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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Ensinando aos filhos consumir

Quem tem um filho só tem mais dificuldades para educá-lo na sobriedade, já quem tem mais de um pode, e deve, com certeza, educá-los sendo menos consumistas, observando mais como e no que gastar o que se tem.

Hoje, conversando com amigas, concordamos todas na necessidade urgente de trabalhar com as crianças desde cedo a serem sóbrias, isto é, a economizar em tudo que é supérfluo. Cada vez mais encontramos apelos na mídia para aumentar o consumo e acabamos criando necessidades que não existem, mas passam a ser fundamentais, apenas pelo fato do apelo que existe no entorno do assunto.

Vamos exemplificar: festas em casa de festas, a elaboração detalhada da mesma, todo o seu requinte; o tênis da moda, com a luz que acende em todos os cantos; o agasalho da Disney, o vestido de marca X, Y e Z; o brinquedo que anuncia na TV. Isto se vê diariamente nas famílias, até as mais pobres e simples: pais se culpando por não poderem dar essas coisas aos filhos, ou até se encalacrando, criando dívidas enormes para fazer a tal festa, ou para pagar um passeio exorbitante, porque seu rebento quer porque quer ir junto com os amigos a tal lugar. 

Estamos em boa época, de carestia no país, que propicia a darmos este tom à educação dos nossos filhos. Será muito proveitoso para o futuro deles.

Queremos e devemos criar os filhos sempre visando o futuro de cada um: serem homens e mulheres de bem. Então coloquemos a imaginação para funcionar, indo contra essa maré de consumo indiscriminado, sem freio. Nossos filhos precisam mais de nós do que de inúmeros pares de sapatos de marca. Todas as vezes que criamos necessidades maiores e muitas expectativas, acabamos por nos desiludir e ficamos frustrados com os resultados que não foram ao nível do que desejamos.

É muito bom sonhar, ter metas, desejar ser melhor, mas é importante saber dos nossos limites e saber lutar para chegar aos nossos objetivos. A arte de ser feliz com o que se tem, sem desejar o que o outro consegue ter. A felicidade não esta no que temos, está nas pequenas vitórias do nosso dia a dia: num sorriso, num beijo, num abraço, numa conversa animada, num convívio entre amigos e familiares. Vamos valorizar mais essas coisas na educação das nossas crianças.

Podemos fazer uma tarde de filme com pipocas, em casa, chamando alguns amiguinhos para compartilhar desse momento gostoso, sem gastar muito. Ou comemorar o aniversário de outro com um piquenique num parque próximo. Estar bem vestidos, com gosto, procurando as vestimentas em lojas mais em conta. Com imaginação, e com sentido de economia vamos conseguir fazer muitas coisas boas, sem gastar muito. Assim vamos educá-los para viver num mundo da maneira em que ele estiver, e ainda com alegria e bom humor.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Aprendendo a lição


Se tem uma coisa que aprendi com os meus filhos, foi a ter muito – muito mesmo – cuidado e cautela com o que dizemos e fazemos. Um dia, tudo pode ser usado contra nós! Mas foi preciso muitos “micos” e “saias justas” para aprender a lição. Pior é saber que é quase impossível conseguirmos evitar situações constrangedoras, quando temos crianças. Afinal, ser mãe é – também – passar vergonha e viver momentos embaraçosos!

Tenho vários exemplos pessoais para contar, daria até um livro de comédia (ou de piada). Mas, como o espaço não permite, escolhi uma – das muitas – do André, o nosso primogênito.

Felipe, meu esposo, sempre teve o costume “carinhoso” de chamar as irmãs de “cabeção”. É num tom de brincadeira e descontração, portanto, ninguém se chateia com isso. No início do namoro, estranhei bastante essa forma de tratamento entre eles, mas, com o tempo, acabei me acostumando. Mesmo assim, ele nunca me chamou dessa maneira. Ou, pelo menos, não durante o namoro. No entanto, depois de um tempo de casados, quando já éramos pais – do André –, essa palavrinha nada delicada começou a ficar comum entre a gente. Também, com um tom leve, descontraído e brincalhão.
Como era de se esperar, quando o André aprendeu a falar, logo pegou o costume. Soava bem engraçado, embora eu sempre pensasse (ou soubesse!) que, cedo ou tarde, isso acabaria nos metendo em “confusão”. O que, de fato, aconteceu!

