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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Para contar as crianças - As Seis Estátuas

Enviado por Agnes Gabriella Milley - de Karin E. Stasch, inspirado num conto do Japão

    Há muito, muito tempo, viviam um velho e sua velhinha numa cabana no bosque.  Eram muito pobres e estava chegando o inverno.

    Disse a velhinha ao velho:

    “Como seria bom se pudéssemos comprar um pouco de  açúcar para fazer uns doces de batata doce e festejar São João como lhe é devido!”

    Foi então ao seu baú e pegou uns fios de lã que ainda tinha e tricotou sete pequenos cachecóis e disse ao velho:
 “Vá até a aldeia e venda estes cachecóis, e com o dinheiro compre um pouco de açúcar!”

O velhinho foi, e como estava muito frio, pegou um dos cachecóis e enrolou em volta do próprio pescoço. Chegando à aldeia, bateu de porta em porta, mas ninguém precisava ou queria comprar os cachecóis.
Um pouco triste começou a voltar para casa, quando reparou numa capela ao lado do caminho. Em frente à capela havia seis estátuas representando pequenos anjos que pareciam crianças brincando na relva. Como estavam nus, o velhinho ficou com pena deles. O inverno estava apenas começando, pensou, iriam passar muito frio durante o próximo mês! Decidido, tirou os cachecóis da sua bolsa e colocou um em cada um deles. Depois foi dar uma espiada dentro da capela, onde viu uma estátua de São João, bem protegida do vento.
Contente com a sua boa ação, chegou  cantarolando em casa. A velhinha primeiro ficou decepcionada ao ver a bolsa vazia, mas depois sorriu quando ele contou o que havia feito.
 “Imagine como devem estar felizes! E nós podemos comer a batata doce assim mesmo. São João há de compreender que não nos foi possível preparar mais coisas para a festa dele!

De noite ouviram ruídos estranhos na porta da frente a ambos se levantaram para abrir a porta. Pois que surpresa foi ver uma tigela cheia do mais lindo açúcar cristal que brilhava como a geada no sol da manhã! Ao levantarem os olhos viram o próprio santo, muito sorridente, acompanhado por seis anjinhos com cachecóis coloridos em volta do pescoço!

Com aquele açúcar a velhinha ainda fez muita coisa gostosa. Pena que foi há tanto tempo, senão poderíamos ir visitá-los lá na floresta, na época de São João!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ser pai de aço inox

Minha sogra tinha o costume de dizer que era de aço inox, pois estava sempre firme para enfrentar as lidas diárias. Lembrei-me disso para falar sobre os pais e também as mães de hoje, do quanto precisam ser fortes e inquebrantáveis para resistir aos apelos dos filhos, não se deixarem levar pela pressão externa ("todo mundo tem") e interna (se fazerem de vítimas, baterem portas, gritos, copiosas lágrimas, caras emburradas e modos bruscos - dos filhos, é claro), e acabarem cedendo em coisas vitais.

Eles geram vínculos estreitos com seus pais desde muito pequeninos. Esse vínculo é garantia para que a mãe possa alimentá-los e os dois criarem-nos. Mas, conforme vão crescendo, eles vão construindo outras ligações, com vários tipos de pessoas, o que pode levá-los a se separarem  de nós.

Já foi provado que o contato corporal e o bem-estar imediato são muito mais importantes que a alimentação, para unir o recém-nascido a sua mãe. Nos humanos, o contato físico imediatamente após o nascimento costuma influir nessa relação de forma substancial.  Assim sendo, os pais devem, desde o início, manter esses laços bem firmes com seus filhos, para que no futuro sejamos o ponto de apoio, onde eles encontrarão as verdades da vida e nos terão como os amigos mais sinceros.

Voltando ao tema de sermos de aço inox, essa expressão não pode ser interpretada literalmente, nos tornando rígidos e distantes; ela apenas serve para  mostrar o quanto precisamos ter a firmeza e a “liga” de um aço, sem a frieza do metal e sua dureza.

Um pai moderno precisa ser firme, resistir à tentação de ceder aos filhos em tudo, para não se tornar um escravo deles. E, ao mesmo tempo, ser amoroso, para cercá-los de atenção e dos carinhos necessários, mesmo depois de longas horas de trabalho e preocupações. Precisa saber chegar ao coração de seu filho, para transformá-lo em uma pessoa de bem. Nesse momento , então, é fundamental ser de aço inox.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Papos com os filhos

É muito fácil dizer, conforme vamos envelhecendo, que as crianças de hoje estão piores, mais mal educadas e por aí a fora. Esse preconceito normalmente faz parte da falta de paciência dos mais velhos com os jovens. E por isso aqueles não querem nem ouvir estes.

É impressionante como as crianças e jovens aprendem mais bobagens diariamente, além do aprendizado escolar. A volta do colégio é, para mim, um constante aprendizado da cultura vigente entre eles. E também um momento de conversa franca entre mãe e filha, quando posso aprender e ensinar, além de uma troca de carinho com aquele filho individualmente.

Os filhos nos mantém sempre atualizados e jovens, e, ao mesmo tempo ainda podemos ensinar-lhes muitas coisas antigas que nunca perderão a validade, como serem educados e terem valores e virtudes., A garotada está perdendo cada vez mais cedo a ingenuidade própria da infância, pois se pode observar que as conversas entre eles são regadas de malícia e sexualidade, o que mais veem na TV e na internet, e, como estão na idade dos hormônios em ebulição, captam sem sentir todo esse apelo visual dos meios de comunicação.

Portanto, não percamos as oportunidades para pequenas conversas, intimidades trocadas, e isso deve acontecer sempre na hora em que o assunto está fresquinho nas suas cabeças, logo. Na saída do colégio, do balé, da natação, do judô, do inglês, é que precisamos ter  paciência e  boa vontade para ouvi-los no momento certo.

Ter um momento para cada filho é fundamental, para que se sintam únicos, irrepetíveis e importantes no contexto familiar. Mesmo que seja uma vez por mês, para complementar as conversas do dia a dia, quando ouvimos tudo o que acontece com eles e temos poucas oportunidades para assentar as ideias e dar uma boa resposta educativa e amiga.

Como estamos aproveitando os momentos no trânsito com os nossos filhos?

terça-feira, 19 de junho de 2012

Um filme para assistir com a garotada (1) – férias

Assisti na TV , num canal Telecine, o filme “ Os pinguins do papai”. Achei interessante, leve, bobinho, mas engraçado, e com um bom fundo moral que pude ver bem no final.

O pai, separado da mãe, com dois filhos, era o verdadeiro desligado da família, só pensando em lucros no trabalho. E assim o filme começa a se desenrolar, até que ele recebe um pinguim de presente de seu recente falecido pai... Bem, não vou contar a história, mas vale a pena assistir junto com a garotada e aproveitar as boas transformações que vão acontecendo nesse pai, para comentar e enfatizar o valor da família.

