logo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Meditação sobre o Natal – 2:

Por Rafael Carneiro Rocha

Dezembro é o mês dos bons sentimentos. Os círculos sociais procuram se apaziguar nas confraternizações de fim de ano. Familiares se encontram, vizinhos promovem novenas e colegas de trabalho festejam fora das repartições. Os Jingle Bells incessantes dos shoppings tentam agradar aos ouvidos dos transeuntes inquietos. Deputados razoavelmente bem intencionados enviam cartões de Natal às nossas caixas de correios.

O sentimentalismo do fim do ano pode ser piegas, mas lembremos da arguta observação da Maria Teresa no texto da última quinta-feira: às vezes, pieguice pode ser verdade. O brilho efusivo dos néons e dos sorrisos que nos desejam felicidades e as árvores de Natal das portarias e dos supermercados são sinais de que há algum anseio comum no coração social.

As pessoas querem compartilhar belezas no fim do ano. O Natal é a demonstração de que a civilização ainda teima por alguma transcendência, por mais que os costumes permitam tantos narcisismos e hedonismos. Nesse sentido, por mais que seja passível de críticas, o sentimentalismo moderno do Natal é um sintoma de resistência do sagrado, tão precário e imbatível como a gruta de Jerusalém.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 72)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

1 – A. diz: Dra quando uma criança de 11 sofre de abuso sexual como devemos agir, como responsáveis pela criança? E o que ela pensa depois do acontecimento?
RESP: Caro(a) A.
O acontecimento foi com alguém do relacionamento familiar ou estranho? Isto influi nas ações e providências a serem tomadas.
De pronto, a melhor atitude será sempre ficar ao lado da criança com muito carinho, atenção, procurando tratá-la com naturalidade e motivá-la a que fale no assunto, a sós com ela e buscando ouvir com atenção, sem manifestar opinião a favor ou contra- apenas ouvindo atentamente.
Nesta conversa, perguntar se deseja ajuda e que vocês irão acompanhá-la ao medico da família, sempre mais conhecido e da confiança de todos. Este (a) saberá qual a melhor conduta quanto ao que fazer, como, quando e com que profissional.
Um exame físico se faz necessário até para saber se houve mesmo abuso e que tipo de abuso aconteceu o que vai ocasionar exames outros, que o médico saberá orientar, inclusive notificando ao Conselho Tutelar para as devidas providências junto ao Juiz de Menores.
O que a criança pensa depois do acontecido só ela mesma saberá contar e é sempre muito bom que fale e não fique fechada em si mesma!
Fico às ordens para outras informações, mas o carinho e presença constante dos familiares se impõem!

2 – A. diz: Meu filho está com um dos mamilos com um caroço, gostaria de saber se isso é normal, se vai desaparecer, pois ele está com muito medo, me perguntou se era por causa dele se masturbar. Disse a ele que não, mas também não soube responder o porquê disso esta acontecendo, outra coisa que muito me preocupa é que o pai dele sempre teve os dois mamilos meio desenvolvidos, inclusive em outras épocas chegou até a consultar médico, que indicou cirurgia plástica.
RESP: Caro(a) A.
Não sei a idade de seu filho, mas na Adolescência pode acontecer o desenvolvimento de ambos ou de um só dos mamilos e mesmo da glândula mamária como um todo, por influência hormonal. Existe um “caroço " como diz ou é a glândula que aumentou de volume ?
É bom que vá ao médico de família para ser examinado e avaliado quanto ao seu desenvolvimento puberal e que seja acompanhado periodicamente com relação ao crescimento ou não do mamilo, (que em geral começa a regredir, porém muito lentamente, por vezes durante um ano.)
Aproveitem para orientá-lo quanto à masturbação que muitos consideram algo natural, mas que leva ao hábito do prazer buscado por si mesmo e pode acabar gerando deformações na sexualidade saudável ao longo da vida, dificultando um relacionamento sexual normal no casamento, na vida a dois.
Se o pai passou também por um desenvolvimento maior das mamas, existe uma causa familiar, mas nada que o médico de família não possa orientar e ajudar.
Sugiro que não ouçam opiniões de terceiros nem façam comentários mesmo dentro da família- assuntos médicos devem permanecer entre o médico e os interessados...
Continuo a seu dispor. Atenciosamente Mannoun

domingo, 12 de dezembro de 2010

Almôndegas para um lanche rápido

A garotada vai adorar e ainda será bem saudável, sem conservantes.

Almôndegas de Frango com Salada

500 gr de peito de frango desossado cozido(s) e desfiado(s)
1 dente(s) de alho amassado(s)
1 unidade(s) de cebola picada(s) finamente
1 unidade(s) de pão francês amanhecido(s)
1 unidade(s) de ovo
1/2 xícara(s) (chá) de cheiro-verde picado(s)
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta-do-reino branca
1 pé(s) de alface americana picado(s)

Modo de fazer:
Misture todos os ingredientes (menos a alface) e molde bolinhas. Asse em forno médio, numa grelha colocada sobre uma assadeira, de modo que toda a gordura escorra. Quando estiverem douradas, retire do forno e coloque num prato. Preencha todo o restante do prato com alface picada, e, se quiser, tomates cortados em pedaços pequenos e azeitonas fatiadas ou inteiras sem caroço.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sobrevivi pra contar como foi meu último Natal

Por Maria Teresa Serman
Eis que se aproxima a grande festividade do mundo cristão e o meu teste anual de sobrevivência na selva. Tenho passado com louvor, ano após ano, mas com sequelas sensíveis e preocupantes na minha coluna, em seus segmentos e derivados.