Eu estava no início da gestação do Pedro, o nosso segundo filho. Felipe, André – que tinha menos de três anos – e eu aguardávamos para fazer o primeiro ultrassom, em uma clínica de imagem. Sentada bem em frente a nós, na recepção, havia uma discreta e simpática senhora, acompanhando um senhor bastante idoso. Logo, ela e o André se entrosaram. Vez ou outra ia até ela, que lhe mostrava uma revista, sorria e conversava baixinho com ele. Estava tudo indo muito bem, até o André resolver elogiar a bondosa senhora! E, entre tantos adjetivos que ele conhecia, adivinhem qual escolheu? Sim! “Cabeção”!

Meu lindo e inocente filho caminhou até nós, virou-se para a nova amiga, apontando em sua direção, e soltou, em alto e bom som: “Mamãe, ela é cabeção”!

Fiquei tão envergonhada, que não soube como reagir. Acabei fingindo que não havia entendido, o que foi péssimo! Isso porque ele repetiu – mais de uma vez –, ainda mais explicado. Se antes existia uma mínima chance de ela não ter compreendido, agora essa possibilidade se dissipara!  Graças a Deus que o meu marido estava presente e tomou a iniciativa de – tentar – remediar a situação. E o coitadinho do André teve que se desculpar, mesmo sem ter feito nada de errado. Afinal, para ele, “cabeção” não tinha uma conotação ruim, já que os próprios pais se tratavam assim, entre sorrisos e beijos.

Depois de tudo, naquele mesmo dia, explicamos que “cabeção” era uma palavrinha nossa, e de mais ninguém, e só poderíamos usá-la em casa. Ele compreendeu e obedeceu. Com o tempo, todos nós acabamos perdendo o costume!

Por ora, aprendemos a lição! Desde então, pensamos duas – mil – vezes antes de escolhermos e colocarmos apelidos uns nos outros!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Educar os filhos ou não?

Muitas vezes queremos ter filhos educados, mas não sabemos como fazê-lo. Tal qual, mal comparando, queremos cães e gatos dentro de nossos apartamentos, para nosso deleite, mas não queremos que façam suas necessidades fora do lugar que projetamos para isso. Mas, não sabemos adestrá-los.

Nossos filhos não são animais irracionais, que necessitem de adestramentos; são seres humanos racionais, queridos por nós e que merecem ser educados para a vida em sociedade. Para obtermos sucesso na na educação deles, com a aquisição de virtudes e  bons hábitos; precisamos desde cedo fazer uso da nossa autoridade de pais. Não permitindo que o Estado invada as nossas famílias, nos ditando como devemos educá-los.

Sem usar castigos corporais, educaremos muito bem .com uma palavrinha que andou muito tempo em desuso, pelos novos pais modernos: o NÃO. Desconhecida no vocabulário de muitas crianças, que hoje desconhecem limites.

 Atualmente já foi comprovado por médicos e outros especialistas a importância do não na formação da educação das crianças. Uma criança precisa entender o valor de um NÃO – portanto precisamos saber também usá-lo de forma firme e adequada. E que ele sejam a prova da verdade, e não de um estado de ânimo do pai ou da mãe, em cada momento.

No nosso dia a dia, na nossa vida profissional, não gostamos de funcionários que não saibam respeitar limites, fugimos deles,logo, temos que  lembrar disso ao educarmos os filhos – Eles estarão num mundo competitivo onde os melhores, e os mais bem apresentados serão escolhidos.

A noção certa de limite é muito importante – não adianta colocar protetores nas tomadas e não ensinar que aquilo dá choque, faz “dodói”, no primeiro descuido com a tomada, a criança colocará o dedo e tomará o choque elétrico; ou porá a mão no fogão, ou prenderá o dedo numa gaveta. Dar limites aos filhos será o seguro para grande parte dos acidentes.

Para que o SIM seja sempre SIM e o NÃO seja sempre NÃO é preciso que pai e mãe usem a mesma cartilha, estejam em comum acordo com o que querem ou não para os filhos. Vão decidir juntos se as crianças podem ver tal programa na TV, se podem dormir na casa de amigos de escola, coisas do gênero.

 Quando os pais se dividem, dão ordens diferentes, para a mesma questão, logo, logo os filhos  aprendem a jogar mãe contra pai aproveitando-se das discordâncias entre ambos.