O filme é com Jim Carrey no papel principal, e consegue ser uma boa diversão, sem besteirol. O ator dá mostras de maturidade, e, talvez por isso, não esteja mais tão metido a engraçadinho e careteiro. Não faz mais o monte de caras e bocas que costumava fazer, representando o papel com profundidade. E os pinguins representam maravilhosamente! Poderiam ganhar o  Oscar de atores principais.

Tom Popper (Jim Carrey) é um especialista em comprar imóveis antigos, para que sejam demolidos de forma que sua empresa possa construir modernos edifícios. Paralelamente, Popper recebe a notícia de que seu pai, um aventureiro que rodou o mundo cujo contato quase sempre foi através do rádio, faleceu na Antártida. No testamento ele deixa para o filho um pinguim, entregue em uma caixa refrigerada. Sem saber o que fazer, Popper resolve ficar com ele após perceber a afeição que seus filhos nutrem pelo animal.

Elenco principal:
Jim Carrey  -Personagem: Tom Popper
Carla Gugino -  Personagem: Amanda (ex - esposa)
Madeline Carroll -  Personagem: Janie Popper
Angela Lansbury  -Personagem: Mrs. Van Gundy

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 144)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – M. da C. diz: Dra minha filha já passou da adolescência, pois já tem 25 anos, mas seu comportamento continua com jeito de quem não saiu dessa fase. O humor varia muito, às vezes age como criança querendo porque querendo alguma coisa e não a deixa satisfeita e de bom humor. Já está formada e trabalhando, mas a vida pessoal é o caos. Só tenho ela de filha e fico preocupada com o amanhã dela, com esse gênio.O que devo fazer para ajudá-la a melhorar? Somos do PR, caso queira indicar algum tratamento.

RESP: Cara Sra M.da C.
 A senhora vive em função de sua filha? Como passa seus dias? Talvez esteja tão dedicada a ela que isto não caia bem para ambas...
Ela tem tarefas em casa? Faz alguma esporte? Tem amizades? E a senhora? Seria muito bom a senhora sair um pouco, quem sabe fazer umas viagens, estar mais com suas amigas, fazer algum trabalho voluntário, ficar um pouco longe dela e não centrar sua vida nesta filha...
Para ela uma psicoterapia para melhorar seu humor seria indicado, mas independente do tratamento,uma mudança nos hábitos da família seria muito bom para ambas! Por vezes o excesso de atenção deixa as pessoas mais egoístas e fechadas em si mesmas, especialmente os filhos únicos...
Procure mudar um pouco, não faça por ela o que ela perfeitamente é capaz de fazer e vejamos se os resultados são positivos.
Busque a senhora uma ajuda profissional aí mais próxima  - uma boa Psicóloga em quem confie pode ajudá-la muito a descobrir caminhos no relacionamento em casa!
Fico às suas ordens, Mannoun

domingo, 17 de junho de 2012

Aprendendo com os outros – o brinquedo e o aprendizado


Colaboração de Agnes Gabriella Miley
Lev Semenovich Vigotsky nasceu em 1896 em Orsha, cidade que atualmente situa-se em Belarus, tendo desenvolvido estudos interessantes e profundos sobre a aprendizagem. Infelizmente, suas obras só recentemente puderam ser analisadas, e mostram a genialidade de um pesquisador que faleceu tuberculoso em 1934, com apenas 38 anos. Para esse cientista, um indiscutível meio de aprendizagem é o brinquedo, sobretudo as brincadeiras do tipo “faz de conta”, como o brincar de casinha, ônibus, escolinha ou cavalgar em um cabo de vassoura. Vigotsky exemplifica: “quando se pede a uma criança de dois anos que repita sentença ‘ Tânia está de pé’  quando Tânia está sentada à sua frente, ela mudará a frase para ‘Tânia está sentada’, não sendo capaz de operacionalizar um significado com uma informação perceptual. Mas, ao brincar de faz de conta, a criança penetra na espacialidade imaginária e a situação definida pelo significado da brincadeira é facilmente apreendida”. Ao brincar, por exemplo, cavalgando um cabo de vassoura, se relaciona com o significado em questão (a ideia do cavalo) e não com o objeto que tem em mãos.
 O brinquedo, assim, provê uma situação de transição entre a ação da criança com objetos concretos e sua ação sobre seus significados, comportando-se, desse modo, de forma mais avançada que a habitual para sua faixa etária.  Pág. 39/40 (A construção do afeto ).
Com relação a brinquedos, Celso Antunes diz, na pág. 130 do mesmo livro: (...) Outra regra simples, mas de inquestionável importância, é não presentear a toda a hora com  brinquedos adquiridos em lojas. Invente seus brinquedos e lembre-se de que o melhor cavalo que uma criança pode ganhar será sempre o cabo de vassoura colorido pelo entusiasmo dos pais. Guarde para o aniversário e as grandes datas festivas os presentes mais elaborados, para que os filhos valorizem a simplicidade e aprendam a não confundir carinho e amizade com objetos materiais.

sábado, 16 de junho de 2012

Rocambole Salgado

Receita feita pelas meninas do Clube Aquarela - Rio de Janeiro. Uma delícia que agrada aos pequenos e aos grandes.

Ingredientes:
- 30g de fermento em pó
- 1 copo (requeijão) de leite morno
- 2 ovos
- 1 colher de sopa de açúcar
- sal a gosto
- 1/2 copo de óleo
- 1 colher de sopa de margarina
- 300g (ou mais) de farinha

Preparo:
- Bater por 5 min. tudo.
- Jogar na bacia e misturar farinha, sovando muito para a massa ficar mais macia
- Descansar por 1 hora
- Abrir com rolo e rechear com queijo e presunto (ou outra coisa)
- Envolver, passar gema e orégano e deixar no forno por 30 min.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Conselhos para uma vida mais longa e melhor. (Sem Insônia e Stress)

Por  Agnes G. MilleyGostaria de partilhar com vocês uma experiência saudável.

Há alguns anos atrás, eu sofria de uma insônia incorrigível.  Foram muitas as tentativas para minimizar os efeitos devastadores da privação do sono. Meu médico, então, sugeriu que procurasse um neurologista. Obedeci prontamente e depois de uma estimulante conversa com o Dr. Sérgio S. Gemembauer, saí de seu consultório  não com uma relação de exames complicados a fazer, mas com uma lista de Bons Conselhos na memória. Chegando a casa, passei tudo que ouvi para o papel. Fiz cópias e distribuí os entre meus amigos. Agora tenho a oportunidade dá-los de presente para vocês.  Aqui vão eles:

•    Ter uma alimentação frugal.
•    Não beber água às refeições.
•    Beber 2 litros de água para hidratar o corpo.
•    Não beber mate, guaraná, chá preto, café, e nenhum refrigerante. São todos estimulantes.
•    Não comer chocolate.
•    Comer alimentos com pouca gordura e condimentos leves.
•    Tomar leite morno e banho morno antes de dormir.
•    Comer frutas calmantes:  maracujá, maçã, uva ....
•    Não fumar.
•    Beber pouco, ou melhor, não beber.
•    Ter atividades diversificadas, sem muita rotina.
•    Fazer exercícios físicos regularmente.
•    Não ver filmes de horror ou muito violentos.
•    Fazer sempre o prioritário e o possível. Não se preocupar com o que não é possível de se fazer.
•    Manter contato com a Natureza.
•    Ser alegre, ter amigos.

