logo
Mostrando postagens com marcador problemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador problemas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Facilitando nosso banho de cada dia

Quem já passou pela desagradável surpresa, dentro do banho, de lavar a cabeça duas vezes com shampoo até encontrar o vidro de condicionador? Aqui em casa isso esta se tornando uma constante. São muitas filhas mulheres em casa, e os gostos variam nas diversas categorias de shampoos. Isso faz com que tenhamos várias embalagens dentro do box , e dentro do chuveiro não consigamos ver quem é quem.

Atualmente temos algo que ajuda a saber, quem é quem, quando o fabricante coloca um virado para cima, e a embalagem do outro fixado para baixo, mas nem sempre isso existe nos melhores, e também a decisão na hora de comprar fica ligada ao preço. Então optamos pelo melhor e o mais barato, coisa que nem sempre combina com a maneira prática de identificar o conteúdo.

Nós mães estamos sempre com pressa e o banho não costuma ser um tempo para deleites, ele durar o tempo necessário para ficarmos limpinhas e as crianças não acabarem com a casa. Assim sendo precisamos nos programar para não perdermos tempo nessas escolhas. O ideal seria ter apenas duas embalagens, uma de shampoo e outra de condicionador, dentro do box. Mas fica difícil de isto acontecer, na medida em que as filhas vão crescendo e começam a ter outros gostos em relação a lavagem dos cabelos.

Para quem, como eu, não vê muito bem as coisas, sem óculos, eu sugiro cuidar na escolha das embalagens, além da qualidade do shampoo, do condicionador e do sabonete líquido. Poderíamos fazer algumas sugestões para as marcas que não se preocupam com as embalagens, que não visam as pessoas com deficiência visual, para que coloquem o nome do que contém em letras grandes ou em alto relevo. Parece um detalhe apenas, mas faz muita diferença.

Fica muito difícil, dentro do chuveiro, colocar os óculos para ler. Vamos usar nossa voz para pedir aos fabricantes para que melhorem nossos facilitadores de vida.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Algumas dicas para crises domésticas

Quem já não foi pega desprevenida, por um elemento surpresa no lar, e se desesperou por não encontrar uma solução imediata?

Para que isso não aconteça de novo, podemos nos antecipar e preparar alguns recursos de apoio para ocasiões difíceis. Como as seguintes ideias:

Ter um FICHÁRIO ou CADERNO de A a Z com endereços úteis para todas as emergências. Ex: A : ar condicionado tel, endereço; C: costureira, chaveiro; E; eletricista, encanador;  etc........, de forma a termos sempre a mão alguns contatos para emergências que surgirem. Com mais de uma opção para obtermos vários orçamentos.

Quando faltar a empregada – não entrar em desespero, usar comidas congeladas, potinhos, simplificar, um dia de lanches não vai deixar ninguém desnutrido, mas vai nos deixar mais em paz para fazermos as tarefas do dia, mais importantes.

Conhecer nossos ELETRODOMÉSTICOS - manual de instruções, para podermos descobrir pequenos problemas e para sabermos ensinar as empregadas e aos filhos maiores como tirar o melhor proveito do produto, sem estragá-lo.

Para emergências de doenças – quando temos que levar ou ir a um médico e não temos com quem deixar as crianças – ter uma lista das amigas mais próximas e mais disponíveis, para que possamos recorrer a elas na hora do sufoco.

Ter a mão um caderno com receitas fáceis de fazer, e cardápios para visitas de última hora – amigos dos nossos filhos que chegam sem avisar e gostamos de recebê-los bem.

Todas essas coisinhas podem parecer bobagens, mas, na hora do aperto, do nervosismo, a nossa memória pode nos pregar uma peça e nos faltar boas ideias.




quarta-feira, 19 de junho de 2013

Não nos perturbemos com os nossos defeitos

O bom e o mau arrependimento

"A tristeza que é segundo Deus, afirma S. Paulo, produz uma penitência estável para a salvação; a tristeza do mundo produz a morte." (2 Cor 7,10) A tristeza pode, pois, ser boa ou má, conforme os efeitos que produza em nós. Mas, em geral, produz mais efeitos maus que bons, porque os bons são apenas dois: a misericórdia - o pesar pelo mal dos outros -, e a penitência - a dor de ter ofendido a Deus -, ao passo que os maus são seis: medo, preguiça, indignação, ciúme, inveja e impaciência. Por isso, diz o Sábio: "A tristeza mata a muitos e não há utilidade nela"(Ecle 30,25), já que, para dois regatos de águas límpidas que nascem do manancial da tristeza, nascem seis de águas poluídas).