Muitas vezes agimos de acordo com nosso estado de ânimo: a mãe esta cansada permite que vejam o programa X na TV, e quando esta mesma  mãe esta bem disposta, proíbe o programa X porque ele é nocivo ao filho. Ou quando o  pai chega cansado e chateado do trabalho, ninguém pode falar alto em casa,porém,  quando ele esta bem é o primeiro a gritar.

Vamos educá-los com muito amor, carinho e firmeza. Dando o os limites, para que no futuro saibam fazer bom uso da sua liberdade de decisão.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Educação Libertadora X Crise dos limites

Durante muito tempo a família e a sociedade, de modo geral, mantinham uma educação autoritária, hoje podemos verificar o oposto uma educação libertadora, onde regras e limites não são colocados.

A verdadeira liberdade é uma conquista interior, é saber escolher, é ter um critério, uma busca penosa através do amadurecimento.

O ser humano em desenvolvimento é indeterminado e imaturo, com raízes de vícios e virtudes, que a educação ou o processo de amadurecimento, bem conduzido, pode impedir que se tornem vícios reais. Por ser imatura, a criança, precisa do apoio do mais velho, alguém que fale com autoridade, ajudando-a a decidir, encontrando a segurança. Assim, a família e escola prestam uma ajuda na formação desse ser para que possa atingir a sua própria autonomia.

A educação moral acaba falhando justamente porque as virtudes como sentimentos de honra e dignidade, andam esquecidas. No mundo capitalista se valoriza a superação do outro e não a superação de si ou a sua excelência estimula-se o egoísmo e não a generosidade.

Um exemplo do que se diz acima é sobre o famoso lema: ”levar vantagem em tudo” como ferir a ética, furar fila, ultrapassar pela  direita no trânsito, sonegar  um pouco aqui, cometer  umas mentiras, receber  um mensalão ....

Como Kant e Piaget, o objetivo máximo da educação é o aperfeiçoamento da humanidade.  O nascimento de obrigatoriedade e respeito nasce de uma relação assimétrica na qual alguém exerce a função de autoridade. Os pais e professores é que colocam valores e limites à ação de seus filhos ou alunos.

Os limites devem ser colocados para manter um bom relacionamento com a família, a escola ou um determinado lugar, mas devem ser flexíveis e que possam ser cumpridos, pois regras excessivas e difíceis de serem  vividas aumentam as chances de se burlar .

Tanto a escola como a família deve se questionar sobre que tipo de educação deseja propor, que ser humano se quer formar  e qual a sociedade   que deseja para o futuro .

Podemos verificar que em alguns casos deseja-se uma felicidade baseada num jogo de compensações, depositando na criança ou adolescente uma realização pessoal , quando na verdade eles desejam apenas serem acompanhados de forma positiva nas suas atividades, receberem afeto, partilharem suas dificuldades e alegrias, podendo contar com a orientação de alguém mais velho e experiente.

Escola e família precisam caminhar juntas, com os pés no chão percebendo que somos responsáveis pela organização das nossas formas de viver, de se relacionar, pelas escolhas que fazemos e por nossas decisões.  Por isso, torna-se necessário um plano de ação educativa pessoal e uma ação transformadora em nossos ambientes sociais, profissionais e familiares.  O desafio é criar um humanismo novo para este século.

Nossas crianças e adolescentes necessitam de uma educação comprometida, vivencial, aberta ao mistério, sem disfarces diante daquilo que, de maneira mais generalizada, nossa sociedade oferece. Formando pessoas autônomas, que saibam quem são e em que sentido orientar a sua existência. Esse tipo de educação exige da família e da escola um compromisso com valores humanos e sociais.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Maturidade real

A maturidade nem sempre vem com a idade e, até mesmo nós, adultos, podemos não ter alcançado ainda esse patamar na vida.

 Lembro-me bem do momento em que senti o peso da idade e  a responsabilidade da vida e de meus atos. Foi quando meu primeiro filho, aos 18 anos, saiu de casa para começar um novo passo na sua vida longe de nós, era um novo parto para mim, pelo qual eu nascia para a idade adulta e assumia a maturidade, nos meus 38 anos. Até então, acho, tinha a inocência e a despreocupação típica dos jovens.

