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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 139)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

Para todas a MÃES desejo muita alegria e paz pelo "Dia das MÃES " !! e sempre !
Um abraço amigo da Mannoun

1 – A. diz: Dra o médico disse que minha filha de 17 anos tem lúpus, a senhora poderia me explicar um pouco o que é isso e o que podemos fazer para ajuda-la? O médico não falou quase nada e foi muito seco.

 RESP:Caro(a) A.
  O Lúpus é uma doença do grupo das doenças autoimunes, que significa que a própria pessoa desenvolve elementos que atingem as células do seu organismo com várias manifestações clínicas, sendo mais comum nas pessoas do sexo feminino.
Qual o médico que a família procurou?Já foram feitos os exames para diagnóstico correto?
Não se aflijam com as respostas " secas " do médico! Se confiam nele, insistam nas perguntas e se de todo não obtiverem as respostas que precisam,avisem que vão  procurar outro em quem confiem e voltem a questionar.
 Em geral as pessoas com suspeita de lúpus devem ser atendidas por um(a)  medico(a) Reumatologista, que é o mais indicado. Seu médico é um  especialista? Caso não seja, procurem logo ouvir outra opinião e complementarem os exames diagnósticos necessários solicitando todas as explicações com mais detalhes, uma vez que cada pessoa é única e o médico assistente é quem pode avaliar o que se passa com mais propriedade.
Sejam pacientes uns com os outros no dia a dia porque há doenças que exigem tratamento longo e na idade dela, sempre se deseja que as coisas se resolvam com rapidez...
Fico a seu dispôr com o desejo de boa sorte `a sua filha e para a Mamãe alegria e paz no seu dia e a cada dia !
Atenciosamente, Mannoun

2 – C. diz: Meu filho começou a fumar com 15 anos e estou preocupada com medo de que ele vá para outras drogas. Imagine que ele disse que era a favor da marcha da maconha! O que devo fazer para conseguir evitar que chegue a outros vícios?

RESP: Cara Sra C.
 Não sei qual a idade do seu filho hoje, mas penso que ele queira  ( se ainda não fez 18 anos ...) causar impacto em casa ao dizer que é a favor da marcha da maconha. Aliás, " celebridades " que deveriam se posicionar contra, lamentavelmente fazem propaganda da liberação de drogas pesadas em termos muito atraentes e convincentes para os jovens, mesmo sabendo o caos que qualquer droga- leve ou pesada -representa para as famílias e para a  sociedade... Aliás os adultos estão sendo incoerentes porque fazem propaganda por um lado e desejam mostrar o mal por outro...Os próprios adolescentes observam e comentam isto !
Converse com seu filho sem recriminá-lo e mostre a ele a responsabilidade que todos temos - na família  e na sociedade, quanto à nossa própria vida, cuidados, saúde, meio ambiente, uso do dinheiro público, enriquecimento ilícito, circulação das drogas, jogo, prostituição, rebaixamento da dignidade do ser humano quando levado a não valorizar-se a si próprio nem ao próximo...
Os jovens são sensíveis quando lhes mostramos serenamente seu papel na construção de um mundo melhor, especialmente quando damos a eles exemplo com a nossa própria vida.
Desejo  que a senhora chegue ao coração de seu filho sem medo nem angústia, mas com alegria e paz.
Mannoun

domingo, 13 de maio de 2012

Grandes mães comuns

Por Maria Teresa Serman

Estávamos pensando em homenagear as mães de alguns destacados personagens da história da humanidade, GRANDES HOMENS e MULHERES, como se costuma dizer. Eu até brinquei e sugeri escrevermos sobre as mães do King Kong, Super Homem, Maguila, o gorila. A Liana pesquisou e descobriu que a maioria deles não teve mãe que merecesse homenagem especial. Algumas foram bem fraquinhas. E aí veio a inspiração de homenagear grandes mães de pessoas comuns.

Mães que criam seus filhos com amor, dedicação, sacrifício, educando e formando seu caráter à custa de muito trabalho e sofrimento. Viúvas, separadas, solteiras, casadas, viúvas de maridos vivos que sumiram no mundo e nunca ajudaram nessa criação; todas essas e muitas mais estão por aí construindo grandes seres humanos. Muitas são analfabetas ou iletradas, mas soberbamente sábias, em sua humildade. Outras desempenham papéis destacados e exercem funções de destaque na sociedade; contudo, conseguem ser, antes e acima de tudo, simples mães, com o mesmo coração sobressaltado que nos caracteriza na maior parte do tempo. O amor materno profundo iguala todas as mães, sem distinguir idade, nível de estudo, situação social.

Se o dinheiro ajuda a educar no sentido intelectual, cultural e fisiológico, ele pode atrapalhar no sentido moral. Há filhos que são incentivados a se apoiarem nesse status financeiro, pelas atitudes e discursos dos genitores, e acabam se identificando com o esquema "Você sabe com quem está falando?" ou "Eu posso fazer o que eu quero, porque meu pai está pagando", como se a escola, os professores, os colegas, o mundo, coubessem dentro da carteira paterna. Todos nós conhecemos espécimes assim. O que não significa que a virtude venha somente da pobreza. Essa é uma visão maniqueísta e obsoleta.

Então vamos voltar às grandes mães, que podemos ser todas nós, mães do útero e do coração; mulheres que dedicaram sua vida, por amor a Deus, a formar e educar crianças e jovens; mulheres que fazem do cuidado com bebês e crianças, e até jovens, a sua profissão, mas o salário nunca poderá pagar sua dedicação; mulheres que ajudam suas parentes, filhas, sobrinhas, netas, a criar seus filhos; mulheres que ensinam letras, números e teorias, envolvendo essas matérias com seu carinho maternal; enfim, a lista é interminável.

A todas essas, a nós mesmas, às que esquecemos de citar, a nossas mães, à Mãe de Deus, antes de tudo, que nos guarda e ilumina, protegendo as famílias com seu amor imenso, ao lado das mães que já foram para o céu, nossa homenagem sincera. Deus abençoe todas as mães e seus filhos!

sábado, 12 de maio de 2012

Uma grande mãe de todos

Por Maria Teresa Serman

O texto "Ser uma grande mãe" me fez recordar - mais detalhadamente, pois não a esqueço um dia - da minha avó materna, Alzira. Mulher notável, mãe admirável, que estendia esse sentimento à própria mãe, de quem cuidava, aos irmãos, cunhados, cunhadas, filhas, netos e bisnetos. Casou muito cedo, como as moças de seu tempo, mas meu avô estava longe de ser um bom marido. Era perdulário e bastante infiel.

