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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Fenômeno Bettina - uma ilusão?

Hj eu li uma análise bem interessante sobre o fenômeno Bettina, mostrando-a desde criança:  boa aluna, família realmente de grandes posses, pai dono de fábricas; teve grandes festas de 15 e de 18 anos, viajou pela Europa , Depois passou uns tempos no Egito; fez faculdade de administração ou algo similar não lembro agora, e acabou de se formar, aos 22 anos. Usando  um pouco da matemática e da lógica: somando os fatos e a idade dela já da para se especular sobre a veracidade da história.

Outro dado importante, caso essa história seja verídica, é que ela não começou aplicando 1520,00. Teve de fato uma grande ajuda do pai. Eu acho que numa entrevista ela fala que o pai colocou 42.000,00 reais depois que ela começou a investir. Usando também da lógica: mesmo aplicando na bolsa de valores não daria para chegar a um milhão em tão pouco tempo de vida adulta dela. Com todas suas viagens entre 15 aos 19 anos, onde com certeza gastou bastante dinheiro.  Também vemos que estando tão distante, durante esse período, não daria para administrar dinheiro algum.  Essa análise parece bem ponderada e mais próxima da verdade sobre esse fenômeno “fazedor de dinheiro”.
 O negócio é que essa empresa, para a qual trabalha,  já tem fama e vários processos em cima por forjar falsas propagandas.  Acredito que essa menina seja mais um instrumento pra levar mais pessoas a aplicar dinheiro com essa empresa, do que ela ser modelo de trabalhadora que subiu na vida aplicando bem seu dinheiro. 


No meu entender esse fenômeno que ela diz ser  desanima mais as pessoas que batalham muito e ganham seu salário minguado no final do mês, do que as ajudam a lutar. Também ilude essas mesmas pessoas a pegarem seu salário minguado e aplicar do mesmo modo que ela; e não ter nem de longe este mesmo sucesso. 

Quem começa a vida com um salário pequeno tem que escolher bem como poupar e no que gastar.
A conclusão para este tema num blog para a família é que temos que estar sempre alertas e aproveitar esses assuntos para dar formação humana aos filhos. Dinheiro, de modo geral, não se ganha fácil, o mais importante é ter consciência de ganharmos o nosso dinheiro de forma honesta. Não nos deixarmos entrar pelo caminho mais fácil. Procurar sempre o caminho correto, mesmo que seja o mais difícil. 

Queremos um mundo melhor para nossos filhos, não um mundo onde só queremos tirar vantagens uns em cima dos outros. Podemos morrer sem deixar nenhum bem material aos filhos, mas o importante é deixarmos lembranças de como vivemos a justiça, a fortaleza, a honestidade, a perseverança no bem, e algumas outras tantas virtudes.

Poderão dizer de nós: “está é Fulana, esta com X anos e já tem  uma fortuna incalculável de virtudes humanas e espirituais para servir de exemplo a seus descendentes.”

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ensinando os filhos sobre finanças

Por Carol Balan

Hoje estava lendo um texto do consultor financeiro Gustavo Cerbasi; gosto bastante dos seus textos e livros, e da maneira como ele ensina a lidar com o dinheiro. Nesse artigo ele dá algumas dicas para ensinar os filhos como fazer isso.

Ele afirma que a idade ideal para começar a falar com os filhos sobre dinheiro é por volta dos 3 a 4 anos. Na verdade, nessa idade não iremos ensinar finanças para eles, mas vamos começar a passar a noção de guardar dinheiro. O melhor método para isso é o cofrinho. O engraçado nessa fase é que eles viram verdadeiros caçadores de tesouros: saem procurando moedas pela casa, nas carteiras, para guardar no cofrinho!

Para a mesada ou semanada, ele recomenda que se comece a partir dos 6 ou 7 anos. Aqui em casa o mais velho acaba de completar 7 anos e acredito que esse é o momento ideal para começarmos a dar mesada para ele. Nessa idade eles não ainda não têm ideia do valor real do dinheiro, então acho interessante que comecem a ter seu próprio dinheiro para tentar comprar as coisas e ir percebendo o que cabe naquele valor e o que não cabe.

Outra dica que achei muito importante é cumprir sempre as regras. Ele diz que, muitas vezes, por falta de tempo, de paciência ou só para querer agradar, os pais acabam cedendo e deixando de impor limites. Por isso, é muito importante não gastar além das possibilidades, apenas para agradar os filhos, mas sempre devemos mostrar que, se algo foi combinado, precisa ser cumprido. Permitindo assim que eles comecem a perceber que existem regras para o gasto e que elas precisam ser cumpridas sempre.

Além disso, ele fala que o exemplo dos pais também conta muito. Não adianta tentar ensinar os filhos como cuidar das finanças se nós mesmos não fazemos isso. Controlar os gastos, dar valor para coisas que não tenham valor financeiro, fazer compras conscientes são algumas das maneiras de mostrar aos filhos que o dinheiro tem seu valor, mas que sempre precisamos manter o controle sobre ele.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

10 Dicas de Planejamento Financeiro Familiar

“Dinheiro não é problema, dinheiro é solução!”

Quem nunca ouviu essa frase? Porém, dependendo do contexto, dinheiro pode ser um grande problema sim! Tudo depende da forma como se administra as finanças.