 Cada um tem o seu parto de maturidade, isto é, um  momento onde somos amadurecidos à força. E só sentimos isso quando a responsabilidade dos nossos atos assume a real dimensão que tem.
 Muitas pessoas agem como crianças por toda a vida, sem assumirem suas verdadeiras idades, são adultos ridículos, incapazes de sair  do conforto da infância, colocando-se sempre numa posição imatura diante da vida e das decisões a tomar. Essas pessoas costumam ter como princípio não assumir compromissos, e, quando assumem, não os levam a sério.

 Já viram aquele adulto acriançado? Não me refiro àqueles que vivem brincando e alegres, e sim aqueles que só fazem a sua vontade, que são incapazes de um ato de generosidade e de se sacrificar pelos outros, egoísmo esse típico dos imaturos. Falo do adulto que “bate o pé” como uma criança querendo seu doce preferido, não importando se sobrará para o irmão menor ou para o pai que vem cansado do trabalho a noite. 

 A idade adulta nos dá um certo ar de reflexão, uma atitude mais ponderada e nos ajuda a formarmos melhor a nossa própria família, assumindo tudo o que vem com ela: as dificuldades, as alegrias, os filhos, o marido, a mulher, as diferenças de cada um e nos ajuda a viver em harmonia com tudo o que nos cerca.

 A maturidade pode vir com o tempo, mas também podemos ensinar aos nossos filhos, através de exercícios de responsabilidade dados a eles. Quando exigimos a nota no colégio, quando damos um dinheiro nas mãos dos pequeninos e os orientamos como devem usá-lo, tudo isso mostrará o peso da responsabilidade e veremos o amadurecimento de cada um no uso dos seus direitos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A chegada dos filhos e a construção da nova família

Nos primeiros anos de casados, com o trabalho e estudos, o jovem casal aproveita todo o tempo que sobra pra extravasar a paixão desse amor,  e às vezes descuidam, pela falta de tempo, da conversa.  E pequenas coisas vão se acumulando e justamente por isso, na primeira dificuldade maior, acaba acontecendo uma explosão desproporcional ao acontecido.


As diferenças e as briguinhas do casal são para resolver entre os dois, nada de contar ou desabafar com os parentes. Além de ficar mais difícil pra fazer as pazes depois, é também uma chance para intromissões e parcialidades.

O casal recém-casado cria novos costumes para seu novo lar, diferente das casas paternas, um ambiente que parecia ideal para ambos. Porém, com a chegada dos filhos, muitos dos hábitos, das regras, deste novo lar, precisarão ser adaptados aos pequenos seres indefesos que estão se juntando a este casal.

Com a chegada dos filhos, os limites  para os avós e outros parentes, precisam ser novamente colocados a prova. Quando temos os filhos, surgem mais diferenças. O casal deve primeiro decidir entre si o que é o básico, o  que vão querer para o bebê, desde a cor do quarto até a educação que pretendem dar. Não se deixem pegar desprevenidos.

É comum ver casais tendo o primeiro filho e ficarem atônitos no seu dia a dia, com os acontecimentos que vão surgindo, e, por conta disso,  precipitando as brigas entre o casal por falta de fazerem anteriormente essas simples combinações das regras do jogo.

“ Meu neto não vai para o chão porque é sujo”, decreta a avó! Mas se o casal não vê mal nisso, e até sabe que é bom para o desenvolvimento do bebê, vai precisar discordar e dizer que vai sim, e o sim tem que ser de ambos.

A ajuda dos sogros com o filho pequeno é muito boa e bem vinda, desde que tenha limites. Não custa nada ouvir um pouco a voz da experiência, sem birras, e deixar aflorar o melhor para a criança.

A mãe que chega para o filho e fala mal da nora, tenha ou não razão, não merece apoio da parte dele. E vice-versa. Se ela acha que o neto não esta sendo bem cuidado, está mal vestido, que guarde a opinião para si, ou vá com jeitinho dando umas roupinhas mais bonitinhas e suprindo com delicadeza esses itens. 

Presentes que os avós adoram dar as crianças, fora de hora, precisam ser ponderados entre o casal, pois  presentear com coisas grandes, por exemplo, pode ser que seja conveniente,  só no aniversário e Natal. 

Tenham carinho com os avós, e ao mesmo tempo firmeza. Lembrem-se de que o casal tem graça de estado para saber o que é melhor para seu filho. Devem ponderar sempre entre os dois as ideias  e ver o que de fato é bom ou não na educação dos  filhos.