"Devemos entristecermo-nos, mas com um arrependimento verdadeiro, não com uma dor mal-humorada, cheia de despeito e indignação. O verdadeiro arrependimento é sempre calmo, como todo o sentimento inspirado pelo bom Espírito: "o Senhor não está a perturbação“ (3 Re 19,11). Onde principiam a inquietação e a perturbação, a tristeza má passa a ocupar o lugar da tristeza boa.
"A má tristeza - insiste S. Francisco de Sales - deprime e perturba a alma, inquieta-a, incute-lhe temores desmedidos, tira-lhe o gosto pela oração, atordoa e fatiga lhe a cabeça, impede-a de tirar proveito dos bons conselhos, de tomar resoluções, de formar juízos, de ter coragem, e abate-lhe as forças.(...)

Em resumo: não vos aborreçais, ou, pelo menos, não vos perturbeis por vos terdes perturbado; não vos abaleis por vos terdes abalado; não vos inquieteis por vos terdes inquietado por causa desses impulsos incômodos. Recuperai o domínio do vosso coração e colocai-o suavemente nas mãos do Senhor. Fazei, na medida do possível, que o vosso coração torne a estar em paz convosco mesma, ainda que vos saibais miserável...

Sempre que virdes o vosso coração amargurado, limitai-vos simplesmente a apanhá-lo com a ponta dos dedos, não de punho fechado, bruscamente... É necessário ter paciência e afagar o coração, animando-o; e quando estiver muito intranquilo, é preciso segurá-lo como a um cavalo desembestado, firmemente, sem o deixar correr à solta atrás dos sentimentos."

Extraído do livro “A arte de aproveitar as próprias faltas”, de Joseph Tissot

terça-feira, 4 de junho de 2013

O coração inundado pela neblina cinza e triste de um trabalho inútil!

Essa é a cor de muitos corações, quando sentem o peso da rotina dos dias: sempre o mesmo trabalho, sempre os mesmos lugares, sempre as mesmas caras, sempre o mesmo trânsito, sempre as mesmas reclamações da mulher, sempre os mesmos mutismos e aleamentos do marido, e os mesmos problemas dos filhos, e a mesma dor de coluna, e a mesma falta de dinheiro… E isso, um dia e outro dia, e um mês e outro mês, e um ano e outro ano… As pessoas sentem-se envolvidas por essa rotina como por um gás asfixiante, e pode chegar um momento muito perigoso, que é quando pensam: “Não aguento mais, isto não é vida”. A solução será “mudar”?

Muitos acham, então, que a solução consiste em “mudar” (mudar de cidade, mudar de mulher ou de marido, mudar de trabalho, mudar de religião, mudar os hábitos certos e passar a ter vida desregrada). Ou então “desligam” de tudo e de todos, e passam a viver num mundo de sonhos, de fantasias (divagações de Internet e tv), de saudades…, que, por serem evasões, facilmente desembocam na pior fuga, na alienação completa do álcool e das drogas.

Santo Agostinho, o coração inquieto que não se
conformava com as coisas confusas e medíocres, dizia: “Eu temia tanto como à morte ficar preso pelo hábito rotineiro”. Mas não resolveu o problema fugindo, e sim arrependendo-se dos seus pecados e procurando Deus com toda a sua alma.

Todos deveríamos ter pavor tanto da rotina asfixiante como da falsa solução da fuga… Porque o problema da rotina –contrariamente ao que a maioria pensa – não está na repetição monótona das ações e das circunstâncias externas, mas na falta de renovação do nosso coração, do nosso modo de ver e amar as coisas e as pessoas. O mal está exclusivamente dentro de nós, gostemos ou não de reconhecer isso.

É muito sugestiva, a respeito disso, aquela história que conta Chesterton sobre o inglês que se sentia entediado de morar sempre na mesma ilha, e por isso foi à procura de outra terra, a terra dos seus sonhos. Viajou muito. Todos os países aonde aportava não o satisfaziam. Já se estava cansando de tanto viajar, quando avistou uma terra que o atraiu extraordinariamente. Aproximou-se dela, desembarcou, começou a internar-se no território e logo chegou, cheio de entusiasmo, à conclusão: “Esta é a terra dos meus sonhos, a que sempre andei procurando!” Ao perguntar a um dos habitantes onde estava, este respondeu-lhe: “Na Inglaterra”.  -  Algo lhe é familiar?