Para tudo na vida é necessário planejar. Em artigos anteriores já falei um pouco sobre planejamento, mas hoje vou abordar especificamente o planejamento financeiro familiar, e não farei isto sozinha.
Nesta série de artigos sobre finanças, conto com a colaboração do meu marido, que sendo economista muito tem a acrescentar sobre o assunto.

A construção de uma vida a dois requer muito diálogo e desprendimento. Neste processo, os planos e aspirações de vida são compartilhados. Com o casamento passamos a dividir o mesmo teto, a mesma comida,... tudo. Nada mais lógico que as finanças também sejam tratadas de forma única.

Administrar um lar não é tarefa fácil e nunca será. Contas a pagar, compromisso a serem cumpridos. Tudo precisa ser controlado para que as obrigações cotidianas não se transformem em pesadelo e num monstro incontrolável chamado endividamento compulsivo.

Já pudemos presenciar, ao longo da nossa vida profissional, inúmeros casos onde a vida financeira das famílias encontra-se num nível extremamente preocupante, única e exclusivamente por ausência de planejamento.

Não é difícil encontrar famílias que não têm a menor noção do quanto gastam, do quanto necessitam para viver e do quanto devem!

Vamos elencar 10 princípios essenciais para um planejamento financeiro familiar:

1- Conheça suas necessidades
Elenque quais as necessidades básicas para manutenção da casa. Dentre as principais despesas, toda casa tem contas fixas (luz, água, condomínio, telefone/tv a cabo/internet, gás...) e contas variáveis (supermercado, gasolina,...)

2- Pesquise as opções no mercado para atender suas necessidades
É importante pesquisar todas as opções disponíveis no mercado, seus custos, seus produtos substitutos, custo x benefício.
Exemplificando, os alimentos em geral podem ter uma enorme variação dependendo do local onde você realiza suas compras. O dia da semana também pode influenciar no valor de frutas e verduras. Por isso, a pesquisa é tão importante e indispensável para realizar uma boa economia.

3- Tenha ciência das suas receitas e das suas despesas
Principalmente se sua renda for variável ou de diversas fontes, é preciso ter ciência do valor disponível para o mês.
Considere também que, apesar das contas serem variáveis, elas podem ser estimadas.
Saber quanto se ganha e quanto se gasta é fator essencial para o início do planejamento e acompanhamento financeiro.

4-Anote todos os gastos e pagamentos realizados
Não importa se a compra ou o gasto é grande ou insignificante, ao final do mês a soma das despesas significará uma parcela importante do valor desembolsado. Seja um picolé, um chiclete ou uma garrafinha de água. Anote tudo o que for gasto ou pago.

5- Repense sobre os supérfluos
Após analisar as necessidades básicas de um lar, torna-se fácil identificar quais itens que sempre estiveram presentes no dia a dia da família, mas que na realidade não possuem a importância que julgamos ter no momento da compra.

6- Resista às compras por impulso
Antes de cair em tentação de sair comprando aquela calça que está numa super liquidação, tenham sempre em mente três perguntas clássicas: Eu preciso? Eu posso? Precisa ser agora?

7- Tenha ao menos uma meta
Para que o planejamento não seja abandonado no primeiro mês, é preciso que exista ao menos uma meta a ser alcançada pela família. Pagar uma dívida? Adquirir um bem? Realizar uma viagem? Poupar? Não importa qual, mas é necessário estabelecer tempo e valores.

8- Siga o planejado
Sempre almejando a meta, não desista. Siga o planejado. Em pouco tempo vocês poderão verificar os benefícios de possuir controle sobre o que se tem.
    
9- Valorize as pequenas conquistas
Se as dívidas estão diminuindo, ou houve a possibilidade de economia mesmo que mínima, toda conquista é motivo para comemorar.

10- Não desista
Mesmo que vocês escorreguem no planejamento, não desistam! Todo mês é uma nova oportunidade de recomeçar e seguir em frente. Lembrem-se: foco na meta!

No próximo artigo detalharemos de forma prática como iniciar um planejamento.

Manuela Freitas e José Freitas - economista, bancário, músico, gaúcho

terça-feira, 15 de julho de 2014

Previdência da Dona de Casa

Manuela Freitas*

Ser mãe e dona de casa são atividades das mais nobres que conheço. Cuidar da família e do lar é sublime, pois é no lar que se formam os agentes atuantes do mundo. O cuidado, formação e educação recebidas em casa são os pilares que moldam o cidadão – pilares esses que escola nenhuma é capaz de suprir. Porém, é de se questionar porque uma atividade tão nobre não é reconhecida. Existem diversos preconceitos que pairam sobre o imaginário de muitas pessoas quando pensam em uma mulher que é “SÓ” dona de casa. Eu tenho uma definição própria para o “cargo”: atividade não remunerada, exercida sem horário de início ou fim, sem folga, feriado ou férias. Dentre todas, a atividade menos reconhecida.

    Apesar da inexistência de término ou folga, a dona de casa pode se aposentar. Isso mesmo: APOSENTADORIA para as donas de casa! Muitos devem se perguntar como isso é possível, já que por definição a dona de casa não possui remuneração. Contudo, uma das categorias de segurados da Previdência Social chama-se FACULTATIVO. O segurado facultativo, como o próprio nome diz, não está incluído no rol dos segurados obrigatórios, e portanto sua filiação à Previdência Social é feita por ato voluntário. Estão enquadrados nessa categoria aqueles acima de 16 anos e que não exercem atividade remunerada, e a dona de casa é exemplo clássico desta categoria.

