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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Tempo de crise – aproveitando madeiras

Buscando no fundo do baú, aquela nossa habilidade faz tanto tempo esquecida, vamos poder fazer coisas que nem imaginávamos poder por em prática. Que tal construir um móvel para um cantinho da sua sala, para guardar bebidas e coisas relacionadas? Um mini bar para enfeitar o lugar vazio, e para guardar o que fica meio fora de esquadro, numa estante ou cômoda.

É fácil de achar caixas de madeira que usam para armazenar legumes, e algumas outras madeiras que teimam em sobrar nas nossas casas.

Com uma serra tico-tico podemos cortá-las nas medidas certas e começar a construir nosso móvel. No meu caso, fiz um mini bar, mas pode ser uma sapateira, uma mesinha de canto, qualquer coisa menos rebuscada que a nossa imaginação permitir.

Para iniciar é preciso fazer um esboço do que queremos, e em seguida colocar as medidas para cada peça de madeira que vamos usar, para que fiquem simétricas. Ter um projeto ajuda muito. Existem muitos na internet, até com vídeos mostrando como fazer. Vale a pena pesquisar antes.

Depois do projeto feito, por mãos a obra e começar a fazer. Deixar um tempo por dia, nos finais de semana para esse trabalho. Sempre com uma meta de tempo, para não desanimar. Podemos convocar a ajuda daquele filho ou filha mais habilidoso, para dar um bom apoio ao trabalho. Dará gosto de ver no final. Peça pronta, lixada, com verniz ou cera, ou até pintada.


terça-feira, 5 de julho de 2016

Gerenciando as finanças do lar

Quando o casal trabalha fora e ambos são assalariados, ou quando apenas um mantém a casa, homem ou mulher, como ficam as distribuições com os gastos e como fazemos para que isso não seja razão de atrito entre o casal?

A confiança mútua é muito importante, para que o casal não faça dívidas além das suas possibilidades ou gaste sem avisar ao outro e com isso provoque um rombo na economia doméstica.

Há uma grande necessidade do casal estar em sintonia para uma vida financeira saudável. Esse é um processo demorado, e requer dedicação de ambos. Um só não faz milagre. A iniciativa pode partir do que ganha mais. A primeira coisa é reforçar o nós. E firmar um compromisso de não comprar nada sem o assentimento do outro.

Quando apenas o homem provê a casa financeiramente, é natural terem uma conta conjunta, e a mulher ter bastante cuidado para não passar do limite do mês, e saber gerir os gastos com as despesas domésticas. Em situações onde a mulher trabalha e provê o lar, se faz necessário muitas conversas entre o casal, para não haver melindres. 

Na nossa sociedade existe o costume do homem ser o alfa da família. Aquele que sustenta, ou o que divide o sustento com a mulher que também trabalha fora. Hoje temos muitas situações familiares diferentes, para obtenção da renda familiar. Sendo assim precisamos ir adaptando cada nova situação para conseguirmos o máximo de harmonia familiar.

Não existem regras para se gerenciar a economia doméstica, cada casal terá a sua dinâmica. Funcionará bem a economia doméstica se o casal tem uma conta conjunta, e todos os proventos são depositados nela. Assim sendo todos estarão interessados em manter as despesas dentro do que se ganha, ou do que se foi estipulado a gastar. Todas as regras que criarmos para gerenciar o dinheiro que entrar devem estar voltadas para a harmonia conjugal, para evitar desavenças por gastos e despesas não programadas.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ensinando os filhos sobre finanças

Por Carol Balan

Hoje estava lendo um texto do consultor financeiro Gustavo Cerbasi; gosto bastante dos seus textos e livros, e da maneira como ele ensina a lidar com o dinheiro. Nesse artigo ele dá algumas dicas para ensinar os filhos como fazer isso.

Ele afirma que a idade ideal para começar a falar com os filhos sobre dinheiro é por volta dos 3 a 4 anos. Na verdade, nessa idade não iremos ensinar finanças para eles, mas vamos começar a passar a noção de guardar dinheiro. O melhor método para isso é o cofrinho. O engraçado nessa fase é que eles viram verdadeiros caçadores de tesouros: saem procurando moedas pela casa, nas carteiras, para guardar no cofrinho!

