logo
Mostrando postagens com marcador animais de estimação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador animais de estimação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Para ter um animal de estimação em casa

Quando nossos filhos nos pedem um bichinho de estimação, se faz necessário que eles compreendam a importância dos cuidados com o animal e a responsabilidade que terão de assumir daí em diante.

Minha filha pediu um cachorro e meu filho mais velho teve a ideia de fazer ela assinar um termo de compromisso. Achei uma ótima ideia, pois assim ficam registrados, tanto sua responsabilidade com o bicho, como os cuidados que deve ter.

Segue abaixo um modelo que cada um de nós poderá fazer para conscientizar o filho ou filha de tudo que acarreta ter mais um bichinho para se cuidar.

TERMO DE COMPROMISSO

Pelo presente instrumento particular que entre si fazem, de um lado, ------------------------------------------------------------------------------ responsável pelo imóvel na Rua -------------------------, de outro lado, o(a) srta ------------------------------------------------------------------, no presente nominado -XXXX, pactuam as seguintes condições: 

INFORMAÇÕES DO ANIMAL

 A partir da assinatura deste instrumento, está concedida a XXXX acima discriminado a guarda responsável do animal com as seguintes características:
- NOME:____________________________ □Cão □Gato - SEXO: □ Fêmea □ Macho - RAÇA: ___________________________
- PORTE: ______________________________ -  IDADE:_____________

 O XXXX, neste ato, torna-se o FIEL DEPOSITÁRIO do animal acima qualificado e se compromete a cumprir as seguintes determinações:

  • 1.     Em nenhuma situação o animal poderá ser deixado sem alimentação. XXXX se compromete a colocar todos os dias a comida do  animal e água fresca, podendo delegar à terceiros, somente com autorização e supervisão do responsável.
  • 2.     A limpeza do animal, que inclui banhos periódicos, acordados entre a responsável e depositária é de responsabilidade de XXXX.
  • 3.     XXXX se compromete a treinar o animal para fazer suas necessidades fisiológicas em local apropriado e limpar eventuais dejetos colocados em locais não apropriados.
  • 4.     XXXX se compromete a levar o animal anualmente a um médico veterinário para exames de rotina, aplicar todas as vacinas devidas e ministrar vermífugos.
  • 5.     A responsável se reserva o direito de efetuar fiscalizações, exigir carteira de vacinação, verificar o cuidado do animal podendo proceder à retirada do mesmo, caso não se encontre em condições adequadas.
  • 6.     XXXX compromete-se também a zelar pela completa segurança do animal que estiver sob sua guarda e manter no animal a Coleira com a placa de identificação, que tenha o número de telefone gravado.
  • 7.     XXXX compromete-se a levar o animal para passear com a periodicidade estabelecida pela responsável.
Em caso de descumprimento dos itens acima a responsável pode aplicar multa pecuniária de R$ 5,00 por infração. Em caso de múltiplas infrações pode entregar o animal ao centro de controle de zoonoses da cidade __________________.

Assim, estando às partes justas e contratadas, assinam o presente em 2 (duas) vias de igual teor e para um só efeito.
_______________, _____de ____________de 20______.
____________________________________               _________________________________ RESPONSÁVEL                                                                         XXXX

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O cão, amigo verdadeiro.

Realmente o cão é um grande amigo do homem, nem a distância, nem o tempo fazem com que o animal esqueça-se daqueles que um dia cuidaram dele, e deram algum carinho. Sua memória é imensa.

Temos um sitiozinho no interior, e lá mora o nosso cão, um labrador preto, dócil e bonachão. Gosta de brincar com as crianças e tem uma peculiaridade: não sai dos limites do sítio; pode estar o portão aberto, ou alguma cerca quebrada, que não foge de maneira nenhuma. Ali é seu lar, e late sempre que chega alguém, apenas para avisar.

Blog, nome do nosso cachorro, é uma excelente companhia, respeita os limites, chega-se a nos para ganhar um afago e se afasta quando não queremos conversar. É o amigo desinteressado, pronto a nos agradar.

