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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Onde estão nossos filhos?

Hoje fiquei me perguntando, será que nós pais sabemos mesmo por onde andam nossos filhos? Será que temos certeza do que fazem e com quem andam?

Temos assistido notícias tristes de jovens dirigindo, bêbados, saindo de boates, provocando acidentes e muitas vezes a família desconhece o que faz este filho, muitas vezes até pensa que seu filho(a) não bebe, não fuma, não freqüenta certos lugares. Por onde eles e elas andam? Esta é uma preocupação de nós pais, ultimamente?

Estamos tendo um dialogo com nossos filhos, conhecendo-os a fundo? Quantas indagações fazemos sobre este assunto?
Penso que devemos estar atentos a tudo, procurar estar presentes sem invadir e depositar neles a mesma confiança que desejamos que eles tivessem em nós.
A princípio o filho não pensa em sair mentindo para os pais. Isso acaba sendo conseqüência de problemas existentes, como falta de diálogo, más companhias, constantes demonstrações de falta de confiança neles, etc.

Devemos educar da melhor forma e termos a certeza de que estar fazendo um bom trabalho. Precisamos conversar e acima de tudo ouvir muito para que nossos filhos confiem em nós e acreditem em nossos conselhos. Daremos a liberdade necessária para que o filho voe com suas próprias asas sem esquecermos-nos de orientá-los e estarmos prontos para eventuais erros.

É uma tarefa árdua porque é diária, repetitiva e deve ser repleta de amor. É difícil dizer que conhecemos nossos filhos a fundo. Às vezes nem conhecemos a nós mesmos! O que devemos fazer é sermos o mais honestos que pudermos com nossos filhos, para que eles encontrem em nós um referencial, um amigo, uma figura de autoridade, um parceiro. Não é fácil.

Às vezes penso que se colocássemos nossos filhos numa redoma, até esta onda de violência que assola o país, passar, seria uma boa, mas seria uma boa pra mim, não faria bem a eles. Temos este agravante: além de nos preocuparmos com a qualidade de educação e formação que damos aos nossos filhos, o problema das cidades grandes e violentas. Ver nossos filhos ir e voltar: é uma benção diária, muitos não os vêm voltar.
Portanto, criar um filho no interior talvez fosse bom pela qualidade de vida. Mas quem vai nos garantir que ele permanecerá lá o resto da vida? E, quer queiramos ou não, seja perigoso ou doloroso para nós ou não, não podemos privados de viver suas vidas.
O processo educativo não termina nunca. Sempre tem alguma coisa que podemos fazer para ajudar nossos filhos a serem melhores, nem que seja apenas um ouvido amigo na hora certa.
Depois - é confiar nos valores que construímos com eles e esperar que tenham sido os melhores possíveis.

5 comentários:

Stella Halley disse...

A maior dificuldade que encontro é conter a língua. Parece que perco sempre. Ao perceber algum problema dos filhos, em vez de ouvir, já fico ansiosa para interferir e falar alguma coisa que, eu acho, poderia resolver o problema.

"Cala-te boca", preciso me dizer mil vezes. Adoro suas dicas, Liana.
um beijo,
s.

Liana Clara disse...

Também acho que a maior dificuldade é esta, de conter a língua! Somos duas Stella!! Beijos

Anônimo disse...

Devemos pedir a Deus, em nossas orações, que Ele possa nos orientar no sentido de termos a habilidade necessária para estabelecermos um pacto de mútua confiança com nossos filhos. BJS

Liana Clara disse...

Corretíssimo, anonimo. E como dizia minha sogra: "Rezando e com o martelo dabdo" - isto é pondo os meios.

Liana Clara disse...

O ditado é "Rezando e com o martelo dando"

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