    As vantagens, para a dona de casa, de contribuir para a Previdência Social são os benefícios aos quais a mesma passa a ter direito, além da aposentadoria: salário-maternidade, auxílio-doença e ainda: pensão por morte e auxílio-reclusão, para seus dependentes. Para isso, os valores de contribuição (alíquotas) variam conforme o enquadramento da dona de casa. Vamos a eles (valores para o ano de 2014):

Resumidamente:

20% (valor varia conforme a escolha, sobre 1 salário-mínimo até R$ 4.390,24) = Dá direito a todos os benefícios da categoria.

11% (R$79,64) = Exclusivamente sobre 1 salário-mínimo e optam pela exclusão ao direito de aposentadoria por tempo de contribuição, ou seja, a aposentadoria será por idade ou invalidez.

5% (R$36,20) = Exclusivamente sobre 1 salário-mínimo e para aqueles que se enquadram na categoria “Facultativo Baixa Renda”. Necessário estar inscrito no CadÚnico, o cadastro dos programas sociais do governo federal.
    A inscrição é rápida, e pode ser feita de casa pela internet, pelo telefone 135 de segunda a sábado, das 07:00 às 22:00, horário de Brasília (sem custo para telefone fixo e público) ou em uma agência da Previdência Social.

Fica a dica!

*Manuela Freitas –  é administradora e servidora pública federal, atualmente especialista em normas e gestão de benefícios. Católica, casada, mãe de dois meninos, adora cozinhar. Torcedora do Náutico, depois de morar em vários cantos do país, está de volta ao seu aconchego em Recife/PE, sua cidade natal.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O amor e uma cabana

Em ocasiões de crises econômicas, quando as finanças vão lá embaixo, costumam começar as brigas familiares.  O povo costuma brincar com o ditado: “o amor e uma cabana bastam”, “mas quando o dinheiro acaba, o amor sai pela janela”.

Passar dificuldades financeiras juntos não e o maior problema, o atrito começa quando já existem os filhos envolvidos na penúria do lar.  Uma mãe sofre muito mais, no momento em que não pode dar o necessário aos filhos, ou quando, para dar o necessário parece estar em uma corda bamba.

Um filho que precise de um tratamento dentário, que o plano de saúde não cobre, tira qualquer mãe do serio e faz com que surjam novos atritos entre o casal. Um pai que não ganhe o suficiente para prover as despesas da família, mesmo que a mulher também trabalhe fora, ficará se sentindo diminuído e com os nervos a flor da pele, toda vez que tiver que colocar no lápis e no papel as despesas, os salários e as novas necessidades.

Faz-se necessário buscar novas saídas para a economia doméstica: sentar a dois, desarmados, para tentar resolver mudanças radicais nos gastos, para se adaptar as novas finanças, sem um culpar o outro. Aí estará o equilíbrio e o caminho para soluções, sem desgastar o relacionamento.

As dificuldades, sem uma perspectiva de melhora, o dinheiro cada vez mais curto, dá uma sensação de angústia e passa a ser o centro da vida deste casal, tornando o relacionamento um desgaste só.

Pondo-se todos os meios para se solucionar a crise, não existindo condições para mudar o quadro financeiro no momento, (porque o próprio país esta em crise geral), só existem duas coisas a se fazer: rezar e buscar aumentar os cuidados de um com o outro. O casal precisa se unir mais, para conseguir superar as perdas financeiras, sem desgastar também a família, redobrando os cuidados e o carinho entre ambos para evitar as brigas e discussões, pela falta do dinheiro.

Caras feias, palavras ríspidas, alfinetadas constantes, além de não aumentar os ganhos, desgastam o relacionamento familiar e deixam os filhos atordoados, com medo de separação entre os pais. Todos em casa precisam saber dessas dificuldades e colaborar para diminuir os gastos.

As contas de luz, gás, telefone, água, alimentação, podem ser um assunto para se discutir em família, e colocar cada um responsável por mudanças de hábitos para que possam diminuir esses gastos.

O amor e uma cabana não dura muito, portanto todo empenho para se resolver os problemas financeiros são bem vindos, nas ocasiões de crises de falta de dinheiro.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Os filhos e o dinheiro

Além de todas as outras coisas que os filhos esperam de nós, existe o dinheiro. E mesmo que tenham de tudo, isso às vezes lhes parece pouco. É impressionante como nunca se comparam aos amigos pobres, mas sim aos mais ricos.

Chegam a ser injustos (mas não são tolos), e, no fundo, compreendem as naturais dificuldades econômicas. É dever do pais colocá-los a par da situação financeira e econômica da família, tendo, é claro, cuidado e didática para explicar isso de acordo com a idade e o entendimento de cada criança.

Quando o dinheiro está sobrando, também não convém demonstrar isso e lhes dar tudo o que querem. É preciso fazer com que desejem e saibam esperar pelo que desejam para valorizarem a conquista e o trabalho dos pais. É preciso lembrar que eles precisam do necessário para alimentar-se, vestir-se, educar-se - com isso garantido, os pais já estão cumprindo o seu dever. Os pais precisam estar seguros de que estão se esforçando para que tenham o necessário para sua formação e crescimento sadios. O resto é supérfluo.

Além disso, deve-se ensiná-los a poupar e a saberem fazer a mesada durar todo o mês, explicando que a palavra "mesada" vem de "mês" (e não uma mesa jogada neles)! 