Fazer tudo para não deixar a adrenalina subir. Ela destrói as células. Além da alimentação inadequada e do fumo, o medo, a ansiedade, a raiva, o ódio fazem a adrenalina subir.

Devemos amar. A paz, a alegria, a tranquilidade, o amor produzem em nosso organismo  substâncias contrárias à adrenalina que combatem a dor, a doença. Tornamo-nos menos vulneráveis, mais protegidos e, portanto,mais saudáveis e mais felizes.

As más notícias, aliás, toda informação negativa deixa sua marca, mesmo que pareça a nós mesmos que não damos importância e que não nos faz mal algum. Ao longo dos anos essas gotas de veneno vão se acumulando e não deixam de se manifestar de alguma forma.

•    O repouso é necessário.
•    Cuidado com as coisas “naturais”. Veneno de cobra também é natural.
•    Nenhum remédio cura. Todos são paliativos. Até mesmo os antibióticos. Eles matam a germe, mas se as condições não mudam, outro germe vem e ataca de novo.
•    Os vírus sempre existiram. A humanidade é que está com o sistema imunológico baixo.
•    Muitas doenças podem ser curadas sem remédios, com mudança de hábitos.

Vivemos em um mundo estressante, em um país estressante, em uma cidade muito estressante. Se não podemos mudar as coisas, devemos mudar a nós,  com hábitos de vida saudáveis. 

Atualmente, conselhos como esses nos são dados com maior frequência,  mesmo através de programas de TV , jornais e revistas.  A maioria de nós sabe o que lhe faz mal, mas temos coragem e perseverança para seguir esses bons conselhos?

Aos poucos minha insônia foi me deixando. Hoje tenho apenas episódios esporádicos, quase sempre causados por altos níveis de adrenalina.  Conheço minha inimiga, tenho os meios para combatê-la, mas tenho também a consciência de que quando ela me derrota é ela que tem razão.

Estamos a poucos dias do Rio + 20. Paro, penso e me pergunto: de quantas maneiras podemos contribuir para a saúde do Planeta Terra cuidando da nossa  saúde e a de nossas famílias?  Podemos contribuir? Creio que sim.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

É bom saber – parar de chorar

Colaboração de Agnes Daniella Miley

ESTÍMULOS QUE DEVEM ESTAR PRESENTES DESDE O NASCIMENTO ATÉ O SEGUNDO MÊS:
Os estímulos são essenciais e quase sempre promovidos, mesmo quando os pais não percebem que assim estão procedendo. Ao oferecer um chocalho, está se aguçando a visão da criança, bem como estimulando a inteligência espacial. Ao conversar com ela, ao que tudo indica, desperta-se sua sensibilidade linguística, assim como uma música suave representa ferramenta para a audição e a inteligência musical.

Quando a criança não para de chorar experimente outros estímulos:
  • Segure a criança, deitando-a sobre o seu estomago ou peito para que ela ouça seus batimentos cardíacos e sinta a sua respiração. A criança lembra-se do tempo em que, no ventre materno ouvia e sentia esses sinais a toda hora.
  •  Sempre  que possível,  procure uma cadeira de balanço confortável. Sente-se com a criança no colo. Deixe-a ouvir as batidas do coração de adulto, embale-a. Fique assim com ela em um ambiente sereno, numa postura confortável.
  • Se estiver chateada ou irritada, peça a alguém para segurá-la. Sua inteligência interpessoal costuma reagir ao humor de quem está bem próximo delas.
  • Caso não seja um dia muito quente, envolva-a em uma manta aconchegante. Algumas crianças sentem-se mais seguras quando voltam ao ligeiro aperto  do ventre materno.
  • Não tenha receio de acalmá-la com uma chupeta. Sugar é uma necessidade biológica e intuitiva desde os primeiros dias de vida, e esse ato ocasiona prazer, tranquilidade e alegria.
  • Nunca se esqueça da temperatura ambiente. Faça-a sentir-se aquecida ou fresquinha. Mais fácil que mudar a temperatura da criança é mudar a  temperatura do quarto.
  • Cante sempre e jamais deixe de conversar serenamente com a criança. Providencie um som  contínuo ou rítmico que simule o compasso cardíaco.
  • Se o tempo estiver bom, tire a criança de casa, levando-a  para passear no carrinho ou no assento de segurança do carro. Ao que tudo indica, as crianças também gostam de passear em um Shopping Center, desde que não muito barulhento.
  • A criança é muito sensível ao cheiro da mãe. Portanto, se pedir a alguém que tome conta dela, empreste a essa pessoa um roupão ou um suéter já usado pó você.
Mais sobre estímulos:
““... os neurobiologistas defendem que cada uma das inteligências humanas possui sua “janela” e que os estímulos são sempre mais proveitosos quando promovidos no período em que essas “janelas” estão escancaradas. Considerando que essas janelas das inteligências vão se abrindo aos poucos e sem pressa, não há necessidade de que os pais acumulem tentativas de fazer com que as crianças aprendam tudo de uma só vez.
Nunca pense em estímulos como meio de apressar o desenvolvimento de uma criança. Estímulos são como alimentos e precisam ser dosados adequadamente. Jamais confunda a velocidade do desenvolvimento com a inteligência. “A rapidez apresentada no andar, sentar, ficar de pé ou correr é produto de heranças genéticas muitas vezes distantes e influência do meio ambiente, não podendo ser usada como elemento identificador de maior ou menor inteligência...”
TUDO ISSO E MUITO MAIS VOCÊ ENCONTRA EM: A CONSTRUÇÃO DO AFETO DO PROFESSOR Celso Antunes,  Augustus Editora, 1999

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A importância da Saudade


“Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor..
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! ..”
 (poema Saudades -  de Cecília Meireles) 

Pensando na saudade, como nos fala Cecília Meireles, vejo que o tempo nos traz boas recordações da vida e nos deixa esquecer as tristes e difíceis, ou pelo menos abranda a sua intensidade. A saudade tão falada por nós, brasileiros, e sentida até nos cheiros, no tato, na memória de todos os momentos vividos.

Uma mãe e um pai de família, com o passar do tempo, sentirão saudades das noites mal dormidas, do choro das crianças pequenas e até das fraldas sujas, trocadas. Coisas que na ocasião foram pesadas, cansativas e difíceis, tornam-se boas lembranças e vistas com saudade!

A saudade dos cheiros de nossos pais, do perfume do talco da vovó, da comidinha gostosa dos finais de semana na casa da avó... Tantas coisas pra sentir saudade e para lembrar com carinho.

Esses dias aqui em casa fiz gelatina, como sempre faço, mas servi de sobremesa junto com um bolo simples. Logo vieram os comentários dos mais velhos: “ lembrei da casa da vovó Marina”! “Todo domingo tinha bolo e ela servia com gelatina e adorávamos” , assim os maiores contavam para os menores que não tiveram a mesma oportunidade de conviver com a avó, que se foi muito cedo para nosso gosto. E, mesmo sem conhecer, ficaram com saudade dessas lembranças que não viveram, mas que gostariam de ter compartilhado. As recordações nos fazem sentir um gostinho de presença do ente querido que se foi, das gracinhas dos filhos pequenos, do primeiro beijo do marido ou da mulher.