Para a mesada ou semanada, ele recomenda que se comece a partir dos 6 ou 7 anos. Aqui em casa o mais velho acaba de completar 7 anos e acredito que esse é o momento ideal para começarmos a dar mesada para ele. Nessa idade eles não ainda não têm ideia do valor real do dinheiro, então acho interessante que comecem a ter seu próprio dinheiro para tentar comprar as coisas e ir percebendo o que cabe naquele valor e o que não cabe.

Outra dica que achei muito importante é cumprir sempre as regras. Ele diz que, muitas vezes, por falta de tempo, de paciência ou só para querer agradar, os pais acabam cedendo e deixando de impor limites. Por isso, é muito importante não gastar além das possibilidades, apenas para agradar os filhos, mas sempre devemos mostrar que, se algo foi combinado, precisa ser cumprido. Permitindo assim que eles comecem a perceber que existem regras para o gasto e que elas precisam ser cumpridas sempre.

Além disso, ele fala que o exemplo dos pais também conta muito. Não adianta tentar ensinar os filhos como cuidar das finanças se nós mesmos não fazemos isso. Controlar os gastos, dar valor para coisas que não tenham valor financeiro, fazer compras conscientes são algumas das maneiras de mostrar aos filhos que o dinheiro tem seu valor, mas que sempre precisamos manter o controle sobre ele.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Planejamento Financeiro Familiar – Parte IV – Avaliação e Poupança

Por Manuela Freitas

Chegamos ao fim da série de artigos sobre como iniciar um Planejamento Financeiro Familiar.
Já falamos sobre o processo inicial de análise de gastos, a divisão das contas por categorias, a realização dos cortes e reduções, a determinação das metas e a execução do planejamento.
Passadas todas estas etapas, é necessário realizar uma avaliação do processo até aqui.

Houve evolução para o alcance das metas? Faz-se necessário realizar readequações? A forma de anotação e controle está sendo eficiente? Todos da família conseguiram colaborar com o processo?

Respondendo estas perguntas e realizando os ajustes necessários, segue-se mais um mês de execução.
Neste momento levantamos uma questão de suma importância na continuidade e alcance do objetivo proposto pelo planejamento: Poupar.

Tão importante quanto ter controle do que se gasta, é a possibilidade de pagar as contas e também POUPAR!

Para uma família com um alto grau de endividamento e despesas fora de controle, esta etapa parece ser inalcançável. Mas como sua família já está no processo de colaboração e ajustes, é chegado o momento de iniciar sim um belo caminho para a economia.

Assim como o planejamento que propomos, o processo de economizar também precisa ser realizado com dedicação e calma.

Um passo inicial é incluir a categoria “Poupança” dentre as contas fixas. Sendo possível poupar um valor X este mês, faça-o de imediato.

Alguns especialistas indicam reservar o valor destinado à poupança antes de pagar as contas.
Digamos que este seja um passo um pouco radical para quem está começando um processo de aprendizado com finanças. Sugerimos inverter um pouco a ordem: primeiro pague tudo o que precisa pagar, reserve o valor para as despesas mensais variáveis conforme as metas estabelecidas e por fim transfira o valor a ser poupado para a sua conta poupança ou outra aplicação que deseje.
Nesta semana assisti em um programa de TV uma proposta de iniciar a economia gradativa ao longo de um ano. Conforme sua renda, o valor a ser poupado vai aumentando mês a mês.

Renda: R$1.000,00
Valor a poupar: Janeiro 1% - R$ 10,00; Fevereiro 2% - R$ 20,00; Março 3% - R$ 30,00... Dezembro 12% - R$ 120,00.

É uma opção, mas se após seguir a sugestão que passamos acima, você verificar que a economia pode ser maior que este percentuais gradativos, poupe mais! Isto só trará benefícios para sua família.
Enfim, esperamos que estas dicas possam ter auxiliado muitas famílias a ter o interesse de cuidar de perto de suas finanças e eliminar a surpresa desagradável no momento de realizar as contas do mês.

