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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O retorno – nas curvas da estrada

Família numerosa tem sempre muitas histórias para contar, e mesmo as coisas ruins, com o tempo viram histórias engraçadas e que divertem a todos, com suas lembranças.

Esses dias lembramo-nos de uma viagem a São Lourenço, com alguns dos nossos filhos menores. No retorno para a casa, logo após o almoço, viemos, o marido e eu nos bancos da frente e os quatro menores no banco traseiro, sendo que a caçula estava no colo do único filho homem presente. 

Curvas pra lá e curvas pra cá, e eles quatro atrás só reclamando e falando de enjoo. Mas, como a estrada além de sinuosa é sem acostamento, não via como parar o carro e resolver a situação. Até que em um determinado momento, não foi mais necessário eu decidir, tudo foi resolvido: a menor vomitou, e muito, exatamente sobre o irmão e os tapetes do carro. As outras duas se salvaram como puderam e de olhos fechados para não vomitar também. Neste momento cheguei ao topo da serra, onde havia uma parada, com biquinhas de água mineral, à vontade de todos.

Foi uma parada emergencial, para limpeza tanto das crianças, como do carro, para podermos seguir viagem. E, para minha surpresa o filho nem estava aborrecido e estava colaborando de boa vontade com todos. E, com uma canequinha que tínhamos no carro, ele conseguiu ir limpando tanto o carro quanto a si mesmo, enquanto isso eu trocava a pequenina e o pai arrumava, num barzinho próximo, uma Coca Cola para alegrar a garotada e tirar o enjoo das outras duas meninas.

Todos esses acontecimentos, em uma viagem, podem acontecer, mas o que não podemos é perder a calma e o bom humor e deixar que esses detalhes transformem uma viagem de lazer num aborrecimento só. No final, o que ficou na lembrança de todos foi o jeito safo que o menino deu na situação e o heroísmo dele se segurando para não vomitar também, assim como as biquinhas de água mineral que foram a salvação e a nossa liberdade para um mundo sem cheiros ruins.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ser dona de casa: a essência dessa escolha.

Por Lívia W. de Melo Costa*

Se de um lado há quem ache que ser dona de casa é o mesmo que ser inútil e “dondoca”, de outro, as próprias mulheres que são donas de casa incomodam-se com essa rotulação e buscam se livrar desse estigma querendo mostrar serviço demais, como que para provar que essa escolha está longe de ser vida fácil. 

Para fugir desse preconceito, muitas adotam a ideia de que precisam dar conta de tudo referente à casa sempre com cem por cento de aproveitamento. Tudo sempre arrumado, cesto de roupas sujas sempre vazio, louça nunca acumulada, filhos limpos e arrumados e tudo em seu lugar na mais perfeita ordem. Não se admite um pozinho na estante ou um sapato fora do lugar, tudo tem que estar perfeito, mesmo que manter a perfeição custe todo o seu bom humor. Essas mulheres, se não conseguem manter a limpeza e arrumação a contento, constantemente se angustiam e acham que não estão cumprindo o seu papel. Mas... qual é mesmo o papel da dona de casa?

É necessário redescobrir-se, olhar pra o interior e perceber a que missão foi chamada e o que inspira o fato de dedicar-se ao lar. Ter uma vida cheia de dissabores pelo excesso de atividades desvirtua bastante a essência dessa escolha. Quando uma mulher decide ficar em casa e está consciente da importância disso para a sua família, ela sabe que seu papel está além dos serviços braçais. A dona de casa não pode se confundir com uma funcionária.

Mulheres que se desdobram para manter tudo cem por cento não percebem que apenas substituíram um trabalho pelo outro e na essência, nada mudou.  Embora a casa esteja um brinco, seu corpo e sua mente estão exaustos demais para receber o marido com bom humor, para sentar e conversar com os filhos, para brincar e rir com eles ou para ter tranquilidade para aconselhar o esposo ou o filho já adolescente. Neste caso, o suporte que a mulher deve ser já não existe e sua permanência apenas no lar já não faz tanto sentido.