O ditado “Na minha casa mando eu” – deverá ser:  “Na nossa casa mandamos nós dois” . O diálogo – com a chegada dos filhos -, entre o casal, fica cada vez mais necessário e de grande valia.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Conselhos para uma vida mais longa e melhor. (Sem Insônia e Stress)

Por  Agnes G. MilleyGostaria de partilhar com vocês uma experiência saudável.

Há alguns anos atrás, eu sofria de uma insônia incorrigível.  Foram muitas as tentativas para minimizar os efeitos devastadores da privação do sono. Meu médico, então, sugeriu que procurasse um neurologista. Obedeci prontamente e depois de uma estimulante conversa com o Dr. Sérgio S. Gemembauer, saí de seu consultório  não com uma relação de exames complicados a fazer, mas com uma lista de Bons Conselhos na memória. Chegando a casa, passei tudo que ouvi para o papel. Fiz cópias e distribuí os entre meus amigos. Agora tenho a oportunidade dá-los de presente para vocês.  Aqui vão eles:

•    Ter uma alimentação frugal.
•    Não beber água às refeições.
•    Beber 2 litros de água para hidratar o corpo.
•    Não beber mate, guaraná, chá preto, café, e nenhum refrigerante. São todos estimulantes.
•    Não comer chocolate.
•    Comer alimentos com pouca gordura e condimentos leves.
•    Tomar leite morno e banho morno antes de dormir.
•    Comer frutas calmantes:  maracujá, maçã, uva ....
•    Não fumar.
•    Beber pouco, ou melhor, não beber.
•    Ter atividades diversificadas, sem muita rotina.
•    Fazer exercícios físicos regularmente.
•    Não ver filmes de horror ou muito violentos.
•    Fazer sempre o prioritário e o possível. Não se preocupar com o que não é possível de se fazer.
•    Manter contato com a Natureza.
•    Ser alegre, ter amigos.

Fazer tudo para não deixar a adrenalina subir. Ela destrói as células. Além da alimentação inadequada e do fumo, o medo, a ansiedade, a raiva, o ódio fazem a adrenalina subir.

Devemos amar. A paz, a alegria, a tranquilidade, o amor produzem em nosso organismo  substâncias contrárias à adrenalina que combatem a dor, a doença. Tornamo-nos menos vulneráveis, mais protegidos e, portanto,mais saudáveis e mais felizes.

As más notícias, aliás, toda informação negativa deixa sua marca, mesmo que pareça a nós mesmos que não damos importância e que não nos faz mal algum. Ao longo dos anos essas gotas de veneno vão se acumulando e não deixam de se manifestar de alguma forma.

•    O repouso é necessário.
•    Cuidado com as coisas “naturais”. Veneno de cobra também é natural.
•    Nenhum remédio cura. Todos são paliativos. Até mesmo os antibióticos. Eles matam a germe, mas se as condições não mudam, outro germe vem e ataca de novo.
•    Os vírus sempre existiram. A humanidade é que está com o sistema imunológico baixo.
•    Muitas doenças podem ser curadas sem remédios, com mudança de hábitos.

Vivemos em um mundo estressante, em um país estressante, em uma cidade muito estressante. Se não podemos mudar as coisas, devemos mudar a nós,  com hábitos de vida saudáveis. 

Atualmente, conselhos como esses nos são dados com maior frequência,  mesmo através de programas de TV , jornais e revistas.  A maioria de nós sabe o que lhe faz mal, mas temos coragem e perseverança para seguir esses bons conselhos?

Aos poucos minha insônia foi me deixando. Hoje tenho apenas episódios esporádicos, quase sempre causados por altos níveis de adrenalina.  Conheço minha inimiga, tenho os meios para combatê-la, mas tenho também a consciência de que quando ela me derrota é ela que tem razão.

Estamos a poucos dias do Rio + 20. Paro, penso e me pergunto: de quantas maneiras podemos contribuir para a saúde do Planeta Terra cuidando da nossa  saúde e a de nossas famílias?  Podemos contribuir? Creio que sim.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Ninharias acumuladas pesam toneladas


Por Maria Teresa Serman

As pequenas coisas do cotidiano podem ser motivo de santificação e aprimoramento do caráter, tendo incomensurável valor diante de Deus. Por isso, não podemos desperdiçar as oportunidades que gotejam sem parar no vaso de oferendas de amor que desejamos oferecer ao Pai e aos irmãos a cada momento, dia após dia.