Quanto maior for a nossa luta diária, maiores serão as nossas saudades e as nossas sensações de reviver, quando repetimos ao acaso uma cena ou um aspecto do que já vivemos. E será sempre muito gostoso ter lembranças, sentir a falta das coisas boas pelas quais já passamos. Vai nos dar vida, ânimo para novas aventuras e para continuar vivendo intensamente.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Ninharias acumuladas pesam toneladas


Por Maria Teresa Serman

As pequenas coisas do cotidiano podem ser motivo de santificação e aprimoramento do caráter, tendo incomensurável valor diante de Deus. Por isso, não podemos desperdiçar as oportunidades que gotejam sem parar no vaso de oferendas de amor que desejamos oferecer ao Pai e aos irmãos a cada momento, dia após dia.

Contudo, também há o outro lado. Coisas que parecem insignificantes tendem a pesar e desgastar, se não percebemos seu acúmulo pela constante repetição. A rotina das contrariedades, implicâncias, picuinhas, pirraças, é sempre a assassina do amor, não a simples repetição de atos comuns. Se precisamos variar a roupagem destes, devemos com urgência examinar-nos e extirpar aqueles.

Na família, acontece entre pais e filhos, e atrapalha a comunicação e o relacionamento amoroso necessários para a felicidade no lar. Quando entre o casal, pode ser insidioso e fatal, só percebido à beira do abismo ou já despencados nele abaixo. NINGUÉM está imune a essa ameaça. E ela aumenta com o tempo, quando já estamos acomodados, quando o ninho está vazio dos filhos, quando um ou os dois se aposentam. No evangelho, o Senhor recomenda: "Vigiai e orai..." E eu peço licença para acrescentar, no caso dos matrimônios: Vigiai, orai muito e deixai de ser chata(o) e se achar o centro do seu mundinho..

Não sei se já repararam, mas é comum ver, nos shoppings ou nas ruas, esposas de meia idade ou mais ralhando e fazendo cara feia pros maridos, e eles com o olhar perdido, pois já se desligaram para sobreviver com média sanidade por mais uns anos. Também existem os adoráveis consortes que reclamam de tudo que a sua "sem sorte" faz, gasta, prepara, pensa, respira. Isso quando ainda estão ali somente, e  não ali e "acolá", não sei se me entendem.

É um tal de "Não aguento mais o fulano, está velho e insuportável, lento e calado!"; "Como consegui ficar tantos anos ao lado desta jararaca?!"; "Preciso sair de casa pra não ouvir a voz dele me chamando a toda hora!"; "Graças a Deus hoje tem pelada e chope, tenho desculpa pra voltar quando ela já estiver dormindo!". Ao mesmo tempo, podemos nos emocionar com casais de cabeça branquinha, de braços dados, apoiando-se um no outro, usufruindo do resto do tempo que passarão juntos antes da eternidade. Ontem mesmo, na missa, observei um senhor delicadamente suportando o peso da esposa que cochilava no seu ombro. Acontece muito com essas pessoas adormecerem com sermões ou cantos mais suaves.

Então, qual é o segredo? Os casos são únicos e individuais, cada par tem sua história de amor. Mas considero invariável uma coisa: os que mantêm o amor sob seu doce comando, digamos assim, não se detêm em mesquinharias, dilatam o coração,  procurando a felicidade do outro e aproveitando os melhores momentos juntos. Não precisa ser uma grande viagem, frequentar restaurantes luxuosos, assistir a peças aclamadas semanalmente. É sem dúvida muito legal, mas não é garantia. E muitas vezes abafa as palavras que o coração do(a) amado(a) tenta desesperadamente dizer, sem ser escutado. São gritos de carinho, pedidos de socorro e atenção, luz vermelha acendendo direto. E podemos ser pegos de surpresa, muito cuidado, quando o outro já desistiu de tentar.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 143)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – L. diz: Dra a partir de que idade podemos ter um diagnóstico seguro de um psiquiatra, sobre ser bipolar ou esquizofrênico? Tenho um rapaz de 15 anos que estamos tratando com médico especialista e ele nos diz que nesta idade não dá pra saber se o que ele tem é uma dessas doenças, por causa da idade do meu filho.
 
RESP: Cara Sra L.
 Toda a área de Psiquiatria é bastante delicada e realmente estes diagnósticos são difíceis, mesmo para um especialista.
Como a Adolescência é uma fase da vida em que as mudanças na esfera psico - social- espiritual são tão ricas quanto as mudanças físicas, fica ainda mais difícil detectar o que será transitório e o que realmente vai se definir como doença. Procurem neste tempo de tratamento e de expectativas, viver uma vida em família rica de carinho, oferecer uns aos outros muita serenidade, paz, alegria, um ambiente saudável, boa alimentação. Não deixem de procurar sair, abrir sua casa aos amigos, frequentar também as casas de famílias amigas. Não se fechem nem se sintam diferentes, coisa que pode acontecer nas famílias onde alguém faz tratamento psiquiátrico. Afinal, não escolhemos nossos padecimentos  e Deus concede sabedoria aos médicos para buscarem aliviar o sofrer uns dos outros- somos todos seres humanos! 
Confiem em Deus e leiam as respostas da semana anterior, ok?
Fico às ordens, Mannoun


2 – A. diz:Tenho 3 filhos, sendo que um adolescente de 14 anos, um de 8 anos e agora um bebê de 2 meses. Estou ficando louca com os três, sem saber como me dividir pra dar atenção aos maiores e ao bebê ao mesmo tempo. O adolescente anda muito rebelde e grosseiro comigo e com o pai. Como posso melhorar a atenção para cada um?

 RESP: Caro (a ) A..
Por favor acalme-se e procure reencontrar sua serenidade para desfrutar das gracinhas do bebê que descobre a vida de um jeito, do Adolescente que a descobre de outra forma e do que tem 08 anos e que está num momento mais suave..
.Vocês solicitam ajuda dos filhos nas atividades do dia a dia? Eles tem tarefas em casa?         Vejam, as idades deles permitem que sejam solicitados na organização da rotina da casa. Todos podem ajudar em tudo, dependendo da  distribuição de atividades que serão compatíveis com o gosto e as idades  de cada qual. Um exemplo :    Um pequeno plano diário com horários de estudo em casa, refeições e lazer. Incluido no plano, o  mais velho já pode fazer as compras ( as primeiras vezes acompanhado e orientado )  e arrumá-las em casa nos lugares designados pelos pais. O de 08 anos, também com seu plano de estudos, brincadeiras, horário de refeições, pode ajudar com o bebê na hora do banho, nas refeições, nas arrumações e na atenção ao pequenino. As reclamações virão, acharão uma chatice o neném, mas os filhos gostam de se sentir importantes ajudando e participando intensamente da vida familiar. O que precisamos é motivá-los, estimulando e elogiando quando fazem bem suas tarefas  Assim a mãe fica um pouco menos sobrecarregada e pode dar atenção necessária a cada um, sem esquecer-se de si própria, sem reclamar e se sentir vítima, mas feliz por ter uma família tão linda!                                                     
  As crianças crescem tão depressa e depois já ficarão interessantes pelo intervalo de idades-  a casa não  ficará triste e muito silenciosa como escutamos  vários pais comentarem ...       Animem- se com os presentes que são seus filhos e que Deus os abençoe ! Atenciosamente, Mannoun

