logo

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Recebendo os amigos com carinho


É muito bom recebermos amigos em casa e estreitar mais ainda os laços de amizade entre as famílias.Porém, muitas vezes não temos ideia do que fazer ou de como criar um momento agradável para nossos convidados. Assim sendo, lembrei-me de um casal,  grandes amigos que sempre nos convidam para uma visita e nos fazem coisas deliciosas.

Estes dias fomos a casa deles para uma noite de pizzas, foi genial! Nosso amigo preparou tudo, um excelente pizzaiolo, fez vários tipos de pizza, com massa bem fininha e crocante, servindo tudo com vinho, um Prosecco,  italiano, para as pizzas de camarão e de salmão, e vinho tinto, Cabernet Sauvignon, chileno,  para as outras pizzas. E o carinho da nossa amiga estava presente na linda mesa que arrumou para nós.

Além da comida deliciosa, tivemos uma noite muito agradável, com conversas alegres e pudemos colocar nossos assuntos em dia. Falando dos filhos, dos sonhos, das viagens, e de todas as nossas atividades familiares e de trabalho. A noite passou rápido, tamanha foi a nossa diversão.

Este mesmo casal já nos proporcionou outras ocasiões bem alegres e passo aqui algumas das ideias que tiveram:

Noite de comidinhas – tudo em pequenas porções e pequenos pratinhos – arroz marroquino, barquetinhas recheadas, espetinhos de salmão e abacaxi, e muitos outros quitutes, tudo em copinhos pequeninos ou espetinhos descartáveis. Além de ficar bonito e prático é fácil de servir e de comer. Agradando a todos os paladares. Tendo como sobremesa pequeninas mouses de chocolate meio amargo.

Queijos  e vinhos – com queijos como: gouda, gorgonzola, brie, provolone, parmezão ; frios e vários tipos de pães, com vinho  tanto o tinto como o branco, podem ser bem apreciados nesta ocasião. Aqui vale lembrar o quanto é delicado levarmos algo para os anfitriões, como um bom vinho ou uma sobremesa ou até flores.

Noite alemã – Servindo tudo numa belíssima mesa, muito bem arrumada, comidas típicas alemãs, como salsichas de vários tipos, chucrute, kassler (costeletas de porco defumadas), batatas à moda alemã e um purê de maçã. A sobremesa, um strudel delicioso.

Podemos criar ocasiões deste tipo ou o que mais a nossa imaginação puder para receber nossos amigos em casa. Com carinho e mostrando o quanto são importantes para nós, com a maneira de tratá-los. 

Uma dica a mais: colocar um bico de metal na garrafa do vinho, é bom para servir e ao mesmo tempo facilita não pingar vinho na toalha limpinha.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dinheiro em casa – Sente à mesa e converse...


Por Eduardo Pereira – Economista.
Há anos atrás, assisti a uma reportagem do programa “Globo Rural”, sobre a agricultura na Suíça. Basicamente se tratava de agricultura familiar. Em certo momento, o repórter brasileiro acompanha a discussão familiar sobre a necessidade de adquirir um novo trator - a conversa ocorreu na mesa.

Ao longo dos anos, tenho percebido que as famílias que administram bem as suas finanças, bem como os seus membros individualmente, falam abertamente sobre dinheiro: um sabe o que o outro faz. Seja uma conversa na mesa, ou a caminho do trabalho, da escola, marido e esposa, pais e filhos, compartilham decisões, que ora estão baseadas em necessidades, ora em desejos... Mas gosto de pensar na mesa... após um café, após um jantar... as pessoas se olham...

É muito fácil fazer contas: se você toma um cafezinho diariamente numa boa padaria após o almoço do trabalho, e resolve abrir mão dessa regalia, tomando somente o café requentado da empresa em que trabalha, pode economizar uns R$80,00 por mês (dependendo da padaria é claro...), cerca de R$960,00 em um ano, e respeitáveis R$28.800,00 ao fim de 30 anos, somente por conta dos cafezinhos que não tomou.

É claro podemos adotar outras práticas, sem sermos tão radicais, mas o exemplo mostra o benefício de adquirir o hábito de poupar, de se fazer uma reserva financeira. Pensemos na frequência de certos jantares fora de casa, ou certos itens da moda, que de uma só vez pagam dezenas de bons cafezinhos...  

Mas, onde está a dificuldade?
O dinheiro é uma imensa fonte de satisfação; pode-se afirmar, que,         no momento em que se ganha ou se gasta o dinheiro com algo que se deseja, se obtém uma pequena “felicidade”, e que fique claro, uma felicidade meramente fisiológica... 

É por conta dessa realidade que as famílias devem sentar à mesa e conversar. Os métodos podem variar, mas é de praxe se estipular uma mesada para os filhos e orientá-los tanto como gastar, como estimulá-los a poupar. Por exemplo: se um dos filhos deseja comprar um equipamento de jogo eletrônico no fim do ano, pode-se sugerir ao garoto, eliminar parte dos gastos com  a mesada, até atingir o valor desejado.

Esse tipo de disciplina pode ser adotado também quando os filhos conseguem o primeiro emprego: neste caso, os sonhos costumam ser mais altos, como um automóvel ou uma viagem para o exterior. Um filho ou uma filha mais jovem pode atender a um conselho dos pais, de abrir uma conta de poupança logo no primeiro salário. 

Nestes tempos de crédito fácil, é bastante deseducador para um jovem utilizar muito cedo um cartão de crédito, uma vez que essa prática induz a pessoa a perder o saudável hábito de fazer pequenos sacrifícios no consumo pessoal para poder ter algo depois. 

É preciso se dar conta de uma coisa: o crédito abundante e sem critério induz as pessoas a desejarem tudo para agora, e isso gera ansiedade e descontrole, e faz os adultos se comportarem como crianças mimadas.

A essa altura, penso que está respondida a pergunta sobre a dificuldade de poupar: uma combinação de estímulo ao consumismo nos dias atuais, com a ansiedade, que exige a satisfação cada vez com maior rapidez.

Voltando à mesa da família...
Ao redor de uma mesa, os pais podem conversar diante dos filhos, sobre pequenas decisões compras para a casa, não tanto para saber a opinião deles, mas para tornar natural o hábito de dizer: “necessito comprar isto”, ou “desejo comprar aquilo”... boa ocasião para educá-los, mostrando a diferença entre  necessidade e desejo.