                                         wwww.padrefaus.org,

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

EmContando – 16 - A Árvore dos Problemas

Terminaram as Festas, e até os Reis Magos já retornaram para suas terras distantes, levando a Boa Nova  a muitos por onde passaram.

Para nós a viagem continua aqui mesmo. São nossas atividades diárias que devemos retomar da melhor maneira possível. Durante o período das Festas parece que nos mudamos um pouco para as nuvens e agora precisamos  por, de novo, os pés no chão e lidar com tudo aquilo que deixamos um pouco para depois.   Após as despedidas de parentes e amigos que partilharam conosco esses  preciosos dias, temos que voltar: pagar contas, por correspondência em dia, mandar  fazer alguns consertos e para muitos  voltar ao trabalho fora de casa.

Há alguns anos ouvi uma pequena história que reencontrei agora e vou dá-la a vocês  como presente de Ano Novo .

A Árvore dos Problemas


Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.

O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu do seu carro furou. A serra elétrica quebrou. Cortou o dedo. E ao final do dia, o seu carro não funcionou.

O homem que contratou o carpinteiro ofereceu-lhe uma carona para casa. Durante caminho, o  carpinteiro não falou nada. Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer  sua família.

Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.

Depois de abrir a porta da  casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou  seus filhos e beijou sua esposa.

Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:

”Porque você tocou a planta antes de entrar em casa?”

“Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas. Sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas eles não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, deixo os meus problemas nesta Árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte. E você quer saber de um coisa? Toda manhã, quando volto para buscá-los  , eles não são nem metade do que me lembro de ter deixado na árvore na noite anterior.”

Mais um vez, Feliz 2013 para todos. Agnes.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O ciúme – um grande inimigo do amor

Num relacionamento, marido e mulher precisam ter muita confiança um no outro e não permitirem desconfianças de nenhuma ordem entre o casal.

O famoso ciúme, já foi, durante muito tempo, considerado um agente do amor, diziam que quem ama cuida e tem ciúmes. Ledo engano, o amor precisa de cuidados sim, mas o ciúme é como um agrotóxico para a planta. Pode até afastar as pragas, mas tira o sabor e a beleza da planta.

Amar seu marido, seu namorado, seu noivo, requer dar-se, confiar, criar raízes. E se desde o namoro o casal não tem como confiar um no outro, esse relacionamento está fadado ao insucesso. Uma jovem que desconfia do namorado com outra moça, ou até descobre que ele tem outra e o perdoa, com certeza terá sempre uma desconfiança entre os dois, algo que irá minar a convivência deles. E nessa fase, do namoro, ainda pode recapitular, deixar esta pessoa e ir em busca de alguém em que possa confiar. Com certeza terá mais sucesso num relacionamento baseado em confiança mútua.

Já no casamento, o casal busca acertar todas as arestas para que dure para sempre, o famoso: “até que a morte os separe”. Desse modo, é necessário um maior empenho de cada um, para que o ciúme não entre neste amor e venha a criar suspeitas desnecessárias entre os dois.

Existem profissões que facilitam as suspeitas para o ciúme, como a de médicos e seus plantões, a de professores homens em colégios com maioria feminina, engenheiras em usinas onde predominam os homens, e assim por diante. Muitos criam ideias fantasiosas de seus maridos ou esposas “pulando” a cerca e indo buscar novidades em outros lugares.

Santa Teresa dizia: “ a imaginação é a louca da casa” – logo cuidemos para não dar asas a esta traidora e não nos permitirmos grandes divagações sobre o cônjuge fora de casa, no seu horário de trabalho.

O importante é cuidar da nossa aparência, do nosso humor e da nossa saúde para estarmos sempre bem quando o outro estiver junto de nós.

As mulheres se produzem muito para ir ao trabalho, e ao chegar a casa, depois da luta diária, tendem a colocar uma roupa velha, confortável e seus chinelinhos, tomando o cuidado de lavar o rosto para tirar a maquiagem por completo. E o que sobrou? Uma aparência cansada, um ar largado e pronta para jogar suas mágoas do dia no marido, que afinal de contas é com quem se pode contar para desabafar. Aí cometem o maior erro. Na rua, os maridos também veem as mulheres produzidas, cuidadas e querem a sua também ao menos cheirosa e bem posta.