domingo, 10 de junho de 2012

Lí por aí - Dica do Rio de Janeiro - Feira do Rio Antigo

Por Márcia Regina Oliveira

Do Blog Viajando por aí
Um ótimo programa para quem vem ao Rio em férias - ou para os próprios cariocas, como eu - é visitar a Feira do Rio Antigo, que acontece todo primeiro sábado de cada mês na Rua do Lavradio e imediações. A feira dura o dia inteiro e reúne barracas com artesanatos e lojas de antiguidades que nos permitem fazer uma viagem no tempo.

Apesar de ser carioca e de sempre ter morado no Rio de Janeiro, nunca tinha tido a oportunidade de ir até lá. Por sorte, hoje, que é o primeiro sábado de junho, me lembrei a tempo e dei um pulo até a feira no início da tarde. Muita gente teve a mesma ideia que eu, por isso a Rua do Lavradio estava bem cheia. Mas isso de maneira alguma tirou o charme e o clima bem carioca do evento, que ainda foi agraciado por um lindo dia com direito a céu de brigadeiro e a lua cheia no fim da tarde.

Pessoalmente, gostei mais de entrar nas lojas de antiguidades e apreciar os móveis e objetos expostos por elas nas ruas do que ficar olhando e comprando nas barraquinhas de artesanato. Mas, se você não é fã de velharias, fique tranquilo, porque a feira tem atrações para todos os gostos: show de chorinho, restaurantes e bares com comida típica brasileira em vários outros pontos e música lounge em uma rua próxima para a galerinha mais jovem e descolada. Ela me lembrou bastante a feira de San Telmo, em Buenos Aires.

Voltei para casa com gostinho de quero mais e pretendo voltar na próxima edição da Feira do Rio Antigo, sendo que quero chegar mais cedo - na parte da manhã - para ver as novidades e pegar as ruas mais vazias.

Seguem  algumas fotos que tirei no local. Espero que curtam e que façam esse programa gostoso e gratuito quando tiverem oportunidade!

sábado, 9 de junho de 2012

“O tempo e a conta” – para pensar em família

Colaboração de Agnes Gabriella Milley

 Frei Antônio das Chagas  ( 1631 – 1682 )
( atribuído também a Laurindo Rabelo  (1816  _  1864 )    

Deus pede-me hoje estrita conta de meu tempo,
É forçoso do tempo já dar conta;
Mas como  dar, sem tempo, tanta  conta,
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?


Para ter minha conta feita a tempo,
Dado me foi bom tempo, e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Quero hoje fazer conta, e falta tempo.


Ó vós, que tendes tempo, sem ter conta,
Não gasteis esse tempo em passatempo,
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta.


Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo.
                                             
 Pergunto eu:   Como tenho eu,  feito a conta de “meu” tempo?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Uma vida inteira para amar

Hoje faço trinta e oito anos de casada. Aliás, fazemos -  meu marido e eu. E posso dizer que ainda é pouco tempo, para quem quer uma eternidade para amar.

Acho que tudo sempre deu certo entre nós, porque nos propusemos a fazer do nosso casamento algo que só a morte pode nos separar, e também porque buscamos constantemente recuperar o rumo e ver no outro aquilo que nos encantou no primeiro encontro.

 Além do mais, somos muito diferentes. Mas, como dizia minha mãe: “os opostos se atraem”. Ele é sempre calmo, contido, carinhoso; eu sou agitada, falante, meio “secarrona”. Ele gosta de caroço de feijão e eu do caldo; ele gosta de dormir cedo e eu adoro ficar até tarde acordada; ele não gosta de lidar com o mundo cibernético e prefere fazer da internet apenas um objeto de trabalho, sem deixar seus rastros - e eu adoro isso aqui e perco muito tempo fazendo viagens "internéticas", descobrindo o mundo sem sair de casa.


Poderia citar muitas outras diferenças, como, por exemplo, o fato de ele gostar de comida fria e eu dela pelando; de ele, mesmo no inverno, tomar banho quase frio, e eu, imaginem, o mais quente possível! Mas, todas essas diferenças sempre foram razão para somar, para acrescentar mais em um e no outro. Aprendemos a palavrinha mágica do casamento: doação. 

Tivemos nove filhos e precisamos nos adaptar: passamos da adição à multiplicação. Não nos dividimos por sermos muitos; multiplicamos a capacidade de amar e nos demos e nos damos por inteiro, como um limão espremido, mas com um doce açúcar no meio, deixando tudo com sabor de aventura e de amor renovado.
Não pensem, meus caros amigos, que tudo sempre foi um mar de rosas! Tivemos neste mar muitas ondas, muitos peixes e muitos altos e baixos. Porém o tempero principal nunca faltou: Deus. Ele sempre esteve presente, aparando as nossas arestas e nos fazendo recuperar o rumo. E é assim até hoje.

Graças a Deus, hoje são 38 anos de vida em comum de um amor concreto e sadio, forjado na nossa luta diária, buscando a cada dia amar sempre mais um pouquinho.

Bem, é claro ninguém é perfeito, quando surgem alguns mal- estares, o que se sente incomodado, chateado ou irritado, faz uma lista das qualidades do outro e vê que as coisas boas suplantam as diferenças do momento.
 

E assim... nós vamos vivendo de amor!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Por que temos filhos?

A primeira razão, e milenar, é porque precisamos dar continuidade a vida. O ser humano conta com isso para existir. Diferente dos animais irracionais, nós pensamos e com isso escolhemos como teremos ou não estes filhos. Ou pensamos que podemos decidir sobre isso, o que pode nos levar a grandes erros.

Outra razão é a necessidade que temos de nos perpetuarmos em outro ser, ou outros. Queremos ser imortais, mas, como não podemos, temos os filhos que manterão uma essência nossa nas outras gerações seguintes.
Poderia aqui enumerar várias razões; porém, o que importa de verdade é sabermos por que cada um de nós quer ter filhos ou não, e se os tem, por que os teve?

É chocante ver como muitos pais e mães agem depois do filho nascido. Passada a primeira empolgação e surgida a primeira dificuldade, o seu novo “brinquedinho” é posto de lado e deixa de ser o centro da sua atenção.

Enquanto muitos casais fazem de tudo para terem pelo menos um filho, outros brigam por saber quem  não vai ficar cuidando do mesmo depois de nascido. É o famoso e ridículo jogo de empurra. Ou até fazem atrocidades para se livrarem das criancinhas, e isso repugna qualquer pessoa de boa vontade e bons princípios.
Não quero julgar aqui as necessidades de cada um, quero apenas fazer com que reflitam sobre como estão levando sua maternidade ou paternidade. Com que responsabilidade estão agindo e, principalmente, com que qualidade de AMOR.