O que vale para o dinheiro, vale para muita coisa na vida: Se alguém numa família, esconde aspectos da sua vida financeira, seja porque está muito boa, seja porque está muito ruim, há uma grave deformação no comportamento deste marido, desta esposa, ou desse filho.

Sem procurar transformar uma família num quartel, pois os Pais não são Generais, pode-se dizer aos filhos que aquele tênis ou aquela bolsa que custou tão caro no ano passado, não deve ser encostado ou trocado agora, por mero capricho, ( talvez deva se fazer algumas concessões às meninas....rsrsrs ) pois pode estar na metade ou na terça parte da sua vida útil. Usar até quando estiver em condições de uso: esse costume por si só ensina muita coisa sobre economia, ansiedade, pobreza e desprendimento.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 152)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – A. diz: Dra , um tratamento psiquiátrico é razão para impedir um casamento? Minha filha tem 19 anos e o noivo nem sabe que ela teve e tem esse tratamento semanal. Ela faz questão de não contar. Ela foi diagnosticada com um TOC. Ela acha que se contar ele vai achar que é doida e vai desistir de casar.

RESP: Caro (a )A.
 Se o noivo de sua filha a ama de verdade, certamente compreenderá e apoiará um tratamento que só pode ser benéfico para a vida de ambos! E ficará feliz por ela se tratar (para bem da família que formarão) e por confiar nele, não ocultando um fato de tal relevância na sua vida. Por que ocultar e faltar à sinceridade não revelando, com toda simplicidade o tratamento que faz hoje e que talvez deva ser mantido mesmo após o casamento? Não contar pode ser a demonstração de que ela não deposita nele a confiança que deveria ter...

Um relacionamento saudável não deve ter espaços ocultos, porque destrói e abala a confiança mútua! A verdade é e será sempre um BEM e o melhor caminho a ser seguido!

Com todo carinho, sem rodeios, animem sua filha a ser muito sincera e verdadeira, explicando como se sente e porque buscou um tratamento, até porque seu noivo já deve ter percebido o jeito dela ser, que não é - de modo algum - algo de que deva se envergonhar! Quantos de nós temos um pouco dessa síndrome, que só há bem pouco tempo começou a ser melhor conhecida, diagnosticada e tratada com sucesso !
Ânimo e Boa sorte!
Fico às ordens, Mannoun

domingo, 5 de agosto de 2012

Biscuits - pãezinhos fofinhos

Por Patricia Carol Dwyer
Minha mãe sempre fazia este quitute pra gente, desde pequenos, e passou a ser receita "de família".
 Falando assim, até parece algo muito importante, mas o que é melhor de tudo, é que além de econômica(principalmente quando a gente tem um "batalhão de famintos" pro lanche ou café da manhã !), é fácil e rende bastante, e querendo, a gente dobra a receita!

Ingredientes:
 2 xícaras rasas de farinha de trigo
 4 colheres rasa de chá de fermento
 1 colher rasa de chá de sal
4 colheres de sopa rasas de margarina
1/2 xícara de leite, ou o suficiente para fazer um barulhinho chamado "Plick!" quando se está amassando com as mãos, abrindo bem os dedos (É verdade sim! A gente  escuta esse som na  hora que a massa chega a ficar bem misturada, e dar esse "ponto" do PLICK).                 

Modo de fazer: Coloque numa tigela mais funda a farinha, o fermento e o sal.  Junte a margarina e vá amassando de leve, abrindo e fechando as mãos, mas além disso ESTICANDO BEM OS DEDOS para dar mais jeito de entrar AR na massa, até ficar uma farofa grossa. Assim que der o "PLICK", é só colocar às colheradas de sopa bem cheias num tabuleiro ligeiramente untado, afastadas um pouco pra não emendar os biscuits. Assar entre 15 a 20  minutos em fogo médio(vai depender do forno, mas sempre é bom ficar de olho pra não queimar).

 Dá uns 12 a 14 biscuits, e querendo, é só repetir a receita quantas vezes quiser pra mais gente comer no lanche! Pãozinho fofo que dá pra cortar no meio, sem separar completamente, e encaixar uma fatia pequena de queijo, presunto, ou até só com geleia!

Só de escrever já me deu água na boca! Acho que vou pra cozinha!

sábado, 4 de agosto de 2012

Fazendo um puf reciclado


Nessa onda de reciclagem, é muito bom aprender a utilizar coisas que já não nos servem mais. E, quando vamos trocar os pneus do nosso carro, podemos fazer um belo objeto para colocar na varanda da casa ou na sala de TV, como mais um apoio para sentar ou até servir de mesinha na hora de um aperto.

A cada dois pneus faremos um puf confortável, e sabendo escolher a cor, combinará direitinho com o ambiente a ser usado. Recebi esta dica por email.
 Segue o modo de fazer:


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Importância da atuação do pai junto aos filhos

Por Maria Teresa Serman

Interessante a palavra atuação... Refere-se, é óbvio, ao ato de atuar, agir, mas pode também significar exercer pressão. Quanto a agir, se faz por palavras e atos, por ensinamentos e exemplos, e estes últimos realmente exercem pressão, subliminar ou diretamente, consciente ou inconscientemente. E a pressão da figura paterna é constante, permanente e indelével. Significa que sempre usufruiremos dessa influência, que a todo momento importante da nossa existência nos reportaremos a ela, e que devemos nos esforçar, para nosso próprio bem, e do afeto que precisamos ter por nossos pais, por mantê-la acima do puro sentimentalismo e apesar dos efeitos talvez nocivos que porventura sofremos.

Pais e mães são humanos, passíveis de erros, mínimos, efetivos e graves, de acordo com sua própria história e condicionamentos. Quando os filhos, geralmente já adultos e amadurecidos, percebem isso, ainda que lhes custe, conseguem desculpá-los e encontrar a paz necessária para eles mesmos serem melhores. Não devemos somente aprender com os próprios erros, mas com os de quem que nos procedeu e dos que de nós descendem - pais podem, e devem, aprender muito com os filhos.