Ficamos meses sem ir ao sítio e ele não se esquece de nós, basta chegarmos ao portão para que comece a latir e a sacudir sua linda cauda preta, demonstrando sua grande amizade, mesmo sem nos ver a tanto tempo.

Meu pai tinha um Rusk siberiano, que o acompanhou por 12 anos, era interessante a fidelidade do animal; aonde meu pai fosse lá estava o Hulk, tinha até um fato curioso: todas as tardes papai se dirigia para uma varanda, ao lado da casa e lá rezava o terço. O cachorro ia junto, sentava-se ao seu lado e só levantava depois da última oração. Parecia que acompanhava tudo. Nós brincávamos e dizíamos que era por interesse, pois no final ele sempre ganhava um biscoito! Aquele bicho tornou a vida dele bem mais alegre e ajudava o tempo passar, depois que ficou viúvo.

Como seria bom que as pessoas tivessem esse amor desinteressado e ilimitado por seus amigos.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A beleza da natureza

Porque vídeos de filhotes de animais fascinam as pessoas? Não sei ao certo, mas creio que é porque mostram uma criatura que um dia será feroz, selvagem ou grande e que pequeno já mostra que não precisa que ninguém lhe ensine o que fazer.

Os filhotes de animais mostram a grandeza de Deus, que fez estas criaturas de forma tão perfeita que encantam os homens.

Veja alguns dos vídeos interessantes da internet e comece seu dia feliz









segunda-feira, 10 de junho de 2013

Do amor aos bichos - Crônica de Vinícius de Moraes

Quem, dentre vós, já não teve vontade de ver um passarinho lhe vir pousar na mão? Quem já não sentiu a adorável sensação da repentina falta de temor de um bicho esquivo? A cutia que, num parque, faz uma pose rápida para o fotógrafo - em quem já não despertou o impulso de lhe afagar o dorso tímido? Quem já não invejou Francisco de Assis em suas pregações aos cordeirinhos da úmbria? Quem já não sorriu ao esquilo quando o animalzinho volta-se curioso para nos mirar? Quem já não se deliciou ao contato dulcíssimo de uma pomba malferida, a tremer medrosa em nossa palma? 

Eis a razão por que, semanal leitor, hoje te quero falar do amor aos bichos. Não do amor de praxe aos cachorros, dos quais se diz serem os maiores amigos do homem; nem do elegante amor aos gatos, que gostam mais da casa que do dono, conforme reza o lugar-comum. Quero falar-te de um certo inefável amor a animais mais terra-a-terra, como as galinhas e as vacas. Diremos provisoriamente basta o amor ao cavalo, que é, fora de dúvida, depois da mulher, o animal mais belo da Criação. Pois não quero, aqui neste elogio, deixar levar-me por considerações éticas ou estéticas, mas apenas por um critério de humanidade. E, sob este aspecto, o que não vos poderia eu dizer sobre as galinhas e as vacas! Excelsas galinhas, nobres vacas nas quais parece dormir o que há de mais telúrico na natureza... Bichos simples e sem imaginação, o que não vos contaria eu, no entanto, sobre a sua sapiência, a sua naturalidade existencial...

Confesso não morrer de amores pelos bichos chamados engraçadinhos, ou melhor, não os levar muito em conta: porque a verdade é que amo todos os bichos em geral; nem pelos demasiado relutantes ou maníaco-depressivos, tais os veados, os perus e as galinhas-d'angola. Mas olhai uma galinha qualquer ciscando num campo, ou em seu galinheiro: que feminilidade autêntica, que espírito prático e, sobretudo, que saúde moral (...) E põem ovos! Já pensastes, apressado leitor, no que seja um ovo: e quando ovo se diz, só pode ser de galinha! É misterioso, útil e belo. Batido, cresce e se transforma em omelete, em bolo. Frito, é a imagem mesma do sol poente: e que gostoso! Pois são elas, leitor, são as galinhas que dão ovos e - há que convir - em enormes quantidades. (...) E tampouco lhes falta lirismo ou beleza, pois muito poéticas põem-se, no entardecer, a cacarejar docemente em seus poleiros; e são belas, inexcedivelmente belas durante a maternidade.