Preocupantes para mim, pois os demais humanos que me cercam não parecem nada conscientes dessa deterioração. Não quero dar a impressão de que fico assustada com a proximidade do Natal; não, de maneira alguma. A alegria do nascimento do Salvador é comunicativa, e a comemoração deve ser à altura da grandeza da data.

Sempre procuro me concentrar na proclamação dos anjos aos pastores: "Paz na terra aos homens de boa-vontade!". E boa-vontade nunca me falta, beirando até, eu diria, um otimismo debilóide que me faz acreditar que ESTE Natal vai ser menos cansativo.

Uma sábia amiga, muito conhecida neste blog, há anos tenta me ensinar que devo antecipar os preparativos culinários - este é o meu desafio natalino. Muitas pessoas vão à minha casa na véspera e no dia 25 também. Só eu preparo a ceia e a pós-ceia. A razão dessa exclusividade peço licença para omitir, por discrição conjugal. Enfim, é um programa de índio vestido de Papai Noel, podem ter certeza!

No ano passado até consegui antecipar alguns quitutes congeláveis, cujas receitas minha prestimosa amiga me encaminhou. Deu certo, mas não dá pra congelar tudo, então o trabalho continua enorme. Se alguém tiver uma receita confiável de rabanadas congeladas, por favor envie agora!

Os filhos ajudam, sim, no intervalo de seus inúmeros amigos-ocultos e saídas de comemoração. Acham que eu deveria encomendar tudo, e, ouvindo-os falar assim, chego a
suspeitar de que meu nome está incluído em alguma lista de milionários da Forbes. O marido se guarda para a interminável lavagem de louça, de que é titular indiscutível.

Enfim, o grande lucro dessa tremenda azáfama é poder agregar toda a família em volta do Presépio, agradecendo a Jesus Menino por todas as Suas Graças deste ano que termina, e oferecendo o trabalho, o serviço, a boa-vontade por todos aqueles que O conhecem, mas andam distantes dEle; pelos que ainda não Lhe foram apresentados; por todos nós, que buscamos vê-lO nos outros. Não se pode reclamar de cansaço quando o fruto é dulcíssimo e abundante. E quem está reclamando??? Eu???!!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A família vai bem?

Quantas vezes ouvimos esta pergunta de pessoas amigas ou parentes e sempre respondemos: tudo bem! Pergunta e resposta automática, sem reflexão de ambas as partes interessadas no assunto.

Quem pergunta, fala apenas por educação e quem responde sabe o quanto o outro não está de fato preocupado com seu bem estar. Uma grande pena!

As pessoas deveriam se preocupar mais umas com as outras e estarem de fato interessadas por saber do bem estar ou não do outro, com o objetivo de ajudar, ou de, ao menos, ser um ouvido amigo onde possamos desabafar algo que nos preocupe.

É claro que não é pra fazer do amigo um muro de lamentações, mas ser amigo compreende partilhar os bons e os maus momentos.

Tenho certeza de que os consultórios dos psicólogos estariam um pouco mais vazios se déssemos mais atenção aos amigos e aos parentes que estão tão sequiosos de ter com quem conversar.

A família vai bem quando todos numa família se preocupam uns com os outros e se amam de fato, cada um buscando fazer o melhor para o outro.

O marido ama a mulher quando vê nela sua companheira de todos os momentos, e a mulher também ama ao marido quando sente que põe todo seu empenho em agradar-lhe e fazê-lo feliz. Os filhos se sentem amados quando vêem o sacrifício de seus pais, dia após dia, para lhes dar a melhor educação e o máximo de carinho. Assim, cada um se sentirá plenamente amado, na medida em que se dá mais amor do que espera receber.

Vamos ser honestos conosco mesmos ao responder como vai a nossa família. E tentar sermos mais amigos e participantes da vida dos que nos são próximos também.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Como dar presentes no Natal para toda a família

Por Maria Teresa Serman
Todo ano a novela se repete. Como equilibrar o orçamento natalino e ainda por cima agradar (ou tentar) a todos? Muitos fazem o “amigo oculto”, que, se não obedecer a certos parâmetros estabelecidos em comum acordo, pode se transformar no “arquiinimigo declarado”.

Ninguém agüentava mais ganhar CD’s. Agora atacam de DVD. Pelo menos ficou mais aproveitável, na passagem do ano, principalmente. Porém, não custa puxar um pouco pela criatividade, e pelo bolso, é claro que sem exageros, para melhorar o nível dos mimos. Não é difícil descobrir o que o outro (ou a outra) quer (ISTO É PRA VOCÊS, MARIDOS!) com sutileza, jogando uma perguntinha aqui e ali. Se não tiver intimidade ou oportunidade, observe o estilo, o gosto e o temperamento da pessoa, e poderá deduzir as suas preferências.

Alguns são mais óbvios; há os misteriosos, e infelizmente os totalmente indevassáveis. Para a segunda categoria vale despertar o seu lado sherlock e investigar, é divertido. Quanto ao último grupo, desista: um presente bem neutro é a solução. Algo como sabonete de boa procedência, copos ou o famoso DVD. No caso de não agradar, sempre resta a consciência tranqüila de ter tentado e de que ele vai passar adiante numa boa. Relaxe, nem Papai Noel acertaria.

No Natal, o que realmente importa é o mesmo que em qualquer outra ocasião em que se presenteia: o carinho que transparece nos detalhes, do cartão que acompanha à embalagem que reveste. Mais do que o conteúdo, o que se torna visível é o coração que o escolheu e preparou. Soa meio piegas, mas pieguice também é verdade, às vezes. Quem se interessa pelo valor da lembrança ou é uma criança, que vai ser ensinada a enxergar a essência, ou alguém que já passou desta fase cronológica, porém, lamentavelmente, ainda não amadureceu.