Tinham três filhas pequenas quando minha avó decidiu se separar. Naquele tempo, anos trinta, imaginem!, mulher "desquitada" era muito mal vista. Criou as filhas sozinha, com o apoio da família, pois meu avô cedo se mudou para outra cidade e não as procurou mais. Conseguiu se manter com a pensão recebida e comprar a casa em que moravam, economizando o necessário através de suas mãos hábeis. Não teve outro homem em sua vida porque acreditava na indissolubilidade do matrimônio.

Era brilhante em tudo que fazia. Teve a educação que moças de famílias de certa posse recebiam, mas as raízes humildes a encaminharam para aprender a costurar, cozinhar, fazer tricô, crochê, bordados, de altíssimo nível, com extremo bom gosto e arte. Fazia até ternos e camisas sociais para os irmãos, trajes de festa para as sobrinhas, para as filhas e para a neta. Meu vestido de quinze anos, assim como outros mais finos, foi feito por ela. Meus filhos tiveram mantas e roupinhas de tricô e pijaminhas de flanela que guardo como relíquias até hoje.

É interessante como a memória olfativa se mantém ativa, mesmo após muitos anos: nada se compara ao cheiro (e ao gosto também) do bife que minha avó fazia, sinto-o até hoje. Seu bolo para os aniversários era inigualável, e os papos de anjo de se "comer rezando". Gostava de sair, passear, "ver vitrines", como ela dizia. Perdeu a filha do meio depois de um longo sofrimento com câncer e não se abateu, continuou ativa e generosa, no tempo, no trabalho e no dinheiro. A casa estava sempre arrumada e enfeitada, era uma delícia estar lá. Fico feliz que meus filhos tenham convivido com seu amor e exemplo.

Como mãe, tinha um método que tento imitar, infelizmente só consegui em parte. As filhas tinham, cada uma, a "semana da cozinha", durante a qual acompanhavam ela e a empregada (que era mais uma pessoa da família) nos serviços de casa. Aprenderam bem os afazeres domésticos, por isso. Com aquela semana concluída, minha avó levava a aprendiz da vez ao centro da cidade, que era o ponto chique na época, à leiteria Bol ou à Colombo, para lanchar a sós com a mãe, passearem e conversarem. Atenção individual era o objetivo principal, além do prêmio pela dedicação no trabalho. É uma ideia magistral, ditada pelo amor e pela sabedoria, que sempre imitei com meus cinco filhos. A parte que não consegui foi a da cozinha, lamento.

Combinava perfeitamente autoridade e carinho, alegria e repreensão, mimos e exigências. Sabia viver e acolher com conforto e elegância, sem desperdício ou futilidade. Andou de ônibus até mais de noventa anos. Faleceu subitamente, em uma noite, placidamente, aos noventa e sete anos. Deixou muita saudade, mas continua presente o tempo todo, não só na memória afetiva, mas principalmente nos exemplos que seguimos o melhor que podemos. Tenho certeza que de que está no céu e peço sempre a sua intercessão para muitas coisas, com mais frequência para aqueles que tão esplendidamente amou em vida. E consigo sempre, Deus a ama muito.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

"Quem mal se achar e bem estiver, do mal que vier não vá reclamar."

Por Maria Teresa Serman


Ouvia este ditado antigo de minha mãe, que, por sua vez, o escutava de sua bisavó, a quem era muito chegada. Esta tinha emigrado da ilha de S. Miguel, colônia portuguesa d'além mar, e era muito sábia e bondosa. De tanto ouvir, nas circunstâncias devidas, gravei na mente e no coração, e ontem o repeti, meditei mais sobre ele. É muito profundo. E se aplica cada vez mais à vida contemporânea.

No nosso mundo tecnomaníaco (não sei se existe essa palavra, posso ter criado um neologismo, palavra nova), quanto mais se consegue mais se quer TER, insaciavelmente. O ser humano deste tempo não se contenta com pouca coisa, nem com muita também. É ávido por mais tecnologia, modernidade, poder, dinheiro, conhecimento supérfluo, relações sociais voláteis, relacionamentos afetivos descartáveis. Em sua maioria, trata a si mesmo como uma coisa, a quem ama acima de tudo, mas uma coisa, e aos outros, como coisinhas. O lema é "Isso (ela ou ele) ME faz feliz!"

Não é pessimismo, reconheço que há muita gente que não pensa e não age assim, mas alguns são contaminados pela ganância generalizada. É fácil se deixar levar pela onda de ambição desmedida que impregna o mundo. Devemos nos examinar continuamente para detectar esse sentimento ainda em sua gênese, e controlá-lo. Shakespeare disse pela fala de um personagem que "a ambição é boa serva, porém má senhora".

De volta ao ditado, esquecemos de apreciar o bem que temos, as graças que recebemos incessantemente da mãos generosíssimas do Pai, e nos concentramos nas doenças, nas dificuldades, no pouco dinheiro, nos percalços da vida. Não pode ser assim, pois esse hábito torna-se rapidamente um vício, e não paramos mais de nos lastimar, reclamar e ficar infelizes, quando, na verdade, somos muito felizes e não nos damos conta. Quando perdemos algo ou alguém realmente fundamental em nossa vida, aí passamos a enxergar o valor do que ou de quem perdemos, e choramos amargamente pelas oportunidades de demonstrar amor e alegria que perdemos.

Alguns, infelizmente, não aprendem nem assim, após um golpe mais duro. Continuam se achando vítimas da sorte e culpando Deus por sua infelicidade. Não aproveitam o sofrimento para crescer, assim como não aproveitaram a bonança. Não sejamos assim, amargos, sempre à procura de algo que não conseguimos definir, procurando preencher um vazio que poderia estar pleno, do amor de Deus e do amor que dedicamos aos próximos, e aos menos próximos também. E não basta sentir amor, é preciso demonstrá-lo verbal e fisicamente.

"Obras é que são amores, e não boas razões.", inspirou o Senhor a S. Josemaria. Obras também são abraços, beijos, carinhos, delicadezas, elogios, reconhecimento expresso, palavras de amor e incentivo. Testemunhos claros e inconfundíveis de nossa felicidade em ter essas pessoas em nossa vida.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Grande mãe - Santa Gianna Beretta Molla

Por Maria Teresa Serman

No dia 28 de abril se comemora o dia de Santa Gianna Beretta Molla, cuja vida foi uma luta alegre pela santidade, culminando com seu heroico gesto de dar sua vida pelo bebê que gestava e a quem deu à luz, falecendo uma semana depois.