Hoje em dia, por efeito da mudança no contexto profissional das mulheres, que acumulam, em sua grande maioria, o trabalho externo e o interno, os homens foram obrigados a se posicionarem de modo diferente daquele que historicamente agiam. Dividem mais o cuidado com a casa e os filhos; participam com intensidade e frequência das atividades escolares das crianças; assumem papéis que antes lhes eram alheios. Isso é bom, desde que um pai atuante não signifique o suprimento da mãe ausente.

Li uma vez na revista Seleções há bastante tempo, mas jamais esqueci, que o melhor que um pai pode fazer por seus filhos é amar a mãe deles. A fidelidade aos votos do casamento, a dedicação à família, são aspectos preciosos que entram na memória afetiva e nos conceitos morais dos filhos para sempre. Nestes tempos de tantos casamentos desfeitos e lares desmembrados, com filhos de vários pais e mães, é vital que a figura do pai não se enfraqueça, que ele não seja só o "amigão", mas o timoneiro do barco familiar, o condutor de mão firme e coração atento da formação e educação dos filhos.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A lenda do vaga-lume


As lendas são muito boas para exemplificar as atitudes do dia a dia que fazem bem para nossa vida. Segue, então, uma lenda que nos leva a pensar sobre a inveja e o que devemos fazer diante dela.

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume. Este fugia rápido da feroz predadora, mas a serpente não desistia.
Primeiro dia , ela o seguia. No segundo dia ,ela o seguia... No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e falou à serpente :
- Posso te fazer três perguntas?
- Não estou acostumada a dar este precedente a ninguém; porém, como vou te devorar, podes perguntar,contestou a serpente.
- Pertenço a tua cadeia alimentícia?, perguntou o  Vaga-lume.
- Não, tornou a responder a serpente.
- Eu te fiz algum mal ?
- Não, tornou a responder a serpente.
- Então por que queres acabar comigo?
- Porque não suporto ver-te brilhar, disse ela...

Conclusões:
Muitas vezes nos envolvemos em situações nas quais nos perguntamos:
-  Por que isso me acontece se não fiz nada de mal, nem causei dano a ninguém?
 Certamente a resposta seria: Porque não suportam ver-te brilhar... !
Se isso acontecer, não deixe diminuir teu brilho.
Continue sendo tu mesmo! Segue fazendo o melhor!
Não permita que te lastimem, nem que te retardem.
 Segue brilhando e não poderão tocar-te... Porque a tua luz  continuará intacta. Tua essência permanecerá, aconteça o que acontecer...
Sê sempre autêntico, embora tua luz incomode os predadores!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Gravador de Decibels

Seu marido ronca mais alto que um motor de 747-8I? Sua mulher ronca como um AR-15? Seu vizinho está dando uma festa de arromba e infernizando sua noite? Você quer ver como é seu sono? Você quer medir o ruído no ambiente de trabalho?
Para isto existe o Gravador de Decibels: Decibel Record                        Decibel Record - Netfilter

Ele tem as seguintes funcionalidades:
  • Feedback realtime
  • Gráficos de Aquisição
  • Estatísticas
  • Exportação dos dados em formato CSV – Faça planilhas e gráficos avançados com o ronco do seu marido / sua mulher.

Resolvendo o problema do lixo

Numa época como a nossa, onde cada vez mais temos menos lugares para despejar o lixo doméstico, precisamos estar atentos a tudo o que pode ser reaproveitado, para assim diminuir o volume do nosso lixo.

Achei interessante e bom para meditarmos a seguinte frase que encontrei na internet:

“Do ponto de vista do planeta, não existe como jogar lixo fora. Porque não existe fora”.

Como ainda não temos lixeiras lançadas no espaço sideral, precisamos de fato de uma conscientização maior sobre o que fazer para minimizar as consequências dos entulhos que colocamos na natureza.

Numa casa com 4 pessoas, diariamente jogam-se fora  pelo menos um saco de 50l de dejetos todos os dias. Principalmente embalagens descartáveis de alimentos, restos de comidas, garrafas e outros objetos que fazem parte do nosso lixo de cada dia.

Podemos chegar a outra conclusão, diante do assunto: devemos consumir menos,  selecionar mais o que comprar, para que aproveitemos o máximo das nossas compras.

Vejamos as nossas compras ao chegarmos de um shopping. Separemos as etiquetas, os fios de nylon que as seguram, os saquinhos plásticos, as caixas, os papéis de embrulho e as sacolas com as quais vieram. Juntando tudo, verificamos que jogamos fora a metade das compras feitas.  Um grande desperdício e um aumento de volume indesejável.

Vemos que menos de 5% do lixo urbano é reciclado. O lixo causa enchentes, entope bueiros e diminui a vazão de água. É um dos maiores problemas da sociedade moderna. Então precisamos tomar esta consciência de que devemos cuidar melhor das coisas que jogamos fora, separar, reaproveitar, reciclar, ou enviar pra reciclagem.

Vamos cuidar da natureza, pois senão, teremos o triste fim  de vivermos num imenso planeta , não de terra, mas de lixo.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Podemos ser "desnecessárias" como mães?

Por Maria Teresa Serman

Li o seguinte sobre o assunto:

““ A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo", várias vezes ouvi de um amigo psicanalista esta frase e ela sempre me soou estranha. Até agora. 

Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha interna hercúlea, confesso.
(...)


Ser desnecessária é não deixar que o amor “incondicional” de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.(...)
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância e na divergência, no sucesso ou no fracasso, com peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. 

Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.(...)
Convenhamos, é muito chato uma mãe eterna no nosso pé... Precisamos reconhecer, aliás, com muito orgulho que eles, os nossos filhos crescem, se tornam autônomos, e muito melhores que nós, Graças a Deus!

 Como diz o texto, é sinal de que fizemos um bom trabalho, quando percebemos que estamos sendo dispensadas e desnecessárias.


É hora de descansar e curtir a turma de preferência à distância... 

Lembre-se, muito melhor ser SOLICITADA que “OFERECIDA!”.

Este é um mosaico de partes selecionadas de um texto da internet, que resolvemos colocar aqui e comentar. Embora diga respeito bem de perto às mães como nós, com filhos já adultos, alguns casados, outros ainda solteiros e conosco em casa, se aplica com pertinência ao eu materno em geral. E ao paterno também, só que em menor intensidade e frequência - pais são visceralmente menos invasivos e viscosos que nós, pois as mulheres somos cuidadoras por natureza, por razões fisiológicas até, como fêmeas cangurus.