Tudo isso leva à insegurança pessoal, e por consequência ao ciúme, com o medo de perder o outro. Para evitar essa situação, não vamos deixar chegar a esse ponto, vamos cuidar antes, ser espertas, ser mais carinhosas, ter detalhes de atenção com o outro, criar situações alegres e bem humoradas para que o marido queiram sempre estar perto de nós. Isso vale também para eles, é claro.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 130)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – A. diz: O que podemos fazer quando o adolescente apresenta sintomas de depressão. Meu filho de 17 anos, anda pelos cantos, falando pouco, sem ânimo nos estudos, e sem interesse nas coisas que mais gosta, como futebol e computador. Ele é o caçula e com os outros dois nunca passei por isso.

RESP: Caro (a) A.
Conversem com seu filho e marquem um bom Psiquiatra, para que ele seja consultado e possam saber o que realmente tem e iniciar logo um tratamento. Ele tem amigos? Ajudem-no a que procure se lembrar do que possa ter acontecido que esteja ocasionando esta mudança de comportamento, mas não retardem a consulta, ok? A idade é ótima para um bom tratamento ser eficaz!
Fico às ordens, Mannoun

2 – A. diz: Preciso de sugestões para conseguir que meus filhos adolescentes (2) fiquem mais em casa, com a família. Não querem passar uma noite sequer conosco. Somos de São Paulo, capital.

RESP: Caro (a) A.

Não sei a idade dos seus filhos, mas é importante que os Pais tenham grupos de famílias amigas com filhos em idades semelhantes e façam programas com eles. Façam uma " mesa redonda " em casa e perguntem a eles mesmos o que os impede de sair com vocês. Ouçam o que tem a dizer, reflitam e vejam se há ou não procedência nas opiniões deles. Peçam sugestões e convidem os amigos dos filhos à sua casa, organizem lanches do agrado deles, sessões de filmes interessantes com debates, jogos comuns a todos, excursões, passeios turísticos, etc. Aqui mesmo no blog encontrarão bastantes sugestões e também no site do " portal da família" .

Vale a pena sempre ir aos interessados e escutar, ponderar, rever atitudes e posições. Não quero com isso dizer que os Pais devam “obedecer” aos filhos, mas o diálogo com eles é muito rico e criativo - há que conquistá-los!
Fico a seu dispor para mais detalhes. Atenciosamente, Mannoun

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A ameaça da pornografia para as crianças

Um novo informe exige ações

Por padre John Flynn, L.C. (ZENIT.org).

Proteger as crianças da exploração sexual é hoje prioridade para muitos governos e organizações privadas. Apesar disso, um recente informe denuncia que não se está fazendo o suficiente para tratar a ameaça que a pornografia dos adultos representa para as crianças.

"Morality in Media", uma organização sem fins lucrativos com sede em Nova York, publicou em setembro um estudo intitulado: "How Adult Pornography Contributes To Sexual Exploitation of Children" (Como a pornografia adulta contribui para a exploração sexual das crianças).

Ali se sustenta que os organismos dos governos e as organizações privadas estão ignorando as consequências do que qualificam de “exploração” da pornografia adulta na internet e em outros lugares.

A pornografia adulta é uma ameaça para as crianças de diferentes formas, afirma o informe:

–Os delinquentes utilizam pornografia adulta para preparar suas vítimas.
–Para muitos delinquentes, há uma progressão desde ver pornografia adulta até ver pornografia infantil.
–Os homens atuam com as crianças prostituídas como veem na pornografia adulta, e os aliciadores usam pornografia adulta para instruir as crianças prostituídas.
–As crianças imitam com outras crianças o comportamento que veem na pornografia adulta.
–O vício à pornografia de adultos destrói casamentos, e os filhos nos lares com um só progenitor correm mais risco de sofrer exploração sexual.

Preparação

O autor do informe, Robert Peters, presidente de "Morality in Media", explica que há duas décadas, em sua pesquisa sobre casos judiciais, esbarrou com múltiplos exemplos de situações que implicam exploração sexual de crianças em que o acusado adulto havia mostrado ou dado pornografia de adultos à vítima menor como parte do processo de preparação.

Muitos debates têm-se centrado no tema de se a pornografia de adultos causa crimes sexuais, observa PETERS. Ainda que este assunto da causa direta ainda esteja em debate, Peters comenta que, segundo sua experiência, a utilização de pornografia de adultos por parte de depravadores para despertar e desensibilizar suas vítimas menores é de verdade uma forma como a pornografia de adultos contribui para causar dano.