Resumo do Processo:


Etapa I – Observação:
•    Guardar todos os comprovantes de gastos e anotar todas as despesas por categorias/responsável pela despesa.
•    Identificar o comportamento de gastos da família, sem realizar nenhuma alteração. Momento de observação.
•    Verificação dos gargalos no orçamento.
Etapa II – Análise, Organização e Cortes:

•    Somar os gastos de todas as contas por categoria (contas fixas e variáveis).
•    Calcular a porcentagem de comprometimento do orçamento para cada conta.
•    Com base nos gargalos identificados na primeira etapa, efetuar os cortes ou reduções, iniciando principalmente pelos “Gastos Diversos”.
•    Verificar nas demais contas as possibilidades de economia.
Etapa III – Metas e Execução
•    Determinar metas de gastos para as contas variáveis.
•    Executar o planejado.
•    Determinar a frequência de atualização dos dados.
Etapa IV – Avaliação e Poupança
•    Verificar a necessidade de ajuste em algum passo do processo.
•    Incluir nas contas fixas a categoria “Poupança”.
•    Seguir a execução do planejamento.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Planejamento Financeiro Familiar – Parte III – Metas e Execução

Por Manuela Freitas

Olá! Estamos na terceira etapa do processo de Planejamento Financeiro Familiar, e temos alguns pontos importantes a acrescentar para que o controle de contas da família alcance o sucesso desejado.
Esta etapa é o momento de por em prática tudo o que foi planejado até o momento.

Já observamos os gastos, já traçamos reduções e cortes, e agora é chegada a hora de EXECUTAR.
As contas deverão ser divididas com metas a serem cumpridas.
Ex: Gastos mensais com alimentação – R$ 1.000,00 (R$ 250,00 por semana)
Gastos mensais com transporte – R$  600,00 (R$150,00 por semana)

Neste momento o hábito de anotar todos os gastos deve ser uma constante. As anotações não cessaram na primeira etapa, elas são permanentes e base essencial para todo o processo.
É muito importante definir com que frequência serão realizadas as anotações para atualização dos gastos. Sendo possível atualizá-los diariamente, excelente. Se não, uma vez por semana.

Entenda que a família não será escrava de um planejamento; o planejamento que será um aliado da família. E estando com as anotações atualizadas é possível, a qualquer momento, realizar adequações entre as contas.

Ex: O gasto nesta semana com Supermercado ultrapassou a meta (R$300,00 ao invés de R$250,00). É possível diminuir (R$50,00) em outra conta? Diminuir as refeições fora de casa ou a saída programada para o final de semana?

Percebem que o processo deve ser integrado? Uma categoria de conta pode auxiliar outra, e no final o planejamento global pode ser cumprido como proposto.

As adequações são possíveis e normais, visto que é impossível prever todos os gastos diários, principalmente no caso de imprevistos.

Resumo do Processo:

Etapa I – Observação:
•    Guardar todos os comprovantes de gastos e anotar todas as despesas por categorias/responsável pela despesa.
•    Identificar o comportamento de gastos da família, sem realizar nenhuma alteração. Momento de observação.
•    Verificação dos gargalos no orçamento.

Etapa II – Análise, Organização e Cortes:
•    Somar os gastos de todas as contas por categoria (contas fixas e variáveis).
•    Calcular a porcentagem de comprometimento do orçamento para cada conta.
•    Com base nos gargalos identificados na primeira etapa, efetuar os cortes ou reduções, iniciando principalmente pelos “Gastos Diversos”.
•    Verificar nas demais contas as possibilidades de economia.

Etapa III –  Metas e Execução
•    Determinar metas de gastos para as contas variáveis.
•    Executar o planejado.
•    Determinar a frequência de atualização dos dados.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Planejamento Financeiro Familiar – Parte II – Análise, Organização e Cortes

Por Manuela Freitas

Passada a primeira parte do processo de planejamento, tendo em mãos as anotações e a consciência de todos os gastos realizados pela família ao longo do período de observação, é chegada a hora de iniciar a organização dos gastos e receitas.

É primordial ter tido ciência na etapa anterior de onde estão os gargalos das finanças familiares e a separação das despesas por tipo.

De posse destes dados, será possível realizar, por categoria, a identificação dos gastos que podem ser cortados, reduzidos ou substituídos da vida familiar.

Exemplificando:

CATEGORIAS
Contas Fixas:
Contas mensais (água, luz, telefone, habitação, plano de saúde)

Contas Variáveis:
Alimentação (Supermercado, Padaria)

Transporte

Saúde (Farmácia, Vacinas, Consultas Particulares)

Gastos Diversos (Lazer, Lanches, Restaurantes, Passeios)

DICAS:
1 - Some cada item das categorias para visualizar o total gasto em cada despesa e a porcentagem de comprometimento do orçamento com cada conta.

2 - As contas variáveis são as mais indicadas para iniciar alguns cortes. Dentre elas os “Gastos Diversos” certamente possuem diversas contas e compras que podem ser reduzidas ou até eliminadas.
Que tal reduzir as refeições fora de casa, as idas ao cinema, e principalmente as compras por impulso?