Assim as vacas, mas de maneira outra. E não seria à toa que, a
mais de tratar-se de um bicho contemplativo, é a vaca uma legítima força da natureza - e de compreensão mais sutil que a galinha, por isso que nela intervêm elementos espirituais autênticos, como a meditação filosófica e o comportamento plástico. De fato, o que é um campo sem vacas senão mera paisagem? Colocai nele uma vaca e logo tereis, dentro de concepções e cores diversas, um Portinari ou um Segall. A "humanização" é imediata: como que se cria uma ternura ambiente. Porque doces são as vacas em seu constante ruminar, em sua santa paciência e em seu jeito de olhar para trás, golpeando o ar com o rabo.

Bichos fadados, pela própria qualidade de sua matéria, à morte violenta, impressiona-me nelas a atitude em face da vida. São generosas, pois vivem de dar, e dão tudo o que têm, sem maiores queixas que as do trespasse, transformando -se num número impressionante de utilidades, como alimentos, adubos, botões, bolsas, palitos, sapatos, pentes e até tapetes - pelegos - como andou em moda. Por isso sou contra o uso de seu nome como insulto.

 Considero essa impropriedade um atentado à memória de todas as galinhas e vacas que morreram para servir ao homem. Só o leite e o ovo seriam motivo suficiente para se lhes erguer estátua em praça pública. Nunca ninguém fez mais pelo povo que uma simples vaca que lhe dá seu leite e sua carne, ou uma galinha que lhe dá seu ovo. E se o povo não pode tomar leite e comer carne e ovos diariamente, como deveria, culpe-se antes os governos, que não os sabem repartir como de direito. E abaixo os defraudadores e açambarcadores que deitam águas ao leite ou vendem o ovo mais caro do que custa ao bicho pô-lo!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

EmContando – 17 - O resgate

Por Agnes G. Milley
Voltando um pouco no tempo, quero contar uma sucessão de episódios que me emocionaram bastante.

Tudo começou na quinta-feira antes do Natal. Fazia muito calor e decidimos procurar um ar fresco na rua. Fomos até a Lagoa para ver a Árvore.   Paramos  na beira da lagoa no trecho bem em frente à Igreja Santa Margarida Maria. A Árvore estava bonita como sempre, mas dessa vez a protagonista da noite não foi ela.

Minha netinha Mariana viu a água se mexer e perguntou ao pai:
“Aqui tem peixe ?” Logo em seguida pessoas a nosso lado começaram a chamar aflitas: “Olívia, Olívia.... aqui Olívia”. Foi muita comoção, choro e desespero.  Aos poucos fomos entendendo que o movimento que Mariana vira na água era de um cachorro nadando com dificuldade.Olívia, a cachorra, era velha e cega. Por um momento de descuido da família, ela deu um passo em falso e mergulhou na água escura da lagoa. Gritos e correria se seguiram por alguns minutos até que uma jovem ligou do celular para alguém, explicando que a dona da cachorra estava passando mal e precisava de ajuda.

“Chamem os bombeiros, chamem os bombeiros” era  o que ouvíamos  além das vozes aflitas da família que continuava  a chamar por Olívia      já  engolida pela escuridão.

Não demorou muito e és que surge um barco todo branco engalanado com luzes vermelhas e azuis, tripulado por vários homens dispostos a achar a Olívia. Era o barco de apoio à Árvore. Ele  circulou pela lagoa, lanternas piscaram, o mangue foi vasculhado, mas nada de Olívia.

Chegaram os bombeiros também  . Alguns  homens ficaram na margem, outros no manguezal e mais   dois  se juntaram  aos do barco.  Cada folha que caía, cada pio de ave ou batida de onda era um sopro de esperança. Confundia-se qualquer som com o  possível gemido de Olívia cansada.