Isso é mais que uma simples opinião pessoal. Um dos apêndices do informe contém mais de 100 páginas de recortes de notícias e casos judiciais que fazem referência a como os delinquentes mostraram ou deram pornografia a uma criança ou a forçaram a olhá-la.

O informe continua explicando que as pessoas que são viciadas em pornografia requerem classes mais explícitas e anômalas de material sexual conforme avança o tempo, de forma parecida a quem sofre de vício de drogas. Assim, com o tempo, há uma necessidade crescente de mais estímulo para alcançar o mesmo efeito inicial.

Peters também observa que há uma tendência cada vez maior a reproduzir sexualmente os comportamentos vistos na pornografia. Desta forma, os consumidores de pornografia não são meros consumidores passivos, mas tendem a levar à prática os comportamentos que veem.

sábado, 31 de julho de 2010

O oráculo da verdade

Para muitos a internet funciona como a verdade e a solução para cada caso.


Já me explico.

Passada a onda do POLVO PAUL, da Copa do Mundo (quem não ouviu falar?), vemos que as pessoas buscam suas respostas através de pesquisas ao google, como se ele fosse um oráculo da verdade como foi o polvo durante a copa de 2010.

Por um buscador de como se chega ao blog, posso verificar isso constanteme[Image]nte: pessoas que chegam ao blog com as seguintes perguntas: Deixo ou não minha filha viajar com o namorado? O que faço para educar meu filho de tantos anos? Minha filha esta grávida, o que faço? Filha viajar com o namorado, sim ou não? Como educar meu marido? Vale a pena ficar casado por um filho? Mudo ou não meus filhos de escola? Deixo minha filha sair com a família do namorado? Adolescente pode permanecer fora de casa até que horas? Qual a diferença ideal entre filhos? E por aí seguem as indagações constantes e repetitivas, (interessante como nos falta originalidade nas dúvidas).

Diante de tanto questionamento a uma máquina, podemos concluir que o ser humano está carente de boas amizades, cada vez mais fechado em si mesmo e perdendo o costume de se relacionar com outras pessoas ao vivo, p[Image]rincipalmente com aquelas que têm convicções sólidas e podem aconselhar com idoneidade. Observamos ainda que a falta de conhecimentos leva a pessoa a se jogar num mundo onde a verdade pode não ser verdadeira (é necessário o pleonasmo aqui), mas o que a maioria diz. Esta será a verdade para se seguir.
Grande perigo encontra quem se conduz assim para resolver seus questionamentos da vida pessoal. Quem nos garante que o que está escrito nas páginas de pesquisa do Google é o melhor para esta ou aquela pessoa?

Precisamos garimpar na internet, caso queiramos nos basear nela para tomarmos decisões. E é fundamental procurar ajuda de forma concreta através de pessoas bem formadas, bem preparadas que possam nos orientar sem cairmos no relativismo.

Quando vamos a um médico hoje, depois da consulta, corremos ao computador para checar quem é esta figura que nos consultou, os remédios que receitou e assim por diante, criando em nós uma angustia desnecessária, tudo porque nos falta a confiança no próximo que nos fala.

Vamos pensar um pouco e ver por onde andas as nossas indagações e em quem confiamos.

sábado, 3 de julho de 2010

Filhos criados: preocupações e dores dobradas

É, filhos criados preocupações e dores dobradas. Vendo um retrato de três meninos abraçados, com o menor bem pequeno, dá uma pena de não continuarem pequenos!...

Um é mais orgulhoso, frequentemente faz brincadeiras sem graça que humilha o outro. Este é bagunceiro, o que perturba o que é ordeiro, pois compartilham do mesmo quarto. Não brigavam muito quando pequenos, só implicâncias normais de irmãos: hoje começam a se estranhar e chegam às vias de fato, o que parte o coração da mãe e tira a harmonia da família.

Por que essas coisas acontecem depois de crescidos, quando deveriam estar mais maduros e tolerantes? Ninguém consegue entender.

Nós, mães, nos perguntamos logo: “Onde foi que eu errei?" - nosso complexo de culpa aflora imediatamente e joga na superfície medo e insegurança com relação ao modo como os educamos se não fizemos de forma correta ou do melhor jeito.

É normal também dizer: Rezo tanto e isso acontece! Mas o correto seria: “Imagine se não rezasse, eles estariam se matando, com estes gênios difíceis que têm".

