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sábado, 9 de junho de 2012

“O tempo e a conta” – para pensar em família

Colaboração de Agnes Gabriella Milley

 Frei Antônio das Chagas  ( 1631 – 1682 )
( atribuído também a Laurindo Rabelo  (1816  _  1864 )    

Deus pede-me hoje estrita conta de meu tempo,
É forçoso do tempo já dar conta;
Mas como  dar, sem tempo, tanta  conta,
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?


Para ter minha conta feita a tempo,
Dado me foi bom tempo, e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Quero hoje fazer conta, e falta tempo.


Ó vós, que tendes tempo, sem ter conta,
Não gasteis esse tempo em passatempo,
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta.


Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo.
                                             
 Pergunto eu:   Como tenho eu,  feito a conta de “meu” tempo?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Uma vida inteira para amar

Hoje faço trinta e oito anos de casada. Aliás, fazemos -  meu marido e eu. E posso dizer que ainda é pouco tempo, para quem quer uma eternidade para amar.

Acho que tudo sempre deu certo entre nós, porque nos propusemos a fazer do nosso casamento algo que só a morte pode nos separar, e também porque buscamos constantemente recuperar o rumo e ver no outro aquilo que nos encantou no primeiro encontro.

 Além do mais, somos muito diferentes. Mas, como dizia minha mãe: “os opostos se atraem”. Ele é sempre calmo, contido, carinhoso; eu sou agitada, falante, meio “secarrona”. Ele gosta de caroço de feijão e eu do caldo; ele gosta de dormir cedo e eu adoro ficar até tarde acordada; ele não gosta de lidar com o mundo cibernético e prefere fazer da internet apenas um objeto de trabalho, sem deixar seus rastros - e eu adoro isso aqui e perco muito tempo fazendo viagens "internéticas", descobrindo o mundo sem sair de casa.


Poderia citar muitas outras diferenças, como, por exemplo, o fato de ele gostar de comida fria e eu dela pelando; de ele, mesmo no inverno, tomar banho quase frio, e eu, imaginem, o mais quente possível! Mas, todas essas diferenças sempre foram razão para somar, para acrescentar mais em um e no outro. Aprendemos a palavrinha mágica do casamento: doação. 

Tivemos nove filhos e precisamos nos adaptar: passamos da adição à multiplicação. Não nos dividimos por sermos muitos; multiplicamos a capacidade de amar e nos demos e nos damos por inteiro, como um limão espremido, mas com um doce açúcar no meio, deixando tudo com sabor de aventura e de amor renovado.
Não pensem, meus caros amigos, que tudo sempre foi um mar de rosas! Tivemos neste mar muitas ondas, muitos peixes e muitos altos e baixos. Porém o tempero principal nunca faltou: Deus. Ele sempre esteve presente, aparando as nossas arestas e nos fazendo recuperar o rumo. E é assim até hoje.

Graças a Deus, hoje são 38 anos de vida em comum de um amor concreto e sadio, forjado na nossa luta diária, buscando a cada dia amar sempre mais um pouquinho.

Bem, é claro ninguém é perfeito, quando surgem alguns mal- estares, o que se sente incomodado, chateado ou irritado, faz uma lista das qualidades do outro e vê que as coisas boas suplantam as diferenças do momento.
 

E assim... nós vamos vivendo de amor!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Por que temos filhos?

A primeira razão, e milenar, é porque precisamos dar continuidade a vida. O ser humano conta com isso para existir. Diferente dos animais irracionais, nós pensamos e com isso escolhemos como teremos ou não estes filhos. Ou pensamos que podemos decidir sobre isso, o que pode nos levar a grandes erros.

Outra razão é a necessidade que temos de nos perpetuarmos em outro ser, ou outros. Queremos ser imortais, mas, como não podemos, temos os filhos que manterão uma essência nossa nas outras gerações seguintes.
Poderia aqui enumerar várias razões; porém, o que importa de verdade é sabermos por que cada um de nós quer ter filhos ou não, e se os tem, por que os teve?

É chocante ver como muitos pais e mães agem depois do filho nascido. Passada a primeira empolgação e surgida a primeira dificuldade, o seu novo “brinquedinho” é posto de lado e deixa de ser o centro da sua atenção.

Enquanto muitos casais fazem de tudo para terem pelo menos um filho, outros brigam por saber quem  não vai ficar cuidando do mesmo depois de nascido. É o famoso e ridículo jogo de empurra. Ou até fazem atrocidades para se livrarem das criancinhas, e isso repugna qualquer pessoa de boa vontade e bons princípios.
Não quero julgar aqui as necessidades de cada um, quero apenas fazer com que reflitam sobre como estão levando sua maternidade ou paternidade. Com que responsabilidade estão agindo e, principalmente, com que qualidade de AMOR.

É importante curtir cada minuto da gravidez, cada detalhe com seu filho esperado, mas são muito importantes também, ou mais, os detalhes de carinho na hora de amamentar, de dar o banho, de colocar pra dormir, de contar uma história ou de velar o seu sonho quando estão doentinhos, sem terceirizar, cuidando pessoalmente, sempre que possível. Pai e mãe serão sempre o porto seguro para suas crias; serão o leme e o ninho para onde eles sempre poderão voltar, em qualquer dificuldade. Isso faz parte dos deveres dos pais.

A criança sabe bem quando a avó cuida, a tia, uma empregada e a própria mãe. Cada carinho tem seu valor e tem seu peso para a formação saudável dela. Mas os carinhos de pai e de mãe marcarão para toda a vida. E, desse contato, extrairão ensinamentos e exemplos que porão em prática quando forem pais e mães de verdade.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

ESTRESSE INFANTIL (2ª parte)

Por Maria Teresa Serman
Muitos problemas que parecem graves são facilmente contornados pelos pais, avós e irmãos com atenção, carinho, e realmente brincando junto, não só fornecendo os brinquedos, geralmente caros e digitais, e ficar lendo jornal ou ir para a academia, embora ambas sejam boas atividades. Por outro lado, não se pode mascarar certos indícios evidentes como "personalidade forte", "transtornos naturais nesta fase", "isso vai passar com o tempo", pois sintomas recorrentes são indício de doença, e demandam assistência, diagnóstico e tratamento rápido, sob pena de se estenderem por mais tempo e causarem sofrimento desnecessário. Como aconteceu neste caso: "Estresse e transtornos mentais também vêm juntos quando falta diagnóstico. Foi o que ocorreu com o psiquiatra Jorge Simeão, 38 anos. Sem saber o que tinha, ele sofreu durante toda a sua adolescência e juventude. Muitos o consideravam um rapaz distraído, que não se preocupava com os outros. Foi preciso se formar na faculdade como médico psiquiatra para Simeão finalmente descobrir que os traços de comportamento que o acompanhavam não eram uma falha de caráter, mas uma alteração no funcionamento do seu cérebro. Ele tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). “O esforço que precisava fazer para me concentrar e a falta de compreensão de colegas me geraram uma tensão muito forte, a vida toda.” Histórias como a de Simeão são bem mais comuns do que se imagina. Pelos cálculos da Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças tem alguma desordem psiquiátrica e a grande maioria leva anos até receber o diagnóstico."