Estamos sempre limítrofes entre um amor desapegado e a necessidade fremente de garantir segurança e felicidade aos filhos. E quando se  casam, o cuidado deve ser dobrado, porque sogra metida é o coroamento da mãe possessiva. Ficar na sombra, se deixar quieta e ausente, significa perceber a exata medida do amor sem controle. Corremos o risco de ficar tão felizes com a nova vida dos seres que tão bem criamos, que queremos, às vezes, participar demais. É fundamental se examinar bem antes de ligar, aparecer, ajudar, perguntar, sugerir, e até oferecer.

Posso dizer que fiz isso hoje, quando minha nora me convidou para ir junto com eles à feira de gestantes e bebês, escolher os itens finais para a menininha que chega no fim deste mês. Eu já ocupei bastante "espaço" da tolerância dela, comprando aquelas coisinhas lindas e irresistíveis para mães e avós, e reconheço que me excedi, mesmo que minha santa norinha tenha gostado e ficado feliz com o que dei. Meu primeiro impulso foi aceitar o convite, mas me lembrei do texto que acabara de ler e disse que eles deviam ir os dois, aproveitar este momento sozinhos, ainda que seja o segundo filho. Ela não aceitou o argumento, disse que iria ligar para meu filho, pra ele me convencer a ir. Quando ele ligou, além dessa justificativa, disse que precisava realmente trabalhar no computador e ler, e ele aceitou, CONFESSANDO QUE SERIA BOM MESMO ELES TEREM TEMPO PRA FICAREM SOZINHOS!

Perdoem o tom confessional, só achei que essa experiência pode ajudar a outras mães, às mulheres que tentam o delicado equilíbrio entre seu lado protetor e libertador. Vamos continuar perseguindo um amor que aconchegue sem sufocar; acolha, mas não obrigue; dê um lar, sem mimo ou facilidades perniciosas.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 151)


As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – A. diz: O que fazer com uma filha adolescente rebelde porque estou grávida de um segundo filho, de outra união? Ela tem 14 anos e sempre foi a única neta, a única filha e agora terá que dividir.

RESP: Cara Sra. A. Aos 14 anos é natural a rebeldia de sua filha, não contra a senhora mas pelo fato de ser esta é uma das fases da Adolescência, que precisamos saber entender.

O fato de ser única filha e única neta durante 14 anos certamente tem um peso e também a situação de o bebê ser filho de outro pai...

Como vocês vivenciam no quotidiano a separação do pai dela e sua nova união ? Ela aceita bem a separação , frequenta a companhia do pai, a senhora fala bem dele ? Tem amigas, vai bem na Escola, tem responsabilidades em casa ?

Veja que é muito importante não incentivar o egoísmo natural no ser humano e - em geral - quando bem estimulados, os Adolescentes são muito generosos!

Penso que a senhora e o pai do bebê devem tratar sua filha com muito carinho, sem falar em ciúme, sem exaltar a necessidade de partilhar, mas elogiando suas boas qualidades, incentivando a que ela seja muito sua companheira, que a ajude, que seja um bom exemplo para o bebê e que vocês contam com ela para uma vida de união, de carinho, onde mais um significa multiplicar e não dividir!

 Evitem criticar o pai dela, explique- quando necessário -que a separação foi do casal e que  isto nada a tem que ver com ela, que deve continuar amando a ambos porque os dois a amam igualmente e sempre!

Não olhe com restrições para ela - viva cada dia com a alegria de ser mãe e participar do poder Criador de Deus! Dê à sua filha o bom exemplo de que a maternidade é um dom, uma graça, uma alegria, a mesma que a senhora teve ao esperá-la e o quanto a existência dela a faz sentir-se muito feliz!!

Boa sorte e fico a seu dispor, Mannoun 

domingo, 29 de julho de 2012

A avareza curada com manjares de ouro.

Uma boa história para contarmos as crianças para aprenderem a lutar contra a  avareza.

Conta-nos Plutarco que um rei, cuja paixão dominante era a avareza, limitava toda a sua felicidade em acumular grandes quantidades de ouro, empregando para esse fim seus vassalos nos trabalhos das minas e abandonando completamente a agricultura.

Os pobres súditos recorreram à rainha, implorando-lhe que pusesse fim a tal estado de coisas; e esta, compreendendo-os, recorreu ao seguinte estratagema para curar daquela paixão o marido: mandou fazer manjares e frutas de ouro e fê-los servir na mesa do monarca, como único alimento. Este, ao vê-los, revelou a maior alegria, mas. repetida a cena, experimentou desejos de comer verdadeiras frutas e pediu que lhas trouxessem.

--“ Os campos estão sem cultura” , respondeu a rainha, “porque só pensamos em extrair ouro da terra. Assim nada produzem, e oferecem – vos o único produto com que é possível satisfazer vosso gosto”.

Essa lição teve como resultado corrigir a paixão do rei e levá-lo a empregar parte de seu ouro em fomentar a cultura das terras, de que a sua avareza privara os súditos.

Do livro: Tesouros da juventude – volume 10

sábado, 28 de julho de 2012

Para refletir – Cora Coralina

Preciso dizer mais?
                                                   
                                 "Bondade também se aprende"
 
                                                                                CORA CORALINA

Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo pra você: não pense.

Nunca diga: estou envelhecendo ou estou ficando velha.
Eu não digo.
Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.
O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.

Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.

Nada de palavra negativa.

Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.
Então silêncio!

Sei que tenho muitos anos.
Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.
Você acha que eu sou?

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.

Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.

Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende!"

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Amigo não nasce pronto

Por Maria Teresa Serman

No começo da vida de uma criança, é preciso que os pais e seus cuidadores, babás, avós, parentes, lhe ensinem a se socializar. Isso inclui as "palavrinhas mágicas", desde que aprende a falar, e a ceder um brinquedo ou como pedir emprestado o do amigo. Respeitar o outro, até chegar a amá-lo , é um caminho em que os pequenos devem ser levados por mãos carinhosas mas firmes, pois o ser humano, por mais doce que seja o seu temperamento, conserva o egocentrismo sempre latente, pronto para dominá-lo. É a luta de uma vida, que, se iniciada bem cedo, facilita o relacionamento desses pequenos seres com o mundo, tornando-os aptos para reconhecer o próximo como alguém criado a mesma imagem e semelhança de Deus que eles.