Na verdade, é por não nos fazermos próximos de Deus, porque, quando o jovem se afasta da sua fé, ele perde o pé e vai se afogando no mar do orgulho desmedido, nos vícios da preguiça, do imediatismo, da arrogância, e só consegue se ver como o centro do seu universo. Por isso há tanto choque.

E quando partem da briga entre irmãos e começam a atacar seus pais? Fazendo-nos crer que fomos péssimos, pai ou mãe? Normalmente a mãe é mais atacada verbalmente, por uma questão de intimidade maior. Como já dizem no popular - é a mãe!

Os adolescentes são mestres em agressões verbais, pela necessidade de agredir para conseguir seu espaço, hábeis e cruéis manipuladores do afeto dos pais. Por mais carinho que lhes ofereçamos, teimam em continuar agredindo. Só mesmo a Dra. Mannoun para nos socorrer!

Parece que o caminho continua ser esse: rezar, amar, corrigir com paciência e esperar que a graça do Pai e a vida ensinem a eles e a todos nós que a própria vida é muito curta para brigas, geralmente por motivos fúteis, e que é possível, com humildade, enxergar o lado do outro. Porque compreender significa colocar-se no lugar do irmão (de sangue ou não) e ajudá-lo a fazer o mesmo. E perdoar, se ele não consegue.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 23)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Namoro por interesse?
1 - C. L. diz: Dra o namoro da minha filha esta causando muitas brigas na família. Meu marido não gosta do rapaz, diz que ele é confiado, cara de pau e oportunista. Temos uma boa situação financeira e só esta filha, temos medo de que o rapaz só esteja de olho no dinheiro e bens. O que sugere que façamos para demovê-la desta idéia de namorar este rapaz. Ela tem 17 anos e ele 23. Ele nem trabalha e ainda esta fazendo o primeiro ano de uma faculdade mixuruca. Eu pessoalmente acho que o rapaz não é bom, mas não acho oportunista, acho sim, um cara sem muitos desejos de melhorar na vida. Muito desleixado. Obrigada desde já.
RESP: Cara Sra. C.L. Sua filha tem amigas? Convive com elas ou devido ao namora, afastaram-se? Faz esportes, estuda, viaja com os pais?
Com relação ao namoro, penso que já devem ter conversado bastante com ela e o momento agora é de silenciar. Não imaginem as pretensões do rapaz- a imaginação é traiçoeira e pode obscurecer uma observação menos apaixonada e mais real.
Acalmem-se e silenciem por algum tempo, apenas observando, esforçando-se por ser simpáticos ao rapaz, convidando os dois para saírem com vocês e assim poderem avaliar sua reações,quando estão juntos, como se comportam à mesa, como se relacionam com estranhos. Isto porque se vocês enquanto pais insistem em falar com a filha apenas o negativo do namorado e que não gostam dele, só reforçarão a posição radical dela a favor dele e contra vocês.
Se tentarem não falar, não fazer comentários deixando que ela mesma reflita, pode ser que espontaneamente ela pondere o que já foi falado pelos pais e se decida por aguardar um tempo antes de namorar.
Por outro lado, esforcem-se por abrir os horizontes do rapaz, acenando com cursos paralelos, oportunidades de estágio dentro do curso que faz, querendo ser simpáticos e acolhedores, sem pré-julgamentos.
Sobretudo, se tem uma Religião, rezem. A oração dos pais pelos filhos é sempre muito preciosa!
Estejam serenos, não dêem ao fato um caráter se drama- afinal ela é uma adolescente, filha única e certamente quer ser sempre o centro das atenções da família, mesmo que seja por algo que desagrade os pais... Um abraço e pode voltar a falar comigo se desejar. Mannoun

Falta de educação ou doença?
2 – A. diz: Dra Mannoun, gostaria de uma resposta sobre filha adolescente que enfrenta mãe, com palavras muito grosseiras e uma atitude totalmente hostil. Estou no meu limite e tudo o que eu diga gera brigas de proporções gigantescas. Já a levei ao psicólogo, psiquiatra, pediatra, e nenhum achou nada grave nela. E agora ela se nega a ir a qualquer médico. Preciso de uma luz, para agir ou para deixar tudo de lado. Agradeço sua atenção.