Algumas que geralmente classificávamos como doenças de adulto, como depressão, ansiedade, distúrbios de conduta, sociopatia, acometem com crescente frequência crianças e jovens. Um diagnóstico seguro deve abarcar exames fisiológicos, endocrinológicos, testes de inteligência de acordo com a idade e avaliação emocional e mental. É normal os professores enxergarem até antes dos pais os indícios. É preciso receber as informações da escola sem preconceito, e não reagir com aquela infeliz postura de "Vocês estão chamando meu filho de maluco??!!!", quando os sintomas apontam para doenças neurológicas ou emocionais. Já passou o tempo que ir ao psiquiatra valia por atestado de insanidade. E nada de culpa - "Onde foi que eu errei?" -, pois não ajuda nada e há muitos fatores em jogo, com situações assim.

Outra fenômeno comum é a super exigência nos estudos ou multiplicidade de atividades culturais e esportivas, o que semeia ansiedade na mente de muitos jovens. Crianças precisam de tempo para brincar, despreocupadamente, sem rigidez excessiva nos horários. Isso lhes garante alegria e serenidade, como nenhuma outra coisa, a não ser o carinho e a atenção dos pais. Havia menos traumas quando brincávamos de pique esconde, de soltar pipa, de andar de patins ou bicicleta nos quintais ou na rua. Evidentemente não podemos voltar ao passado, mas imitar alguns detalhes da infância de antes não é saudosismo.
“Podemos fazer um paralelo entre os transtornos mentais e a diabete. Em ambos, você não vai curar a pessoa, mas quanto mais cedo é a intervenção, maiores as chances de reduzir seus impactos”, avalia o psiquiatra Christian Kieling. “A lacuna entre quem tem algum transtorno mental e aqueles que recebem o atendimento especializado é muito grande”, avalia Dévora Kestel, assessora regional de Saúde Mental da Organização Panamericana de Saúde (Opas).

terça-feira, 5 de junho de 2012

Lixo no Lixo

Queridos leitores e leitoras,
Pensem nos quatro episódios que vou lhes contar. Demonstram o modo como  diferentes pessoas se relacionam com seu próprio lixo.

Estava eu sentada no ônibus ,junto à janela, quando uma senhora bem posta sentou-se a meu lado. Trazia na mão um enorme sanduíche envolto em inúmeros  guardanapos além  da embalagem  da lanchonete onde adquirira seu almoço. Comeu  deixando cair pedaços de alface, batata palha, migalhas regadas em molho e maionese. Terminada a refeição, embolou os restos e passando o braço na minha frente atirou tudo pela janela.  Naturalmente eu me rebelei, mas chamei  sua atenção o mais educadamente possível. Ela atacou-me aos berros, muito indignada.


Em outra ocasião, estava eu esperando o sinal abrir para mim na esquina das Ruas Voluntários da Pátria e Real Grandeza  quando o Guarda Civil que controlava o trânsito simplesmente jogou no chão o invólucro do picolé que acabara de chupar. Ele estava parado a um metro da lixeira. Toquei no seu ombro e delicadamente mostrei-lhe o papel e perguntei se ele não trabalhava para a Prefeitura e se achava certo o que havia feito. Sua reação foi de espanto e disse: “Desculpe, Senhora “ , apanhou o papel e jogou-o na lixeira.

O terceiro episódio ocorreu na minha sala de aula. Meus alunos cursavam o último ano do  ensino  médio e todos se preparavam para o vestibular. Seriam universitários no ano seguinte. Ao entrar na sala, pedi  que recolhessem seus lixinhos do chão para que eu pudesse começar a aula.  Eles e elas “acharam graça” e  o mais desinibido entre eles me fez a seguinte pergunta: “Professora, por que a senhora se preocupa tanto com essas coisas”?  E ele mesmo respondeu: ISSO E CULTURAL!

Para encerrar a história eis o quarto episódio:  caminhava eu pela Rua Voluntários da Pátria quando reparei numa  senhora idosa que  carinhosamente conversava com seu netinho de talvez três anos de idade. O menino segurava  com a mãozinha melada de chocolate, um  papel e um palito do picolé. Sorri para os dois. A vovó então me disse, com um forte sotaque português: ”O pequenino está a procurar uma lixeira. Sabe a senhora, se não os ensinarmos desde pequenos...”.

É,  não podemos nos cansar de dar exemplo e  de repetir um milhão, dois milhões ou quantos milhões de vezes for necessário:  LIXO É NO LIXO.
                                                                                           Agnes G. Milley
  

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 142)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – C. diz:   Dra estou sofrendo muito por não saber nada para o futuro incerto da minha filha que está com 3 anos de idade e teve o diagnóstico de Agenesia Parcial , e na época o médico disse que eu não tivesse muitas esperanças quanto ao futuro dela. Cada dia tem sido uma imensa angustia e a cada ocorrência penso que é o fim da minha filha. O que posso fazer para cuidar melhor dela e dar a ela o melhor de qualidade de vida. Tenho outro filho e este é perfeito. O que fiz de errado para que ela nascesse assim?

RESP: Cara Sra C. Sua pergunta é a mesma de tantos pais cujos filhos nascem com alguma dificuldade...Compreendo e agradeço por  partilhar comigo de seu sofrimento !

Sempre que lhe ocorrer pensar " que fiz de errado para que ela nascesse assim ?"  reflita que  mesmo das coisas aparentemente muito ruins, pode nos vir um Bem. Não se considere culpada, mas privilegiada, porque ter na família alguém especial, faz esta família muito especial! Quanto bem, vocês podem fazer às pessoas que sofrem, se revoltam, não aceitam seus filhos e poderiam viver tão bem !

A senhora me diz que sua filhinha tem o diagnostico de Agenesia parcial. Suponho que se refira a  um distúrbio genético cerebral, mas não mandou maiores detalhes. Quais os sintomas e sinais que ela apresenta? Tem atraso no seu desenvolvimento, apresenta convulsões, distúrbios da linguagem?

 O seu médico assistente é a pessoa mais indicada para dar à família  todas as informações e tentar responder suas perguntas , mas lembrem-se de que nem sempre os médicos terão todas as respostas ...
A melhor qualidade de vida está em ter uma família que proporcione  carinho, aconchego, acolhida, ambiente alegre, casa florida, música... Não viva angustiada esperando o pior  !

