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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Vidas mais saudáveis com equilíbrio ecológico e financeiro dentro do Lar

Por Patrícia Carol Dwyer

"Um dia destes, assisti a uma matéria na Globo Mundo(Notícias), que falava sobre os bons e produtivos exemplos que estão sobressaindo, especialmente em Nova Yorque, de pessoas que entram no mercado de RECICLAGEM, e dos que criam HORTAS COMUNITÁRIAS nos telhados dos próprios prédios residenciais e de algumas empresas. Há lojas que estão divulgando novas formas de vender produtos reciclados ou mesmo novos, de RESÍDUO de OBRAS GRANDES que lhes são oferecidos, e que são revendidos com até 70% de barateamento nessas lojas "eco-conscientes". Elas não têm em si apenas um interesse lucrativo para enriquecimento de seus donos, mas acabam rendendo muito com as vendas, sendo procuradas por pessoas que normalmente, por não terem condições financeiras para gastar na aquisição de peças novas ou caras, agora já podem contar com esse tipo de produtos doados (na maioria novos em folha, que, se ficassem trancados nos porões de empresas sem serem utilizados, acabariam estragando...) .

Esses novos empreendedores que investem nessa linha de recuperação e venda de produtos reciclados têm assim uma forma de expandir seus investimentos, além de criarem uma corrente de novos empregos, treinando mão de obra como vendedores, e dando oportunidade à pessoas com aptidão para restauração de móveis ou objetos artísticos, entre outros.

Por exemplo, é possível montar uma cozinha novinha e funcionando perfeitamente, só utilizando peças como armários e eletrodomésticos novos, apenas repintados, caso tenham algum amassado ou arranhado na pintura. Este utensílios, antes parados estragando em depósitos de fábricas ou empresas, trazem, dessa forma, a possibilidade de se mobiliar residências e escritórios, academias, totalmente com esse tipo de doação feita por empresas e particulares a esses lojistas empreendedores. Aqueles que doam material para as lojas repassarem estão com isso, não apenas protegendo os recursos naturais, ao evitar acúmulo de lixo, que levaria anos para se degradar, mas também aumentando as oportunidades de trabalho para muita gente desempregada. Contribuem ainda para baratear a montagem de academias de ginástica e centros de reabilitação, usando materiais reaproveitados, que, bem trabalhados e adaptados, facilitam aos clientes com menos recursos financeiros de frequentarem esses locais. Chegam a aproveitar até pneus novos, para a reconstrução de equipamentos para ginástica, sem terem que cortar mais árvores ou danificar florestas e regiões inteiras no mundo, atrás do enriquecimento pessoal.

Nos Estados Unidos, tanto particulares autônomos quanto empresas estão se engajando nessa nova perspectiva de criação de trabalho através da economia e da proteção da natureza. Esse "boom" no reaproveitamento de materiais lá, país antes tão rico, é fruto daquilo que se diz sobre "fazer uma limonada com o limão que nos dão..." ou algo do gênero: se não houvesse uma crise dramática de falta de empregos para jovens, e também da necessidade de diminuir gastos em famílias endividadas pelos extensos financiamentos de moradia, que hoje se transformaram em pesadelo, talvez essas iniciativas não tivessem acontecido, e por tabela, ajudando a proteger o planeta!

Essa reportagem trata de um tema bem atual, e é muito inteligente essa nova postura de oferta de trabalhos alternativos, na área da RECICLAGEM e da CRIAÇÃO DE HORTAS DOMÉSTICAS, aproveitando os telhados dos prédios, já pesquisados e adequados, para que não causem danos à estrutura original dos mesmos. A venda desses produtos mais saudáveis é muito fácil, tanto em quitandas quanto diretamente a particulares, dentro do espírito "criados por vizinhos, para os vizinhos". Sem aplicação de produtos químicos e não causando danos à saúde das pessoas que compram ali mesmo na vizinhança seus alimentos naturais, preservam o ambiente ao redor desses prédios, e diminuem custos com energia, pelo aproveitamento da luz solar e de água da chuva para a rega, além de evitar o transporte a locais distantes e o consequente uso de combustíveis tóxicos.

Finalizando, uma das maiores vantagens dessa utilização dos próprios edifícios no aproveitamento dos terraços e coberturas, é que o teto solar transparente instalado para proteção da produção da horta doméstica absorve e aproveita energia solar, barateando o custo mensal dos moradores com eletricidade. E não é pouca coisa!!!

Um comentário:

marco aurelio tadeu luchetti disse...

Gostei, é fantástico, pelo menos lá eles levam a reciclagem a sério

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