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sábado, 11 de dezembro de 2010

Sobrevivi pra contar como foi meu último Natal

Por Maria Teresa Serman
Eis que se aproxima a grande festividade do mundo cristão e o meu teste anual de sobrevivência na selva. Tenho passado com louvor, ano após ano, mas com sequelas sensíveis e preocupantes na minha coluna, em seus segmentos e derivados.

Preocupantes para mim, pois os demais humanos que me cercam não parecem nada conscientes dessa deterioração. Não quero dar a impressão de que fico assustada com a proximidade do Natal; não, de maneira alguma. A alegria do nascimento do Salvador é comunicativa, e a comemoração deve ser à altura da grandeza da data.

Sempre procuro me concentrar na proclamação dos anjos aos pastores: "Paz na terra aos homens de boa-vontade!". E boa-vontade nunca me falta, beirando até, eu diria, um otimismo debilóide que me faz acreditar que ESTE Natal vai ser menos cansativo.

Uma sábia amiga, muito conhecida neste blog, há anos tenta me ensinar que devo antecipar os preparativos culinários - este é o meu desafio natalino. Muitas pessoas vão à minha casa na véspera e no dia 25 também. Só eu preparo a ceia e a pós-ceia. A razão dessa exclusividade peço licença para omitir, por discrição conjugal. Enfim, é um programa de índio vestido de Papai Noel, podem ter certeza!

No ano passado até consegui antecipar alguns quitutes congeláveis, cujas receitas minha prestimosa amiga me encaminhou. Deu certo, mas não dá pra congelar tudo, então o trabalho continua enorme. Se alguém tiver uma receita confiável de rabanadas congeladas, por favor envie agora!

Os filhos ajudam, sim, no intervalo de seus inúmeros amigos-ocultos e saídas de comemoração. Acham que eu deveria encomendar tudo, e, ouvindo-os falar assim, chego a
suspeitar de que meu nome está incluído em alguma lista de milionários da Forbes. O marido se guarda para a interminável lavagem de louça, de que é titular indiscutível.

Enfim, o grande lucro dessa tremenda azáfama é poder agregar toda a família em volta do Presépio, agradecendo a Jesus Menino por todas as Suas Graças deste ano que termina, e oferecendo o trabalho, o serviço, a boa-vontade por todos aqueles que O conhecem, mas andam distantes dEle; pelos que ainda não Lhe foram apresentados; por todos nós, que buscamos vê-lO nos outros. Não se pode reclamar de cansaço quando o fruto é dulcíssimo e abundante. E quem está reclamando??? Eu???!!!

2 comentários:

Bruno disse...

Ah, mãe, pára de show!
Vai ficar reclamando de fazer meia tonelada de pernil e 350 rabanadas?!

Depois disso, só falta falar que criar 5 filhos dá trabalho...

Mª Teresa disse...

Se for avaliar, dá menos trabalho e confusão do que a ceia, rsrsrs, bj

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