 Arrume-se bem, sorria sempre, cante, converse com ela e com todos alegremente, tenha ESPERANÇA! Todos em casa merecem receber da senhora, que é MÃE , o melhor que lhes possa oferecer !

Saiam, distraiam-se,recebam amigos em casa,façam visitas, não se retraiam !Conversem com outras famílias, não se lamentem nem imaginem que os outros terão pena de vocês - cada família humana tem suas dificuldades e necessitamos uns dos outros!

A senhora tem uma Religião? Acredita em Deus? Acaso está revoltada com Ele por ter permitido que sua filhinha nascesse com uma doença congênita? Pense com calma  que Deus tem planos para cada um de nós e os desconhecemos...

Procure avaliar qual o Bem que já veio para sua família em função  da doença que sua filhinha apresenta ...
Quem sabe estão mais unidos, quem sabe estarão mais compreensivos uns com os outros, unidos em torno dela... Não se culpem, por favor! Vivam cada dia intensamente, proporcionando uns aos outros, muito carinho, delicadeza, paciência, alegria!

Mande mais detalhes de sua filha, o que apresenta no dia a dia, alguma foto -se desejar -  e volte a falar comigo sempre que quiser, ok ?
Atenciosamente, Mannoun

domingo, 3 de junho de 2012

Adivinhações para fazer com a criançada

O que é? O que é?

“ Qual o relógio que não anda?”

“ O que faz a galinha quando fica apoiada numa perna?”

“ O que a gente deve fazer quando um elefante espirra?”

“ O que é que tem mania de assustar os que estão à sua frente?”

O que é que ...

... tem na frente um rosto cansado, no meio o peso do dia, e atrás, um dito maroto?

... um homem pode ser e que a mulher não pode?

... se vê no nascer da lua e no pôr-do-sol?

... eu não tenho, todos têm dois e você só tem um?

... mais parece com a metade da lua?

Respostas: Nenhum. Os ponteiros é que andam. / Levanta a outra./Sair da frente./A buzina./Um caminhão de viagem./Um pai de família./A letra “L”/A letra “O”/ A outra  metade.

 Coquetel  -  Ediouro / 40639

sábado, 2 de junho de 2012

ESTRESSE INFANTIL (1ª parte)

Por Maria Teresa Serman

Este título foi extraído de uma reportagem da revista ISTO É, ano 2211, assim como todos os trechos que estiverem entre aspas.

O tema é complexo, mas não inteiramente novo, só vem se agravando. Com a crescente ausência de ambos os pais de casa, para cumprirem jornada profissional  externa, a agenda dos pequenos vem sendo abarrotada de inúmeros compromissos, para compensar essa lacuna. O resultado, porém, não é o que se esperava. O excesso de responsabilidades e competitividade, para o que não estão maduros ainda, gera não só estresse e infelicidade, mas distúrbios a longo prazo, como "propensão a doenças coronarianas, diabetes, uso de drogas e depressão. "

"Natação, inglês, equitação, tênis, futebol. É cada vez mais comum encontrar crianças que mal saíram da pré-escola e já cumprem agendas de “mini executivo”, com compromissos que se estendem ao longo do dia. A intenção dos pais ao submeter os filhos a essas rotinas é torná-los adultos super preparados para o competitivo mundo moderno. O preço que se paga por tanto esforço, porém, pode ser alto. Ainda pequenas, essas crianças passam a apresentar um problema de gente grande, o estresse. “É uma troca que não vale a pena”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, um dos fundadores do Instituto Zero a Seis, instituição especializada na atenção à primeira infância. “Frequentemente essa rotina impõe à criança um sentimento de incompetência, pois lhe são atribuídas tarefas para as quais ela não está neurologicamente capacitada.”

Obviamente crianças, como adultos, são expostas a outros fatores episódicos conflituosos que não uma agenda cheia, como doenças pessoais ou de família, brigas ou separações dos pais, morte de conhecidos ou familiares, problemas de aprendizagem e convivência, como deficit de atenção, dislexia ou bullying; enfim, o que faz parte da vida. Os estudiosos reconhecem dois tipos de estresse: "o estresse positivo, aquele em que há pouca elevação dos hormônios e por pouco tempo; o tolerável, caracterizado pela reação temporária e que pode ser contornada quando a criança recebe ajuda; e o tóxico, o que deve ser combatido, ligado à estimulação prolongada do organismo, sem que a criança tenha alguém que a ajude a lidar com a situação." "Quando exposto a quantidades muito grandes dos hormônios do estresse, o organismo sofre uma espécie de intoxicação. Cai a imunidade, deixando a pessoa mais exposta a infecções, há uma interferência nos hormônios do crescimento e até mesmo o amadurecimento de partes essenciais do cérebro, como o córtex pré-frontal, é afetado. “Essa região é responsável pelo controle das funções cognitivas, como a capacidade de moderar a impulsividade e a tomada de decisões”, explica o neurocientista Antônio Pereira, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte."
Esse quadro emocional pode originar sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça, dores abdominais, diarreias ou vômitos. É preciso uma constante e carinhosa atenção dos pais para prevenir ou acompanhar essas situações, mas sem exagero, sem fazer disso uma tragédia. Especialistas identificam em muitos casos, como fator gerador principal, o excesso de mimo e superproteção, que transformam as crianças e jovens em "reizinhos" e "princesas" ou "filhinho(a)s da mamãe". "Não deixar a criança aprender a contornar situações difíceis é extremamente prejudicial. Isso porque uma característica importante para evitar os quadros de estresse tóxico é justamente a resiliência – a capacidade de a pessoa se adaptar e sair de situações adversas. “Quando a criança é sempre tirada pelos pais do apuro, ela não desenvolve essa habilidade e se torna mais suscetível ao estresse”, diz a psicanalista infantil Ana Olmos."

Sabemos que cada indivíduo reage a estímulos frustrantes de maneira distinta. " Estudando um grupo de 210 crianças de 2 anos, pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, notaram que comportamentos diferentes estão associados a níveis distintos de cortisol no sangue. Os pequenos voluntários foram divididos em dois grupos: as “pombas” (crianças cautelosas e dóceis) ou os “falcões” (atrevidas e assertivas). Enquanto as “pombas” apresentavam uma elevação abrupta na quantidade de cortisol circulando na corrente sanguínea quando expostas a situações estressantes, nos “falcões” a concentração desse hormônio permanecia praticamente inalterada. E isso trazia consequências diversas para os dois grupos: “pombas” demonstraram mais chances de desenvolver depressão e ansiedade. Já os “falcões” estavam mais suscetíveis a comportamentos de risco, hiperatividade e déficit de atenção. “É importante reconhecer essas diferenças para intervir”, disse à ISTOÉ Melissa Sturge-Apple, coautora da pesquisa." E é fundamental não forçar um filho ou filha a reagir de um modo que seu temperamento não consegue. Tal tática seria uma cruel violência, como a história do "Seja homem!", ou "Pare de agir como um mariquinhas!". Cada temperamento tem seu aspecto positivo, que deve ser ressaltado, ao mesmo tempo que se incentiva a lutar esportivamente contra as próprias características ruins, sem pressão.