Contudo, também há o outro lado. Coisas que parecem insignificantes tendem a pesar e desgastar, se não percebemos seu acúmulo pela constante repetição. A rotina das contrariedades, implicâncias, picuinhas, pirraças, é sempre a assassina do amor, não a simples repetição de atos comuns. Se precisamos variar a roupagem destes, devemos com urgência examinar-nos e extirpar aqueles.

Na família, acontece entre pais e filhos, e atrapalha a comunicação e o relacionamento amoroso necessários para a felicidade no lar. Quando entre o casal, pode ser insidioso e fatal, só percebido à beira do abismo ou já despencados nele abaixo. NINGUÉM está imune a essa ameaça. E ela aumenta com o tempo, quando já estamos acomodados, quando o ninho está vazio dos filhos, quando um ou os dois se aposentam. No evangelho, o Senhor recomenda: "Vigiai e orai..." E eu peço licença para acrescentar, no caso dos matrimônios: Vigiai, orai muito e deixai de ser chata(o) e se achar o centro do seu mundinho..

Não sei se já repararam, mas é comum ver, nos shoppings ou nas ruas, esposas de meia idade ou mais ralhando e fazendo cara feia pros maridos, e eles com o olhar perdido, pois já se desligaram para sobreviver com média sanidade por mais uns anos. Também existem os adoráveis consortes que reclamam de tudo que a sua "sem sorte" faz, gasta, prepara, pensa, respira. Isso quando ainda estão ali somente, e  não ali e "acolá", não sei se me entendem.

É um tal de "Não aguento mais o fulano, está velho e insuportável, lento e calado!"; "Como consegui ficar tantos anos ao lado desta jararaca?!"; "Preciso sair de casa pra não ouvir a voz dele me chamando a toda hora!"; "Graças a Deus hoje tem pelada e chope, tenho desculpa pra voltar quando ela já estiver dormindo!". Ao mesmo tempo, podemos nos emocionar com casais de cabeça branquinha, de braços dados, apoiando-se um no outro, usufruindo do resto do tempo que passarão juntos antes da eternidade. Ontem mesmo, na missa, observei um senhor delicadamente suportando o peso da esposa que cochilava no seu ombro. Acontece muito com essas pessoas adormecerem com sermões ou cantos mais suaves.

Então, qual é o segredo? Os casos são únicos e individuais, cada par tem sua história de amor. Mas considero invariável uma coisa: os que mantêm o amor sob seu doce comando, digamos assim, não se detêm em mesquinharias, dilatam o coração,  procurando a felicidade do outro e aproveitando os melhores momentos juntos. Não precisa ser uma grande viagem, frequentar restaurantes luxuosos, assistir a peças aclamadas semanalmente. É sem dúvida muito legal, mas não é garantia. E muitas vezes abafa as palavras que o coração do(a) amado(a) tenta desesperadamente dizer, sem ser escutado. São gritos de carinho, pedidos de socorro e atenção, luz vermelha acendendo direto. E podemos ser pegos de surpresa, muito cuidado, quando o outro já desistiu de tentar.

domingo, 22 de abril de 2012

MENINAS SUPERESTIMULADAS (2ª Parte)

Por Dora Porto - da revista Ser Família - Ano III - Nº19

Hoje, pode-se observar que, para muitas garotinhas, comprar é um vício! (...) E o pior de tudo isso, nem é o fato de serem estimuladas a comprar, mas sim os produtos que compram... Maquiagens, roupas de adultos, serviços de beleza (como depilação, tintura de cabelos, unhas, etc)... E mal saíram das fraldas! Com essa atitude (muitas vezes bem intencionada) das mães, essas meninas são obrigadas a crescer a toque de caixa, a queimar etapas importantes de sua infância e puberdade. Hoje, as meninas com 9 anos de idade apresentam comportamentos das de 14 de ontem.

