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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Os pastorinhos de Fátima - uma linda história para contar às crianças

Aljustrel, em Fátima, é o cenário de uma linda história de amor. A história dos três pastorinhos que nos transmitiram as mensagens da Virgem Maria.

Jacinta, Francisco e Lúcia foram crianças típicas do Portugal da época. Não frequentavam a escola, eram pastores. Após as aparições, por recomendação de Nossa Senhora, entraram na escola primária.
Nasceram em Aljustrel, Fátima, Lúcia em  28 de Março de 1907, Francisco nasceu em 11 de junho de 1908, e Jacinta em 11 de Março de 1910. 

Jacinta era uma criança afetiva e muito afável. Francisco era um garoto calmo e gostava de música, muito respeitoso com pessoas. Lúcia foi a única que falava com a Virgem Nossa Senhora.

As três crianças, costumavam praticar mortificações, mas Nossa Senhora numa das aparições pediu que ele moderasse nas mesmas.

Francisco e Jacinta eram inseparáveis, trocavam confidências e faziam a alegria dos Marto. Seu pai contava com emoção que: desde que Jacinta aprendeu a rezar a Ave-Maria, dizia em vez de “Cheia de Graça”, “Cheia de Graças”, e não houve ninguém que a convencesse a dizer o correto.

Os primos moram ao lado da família de Lucia, as mães eram irmãs. A casa deles era muito pobre: poucos cômodos, poucos móveis, uma humilde lareira e uma cozinha pequena; porém alegre, com a presença da mãe sempre cantarolando entre os afazeres domésticos.

Lúcia ajudava a olhar seus primos, contava histórias e brincavam. Jacinta ficava encantada com a narrativa da Paixão de Cristo e Francisco gostava de jogos de soldados.Tudo corria tranquilo, até o dia 13 de maio de 1917. O mundo estava em guerra e já seguia por mais de 3 anos.

Em uma manhã de domingo, depois da Missa, Lúcia, Francisco e Jacinta saíram em direção a serra, onde juntaram o seu pequeno rebanho de ovelhas. O Tempo passava calmo e entretido. Os pastorinhos já tinham comido a merenda e rezado o Terço. Perto do meio-dia, subiram a um terreno mais elevado e começaram a brincar. De repente as crianças viram como que um clarão de um relâmpago e com um pouco de medo reuniram o rebanho e desceram; logo em seguida, um novo clarão. Pararam confusos e maravilhados: ali, à curta distância, sobre uma carrasqueira de um metro, aparecia-lhes a Mãe de Deus!

Conta Lúcia anos mais tarde: “Era uma senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz... estávamos a um metro de distância, e então Nossa Senhora disse-nos”:
- Não tenhais medo, eu não vos faço mal
- Donde é vosmecê?, perguntei-lhe
- Sou do Céu.
- E que é que vosmecê deseja?
- Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, todo dia 13, nesta mesma hora... Quereis oferecer-vos a Deus para suportar  todos os sofrimentos que ele vos quiser enviar, em atos de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?
- Sim, queremos!
- Ides, pois, tereis muito o que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto...
- Rezem o terço todos os dias...
A Virgem elevou-se no firmamento.

Ao fim da primeira aparição os videntes voltam para casa maravilhados... Lúcia propõe aos primos não dizer nada a ninguém. Mas, na idade da inocência Jacinta não se contém e diz: “Ó mãe, vi hoje Nossa Senhora na cova de Iria!”. E, em poucas horas toda a região já tinha conhecimento da aparição.
Muitos interrogatórios, audiências com sacerdotes e sempre repetindo com muita lucidez e verdade os fatos. Antes da última aparição, os três pastorinhos foram presos, na cela e junto com os demais presos, e eles entreolhavam-se assustados, quando Jacinta propõe: Vamos rezar o terço. Tirando do pescoço uma medalha de Nossa Senhora, pediu ao preso mais alto para pendurá-la num prego; e todos, de joelhos, começaram a rezar o terço. Os presos, um a um ficaram de joelhos. Tudo ofereciam a Deus, sacrifícios e orações.

Depois da última aparição, em 13 de outubro de 1917, quando mais de 70 mil pessoas assistiram o milagre do sol, os dois, irmão Francisco e Jacinta preparam-se para um curto calvário, que os levaria o quanto antes, para junto de Nossa Senhora conforme Ela havia prometido.

Francisco morreu santamente em 04 de abril de 1919. Jacinta depois de uma dolorosa doença, oferecendo todos os sofrimentos pela conversão e pela paz, a pequenina entrega santamente sua alma a Deus; era a tarde de 20 de fevereiro de 1920, em Lisboa. Lúcia foi levada aos Céus no dia 13 de fevereiro de 2005, aos 97 anos, depois de viver na clausura do Carmelo de Santa Teresa em Coimbra.
Francisco e a irmã Jacinta foram beatificados pelo Papa João Paulo II em 13 de Maio de 2000. O seu dia festivo é 20 de Fevereiro.

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