Gianna foi educada com piedade e amor à vida, sendo a décima de treze filhos. Confiava na Providência Divina e a ela entregava sua existência e seus projetos, sempre rezando fervorosamente. Foi voluntária no trabalho com pobres e idosos, enquanto estudava com afinco para se formar em medicina e cirurgia na Universidade de Pávia, o que conseguiu em 1949. Considerava seu trabalho como médica um meio de servir a Deus e ao próximo. Era bastante generosa em sua dedicação à Ação Católica, movimentos de leigos em prol do apostolado e da caridade.

Contudo, essa abnegação não a tornava circunspecta ou distante, pelo contrário. Gostava de esquiar nas montanhas, era muito alegre e amante de reuniões e festejos com os amigos. Muitos confundem erroneamente santidade com afastamento das outras pessoas e atitudes fora do normal. A santidade pode ser fruto de uma luta otimista no meio do mundo, porque nem todos têm vocação religiosa. Gianna percebeu que seu destino era casar e formar uma família cristã. Casou-se com Pietro Molla, na Basílica de S. Martinho, em Magenta, em 24 de setembro de 1955. Equilibrava sua vida entre as responsabilidades de esposa, mãe e médica.

Seu primeiro filho, Pierluigi, nasceu em novembro de 1656; no ano seguinte, em dezembro, veio Mariolina; em julho de 1959, Laura. Na gravidez de seu quarto filho, no segundo mês, ela descobriu que estava com câncer. O tratamento não poderia começar na gestação, pois seria fatal para o bebê, mas retardá-lo punha em severo risco a vida da mãe. Ela, como médica, era capaz de avaliar a gravidade da situação; porém, só o que a preocupava era a vida e a saúde da criança, pela qual rezava insistentemente a Deus. Recomendou, inclusive, ao seu médico que, se precisasse escolher, deveria salvar seu filho, não a ela. É importante ressaltar que essa decisão foi heroica e livre, pois a Igreja Católica recomenda que, em uma situação como essa,na hora do parto se salve a mãe.

Sua gravidez transcorria normalmente, ao passo que a doença se agravava. Até o último momento da gravidez manteve-se firme em sua opção, repetindo-a ao médico. Assim, na manhã de 21 de abril de 1962, nasceu Gianna Emanuela, saudável e perfeita. Porém, sua mãe, Gianna, veio a falecer uma semana depois, com dores atrozes. Suas últimas palavras foram "Jesus, Jesus, eu te amo" , frase que repetia durante todo o seu sofrimento. Tinha 39 anos quando foi para o céu.

Deixou muita saudade e exemplo de fé inquebrantável, alegria constante e amor total. Está sepultada no cemitério de Mesero, perto de Magenta. Foi beatificada em 24 de abril de 1994, e canonizada em 16 de maio pelo mesmo papa, o Beato João Paulo II. Em sua última visita ao Brasil, no encontro com os cariocas no Maracanã, Sua Santidade recebeu com muito carinho o viúvo de Gianna e a filha por quem ela deu a vida. Foi muito tocante assistir à cena. Era como se a própria Gianna estivesse presente.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ser uma grande mãe

 Por Liana Clara Oliveira

Conhecemos grandes mães que não entraram para a história, mas, com certeza, estão em um lugar muito privilegiado, junto de Deus, no céu. Essas mães de alguma forma passaram pelas nossas vidas, fizeram parte da nossa história e também influenciaram muito nossas atitudes e nosso modo de ser mãe.

De minha parte, posso dizer que minha avó paterna foi um grande exemplo de mãe, lutadora, fiel à sua religião, dedicada ao lar, aos filhos e ao marido. Teve nove filhos, porém três morreram ainda pequenos. Mas ajudou sua irmã viúva a cuidar de seus quatro filhos, para que esta pudesse trabalhar para sustentá-los.

Exemplos assim temos aos montes, basta puxarmos pela nossa memória. É uma vizinha que batalhou para criar os filhos e torná-los homens e mulheres de bem, é a tia que criou seus filhos sozinha, pois ficou viúva cedo demais e abdicou de sua vida de mulher para ser mãe em tempo integral. Porém, suas vidas passaram ocultas, quase à sombra de todos que as circundavam.

Para ser uma grande mãe é preciso dar-se por inteiro, é necessário saber acumular as funções de esposa, dona de casa, profissional, mãe, motorista, educadora, e tudo o mais que esteja sob sua responsabilidade, para que cumpra com todos os seus deveres diários, com garbo e alegria. Atende assim a todos, e sente-se satisfeita e feliz por combater o bom combate.

Passar deixando rastros amáveis de si, fazendo-se perpetuada nos filhos, com seus ensinamentos e condutas - assim seremos grandes personagens das histórias ocultas , só computadas no céu.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Receber com criatividade (1ª parte)

Por Maria Teresa Serman
Todos nós, casados ou solteiros, pessoas que convivem e têm amigos e colegas, vez por outra (ou muito frequentemente, no caso de alguns) recebem familiares ou conhecidos em casa. Há os que gostam e fazem disso uma arte; há os que fazem por obrigação; e existem os que gostam, mas não têm muito traquejo. Para toda a tribo dos anfitriões, vamos transmitir um pouco do que aprendemos com a leitura do livro Receber com Charme, de Renata Rangel e Cláudia Pixu. É leitura agradável e muito instrutiva, com fotos esclarecedoras das sugestões de decoração, comida e bebida que elas ensinam. Selecionei alguma coisa e lá vai. Além de comida e bebida fáceis de preparar e servir, é fundamental música apropriada para o tema da reunião, que irá criar o clima de diversão e informalidade, em um ambiente atraente pelo uso equilibrado de cores e enfeites. A comida e a bebida devem estar ao alcance dos convidados, a menos que você queira perder tempo e convivência servindo. Para evitar isso, os belisquetes e pratos podem ser previamente preparados, de modo a serem aquecidos, ou resfriados, a tempo. Uma tina de metal colocada em lugar esperto facilita o acesso dos convidados ao que vão beber, como cerveja e vodka. O vinho, se for o caso, também pode ficar em baldes, desde que se respeite a temperatura ideal para tintos, brancos e rosés.