"Quem encontra um amigo encontra um tesouro", diz a Bíblia. Esse "encontro" pressupõe atitudes fraternas de ambas as partes, embora, em certas épocas, uns deem mais de si do que os outros, é normal. Depois a balança se equilibra. Importante também é esclarecer que alguns colegas podem se tornar amigos às vezes para toda a vida, mas nem todos, por afinidade ou circunstâncias. E, de novo o nosso "mantra": não adianta querer que seus(suas)  filhos(as) sejam sociáveis se você é fechado em si mesmo e se nega a uma convivência generosa e aberta, porque o exemplo de amizade fiel dos pais mostra naturalmente como é importante conservar as próprias.

Porém, cuidado. Não se pode transformar uma criança introvertida e até tímida em estrela da festa. Não force, incentive. Se ela ou ele demonstra algumas preferências, chame estes para sua casa, onde se sentirão mais à vontade, ou leve-os para passear, deixando que eles escolham quem preferem convidar, desde que com a sua aprovação. Não os ensinem a julgar as pessoas, mas a perceber aqueles que têm valores em comum com sua família.

Há fases distintas nessa aprendizagem: até os 3 anos, os pequerruchos são bastante centrados em si mesmo, e não gostam de ceder fácil e compartilhar espaço e bens pessoais. É a hora de evitar birras e choros e convencê-los a dividir, enfatizando a alegria que brincar em conjunto traz.  Na idade escolar, a percepção dos grupos sociais é bem clara já, e a tendência são os "clubes do Bolinha e da Luluzinha". Então vamos incentivar a negociação e a argumentação, que, novamente, começa em casa. Um erro que traz consequências graves para a vida adulta é os pais darem sempre razão aos seus filhos, não admitirem que eles sejam contrariados e que os professores, principalmente, os corrijam. Isso nada mais é que projetar sua soberba nos filhos, como se eles fossem prorrogações suas, e não indivíduos. O resultado é o que vemos por aí com lamentável frequência: pessoas egoístas, que não reconhecem seus defeitos e que, portanto, não tentam melhorar, sempre com a ideia errônea de que "eu sou assim, tem que me aturar".

Se os tímidos se recusarem a conviver, ou ficarem ansiosos com as tentativas familiares de interação, é o momento de procurar apoio ou ajuda de um profissional competente, evitando assim problemas futuros, mais difíceis de resolver. Não tenham medo de levar as crianças e jovens a psicólogos, neurologista e psiquiatras. O conceito de que só "malucos" necessitam dessa assistência está completamente obsoleto, além de sempre ter sido uma visão preconceituosa e ignorante. A saúde familiar depende muito dos relacionamentos de amizade externos também, pois esses se projetarão no amor e companheirismo de que um lar necessita.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Avós e Avôs em outras culturas

Por Agnes Gabriella Milley

Nas culturas africanas, as avós e os avôs são as pessoas mais importantes da família. Na tradição Bantu, quando precisam tomar alguma decisão importante,as avós e os avôs se reúnem ao redor de uma árvore especial para se aconselharem com seus antepassados. Chamada de Árvore dos Antepassados, geralmente é plantada pelo homem mais velho da família.

Os povos lorubás que vieram para o Brasil do Benin, Nigéria e Tongo, tinham em sua cultura akpalô, palavra que significa "fazedora de alô".As akpalôs eram senhoras idosas que andavam de engenho em engenho contando histórias para outras negras e para os meninos brancos - eram "vovós" negras que ajudaram a transmitir sua cultura e a transformar a língua portuguesa. Muitas das palavras usadas pela linguagem infantil nasceram dessa troca entre as akpalôs e os meninos brancos: dodói, miau, au-au, dindinha, pipi, bumbum.

As crianças indígenas têm uma relação muito próxima com suas avós e avôs. Com eles aprendem muitas coisas, como, por exemplo, cuidar bem da natureza, dos animais, dos rios e das plantas. Desde cedo, as meninas cozinham com suas avós, e meninos e meninas aprendem muitas brincadeiras com os avôs.

Para os povos orientais, as avós e os avôs são considerados os guardiões do saber familiar e, por isso, têm um papel fundamental na educação de seus netos. Quando os filhos se casam procuram morar próximo aos pais, para que os netos convivam com os avós cotidianamente. No Japão, diz-se que a morada dos filhos deve ficar a uma distância dos pais que permita levar o missoshio - sopa feita com pasta de soja - sem esfriar.

Texto impresso em folheto que acompanhou produtos da Natura em 2011, por ocasião do dia das Avós e dos Avôs - www.natura.net

Agora fica a pergunta: como nos relacionamos, atualmente, com os idosos, em nossa cultura? Não seria um bom tema para estudo e discussão?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sugestões de presentes para dar no dia dos pais

Por Maria Teresa Serman
Cansei de listar neste blog, e na vida pessoal, presentes de "dias de todos".  São invenções comerciais algumas, muito louváveis, porém, porque congregam a família e proporcionam momentos de afeto derramado, e inesquecíveis.  Não perdem o valor e são indispensáveis.  Sem querer ser ácida, provocam também irritações e cansaço nas intermináveis filas que temos que enfrentar.

As datas são inesquecíveis, quero dizer, não o resto da pantomima que precede e enche (literalmente) o almoço. Então quero propor uma abordagem diferente, com todo o carinho que podemos antecipar, sem deixar de lado o dia principal. Podemos, por exemplo, às vésperas da próxima data - dia dos avós, 26 agora, que não decorre de  uma motivação comercial, mas sim religiosa, pois é dia de Sant'Ana e São Joaquim, os pais de Nossa Senhora, avós do Menino Jesus na terra - doses diárias de ternura, atenção e detalhes de carinho. Depois virá o dia dos pais, que podemos preparar com pelo menos uma semana de antecedência.