E um último, mas não menos importante item. Compre logo o que tiver que comprar, para fazê-lo com prazer e tranqüilidade, sem azedar o humor e o saldo bancário. Nesta hora, como em muitas outras, tempo é paz.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Comer e beber e o resto que se dane!

Por Maria Teresa Serman

O fim do ano faz a felicidade financeira - só contabilizada no início do próximo - de nutricionistas, endocrinologistas e cirurgiões hepáticos. Haja dieta e transplante de fígado para sanar os efeitos calamitosos das comemorações nessa época! Todos comem e bebem como se não houvesse amanhã, e este chega, junto com as broncas dos médicos e a conta na farmácia.

Mencionada a saúde física, que tal nos concentrarmos na espiritual? As comemorações de fim de ano, que devem ser alegres e comunitárias, não podem prescindir do tempero bem dosado de um exame de consciência mais acurado, de uma avaliação deste tempo que se encerra, para já abrir-se outro que exigirá e trará novos desafios.

Não se trata de elaborar, mentalmente ou por escrito até, as famosas listas de intenções para o ano vindouro, listas estas que geralmente tem um fim anunciado: a lata de lixo da memória e a literal. Muitas resoluções acabam por assustar a alma, pois o ser humano não pode se sentir muito pressionado, senão sai correndo. E foge de si mesmo, escondendo-se na rotina segura, mas aburguesada do "deixa ficar assim que está bom".

Poucas e precisas metas são essenciais para progredirmos na vida, de preferência que comprometam as áreas mais importantes: o próprio jeito de ser - sorrir mais, agradecer, procurar mais intimidade com Deus, pedir a Ele pelos outros e pelas intenções pessoais; o convívio familiar - aproveitar melhor os momentos em família, conversando, ouvindo muito, compreendendo, ajudando, rindo e brincando em vez de reclamar e criticar; o trabalho - trabalhar com mais diligência, (não esquecendo de oferecer ao Pai cada tarefa, estudando e se aprimorando na profissão, seja esta dentro ou fora do lar.

É tempo de "paz na terra aos homens de boa-vontade". Essa vontade positiva deve ser a marca do novo, que não precisa esperar pelo calendário, mas pode começar já, imediatamente. "Agora recomeço", a cada instante, a cada situação, desafio, tropeço ou queda. Vamos mudar o paradigma de "ano novo, vida nova" para vida renovada já! Esperar para quê?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Meditação sobre o Natal - 1: Da necessidade de pedirmos presentes

Por Rafael Carneiro Rocha

Nesta primeira meditação que faremos sobre o Natal, quero lembrar uma passagem de São Mateus, do Evangelho da última sexta-feira. Dois cegos seguiam Jesus e suplicavam-lhe compaixão. Jesus perguntou aos cegos: "Acreditais que eu posso fazer isso?" Eles responderam que sim. Cristo lhes toca e diz: "Faça-se conforme a vossa fé". O evangelista, então, comenta: "E os olhos deles se abriram".

É uma leitura apropriada para o Natal, porque esta é uma época também para "pedir". Precisamos ser brindados. Não é por acaso que trocamos lembranças e votos de afeição. Se nos mantivermos livres do consumismo sem sentido, presentear no Natal simboliza o gesto de Deus que nos presenteou com o próprio Filho.

Necessariamente, ganhamos muito, apesar de nos comportarmos às vezes como criaturas cegas à generosidade de tudo o que é criado para nós. Por isso é importante pedir sempre, porque assim seremos capazes de enxergar até mesmo as coisas pequenas que nos são dadas.

Neste tempo de encontros festivos, é fundamental também que peçamos e ganhemos as belezas da vida juntos. Numa outra passagem do Evangelho de São Mateus, Cristo afirma: "Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles".

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 71)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

1 – A. diz: Fazer exercícios físicos ajuda adolescente de 13 que não quer estudar?

RESP: Caro(a) A..
Uma coisa são os exercícios físicos, sempre úteis a todas as pessoas de qualquer idade, desde que se respeitem as características pessoais.
Outra coisa são os estudos. Se o Adolescente não deseja estudar, é bom que se converse com ele indagando as razões que apresenta para não o fazer.
Ele tem tarefas em casa? Tem irmãos, amigos?
Penso que se não estuda porque não gosta, é bom que os pais apresentem a ele a alternativa de trabalhar até que veja por si mesmo como os estudos fazem falta. Se pretende substituir os estudos pelos exercícios físicos, cabe aos pais mostrar que isto não é lógico nem desejável...
Conversem serenamente com ele, e se quiserem voltem a dar mais detalhes, ok?
Fico a seu dispor, Mannoun

2-A.diz: Meu filho sente dores constante nas articulações principais, como joelhos, braços, ombros. O médico disse que era reumatismo. Eu pergunto como um jovem pode ter reumatismo e qual é o tratamento mais adequado. Obrigado, A. N.

RESP: Prezado Sr. A.N.
As pessoas costumam associar reumatismo à idade avançada, mas em qualquer idade ele pode ocorrer..
Seu filho costuma ter infecções das amígdalas? Esta é uma das causas de dores articulares e de uma enfermidade que se chama " febre reumática" , passível de tratamento e que deve ser prontamente tratada, assim como todas as enfermidades reumáticas das mais diferentes causas que ocorrem em pessoas jovens. Continue a cuidar bem de seu filho com o médico da família e garanta-lhe um futuro saudável! Atenciosamente, Mannoun

3 - R. C. S. diz: Doutora.
Meu filho tem 15 anos e quer fazer musculação. Eu acho ruim porque pode distrair ele dos estudos. Além d
isso não sei se faz bem para a saúde. Ele não é franzino, nem baixinho. A senhora pode me dar uma opinião.