Não que a mulher deva ser relaxada. Estar em casa não significa acordar sempre tarde, viver de pijama 24h e deixar a casa entregue às baratas. O lar precisa, sim, estar harmonioso, para que a família conviva saudavelmente e a manutenção da casa faz parte dessa harmonia. Mas a mulher consciente lembra que seu papel é mais espiritual do que braçal e dá prioridade às relações em detrimento das atividades domésticas.

*Lívia W. de Melo Costa - paraibana, católica, casada, mãe de um bebê que hoje mora com Deus,  tem formação em Gestão Financeira,  embora atualmente tenha decidido se dedicar exclusivamente ao lar. Gosta de bordar nas horas vagas e ler sobre cuidados com o lar, etiqueta,  moda e política.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Mãe de Menina: “Eu quero!”– Freiando o consumismo

Por Maite Tosta

Quem tem menina em casa sabe como o consumismo delas “aparece” desde cedo… São tantos brinquedos e produtos licenciados de personagens de desenhos animados, não se pode ter todos… mas elas vão tentar! 

Toda vez que entram os comerciais no Discovery Kids, eu já sei que a minha menina mais velha vai dizer: “mãe, eu não tenho isso ainda!”… “mãe, compra isso para mim?”… “mãe, eu quero!”.

Neneca
No início eu caí na besteira de fazer um discurso convicto contra o consumismo, sob o olhar curioso de alguém que nada entendeu do que eu disse, só entendeu “acho que a mamãe ficou muito brava”. Então percebi que com ela eu precisava usar outra estratégia.

Toda vez que ela pede algo que vê na TV, eu digo, “me fala o nome direitinho para eu anotar e não esquecer”. Até dias atrás a lista era a seguinte:

- Todas as bonecas (sim, TODAS) da coleção “Ever After High” (até parece né);

- A Barbie (sempre ela!) vestida de noiva; 
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- O Diário Secreto Eletrônico Monster High (só sabe escrever o nome! rsrsrs);

-Todas as bonecas (pois é) da coleção Equestria Girls;

- Doceria Mágica PlayDoh (massinha e assessórios)…e a lista aumenta todos os dias!

Maria Esther completará 5 anos em outubro (22/10). Ela veio me comunicar que quer outra festa com tema da Barbie.

“- Mas Barbie já foi ano passado, filha, não quer algo diferente? Novo?

- Não, mãe, eu gosto muito da Barbie e quero ela de novo (mamãe deu pulos de alegria porque não vou precisar comprar nada, já tenho tudo do ano passado).

- E de presente, filha? Mamãe quer comprar um presente para você, mas não sei o que comprar da lista… é muita coisa e mamãe não tem dinheiro para comprar tudo. O que você gosta mais aqui da lista? Vou ler a lista para você… (repeti os itens)… e aí? Das bonecas, também você tem que escolher uma, não dá para ser todas…

- O diário da Monster High não precisa comprar agora não, mãe, só quando eu escrever, a professora falou que ano que vem eu vou ler e escrever tudo!
  monster-high-diario-eletronico-bbr25-mattel-1-45
- OK, e então, qual desses você vai querer?

- Hum… eu acho que vou querer a Barbie… posso pensar?

- Pode, mas avisa a mamãe o que você escolheu para a mamãe comprar, tá?”

(…) dois dias depois

“- Mãe, meu aniversário tá perto ou longe?

- Falta um mês, mais ou menos…

- um mês é muito?

- um mês é ficar dia e depois noite, tipo, você dormir e acordar, trinta vezes. Dentro de um mês, passa quatro, às vezes cinco domingos, quatro, cinco Missas. Entendeu?

- ah…!… então dá tempo de eu pensar bastante no meu presente!”

Ontem mesmo estava ela discutindo com o irmão mais velho os “prós” e “contras” dos itens da lista. Estava compenetrada! Vamos ver qual será o item que vai escolher. Eu aposto na Barbie!