Os filhos esperam o bom exemplo dos pais. O pior para eles é a contradição entre o que se fala e o que se faz. Para pouco servem os discursos e repreensões, se eles são baseados apenas em palavras e se não praticamos o que dizemos.

Não adianta dizer que não temos dinheiro para uma determinada coisa e, em seguida, entrarmos em uma loja, comprarmos três pares de sapatos iguais e de cores diferentes, só porque gostamos muito e achamos uma liquidação maravilhosa. Precisamos ter e demonstrar coerência enquanto pais.

Definitivamente, nós, pais, não somos  perfeitos. Podemos cometer vários erros diante dos filhos, mas podemos também ensinar até com nossos erros, admitindo-os e lutando para nos corrigirmos.

É fato que os filhos admiram os pais intimamente. Temos que tirar proveito disso. Aproveitar enquanto são pequenos, época em que ainda somos seus ídolos. Mostrar a eles o melhor de nós. E através do uso do dinheiro e de como o ganhamos e o gastamos, poderemos dar muitas lições de vida a cada um de nossos filhos, para seu futuro de homens e mulheres adultos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sem dinheiro no Natal, e aí?

Esta é a melhor época do ano para todas as famílias cristãs. O espirito natalino é contagiante e os novos meios de comunicação instantâneos nos deixam com uma atitude de expectativa ainda maior para a comemoração magnífica do nascimento do Salvador.

Começa com a profusão de enfeites natalinos em todas as lojas e  shoppings de cada cidade; com a TV repetindo uma série de filmes sobre o Natal,  e milhares de anúncios de presentes e lojas onde comprá- los.Com tudo isso, as crianças também ficam muito animadas, e começam a fazer seus pedidos de presentes. O menino Deus faz aniversário e nós é que somos presenteados.

Conforme os dias vão passando, uma crescente ansiedade também vai tomando conta de nós, pais de família, para os preparativos das festas. Esgotamo-nos nas as idas e vindas das lojas à procura de presentes e de melhores preços . O mês de dezembro é um mês de grandes despesas, matrículas escolares; listas de materiais para o ano seguinte; muitas contas a pagar; caixinhas para lixeiro; porteiro; marcador de luz e de gás; ... e o nosso dinheiro cada vez mais curto.

É difícil resistir às tentações do comércio, com suas propagandas chamativas e hipnotizantes, e evitar o supérfluo , comprando apenas o básico e necessário para uma festa alegre e agradável, porém dentro dos padrões de cada família. É um sofrimento para os pais quando não existem condições de dar aos filhos seus desejos natalinos. Assim sendo, muitos pais terminam por fazer dívidas para não deixarem as crianças sem seus presentes.

O Natal não pode ser toldado por pequenos problemas financeiros; mesmo que falte o dinheiro, não podemos deixar faltar a alegria e a esperança de dias melhores, porque nasce o Salvador para nós.
Vamos comemorar, dentro das nossas possibilidades, ensinando aos filhos que o mais importante é estarmos unidos nessa comemoração magnânima da humanidade. O resto é o resto.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dinheiro em casa – Sente à mesa e converse...


Por Eduardo Pereira – Economista.
Há anos atrás, assisti a uma reportagem do programa “Globo Rural”, sobre a agricultura na Suíça. Basicamente se tratava de agricultura familiar. Em certo momento, o repórter brasileiro acompanha a discussão familiar sobre a necessidade de adquirir um novo trator - a conversa ocorreu na mesa.

Ao longo dos anos, tenho percebido que as famílias que administram bem as suas finanças, bem como os seus membros individualmente, falam abertamente sobre dinheiro: um sabe o que o outro faz. Seja uma conversa na mesa, ou a caminho do trabalho, da escola, marido e esposa, pais e filhos, compartilham decisões, que ora estão baseadas em necessidades, ora em desejos... Mas gosto de pensar na mesa... após um café, após um jantar... as pessoas se olham...

É muito fácil fazer contas: se você toma um cafezinho diariamente numa boa padaria após o almoço do trabalho, e resolve abrir mão dessa regalia, tomando somente o café requentado da empresa em que trabalha, pode economizar uns R$80,00 por mês (dependendo da padaria é claro...), cerca de R$960,00 em um ano, e respeitáveis R$28.800,00 ao fim de 30 anos, somente por conta dos cafezinhos que não tomou.

É claro podemos adotar outras práticas, sem sermos tão radicais, mas o exemplo mostra o benefício de adquirir o hábito de poupar, de se fazer uma reserva financeira. Pensemos na frequência de certos jantares fora de casa, ou certos itens da moda, que de uma só vez pagam dezenas de bons cafezinhos...  

Mas, onde está a dificuldade?
O dinheiro é uma imensa fonte de satisfação; pode-se afirmar, que,         no momento em que se ganha ou se gasta o dinheiro com algo que se deseja, se obtém uma pequena “felicidade”, e que fique claro, uma felicidade meramente fisiológica... 

É por conta dessa realidade que as famílias devem sentar à mesa e conversar. Os métodos podem variar, mas é de praxe se estipular uma mesada para os filhos e orientá-los tanto como gastar, como estimulá-los a poupar. Por exemplo: se um dos filhos deseja comprar um equipamento de jogo eletrônico no fim do ano, pode-se sugerir ao garoto, eliminar parte dos gastos com  a mesada, até atingir o valor desejado.