Você pode encostar a mesa maior na parede, assim como afastar alguns móveis para ganhar espaço, e usar estantes, consoles e arcas como aparadores, com toalhas ou panos que combinem com a decoração. Uma toalha estampada, que pode ser de chita florida, alegra o ambiente, desde que a louça seja branca. No oposto, se usar louça colorida, que pode ser misturada, não de um único conjunto - a festa de que falamos é informal!, a toalha e os panos devem ser brancos ou de cor discreta, que não brigue com os utensílios. Também podem, louça, objetos de decoração e toalhas obedecer a um tema que prefira, como Mil e uma noites; Jantar na Toscana; Viagem à Tailândia; Hola, México!, e por onde lhe levar a imaginação.

Se você tem área aberta e o tempo está bom, leve tapetes ou qualquer outra forração para o chão e faça a festa ali, com almofadas espalhadas e banquinhos. Flores frescas são sempre um toque de vida, e podem ser postas em buquês em pequenos vasos, dentro ou fora de casa. E opte por pequenas porções de comida em bowls, vasilhas, copos, taças, xícaras, o que achar melhor. Taças podem se tornar castiçais para velas curtas e mais grossas, fixadas na base delas, de cabeça para baixo. Pode-se alternar velas com flores maiores e únicas dentro das taças emborcadas. Fica lindo! As taças antigas que você julga obsoletas vão mostrar seu valor então.

Se fizer caipirinhas ou caipivodkas, deixe as frutas já picadas em vasilhas de vidro com pé, junto às bebidas alcoólicas; açúcar; adoçante; mexedores; gengibre; hortelã; manjericão; copos; pilão; enfim, todo o "equipamento" necessário. Quanto aos comes, em vez de pizzas grandes, por exemplo, opte por recortar pequenos círculos de massa de pizza pronta, e cubra com recheios variados, ou deixe os ingredientes em pequenos vasilhames ao alcance dos convidados, para que cada um monte sua própria iguaria, e um forninho elétrico ao alcance. É divertido e dá liberdade às pessoas, poupando trabalho para a anfitriã. Brusquetas seguem a mesma regra. Pode servir ainda mini copos, como os de cachaça, com polenta pronta enfeitada com carne-seca desfiada.

Não se esqueça de ter bastantes guardanapos, pratos, talheres, copos, para não ficar lavando o tempo todo. Pode usar um pouco de descartáveis, desde que de excelente qualidade. Dê licença aos mais íntimos de ajudarem, lavando ou repondo alguma coisa. Desse modo, todos ficarão mais inteirados e à vontade. E quanto mais se sentirem assim, mais gostarão. Na segunda parte, daremos algumas receitas e mais sugestões de material a ser explorado criativamente.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 138)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – A. diz: Dra, adolescente cansa tanto que as vezes penso em jogar tudo pro alto e largar essas meninas de lado. Que façam o que quiser , com tanto que não me desgastem mais! Só eu penso assim? Uma mãe de duas adolescentes impossíveis.

RESP: Caro(a) A.
 Tenho respondido a muitos pais,professores e quantos tem adolescentes em casa ou trabalham com eles, que  a Adolescência é uma fase da vida, não é A VIDA ,e PASSA...

Por enquanto, exercite com alegria e bom humor,- tanto quanto possível ! -sua paciência,procurando não " jogar para o alto " esta oportunidade única de acompanhar o desabrochar de suas filhas,apreciar a beleza desta etapa da vida, formá-las bem para serem moças dignas, finas, delicadas, firmes, elegantes, estudiosas e mais tarde, esposas, mães de família, profissionais e cidadãs exemplares e uteis à sociedade ...

Cara mamãe, veja neste blog mesmo, quantas pessoas fizeram a mesma pergunta sua, sempre questionando-  " só eu penso assim ? " Quem acompanha Adolescentes por vezes pode ter este mesmo pensamento, mas deve ser algo que se vença rapidamente porque o lado positivo e construtivo é muito mais forte !

Se puder e quiser, solicite na Editora Quadrante de São Paulo ( há um site deles na internet) , um pequenino livro que escrevi e que se chama " Amar os Adolescentes - " onde procuro passar para os leitores um pouco da minha experiência de feliz convívio e trabalho com eles. Quem sabe pode servir-lhe de ajuda?

Desejo-lhe paciência e que descubra o lado encantador dos nossos Adolescentes! Um abraço, Mannoun

domingo, 6 de maio de 2012

Torta rápida de sardinha

Uma receita fácil e gostosa para um lanche ou visitas de última hora.

1 lata de sardinha ( pode ser atum)
2 xícaras de farinha de rosca (se vc n tiver em casa,
bata dois pães no liquidificador até esfarinhar)
3 ovos - separe as claras
2 cebolas grandes picadas
1 dente de alho picado (se quiser)
1 tomate grande picado
cebolinha e salsa a gosto
1 colher de chá de sal
azeite- a gosto

Frite no azeite a cebola, o alho e ponha a sardinha muito bem escorrido. Deixe fritar um pouco e ponha os tomates e os outros temperos, até o tomate cozinhar. Não ponha água.

Desligue o fogo. Coloque então as gemas e a maisena batendo sempre com um garfo e a farinha de rosca. Bata as claras em neve e misture levemente. Prove o sal. Se estiver sem sal ponha uma pitada a mais. Ponha numa forma untada com azeite, com diâmetro pequeno para assar, regue com azeite e asse até dourar. Esta quantidade dá para 3 pessoas.

Se quiser fazer uma quantidade maior, é só calcular:
Para 2 latas de sardinha aumente uma cebola, uma xícara de farinha de rosca e mais um tomate.

sábado, 5 de maio de 2012

Higiene na cozinha

Por Maria Teresa Serman

Este texto foi baseado em uma newsletter da autora do blog Aromas & Sabores - recomendo -, Andréa Potsch, com quem já fiz um curso de mesa de frios, excelente. Ela é competente e criativa, e achei as dicas muito oportunas e adequadas. Algumas já praticava, mas adquiri novos hábitos a partir de suas sugestões. Espero que gostem.

1) A esponja da pia da cozinha deve ser usada com produtos de limpeza apropriados para esse fim, e não outros de limpeza pesada, abrasivos ou sabão em pó. Estes são para o resto da casa. No caso da esponja, deve ser trocada por uma mais nova a cada quinze dias, e, dependendo do montante de louça da casa, semanalmente. É um "travesseiro" para bactérias. Se não puder trocá-la com esse intervalo, pelo menos deixe-a de molho em água clorada.