Os corredores, ginastas e ciclistas curiosos, aos poucos, se retiraram. Os que ficaram tentavam consolar os donos da cachorra. Mariana não perdia as esperanças. “Ela pode estar viva ainda”,   murmurava  baixinho e não quis vir embora até saber o desfecho da busca.

Subitamente, lá do meio da lagoa vieram  gritos de vitória. Olívia estava viva.  Os homens do barco  ganharam o dia, a dona de Olívia ajoelhou-se abraçada a seu animalzinho e os agradecimentos e votos de Feliz Natal foram os mais sinceros e calorosos que eu jamais poderia imaginar. Olívia, agora de coleira, caminhava satisfeita, ignorante das emoções que  acendera durante aquelas quase duas horas.

Na manhã seguinte dei falta de minha carteira de dinheiro. Não consegui entender como alguém poderia ter me roubado na noite anterior. Mistério! Nenhum de nós três conseguiu lembrar-se de  alguma situação que pudesse ter favorecido um batedor de carteira.

Telefonei para os bancos, cancelei meus cartões e fui à delegacia para registrar a perda de minha carteira de identidade e CPF. Já mais calma, em casa, atendi o telefone. Um voz  rouca se identificou como  dono da banca de jornal onde paramos na noite anterior para beber água.

Ele disse: “ Hoje cedo, quando abri a banca, achei uma carteira.  Encontrei  nela um cartão com esse telefone. A senhora é a dona Agnes? Se a carteira é sua pode vir buscá-la. Vou ficar aqui o dia todo. Um bom dia para a senhora”.

De fato foi um bom dia. Com a Olívia e minha carteira salvas eu só pude agradecer tamanha solidariedade quase nas vésperas do Natal.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Animais de estimação, não veneração

Por Maria Teresa Serman

Animais podem e, na minha opinião, devem, se possível, fazer parte do ambiente familiar. Porém, andam acontecendo exageros, de casais que substituem filhos por animaizinhos; de gente solitária que os cria como seres humanos, mimando-os demasiadamente, como fariam com crianças; de famílias que acabam sendo "invadidas" por bichinhos tornados inconvenientes e abusivos.

Estes devem ser disciplinados e tratados com autoridade, como animais que são. Por outro lado, são dependentes de nossos cuidados, atenção, higiene e profilaxia de doenças. Os animais domésticos são fonte de afeto, mas requerem responsabilidade de quem os assume.

Para as crianças, funcionam como amigos e retribuem generosamente o carinho que estas lhes dedicam, ensinando-lhes, assim, a amar desprendidamente. Como as próprias crianças, necessitam de uma rotina saudável, com hora para alimentação, lugar para fazer suas necessidades, banhos regulares e vacinação atenta.

Cães ficam mais tranquilos se levados para passear, pois mesmo os mais pequenos precisam de exercício e socialização. Também seja regular no carinho que dispensa a seus bichos, pois mudanças de comportamento vão entristecê-lo, e comprometer sua saúde.

Por fim, é preciso lembrar que têm uma vida relativamente curta, e se preparar para sua partida, quando já estiverem mais velhos. Aí, como nós humanos, certamente darão mais trabalho. Tenhamos paciência, e nos lembremos de como nos foram fieis e dedicados durante nossa mútua convivência.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Reflexão sobre a defesa dos animais