Esse tipo de disciplina pode ser adotado também quando os filhos conseguem o primeiro emprego: neste caso, os sonhos costumam ser mais altos, como um automóvel ou uma viagem para o exterior. Um filho ou uma filha mais jovem pode atender a um conselho dos pais, de abrir uma conta de poupança logo no primeiro salário. 

Nestes tempos de crédito fácil, é bastante deseducador para um jovem utilizar muito cedo um cartão de crédito, uma vez que essa prática induz a pessoa a perder o saudável hábito de fazer pequenos sacrifícios no consumo pessoal para poder ter algo depois. 

É preciso se dar conta de uma coisa: o crédito abundante e sem critério induz as pessoas a desejarem tudo para agora, e isso gera ansiedade e descontrole, e faz os adultos se comportarem como crianças mimadas.

A essa altura, penso que está respondida a pergunta sobre a dificuldade de poupar: uma combinação de estímulo ao consumismo nos dias atuais, com a ansiedade, que exige a satisfação cada vez com maior rapidez.

Voltando à mesa da família...
Ao redor de uma mesa, os pais podem conversar diante dos filhos, sobre pequenas decisões compras para a casa, não tanto para saber a opinião deles, mas para tornar natural o hábito de dizer: “necessito comprar isto”, ou “desejo comprar aquilo”... boa ocasião para educá-los, mostrando a diferença entre  necessidade e desejo.

O que vale para o dinheiro, vale para muita coisa na vida: Se alguém numa família, esconde aspectos da sua vida financeira, seja porque está muito boa, seja porque está muito ruim, há uma grave deformação no comportamento deste marido, desta esposa, ou desse filho.

Sem procurar transformar uma família num quartel, pois os Pais não são Generais, pode-se dizer aos filhos que aquele tênis ou aquela bolsa que custou tão caro no ano passado, não deve ser encostado ou trocado agora, por mero capricho, ( talvez deva se fazer algumas concessões às meninas....rsrsrs ) pois pode estar na metade ou na terça parte da sua vida útil. Usar até quando estiver em condições de uso: esse costume por si só ensina muita coisa sobre economia, ansiedade, pobreza e desprendimento.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A classe média e o dinheiro

Por Rafael Carneiro Rocha

Gosto muito do livro "O homem bom", do Pe. Francisco Faus. Cito abaixo um trecho para refletirmos:

“Há, por exemplo, pais que se sentem decepcionados com os seus filhos porque não conseguiram moldá-los como argila, de acordo com o modelo que idealizaram para a sua satisfação pessoal. (...) E eis que os filhos, usando da sua liberdade – e, às vezes, secundando o plano que Deus preparou para eles – rasgam o “roteiro” do pai (vai seguir a mesma carreira que eu, vai trabalhar comigo, vai ser rico e importante, etc.) e traçam o seu próprio caminho. Nessa altura, o pai sente que foram cortados os fios com que pretendia comandar os filhos como marionetes, e mergulha na decepção. Mesmo as mais belas opções de vida feitas pelos filhos, se estão à margem do “roteiro” paterno – por exemplo, dedicar-se inteiramente a Deus, escolher uma profissão menos brilhante mas mais aberta ao serviço do próximo, abraçar ideais de pesquisa científica ou de arte –, parecem-lhe tolices, idealismos estúpidos que vão estragar-lhes a vida. Na realidade, estão estragando apenas os sonhos egoístas do pai”.

De fato, é tênue a linha divisória entre a boa intenção e o egoísmo dos pais. Há pessoas que acreditam sinceramente que fazem o bem para os filhos e que só pensam no “melhor” para eles, mas é quase sempre uma convicção pessoal e isto, como todos os pensamentos tipicamente “pessoais”, é muito mais uma opinião do que uma verdade absoluta.

Muitas vezes, as opiniões revelam nosso modo precário de compreender o mundo. No caso dos pais que vislumbram rumos profissionais para os filhos, a opinião bem intencionada costuma esconder uma inequívoca idolatria pelo dinheiro.

As pessoas que agem assim dificilmente sabem que idolatram o dinheiro, e por isto é bom que fiquemos atentos. É merecedora de admiração a classe média que “deu duro na vida” e que conseguiu, com honestidade, um bom padrão de conforto para a família, mas é preciso que os pais não tenham esta dimensão material como possibilidade exclusiva de realização pessoal.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Vamos jogar fora no lixo?

Nas minhas sessões de nostalgia, começo a rever músicas antigas e uma leva a outra e assim vou encontrando assuntos para desenvolver no blog, sobre família.

Hoje me inspirei numa letra horrível, no meu entender, pois é muito depressiva e mostra todo um desencanto, um ponto final onde só deveria haver uma pausa e nova tomada de forças.

A letra diz: É cansei já não dá mais/ Você pisou demais/ Pra frente é que se anda /A vida leva e traz/ A paz que eu quero ter/ Tão longe de você/ Eu sei que vai ser duro/ Mas tenho que esquecer/ // Vou jogar fora no lixo/ Jogar fora no lixo/ Jogar fora no lixo.

Mas esta inspiração foi por conta de uma brincadeira do meu marido. Ele começou a cantar apenas o estribilho: Joga fora no lixo, joga fora no lixo, ....(só porque eu estava brava com ele por coisas de ordinária administração do lar: dinheiro). E isso me levou à busca do restante da letra.

No casamento, um assunto muito desgastante é dinheiro, a mola que move o mundo e as famílias também. Assim sendo tema tão delicado, precisamos colocar cuidados dobrados na hora de se falar sobre o vil metal.