É importante curtir cada minuto da gravidez, cada detalhe com seu filho esperado, mas são muito importantes também, ou mais, os detalhes de carinho na hora de amamentar, de dar o banho, de colocar pra dormir, de contar uma história ou de velar o seu sonho quando estão doentinhos, sem terceirizar, cuidando pessoalmente, sempre que possível. Pai e mãe serão sempre o porto seguro para suas crias; serão o leme e o ninho para onde eles sempre poderão voltar, em qualquer dificuldade. Isso faz parte dos deveres dos pais.

A criança sabe bem quando a avó cuida, a tia, uma empregada e a própria mãe. Cada carinho tem seu valor e tem seu peso para a formação saudável dela. Mas os carinhos de pai e de mãe marcarão para toda a vida. E, desse contato, extrairão ensinamentos e exemplos que porão em prática quando forem pais e mães de verdade.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

ESTRESSE INFANTIL (2ª parte)

Por Maria Teresa Serman
Muitos problemas que parecem graves são facilmente contornados pelos pais, avós e irmãos com atenção, carinho, e realmente brincando junto, não só fornecendo os brinquedos, geralmente caros e digitais, e ficar lendo jornal ou ir para a academia, embora ambas sejam boas atividades. Por outro lado, não se pode mascarar certos indícios evidentes como "personalidade forte", "transtornos naturais nesta fase", "isso vai passar com o tempo", pois sintomas recorrentes são indício de doença, e demandam assistência, diagnóstico e tratamento rápido, sob pena de se estenderem por mais tempo e causarem sofrimento desnecessário. Como aconteceu neste caso: "Estresse e transtornos mentais também vêm juntos quando falta diagnóstico. Foi o que ocorreu com o psiquiatra Jorge Simeão, 38 anos. Sem saber o que tinha, ele sofreu durante toda a sua adolescência e juventude. Muitos o consideravam um rapaz distraído, que não se preocupava com os outros. Foi preciso se formar na faculdade como médico psiquiatra para Simeão finalmente descobrir que os traços de comportamento que o acompanhavam não eram uma falha de caráter, mas uma alteração no funcionamento do seu cérebro. Ele tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). “O esforço que precisava fazer para me concentrar e a falta de compreensão de colegas me geraram uma tensão muito forte, a vida toda.” Histórias como a de Simeão são bem mais comuns do que se imagina. Pelos cálculos da Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças tem alguma desordem psiquiátrica e a grande maioria leva anos até receber o diagnóstico."

Algumas que geralmente classificávamos como doenças de adulto, como depressão, ansiedade, distúrbios de conduta, sociopatia, acometem com crescente frequência crianças e jovens. Um diagnóstico seguro deve abarcar exames fisiológicos, endocrinológicos, testes de inteligência de acordo com a idade e avaliação emocional e mental. É normal os professores enxergarem até antes dos pais os indícios. É preciso receber as informações da escola sem preconceito, e não reagir com aquela infeliz postura de "Vocês estão chamando meu filho de maluco??!!!", quando os sintomas apontam para doenças neurológicas ou emocionais. Já passou o tempo que ir ao psiquiatra valia por atestado de insanidade. E nada de culpa - "Onde foi que eu errei?" -, pois não ajuda nada e há muitos fatores em jogo, com situações assim.

Outra fenômeno comum é a super exigência nos estudos ou multiplicidade de atividades culturais e esportivas, o que semeia ansiedade na mente de muitos jovens. Crianças precisam de tempo para brincar, despreocupadamente, sem rigidez excessiva nos horários. Isso lhes garante alegria e serenidade, como nenhuma outra coisa, a não ser o carinho e a atenção dos pais. Havia menos traumas quando brincávamos de pique esconde, de soltar pipa, de andar de patins ou bicicleta nos quintais ou na rua. Evidentemente não podemos voltar ao passado, mas imitar alguns detalhes da infância de antes não é saudosismo.
“Podemos fazer um paralelo entre os transtornos mentais e a diabete. Em ambos, você não vai curar a pessoa, mas quanto mais cedo é a intervenção, maiores as chances de reduzir seus impactos”, avalia o psiquiatra Christian Kieling. “A lacuna entre quem tem algum transtorno mental e aqueles que recebem o atendimento especializado é muito grande”, avalia Dévora Kestel, assessora regional de Saúde Mental da Organização Panamericana de Saúde (Opas).

terça-feira, 5 de junho de 2012

Lixo no Lixo

Queridos leitores e leitoras,
Pensem nos quatro episódios que vou lhes contar. Demonstram o modo como  diferentes pessoas se relacionam com seu próprio lixo.

Estava eu sentada no ônibus ,junto à janela, quando uma senhora bem posta sentou-se a meu lado. Trazia na mão um enorme sanduíche envolto em inúmeros  guardanapos além  da embalagem  da lanchonete onde adquirira seu almoço. Comeu  deixando cair pedaços de alface, batata palha, migalhas regadas em molho e maionese. Terminada a refeição, embolou os restos e passando o braço na minha frente atirou tudo pela janela.  Naturalmente eu me rebelei, mas chamei  sua atenção o mais educadamente possível. Ela atacou-me aos berros, muito indignada.


Em outra ocasião, estava eu esperando o sinal abrir para mim na esquina das Ruas Voluntários da Pátria e Real Grandeza  quando o Guarda Civil que controlava o trânsito simplesmente jogou no chão o invólucro do picolé que acabara de chupar. Ele estava parado a um metro da lixeira. Toquei no seu ombro e delicadamente mostrei-lhe o papel e perguntei se ele não trabalhava para a Prefeitura e se achava certo o que havia feito. Sua reação foi de espanto e disse: “Desculpe, Senhora “ , apanhou o papel e jogou-o na lixeira.

O terceiro episódio ocorreu na minha sala de aula. Meus alunos cursavam o último ano do  ensino  médio e todos se preparavam para o vestibular. Seriam universitários no ano seguinte. Ao entrar na sala, pedi  que recolhessem seus lixinhos do chão para que eu pudesse começar a aula.  Eles e elas “acharam graça” e  o mais desinibido entre eles me fez a seguinte pergunta: “Professora, por que a senhora se preocupa tanto com essas coisas”?  E ele mesmo respondeu: ISSO E CULTURAL!

Para encerrar a história eis o quarto episódio:  caminhava eu pela Rua Voluntários da Pátria quando reparei numa  senhora idosa que  carinhosamente conversava com seu netinho de talvez três anos de idade. O menino segurava  com a mãozinha melada de chocolate, um  papel e um palito do picolé. Sorri para os dois. A vovó então me disse, com um forte sotaque português: ”O pequenino está a procurar uma lixeira. Sabe a senhora, se não os ensinarmos desde pequenos...”.