3 - Com certeza todas as contas das categorias podem sofrer reduções. Os gastos com Alimentação, se planejados, podem sofrer uma considerável redução, mas, como tudo dentro de um controle de contas, exige dedicação.

4 - Padarias são tentadoras e grandes vilãs para o descontrole de contas. As compras de supermercado e feira também podem embutir altos valores em troca de comodidade.

Realizar pesquisas de preços, dividir as compras por diversos estabelecimentos também poderá trazer uma enorme economia (Carnes no estabelecimento A; laticínios no estabelecimento B;...).

Resumo do Processo:

Etapa I – Observação:

•    Guardar todos os comprovantes de gastos e anotar todas as despesas por categorias/responsável pela despesa.
•    Identificar o comportamento de gastos da família, sem realizar nenhuma alteração. Momento de observação.
•    Verificação dos gargalos no orçamento.

Etapa II – Análise, Organização e Cortes:

•    Somar os gastos de todas as contas por categoria (contas fixas e variáveis).
•    Calcular a porcentagem de comprometimento do orçamento para cada conta.
•    Com base nos gargalos identificados na primeira etapa, efetuar os cortes ou reduções, iniciando principalmente pelos “Gastos Diversos”.
•    Verificar nas demais contas as possibilidades de economia.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

10 Dicas de Planejamento Financeiro Familiar

“Dinheiro não é problema, dinheiro é solução!”

Quem nunca ouviu essa frase? Porém, dependendo do contexto, dinheiro pode ser um grande problema sim! Tudo depende da forma como se administra as finanças.

Para tudo na vida é necessário planejar. Em artigos anteriores já falei um pouco sobre planejamento, mas hoje vou abordar especificamente o planejamento financeiro familiar, e não farei isto sozinha.
Nesta série de artigos sobre finanças, conto com a colaboração do meu marido, que sendo economista muito tem a acrescentar sobre o assunto.

A construção de uma vida a dois requer muito diálogo e desprendimento. Neste processo, os planos e aspirações de vida são compartilhados. Com o casamento passamos a dividir o mesmo teto, a mesma comida,... tudo. Nada mais lógico que as finanças também sejam tratadas de forma única.

Administrar um lar não é tarefa fácil e nunca será. Contas a pagar, compromisso a serem cumpridos. Tudo precisa ser controlado para que as obrigações cotidianas não se transformem em pesadelo e num monstro incontrolável chamado endividamento compulsivo.

Já pudemos presenciar, ao longo da nossa vida profissional, inúmeros casos onde a vida financeira das famílias encontra-se num nível extremamente preocupante, única e exclusivamente por ausência de planejamento.

Não é difícil encontrar famílias que não têm a menor noção do quanto gastam, do quanto necessitam para viver e do quanto devem!

Vamos elencar 10 princípios essenciais para um planejamento financeiro familiar:

1- Conheça suas necessidades
Elenque quais as necessidades básicas para manutenção da casa. Dentre as principais despesas, toda casa tem contas fixas (luz, água, condomínio, telefone/tv a cabo/internet, gás...) e contas variáveis (supermercado, gasolina,...)

2- Pesquise as opções no mercado para atender suas necessidades
É importante pesquisar todas as opções disponíveis no mercado, seus custos, seus produtos substitutos, custo x benefício.
Exemplificando, os alimentos em geral podem ter uma enorme variação dependendo do local onde você realiza suas compras. O dia da semana também pode influenciar no valor de frutas e verduras. Por isso, a pesquisa é tão importante e indispensável para realizar uma boa economia.

3- Tenha ciência das suas receitas e das suas despesas
Principalmente se sua renda for variável ou de diversas fontes, é preciso ter ciência do valor disponível para o mês.
Considere também que, apesar das contas serem variáveis, elas podem ser estimadas.
Saber quanto se ganha e quanto se gasta é fator essencial para o início do planejamento e acompanhamento financeiro.

4-Anote todos os gastos e pagamentos realizados
Não importa se a compra ou o gasto é grande ou insignificante, ao final do mês a soma das despesas significará uma parcela importante do valor desembolsado. Seja um picolé, um chiclete ou uma garrafinha de água. Anote tudo o que for gasto ou pago.