Telefonemas, flores, presentinhos (ia dizer docinhos mas os médicos me condenariam; contudo, um pouco não mata); chamar para almoçar; levar para passear; mandar e-mail's; SMS; preparar o prato preferido; programar brincadeiras que alegrem a família no dia D; escolher presentes pelo gosto particular, afetividade, e não preço (mas gastar, se necessário).

Além de escrever on line, o que nem sempre será possível, de acordo com as idades digitais, escrever de próprio punho, muito mais especial, pois a caneta não foi abolida e é menos fria do que o teclado e a tela. Fazer o prato preferido, evocar momentos inesquecíveis, mas que a memória e as mágoas podem ter apagado ou borrado. Visitar os lugares preferidos da infância ou da adolescência, reviver somente as recordações felizes - as tristes deixemos para a vida, que já se encarrega delas. Ou melhor, não permitamos que "a vida" tome as rédeas da nossa vida, dos nossos atos, da nossa mente e coração.

Devemos encarregar um senhor soberano, o amor, colocado e cultivado em nossos corações pelo Amor, o Senhor Pai, que também deve ser lembrado a todo instante, que não tem um dia só, mas todos os dias e seus momentos incluídos. E aí não vai ter importância a procura pelas lojas, a reserva no restaurante, o desgaste da espera e das andanças. Se saber amado, ter essa certeza, não depende de datas, isso deve se sobrepor a elas. Vale até para desculpar os atrasos na entrega dos presentes e o esquecimentos que podem ocorrer. Esse é o dado mais importante de todos, demonstrar o amor, ainda que de modo desajeitado, imperfeito, falho, como nós todos somos.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Aquecer corpo e alma

Por Maria Teresa Serman

Finalmente um pouco de frio! Já estávamos cansados de calor e ansiosos por tirar o mofo dos agasalhos e exibir nossos cardigãs,  trench coats, pashminas, meias sofisticadas e botas incríveis - claro que os últimos adereços se referem ao universo feminino, mas os homens também ficam charmosos com complementos de inverno.

Que venham as sopinhas, os caldinhos e os fondues, acompanhados de vinhos mais encorpados - ontem degustei um  Pinot Noir delicioso, e um outro da mesma marca, que é um blend (mistura) de uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot, e mais uma que esqueci, fantástico! Ambos chilenos, de uma vinícola familiar, a Chocalan. Não são baratos, mas valem o preço para ocasiões especiais. Não estamos ganhando nada com a divulgação, hein? Só repassando um prazer a ser desfrutado.

Por falar em ocasiões especiais, elas acontecem todo dia, pois cada um é uma ocasião especial pelo dom da vida e do amor que o Pai nos dá. Vivemos com se Ele estivesse distante, oculto, sobrevoando as nuvens acima dos aviões. Não, Ele está bem perto, atento às nossas necessidades e dores, mas esperando que renovemos nossos agradecimentos diários pelas incontáveis graças que nos dá, as que percebemos e outras de que nem desconfiamos.

Não pretendo fazer uma preleção religiosa, mas transmitir o resultado de uma pesquisa recente, pra variar norte-americana - benditos sejam, sempre procurando melhorar a vida da humanidade! -, que recomenda, além dos propalados exercícios regulares, alimentação balanceada, mais alguns cuidados específicos com o coração, para minimizar os riscos de enfarto, que são...:
- RIR com vontade e frequência, o que pressupõe enxergar os pequenos detalhes de bondade nos outros e encontrar motivos para manter o otimismo; sair de si, ocupar-se dos demais; bom humor, "please";
- CHORAR, o que parece um contrassenso diante do item anterior. Não significa ficar se lamuriando ou dramatizando tudo, mas permitir-se desabafar, não guardar a tristeza ou frustração dentro de si o tempo todo. Esvaziando um pouco a alma nós a preparamos para muitos sorrisos;
- DEMONSTRAR AFETO, o que deve ir além de beijar, abraçar ou elogiar. Há uma receita para renovar o amor, ou reverter a mágoa, que consiste em listar as qualidades de quem ama, mas com quem se está ressentido no momento. Não precisam ser muitas qualidades, as mais essenciais. Depois disso, diga ou escreva aos donos dessas virtudes, deixando claro que continua a amá-los, e ADMIRÁ-LOS, ainda que tenham se ofendido (ou nós o tenhamos feito) ou distanciado. Façam isso logo, não deixem passar o tempo, que entranha a amargura na alma.

Para finalizar, voltamos ao físico e lembramo-nos da urgência de cremes hidratantes e nutrientes, para rosto, corpo, pés, mãos e cabelos. O frio resseca mais, não se descuidem. É uma recomendação para homens e mulheres, ainda que nós, meninas, precisemos ficar atentas sempre, porque rugas neles podem ser charme; em nós, são sabedoria, vivência, experiência de vida, blá, blá, blá - velhice mesmo!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 150)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – A. diz: Dra minha filha tem vergonha de mim, não quer mais que eu vá até a porta da escola e nem trás amigas aqui em casa. Diz nenhuma mãe fica se metendo na vida das amigas. Ela tem 16 anos e eu me preocupo com o que faz e com quem anda. O que devo fazer? Ela é filha única e meu marido acha que agora não é mais hora de cuidar dela.

RESP: Cara Sra A.

Não sei onde moram, mas realmente não há necessidade de acompanhar sua filha até a porta de Escola. Toda hora é hora de cuidar dos filhos, mas proporcionalmente à idade e responsabilidade.
Não é vergonha da senhora que ela sente, mas envergonha-se diante de terceiros, aos 16 anos, em parecer  necessitar companhia da mãe para ir à Escola. Creio que no momento em que a senhora se ocupar de outras atividades, como as próprias tarefas  de casa, uma ginástica, um trabalho voluntário e não ficar tão pendente dela voltará a trazer suas amigas. Não se mostre triste ou aborrecida com a atitude dela, porque  os filhos Adolescentes confundem o zelo e carinho dos pais com excesso de proteção e desconfiança por parte deles. Procure entendê-la, trate-a com o mesmo carinho e com um pouco menos de atenção, dando tempo para que ela possa refletir, amadurecer e aprender a valorizar os cuidados que recebe. Converse o necessário, não questione muito, seja amiga das mães das outras colegas e amigas dela, saiam para um lanche de Mães, troquem ideias, não limite seu universo à essa filha única.
Esteja sempre alegre, sorria, não se lamente, cante! Filhos sentem falta de pais que demonstrem viver bem e estar “de bem com a vida"...
Convide seu marido a um passeio, um jantar fora, uma viagem talvez, não sei o estilo de vida de vocês  como família, mas " desligue-se"  um pouco dela. No início parece muito difícil, mas os resultados compensam!
Fico a seu dispor, Mannoun

2 – M. A.diz: Descobrimos a pouco tempo que nosso filho de 18 anos tem leucemia. Moramos no sul do Brasil e aqui os recursos são poucos, para tratamentos. O médico nos disse que nos preparássemos para o pior. O que podemos fazer minimizar o sofrimento dele, tão jovem e já sofrendo tanto e sem esperanças?