RESP:Sra .R.C.S.
Seu filho pode sim, fazer musculação desde que seja em local seguro e com profissionais competentes que saberão conduzir os exercícios de acordo com peso, altura, desenvolvimento e exame médico prévio, feito pelo Clínico de sua família.
Quanto aos estudos, os pais e ele combinarão as condições. Se ele freqüentar a academia e o rendimento escolar cair, fica implícito que cessa o compromisso, pois que os estudos devem ocupar o primeiro lugar. Que acha?
Boa sorte e fico às ordens! Mannoun

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um bom filme: Mãos talentosas

Este filme conta a história real de um grande neurocirurgião americano, Ben Carson (interpretado por Cuba Gooding Jr.).

A história mostra como um menino pobre, desmotivado, que tirava más notas na escola conseguiu dar a volta por cima e se tornar um grande médico renomado que aos 33 anos se tornou o diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins, em Baltimore, EUA.

Em 1987, o Dr. Carson alcançou renome mundial por seu desempenho na bem-sucedida separação de dois gêmeos siameses, unidos pela parte posterior da cabeça - uma operação complexa e delicada que exigiu cinco meses de preparativos e vinte e duas horas de cirurgia.

A história é profundamente humana, descreve o papel vital que a mãe, uma senhora de pouca cultura, mas muito inteligente, desempenhou na mudança radical do filho: de menino de rua a um dos mais respeitados neurocirurgiões do mundo.

Bom ser visto em família e serve para um bom bate papo após o filme. Esta muito bem interpretado pelo elenco, fazendo com que tenhamos uma ótima diversão por menos de 2 horas de exibição.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Aprendendo com a repetência : caso a caso e sem drama

Escrito por Agüero Natalia A.

Como regra geral, sempre se deve ajudar o máximo a um aluno para que passe de ano. No entanto, quando os esforços da criança e o apoio dos pais e professores não dão resultado, muitas vezes se justifica a repetência.

Não existem receitas ou regras de ouro para determinar quando uma criança deve repetir a série. Este é um tema que é avaliado caso a caso e cuja chave é fazer um diagnóstico apropriado. Trata-se de descobrir de que o aluno precisa, e é fundamental conhecê-lo muito bem, por meio de um minucioso acompanhamento.

Segundo a psicóloga Maria Paz Soublette, a repetição funciona muito bem quando se detecta imaturidade em algumas áreas de desenvolvimento e é necessário nivelar essa criança com os alunos de um curso inferior. Existem crianças de cinco anos que têm um desenvolvimento geral de quatro. Eles se sentem sobrecarregados, não porque não têm capacidade, mas porque necessitam de um programa com menor nível de exigência. O importante é detectar estes casos o mais rapidamente possível, enquanto ainda não se estabeleceram fortes laços de amizade. “Ela acrescenta que a repetição também se justifica quando o aluno tem grandes lacunas no conhecimento em determinadas disciplinas. "Se uma criança não rende bem, porque sua mãe morreu ou teve que sair da escola por vários meses devido a doença, a pior coisa para ele seria passar de ano com uma avaliação errônea, pois o conhecimento que não apreendeu lhe será fundamental para continuar aprendendo”, disse Maria Paz.

No entanto, existem outros casos em que repetir um ano está longe de ser a solução. A psicopedagoga Josefina Barros explica que quando uma criança tem uma deficiência específica de aprendizagem, dificuldades específicas de matemática ou de linguagem, problemas emocionais, entre outros ,não necessita de uma repetição, uma vez que vai se insistir no erro, mas que receba apoio adequado para o sucesso.

"Às vezes você tem que fazer avaliações diferentes em determinadas áreas de aprendizagem ou de adaptações curriculares, a fim de adaptar o conteúdo para as crianças aprenderem. Aqui é essencial o apoio de fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, neurologistas e outros especialistas que trabalham em parceria com os pais e professores. Trata-se de ir junto com seu filho desde a infância e conhecê-lo muito bem para tomar as decisões corretas ", disse Josefina.

Flor María Alarcón, diretora do Liceu José Domingo Cañas de Quilicura, adverte que esta aliança estratégica entre pais e professores são muito complicadas nas escolas com poucos recursos, quando os responsáveis trabalham o dia todo e não têm o treinamento nem o tempo para apoiar seus filhos em suas dificuldades escolares.

Visão de futuro

Embora seja verdade que algumas crianças ou os pais podem perceber a repetição como um fracasso, mesmo como uma punição, Maria Paz Soublette garante que muito mais grave é a cada dia a criança estar experimentando falhas que levam à desmotivação para a aprendizagem. Em sua opinião, a criança deve ter experiência de sucesso para ficar animado com o conhecimento, e se todo dia você está errado, a frustração e a decepção serão muito maiores.

"A criança que repete a série passará por um processo normal de frustração no qual é fundamental acompanhá-lo. Vai ser um momento doloroso em que os vínculos sociais vão se fechando e abrindo alguns outros, mas, provavelmente, após alguns meses, o problema é superado. Do ponto de vista acadêmico, o primeiro ano depois de repetir geralmente é muito bem sucedido, porque alguma coisa a criança já recordará do ano anterior e isso ajuda muito ", diz a psicóloga.

É também muito importante envolver as crianças e seus pais sobre a questão da repetição, para que nenhum deles encare como um fracasso ou um castigo.