O caráter deve ser formado lenta e cotidianamente, por meio de palavras, incentivos e exemplos. Não é preciso ensinar luta livre a uma criança para que lide bem com abusos, e sim firmeza e coerência, com o necessário apoio. O comportamento da criança estressada pode dar o alarme, como pesquisas evidenciaram: "As principais alterações eram pesadelos, voltar a fazer xixi na cama e a chupar o dedo. Em um terço dos pequenos voluntários, a consequência foi mais grave: ocorreram crises de asma, alergias e déficit de atenção ou hiperatividade. E 20% deles desenvolveram transtorno do estresse pós-traumático. “Quanto mais estresse na infância, maior a chance de se ter alterações físicas e psicológicas quando adulto””, disse à ISTOÉ Sandra Graham-Bermann, autora da pesquisa."

Para a maioria das pessoas, não só crianças, as doenças provocadas por estresse são, por si sós, desencadeadoras de mais sofrimento, fechando-as em um círculo vicioso que só profissionais competentes e famílias e amigos amorosos podem curar, como TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), depressão, ansiedade, deficit de atenção, hiperatividade. "Foi após dois eventos estressores que a menina R., 14 anos, desenvolveu o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Na mesma semana, em 2009, ela viu o som do carro da mãe ser roubado e o pai escapar, por pouco, da tragédia no voo 3054 da TAM (que se chocou contra um hangar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, matando todos a bordo). Depois dos sustos, começou a manifestar manias de repetição. “O ritual de repetição me deixa muito ansiosa e me abate muito”, diz a menina.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Receber com criatividade - receitas

Estas receitas de musses são do Curso Básico de Mesa de Frios, de Andréa Potsch, que fiz e é fantástico. Ela tem um blog maravilhoso,  www.  aromasesabores.com. Modifiquei um pouco de acordo com meu gosto, com menos maionese.

MUSSE BÁSICA
3/4 de vidro de maionese de 250 g
1/2 caixa de creme de leite
2/3 de um envelope de gelatina sem sabor (se for em folha, dependendo da consistência do produto usado como sabor, ricota, atum, salaminho, presunto, frango, salmão, azeitona preta, etc. de 2 e meia a três folhas) - no verão aumente para um pacote e para 3 folhas ou 4 até- dissolvida em 50 ml de água filtrada.
200 g do sabor escolhido bem processado
Temperos a gosto, como cebola, alho, salsa, manjericão, tomilho, molho inglês, tabasco, pimentão, etc, em pedacinhos bem pequenos ou processados.
Cuidado com o sal ao temperar as musses de salaminho, presunto e azeitona, pois esses ingredientes já contêm sal.
Bata tudo no liquidificador ou mixer e coloque em forma untada com óleo ou azeite, sem exagero. Leve à geladeira com antecedência suficiente para firmar bem, e desenforme na hora de servir, enfeitando com galhinhos de salsa, ovos de codorna, pedacinho do ingrediente básico, tomates-cereja partidos. Sirva com torradinhas ou pães, mas não os ponha junto à musse, pois ficarão amolecidos. Se fizerem musse de presunto, podem colocar perto um potinho com geleia de amora, assim como uma musse de brie combina com geleia de damasco.

MUSSE DE KANI KAMA
150 g de Kani
120 g de queijo cremoso, como cream cheese
1 caixa de creme de leite
1 colher de café de mostarda
1 colher de café de molho inglês
1 colher de chá de cebolinha picada
1 colher de chá de pimentão vermelho
1 pitada de gengibre em pó ou ralado
Sal e pimenta a gosto
Gelatina dissolvida como na musse básica, e também na quantidade lá recomendada.
Mesmo procedimento final.

MUSSE DE GORGONZOLA
200 g de queijo gorgonzola
1 caixa de creme de leite (250 g)
1 colher de sopa de maionese
Sal a gosto
1 pitada de noz moscada
1 gelatina em pó dissolvida como recomendado na embalagem
Mesmo procedimento final. Sugestão para decoração ou acompanhamento: nozes em pedaços  (dividir a noz em quatro partes) e uvas verdes sem caroço.

CALDO VERDE MAIS LEVE
Substitua a batata da receita original por couve-flor. Eu também não acreditava que desse certo, mas não só dá como fica delicioso e leve. Cozinhe a couve-flor em maior quantidade do que faria com a batata, pois ela(a hortaliça) encorpa menos. O modo certo de cozinhá-la é em panela aberta, com água e leite pingado, para sairo cheiro. Bata somente o suficiente no liquidificador, para não ficar muito rala. Vai ser um sucesso com menos calorias!
Para mais receitas de sopas, consultem o blog no assunto, há várias.

Se quiser surpreender e divertir os convidados, monte um mini bar em cima de algum móvel ou aparador, com bebidas e ingredientes para alguns coquetéis famosos. Coqueteleira, misturadores, taças e copos adequados completarão o conjunto, com um detalhe especial: as receitas de alguns dos coquetéis estarão ali também. Todos vão se divertir bancando o "bar man ou woman".
Podem ver o texto sobre receber com criatividade clicando aqui

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A linguagem dos presentes - Quando começamos a envelhecer?

É muito simples: quando os cabelos começarem a fazer mechas sozinhos; quando reclamamos de uma dor aqui, outra ali; quando não achamos mais tanta graça nas festinhas dos amiguinhos dos nossos filhos; e... quando começamos a ganhar sabonetes de presentes.

Os presentes são uma boa forma para nos avaliar em vários aspectos das nossas vidas, principalmente quando são dados pelos mais chegados a nós: marido, filhos, genros e noras. Atenção aos indícios que chegam junto com o presente recebido!

Como estes mais chegados querem nos agradar, pensam muito antes de comprar algo pra nós, buscam ideias, e vão comprar algo que nos seja útil e agradável. Quando chegam com flores, sabem que vão nos encantar e trazer um lindo sorriso aos nossos rostos.  As roupas são presentes desafiadores: se pequenas, mostram o quanto engordamos e não reparamos, ou até é um alerta para nos cuidarmos melhor; caso venham grandes demais, mostram que nos veem meio largadas, sem muita definições nas nossas formas. Algumas nos rejuvenescem, mas há aquelas que nos fazem pensar que nos enxergam com oitenta anos. E por aí segue a linguagem dos presentes...

Contudo, quando ganhamos sabonetes, líquidos ou sólidos, ou ambos, aí a coisa está séria. Ou foi porque temos tudo e não sabem mais o que nos dar, ou porque estamos envelhecendo, nem que seja por dentro, e os outros já não conseguem mais nos imaginar usando outras coisas que não sejam o básico para nossa higiene pessoal.