Mesmo que os dois trabalhem, e tenham seus salários, numa família tudo é de todos e nas circunstâncias atuais da maioria vivente neste Brasil, a renda do casal mantém a família quase como um equilibrista de circo. Os cartões de crédito giram como os pratos que rodam nos bambus e não podem parar, pois,caso parem, lá se vão juros e correções monetárias sem fim.

É preciso que o casal tenha muita transparência nos gastos, que aja em sintonia, e que as despesas sejam bem combinadas e notificadas para que não venham depois as reclamações e os sustos com a conta muito desfalcada, justo num mês em que não se poderia gastar tanto.

Muitos casos acabam até em separações, tornando o problema maior ainda. Surgem as famosas disputas por pensões, que levam a deteriorar mais ainda a família e os filhos. Aí entra o caso de “jogar fora no lixo” – estragar tudo e jogar fora um relacionamento familiar por falta de clareza de ambas as partes.

Mas como as mulheres não são de jogar nada fora, até por questão de costume, os homens abusam e vão se aproveitando disso para suas inúmeras lamúrias sobre os gastos, sem contar o que eles próprios gastam, muitas vezes, sem consulta prévia, só pelo fato de serem os chefes do clã.

Vamos cuidar com carinho deste assunto para não nos tornarmos o lixo da casa, nem um nem outro.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 12)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossas amigas.
Conversa sobre namoro
1 - A. diz: Olá Dra, sou a L..D. da primeira pergunta e minha filha tem 20 anos, estuda, faz faculdade e é muito boa aluna. Tenho 2 filhos, mas ela me preocupa porque não consegue ver o que todas as amigas falam dele, um cara que não faz nada para procurá-la, vive na dele e ela é quem tem que ir procurá-lo. Ela é muito bonita, meiga, todos gostam dela, não sei porque foi se apaixonar por uma pessoa tão diferente dela e tão desinteressado. Não sei mais o que falar pra ela. Agradeço sua atenção e toda ajuda será bem vinda. Abraços.
RESP: Sra L..D. eu é que agradeço seu retorno e penso que a senhora não deva mais insistir em falar à sua filha sobre o rapaz. Aos 20 anos, a formação recebida em casa dar-lhe - á bom senso e reflexão. Auxilie com seu silêncio e muita oração e carinho por ela .Conte com o tempo! É um grande aliado porque a senhora não está se omitindo, já mostrou o que pensa, já esclareceu o que devia. Paciência, carinho, acolhendo e falando apenas o necessário como faria se ele fosse um rapaz que a família toda apreciasse. Pode voltar a escrever quando e quanto quiser! Meu abraço, Mannoun
Bebida e adolescente
2 – A. diz: Vocês acham que um adolescente de 15 anos que leva cachaça (misturada com refrigerante) para tomar dentro da escola possui idoneidade moral? Eu sou colega de uma assim e ela vive querendo dá uma de sabe tudo e nos ensinar a viver. O que devo fazer por essa colega? Devo mostrar quem ela é pra todos na escola? Ela diz que a bebida não faz mal nenhum que é pura hipocrisia de adultos. Que ajuda a relaxar e a estudar melhor.

RESP: Caro A., sua colega necessita muito de uma boa amizade ! Não é ela quem vai ditar as normas de conduta e ensinamentos para vocês, mas fale apenas com ela e não com todos. Converse com uma professora que você julgue merecedora de sua confiança e peça-lhe que indique à sua colega um bom profissional porque ela necessita tratamento clínico e psicológico. Como é a família dela? Quais os hábitos deles? Será que ela tem bons exemplos por lá? Fique firme em sua posição, seja amiga de todos em sua classe, não comente sobre ela com os demais que isto se chama murmuração ( fofoca) e não ajuda a ninguém...A bebida faz mal sim, vai minando a Vontade, os sentidos ficam descontrolados e a pessoa perde o bom senso e pode cometer atos dos quais depois se arrependerá com muito sofrimento....É uma droga como as outras, embora socialmente aceita, causadora de muitos males,especialmente nos jovens Adolescentes. Obrigada por abrir seu coração e se preocupar com sua amiga - você é um amigo de verdade para ela! Fico às suas ordens ! Mannoun

Adultolescente?
3 – T. L. diz: Dra define pra mim o que é a adolescência e o tempo que ela dura. Conheço gente mais velha que parece nunca ter saído desta fase. Existe um limite real pra adolescência? Como curar um adultolescente?
RESP: Cara Sra T.L Adolescência é definida pela Organização Mundial de Saúde como a fase de vida que vai dos 10/11 anos até os 21 ( maioridade )quando se completa o crescimento físico.
Sua observação é muito procedente porque, de fato, há pessoas que parecem jamais ter deixado para trás sua adolescência...
É necessário conhecer como a pessoa foi tratada em casa, se teve oportunidade de aprender a servir, ajudar, partilhar, se recebeu e se desincumbiu de tarefas, de responsabilidades...
Primeiro compreender, ouvir, e depois, se a pessoa quiser um bom acompanhamento com profissional da área de Psicologia, pois o processo de amadurecimento é lento e deve ser desejado pela própria pessoa. Não desanime porque vale a pena sempre, ajudar alguém a descobrir seu papel na vida! Fico a seu dispor se não respondi como desejava. Atenciosamente, Mannoun

O uso do dinheiro
4 – A. R. diz: Ao ensinar aos filhos a valorização do dinheiro,os pais,por tabela,os levarão a perceber que utilizá-lo para custear um vício é pura leviandade.Com um ensinamento,poder-se-á atingir a dois benefícios.
RESP: Cara Sra A.R. concordo plenamente! O que penso é que, mais que leviandade, é uma injustiça que se comete contra a família, não acha? Um abraço e obrigada pelo comentário! Valeu! Volte sempre, porque sempre podemos nos complementar. Um abraço da Mannoun

sábado, 15 de agosto de 2009

Um filho custa caro?

