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domingo, 30 de maio de 2010

Uma leitura envolvente: Razão e sensibilidade

Vejamos que podemos nos envolver tanto com um livro como com um filme e tendo os dois é bom sempre fazer esta experiência dobrada, com certeza nos dará muito mais visão geral da história e também a oportunidade de decidir sobre o melhor.

Razão e Sensibilidade (no original, Sense and Sensibility - link para o livro por R$ 12,90 na Livraria Cultura) da inglesa Jane Austen.

Conta estória de duas irmãs, Marianne e Elinor Dashwood , que vivem na inglaterra do século XVIII. Logo no início do livro, o pai delas morre, e assim elas ficam com poucos recursos. Naquela época, as filhas não herdavam, só filhos varões. O irmão fica com os bens e elas, junto com a mãe e a irmãzinha caçula, vão morar de favor em um simples chalé no interior. Sobre este fato a autora embasa sua crítica aos costumes da época, focalizando a injustiça que as mulheres sofriam por não terem seus direitos civis assegurados.

Marianne é a mais sensível (a sensibilidade do título), Elinor, a mais velha é a mais racional (logo a razão). Acontecem peripécias amorosas em que ambas estão envolvidas, sempre se evidenciando o amor e a dedicação entre elas.

O romance rendeu um belo filme de Ang Lee, com Ema Thompson, Kate Winslet e Alan Rickman, o Severo Snape dos filmes de Harry Porter. Só que aqui o ator está com uma aparência bem melhor. Vale conferir.

Os críticos dizem que Razão e Sensibilidade é o seu livro mais fraco, mas a fonte de um filme maravilhoso. A transformação para o cinema foi feita pela própria Emma Thompson, atriz que também participou do filme.

O filme começa com a morte de Mr. Dashwood, que deixa a sua segunda esposa com três filhas de diferentes idades sozinhas. Ele implora no seu leito de morte para que seu filho (do primeiro casamento) não deixe as garotas abandonadas - mas a sua nora é gananciosa e no final, a soma que fica de fato para as irmãs é ínfima.

É magnífico. Ang Lee conseguiu capturar a essência do livro, que realmente passeia pelo drama, pelo romance e também pela comédia. E conta com uma paisagem lindíssima.

É uma linda produção que merece todas as críticas positivas que ganhou até hoje.

Um comentário:

Stella Halley disse...

A conversa entre o filho primogênito e a esposa se dá numa carruagem. Influenciado pela esposa, ele vai baixando aos poucos a soma de dinheiro que destinará à madrasta e irmãs. É um exemplar primoroso do diálogo entre duas mentes calculistas e sovinas.

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