o sumo bem e não outras coisas. Se as ações visam coisas, o procedimento é incessante e inútil e vazio seria o desejar.

É bonito desejar o bem para os outros, mas esse querer precisa ser ação, compromisso. Caso contrário, existe o risco dos desejos consumados voltarem-se para coisas ou ilusões que não finalizam o sentido do amor. Quantas pessoas gastam energias espirituais com o apego desmedido a coisas acessórias e passageiras (times de futebol, carros, festas, comidas, tecnologias de consumo, etc.)!

Mas se o querer bem orienta-se para o amor ao próximo, a busca pelo sumo bem se tornará desejo incessante, pois a existência é uma arte construída em anos, décadas... E, nesse querer profundo, a chama sensível das paixões permanecerá por toda uma vida.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 56)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Sinais diferentes no comportamento

1 – A. diz: Dra quais são os sinais que podemos observar num filho que demonstre sua homossexualidade? Um menino de 10 anos já pode dar sinais disso?

RESP:Caro A. Sua pergunta é extremamente delicada para responder de longe...
Se algo chama atenção no modo de ser dos filhos,vale a pena conversar com o médico da família, ou com um bom profissional a que os Pais tem acesso, o Pediatra ou algum professor dos filhos para que alguém, fora do contexto familiar avalie com vocês a sua preocupação. Revejam os Valores da família e com serenidade reflitam que aos 10 anos o desenvolvimento puberal está em início, as mudanças físicas, emocionais, intelectuais estão se processando e a interferência do meio em que se vive é muito grande.
Aos 10 anos se podem notar gestos, atitudes, preferências nas crianças que chamam a atenção dos pais e familiares para algo diferente. No entanto, uma coisa é a tendência e outra o “rótulo”.
Como os filhos são educados? Quais as preferências, as conversas, os gostos? Como se vive vida em família? Os pais são rígidos, ou permissivos?Que tipo de filmes, programas de TV, internet se assiste? Que comentários são feitos?
Tudo isto pode confundir uma cabecinha que ainda não sabe discernir caminhos e deve SEMPRE haver extrema delicadeza ao se abordar qualquer pessoa, especialmente uma criança e um Adolescente que estão se abrindo para a vida! Uma palavra intempestiva pode ferir magoar, e provocar um fechar-se em si mesmo, causando muito sofrimento desnecessário. Por outro lado, a omissão é também causa de dor...
Minha sugestão é que busquem a orientação de alguém mais próximo a vocês. Em quem confiem e com quem possam - de viva voz- trocar idéias.
Fico a sua disposição para novas informações.
Atenciosamente, Mannoun

Como nam
orar aos 14 anos
2 – H. M.diz: Como falar com uma filha de 14 anos o que deve e o que não deve fazer com o namorado? Aliás, devo deixar que namore um rapaz de 19 anos? É perigoso?

RESP: Cara Sra .H.M. Ninguém tem mais acesso ao coração dos filhos que os pais, especialmente a mãe que está- em geral- mais próxima.
Os Valores com os quais os pais educam os filhos é que orientarão as condutas que eles terão ao longo da vida.
A meu ver, 14 anos é uma idade precoce para um namoro, que deve ser um tempo de conhecimento mútuo para uma escolha de vocação. É idade de ter muitos amigos, sair em grupo, passearem, distrair-se, praticar esportes, ter aulas de teatro, música, dança... Um namoro exige exclusividade e os dois perdem a oportunidade de escolher e fazer boas amizades.
Um jovem de 19 anos já teve as suas oportunidades de fazer amigos, relacionar-se socialmente e está na etapa de poder procurar alguém mais próximo em seu grupo de relações para iniciar um namoro, enquanto que sua filha está vivendo um momento único de estabelecer laços,descobrir e fazer amizades e conviver com elas.
A senhora é mãe, conhece bem sua filha e irá avaliar com o pai, o que seja o melhor para ela.
Fico a seu dispor para outros esclarecimentos que desejar. Atenciosamente, Mannoun

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quando começar a namorar?

Por: Maria Teresa

Boa pergunta. E difícil. Namorar deve pressupor amadurecimento. Infelizmente, os relacionamentos afetivos estão demasiado precoces, assustadoramente íntimos. Isso atropela o desenvolvimento saudável da sexualidade e banaliza sentimentos que, bem amadurecidos, poderiam gerar compromissos duradouros e vidas felizes.

Os adolescentes, para não dizer que alguns ainda são verdadeiras crianças, estão queimando etapas e a si mesmos. Os "ficantes" se multiplicam durante as festas, sem que haja sequer uma simples conversa, troca de idéias. Conhecimento aí só no sentido bíblico. Não é força de expressão, ao fim disso, que fique um "gosto amargo de festa" na alma dos jovens. E a perigosa sensação de vazio interior que descamba na depressão e nas drogas. Como se diz atualmente, é uma tragédia anunciada. Repetida, o que é pior.

Não se trata de uma revolução de costumes, mas de uma involução que marcará o futuro dessa geração, pois teremos pessoas mancas emocionalmente, que só conseguem expressar (se é que se pode dizer isso) fisicamente o que pensam que é amor. Amor são obras. Obras que resistem ao tempo e aos próprios amantes. Pirâmides de carinho, que custam aos que amam suor e dedicação, assim como estas exigiram dos escravos judeus no antigo Egito.

Pior do que a escravidão que conhecemos e abominamos é a submissão da vontade que subordina os jovens, coletivamente, a serem dominados pelos instintos. E, então, devemos admitir que eles não tem aprendido coisa melhor de seus pais, pois estes não estão transmitindo, por preguiça de educar, os valores certos. Não os estão ensinando a esperar e reconhecer os sentimentos verdadeiros.

Namorar, de verdade, é muito bom, e um casal deve fazê-lo pela vida toda. Precisamos ensinar a garotada a permanecer, não ficar. Namorar, não usar o outro e se inutilizar.