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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 156)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à  vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

Anônimo disse:
Dra eu gostaria de saber o que fazer com uma filha de 18 anos que ainda faz xixi na cama de vez em quando e as vezes não consegue se segurar durante o dia e vasa na calcinha?
RESP: Caro(a) A.

Nestes 18 anos vocês recorreram à ajuda médica ou de outro profissional?
Sugiro que marquem uma consulta com Ginecologista para uma avaliação completa de sua filha, quanto á parte ginecológica e aparelho urinário.
Caso a médica não encontre justificativa para este desconforto de sua filha, ela mesma fará um encaminhamento para o profissional que julgar mais indicado. É importante   buscar ajuda o mais rápido possível porque sua filha ( e vocês todos ) devem ficar aflitos com uma situação delicada que se prolonga por tantos anos. Um suporte psicológico para ela seria também muito oportuno!
Fico a seu dispor e desejo-lhes boa sorte !
Atenciosamente, Mannoun Chimelli 

L. M disse:
Doutora. Estamos casados há seis anos e temos 3 filhos. O mais velho tem cinco anos. Moramos numa casa com três quartos e sempre deixo minha porta trancada quando eu e meu marido temos relações conjugais. Há uma semana por um erro meu, não tranquei a porta e ele entrou no quarto e viu meu marido e eu no meio do ato conjugal. Desde então ele não fala conosco, que fazer?

RESP: Cara L.M.
Situações semelhantes acontecem nas famílias e uma forma de ajudar é tentar ser o mais natural  que se possa, agindo como todos os dias em casa com os filhos, dando tempo ao tempo, sem aflições.
A mãe e o pai façam o que habitualmente fazem, conversem e ajam normalmente com todos à hora do banho, das refeições, da creche ou Escola, chamem para as atividades rotineiras, sem forçar um beijo ou carinho, e respeitem o silêncio dele até que surja uma ocasião propícia. Então ( a mãe ou o pai, um dos dois, mas sempre a sós com o filho , sozinhos ) sem ansiedade mas com muito carinho e delicadeza questionem se ele gostaria de fazer alguma pergunta ou comentário. A resposta deve vir do coração,de forma que ele possa se tranquilizar e não guardar impressões dolorosas, sem entrar em muito detalhe, porque a atitude natural  no dia a dia de vocês até então, fará com que ele reflita que não há dano ou risco para nenhum dos pais nem para ele, filho,naquela cena que viu e que pode já estar se esmaecendo.
 O pai com a mãe em casa sejam normalmente muito delicados ; -  que os filhos vejam que vocês se amam e se respeitam e que amam os filhos! Não se cansem de repetir o quanto eles são queridos, amados e desejados.
Aos poucos as coisas se normalizarão e fica o alerta para cuidarem bem de preservar a intimidade do casal.
Fico a seu dispôr, atenciosamente, Mannoun








segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 155)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à  vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.


Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Faça sua pergunta - Blog Responde":

Eu não sei o que esta acontecendo comigo, e não tenho coragem de pedir ajuda, mas, eu tenho sono o dia todo e insônia a noite, n tenho vontade de fazer nada, me irrito e estresso com tudo, como quase que compulsivamente durante a noite e me sinto culpada depois, mas n como nada de manhã, me canso cm muita facilidade, sinto um vazio enorme no peito, muitas vezes tenho pensamentos suicidas, me sinto muito insegura e sozinha, não consigo prestar atenção nas aulas, esqueço tudo, as vezes fico em dúvida se as minhas lembranças são realmente lembranças ou foram apenas um sonho, porque já aconteceu muitas vezes de eu sonhar algo e depois achar que foi uma lembrança, não gosto da minha aparência e não gosto de me arrumar, quando estou em casa só fico no meu quarto, sempre tirei notas muito boas e agora elas estão abaixo da média, me sinto como se n conseguisse dar conta de tudo, isso já dura quase 8 meses, e começou depois que eu me mudei pra outro estado, ah, também  não consigo mais chorar, meus olhos ardem, e eu sinto o nó na garganta mas não choro, e de vez em quando acabo me cortando, eu queria saber se isso vai passar, se isso é só uma fase, porque eu não aguento mais e não quero, nem tenho coragem de falar com alguém, porque perto dos outros sorrio, brinco e finjo que esta tudo bem. (sou menina e tenho 15 anos)