2) Pano de prato - "sua cozinha deve ter um pano separado para a louça e uma toalha para ser usada somente para as mãos. Há quem use um pano para louças e o mesmo pano para pegar panelas quentes, para mão e rosto, e que, na distração, ainda vai parar pendurado na cintura ou no pescoço... Panos de prato devem ser trocados regularmente e em uma cozinha movimentada devem ser trocados todos os dias." São panos para enxugar utensílios que se põem na boca ou onde se deposita comida, prestem atenção!

3) Quando for lavar verduras, frutas, carnes, não o faça usando diretamente sobre a cuba da pia, que é um berço de bactérias também. Use uma vasilha ou várias separadas para esse fim, só para a cozinha. Bacias de tanque no tanque, da cozinha na cozinha, cada coisa em seu lugar!

4) O lugar certo para descongelar comida é dentro da geladeira, e não na pia de um dia para o outro, tempo que às vezes se estende indefinidamente. Se precisa descongelar com pressa, coloque em um saco plástico bem fechado em uma bacia com água gelada ou no micro-ondas. E não congele de novo!

5) Nesta cidade de calor senegalesco, não há possibilidade de deixar comida esfriar por horas antes de levá-la à geladeira. Não vai perder calor, vai virar estufa de bactéria. O melhor é resfriá-la mais rapidamente dentro de uma bacia com gelo, ou então deixar debaixo de um ventilador de teto e guardá-la logo no refrigerador. Em vasilhas de plástico de boa qualidade, sem substância tóxicas, de inox ou vidro. Jamais em panelas de alumínio ou de outro material.

6) Lixeirinha de pia ou paninhos são também fonte de micro-organismos, mas há os que não podem passar sem eles - como eu, aliás. Devem ser lavador diariamente, fervidos ou colocados em água clorada. A lixeirinha deve ser secada com álcool. E quando começarem a se desgastar, troque-os, ambos, a lixeira e os panos, os últimos são meio descartáveis mesmo.

7) Há sempre os retardatários para o café da manhã, e os frios e queijos vão esquentando na mesa. Estabeleça um horário limite para a mesa ser tirada e os alimentos refrigerados. Depois cada um que pegue na geladeira e se sirva, recolocando no refrigerador logo em seguida.

8) Cuidado com utensílios com abas, frestas, ressaltos, pois nesses se acumulam sujeira e limo. É preciso limpá-los bem, com escovas próprias e paciência, e mantê-los assim. Ah, e não esqueça a jarra do liquidificador e frisos internos desta.

9) Quanto às tábuas de corte, assisti recentemente a um programa em um destes canais de ciência no qual o especialista provava, depois de testes de laboratório, que as de madeira são mais higiênicas, pois o material é um pouco germicida. Pode-se deixá-las secar ao sol ou pôr alguns segundos no micro-ondas - isso vale também para as chamadas colheres de pau. As tábuas de polietileno devem ser muito bem esfregadas com solução clorada. E ambas devem ser trocadas por mais novas assim que apresentarem sulcos e alterarem a cor.

Solução clorada (recomendada pela Andréa) - 1 litro de água para 15 ml de água sanitária (aquela comum sem aroma e sem corante com 2% a 2,5% de cloro ativo).

Uma dica (de novo da Andréa)- Potinhos de plástico podem juntar bactérias que não saem com uma lavagem comum e a comida armazenada ali pode estragar mais rápido. Depois de lavar, deixe seus potes de molho em uma solução clorada ou borrife álcool 70° e deixe-as secando naturalmente. Faça esse procedimento principalmente depois que algum alimento estragou dentro do pote.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

COMO AJUDAR A CRIANÇA A DORMIR NA HORA CERTA

Por Agnes Gabriella Milley

Esqueça as sugestões abaixo se a criança dorme bem e não reluta para cair no sono. Mas, se for rebelde, experimente:

* Leve-a a perceber a administração do tempo, habituando-a a uma rotina. As refeições, o banho, a hora de brincar com os pais necessitam de horários definidos e comportamentos padronizados. Crie a rotina de atividades certas em horas certas.

* Um banho morno e cantigas calmas ajudam muito. O dia da criança, ao se aproximar a hora do sono, deve evoluir de brincadeiras mais agitadas para outras mais calmas. Evite "agitar" a criança em horas que antecedem sua ida para a cama.

* Evite o colo. O berço é o lugar certo para a criança dormir. Se dormir no colo, coloque-a no berço. Acostumá-la ao colo cria hábitos de rejeição à cama. A criança precisa ir se habituando a ficar sozinha na hora de dormir. É difícil, mas importante.

* Torne toda a casa serena. Ao se aproximar a hora de dormir, vá, aos poucos, diminuindo a iluminação, deixe a televisão em volume baixo e evite conversas próximas à criança. Uma música suave não apenas acalma como também estimula a abertura do cérebro para a sonoridade.

Sabe-se hoje que dormir constitui o grande estímulo para o desenvolvimento cerebral, pois é durante o sono que se formam proteínas fundamentais para a memória, crescimento corporal e aprendizagem.

A Construção do AFETO - Celso Antunes
Augustus Editora , São Paulo 1999

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cauterizar a alma

Um termo médico que designa a aplicação de cautério, instrumento que queima as feridas. Essa é uma definição não técnica, que aqui aplicaremos à alma.

Esses dias tivemos, num grupo de mães, uma grande discussão, que poderia ser muito melhor encaminhada se não fossem os melindres de muitas partes. As pessoas adoram dizer o que pensam e o que inferem nas mais diversas situações, mas não gostam de ouvir nenhum reparo às suas ideias. Costuma ser um caminho de mão única e quando alguém toma o outro lado, é batida na certa.

Precisamos aprender e saber ensinar aos filhos, com nosso exemplo, a superar, sem mágoas e sem dramas, as batalhas diárias que surgem diante de nós e muitas vezes nos tiram a paz. Uma briga com um filho ou uma filha muitas vezes nos deixa, por semanas inteiras, tristes e acabrunhadas, como se a alma estivesse em chaga perene. Desavenças familiares não podem e nem devem criar ressentimentos por muitos dias; isso provoca um mal enorme e afasta muito as pessoas. Em uma família precisa predominar a união.