A psicopedagoga Josefina Barros diz: "Temos de garantir que o aluno entenda que está se tomando uma decisão para o seu bem e que objetivamente precisa desta retomada. Por outro lado, os pais devem prestar atenção às expectativas que têm a respeito de seus filhos, porque recebem a repetência como algo terrível "

Flor María Alarcón, por sua vez, afirma que em ambientes com menos recursos, é difícil para os pais compreenderem a vantagem da repetição. "Eles vêem isso como uma punição. Pelas condições sociais e econômicas em que vivem, tudo o que querem é que seus filhos deixem a escola o mais rápido possível ", afirma.

No entanto, todos concordam que de alguma forma temos que deixar de dramatizar, porque embora seja doloroso, trata-se de um pequeno fracasso escolar que preparará a criança para enfrentar a vida na qual, sem dúvida, terá que sofrer muitas frustrações.

Fonte: La Tercera

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Natal Na barca

Por Maria Teresa Serman
Este conto, da conhecida escritora Lygia Fagundes Telles, faz parte da sua obra Antes do Baile Verde. Os fatos narrados aconteceram no Natal, durante uma viagem de barca. O cenário é lúgubre: “em redor tudo era silêncio e treva” ; a embarcação era “desconfortável, tosca”, “despojada” e “sem artifícios” ; a grade da barca era de “madeira carcomida” ; o chão era feito de “tábuas gastas” . Tudo reflete o estado de espírito do narrador-personagem e sugere o clima humilde e desassistido do nascimento de Jesus.

Há quatro passageiros na barca: o narrador, um velho bêbado e uma mulher com o filho doente, uma criança de quase um ano de idade. Esta mulher é o foco de atenção da narrativa. O narrador-personagem se sente atraído para ela e trava conhecimento tão logo a vê, mas a razão dessa atração não fica clara. e já no fim da viagem, os dois estabelecem um diálogo.

A mulher está pobremente vestida, mas sua figura impressiona o narrador, e mais ainda sua história. Ela está levando seu filho a um médico, como lhe recomendaram. O tema central do conto é a fé, a força que a fé verdadeira transmite àqueles que acreditam, como o narrador constata.

E então acontece o clímax e a narrativa se encaminha para um fim surpreendente. Aconteceu realmente um milagre? Milagres podem acontecer para quem realmente tem fé? Há época mais propícia para se alcançar um milagre do que o Natal? Aquela mulher e aquela criança poderiam estar na barca apenas para ensinar algo ao narrador-personagem, fazendo com que ele, narrador, passasse a acreditar. Podem ser instrumentos de Deus para reacender a chama da fé do narrador, o que, de qualquer maneira, também seria um milagre, e, aparentemente, acontece.

As alusões bíblicas são sutis, mas significativas. A maestria da autora conduz a narrativa de modo seguro, mas com forte componente emocional, com um sentimento inerente à data. Tudo pode acontecer no Natal. Vemos uma jovem mulher, com ar nobre e digno, olhar doce e rosto resplandecente, trajando um manto e carregando um menino nos braços, à imagem da Virgem Maria.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

As listas que facilitam

Lembrei-me de falar das listas, justamente por estarmos nesta época do ano, quando cada minuto é valioso e se transforma em hora, por não aproveitarmos bem o tempo.

Um costume que sempre tive e acho muito conveniente é o de fazer listas, lista de compras, listas de atividades de cada dia, lista de necessidades, etc. Cada uma delas tem um enorme valor porque ajuda a pouparmos tempo, dinheiro e desgaste físico e emocional. Com esta economia, temos mais tempo para fazer mais coisas, e até para um descanso merecido depois de muito trabalho objetivo e bem feito.

Quando vamos ao mercado com a lista do que precisamos em casa, fica mais fácil encontrar as mercadorias, e, ao mesmo tempo, evitamos o consumo impulsivo de levar coisas desnecessárias que só servirão para onerar mais a nossa conta no final do mês. A ida ao shopping ficará mais produtiva e poupará muito do nosso tempo, levando-se listado o que devemos procurar.

Agora, com a chegada do Natal, começamos, cada vez mais cedo, a busca por presentes e lembrancinhas para amigos e parentes, tarefa que nos custa muitas idas e vindas aos shoppings e que podem ser economizadas por estas benditas listas.

É simples, basta colocar os nomes das pessoas que temos que presentear e ao lado umas sugestões do que pretendemos comprar e uma base de preço para cada presente, para não furarmos o orçamento apertado de final de ano. É difícil uma família não estar com as contas numa corda bamba, próximo ao final do ano. Esta é uma época de renovações de matrículas,idas a médicos e exames para check up, pagamentos de 13º a empregadas, e muitas outras despesas, assim sendo precisamos colocar tudo na ponta do lápis: de quanto dispomos e quanto podemos gastar com cada presente e cada pessoa, para não termos surpresas desagradáveis no início do outro ano que se aproxima. Ficar no vermelho do cartão de crédito quer dizer que teremos um início de ano já com dívidas e problemas a resolver, o que pode prejudicar as possíveis férias escolares com as crianças.

Vamos verificar que, sendo objetivos nas compras, além de sobrar um dinheirinho no final do mês, teremos também poupado horas e pernas nestas buscas ao mais barato e ao melhor. E com este tempo de sobra poderemos fazer uma visita a um parente que não vemos há muito, uma ida ao cinema para dar uma relaxada, vendo um novo filme na praça, e, principalmente, dispor de tempo para planejar as férias seguintes e a bagagem a levar.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O que você tem feito?

Por Maria Teresa Serman
Sempre me vem à memória musical, aquela que fica soando no fundo do seu cérebro e o ouvido cantarola pra você, a música do John Lennon sobre o Natal, principalmente o primeiro verso: "And so this is Christmas, and what have you done?" Traduzindo, "Então é Natal, e o que você fez (durante o ano)?" O Natal é o fecho, mais do que religioso, moral, de um ano que se despede, de um ciclo que se fecha.