Por Rafael Carneiro Rocha

O discurso dos grupos de defesa dos animais é polêmico. A tentativa de humanização dos animais, ou de torná-los iguais a nós no amplo contexto biológico do planeta causa, com razão, muito estranhamento. O ser humano tem uma dignidade superior, de modo que se tivéssemos de escolher entre salvar a vida de uma pessoa ou de um animal, não deveríamos ter a menor dúvida em optar pela vida humana.
A partir desta dignidade superior, que a tradição religiosa nos ensina, de uma forma muito bonita, como semelhança dos homens ao Criador, é que somos seres de linguagem, de cultura e de pertencimento inteligente ao mundo. Não existe nada parecido com o espírito criativo humano. Em nosso espírito, temos uma noção nata da maldade e é desta perspectiva exclusivamente humana que os grupos de defesa dos animais se sensibilizam com maus-tratos.
A defesa dos animais é uma projeção da humanidade em criaturas que pertencem ao mundo natural. Até mesmo a defesa que alega um certo panteísmo, ou seja, que seríamos partes que se somam em um só planeta, apresenta um ideal de pertencimento tipicamente humano. Para mim, este panteísmo não é razoável, mas é um argumento que se pretende "racional" e, neste sentido, ele é típico do pensamento humano.

De qualquer forma, eu penso que os grupos de defesa dos animais poderiam reinventar os seus discursos partindo, simplesmente, de que as coisas da natureza precisam ser respeitadas, porque foram criadas por Deus. Claro que o respeito aos animais estaria num grau inferior ao respeito pelos homens, porque se criamos uma categoria de defesa dos animais, isto já implica que pretendemos um domínio, nem que seja da ordem do pensamento, perante aquelas criaturas.
Outra sugestão para os defensores dos animais é que se atentem também para uma "ecologia humana". Que tal a defesa de toda uma "natureza humana"? Que os nascituros possam nascer sem a violação artificial dos abortos, que a vida sexual de marido e mulher possa existir sem intromissões de artifícios de controle médico... As premissas humanas nos dizem muito respeito e o tempo da militância precisa ser bem ocupado. Vamos defender, sim, os filhotes das baleias e das tartarugas, mas só depois que emprestarmos nossos esforços para o bem dos homens.

domingo, 3 de outubro de 2010

São Francisco – protetor dos animais e amigo dos pobres

Por Maria Teresa Serman

São Francisco de Assis era filho de uma abastada família de comerciantes da cidade que lhe deu o nome. Aos 20 anos abandonou luxo e riqueza para servir doentes e pobres. Um dia, quando meditava, ouviu uma voz que lhe dizia: "Vá escorar minha igreja, que está desabando". Pôs-se, então, a reconstruir igrejas em ruínas, nas imediações. Depois entendeu que a ordem se referia à Igreja fundada por Jesus, que estava se deixando levar pela ganância e fausto.

Renuncia definitivamente aos bens familiares aos 25 anos e inicia sua vida religiosa, como eremita e pregador. Francisco buscou assemelhar-se a Cristo, e o conseguiu fisicamente até, com o recebimento dos estigmas (chagas da crucificação). Adotou a pobreza evangélica, dedicando-se especialmente aos pobres e doentes. Seu exemplo lhe trouxe muitos seguidores e, em 1209, Inocêncio III aprovou a Ordem Franciscana. Foi ordenado diácono, mas sua humildade evitou que aceitasse o sacerdócio completo. São Francisco de Assis foi consagrado o patrono maior da Itália pelo papa Pio 12.

Destacou-se também pelo amor à natureza e às criaturas de Deus, sendo por isso considerado o protetor dos animais. Compôs o belíssimo Cântico das Criaturas e a poética Oração de S. Francisco, que resume o seu carisma de desapego total e amor incondicional ao próximo, como seguidor do Mestre.