Lembro que sempre fazia assim, na hora de comprar os presentes de Natal, escrevia uma lista com os nomes das pessoas e as ideias do que dar ao lado de cada um. E na hora da tia idosa, ou uma amiga de idade avançada, lá ia a palavrinha mágica dos presentes: sabonetes! Até caprichava na marca, nos cheiros, mas acabava sempre nele ou num talquinho ( pior ainda)!!
Hoje, com um pouco mais de tempo passado para mim, vejo o quanto  é importante presentes mais duradouros, como a lembrança que devem deixar. Receber só coisas descartáveis faz sentir um vazio cheio de descartáveis.

Vamos, então, cuidar melhor da aparência, para por em evidência o quanto ainda estamos vivos, com que intensidade apreciamos a vida, que a alma continua  jovem. Para transmitir essa mensagem, vamos usar coisas mais modernas, como diria uma tia velhinha: “o sapatinho da moda”, uma roupa mais elegante, a pele bem cuidada. Claro que tudo dentro do bom senso, com bom gosto.  Para quem gosta de viver e se faz jovem, até "post it" diferentes serão uma boa opção para nos dar.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Receber com criatividade (3ª parte)


Por Maria Teresa Serman

Se o tempo está propício a uma "geladinha" (ou algumas), eis uma receitinha que alguns certamente já põem em prática, embora sempre haja alguém que não saiba:

Você enche um isopor ou tina com as garrafas (ou latas), e coloca bastante gelo por cima.
Depois prepara a seguinte mistura:
Para cada saco de gelo -  colocar 2 litros de ÁGUA + 1/2 Kg de SAL + 500 ml de ÁLCOOL.
Pegar essa mistura e derramar por cima do gelo que já está na tina com as garrafas.
Eles garantem que em três minutos o conteúdo chega a -5ºC e tudo fica gelado.
Estas dicas são da Brama.
Se usar o tanque, forre com jornal as laterais e um pouco do fundo, para conservar melhor a temperatura, cobrindo com jornal também.

Como estamos nos preparando para um período mais frio, que deve vir sei lá quando, pois só ameaça, não se instala, vamos dar dicas e receitas de reuniões regadas a vinho,  com musses salgadas e sopas. Claro que não esquecemos do fondue, mas ele merece um capítulo à parte.

Se você tem uma varanda ou jardim acolhedor, pode explorar isso mesmo no frio, desde que ponha um aquecedor, na primeira, ou uma pira acesa, no espaço mais amplo. Deixe um banquinho de madeira ou cadeira com paximinas diversas e mantas quentinhas para os convidados mais friorentos ou desprevenidos.  Dará um toque charmoso e colorido ao cenário. Pode espalhar velas nos cantos ou mesinhas, que elas ajudarão a dar um clima, nos dois sentidos.

Dê preferência aos recipientes e bandejas de madeira, que são mais típicas desse tipo de evento. E coloque os guardanapos de pano maiores, de que já falamos, para os convidados que não estiverem à mesa abrirem sobre os joelhos, para não se queimarem ou sujarem com as sopas. Estas podem ficar em réchauds ou panelas especiais para fogão e mesa, como sopeiras, é muito prático e bonito, ganhei uma e adoro. O vinho, tinto de boa qualidade e que harmonize com os sabores servidos - nada de "envenenar" os amigos com aqueles de 1,99 tão conhecidos - , deve repousar em um decanter ao alcance de todos, e ser constantemente reposto. O mais delicado é ter mais de um tipo de vinho, como carmenère e cabernet, tannnat e malbec, ou qualquer outra dupla do mesmo nível ou melhor, para agradar o gosto de todos.

Para encerrar a ceia invernal, empilhe barras de chocolate de sabores variados, brancos e escuros, de jeito que as cores criem um conjunto atraente. Deixe do lado uma faca que corte bem o chocolate em cima de uma tábua de vidro. Falando no chocolate, uma barra do meio amargo pode ser derretida, pouco antes do café, e se mergulharem colherinhas nele ficando cobertas, e deixar que sequem um pouco, para que, ao mexer o líquido na xícara, soltem seu sabor. Um toque final de classe. Também podem ser servidos chocolate quente e capuccino, se você tiver a máquina (meu sonho de consumo do lar no momento).

O próximo texto será só com receitas de musses, sopas e algumas bebidas. Ate lá!



terça-feira, 29 de maio de 2012

O uso do palavrão

Há horas em que um nome feio bem aplicado alivia a tensão e traduz perfeitamente os nossos sentimentos de desconforto,  além de dar alívio à alma.
Outro dia, ouvi uma pessoa muito bem preparada intelectualmente, falar sobre o emprego do palavrão, como forma de expressão, lógico que sem cair na vulgaridade total. Ele falava assim  justamente porque muitos puritanos e desavisados teimam em dizer que o palavrão é pecado. Nem sempre, depende da intenção de ofender; contudo ele é sempre falta de educação ou de refinamento.

Existem pessoas que não conseguem falar uma frase completa, sem introduzir uns dois ou três nomes bem feios no meio. Isso realmente não é bom, não é simpático, nem educado. Por essas razões precisamos nos policiar, visto sermos educadores, e, como tal, não podemos nos dar ao luxo de sair falando o que quisermos, sob pena de sermos imitados.

Achamos horrível quando vemos alguém xingando - a todo o momento e em qualquer lugar – mas não reparamos muito ao soltarmos um nome inapropriado quando alguém nos dá uma fechada com o carro na rua, ou quando damos uma boa topada no pé da cama. Isso porque é mais fácil reparar nos outros do que em nossas falhas.

Lembro-me de ouvir uma história de uma mãe que corrigia sua filha em uma conversa, para que não falasse palavrões, pois era feio uma menina dizendo coisas grosseiras e chulas. No momento seguinte, como estavam no carro, o sinal fechou de repente e a mãe precisou frear de forma brusca, e não perdeu a deixa, soltando um grande palavrão, dos duplos! Dessa forma, esta mãe perdeu uma boa oportunidade de educar com seu próprio exemplo. Porém, não se intimidou, disse à filha, que se falou foi por já estar viciada, pois proferir xingamentos se torna um vício, e ela não queria tal coisa para sua filha. Saiu-se bem, mas nem sempre isso funciona. O ideal é darmos o exemplo, com as nossas atitudes, evitando ao máximo usar esses termos grosseiros em público e à vontade.