Vou explicar a colocação "mais do que religioso", deve ter soado estranho. Quero dizer que o Natal transcende a comemoração do nascimento de Jesus Cristo, o Salvador para os cristãos, o Filho de Deus feito homem, exceto pelo pecado, para os católicos. Esta festa magna abraça todos os "homens de boa vontade", ecoando o anúncio dos anjos aos pastores naquela noite em Belém da Judéia. Porém, sua grandiosidade midiática está abafando sua essência mística.

A suntuosidade com que se festeja, nos quatro cantos do mundo, o nascimento do menino humilde que teve como berço a manjedoura guardada por animais é uma contradição com a mensagem que o próprio Deus quis enviar junto com Seu Filho. Não que não se deva festejar com alegria, presentes e luzes, de modo algum. Só não podemos colocar nossa alma por inteiro nesses detalhes externos, guardando pouco espaço e tempo, ou nenhum, para a comemoração que o Senhor espera de nós.

"O que você tem feito?" é um convite à introspecção, a um exame de consciência mais profundo que os que devemos fazer habitualmente, para receber o bebê Jesus em nossa alma, em nossa vida, em nossa casa. Será que nos lembramos de homenageá-lo com uma representação mais real do que uma árvore enfeitada ao estilo americano? Chegamos ao ponto de colocar simulacros de neve no nosso Natal tropical!...

O presépio foi concebido por S. Francisco de Assis para recriar a cena da Sagrada Família quando ela assim se tornou: a família do Jesus Menino. Se temos um presépio em um lugar de honra, este será o ponto luminoso que nos facilitará meditarmos sobre o mistério da Encarnação e da Natividade. Também aquece o coração se lemos em família, explicando aos filhos menores, os belíssimos textos do Advento, a preparação para o Acontecimento Inigualável.

"Onde está o teu tesouro, aí também está o teu coração", ensina a história da vida de Jesus, o Evangelho, reproduzindo Suas palavras. E onde está o nosso coração, no shopping, no mercado, ou junto da Mãe prestes a dar à luz o seu Bem, o nosso Bem? Como seu marido José se desvelava em cuidados pelos dois, Mãe e Menino, também nós nos esmeramos em carinho por eles?

O que nós temos feito, e pretendemos fazer até o Natal?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E se os assaltos fossem permitidos?

Por Rafael Carneiro Rocha

A declaração recente do Papa Bento XVI sobre a possibilidade de uso de preservativos em determinadas situações como primeiro passo para um exercício responsável da sexualidade tem sido muito mal interpretada pela mídia e até mesmo por instituições como a OMS que chegou a elogiá-lo.

Não se trata de um “avanço” da Igreja, muito menos de uma mudança de pensamento, até porque o significado da sexualidade humana não muda. A Igreja sempre vai considerar a vida sexual a partir de sua beleza criativa e unitiva, como manifestação de amor entre homem e mulher unidos, numa só carne, pelo matrimônio. Fora da perspectiva matrimonial, a sexualidade não tem sentido, não tem beleza.

Quando o Papa afirma que o uso de preservativos entre pessoas promíscuas é um primeiro sinal de responsabilidade, ele não quer endossar a prática. Ele apenas compreende que o uso de preservativos pode ser, de alguma forma, moral.

Um roubo, por exemplo, é sempre imoral, mas imaginemos a seguinte situação. Uma quadrilha entra numa casa, rende os moradores, e inicia uma série de roubos. A mulher da casa percebe que os assaltantes levarão uma jóia de família, de significado especial. Então, ela suplica aos ladrões que não levem a jóia. Um dos assaltantes se sensibiliza com o apelo da mulher e pede para seus comparsas não levarem a jóia. Este assaltante “sensível”, mesmo cometendo a falta de roubar a casa, teve uma postura moral e, quem sabe, dali surgiu um primeiro passo para que ele abandone a vida do crime.

Se assaltos a residências fossem costumes que boa parte da sociedade compreendesse como “válidos”, a Igreja, naturalmente, discordaria. Ainda que argumentassem que os roubos evitam que as pessoas tenham fome, a Igreja viria algo de muito errado nestes desvios. Ainda que os roubos fossem legalizados, a Igreja chocaria a sociedade com a sua firmeza contrária à prática.

Mas, ainda que tudo isso fosse socialmente aceito, se perguntassem ao Papa Bento XVI o que a Igreja pensa da conduta de ladrões que preservam relíquias de família, o Sumo Pontífice se utilizaria do argumento de que este cuidado específico dos criminosos deve ser tomado, como primeiro passo de responsabilidade.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 70)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

1 – A. diz: Dra minha filha come compulsivamente, ela tem 16 anos e esta bem gordinha, não sei o que fazer para mudar isso, me ajude.

RESP:Caro(a) A.
Qual a altura e o peso de sua filha? Vocês a acham gordinha ou realmente ela está acima do peso ou é obesa?
Penso que ela merece de imediato uma consulta com um bom Clinico, e caso ele julgue necessário, a encaminhará a um Endocrinologista, um bom Psiquiatra e Nutricionista. Comecemos pelo Clínico porque ela necessita uma avaliação completa de seu estado geral, exames complementares e orientação, para ela e para os pais a fim de saberem como lidar com essas situações em que a família toda se ressente.
Não falem muito nem briguem com ela - ajam o mais depressa que puderem para por um fim à expectativa e ansiedade de todos.
Fico a seu dispor, Mannoun

2 – A. diz: É possível uma adolescente ter herpes sem ter tido relações? Como se pega herpes?