Recebi um texto sobre o quanto custa um filho para se criar até os 18 anos. $160,140 ( 1 dólar = R$ 1,8110), numa família de classe média.

Bem, não incluíram despesas com escolas, mas o valor é bem accessível Fazendo a seguinte conta:
* $ 8.896,66 por ano,
* $ 741,38 por mês, ou
* $ 185,34 por semana.
* E meros $ 26,47 por dia.
* Cerca de um dólar por hora.

Vamos e venhamos: Gastamos muito dinheiro com coisas desnecessárias que não nos dão nenhum retorno. Podemos ver que ganhamos muito gastando estes $ 160.140,00 em 18 anos.

Ganhamos: Mais amor do que o coração pode suportar. Beijos jogados no ar e abraços carinhosos. Uma mão para segurar, normalmente suja de geléia ou chocolates. Um parceiro para fazer bolhas de sabão, soltar pipas. Alguém para fazer você rir como bobo, não importa o que seu chefe tenha dito ou como as bolsas de valores se comportaram nesse dia.

Arrumamos desculpas para Continuar a ler as aventuras do Ursinho Puff, assistir desenhos animados ao sábado pela manhã, assistir filmes da Disney, e fazer pedidos a estrelas. E também receber muitos lindos desenhos, cartões com molduras de arco-íris, de corações ou flores sob imãs de geladeira, conjunto de mãos impressas em argila para o Dia das Mães, e cartões com letras viradas ao contrário no Dia dos Pais.


Teremos fama de heróis porque recuperamos uma pipa do telhado da garagem, ou retiramos as rodinhas da bicicleta, ou removemos uma farpa do pé, ou por Enchermos uma piscina de plástico,ou até por irmos a parques de diversões e voltarmos exausto...

Seremos as testemunhas da história do filho: Seus primeiros passos, suas primeiras palavras, o primeiro sutiã, o primeiro namoro, e a primeira vez atrás do volante de um carro.

É o melhor investimento que faremos na vida.
Por $ 160.140,00 poderíamos comprar um carro de luxo, uma casa.
talvez um iate... Mas nada se equivale ao preço de um filho.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Casal - aproveitando o tempo das férias

A célula principal da família é o casal: Marido e Mulher.
Nós dos Negócios de Família estamos sempre “antenados” com tudo relacionado. Pensamos que todo casal deve desde cedo, ter o costume de estar juntos, dividir as alegrias e as dificuldades, tudo que os una cada vez mais.
Encontrei este texto abaixo no blog da Márcia e do Zé, e estou postando aqui para mostrar como é enriquecedor para o casal, viajar e estar juntos. Como esta muito bem colocada: Viajar não é despesa é investimento.


Os viajantes Márcia e Zé - http://www.viajandoporai.com.br/
"O destino não é apenas um lugar, mas uma nova maneira de ver as coisas."
–- Henry Mille

“Somos um casal jovem de viajantes, que está sempre pensando em um próximo destino.
Até hoje, não viajamos tanto quanto gostaríamos (clique nos nomes ao lado e veja os países onde já estivemos: Márcia e Zé), mas o suficiente para nos convencermos de que não há nada melhor do que sair um pouco o nosso mundinho do dia-a-dia (que nem sempre é azul ou cor-de-rosa) para recarregar as baterias e "voltar à vida" com novas idéias, trazendo na bagagem novas visões de mundo e também um pouquinho de saudade, que é sempre saudável, porque nos faz valorizar alguns aspectos da nossa cultura (às vezes pequenos detalhes) que acabam passando batidos na correria do cotidiano.

Outro dia pensamos: "Se tivéssemos guardando o dinheiro que gastamos em viagens, teríamos feito uma boa economia nestes sete anos de casados!". Mas, imediatamente, nos lembramos de algumas experiências maravilhosas que teríamos deixado de viver: pegar um frio de 6 graus negativos no topo da Torre Eiffel (e praticamente congelarmos, felizes da vida!); rolar de rir com os desajeitados pingüins em seu habitat natural, em Ushuaia ; nos deliciarmos com os autênticos pastéis de Belém, em Lisboa; visitar um mundo de conto de fadas no encantador Castelo de Neuschwanstein, na Alemanha; assistir o magnífico pôr-do-sol no Rio Vlatva, em Praga; se perder pelas ruas de Veneza e descobrir que cada detalhe delas guarda séculos de uma história fascinante.... Pensando bem, chegamos à conclusão de que não valeria nem um pouco ter esse dinheiro guardado embaixo do colchão! Afinal, em nossa opinião, viajar não é um gasto, mas um investimento!

Muito do que somos hoje e de nossa maneira de ver o mundo tem a ver com essas enriquecedoras experiências que adquirimos em nossas andanças por aí, nas quais tivemos contato com novas paisagens, cheiros, paladares... e também novos e importantes laços de amizade. Sem falar nas lembranças desses locais e pessoas magníficas, que ficarão para sempre guardadas conosco, como nenhum outro bem material ficaria.”