Cântico das Criaturas
"Louvado seja Deus na natureza, Mãe gloriosa e bela da Beleza,E com todas as suas criaturas; Pelo irmão Sol, o mais bondoso E glorioso irmão pelas alturas,O verdadeiro, o belo, que ilumina Criando a pura glória - a luz do dia!
Louvado seja pelas irmãs Estrelas, Pela irmã Lua que derrama o luar, Belas, claras irmãs silenciosas. E luminosas, suspensas no ar.
Louvado seja pela irmã Nuvem que há-de Dar-nos a fina chuva que consola;Pelo Céu azul e pela Tempestade;Pelo irmão Vento, que rebrama e rola.
Louvado seja pela preciosa, Bondosa água, irmã útil e bela,Que brota humilde. É casta e se oferece A todo o que apetece o gosto dela.
Louvado seja pela maravilha Que rebrilha no Lume, o irmão ardente, Tão forte, que amanhece a noite escura, E tão amável, que alumia a gente. (...)
Louvado seja pelos que passaram Os tormentos do mundo dolorosos, E, contentes, sorrindo, perdoaram; Pela alegria dos que trabalham, Pela morte serena dos bondosos.
Louvado seja Deus na mãe querida, A natureza que fez bela e forte:
Louvado seja pela irmã Vida
Louvado seja pela irmã Morte.
Amém.

sábado, 17 de julho de 2010

O melhor amigo da criança

Não há dúvida de que o cão é uma excelente companhia para as crianças. Mas o importante é saber escolher bem a raça, para que possa de fato ser um bom companheiro, sem agredir a garotada...
Existem cães que são ótimos amigos e companheiros e fazem parte das histórias de muitos adultos que hoje já nem tem mais tempo para bichos em suas vidas.

Vejamos alguns que são bem dóceis e servem bem a seus donos:

Basset Hound -
é uma raça preguiçosa, não é de brincar muito e não suporta a solidão, aguenta o tranco de puxões de orelhas e rabo.

Beagle - meio teimoso, precisa aprender desde cedo as regras e limites da casa; deve-se tomar cuidado com a obesidade, um companheirão para todas as horas: gosta de brincar, passear, está pronto pra tudo.

Terrier - por seu focinho achatado, deve-se tomar muito cuidado com altas temperaturas, que podem até ser fatais, muito companheiro também, adora uma agitação. Muito brincalhões, fácil de cuidar, resistente, também faz a guarda da casa.

Cocker - ambos precisam de cuidados com a pelagem, sendo maiores no Americano, e têm tendência a obesidade, brincalhões e afetuosos.
Schnauzer miniatura - encrenqueiro com outros cães e um bocado latidores, brincalhões, não soltam muito pêlo e obedientes

Collie - exige muita dedicação do dono, devendo viver em ambientes amplos e com muito estímulo; possuem muita energia, uma super babá, além de bem brincalhão,se cansam muito tempo depois das crianças já terem se cansado de brincar.

Boxer - por ter focinho achatado, deve-se tomar cuidado com as altas temperaturas; uma das raças mais predispostas ao câncer, uma babá e tanto para as crianças e muito brincalhões.

Old English Sheepdog- se mantido com a pelagem comprida, requer muitos cuidados, a raça é muito paciente com os pequenos e nada agressiva
Poodle Gigante e Médio - precisa ser tosado periodicamente e controlar para não ficarem obesos; praticamente não soltam pêlos, não têm cheiro e são excelente companheiros
Labrador- precisa se exercitar para não ficar entendiado e destrutivo; controlar o peso, outro conhecido cão que é excelente para a família

Agora segue um filminho, que consegui no blog Gato Mia, que exemplifica bem a amizade entre criança e cachorro.

domingo, 25 de outubro de 2009

Filme - para ver em família : Marley e Eu

Marley & Eu: mais que um filme sobre as encrencas de um cachorro
À primeira vista, parece ser apenas mais um filme de comédia sobre um levado cão e suas aventuras. Mas o filme é muito mais do que as engraçadas e divertidas cenas em que o cão Marley destrói sofás, engole um colar que foi presente de um marido apaixonado, corre enlouquecidamente pela praia, derruba a adestradora e é expulso do adestramento por mau comportamento. É acima de tudo a história de uma família.