Hoje minha filha de 11 anos resolveu me perguntar sobre vários palavrões e seus significados, porque seu colega havia dito que alguns nem eram feios. Fui obrigada a falar claro, repetindo cada nome e seu significado. Tentei driblar um pouco, mas depois vi que era melhor eu lhe explicar que ela aprender na rua com amigos e de forma errada. Assim aproveitei para mostrar que fica muito feio uma jovem com um vocabulário tão pobre. E assim fiquei sabendo sobre sua "cultura" de palavrões,  e inclusive que ela é bilíngue, sabe também inglês!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 141)


As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – A. diz: A senhora falou acima sobre o garoto na balada e eu pergunto: Nessas festas onde o adolescente acaba abusando de algumas coisas que são ilegais e ou não fazem bem a saúde como as drogas, o álcool, êxtase, maconha e etc; omo devo orientar e convencer aos meus 2 filhos que é errado e não devem experimentar?

RESP: Caro(a) A.
 Orientar os filhos é tarefa permanente dos pais e desde pequeninos, um processo diuturno, respondendo perguntas,explicando, mostrando os dois lados, juntamente com a responsabilidade sempre pessoal das escolhas que por toda a vida devemos fazer. 

Muito bom receber sempre os amigos dos filhos em sua casa, estabelecendo um convívio saudável e confiante, para que se conheçam bem e os pais saibam como são e quais os valores com que são criados e que levarão pela vida.

Ao chegarem à idade de sair para as festas, baladas, encontros com os outros, estas boas amizades estabelecidas serão uma força que superará  a pressão de grupos externos e estranhos, minimizada pelos amigos que construíram desde pequenos, com os mesmos valores e educação. 

Este é o caminho para que não sejam tentados a experimentar drogas ( licitas ou não ) porque a força do grupo de amigos será maior e enfrentarão gozações dos outros com espírito esportivo e mesmo, ajudarão os mais fracos.

A boa educação e o exemplo em casa serão sempre os  maiores e mais fortes  educadores assim como o carinho e o fato de que cresceram confiando e recebendo a confiança dos pais . 

Não se deixem levar pelo terrorismo e o medo, mas também não permitam tudo - o não dito com serenidade juntamente com o porque não, é esperado e desejado pelos filhos, mesmo que aparentemente reclamem... Atenciosamente, Mannoun

2 – A. diz: É normal em uma menina de 12 anos, a menstruação ocorrer em intervalos de 21 dias e vir em muita quantidade?

RESP: O ciclo menstrual mais curto, como o de 21 dias não apresenta maiores problemas mesmo aos 12 anos. O fluxo menstrual maior ou menor, assim como a regularidade nas menstruações, devem ser acompanhados pelo médico que conheça bem sua filha e esteja atento ao seu desenvolvimento, crescimento, alimentação, exercícios etc.,.
É uma idade delicada que merece mais atenção, por vezes cheia de questionamentos e sempre é interessante que recebam uma  orientação mais de perto,ok ?
Um abraço e fico às ordens, Mannoun

domingo, 27 de maio de 2012

Uma delícia para agradar a todos - Pavê de bombom sonho de valsa

Esta receita de hoje é uma pequena homenagem a uma grande amiga que faleceu jovem ainda e de repente; ela fazia aniversário em maio. Com certeza nos deixou inúmeras lembranças, e uma delas é a gostosura que segue: 
   Ingredientes

•    1/2 l de leite
•    1 lata de leite condensado
•    1 lata de creme de leite
•    3 ovos
•    1 caixa de biscoito champagne
•    10 a 15 bombons sonho de valsa
•    3 colheres de maisena
•    6 colheres de açúcar

•    Modo de Preparo
1.    Bata no liquidificador o leite, o leite condensado, as 3 gemas, as 3 colheres de maizena
2.    Leve ao fogo médio, até engrossar.
3.    Espere esfriar bem
4.    Não utilize o creme quente, pois os bombons irão derreter caso faça isso
Depois de frio montar:
1.    Umedeça os biscoitos com leite e Nescau, 1 copo de leite e 2 colheres de Nescau, e 1 cálice de vinho do porto.
2.    umedeça rapidamente, pois se deixar umedecer demais, os biscoitos podem desmanchar
3.    Faça a primeira camada com os biscoitos umedecidos
4.    Segunda camada com o creme, terceira camada com os bombons ralados no ralo grosso
5.    E por último, bata as 3 claras em ponto de suspiro e acrescente as 6 colheres de açúcar e por fim 1 lata de creme de leite sem soro
6.    Misturar bem com uma colher
7.    Não bater mais// Jogar por cima
8.    E sobre o suspiro ralar mais bombons e jogar sobre o pavê
9.    Deixar gelar por no mínimo 5 horas
10.    Antes de servir

sábado, 26 de maio de 2012

Receber com criatividade (2ª parte)

Por Maria Teresa Serman
Nesta parte vamos dar algumas sugestões de comidinhas e bebidas. Para começar, algo recente, delicioso e visualmente atraente: picolés de frutas variadas emborcados em copos americanos, que podem ser os descartáveis mais resistentes, com  vodca ou cachaça. São deliciosos, conservam-se gelados, além de não dar muito trabalho. Outro drinque legal se faz com base de frutas cítricas picadas ou fatiadas - limão siciliano, tangerina, laranja pera, limão taiti, morango, se quiser - no fundo de uma flute, mais gelo picado, a que se acrescenta espumante brut, perfazendo 3/4 do copo, e se completa com água tônica. A mistura de cores atrai, e finalizamos com um raminho pequeno de hortelã. Arrume as taças em uma bandeja e sirva, ou deixe sobre um aparador ao alcance.

O dry martini voltou à moda, mas sempre teve seus fãs fieis, é um clássico. Uma receita:
80 ml de gim
20 ml de vermute seco
1 zest de limão (extrair um pouco de sumo oleoso da casca da fruta coado, não se põe a casca dentro)
1 azeitona verde sem caroço espetada em um palito
Ponha gelo picado e acrescente os líquidos na coqueteleira. Misture bem e coe. Despeje na taça própria e enfeite com a azeitona espetada.

Ponche ou sangria são ótimas opções, depois daremos as receitas.

O velho abacaxi, com coroa e tudo, pode ser totalmente coberto por tomatinhos-cerejas presos por palitos, como se fazia com o tradicional ovo de codorna. Ao lado, deixe um vasilha ou xícaras mais rasas e largas, do tipo antigo, com molho pesto de rúcula ou manjericão (receitas brevemente), e um bowl com mussarela de búfala em pedaços pequenos o suficiente para prenderem no mesmo palito do tomate e passar no molho. Guardanapos por perto. 

Por falar neles, tenho em casa uma grande quantidade dos de pano, em bom tamanho, em cores neutras e fortes, para os convidados cobrirem o espaço onde vão apoiar os pratos, em cima da perna ou em algum canto. Também mandei fazer outros de tecido barato, bem estampado, para jogar uns com os outros. Fica divertido e previne manchas nas roupas. Outros detalhes coloridos consistem em cortar o tampo de tomates e pimentões de vária cores, tirar sementes e partes brancas, preenchendo o espaço com pastas variadas. Aguardem receitas delas e de musses salgadas, outra boa pedida, quanto à praticidade, ao paladar e ao visual.