Seja qual for o brinquedo que ela decidir pedir, ela estará aprendendo a não comprar por impulso, a pensar suas escolhas. E você? Tem uma ou mais princesas em casa? Como você vem lidando com o consumismo?

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mamãe e Bebê: O que levo na bolsa

Por Maya*


Sair com o bebê é sempre um desafio, e eu, que sempre fui exagerada, levava o mundo! Com o tempo e a experiência fui diminuindo os itens.

Fraldas: levo seis (se a saída for curta levo três);

Troca de roupa completa, levo uma mesmo em saídas rápidas. (Para RN leve pelo menos duas trocas!);

Caixa lenço umedecido (eu tenho uma caixinha dura para isso, acho mais fácil do que levar o pacote);

Lenço umedecido para mão e rosto;

Lenço de papel;

Pomada para assadura;

Trocador;

Sacolinhas perfumadas (tem da chicco e munchckin - essa segunda nunca vi para vender no Brasil; são ótimas para colocar roupa suja na bolsa ou fralda suja para jogar no lixo na casa dos outros. Se não achar dessas leve aqueles saquinhos plásticos pequenos de usar no freezer);

Bolacha / Biscoito (agora que ele já come de tudo é super útil);

Suco (suco de caixinha, água de coco ou copinho com água);

Canudinho (não é todo lugar que tem e ele ainda não toma em copo de vidro então é sempre útil);

Potinho com leite em pó (há alguns que são dosadores) e mamadeira;

Garrafinha de água (pode ser uma garrafa térmica);

Se seu bebê usa chupeta sempre leve uma reserva!;

Álcool em gel;

Carteirinha de vacinação;

Carteira da mamãe;

Brinquedinhos pequenos para distrair o bebê (eu levo mini brinquedos que cabem em qualquer bolso);

No inverno levo uma manta soft;

Lanterna ajuda a distrair o bebe, serve pra procurar coisas perdidas embaixo do banco do carro, do sofá.

E você? O que você leva na sua bolsa?

*Maya - paulistana, mãe de um menino e com outro a caminho, engenheira, hoje mãe em tempo integral

domingo, 14 de setembro de 2014

Dica de beleza: Bepantol

Por Carol Balan*
Há pouco mais de um ano descobri que Bepantol, a pomada que eu já usava para assaduras aqui em casa e que já tinha escolhido como a marca número 1, também era uma excelente escolha para vários truques de beleza.

Antes a Bepantol era apenas comercializada na versão pomada para bebês. Agora é possível encontrar as versões baby e derma, sendo esta última – segundo o fabricante - mais indicada para os tratamentos de beleza. Admito que eu continuo comprando a pomada baby, até porque o preço dela é menor!

(Tenho a impressão de que o lançamento da linha derma foi estratégia de marketing para atingir esse nicho que surgiu quando a fama da pomada começou a multiplicar nos blogs de beleza).
Para os usos que seguem, a linha derma seria a mais indicada, mas é possível usar a versão baby.
Usos para o creme (Bepantol derma creme)

Boca: passar todos os dias antes de dormir deixa os lábios macios. Se a boca estiver rachada ou ressecada, passe uma camada generosa do creme, na hora você já sente aliviar a sensação de incômodo e depois de pouco tempo já percebe melhora na pele. Uma camada fina da pomada faz efeito de gloss - além de deixar os lábios bonitos, continua atuando na hidratação.

Área dos olhos: nessa área a pomada ajuda a reduzir as olheiras; o ideal é passar antes de dormir e deixar o produto agir durante a noite.

Espinhas, machucados, tatuagens: ajuda na cicatrização.

Cutículas: aplique um pouco do creme e empurre a cutícula com uma espátula ou com a própria unha.

Pés: passe o creme e coloque uma meia. Pode ser feito antes de dormir ou quando for calçar sapatos e tênis.

Estrias: no banho, passe um pente fino no sentido contrário ao das estrias, pode causar um incômodo, mas não é para machucar. Após o banho, seque bem a pele e passe o creme em movimentos circulares. Os resultados começam a aparecer após um mês.