Outra grande influência é o modelo apresentado por artistas, "reality shows" e outros programas de TV. Adultos que servem de "exemplo" para elas, e que não se importam com isso e nem deveriam ter esse papel. Não estão ali para educá-las, mas acabam sendo imitados... O que acontece é o que afirma a autora (Maggie Hamilton): "ter um comportamento precocemente sexy e fora de controle parece a melhor forma de virar notícia, e talvez isso explique por que as meninas se envolvem em situações de risco ainda tão jovens." E "virar notícia" é para muitas meninas o maior "sonho de consumo"!
(...)
Mas, afinal, o que querem as pré-adolescentes? Podemos afirmar, sem medo de errar, que querem ser amadas! E para ter certeza disso, parece que precisam ser notadas, fazer parte, integrar, pertencer. Ou seja o "todo mundo faz" passa a ser a palavra de ordem que deixa muitos pais calados, por falta de argumentação. Hoje, por obra e graça de alguns programas televisivos, o sonho da adolescente é "ser famosa" e poder lucrar muito com essa fama. Só resta saber que lucro é este!

Isso também tem suas consequências no que se refere à preocupação com seu corpo. Muitas meninas, ainda bem pequenas, adquirem uma verdadeira neurose por regimes e "malhação", pois o que interessa é manter a forma. Algumas, graças a Deus não a maioria, podem até se submeter a exageros no não comer para adquirir um corpinho perfeito. Casos de anorexia infelizmente são mais frequentes do que se poderia supor há alguns anos. A mensagem é clara:"é proibido ser mais gordinha e não corresponder ao padrão de beleza estabelecido." E as inúmeras meninas que não se enquadram nesse padrão começam a se sentir marginalizadas. Sentem uma flechada na sua autoestima.

Também há um aspecto importante e preocupante que deriva dessa hiperestimulação proveniente de permanecerem o tempo todo "online". Diferente dos adultos, acostumados a processar grandes volumes de informação captados da mídia, as crianças não podem suportar a mesma carga. (...) Elas não têm tempo para a reflexão, nem para aprenderem a relaxar por algumas horas, e acabam não tendo oportunidade de desenvolver experiências enriquecedoras que as levem a desenvolver sua criatividade.
(...)
O papel dos pais é cada vez mais importante e requer reflexão e criatividade, pois é costume que as adolescentes desdenhem daquilo que vem por parte de seus pais, se estes não tiverem criado uma autoridade moral e sobretudo um canal aberto de comunicação. É muito frequente que as mães e os pais não tenham a menor ideia do que realmente estão pensando e vivendo suas filhas pré-adolescentes. Sua própria experiência de vida parece não lhes render muitos argumentos. Mas, ao contrário do que podem pensar, os adolescentes se importam com o que pensam seus pais.

quinta-feira, 8 de março de 2012

APROPRIAÇÃO POSSESSIVA (2ª parte)

Autora - Dora Porto
Continuação do dia 6/3/2012

Uma pessoa é um ser inteligente, que está obrigado a pensar por conta própria, senão não é uma pessoa, mas um manequim, uma boneca, e não alguém que livremente se entrega a quem quer.

Os especialistas observam que "na apropriação possessiva não se respeita o corpo do outro". Se isso acontece, respeitarão por acaso as suas opiniões, a sua forma de pensar e de ser? Numa palavra, o seu espírito? E por não se respeitar, pode um cônjuge entregar a outro aquilo que não reconhece nem respeita?

"É, PORTANTO, NECESSÁRIO QUE ANTES DE ACUSAR, OU CULPAR, O CÔNJUGE PELA APROPRIAÇÃO POSSESSIVA, CADA UM REFLITA NA SUA PRÓPRIA ATITUDE. QUEM SE DEIXOU POSSUIR E QUEM TENTOU POSSUIR PODE E DEVE REVER O SEU COMPORTAMENTO."

"QUANDO O CORPO É TRATADO COMO OBJETO, IMPEDE-SE QUE ELE POSSA DOAR-SE, PORQUE OS OBJETOS NÃO PODEM DOAR-SE."

Quando amamos de verdade alguém, queremos que cresça, que se desenvolva, que ganhe plenitude pessoal. Amar é querer o bom da pessoa que se ama. E o que é o bem, se não o crescimento harmônico me todas as suas dimensões?

Porém, isso não significa que se deva impor a sua vontade à pessoa que se ama. Menos ainda remodelar ou reconfigurar a estrutura psíquica dessa pessoa, segundo o que o cônjuge entenda como bom. ISSO NÃO É AMAR.