Antes de terem o primeiro filho, John e Jenny, um jovem casal apaxonado, resolvem comprar um gracioso filhote de labrador, mas não imaginam o animal que o filhote iria se transformar. Marley seria chamado de “o pior cão do mundo”!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

As vantagens de um bichinho de estimação para o desenvolvimento das crianças

Márcia Ribeiro Oliveira
http://gatomiabr.blogspot.com

A existência de uma relação afetiva entre os animais e os humanos é comprovada cientificamente há muitas décadas. Mas, quem convive com bichinhos, sabe que não é necessária nenhuma pesquisa para ter certeza de que eles efetivamente se envolvem de uma maneira muito especial com quem os acolhe com carinho.

Enquanto reduzem as chances de os adultos desenvolverem problemas de coração e aumentam a expectativa de vida dos idosos, os animais de estimação trazem inúmeros benefícios às crianças.
Ter um bichinho em casa contribui significativamente para o desenvolvimento afetivo dos pequenos. Ao perceberem que estão diante de um ser vivo, e não de um brinquedo, as crianças passam a entender que precisam conter sua agressividade e tratá-lo com carinho, assim como protegê-lo e sempre zelar pelo seu bem-estar. Sem falar que elas se sentem ainda mais amadas, já que um bichinho bem tratado tende a retribuir com muito afeto todo amor que recebe.

Os bichinhos também aumentam o senso de responsabilidade e ajudam a criança a criar laços de solidariedade: eles têm suas necessidades específicas (comer, fazer suas necessidades, descansar), são inteiramente dependentes de seus humanos, nem sempre estão disponíveis para brincadeiras, exigem cuidados especiais (tomar banho, tomar vacinas, passear)... Sem contar que cada animal tem uma personalidade e características individuais que precisam ser respeitadas. Dessa maneira, o convívio com o bichinho funciona como um "ensaio" para a vida e como um aprendizado para lidar com os limites que existem nos mais diversos tipos de relacionamentos.

Para os mais tímidos, o animal pode contribuir para elevar a autoestima e aumentar a sociabilidade, atuando como um pretexto para criar novos vínculos. Ao levar seu cachorrinho para passear, por exemplo, a criança tem a oportunidade de conhecer outras pessoas que também se interessem por animais, e, assim, fazer novas amizades. Além disso, o cãozinho vira assunto para novas conversas, o que estimula o exercício da comunicação e faz a criança se sentir encorajada a interagir mais.

Além de ser uma companhia para todas as horas, os animais também ajudam a lidar com uma questão que, normalmente, ainda não é bem compreendida nesta faixa etária: a finitude da vida. Ao conviver com um bichinho, a criança percebe que ele cresce, adoece, envelhece e, inevitavelmente, morre um dia. Com a perda, ela aprende a lidar com sentimentos novos, a desenvolver estratégias para superar a dor emocional e, assim, passa a entender melhor a ordem natural das coisas.

O amor incondicional e a fidelidade dos bichos (principalmente cães e gatos) também podem ser uma lições para os pequenos e para toda a família, que, segundo pesquisas, tende a ser mais unida e a conversar mais quando tem um animal de estimação em casa.

Enfim, apesar de todos os seus inúmeros benefícios, a decisão de adotar um animal deve ser bem ponderada, pois não se trata de um brinquedo nem de um bem material que pode ser descartado caso a criança ou a família se enjoe dele: o bichinho deverá ser sempre um motivo de felicidade, e não somente enquanto é filhotinho ou até as primeiras dificuldades aparecerem. Todos na casa devem estar de acordo com a sua chegada, principalmente os adultos, que serão inevitavelmente os maiores responsáveis por ele (tanto financeiramente quanto no que diz respeito aos cuidados que o animal exigirá ao longo da vida).

Além disso, para que a convivência seja harmoniosa, é necessária uma boa supervisão por parte dos pais, principalmente, nos primeiros meses de adaptação do bichinho em casa. Neste período, as crianças devem ser orientadas sobre como tratá-lo adequadamente e o bicho deve ser educado para ter noção de seus limites (eles aprendem muito rápido!). Aos poucos, ele irá se adaptando ao cotidiano da família, criando laços de amizade e conquistando todos de uma maneira muito especial e sincera.