RESP: Cara Sra M.A.

Não sei qual a cidade onde moram nem onde fica, mas não fiquem passivos ante a falta de recursos de sua cidade. Curitiba é um grande Centro de tratamento de doenças do sangue - vocês não poderiam marcar uma consulta e ir  até lá?  Santa Maria tem também uma Universidade e bons Hospitais. Comuniquem-se. Seu médico mesmo pode encaminhá-los através do SUS. Ouçam outras opiniões, lutem, o filho sentirá que estão a fazer alguma coisa e, sobretudo, não tenham  " pena "  dele!  Vida em casa e fora de casa o mais possível normal, não sussurrem nem falem pelos cantos, sigam as orientações médicas mas busquem outros recursos fora de sua cidade, por favor ! A medicina a cada dia oferece mais possibilidades, não se encolham!
Conhecer a verdade é diferente de não apontar para a esperança!  Ninguém tem o direito de sufocar esta chama no coração de quem quer que seja!
Se vocês são uma família que tem FÉ, recorram sem cessar a Deus e ao mesmo tempo, AJAM !  Que seu filho esteja em companhia de amigos, tenha vida de um jovem de 18 anos - vida limpa, saudável, com boas companhias, alegria, esperança e saiam em campo , procurem outros médicos, ouçam mais opiniões.
Fico às ordens para o que puder ajudar, ok ?
Boa sorte e lutem!
Atenciosamente, Mannoun

domingo, 22 de julho de 2012

Passeio divertido para a família

Entre Angra dos Reis e Paraty (RJ), existem bons lugares para passar um dia, com praias tranquilas e boa comida, num espaço de 60 Km.

No caminho entre esses lugares temos uma cidade histórica chamada Mambucaba, que conserva ainda muitas coisas da colonização portuguesa, como a igreja, lamentavelmente completamente fechada e precisando de uma reforma urgente - suas atividades estão sendo feitas em uma tenda, logo em frente a ela. A praia local e bem mansa  e limpa, contando com vários restaurantes que servem um bom peixe à beira mar. Tudo simples e com bom aspecto.

Avistamos também a imponente usina nuclear que se sobressai na paisagem, e uma bela vila de casa de seus empregados, bem estruturada e muito bem cuidada. Não é aberta a visitação, é necessário autorização para conhecê-la no seu interior.

Em Tarituba, logo após, temos também vários restaurantes, com peixe fresquinho e bem farto. Já fomos a dois deles e posso dizer que o Frans tem uma comida muito boa, peixe, camarão, tudo bem feito, bem servido e com qualidade; simples, porém bem decente. Já o Peixe Maluco  é mais rústico e na beirada da praia, com uma comida que não faz jus ao preço e o atendimento, que deixa muito a desejar, além de  não aceita cartão, o que nos dias de hoje é uma falha e tanto. Todos os outros aceitam, mesmo os mais simples ainda.

A vista que temos durante o trajeto é encantadora, e poderia ser melhor ainda caso a estrada tivesse melhor manutenção, pelo poder público. O fato de não possuir pedágio, pode ser a razão da falta de  um cuidado maior. O mato que cresce no seu entorno tira em muitos lugares a possibilidade da bela vista do mar e de suas ilhas bucólicas.

A mata atlântica, ainda bem preservada, é um colírio para os olhos, nos deixando relaxados por ver  tantos verdes nas suas mais variadas tonalidades. Para os apreciadores da natureza, sempre será um lugar bom de se ver, e ótimo para relaxar das lidas diária das cidades grandes.

Sobre Angra dos Reis já falamos aqui no Blog, no seguinte link: http://www.negociosdefamilia.com.br/2009/05/viagens-com-familia-lembrancas-da-praia.html..... E sobre Paraty neste outro link: http://www.negociosdefamilia.com.br/2009/09/paraty-uma-visao-linda-do-passado.html

sábado, 21 de julho de 2012

Charles Dickens

Queridas leitoras e leitores,
Vocês, com toda a certeza, já leram algumas  das obras  do célebre romancista Charles Dickens.  Um Conto de Natal, Aventuras de Pickwick, Oliver Twist e David Copperfield  são talvez seus trabalhos mais conhecidos e lidos entre nós.  Ele viveu entre l812 e 1870 e foi o maior escritor inglês de seu tempo.
Dickens inventou o romance social fazendo guerra, principalmente, à exploração do trabalho infantil. Meninos e meninas, com suas dores e incríveis histórias, ocupam sua alma e muitas páginas de seus melhores livros. Ele ama as crianças e com denúncias procura protegê-las. Sua preocupação com o sofrimento de operários pequenos e grandes não foi um acaso. Aos doze anos Charles viveu sua experiência mais traumática. Trabalhava numa fábrica de graxa para sapatos, enquanto o pai estava preso por dívidas.   
Meu propósito, aqui, é ilustrar, com um interessante episódio a extrema sensibilidade desse homem tão querido por crianças e adultos.

Um dia, conversava Dickens com um amigo que defendia a tese de que da educação infantil deveria se apagar tudo que se referia ao mundo da fantasia, já que o maravilhoso só servia como obstáculo na vida de um jovem. Dickens  ouvia-o  atentamente até que uma borboleta  extraviada , de cores diversas e brilhantes, entrou pela janela.

Dickens levantou-se, apanhou a borboleta e pôs-se, calmamente,  a sacudir de suas asas todo o brilho que elas ostentavam. Soltou-a depois. O amigo, espantado, quis saber a razão de ter ele privada a borboleta de toda sua magnificência. Charles explicou:

“Eu apenas fiz com a borboleta o que você pretende fazer com seu sistema de educação. Tirei-lhe os enfeites inúteis. Quem sabe assim ela voará melhor?” 
 