RESP: Olá, A. Desarme-se e não considere doença em sua filha o que é - a meu ver- conseqüência de falha educacional. Não sei a idade dela, mas a mãe necessita resgatar sua autoridade, calando-se, não discutindo nem respondendo às agressões. Silenciar - sem lágrimas ou ares de sofrimento- é sempre mostrar que não se está disposto a altercações, ao menos naquele momento. O pai não deve interferir ao presenciar cenas como as que me descrevem na pergunta, porque esta atitude só reforça o fato (diante da filha) de que a mãe não é capaz de se impor. O assunto entre mãe e filha deve ser resolvido entre elas. Sua filha deve praticar esportes, especialmente coletivos, para que aprenda a conviver, socializar-se, comunicar-se de forma saudável, utilizando na prática esportiva, as energias gastas com a agressividade. A mãe poderia procurar uma ajuda psicológica para saber como lidar a filha - que acham? Se não respondi satisfatoriamente, continuo às ordens. Atenciosamente, Mannoun

Colégio interno resolve problema de educação?
3 – M. da G. diz: Dra Mannoun, Eu vi que já há uma pergunta sobre isto, mas também é meu problema. Moro em Ribeirão Preto e minha filha de 15 anos me trata com uma agressividade muito grande. Chama-me de burra, de anta, diz que eu sou uma parasita porque não trabalho e sou dona de casa, etc. Eu me formei em medicina na USP de Ribeirão Preto, cheguei a completar a residência em cirurgia geral, mas como tivemos seis filhos (ela é a quinta) eu me dediquei ao lar e não exerci minha carreira de médica a não ser esporadicamente. Ultimamente estas agressões me fazem chorar porque é muito duro ouvir uma filha a quem amamos como mãe dizer estas coisas. Meu marido acha que deveríamos procurar um colégio interno para colocá-la até os 18 anos, eu a princípio resisti, mas estou inclinada a fazer isto. A senhora conhece alguma instituição assim?
RESP: Cara M. da G., nada de chorar, por favor! Aos 15 anos sua filha se agride a si mesma, e se usa esse palavreado, agora que está na idade de se identificar com a figura materna, pode ser que imagine não conseguir chegar aonde a senhora chegou, e não concorde em que tenha espontaneamente abdicado da profissão e do prestigio que dali poderia advir, em prol de construir uma família...
Não responda, peça ao pai que não interfira, fique silenciosa, não chore- por favor! Esta atitude só trará mais sofrimento para ambas e diminuirá sua autoridade...
Saia de perto à hora das agressões. Vá ao banheiro, saia de casa, vá para outro local- deixe-a falando sozinha para que o eco de suas palavras a ajude a refletir...
Colégio interno não é a solução. Em casa é que ela deve estar embora incomode, pois pode ser que seja exatamente o que ela deseje - mostrar o quanto suas atitudes determinam respostas dos familiares e que no fundo, ela é quem manda ou comanda... Recomendo esportes coletivos, sugeridos por alguém que tenha influência sobre ela. O contato com outras pessoas, o gasto saudável de energias, ou quem sabe, daqui algum tempo (não agora) um intercâmbio cultural?
Volte a exercer a medicina, caso lhe seja possível, num trabalho voluntário ou numa creche ou junto a idosos. Isto lhe fará muito bem e - sem dúvida- beneficiará a muitos!
Pode voltar a falar comigo. Continuo às ordens! Um abraço, Mannoun

Não quer ir a escola
4 - I. B. diz: Boa tarde.tenho uma filha de 13 anos estou passando uma face difícil com ela não quer ir pra escola mais já saiu de casa 3 vezes não sei como lidar com essa situação mais estou precisando muito de ajuda sou separada do pai dela ele não me ajuda pq moro no rio de janeiro ele mora em outro estado me ajude por favor.

RESP: Cara I.B. sua filha é única? Vocês têm familiares com que ela se entenda bem?
Quando ela saiu de casa, como foi que retornou? Alguém foi buscá-la ou voltou por conta própria? Contou onde esteve e com quem?
Estas questões são muito importantes porque sua atitude vai depender das respostas que puder dar.
Sugiro que procure um Serviço Público - conhece o NESA, um Serviço de atendimento ao Adolescente no Hospital da UERJ, no Maracanã ? Ali você pode ser atendida e expor a situação, pois há um Serviço de atendimento completo, com Assistente Social, Psicólogos, Médicos que lhe darão toda uma orientação. Como ela já saiu de casa por 3 vezes, necessitará um bom exame médico, exames de sangue, pesquisa de infecções, inclusive Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS, o que pode ser feito lá mesmo. Além disso, não querendo mais ir a Escola, o Conselho Tutelar deve ser informado porque a responsabilidade devido ao fato dela ter 13 anos é totalmente da mãe, uma vez que os pais são separados e ela está em sua companhia.
Não pense, por favor, que estou fazendo terrorismo- situações como a que me relata estão acontecendo - infelizmente! Com bastante freqüência e este é o caminho que adotamos nos atendimentos.
É preciso agir com a maior rapidez, até porque é isto que os Adolescentes esperam de nós, sem dramas, sem lágrimas, sem reclamações ou vitimismos, mas com carinho e firmeza- ATITUDES!
Geralmente dá certo e pais e filhos se acalmam, refletem, voltam a se entender porque são acompanhados por Profissionais que querem ajudar e tem preparo técnico para o fazer .
Fico às suas ordens caso queria voltar a falar comigo. ok ? Um abraço, Mannoun