É,  não podemos nos cansar de dar exemplo e  de repetir um milhão, dois milhões ou quantos milhões de vezes for necessário:  LIXO É NO LIXO.
                                                                                           Agnes G. Milley
  

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 142)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – C. diz:   Dra estou sofrendo muito por não saber nada para o futuro incerto da minha filha que está com 3 anos de idade e teve o diagnóstico de Agenesia Parcial , e na época o médico disse que eu não tivesse muitas esperanças quanto ao futuro dela. Cada dia tem sido uma imensa angustia e a cada ocorrência penso que é o fim da minha filha. O que posso fazer para cuidar melhor dela e dar a ela o melhor de qualidade de vida. Tenho outro filho e este é perfeito. O que fiz de errado para que ela nascesse assim?

RESP: Cara Sra C. Sua pergunta é a mesma de tantos pais cujos filhos nascem com alguma dificuldade...Compreendo e agradeço por  partilhar comigo de seu sofrimento !

Sempre que lhe ocorrer pensar " que fiz de errado para que ela nascesse assim ?"  reflita que  mesmo das coisas aparentemente muito ruins, pode nos vir um Bem. Não se considere culpada, mas privilegiada, porque ter na família alguém especial, faz esta família muito especial! Quanto bem, vocês podem fazer às pessoas que sofrem, se revoltam, não aceitam seus filhos e poderiam viver tão bem !

A senhora me diz que sua filhinha tem o diagnostico de Agenesia parcial. Suponho que se refira a  um distúrbio genético cerebral, mas não mandou maiores detalhes. Quais os sintomas e sinais que ela apresenta? Tem atraso no seu desenvolvimento, apresenta convulsões, distúrbios da linguagem?

 O seu médico assistente é a pessoa mais indicada para dar à família  todas as informações e tentar responder suas perguntas , mas lembrem-se de que nem sempre os médicos terão todas as respostas ...
A melhor qualidade de vida está em ter uma família que proporcione  carinho, aconchego, acolhida, ambiente alegre, casa florida, música... Não viva angustiada esperando o pior  !

 Arrume-se bem, sorria sempre, cante, converse com ela e com todos alegremente, tenha ESPERANÇA! Todos em casa merecem receber da senhora, que é MÃE , o melhor que lhes possa oferecer !

Saiam, distraiam-se,recebam amigos em casa,façam visitas, não se retraiam !Conversem com outras famílias, não se lamentem nem imaginem que os outros terão pena de vocês - cada família humana tem suas dificuldades e necessitamos uns dos outros!

A senhora tem uma Religião? Acredita em Deus? Acaso está revoltada com Ele por ter permitido que sua filhinha nascesse com uma doença congênita? Pense com calma  que Deus tem planos para cada um de nós e os desconhecemos...

Procure avaliar qual o Bem que já veio para sua família em função  da doença que sua filhinha apresenta ...
Quem sabe estão mais unidos, quem sabe estarão mais compreensivos uns com os outros, unidos em torno dela... Não se culpem, por favor! Vivam cada dia intensamente, proporcionando uns aos outros, muito carinho, delicadeza, paciência, alegria!

Mande mais detalhes de sua filha, o que apresenta no dia a dia, alguma foto -se desejar -  e volte a falar comigo sempre que quiser, ok ?
Atenciosamente, Mannoun

domingo, 3 de junho de 2012

Adivinhações para fazer com a criançada

O que é? O que é?

“ Qual o relógio que não anda?”

“ O que faz a galinha quando fica apoiada numa perna?”

“ O que a gente deve fazer quando um elefante espirra?”

“ O que é que tem mania de assustar os que estão à sua frente?”

O que é que ...

... tem na frente um rosto cansado, no meio o peso do dia, e atrás, um dito maroto?

... um homem pode ser e que a mulher não pode?

... se vê no nascer da lua e no pôr-do-sol?

... eu não tenho, todos têm dois e você só tem um?

... mais parece com a metade da lua?

Respostas: Nenhum. Os ponteiros é que andam. / Levanta a outra./Sair da frente./A buzina./Um caminhão de viagem./Um pai de família./A letra “L”/A letra “O”/ A outra  metade.

 Coquetel  -  Ediouro / 40639

sábado, 2 de junho de 2012

ESTRESSE INFANTIL (1ª parte)

Por Maria Teresa Serman

Este título foi extraído de uma reportagem da revista ISTO É, ano 2211, assim como todos os trechos que estiverem entre aspas.

O tema é complexo, mas não inteiramente novo, só vem se agravando. Com a crescente ausência de ambos os pais de casa, para cumprirem jornada profissional  externa, a agenda dos pequenos vem sendo abarrotada de inúmeros compromissos, para compensar essa lacuna. O resultado, porém, não é o que se esperava. O excesso de responsabilidades e competitividade, para o que não estão maduros ainda, gera não só estresse e infelicidade, mas distúrbios a longo prazo, como "propensão a doenças coronarianas, diabetes, uso de drogas e depressão. "

"Natação, inglês, equitação, tênis, futebol. É cada vez mais comum encontrar crianças que mal saíram da pré-escola e já cumprem agendas de “mini executivo”, com compromissos que se estendem ao longo do dia. A intenção dos pais ao submeter os filhos a essas rotinas é torná-los adultos super preparados para o competitivo mundo moderno. O preço que se paga por tanto esforço, porém, pode ser alto. Ainda pequenas, essas crianças passam a apresentar um problema de gente grande, o estresse. “É uma troca que não vale a pena”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, um dos fundadores do Instituto Zero a Seis, instituição especializada na atenção à primeira infância. “Frequentemente essa rotina impõe à criança um sentimento de incompetência, pois lhe são atribuídas tarefas para as quais ela não está neurologicamente capacitada.”

Obviamente crianças, como adultos, são expostas a outros fatores episódicos conflituosos que não uma agenda cheia, como doenças pessoais ou de família, brigas ou separações dos pais, morte de conhecidos ou familiares, problemas de aprendizagem e convivência, como deficit de atenção, dislexia ou bullying; enfim, o que faz parte da vida. Os estudiosos reconhecem dois tipos de estresse: "o estresse positivo, aquele em que há pouca elevação dos hormônios e por pouco tempo; o tolerável, caracterizado pela reação temporária e que pode ser contornada quando a criança recebe ajuda; e o tóxico, o que deve ser combatido, ligado à estimulação prolongada do organismo, sem que a criança tenha alguém que a ajude a lidar com a situação." "Quando exposto a quantidades muito grandes dos hormônios do estresse, o organismo sofre uma espécie de intoxicação. Cai a imunidade, deixando a pessoa mais exposta a infecções, há uma interferência nos hormônios do crescimento e até mesmo o amadurecimento de partes essenciais do cérebro, como o córtex pré-frontal, é afetado. “Essa região é responsável pelo controle das funções cognitivas, como a capacidade de moderar a impulsividade e a tomada de decisões”, explica o neurocientista Antônio Pereira, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte."
Esse quadro emocional pode originar sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça, dores abdominais, diarreias ou vômitos. É preciso uma constante e carinhosa atenção dos pais para prevenir ou acompanhar essas situações, mas sem exagero, sem fazer disso uma tragédia. Especialistas identificam em muitos casos, como fator gerador principal, o excesso de mimo e superproteção, que transformam as crianças e jovens em "reizinhos" e "princesas" ou "filhinho(a)s da mamãe". "Não deixar a criança aprender a contornar situações difíceis é extremamente prejudicial. Isso porque uma característica importante para evitar os quadros de estresse tóxico é justamente a resiliência – a capacidade de a pessoa se adaptar e sair de situações adversas. “Quando a criança é sempre tirada pelos pais do apuro, ela não desenvolve essa habilidade e se torna mais suscetível ao estresse”, diz a psicanalista infantil Ana Olmos."