5- Repense sobre os supérfluos
Após analisar as necessidades básicas de um lar, torna-se fácil identificar quais itens que sempre estiveram presentes no dia a dia da família, mas que na realidade não possuem a importância que julgamos ter no momento da compra.

6- Resista às compras por impulso
Antes de cair em tentação de sair comprando aquela calça que está numa super liquidação, tenham sempre em mente três perguntas clássicas: Eu preciso? Eu posso? Precisa ser agora?

7- Tenha ao menos uma meta
Para que o planejamento não seja abandonado no primeiro mês, é preciso que exista ao menos uma meta a ser alcançada pela família. Pagar uma dívida? Adquirir um bem? Realizar uma viagem? Poupar? Não importa qual, mas é necessário estabelecer tempo e valores.

8- Siga o planejado
Sempre almejando a meta, não desista. Siga o planejado. Em pouco tempo vocês poderão verificar os benefícios de possuir controle sobre o que se tem.
    
9- Valorize as pequenas conquistas
Se as dívidas estão diminuindo, ou houve a possibilidade de economia mesmo que mínima, toda conquista é motivo para comemorar.

10- Não desista
Mesmo que vocês escorreguem no planejamento, não desistam! Todo mês é uma nova oportunidade de recomeçar e seguir em frente. Lembrem-se: foco na meta!

No próximo artigo detalharemos de forma prática como iniciar um planejamento.

Manuela Freitas e José Freitas - economista, bancário, músico, gaúcho

terça-feira, 24 de junho de 2014

Diminuindo os gastos na família

Com a crise que vivemos atualmente, tanto econômica quanto financeira, sem falar das outras crises, que nos levaram a esse caos urbano que estamos vivendo atualmente, só podemos pensar em cortas gastos. As despesas fixas já são tão pesadas, que nos levam a fazermos malabarismos para que o dinheiro chegue ao final do mês.

Numa família numerosa, nós pais, temos que estar sempre alertas, e não nos deixarmos levar pelo consumismo das pequenas coisas, e fixarmos os gastos no essencial. E, com jeito, ir fazendo ao nosso modo, economia em todos os outros possíveis extras.

Nas famílias em que predominam filhas, os gastos tendem a aumentar muito. Os longos cabelos consomem litros e mais litros de shampoo e condicionador, o corpo pede muitos cremes e maquilagens, as unhas necessitam dos mais variados esmaltes coloridos; e olhos veem tudo que esta na moda para vestir e calçar. É uma verdadeira avalanche de necessidades, que criam as nossas meninas, desde bem pequenas. Já os meninos são mais comedidos, mas seus gastos passam para os jogos, eletrônicos e chuteiras.

Para as filhas mulheres precisamos estabelecer metas, que economizem nas unhas, fazendo-as em casa, uns poucos vidros de esmalte servirão para que pintem suas unhas, variando de cores e trocando umas com as outras, economizando assim várias idas a manicure. O mesmo pode ser feito, comprando a cera para fazerem a depilação de pelos em casa. Quando é  mais de uma menina, uma poderá fazer a sobrancelha da outra e assim todas sairão ganhando.

Colocando esses itens, no lápis e no papel veremos que  aumentam, e muito o orçamento familiar. E, ao se fazer em casa, vamos poupar para outras necessidades, como um passeio, uma saída a noite num barzinho, ou até para uma ida ao futebol.

O filho que precisa de um dinheiro para assistir a partida de futebol, pode perfeitamente lavar o carro dos pais, por umas semanas e com isso receber o valor que gastaríamos levando-o para lavar num lava jato, assim podendo comprar sua entrada com seu trabalho.

Podemos fazer uma enorme lista de itens que podem ser feitos em casa, para se economizar,  mas cada família sabe melhor por que itens seu dinheiro esta indo pelo ralo. No caso de Shampoo, com certeza o ralo leva a melhor. Não medem a quantidade usada e vai muito desperdício neste item. É preciso ensinar a menina que não é a quantidade usada que deixará  seu cabelo mais sedoso e brilhante, o mais importante é a maneira como esfrega o couro cabeludo e envolvem todos os fios na espuma para lavá-los.

Outro item importante é ensinar a cronometrar o tempo do banho, aí serão economizados dois itens, ÁGUA e LUZ, OU GÁS, conforme funcionar seu chuveiro.

Vamos listar os itens de despesas da nossa casa e ver por onde começar a cortar gastos desnecessários, ou gastos que podem ser modificados, fazendo-os nós mesmos.