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Consertos em casa

Quando escrevi o tópico ainda não tinhamos o apagão da segunda, mas vale registrar agora que teremos muitos outros consertos!!

Cada vez que meu marido resolvia consertar algo em casa, começavam logo as apostas entre nossos filhos para ver quanto tempo levaria para que ele chamasse um “faz tudo” para resolver o problema existente e mais os outros oriundos do “conserto” do pai.

Realmente, habilidades manuais nunca foram o forte dele. Mas agora ele aprendeu: Só faz consertos com o “faz tudo” ao lado, e ele só dando as diretrizes! Ainda acho que não é a melhor solução, mas aqui no Brasil existe uma grande carência de mão de obra especializada.

Estou contando isso para introduzir o assunto consertos domésticos. Um assunto que demanda tempo e muitas vezes muito dinheiro do orçamento familiar. Quando podemos evitar alguns destes gastos desnecessários, com um pouco da nossa boa vontade e dos filhos.

Por exemplo: Trocar lâmpadas – uma atividade que só requer lâmpadas novas e uma escada firme. Saber desligar o interruptor antes de começar ou o disjuntor do cômodo.
Numa casa sempre temos coisas a consertar, interruptores de abajur, lâmpadas queimadas, fio de ferro elétrico, varal com cordas arrebentadas, filtro para trocar vela ou refil, vaso sanitário entupido (criança adora jogar coisas no vaso), pias de banheiro cheia de cabelos deixando a descida da água vagarosa. E por aí vão os pequenos dissabores de cada dia em uma casa normal. Isso gera atritos e deixa, muitas vezes, o casal aborrecido por um achar que o outro deve resolver estes assuntos.

Calma! Existem “consertos” bem piores, e que aparecem quando menos esperamos.
Imaginem uma falta de água numa casa com 10 pessoas? Inimaginável? Pois existe, quando se conta com o sistema estadual de fornecimento tudo pode acontecer, pois eles não estão nem aí para nossos problemas familiares. E como nos diz a Lei de Murphy, “uma desgraça nunca vem sozinha”, logo quando falta água, a bomba que deveria puxar a água da cisterna para a caixa, também deverá faltar. Ela pifa no exato momento da maior necessidade.

Numa situação destas, de emergência o normal é todo mundo falar e todos perderem a razão. É necessária muita calma, esfriar os ânimos (com 40º de temperatura ambiente fica difícil), e buscar uma solução para cada membro da família e ao mesmo tempo um jeito de se ter água outra vez. Falo isso em causa própria, passei por isso e digo: Não é fácil! A pior falta numa casa é a da água. Tudo precisa desse líquido precioso e só damos valor quando não temos. É desanimador, ainda mais em pleno calor. Neste momento precisamos buscar forças e equilíbrio e acalmar a todos, aproveitando a oportunidade para ensinar a paciência, a tolerância e mortificação. Ver o que cada um em casa pode fazer para ajudar: tirar água da cisterna com baldes, aprender a tomar banho com um numero reduzido de vasilhas, sair para comprar água filtrada, comprar uma nova bomba, chamar um entendido no assunto, e tudo o mais que façam parte da necessidade de ter água em casa.

Passando o tempo, todos estes problemas “horríveis” serão motivos de boas risadas entre os familiares que passaram por isso. Um dia ainda sentiremos falta, por incrível que isso possa parecer, destas situações momentaneamente desagradáveis e de difícil solução.
Coloco um filminho muito legal que retrata um pouco a idéia do chefe de família nada habilidoso que quer fazer o conserto sozinho, sem a ajuda de um profissional competente.

Um pequeno adendo: Continuamos sem água! Já temos a bomba, mas o fornecimento foi cortado por conta do apagão da segunda, provocando panes na companhia de água!! Estou doida pra vir o tempo das risadas......