Sabemos que cada indivíduo reage a estímulos frustrantes de maneira distinta. " Estudando um grupo de 210 crianças de 2 anos, pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, notaram que comportamentos diferentes estão associados a níveis distintos de cortisol no sangue. Os pequenos voluntários foram divididos em dois grupos: as “pombas” (crianças cautelosas e dóceis) ou os “falcões” (atrevidas e assertivas). Enquanto as “pombas” apresentavam uma elevação abrupta na quantidade de cortisol circulando na corrente sanguínea quando expostas a situações estressantes, nos “falcões” a concentração desse hormônio permanecia praticamente inalterada. E isso trazia consequências diversas para os dois grupos: “pombas” demonstraram mais chances de desenvolver depressão e ansiedade. Já os “falcões” estavam mais suscetíveis a comportamentos de risco, hiperatividade e déficit de atenção. “É importante reconhecer essas diferenças para intervir”, disse à ISTOÉ Melissa Sturge-Apple, coautora da pesquisa." E é fundamental não forçar um filho ou filha a reagir de um modo que seu temperamento não consegue. Tal tática seria uma cruel violência, como a história do "Seja homem!", ou "Pare de agir como um mariquinhas!". Cada temperamento tem seu aspecto positivo, que deve ser ressaltado, ao mesmo tempo que se incentiva a lutar esportivamente contra as próprias características ruins, sem pressão.

O caráter deve ser formado lenta e cotidianamente, por meio de palavras, incentivos e exemplos. Não é preciso ensinar luta livre a uma criança para que lide bem com abusos, e sim firmeza e coerência, com o necessário apoio. O comportamento da criança estressada pode dar o alarme, como pesquisas evidenciaram: "As principais alterações eram pesadelos, voltar a fazer xixi na cama e a chupar o dedo. Em um terço dos pequenos voluntários, a consequência foi mais grave: ocorreram crises de asma, alergias e déficit de atenção ou hiperatividade. E 20% deles desenvolveram transtorno do estresse pós-traumático. “Quanto mais estresse na infância, maior a chance de se ter alterações físicas e psicológicas quando adulto””, disse à ISTOÉ Sandra Graham-Bermann, autora da pesquisa."

Para a maioria das pessoas, não só crianças, as doenças provocadas por estresse são, por si sós, desencadeadoras de mais sofrimento, fechando-as em um círculo vicioso que só profissionais competentes e famílias e amigos amorosos podem curar, como TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), depressão, ansiedade, deficit de atenção, hiperatividade. "Foi após dois eventos estressores que a menina R., 14 anos, desenvolveu o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Na mesma semana, em 2009, ela viu o som do carro da mãe ser roubado e o pai escapar, por pouco, da tragédia no voo 3054 da TAM (que se chocou contra um hangar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, matando todos a bordo). Depois dos sustos, começou a manifestar manias de repetição. “O ritual de repetição me deixa muito ansiosa e me abate muito”, diz a menina.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Receber com criatividade - receitas

Estas receitas de musses são do Curso Básico de Mesa de Frios, de Andréa Potsch, que fiz e é fantástico. Ela tem um blog maravilhoso,  www.  aromasesabores.com. Modifiquei um pouco de acordo com meu gosto, com menos maionese.

MUSSE BÁSICA
3/4 de vidro de maionese de 250 g
1/2 caixa de creme de leite
2/3 de um envelope de gelatina sem sabor (se for em folha, dependendo da consistência do produto usado como sabor, ricota, atum, salaminho, presunto, frango, salmão, azeitona preta, etc. de 2 e meia a três folhas) - no verão aumente para um pacote e para 3 folhas ou 4 até- dissolvida em 50 ml de água filtrada.
200 g do sabor escolhido bem processado
Temperos a gosto, como cebola, alho, salsa, manjericão, tomilho, molho inglês, tabasco, pimentão, etc, em pedacinhos bem pequenos ou processados.
Cuidado com o sal ao temperar as musses de salaminho, presunto e azeitona, pois esses ingredientes já contêm sal.
Bata tudo no liquidificador ou mixer e coloque em forma untada com óleo ou azeite, sem exagero. Leve à geladeira com antecedência suficiente para firmar bem, e desenforme na hora de servir, enfeitando com galhinhos de salsa, ovos de codorna, pedacinho do ingrediente básico, tomates-cereja partidos. Sirva com torradinhas ou pães, mas não os ponha junto à musse, pois ficarão amolecidos. Se fizerem musse de presunto, podem colocar perto um potinho com geleia de amora, assim como uma musse de brie combina com geleia de damasco.

MUSSE DE KANI KAMA
150 g de Kani
120 g de queijo cremoso, como cream cheese
1 caixa de creme de leite
1 colher de café de mostarda
1 colher de café de molho inglês
1 colher de chá de cebolinha picada
1 colher de chá de pimentão vermelho
1 pitada de gengibre em pó ou ralado
Sal e pimenta a gosto
Gelatina dissolvida como na musse básica, e também na quantidade lá recomendada.
Mesmo procedimento final.

MUSSE DE GORGONZOLA
200 g de queijo gorgonzola
1 caixa de creme de leite (250 g)
1 colher de sopa de maionese
Sal a gosto
1 pitada de noz moscada
1 gelatina em pó dissolvida como recomendado na embalagem
Mesmo procedimento final. Sugestão para decoração ou acompanhamento: nozes em pedaços  (dividir a noz em quatro partes) e uvas verdes sem caroço.

CALDO VERDE MAIS LEVE
Substitua a batata da receita original por couve-flor. Eu também não acreditava que desse certo, mas não só dá como fica delicioso e leve. Cozinhe a couve-flor em maior quantidade do que faria com a batata, pois ela(a hortaliça) encorpa menos. O modo certo de cozinhá-la é em panela aberta, com água e leite pingado, para sairo cheiro. Bata somente o suficiente no liquidificador, para não ficar muito rala. Vai ser um sucesso com menos calorias!
Para mais receitas de sopas, consultem o blog no assunto, há várias.

Se quiser surpreender e divertir os convidados, monte um mini bar em cima de algum móvel ou aparador, com bebidas e ingredientes para alguns coquetéis famosos. Coqueteleira, misturadores, taças e copos adequados completarão o conjunto, com um detalhe especial: as receitas de alguns dos coquetéis estarão ali também. Todos vão se divertir bancando o "bar man ou woman".
Podem ver o texto sobre receber com criatividade clicando aqui