Como dizemos sempre por aqui, a mãe, de modo geral é o centro do núcleo familiar e dela depende o equilíbrio de todos dentro do lar. Logo, ela precisará de uma "pele" interior mais grossa, para resistir e superar melhor todos os obstáculos familiares. Nada que uma boa cauterização espiritual não dê jeito. E como faremos esta cauterização? Com a ajuda de Deus através de muita oração e treinando a virtude da fortaleza, nas pequenas coisas do dia a dia, para suportarmos com mais valentia essas dificuldades.

Cauterizar a alma nada mais é do que cicatrizar as feridas a base de ferro e fogo, com energia e fortaleza. Isso vai nos tornando mais fortes interiormente e deixando-nos mais serenas na hora dos grandes problemas. Não podemos confundir com uma atitude apática ou indiferente. Uma desavença já não será estendida por tantos dias, cairá mais facilmente no esquecimento, e, com a alma cicatrizada, imunizada para o surgimento de novas feridas, superaremos melhor as dificuldades e mostraremos aos filhos a nossa força de caráter, que também se traduz em resistir com boa cara às ventanias que surgem em determinados momentos da nossa vida.

Tudo isso servirá para não nos melindrarmos constantemente ao sermos contrariadas em nossas opinião, e será um escudo para novas feridas que nos magoem e nos deixem abatidas.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Surpresas

Colaboração de Agnes Gabriella Milley
Gostava  das surpresas. Surpresas simples,  com aparência de bobas. Minha mãe costumava brincar de surpresas. Fazer surpresa para os filhos. Ela surpreendia a todos nós,  diariamente. De repente abríamos os cadernos  e encontrávamos recados, bilhetes e, às vezes, verdadeiros torpedos, escritos por minha mãe. Num cantinho do caderno, em folhinhas pequeninas dentro dos livros, em dobraduras dentro de nossos bolsos de calças ou camisas, nas bolsas escolares e também nas gavetas de roupas.  Até em minhas cuecas encontrei papeletas com um “Cuide-se”. Dentro de sapatos e tênis, era comum descobrirmos bilhetinhos do tipo “Que pé macio e cheiroso! Lembre-se do talco, querido.” Nos bolsos das camisas: “Comigo vai ficar mais bonito.” Quando púnhamos as mãos nos bolsos das calças, lá estavam os papeizinhos, dobradinhos, cheios de palavras de elogio, afeto, carinho e lembranças para lavar as mãos e limpar as unhas. Ou simplesmente a marca de beijo da boca de minha mãe impressa no papel com o batom. E ainda pétalas de rosas sequinhas.

Mas, das surpresas, a de que eu mais gostava era a das misturas no arroz. Minha mãe herdara de minha avó essa mania de fazer o arroz misturado. Arroz com cenouras. Arroz com espinafre. Arroz com bananas. Arroz com miúdos de galinha. Arroz com mexidinho de ovos. Arroz com pétalas de rosas. Arroz com torresmo de porco. Arroz com milho. Arroz com pedacinhos fritos de aipim. Cada dia uma surpresa no arroz. Eu ia para a mesa na expectativa do arroz. Era sempre uma boa surpresa. Até quando era o arroz com beterraba. O arroz misturado era sedutor. Abria o apetite. E como era bom o baião de dois, o  maria-isabel, o carreteiro, o com passas ao vinho e tantos outros.

Outro dia eu fiz um arroz com pedacinhos de abacaxi. Uma delícia o arroz misturado, principalmente se for surpresa. Outra boa surpresa é abrir a carteira e encontrar uma folhinha colorida com um poema de letrinhas bem redondinhas. Surpresa, surpresa mesmo é o frequente bilhetinho com o “Amo você” no fundo das meias.

 LEMBRANÇAS AMOROSAS 
Francisco Gregório Filho
Coleção  Jovens Inteligentes – Global Editora    São Paulo 2000 

terça-feira, 1 de maio de 2012

O trabalho enobrece o homem

Canso de ouvir gente se lamentando por trabalhar, do seu cansaço e de que não vê a hora de se aposentar. Grande engano! O trabalho faz parte da vida e o homem precisa dele para seu sustento e de sua família. E um trabalho honrado é um ponto alto na vida de cada um de nós.

Nem sempre o nosso trabalho é remunerado, ou até mesmo bem remunerado. Por exemplo, quem fica em casa executa muitas tarefas cuidando do lar e nem por isso ganha algum dinheiro, mas sempre estará ganhando muitos bônus celestes.

Temos um amigo que gosta de computar as coisas boas que faz como bônus celestes – o que seriam pontos no céu, acumulados para a vida eterna. É bem interessante pensar assim, que a nossa lida diária tem muita importância para a nossa vida futura, na eternidade. E que tudo o que fazemos tem uma repercussão, nada é em vão nem à toa, por menor que seja o nosso trabalho ou por mais que seja insignificante diante dos olhos humanos, pois para Deus o valor dele será medido pelo nosso empenho e pelo amor que colocamos nele.

Um trabalho bem feito, bem acabado, com toques de carinho e cuidados será sempre bem visto pelo Pai celeste. Pôr amor nas tarefas diárias, fazê-las de boa vontade, com cara boa, isso é o que Ele espera de nós. E, como pais e mães de família, temos maior dever e obrigação no trabalho, visto que será observado por nossos filhos e serviremos de exemplo para o futuro deles.

Neste Dia do Trabalho, quando comemoramos não fazendo nada, podemos pensar em como devemos trabalhar melhor, com mais empenho. Também verificaremos onde não estamos sendo um bom exemplo, e aí, então, procuraremos melhorar ao máximo.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 137)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – A. M. diz: Dra gostaria de saber quais são os indícios para suspeitarmos que um jovem está usando drogas? E quais providências tomarmos.

RESP: Cara Sra.A.M.
 Vale a pena sempre observar no jovem as  mudanças no comportamento, nos hábitos, no humor,  inapetência,sonolência ou irritabilidade, queda no rendimento escolar, " amizades " estranhas, que costumam  indicar que algo diferente acontece e levam a família a suspeitar do uso de drogas.Em geral, pais atentos aos filhos logo percebem quando algo estranho está ocorrendo e o melhor é falar sempre do que suspeitam com clareza ,diretamente,com calma e serenidade, sem brigar mas oferecendo ajuda. Perguntar ao jovem se quer consultar um bom profissional e acompanhar a consulta, marcando para os pais também um atendimento porque importa muito que todos em casa sejam acompanhados para saberem como agir. Primeiramente procurar o medico da família e este , além da  consulta e acompanhamento do estado geral do jovem e de seus pais,indicará um bom  psiquiatra, de acordo com o que observar.
Fico ás suas ordens, Mannoun


2 – A. diz:Minha filha tem 9 anos e menstruou pela primeira vez, é normal? Ela só tem 1,45m, é verdade que vai parar de crescer agora que menstruou?