RESP: Cara Anônima, Bom Dia!!!!!!!!!!!!!!!
O mais difícil passo está dado, que é conseguir falar sobre o que a incomoda. Coragem e vamos dar outros passos? Você necessita um bom atendimento com um bom Psiquiatra que atenda Adolescentes, porque está  numa fase ruim e dolorosa de sua vida que tem tudo para ser muito bonita e bem vivida!
Você tem amigos? Sai com eles?Pratica esportes, passeia ou fica fechada no seu mundo, sofrendo e amargurada com a mudança de domicílio? Veja nisto uma oportunidade de abrir seu leque de conhecimentos, amizades, horizontes ! Não se feche, por favor!
 Converse com toda sinceridade com seus pais ( aquele com quem tiver mais facilidade de se abrir) o mais rápido possível - oito meses na vida da gente é muito tempo para ficar sem ser ajudada ! Claro que um bom tratamento vai tirá-la desta angustia e depressão, explicáveis pelas mudanças que estão acontecendo neste momento de sua vida. Disse " explicáveis " e totalmente tratáveis, mas devemos agir rapidamente, ok ?
Se estiverem no Rio, há locais próprios para atendimento de Adolescentes, na Unidade Clínica de adolescentes do Hospital Pedro Ernesto (UERJ) no ambulatório de Adolescentes do Hospital Universitário do Fundão( UFRJ )na Ilha do Governador ,e no Flamengo, Hospital Fernades Figueira que também atende Adolescentes, além de Centros de Saúde com atendimento a  Adolescentes.
Você não disse onde estão morando mas em geral, um bom clínico da família pode encaminhá-la a um profissional Psiquiatra de sua confiança,ok ?
Não espere mais para procurar ajuda aí pertinho de vocês- todos necessitamos de ajuda de alguém em certos momentos da vida, não acontece somente com você, é próprio do ser humano ajudar e ser ajudado !
Um abraço, boa sorte e dê notícias, por favor, está bem?
Com carinho, Mannoun Chimelli.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Depressão não é mau-humor!

Por Maria Teresa Serman

Aquela frase que se diz (ou dizia, não sei se saiu de moda) de vez em quando, para caracterizar um estado de espírito, "Hoje estou deprê!", indicando tristeza, nostalgia, sei lá mais o quê, certamente deve ter acostumado as pessoas a confundir um momento de desânimo com o estado clínico depressivo. Depressão é doença, não pode ser encarada como desesperança ou preguiça.

Os sintomas básicos da depressão inicialmente podem levar a própria pessoa a não perceber sua chegada. Sonolência, perda de apetite, desânimo, tristeza, todos esses passam despercebidos como coisas passageiras, como às vezes são realmente. Contudo, é preciso estar atento para não deixar ela se instalar, e procurar um profissional médico logo. Aí vem o preconceito de acharem que quem vai a um psiquiatra é "maluco". Esquecem que a mente pode padecer tanto ou mais do que o resto do corpo, do qual cuidamos escrupulosamente.

Para quem está em depressão, é desagradável e inútil ouvir os "estímulos" dos amigos e conhecidos, muito bem intencionados, mas prejudiciais. Pode-se fazer uma lista: "Não fica assim, você é tão alegre!"; "Levanta a cabeça, tenha esperança!", "Tenha pensamentos positivos que você vai se sentir melhor!"; "Sai de casa, vai pro shopping que você melhora!"; "Não se deixe abater, coragem!", e a lista é longa, até culminar na crueldade não intencional de diagnosticar o problema como falta de fé. Aí o discurso muda um pouco: "Você precisa rezar mais!", "Tenha fé que isso passa!" ou "Deus vai te curar, é só ter fé!"

Depressão é DOENÇA, repetimos, não vai embora por força de vontade, que, aliás é o que mais falta no caso, pensamento positivo, compras ou orações. Estas últimas ajudam muito, como sempre, mas Deus também cura por meio de médicos competentes e remédios bem prescritos.
Ela é uma doença democrática, não tem discriminação de sexo, idade ou situação social. Incapacita temporariamente, o que pode parecer, como já dissemos, preguiça ou tristeza somente. Pode ser visível na expressão ou jeito do doente, mas engana também, de modo que os outros não vejam e não acreditem. Não deve ser menosprezada em momento algum, pois essa negligência pode ser perigosa, e torna o mal mais difícil de combater e sua duração mais longa.

Hoje em dia há muitos e modernos remédios bastante eficazes no combate à depressão, que podem ser indicados e acompanhados por profissionais. O organismo leva um tempo, mais ou menos um mês, para metabolizá-los, e essa demora pode desestimular o paciente e os familiares, mas, sem trocadilho, é preciso ser paciente e esperar o resultado, que será bom, libertador. E colocar-se a cada momento de angústia nas mãos de Deus Pai, que é o melhor médico.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Estou girando em torno de quê?