Sendo assim, vamos animar maridos e mulheres, tratos a bolas para fazer uma viagem gostosa.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dinheiro: Alguns erros na educação dos filhos

Quando o assunto é dinheiro, sempre ficamos na dúvida se estamos educando-os de forma correta. Qual deve ser nosso comportamento diante de cada filho nas suas idades respectivas?

Minha nora me enviou um artigo bem interessante que coloco aqui uma parte, para mostrar alguns exemplos interessantes, que podem nos ajudar na hora de agir com a garotada.
http://veja.abril.com.br/170609/p_110.shtml

A Dra Cássia nos diz que: “a educação financeira das crianças não se resume a ensiná-las a poupar” - "Elas precisam aprender também como gastar o seu dinheiro.”. A cada fase da infância e da adolescência, amplia-se a capacidade de compreender o valor das coisas e planejar a vida financeira de curto, médio e longo prazo. Não transmitir informações na hora certa e da forma adequada significa aumentar o risco de que o adulto tenha uma relação ruim com o dinheiro.

O artigo mostra 4 fases distintas de idades e seu modo de agir:

1ª - De 5 a 7 anos
A capacidade de entender questões relacionadas a dinheiro ainda é pequena. A criança não está pronta para controlar gastos nem para diferenciar o caro do barato.

2ª - De 8 a 12 anos
Nessa fase surgem as primeiras comparações com a situação financeira dos amigos. Roupas e acessórios de marca passam a fazer parte da lista de vontades dos filhos, e é comum que eles perguntem sobre as finanças dos pais. Ainda não entendem situações complexas como dívidas da família


3ª - De 13 a 17 anos
O adolescente já tem alguma capacidade de compreensão, organização e planejamento em médio prazo o uso do dinheiro. No entanto, ainda tem dificuldade com o manejo em longo prazo.


4ª – De 18 a 21 anos
Ele já é perfeitamente capaz de assumir sua vida financeira, fazer escolhas e ser responsável por seus atos


Com esta divisão ela vai mostrando alguns erros que cometemos com as crianças e adolescentes em algumas situações distintas.

Exemplo de erro na 1ª fase: pôr o filho a par de todos os detalhes da situação financeira da família – quanto os pais ganham, quanto custa cada coisa da casa, quais as dívidas
Por que os pais o fazem: acreditam que a criança deve, desde cedo, conhecer a realidade financeira da família para que entenda que é preciso economizar
Por que está errado: se os pais começam a detalhar contas, gastos e dificuldades, as crianças podem entender que custam muito caro à família e ficar angustiadas. É comum que comecem a dizer que não precisam de determinadas coisas – um comportamento que os pais acham "bonitinho" mas que, nessa faixa etária, costuma ser sinal de ansiedade
A estratégia correta: a criança precisa de exemplos práticos para começar a entender o valor das coisas. Se a família vai viajar nas férias, já é um bom começo pedir a ela que participe das economias da casa naquele momento específico
Exemplo de erro na 2ª fase: abrir uma poupança para aplicar a mesada do filho – e impedi-lo de mexer nesse dinheiro
Por que os pais o fazem: porque acreditam que é importante ensinar os filhos a poupar desde cedo
Por que está errado: parte do processo de aprender a economizar dinheiro é saber como gastá-lo. E isso inclui fazer escolhas e, eventualmente, arrepender-se delas
A estratégia correta: até os 11 anos, a melhor maneira de ensinar a poupar é estimular objetivos de curto prazo. Um exemplo: se a criança quer comprar figurinhas e precisa poupar 1 real por semana, ajude-a a economizar usando o cofrinho. A partir dos 12 anos, a poupança é uma opção, mas sem o uso do cartão.

Exemplo de erro na 3ª fase: dar ao filho adolescente um cartão de crédito
Por que os pais o fazem: porque acham que os filhos já têm maturidade suficiente para usá-lo
Por que está errado: o cartão de crédito ensina somente a gastar e nunca a economizar. Isso solapa o aprendizado da poupança, que é especialmente importante na adolescência
A estratégia correta: o cartão só deve ser introduzido a partir dos 18 anos e, ainda assim, em uma conta conjunta com um dos pais. É a forma de acompanhar de perto a relação do filho com os gastos. Se o cartão for necessário antes dessa idade, como no caso de viagem, é bom dar a ele primeiro um cartão de débito. Fica mais fácil controlar o que entra e o que sai.

Exemplo de erro na 4ª fase: dar mesada ao filho com mais de 21 anos
Por que os pais o fazem: como os filhos estendem cada vez mais a permanência na casa dos pais, muitos continuam a tratá-los como dependentes, ainda que já sejam maiores de idade e recebam o próprio salário
Por que está errado: o jovem não se sente estimulado a trabalhar. Muitas vezes o salário é inferior ao que recebia dos pais. Frustração e acomodação no início da vida adulta comprometem o amadurecimento
A estratégia correta: é importante que, a partir do momento em que entra na faculdade e começa a fazer um estágio, o filho assuma pequenas contas ou despesas da família. Pode ser a própria conta de celular, a gasolina do carro ou mesmo o pão que compra todos os dias pela manhã.

Estas são boas dicas que podemos usar com nossos filhos e ajudá-los a fazer bom uso do dinheiro.