RESP: Caro(a) A.
 É importante saber as idades em que mãe, irmãs, avós , tias maternas menstruaram e qual a estatura dos familiares.
Pode ser uma perda sanguínea transitória e a menstruação normal só vir a ocorrer mais tarde.
A menina não tem acompanhamento médico habitual? Em geral os pediatras tem no seu prontuário a ficha com peso e altura verificados em cada consulta, além das etapas do desenvolvimento biológico (mamas, pelos pubianos e axilares)  e o próprio médico responderá suas inquietações e duvidas com mais precisão do que eu o posso fazer sem examinar a menina....
Em todo caso, não se aflijam e busquem ajuda do pediatra que a atende.
Fico às suas ordens, Mannoun

domingo, 29 de abril de 2012

Brincando de bonecas

Quem tem filhas pequenas deve aproveitar para curtir essa fase, brincando de bonecas de papel, com roupinhas para trocar.

Seguem algumas ideias para fazermos junto com as crianças e aproveitar uma tarde chuvosa para essa brincadeira divertida.Basta ampliar as figuras e imprimir. Recontando tudo depois.

Para a boneca o melhor é fazê-la num papelão, para que fique mais durinha. E depois arrumar uma caixa de sapatos para fazer de guarda roupas.

sábado, 28 de abril de 2012

Panquecas para criançada

Vamos fazer panquecas com formatos diferentes e colocar vários recheios para um lanche gostoso da garotada.
RECEITA:

Massa
• 1 e ½ xícara (chá) de farinha de trigo
• 1 xícara (chá) de leite
• 2 ovos
• 4 colheres (sopa) de óleo
• uma pitada de sal
Modo de fazer: Coloque no liquidificador: os ovos, o leite o e óleo, bata durante alguns minutos, acrescentando aos poucos a farinha de trigo. Após colocar toda a farinha de trigo coloque a pitada de sal. A massa deve ficar pastosa não muito grossa.
Pegue uma concha (essas conchas de servir feijão) ela vai servir como medida, coloque na frigideira untada com pouco óleo. Cada concha vai equivaler a uma panqueca. Despeje no meio da frigideira e vá girando, espalhando a massa de uma forma uniforme por todo o fundo da frigideira. Vire para dourar o outro lado.
Caso você tenha formas para panquecas, elas ficarão ainda mais atraentes e poderão servi-las abertas, com recheios doces variados ou mesmo salgadas.

Sugestões de recheios:
• Geleias
• Carne moidinha refogada
• Sorvete e calda de chocolate
• Frango desfiado refogado com palmito
• Manteiga
• Mel
• Frutas picadinhas

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura

Por Maria Teresa Serman

Este ditado popular longevo pode ser traduzido modernamente como algo assim: a perseverança sempre alcança. Rima e faz sentido, na vida prática. Sem perseverança, nada conseguimos. Atualmente, porém, as pessoas andam praticando essa virtude quase que exclusivamente na vida profissional, bem menos na familiar. Nos afetos e responsabilidades também devemos exercitá-la.

Antes, era mais comum ver separações conjugais com médio tempo de casados. Agora não, é de pasmar o pouco que pode durar um casamento recente hoje em dia. A convivência bastante íntima que a maioria tem não previne, muito pelo contrário, o rompimento. Por que será? Pode ser que esse mesmo relacionamento pré-matrimonial tire a surpresa e lance os casais direto na rotina, no seu lado mais áspero. Também pode ser o fato de que ambos, marido e mulher, são independentes financeiramente, e concluem, erroneamente aliás, que isso lhes dá o direito de não suportar nada do outro. "Não preciso aguentar isso!" é o mantra das mulheres atualmente. As tarefas e as despesas devem ser milimetricamente divididas, não sobra espaço para a renúncia, e sacrifício é palavrão.

Esquecem facilmente da graça matrimonial, do sacramento, da união indissolúvel de corpos e almas. Fazem muitas aplicações financeiras, mas não investem nada no "capital" do casamento. Há que perseverar sempre, pois a vida familiar sobrevive do amor, que só sustenta esse nome somado à perseverança. Na educação dos filhos, por exemplo, é preciso repetir e ensinar incontáveis vezes as mesmas coisas, e reforçá-las com atitudes coerentes, o que também exige um mar de "água mole". Educar é basicamente isso, continuar com as mesmas mensagens, com a paciência renovada, com o abraço sempre a postos e os ouvidos permanentemente à escuta. Isso é amar. Serve para todos os afetos familiares e humanos em geral.

Um dos principais segredos amorosos é a perseverança, que, junto com a audácia de que já falamos, formam uma dupla bem sucedida. E a mais recompensada forma de perseverança é a oração, o amor a Deus, pois Ele, como o melhor dos pais, ouve nossas preces, nossos pedidos, se pedirmos o que for melhor para os nossos e para nós mesmos. "Pedi e recebereis; batei e abrir-se-vos-á.", assegurou Jesus Cristo no evangelho. É necessário não esmorecer na oração e perseverar na filiação divina, pois assim conseguiremos mover corações e atingir objetivos que parecem impossíveis.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O ciúme – um grande inimigo do amor

Num relacionamento, marido e mulher precisam ter muita confiança um no outro e não permitirem desconfianças de nenhuma ordem entre o casal.

O famoso ciúme, já foi, durante muito tempo, considerado um agente do amor, diziam que quem ama cuida e tem ciúmes. Ledo engano, o amor precisa de cuidados sim, mas o ciúme é como um agrotóxico para a planta. Pode até afastar as pragas, mas tira o sabor e a beleza da planta.

Amar seu marido, seu namorado, seu noivo, requer dar-se, confiar, criar raízes. E se desde o namoro o casal não tem como confiar um no outro, esse relacionamento está fadado ao insucesso. Uma jovem que desconfia do namorado com outra moça, ou até descobre que ele tem outra e o perdoa, com certeza terá sempre uma desconfiança entre os dois, algo que irá minar a convivência deles. E nessa fase, do namoro, ainda pode recapitular, deixar esta pessoa e ir em busca de alguém em que possa confiar. Com certeza terá mais sucesso num relacionamento baseado em confiança mútua.