A DOAÇÃO É CONDIÇÃO E CONSEQUÊNCIA DO AMOR, MAS PARTINDO DA LIBERDADE PESSOAL.

Querer modelar a pessoa a seu gosto é o pior negócio que se pode realizar! E isso é válido não só no contexto dos esposos, mas também no dos filhos. Há amor quando da doação mútua se cria um "nós", que é mais rico e mais poderoso que uma pessoa solitária, pois é enriquecido pelo relacionamento.
Extraído da revista SER FAMÍLIA - Ano II - Nº 9

sábado, 13 de agosto de 2011

SABER CORRIGIR

DE J. M. Barrio

Respeitar a pessoa e a sua liberdade não significa aceitar como válido tudo o que a pessoa pense ou faça. Os pais devem dialogar com os filhos sobre o que é bom e o que é melhor e, nalguma circunstância, inevitavelmente deverão ter a valentia de corrigir com a energia necessária. Eles, que não só respeitam os filhos mas os amam, não toleram um comportamento qualquer.

O amor é o menos tolerante, permissivo ou condescendente que encontramos nas relações humanas, porque, ainda que seja possível amar uma pessoa com os seus defeitos, já não é possível amá-la pelos seus defeitos. O amor deseja o bem da pessoa, que esta dê o melhor de si, que alcance a felicidade; e por isso quem ama pretende que o outro lute contra as suas deficiências e sonha com ajudá-lo a corrigi-las.

São sempre mais os elementos positivos de uma pessoa – pelo menos potencialmente – do que os seus defeitos e essas boas qualidades são as que a tornam amável; mas não são as qualidades positivas que se amam, mas as pessoas que as possuem e que as possuem conjuntamente com outras que talvez não o sejam tanto. Uma conduta correta costuma ser o resultado de muitas correções e estas serão mais eficazes se se fazem com sentido positivo, pondo sobretudo a tônica naquilo que se pode melhorar no futuro.

À luz do que se referiu acima, percebe-se que toda a forma de educar apela para a liberdade das pessoas. Nisso se distingue, precisamente, educar de domesticar ou instruir. “Educar em liberdade” é um pleonasmo, não diz nem mais nem menos do que “educar”.

O VALOR EDUCATIVO DA CONFIANÇA
No entanto, a expressão “educar em liberdade” permite fazer finca-pé na necessidade de formar num clima de confiança. Como foi salientado, as expectativas dos outros em relação ao nosso comportamento funcionam como motivos morais das nossas ações.

A confiança que se nos demonstra move-nos a agir; e pelo contrário paralisa-nos sentir que desconfiam de nós. Isto é patente no caso das pessoas mais jovens ou dos adolescentes, que estão a modelar o seu caráter e valorizam muito o juízo dos outros.

Confiar significa ter fé, dar crédito a alguém, considerá-lo capaz de verdade; de manifestá-la ou de guardá-la, conforme os casos, mas também de vivê-la. A confiança que se dá a outro costuma provocar um duplo efeito; de maneira imediata, um sentimento de gratidão, porque se sabe beneficiado por um dom; além disso, a confiança favorece o sentido de responsabilidade.
Quem me pede algo importante espera que lho dê, porque já confia em que o posso dar; tem de mim um elevado conceito. Se essa pessoa confia em mim, sinto-me movido a satisfazer as suas expectativas, a responder com os meus atos. Confiar em alguém é um modo muito profundo de lhe encomendar algo.

Grande parte do que podem fazer os educadores depende de quanto souberam suscitar esta atitude nas pessoas. Em particular os pais devem ganhar a confiança dos filhos, dando-a eles primeiro. Em certas idades da infância, convém estimular o uso da sua liberdade; por exemplo, pedir-lhes coisas e dar explicações sobre o que é bom e o que é mau. Mas isto careceria de significado se faltasse a confiança, esse mútuo sentimento que ajuda a pessoa a abrir a sua intimidade, sem o que é difícil propor metas e tarefas que contribuam para o crescimento pessoal.
A confiança dá-se, consegue-se, gera-se; não se pode impor, nem exigir. A pessoa torna-se digna de confiança pelo seu exemplo de integridade, indo na frente ao dar aquilo que pede aos outros. Assim se adquire a autoridade moral necessária para pedir aos outros; e faz-se notar que educar em liberdade torna possível educar a liberdade.