RESP: Caro(a ) A.
Não sei qual a localização do herpes, mas suponho pela sua pergunta que seja na área genital.
Ela já foi consultar um Clínico? Uma Ginecologista? Fizeram esta pergunta a estes profissionais?
Há muitas formas de se adquirir o herpes, que é uma virose bastante contagiosa e pertence à família do vírus da varicela ( catapora ) circulando entre nós nesta época do ano. Se ela teve varicela recente ou contato com pessoas infectadas, pode ter desenvolvido o herpes, que também se adquire por uso de toalhas e lençóis não bem lavados, roupas de outras pessoas, ( que os Adolescentes em geral costumam trocar entre si). Também o ”stress" pode provocar recrudescimento de um vírus adormecido de outras infecções passadas.
Em se tratando desta adolescente em especial, só o próprio médico responderá sua pergunta e eu fico às suas ordens se não respondi a contento. Mannoun

domingo, 28 de novembro de 2010

Bolinho de Arroz com Espinafre

Uma boa dica pra aproveitar sobras e dar um ar de novo à comida.

2 xícaras de chá de arroz cozido
1 xícaras de chá de espinafre cozido e picado
1 ovo
2 colheres de sopa de farinha de trigo
3 colheres de sopa de leite
1 colher de café de fermento químico em pó
1 colher de sopa de cebola picada
1 colher de sopa de cheiro-verde picado
quanto baste de óleo de soja para fritar


Bata o arroz rapidamente no liquidificador ou amasse com um garfo. Junte todos os outros ingredientes e misture bem. Em uma frigideira, aqueça o óleo para fritar. Pegue colheradas da mistura e coloque gentilmente no óleo quente. Quando os bolinhos estiverem dourados, retire com uma escumadeira e coloque para escorrer sobre papel-toalha. Sirva a seguir

sábado, 27 de novembro de 2010

O que discutem pais e filhos hoje?

Escrito por Magdalena Subercaseaux

Atualmente o conflito entre as gerações é menor, mais setorizado. Agora existem brigas por causa da bagunça no quarto e pela participação nas tarefas domésticas.

Aqueles que tiveram queixas de seus pais pelas reclamações quando ao jeans ou ao cabelo grande hoje reclamam das calças caídas dos seus filhos, do messenger e do facebook. Os conflitos entre gerações não passam de moda, se transformam.
Os pais de hoje discutem com seus filhos mais ou menos o que discutiam os seus pais com eles? E sobre o quê discutem? São os mesmos problemas de 25 ou 30 anos atrás?

Quem já ouviu estas frases: "Essa juventude está estragada até ao fundo do coração. Os jovens atualmente são vagabundos e ociosos. Eles jamais serão como a juventude de antes. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura." sabe do que estamos falando. Porém, por mais atual que pareça, esta reflexão foi escrita em um vaso de argila
descoberto nas ruínas da Babilônia, com mais de 4.000 anos de idade.

Isso demonstra que uma visão pessimista da juventude e o conflito de
gerações não são uma coisa da sociedade moderna ou pós-moderna. As discussões e desavenças entre pais e filhos, principalmente durante a adolescência, remontam a tempos imemoriais. As diversões e a moda sempre foram uma fonte de conflito entre as gerações, apesar de que cada geração de jovens se faz a promessa de que não ocorrerá o mesmo com seus filhos. Mas logo, convertidos em pais, se comportam da mesma forma que seus genitores.

Motivos de discussão freqüente:
- 40% dos pais discutem com o seu filho ou filha sobre a falta de ordem em seu quarto;
- 28% frequentemente têm conflitos pelos modos dos seus filhos;
- 26% discutem com seus filhos por estes não ajudarem nas tarefas domésticas;
- 23% das vezes brigam pelas notas e desinteresse nos estudos;
- 16% têm frequentes discussões sobre comida;
- 15% discutem pela hora que os jovens chegam a casa;
- 11% discutem pela maneira de eles se vestirem ou se pentearem;
- 6% têm conflitos devido a gastos e a dinheiro;
- 4% muitas vezes discutem por suas crenças e questões de religião.


Os sociólogos oferecem justificativas, garantindo que 20 ou 30 anos é muito tempo, e que as culturas de pai e filho são sempre diferentes e se chocam, em parte porque os pais tendem a ver seus filhos como uma extensão de si mesmos e seus filhos não vêem assim a seus pais. Contudo, são realmente estas agitações familiares sempre as mesmas? É possível que, em uma sociedade que é criticada por ser demasiadamente laica e permissiva como a atual, se mantenha o mesmo conflito que no passado?

São muitas as vozes que enfocam o assunto de modo diverso - pensam que as discussões entre as gerações persistem porque são algo quase inato e inclusive se repetem sempre os motivos de conflito (costumes, formas de entretenimento, relacionamentos, etc.), mas agora com menos intensidade, porque a sociedade e as famílias estão mais permissivas, se compreendem mais as alterações emocionais dos adolescentes e os pais não gostam de tensões em casa, acabando por calar e consentir. Qual a sua opinião?
Fonte: La Vanguardia

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Elegância à mesa e fora dela 2 - Elegância no Convívio Social

Por Maria Teresa Serman

Li recentemente, em um site que costumo acessar por ser muito bom, um trecho, parte de um texto maior sobre educação, que reproduzo a seguir, e que servirá de tema para a "elegância" de hoje.

"A própria etimologia do termo (educação) enfatiza a necessidade que o ser humano tem da educação como parte essencial de seu aperfeiçoamento. Educar vem do latim “ducere”, que significa “guiar”.

O homem precisa ser guiado por outros para aperfeiçoar suas faculdades. Também provém de “educere”, que significa “extrair”.