Já no casamento, o casal busca acertar todas as arestas para que dure para sempre, o famoso: “até que a morte os separe”. Desse modo, é necessário um maior empenho de cada um, para que o ciúme não entre neste amor e venha a criar suspeitas desnecessárias entre os dois.

Existem profissões que facilitam as suspeitas para o ciúme, como a de médicos e seus plantões, a de professores homens em colégios com maioria feminina, engenheiras em usinas onde predominam os homens, e assim por diante. Muitos criam ideias fantasiosas de seus maridos ou esposas “pulando” a cerca e indo buscar novidades em outros lugares.

Santa Teresa dizia: “ a imaginação é a louca da casa” – logo cuidemos para não dar asas a esta traidora e não nos permitirmos grandes divagações sobre o cônjuge fora de casa, no seu horário de trabalho.

O importante é cuidar da nossa aparência, do nosso humor e da nossa saúde para estarmos sempre bem quando o outro estiver junto de nós.

As mulheres se produzem muito para ir ao trabalho, e ao chegar a casa, depois da luta diária, tendem a colocar uma roupa velha, confortável e seus chinelinhos, tomando o cuidado de lavar o rosto para tirar a maquiagem por completo. E o que sobrou? Uma aparência cansada, um ar largado e pronta para jogar suas mágoas do dia no marido, que afinal de contas é com quem se pode contar para desabafar. Aí cometem o maior erro. Na rua, os maridos também veem as mulheres produzidas, cuidadas e querem a sua também ao menos cheirosa e bem posta.

Tudo isso leva à insegurança pessoal, e por consequência ao ciúme, com o medo de perder o outro. Para evitar essa situação, não vamos deixar chegar a esse ponto, vamos cuidar antes, ser espertas, ser mais carinhosas, ter detalhes de atenção com o outro, criar situações alegres e bem humoradas para que o marido queiram sempre estar perto de nós. Isso vale também para eles, é claro.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Depressão não é mau-humor!

Por Maria Teresa Serman

Aquela frase que se diz (ou dizia, não sei se saiu de moda) de vez em quando, para caracterizar um estado de espírito, "Hoje estou deprê!", indicando tristeza, nostalgia, sei lá mais o quê, certamente deve ter acostumado as pessoas a confundir um momento de desânimo com o estado clínico depressivo. Depressão é doença, não pode ser encarada como desesperança ou preguiça.

Os sintomas básicos da depressão inicialmente podem levar a própria pessoa a não perceber sua chegada. Sonolência, perda de apetite, desânimo, tristeza, todos esses passam despercebidos como coisas passageiras, como às vezes são realmente. Contudo, é preciso estar atento para não deixar ela se instalar, e procurar um profissional médico logo. Aí vem o preconceito de acharem que quem vai a um psiquiatra é "maluco". Esquecem que a mente pode padecer tanto ou mais do que o resto do corpo, do qual cuidamos escrupulosamente.

Para quem está em depressão, é desagradável e inútil ouvir os "estímulos" dos amigos e conhecidos, muito bem intencionados, mas prejudiciais. Pode-se fazer uma lista: "Não fica assim, você é tão alegre!"; "Levanta a cabeça, tenha esperança!", "Tenha pensamentos positivos que você vai se sentir melhor!"; "Sai de casa, vai pro shopping que você melhora!"; "Não se deixe abater, coragem!", e a lista é longa, até culminar na crueldade não intencional de diagnosticar o problema como falta de fé. Aí o discurso muda um pouco: "Você precisa rezar mais!", "Tenha fé que isso passa!" ou "Deus vai te curar, é só ter fé!"

Depressão é DOENÇA, repetimos, não vai embora por força de vontade, que, aliás é o que mais falta no caso, pensamento positivo, compras ou orações. Estas últimas ajudam muito, como sempre, mas Deus também cura por meio de médicos competentes e remédios bem prescritos.
Ela é uma doença democrática, não tem discriminação de sexo, idade ou situação social. Incapacita temporariamente, o que pode parecer, como já dissemos, preguiça ou tristeza somente. Pode ser visível na expressão ou jeito do doente, mas engana também, de modo que os outros não vejam e não acreditem. Não deve ser menosprezada em momento algum, pois essa negligência pode ser perigosa, e torna o mal mais difícil de combater e sua duração mais longa.

Hoje em dia há muitos e modernos remédios bastante eficazes no combate à depressão, que podem ser indicados e acompanhados por profissionais. O organismo leva um tempo, mais ou menos um mês, para metabolizá-los, e essa demora pode desestimular o paciente e os familiares, mas, sem trocadilho, é preciso ser paciente e esperar o resultado, que será bom, libertador. E colocar-se a cada momento de angústia nas mãos de Deus Pai, que é o melhor médico.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Linda de óculos

Por Maria Teresa Serman

Se são inevitáveis, aproveite e saiba usá-los com charme e bom gosto. Há armações lindíssimas hoje em dia, das mais discretas às mais chamativas. Escolha de acordo com seu rosto, estilo e pode ousar com elas, mas sem exagerar no resultado. Para isso, é preciso prestar atenção em alguns detalhes.

Maquiagem e óculos podem se completar muito bem, desde que façam isso mesmo, se completem, não briguem por qual chama mais atenção. Uma armação mais chamativa, exuberante, pede maquiagem mais suave, corrigindo olheiras e com pouco rímel, nada de lápis, delineador ou sombra forte. Aliás, esta última é um perigo permanente para quem usa lente com grau forte, pois pode destacá-la demais. Se gosta de maquiagem forte, opte por uma armação leve, o mais discreta possível.

Evite passar produtos oleosos na pele, do corretivo à base, que devem ser do tipo mais seco, para não ficar muito marcados no nos lugares onde os óculos encostam. Deve fazer retoques delicados nesses pontos ao longo do dia, tomando sempre cuidado para não manchar a maquiagem ou ficar mascarada.

Para o batom, vale o mesmo equilíbrio dos olhos: armação suave, boca mais carregada, e vice-versa. De modo geral, nesse caso, é bom chamar atenção para os olhos, de modo que eles se destaquem, apesar das lentes. No trabalho, a discrição é fundamental e sinônimo de elegância.

Os óculos devem estar bem fixos para não lhe provocarem o cacoete de ajeitá-los a todo o momento. No calor, pode-se aproveitar umas fugidas ao toalete para secar o nariz ou a face suavemente, com lenços de papel e retocar a maquiagem. Assim ela se manterá adequadamente, a armação não escorregará e você poderá se concentrar no que faz, sem perturbações.