Pele: use o creme para hidratar pequenas regiões que ficam mais ressecadas, como cotovelos e joelhos.

Sobrancelhas: passar um pouco do creme nas sobrancelhas antes de dormir. Após algum tempo elas parecem mais volumosas.

Usos para o líquido (Bepantol derma solução):

Cabelo: para deixar os cabelos mais macios e com brilho é só acrescentar meia tampinha da solução Bepantol ao shampoo. Deixar agir alguns minutos e enxaguar. Para máscara de hidratação, misturar Bepantol ao creme de hidratação que você já usa, lavar o cabelo duas vezes com shampoo e enxágua bem, aplica o creme, deixa agir 30 minutos e enxágua novamente.

Pele ressecada: se a área que precisa de hidratação é muito grande, eu prefiro usar a solução e aplico com algodão. Minha pele resseca demais no inverno, então passo Bepantol líquido com algodão e, em seguida, um hidratante.

Cílios: com auxílio de um pincel ou cotonete, passe um pouco do líquido nos cílios. Ficam macios e até parecem ficar mais avolumados. Passar com cuidado para evitar que o líquido entre nos olhos.

** Este é um post de livre escolha da colaboradora. Os produtos mencionados não foram cedidos, e sim adquiridos pela própria autora.


Carol Balan* - pedagoga e doula, é católica, casada, mãe de 2 meninos e dona de casa em Araraquara /SP. Ama cozinhar, bordar, fazer crochê e tricô.

sábado, 13 de setembro de 2014

Dicas para o sucesso no uso dos Métodos Naturais

Por Luciana Aguilar*

Independente do método natural escolhido pelo casal, alguns fatores podem contribuir para o sucesso de seu uso, possibilitando a satisfação e intimidade sexual do casal e mantendo a realização do planejamento familiar. Duas dicas essenciais para os casais: a anotação das observações diárias e o acompanhamento por parte de um instrutor.

Todos os métodos naturais demandam a observação diária de um conjunto de aspectos relacionados à fertilidade da mulher. No entanto, apenas observar não é suficiente para que as mudanças durante o ciclo sejam percebidas e, mais importante ainda, compreendidas pelo casal. O registro diário destes aspectos é o que permite esta percepção, pois o acúmulo das informações anotadas auxilia na compreensão do funcionamento do corpo daquela mulher, propiciando uma análise individualizada.

A anotação pode ser realizada da forma que melhor atenda àquele casal, em um caderno ou agenda, utilizando gráficos oferecidos pelos instrutores dos métodos ou até mesmo em aplicativos de celular. O importante é que seja realizado de forma que o casal visualize as mudanças e esteja bem informado para tomar decisões. Mais do que isso, é necessário que estas informações possam ser sistematizadas de forma que sejam repassadas a um profissional de saúde que acompanhe a mulher ou ao instrutor de método natural.

Qual seria a importância deste instrutor? Por mais que estude e conheça em profundidade a fisiologia do corpo feminino ou que saiba as regras dos métodos escolhidos, é normal que em algum momento o casal tenha dúvidas, que se sintam confusos ou não saibam interpretar as informações obtidas. Aí é que entra o auxílio de uma pessoa experiente que possa olhar estas anotações de maneira mais objetiva e direta, sem a influência dos fatores psicológicos, emocionais ou relacionais inerentes ao casal.

Na interação com o instrutor, o casal pode sanar estas dúvidas, interpretar as anotações mais corretamente e até conseguir auxílio para as possíveis diferenças e dificuldades de relacionamento entre o homem e a mulher, colaborando para o sucesso de todo o empreendimento familiar. Desse modo, o registro diário das observações e o acompanhamento por parte de um instrutor são fundamentais para o sucesso no uso dos métodos naturais.

Você é instrutor? Conhece algum meio prático de registro das informações diárias? Compartilhe conosco nos comentários!