Havia um lugar, ao qual o evangelho se refere mais de uma vez, em Betânia, perto de Jerusalém, onde morava uma família muito querida de Jesus. Era composta por Lázaro, que ele ressuscitará já próximo à Sua própria morte; Marta, possivelmente a mais velha e a responsável pela casa e seus afazeres; e Maria, que tudo indica ser a Madalena, a pecadora convertida.

Nessa ocasião, o Senhor estava sentado, talvez explicando algum ponto de doutrina, e Maria escutava, aos pés do Mestre. Marta ia de um lado para o outro providenciando a refeição, e pede, não sem uma ponta de irritação, que Ele mande sua irmã ajudá-la. A resposta de Jesus é interessante e reveladora: "Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.» (São Lucas 10, 38-42)

Na verdade, o ideal é sermos Marta e Maria, harmonizando um trabalho ordenado, fecundo, com constante presença de Deus e oferecendo essa atividade por intenções que nos parecerem mais importantes. Tal combinação agradará ao nosso Pai Deus e nos trará eficácia e paz.

Pensamos nisso agora, justamente por ser a época dos grandes preparativos para o Natal e as festas de final de ano, que tomam a maior parte do nosso tempo e nos deixam quase sem fôlego. É um corre-corre sem fim, quando não sobra tempo para curtirmos de fato nada. Acabamos nem aproveitando as festas, e sequer o que elas representam.

Por exemplo: no final do ano temos a formatura de um filho, ou um aniversário, ou um casamento, e acabamos passando batidos, sem aproveitar, porque estamos ocupados demais fazendo os preparativos para estas mesmas festas. É uma pena! Não vivemos o momento, justamente por causa da preparação exagerada dele. Uma grande ironia do destino! Mas seria do destino, ou do nosso excesso de trabalho sem oração, como Marta? Sem parar para meditar, para sentir, para enxergar sob uma ótica mais sobrenatural o que acontece ao nosso redor, não se alcança o sentido mais profundo dos acontecimentos.

Devemos fazer as coisas com mais calma, planejadas, dando tempo para que se possa aproveitar os bons momentos junto da família, dos filhos, observar onde se pode e deve melhorar, e com quem. Tudo isso só é possível quando se é Maria, quando se pára e escuta.

Vamos precisar ter muitas atividades, sim, comprar presentes e comestíveis, fazer as faxinas de final de ano, preparar a ceia de Natal e de Ano Novo. Contudo, se não encontrarmos esse tempinho que não gire em torno do trabalho, não conseguiremos o equilíbrio e a paz interior tão importante e necessária para passarmos um verdadeiro Natal.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 46)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Depressão na adolescência?
1 – M. G. diz: Como saber se o que a minha filha tem é depressão ou não. ela tem momentos de grande irritação, agressividades constantes e em outros momentos total apatia. Moro numa cidade grande, mas convivemos num círculo limitado, somos militares e por isso fica difícil fazer um tratamento sem que os outros saibam. Conto com a sua orientação. Ela tem 15 anos e é filha única, não pudemos ter outros filhos.
RESP:Cara M.G.
Não tenha receio de levar sua filha a um bom profissional médico - vale a pena esclarecer se o que ela apresenta é um quadro transitório de Adolescente, filha única, que talvez viva mais isolada ou se realmente é uma depressão. Isto porque hoje são muitos os recursos de que dispomos e a idade dela facilita sucesso com o tratamento.
O fato de morarem em conjunto de militares não invalida a consulta - vocês podem procurar, por exemplo, se moram no Rio, o Hospital Universitário do Fundão, o Fernandes Figueira no Flamengo ou da UERJ no Maracanã, que contam com Ambulatórios de Adolescentes e não há porque comentar com as pessoas onde foram e porque.
As duvidas torturam desnecessariamente todos vocês. Ânimo e para frente ! Continuo à sua disposição, Mannoun


Adolescente com TOC?
2 - A. diz: Minha filha tem mania de arrumação, chego a sentir vergonha quando estamos em lugar público e ela vê algo fora do lugar, sai arrumando, endireitando. Ela tem que ver tudo certinho e se reclamo fica irritada e diz que é um absurdo um quadro torto ou um livro invertido numa estante. Isso é normal ou é alguma psicose?

RESP:Caro A,
Não sei a idade de sua filha, mas sua descrição faz pensar na Síndrome do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) que é bastante sensível ao tratamento e proporcionará um grande alívio a todos porque se os familiares sofrem ao vê-la, ela sofre mais ainda porque são atitudes rituais que independem da vontade.
É mais freqüente na população do que se imagina e as pessoas ficam rotuladas como maníacas, excêntricas, esquisitas etc. e poderiam perfeitamente ser tratadas!
Boa sorte e busque logo um bom profissional que cuide de sua filha. Atenciosamente, Mannoun