Precisamente, a tarefa específica da educação é “extrair o melhor eu” da cada um, desenvolver todas as capacidades da pessoa. As duas facetas – guiar e desenvolver – constituem como que o fundamento da tarefa educativa."

Resume tudo que nos pode interessar sobre o próprio assunto central e neste de hoje. As pessoas não nascem educadas, são levadas a isso - guiadas, conduzidas. E o processo só é bem sucedido se amavelmente se extrai delas o que têm de melhor. O educador deve ser um ourives habilidoso para fazer refulgir a pedra preciosa que se oculta sob a
"canga impura", como disse o poeta Olavo Bilac.

Esse burilar do caráter precisa ser aprimorado ao longo da vida: ninguém pode parar de se educar, ou desistir, achando que é assim, e daí? No convívio social, nos lugares que frequentamos em geral, cedo se percebe se os pais foram bem sucedidos e quanto empenho colocaram em cumprir sua missão. Porque no adulto sociável está presente a criança que foi educada com amor e cuidado. É aquele ou aquela que sabe pedir licença; pedir por favor ou por gentileza; agradecer; se desculpar; não furar a fila; não empurrar ou usar de influência, pessoal ou de conhecido, para se dar bem. E cada um pode aperfeiçoar-se, analisando com valentia como está se comportando.

O ser social que não enxerga no próximo um obstáculo a ser vencido, física ou metaforicamente não é uma utopia, só um ideal exequível. As pessoas têm desenvolvido um perigoso espírito competitivo e nada civilizado de andar trombando propositalmente, num "bullying" constante pelas ruas e espaços, brandindo bolsas, sacolas e mochilas como assassinos em potencial. E usando as palavras e os gestos como armas letais também.

Como é bom conviver, ou mesmo ter a sorte de estar na mesma fila ou no mesmo ambiente, com humanos benevolentes e fraternos, que enxergam em você e nos demais os seus semelhantes! O ar fica mais leve e a vida mais agradável quando compreendemos o jeito dos outros, percebemos seu cansaço e procuramos melhorar o seu momento, nem que seja oferecendo-lhes um sorriso e uma ajuda. Não é difícil, mas é o supra sumo da elegância.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Qual é o verdadeiro papel dos padrinhos

Por Patricia Carol

O convite para que um casal seja padrinho de batismo, ou para amigos como padrinhos de casamento, não deve ser apenas uma homenagem social aos que estão sendo convidados. Claro que costuma ser essa a primeira motivação para tal opção, mas, se pararmos para pensar na importância que têm tanto o Sacramento do Batismo quanto o do Matrimônio Cristão, essa não deveria ser a principal razão para a escolha.

No caso de padrinhos de Batismo na Igreja Católica Apostólica Romana, ela orienta que esse casal seja também praticante da mesma Fé, pois ele deverá poder, em caso de necessidade, ou seja, na falta dos próprios pais da criança, suprir essa lacuna no que se refere à educação e à prática religiosa do afilhado. Assim como os pais da criança deverão preferir escolas de orientação religiosa para melhor prepararem os filhos no conhecimento e amadurecimento espiritual, a escolha de padrinhos deve recair sobre um casal coerente com essa mesma exigência espiritual. Uma boa idéia também pode ser a de escolher como padrinhos os próprios irmãos e irmãs mais velhos da criança. Por experiência própria, vivemos na nossa família essa “escadinha”: entre 6 irmãos, os dois mais velhos, irmão e irmã, são padrinhos de Batismo do 5º filho dos nossos pais, e o 3º filho e a 4ª filha, padrinho e madrinha do caçula. Sempre cultivamos entre nós, mesmo quando tínhamos os dois pais vivos, um sentimento especial de proteção como afilhados e padrinhos, já que somos espiritualmente ainda mais ligados por esses laços supra-fraternos.

No caso de os pais não terem uma fé definida, de não praticarem uma determinada religião, parece de bom senso que os padrinhos, sendo Católicos, sugiram aos pais que lhes permitam introduzir o afilhado no conhecimento de sua Fé. Essa frequência às aulas de Catecismo em preparação para a Primeira Comunhão, e às que se seguem, na Perseverança, e à preparação para os outros Sacramentos da Igreja, à medida em que vão crescendo física e espiritualmente, além de trazer todos os benefícios da GRAÇA DE DEUS para esses afilhados bem orientados, também poderá levar à felicidade de que os próprios pais, observando a segurança e o desenvolvimento espiritual nos filhos, possam optar livremente por conhecerem melhor a Igreja e iniciem seu próprio caminho de enriquecimento espiritual na Fé de Cristo.

Do mesmo modo, no que se refere ao Matrimônio Cristão, um casal ou pessoas convidadas para serem padrinhos de casamento seriam escolhidos entre seus familiares, amigos íntimos, e pessoas com capacidade de exercerem uma influência positiva, amadurecida, junto ao casal durante sua vida. Quantas vezes tanto o marido quanto a esposa podem precisar desabafar, se aconselhar com alguém que os conheça e possa ajudar, ou mediar em conflitos que naturalmente aparecerão em uma relação delicada e profunda como essa, que se espera seja duradoura, e que prospere dentro de um clima de compreensão, com os ajustes necessários de ambas as partes, pela aceitação das diferenças do outro e da sua bagagem pessoal familiar, priorizando os pontos positivos do cônjuge.

É sem dúvida uma honra e uma emoção muito grande ser alvo dessa escolha privilegiada na vida de alguém, mas não se pode deixar em segundo plano a importância real dessa preferência, para que possa haver participação e aconselhamento equilibrados por parte dos padrinhos, tanto na vida do jovem casal, quanto no caso de serem padrinhos (pais espirituais capazes de orientar retamente )de uma criança.