*Luciana Aguilar - católica, casada com Wander e mãe de três. Socióloga, servidora pública federal. É uma brasiliense encantada por Brasília, cidade onde mora. Tem duas grandes paixões: o Fluminense e uma boa comida.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Os perigos domésticos e como evitá-los

Com uma filha médica em casa, sempre tenho histórias interessantes para contar. E nestes últimos dias aconteceram, no hospital onde ela trabalha, alguns casos semelhantes, que resolvi narrar aqui, como um alerta aos pais de crianças bem pequenas.

A curiosidade dos nossos filhos é muito grande, desde bem pequenos. Tudo os atraem e eles querem provar e apalpar até entenderem o que é aquilo. Sendo assim, é importante manter longe deles os perigos, que para nós podem parecer inofensivos, mas para eles pode ser um enorme risco para a saúde e o bem estar.

Imaginem que as pilhas e baterias de relógios, brinquedos, eletrônicos, estão constantemente sendo retirados do estomago ou esôfago de bebês, causando um estrago de grande proporção, dependendo do tempo e do estado do objeto. Uma criança de 1 ano e dois meses deu entrada no hospital com uma bateria de relógio alojada em seu esôfago, perfurando-o com o ácido de seu interior. Esta criança precisou de cirurgia e vai precisar de diversas outras para correção do aparelho digestivo. Outra criança, de 2 anos, engoliu um ímã de geladeira em formato de coração, que foi retirado através de uma endoscopia.

Todas essas coisas devem servir de aviso para nós pais e mães cuidarmos com mais atenção desses pequenos objetos. Segue uma pequena lista de coisas a se manter bem longe do alcance de crianças:
Agulhas, alfinetes e botões – nunca costurar em cima da cama, pois o risco é grande dessas coisas ficarem perdidas entre as cobertas.

Remédios , produtos de limpeza – sempre colocá-los em armários no alto. E guardá-los imediatamente após sua utilização. Não armazenar os produtos de limpeza em garrafas de refrigerantes, isso é uma atração enorme para eles.

Pilhas e baterias usadas – colocá-las no lixo embrulhadas ou em saquinho plástico, para evitar a curiosidade infantil.

Os ímãs de geladeira, moedas, peças de kinder ovo, e brinquedos com peças miúdas - além do perigo de cair no esôfago, pode seguir outro trajeto indo parar na traqueia e causar asfixia. Portanto, deve-se estar também atentos a outros objetos que para o esôfago podem ser inofensivos, como balas, chicletes, plásticos e tudo o mais já listado acima.

Isso não é exagero, é cuidado. E todo cuidado é pouco quando falamos em crianças.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Dicas para o dia a dia - A blusa encolheu... e agora?

Por Maya*

Um pouco fora do meu tema mas... essa semana acabei colocando sem querer uma blusa de casimira (cashmere) na máquina de lavar: quando saiu estava micro! :’(

Achei que tinha perdido, desesperei! Procurei na internet e achei algumas dicas em inglês para consertar a besteira! Vou compartilhar aqui a que eu experimentei.

A dica funciona para qualquer peça de tecido natural: casimira, lã, algodão..

O que você vai precisar:


Balde ou pia
Shampoo ou condicionador de bebê
Duas toalhas limpas
Espaço para deixar secando reto, pode ser até no chão.

Como fazer:

Coloque água morna no balde ou na pia, depois coloque uma colher de sopa do shampoo ou condicionador. Mexa um pouco para encharcar bem a peça e em seguida deixe parada por uns 20 minutos. Se a peça tiver encolhido muito estique um pouco nesse período!

Tire a água com cuidado, não torça a peça, segure ela delicadamente e deixe escorrer o excesso de água.

Coloque a peça em cima de uma toalha grande e bem absorvente, enrole com cuidado e aperte para tirar a água.

Coloque a peça em cima de outra toalha e estique até o tamanho original, pode usar outra peça de tamanho parecido como base. Se ela resistir em ficar no lugar coloque peso nas pontas! Deixe secar assim na horizontal!

A minha não voltou 100% ao tamanho normal mas ficou boa. Quem sabe vocês não têm mais sorte?