Um prato quente em um réchaud sobre a mesa dá um toque diferente, principalmente se estiver mais frio. Pode ser um estrogonofe, uma sopa caprichada, um goulash, um bobó de camarão. Os acompanhamentos mais simples serão colocados por perto, como batata palha, chips de inhame ou batata-doce, torradinhas, mini-batatas cozidas e passadas no alecrim. Para um jantar bem informal, e com poucas pessoas, recomendo um prato completo que minha mãe fazia e chamava de "derruba-marido". Compõe-se de uma polenta mole, mas encorpada, molho à bolonhesa, e mussarela, que pode ser a comum ou de búfala. Arruma-se em um pirex retangular grande uma camada de polenta, molho, mussarela, em sequência, e de novo os três ingredientes até perto da borda. Polvilha-se com queijo ralado e levamos ao fogo para gratinar. Depois é só manter na base do réchaud. para os convidados se servirem. Ah, tem esse apelido porque meu pai adorava e comia muito. E depois ficava quietinho, digerindo aos poucos. 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Não maltrate o português!

Por Maria Teresa Serman
A vocação profissional enraíza-se em nós como parte integrante do ser, marcando nossa visão de mundo. Um médico analisa com olhos de médico; o advogado interpreta as questões sob o ponto de vista jurídico; professores nascem e morrem com o "vício" de ensinar. Por isso, esta alma de professora que vos escreve vem se rebelando contra o insidioso ataque à língua portuguesa, perpetrado por pessoas comuns, intelectuais e mídia. Todos, sem distinção, apunhalam essa que foi descrita pelo poeta Olavo Bilac como "inculta" - a cada dia mais, coitada - e "bela" - e difícil, reconheço - língua portuguesa. Querem ver?

"Para mim, fazer esse trabalho é muito difícil!"
"Deixa esta tarefa pra mim fazer."
No primeiro exemplo, a gramática está saudável, pois o pronome oblíquo (mim) vem depois de uma preposição, como deve ser, e não é sujeito do verbo fazer. Já o segundo é de dar náusea, parece o Tarzan falando. Trata-se de um período composto, em que a segunda oração está reduzida, de infinitivo. Desenvolvendo-a, descobre-se que o pronome deve ser de caso reto, pois é sujeito do verbo fazer: "Deixa esta tarefa para que EU faça" = "Deixa esta tarefa pra EU fazer."

Outro caso, na verdade dois erros crassos (de gente muito ignorante), é a péssima influência que os jornais, falados e escritos, tem sobre o povo,enfiando pelos olhos e ouvidos ingênuos, como se fosse certo. Os locutores, jornalistas e âncoras cometem um erro grave de pontuação quando falam, o que vem influenciando negativamente a população, que repete isso na escrita. Por exemplo,
"A presidente anunciou o nome do novo ministro." é lida da seguinte forma, e vou reproduzir na escrita o que foi dito, aparecendo assim o erro: " A presidente, (fazem uma pausa que leva as pessoas a colocarem um virgula no texto) anunciou (frequentemente se distingue outra pausa aqui) o nome do novo ministro." Quando se separa, na fala ou na escrita, o sujeito - a presidente - do verbo, e este de seu complemento - o nome do novo ministro - quebra-se a unidade na forma e no significado, tornando a comunicação confusa e o entendimento mais difícil. Sem falar no exemplo nefasto àqueles que ainda estão aprendendo. NÃO SE SEPARA, POR PAUSA NO FALAR OU VÍRGULA, O SUJEITO DO VERBO E ESTE DO SEU COMPLEMENTO.

A segunda lição errada é empregar o verbo perguntar na voz passiva: "O deputado, quando perguntado, respondeu que não sabia de nada." O verbo perguntar, do mesmo modo que o verbo obedecer, é transitivo indireto, pede preposição entre ele e seu complemento, e não pode ser conjugado na voz passiva. Ninguém é "perguntado", isso é abuso de ignorância, ainda mais de quem deve informar bem. Além de errado, soa mal. O correto, e fácil de enunciar, é "Ao LHE perguntarem ou Quando LHE perguntaram, o deputado etc."
Assistir é outro verbo assassinado. Engolimos o tempo todo "Assistam o filme.", quando o correto é "Assistam AO filme, À novela, ÀS notícias." Errar é humano, persistir no erro é burrice, e ensinar o que é errado é crime.

Agora vamos examinar o desvio no uso do pobre pronome relativo ONDE. Nossa, quase o matam de exaustão! Serve pra tudo, virou trapo velho que só suja a coesão e atrapalha a coerência. Essa irmãs, integrantes da gramática, são responsáveis diretas e fundamentais na comunicação do conteúdo, sem confusão. Ter coesão implica empregar o conectivo adequado ( o elemento de ligação entre o verbo e o complemento, ou entre orações), exemplo: "A funcionária A QUEM me dirigi me orientou muito bem." É necessária a preposição que concorda com o antecedente, assim como o pronome certo. Porém, somos feridos por bombinhas fedorentas do tipo destas: "Aí então foi onde eu entendi o que ela queria dizer." Todo mundo já ouviu (não quero acusar ninguém de falar isso ) um horror desses. Corrigindo: "Aí então foi QUE ou QUANDO entendi o que ela queria dizer. ONDE indica LUGAR; ao se referir a TEMPO, emprega-se QUANDO; a MODO, COMO.

Voltaremos ao assunto em um próximo texto.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

As grandes mulheres que fizeram história – D. Leopoldina

Ao fazer pesquisas sobre mulheres que fizeram história, percebi que pouco se conta sobre a vida familiar dessas mulheres famosas.

A primeira mulher de D. Pedro I, por exemplo, caiu no esquecimento e ficou mais conhecida como sendo a pobre coitada que morreu de tristeza, depois de tantas desventuras por causa de seu fogoso marido e Imperador do Brasil.

Nas pesquisas, descobri que esta austríaca vinha a ser tia do Imperador da Áustria, marido da famosa Sissi, que teve sua vida protagonizada em três filmes bem conhecidos. Já a nossa imperatriz não teve a mesma sorte de Sissi. Dona Leopoldina, Arquiduquesa da Áustria, irmã de D. José I, veio para o Brasil para casar com o nosso ilustre português, que, fugido das terras altas, governava daqui Portugal e a Colônia que éramos. Chegou até nós, acostumada ao luxo e bons tratos, uma moça de 20 anos, na flor da idade, imagino que tivesse muitos sonhos de princesa que era.