 Será que nós, às vezes, não sacudimos o brilho das asas da borboleta? Será que deixamos nossos filhos, netos ou alunos viverem suas fantasias enquanto lhes forem necessárias? Ou fazemos como uma babá que dizia: "Menina, para de mentir!" Foi difícil fazê-la compreender a diferença entre Verdade e Fantasia e Verdade e Mentira.                                                                                               
                                                                           Agnes G. Milley        

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Boa de boca

Por Maria Teresa Serman
Algumas mulheres pensam - as não antenadas com a tecnologia cosmética - que, para deixar os lábios belos, basta passar um bom batom ou um brilho purpurinado (acho horrível, brega!, desculpem). Um batom de qualidade, que hidrate e tenha compostos anti-idade pra quem já precisa, como ácido hialurônico, é imprescindível, sim. Até os de tipo "matte", mais secos e duráveis, estão com componentes que umidificam a mucosa sensível dos lábios.

Como o resto da pele, esta precisa mais ainda de cuidados especiais, pois é, como dissemos, mucosa, mais frágil. Em compensação, absorve melhor os produtos que usarmos. E as etapas são quase as mesmas, limpar, esfoliar, hidratar, nutrir. Pode-se até tonificar, com soro fisiológico gelado, depois de esfoliar. Quase ninguém se lembra de higienizar a parte externa da boca. Deixam-se restos de batom, resíduos de comida que grudam nele, poeira, gordura. Devemos demaquilá-los com o creme que usamos no rosto, ou lencinhos umedecidos. Depois, uma vez por semana, é necessário esfoliar, para eliminar pelinhas e descamações, além de limpar mais profundamente. Isso deixa-os mais macios. Um bom esfoliante caseiro é misturar mel e açúcar, ou aveia, e esfregar MUITO DELICADAMENTE com uma escova de dentes BEM MACIA. Em seguida, água comum, soro fisiológico ou água destilada gelada.

Para hidratar, use produtos adequados, especiais para a região, não genéricos. E escolha os que também atuem na região em volta dos lábios, importantíssima para evitar o chamado "código de barras", ruguinhas perpendiculares que se aprofundam com a idade. Proteja a boca com batons que contenham protetores solares, os de boa qualidade sempre têm. Também há aqueles que  por si só já fazem um excelente efeito, como já dissemos, nutrem a mucosa, revelando o melhor do seu aspecto. Os baratos nesse tipo de produto saem muuuuiito caros, podem acreditar. Ajudam a descamar, não protegem, fazem a mucosa ficar baça, fosca, desvitalizada. E o mais importante é não esquecer que a verdadeira hidratação começa internamente, bebam muito líquido sempre.

Fundamental também é lembrar que "a boca fala da abundância do coração". Não adianta tratar do exterior, se de dentro saem cobras e lagartos. Não há cosmético que embeleze uma boca suja, amargurada, que não se exercita com sorrisos e palavras amáveis.

Ah, usem lápis de contorno da cor do batom que vão passar, pois aumenta sua duração e funciona como um truque eficiente para corrigir imperfeições naturais.  

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Manobra de Heimlich

Por Maria Teresa Serman
Eu sou a rainha do engasgo! Engasgo com ar, com água, com tudo! E, sendo asmática, a apreensão de ar, na hora e logo após a obstrução, é lenta e difícil sempre. E, nesta última terça-feira, foi traumática.

Estava almoçando e conversando com uma amiga em um restaurante a que estou habituada, calmo e com pouca gente no momento do episódio. Estávamos comendo uma salada caprese, e eu, comendo e falando sofregamente, me engasguei com o queijo de búfala, que ficou esfarelado no meio do caminho - não ouso dizer se foi no esôfago, pois não sou especialista . Tossi bastante, e acho que os brônquios, meus velhos inimigos, se contraíram e eu não conseguia puxar o ar. Levantei-me, fiquei no meio da sala, guinchando e em agonia, pois percebi que o ar não entrava por mais que eu me esforçasse. Então, uma mulher na mesa próxima, estrangeira, pronunciou algumas palavras em inglês para um dos homens que estavam na mesma mesa, e ele se aproximou de mim, dizendo que era médico. A moça o instruiu e ele me fez a manobra duas vezes. Foi o suficiente para que o ar entrasse como por milagre, e eu lhe disse que podia parar. Não expeli nada, o que é comum nesses casos, pois, como disse, o queijo esfarelou. Mas o efeito foi fantástico! 

Agradeci a ela e a ele, e me sentei de novo, bebi bastante água e não comi mais. Imagine se ainda havia fome ou interesse?!

Por isso, resolvi escrever sobre este procedimento que salva vidas, como a minha, para que todos nós conheçamos e ponhamos em prática na hora que, Deus nos livre, alguém precisar.

A Manobra de Heimlich é o melhor método pré-hospitalar de desobstrução das vias aéreas superiores por corpo estranho. Essa manobra foi descrita pela primeira vez pelo médico estadunidense Henry Heimlich em 1974 e induz uma tosse artificial, que deve expelir o objeto da traqueia da vítima. Resumidamente, uma pessoa fazendo a manobra usa as mãos para fazer pressão sobre final do diafragma. Isso comprimirá os pulmões e fará pressão sobre qualquer objeto estranho na traqueia. – Procedimento:

A pessoa a aplicar a manobra deverá posicionar-se atrás da vítima, fechar o punho e posicioná-lo com o polegar para dentro entre o umbigo e o osso esterno. Com a outra mão, deverá segurar o seu punho e puxar ambas as mãos em sua direção, com um rápido empurrão para cima e para dentro a partir dos cotovelos. Deve-se comprimir a parte superior do abdômen contra a base dos pulmões, para expulsar o ar que ainda resta e forçar a eliminação do bloqueio. É essencial repetir-se a manobra acerca de cinco a oito vezes. Cada empurrão deve ser vigoroso o suficiente para deslocar o bloqueio. Caso a vítima fique inconsciente, a manobra deve ser interrompida e deve ser iniciada a reanimação cardiorrespiratória. - da Wikipédia, a enciclopédia livre.