*Maya - paulistana, mãe de um menino e com outro a caminho, engenheira, hoje mãe em tempo integral

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Mulher: Múltipla Escolha

 Normalmente o feminismo é percebido como movimento que luta por direitos iguais. Ideologicamente, entretanto, o feminismo inclui em sua definição a emancipação feminina: a busca por vivências livres de “padrões opressores”, tendo sido este o objetivo da maioria das ações feministas até então, ambiente em que estive imersa nos anos que passei como estudante em uma universidade federal.
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Há algum tempo, no entanto, que nos debates envolvendo o universo feminino a ênfase tem sido na conquista do chamado “direito de escolha” da mulher, do qual sou completamente a favor, mas não com o viés emprestado pelo feminismo. Entendo que as escolhas fazem parte da liberdade inerente ao ser humano, assim como arcar com as consequências de nossos atos faz parte da responsabilidade por essas escolhas.

Chega a ser risível a irresignação de muitas ao constatar que as escolhas que fazemos trazem consequências que devemos assumir. A impressão que se tem é que tais movimentos feministas têm reivindicado não o direito de escolha da mulher, mas a aceitação de suas escolhas a qualquer preço, uma espécie de dever de todos – homens, mulheres, sociedade, Estado – de as acatarem e de operacionalizarem essas escolhas, o que parece tanto ilógico quanto infantil.

A dita “Marcha das Vadias”, por exemplo, reivindica – entre outros – o direito de a mulher se vestir como quiser sem que se atribua a ela o “elogioso epíteto” de vadia. Ora, creio que há consenso em torno do fato de que a mulher tem o direito à sua integridade física, esteja vestida como estiver, mas como pode um movimento pretender regular a opinião das pessoas sobre como alguém se veste?

Interessante perceber que, apesar da visibilidade de tal movimento, e apesar de as “subcelebridades” da hora exibirem, constantemente, microshorts e microssaias de fazer corar até as meninas do “bataclã”, as próprias mulheres continuam percebendo como “vadias” ou “piriguetes”  -  e assim rotulando – aquelas que se vestem de determinada forma e que abusam da sexualidade para obter vantagens. Ou seja, a mentalidade das mulheres de hoje é muito mais parecida com a de nossas avós do que gostariam as feministas radicais.

Será que a “emancipação feminina”, nos termos propostos pelas feministas, traz a tão sonhada liberdade de escolha? Creio que não. A mulher será tão livre quanto mais consciente for da vocação inerente ao feminino, fazendo suas escolhas sem violentar sua consciência e sem se render às pressões de grupo. Isso não é algo a ser conquistado com protestos e manifestações, mas sim com educação e formação humana, para que o conhecimento da alta dignidade do feminino promova as mudanças de mentalidade necessárias à conquista da liberdade tão desejada.

Fazendo um histórico, observamos que as mulheres de ontem contavam com uma rede de solidariedade feminina à sua volta (mães, sogras, irmãs, amigas, vizinhas), com quem aprendiam e partilhavam as vivências próprias desse universo.

No mundo pós-moderno, com a atual configuração familiar e social, uma mulher que se vê grávida, por exemplo, não tem mais esta rede de apoio, acabando por depender quase que exclusivamente dos profissionais de saúde e de manuais famosos (como o do Dr. Rinaldo de Lamare) para sanar suas dúvidas, sendo a consulta ao médico, muitas das vezes, insuficiente para acalmar as inquietações da gestante e da nova mãe, o que gera muita ansiedade e angústia.

Essa demanda fez surgir um sem-número de fóruns de apoio e partilha – presenciais e virtuais – ligados à gestação, parto, amamentação e à chamada maternagem, termo emprestado da psicanálise[1], mas que neste novo contexto se refere aos cuidados com os bebês em tenra idade.  Nestes espaços, com base em obras sobre o tema, são eleitos valores como o parto normal humanizado, a amamentação exclusiva até os seis meses, a “cama compartilhada”, a alimentação natural e orgânica, entre outras coisas, muitas das quais evidentemente positivas.