O nome daquela que logo viria a ser a primeira imperatriz do Brasil era Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena, como informa o seu biógrafo Carlos H. Oberacker Jr;  o nome "Maria" não se encontra entre os nomes de batismo da Arquiduquesa. Segundo ele, D. Leopoldina passou a usá-lo já em sua viagem para o Brasil, e aqui ela passou a assinar somente Leopoldina, ou utilizando o pré-nome Maria, como pode ser visto no seu Juramento à Constituição do Brasil. Uma outra hipótese também apresentada pelo mesmo autor é que D. Leopoldina teria adotado o Maria por sua grande devoção à Virgem.

Imaginemos então a saga desta jovem muito bem preparada, estudiosa e refinada, sendo formada em botânica, com um nível acadêmico raro entre as mulheres de sua época, mesmo entre as princesas, vindo para o Brasil de 1817, com grandes expectativas de, ao chegar, desfrutar da grande variedade de plantas e minerais que sabia existir aqui. Os noivos só se conheciam por pequenos retratos pintados, que embelezavam o retratado. D. Pedro não teve uma primeira boa impressão da figura de sua prometida, pois D. Leopoldina estava longe de ser bela, embora fosse extremamente bondosa.

Ela trouxe em sua comitiva numerosos cientistas, botânicos e pintores. E, logo na sua chegada, se deparou com uma corte mal trajada, empobrecida pelos maus costumes e pelas inúmeras despesas mal administradas. Contudo, de nada reclamou, ciente das suas obrigações novas como Imperatriz. Aceitou tudo com grande docilidade e amor a seus novos encargos de matriarca da família.

Na sua vida de casada soube amar e respeitar seu marido e tudo o que o cercava. Amou este país como se fosse seu e ajudou na transformação da colônia, tendo sido decisiva sua participação no processo de independência - a carta escrita por ela, estimulando-o o marido a proclamar a independência foi lida por ele e impeliu-o a decidir, dando então o famoso brado "Independência ou morte". Foi coroada imperatriz em 1º de dezembro de 1822, na cerimônia de coroação e sagração de D. Pedro I.

Teve sete filhos e precisou de muita fibra e coragem para aceitar as escancaradas traições de seu marido, bem a seu lado, tendo que engolir a presença da Marquesa de Santos como sua dama de companhia. O autor da mais conceituada biografia de D. Pedro I, Otávio Tarquínio de Souza , afirma que sua doença e morte posterior se deveu a uma agressão do marido, estando ela grávida, por ter protestado veementemente contra aquela vilania que a humilhava (a presença da amante na corte). Ao ser agredida, ficou  registrada sua  indignação: "Bate, bate na imperatriz do Brasil, na arquiduquesa da Áustria, na mãe de teus filhos, na tua esposa!", gritou para o imperador. Passou inúmeras humilhações, com grande dignidade e fortaleza que só uma mulher de fé poderia suportar.

Faleceu em consequência de uma septicemia puerperal, tendo perdido a criança que gestava, enquanto o Imperador se encontrava inspecionando as tropas durante a Guerra da Cisplatina.   O Marquês de Paranaguá, importante assessor de D. Pedro, exprimiu o amor e respeito dos demais cortesões, barrando a entrada da Marquesa de Santos no quarto da imperatriz agonizante.

Foi muito amada pelo povo brasileiro, e todos ficaram muito consternados com seu falecimento precoce aos 29 anos. Mas, mesmo com tão poucos anos de vida, deixou-nos um grande exemplo de dignidade e valores familiares. Morreu no Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, bairro na zona norte do Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1826. Hoje seus restos mortais se encontram na Capela Imperial, sob o Monumento do Ipiranga, na cidade de São Paulo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Banhos e banhos para o bebê

Este texto expressa minhas ideias sobre o assunto, embasadas pelas experiências pessoais como mãe de nove filhos, não como médica ou especialista, durante os anos criando as crianças.

O banho do bebê é um momento especial que deve ser sempre bem planejado pelas mães, é claro que respeitando as situações que podem surgir de emergências, isto é, não sendo intransigente demais.

Tendo dado banho nos mais variados horários, posso dizer com precisão o que costuma ser bom para o bebê e o que não é adequado para ele. Por exemplo:  o banho no inverno é melhor na parte da manhã, de preferência no horário de sol quente, por volta das 10 a 11 horas. É claro que, surgindo um contratempo, como o bebê se sujar todo, lógico que ele vai precisar de um banho, mas que seja o segundo do dia, um banho rápido, só para higienizá-lo. Porém, no verão, além de podermos dar mais banhos durante o dia, um banho a noite pode refrescar mais e facilitar o sono repousante para todos, mãe e bebê. 

Aí podem me perguntar: o banho não é para higienizar? Apenas isso? Não. Ele tem muitas funções e pode trazer inúmeros benefícios para nossa criança, além da limpeza.

Utilidades do banho:
1) - Higiene - ajuda a mantê-lo limpo e livrá-lo das bactérias que estão em seu corpo, pelo contato com outras pessoas e até mesmo pelo ar da rua.

2) - Terapêutica de relaxamento – do mesmo modo que o banho nos relaxa na nossa correria do dia a dia, também produz essa boa sensação nos bebês e favorece um bem-estar maior. Até produzindo uma fominha , fazendo com que mamem melhor.

3) - Refrescar e acalmar o bebê-  Num dia quente de verão, um banho pode ser a solução para aquela criança impaciente, chorosa, sem posição. As brotoejas que surgem nesta ocasião, incomodam e tiram a paz do(a) nosso(a)  pequerrucho(a). E como não sabem ainda coçar, choram! Faz o efeito de uma aguinha gelada que bebemos num dia quente, hidrata a pele e refresca por dentro. Isso vale para todos, grandes e pequenos.

4) - Cria hábitos para a vida futura – tendo um horário, fixo para esta atividade, o bebê acostumará melhor, conforme for crescendo, com os horários alimentares e suas sequências. Mamar, acordar, banho, sopinha, higiene da fralda, soneca, etc..
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5) - Uma diversão para o bebê.  Conforme vai crescendo ele se diverte com a água e ao mesmo tempo vai fazendo exercícios dentro dela..

Tudo isso é bem importante para nossos filhos, porém é ainda mais importante não sermos neuróticas nesses cuidados e saber a hora de ceder e a hora de sermos exigentes conosco e com eles.  Caso cheguemos de uma festa e a criança estiver dormindo, devemos deixá-la dormir sem o banho pós-festa, pois, com certeza não morrerão de sujeira, mas definitivamente perderão o sono e ficarão acessos de novo, e lá se vão mais horas perdidas do casal.  

É muito bom termos a participação do pai nessa tarefa; porém, se o pai sai muito cedo para o trabalho e volta já tarde, não criemos problemas por isso. Para tal existe o sábado e o domingo de folga, quando eles poderão dar o melhor de si para sua cria.