Contudo, na maioria de tais grupos, há “mães-alfa” que, citando obras de pediatras ou terapeutas como argumento de autoridade, ditam como deve ser a “boa maternagem”. As mães abordam o cuidado com os filhos de forma que pode ser comparada a uma tarefa profissional ou acadêmica, que, para ser cumprida de maneira minimamente satisfatória, exige a leitura da bibliografia adequada e a adoção de uma rígida disciplina do qual não se tolera o mínimo desvio, sob pena de não ser reconhecida como “boa mãe”.

Qualquer manifestação contra os valores eleitos pelo grupo provoca fortes e até agressivas reações, explorando o desejo que tem toda mãe de fazer o melhor para o seu filho, o medo de errar e a culpa associada ao possível erro. A adoção de práticas contrárias às recomendadas não raro vêm acompanhadas de culpa, não sendo infrequentes relatos de mulheres se justificando perante as demais por terem feito uma cesariana, ou por preferirem que o bebê durma em seu próprio quarto.

Creio que a leitora poderá se identificar: uma mulher será sempre criticada pelas outras, seja porque ficou “encalhada”, por ser vaidosa demais, ou de menos, porque teve os filhos através de parto cesariano, ou porque decidiu continuar um relacionamento que as outras desaprovam e, em especial, pela maneira que escolheu criar os seus filhos.

A este ponto da reflexão é fácil concluir que os “padrões opressores”, se existirem, nesta pós-modernidade, são as idealizações das próprias mulheres impostas às outras: são estes os verdadeiros entraves ao “direito de escolha”.

Paralelamente a este fenômeno, porém, de modo surpreendente, uma nova geração de mulheres contesta com suas atitudes os dogmas feministas, a idéia de emancipação feminina.

Mulheres que fazem do seu objetivo “fisgar” um atleta, um artista, um empresário, enfim, um “bom partido”, sempre existiram. O mais interessante é constatar um número cada vez maior de jovens e adolescentes que engravidam e que fazem questão de alardear, com orgulho, que querem mais é serem “bancadas”, para grande desgosto das feministas ideológicas.

Também as celebridades vêm “glamourizando” a gravidez e a maternidade, partilhando suas vivências, rotinas e opções quanto à gestação, ao parto e à amamentação pelas redes sociais, através de relatos e mesmo de fotos, orgulhando-se de “dar um tempo” ou mesmo abandonar uma carreira para dedicar-se ao cuidado dos filhos, no que são seguidas de perto por muitas outras mulheres.

Ao final isso só prova que a maternidade é uma opção natural para as mulheres, aquela escolha que, apesar de toda a doação que implica, traz mais realização e – por que não dizer? – felicidade.

A mulher é, por vocação, cuidadora, maternal. Se não tem filhos, irá canalizar e concretizar essa vocação de outra forma: cuidando dos irmãos, dos doentes, dos amigos, do marido, dos funcionários, dos animais de estimação, de um trabalho social, de uma causa. Ela se importa, ela se doa, ela sai de si mesma.

Essa escolha é tão natural que as feministas mais raivosas não percebem que, inconscientemente, também a fizeram: maternam a causa, são tão ferozes na luta pelo feminismo quanto as leoas são por seus filhotes. Como boas “mães corujas”, não conseguem enxergar defeitos em suas ideologias-crias.

Apesar de toda a doutrinação ideológica que o movimento feminista vem perpetrando por anos e anos, as mulheres sempre darão um jeito de fazer valer as suas escolhas, aquelas que brotam de sua dignidade e essência femininas.

Quando pude entender minha real vocação e me libertar dos grilhões daqueles anos de imersão ideológica, pude enfim perceber que, de todas as minhas conquistas e vitórias, sem dúvida, o que me dá mais alegria é poder dizer: sou mãe do Matheus, da Maria Esther, da Maria Isabel, da Maria Carolina e de quem mais vier, por livre e feliz escolha.

 Maite Tosta -   servidora pública federal da Justiça Federal do Rio de Janeiro, Bacharel em Direito e Especialista em Direito Constitucional pela Universidade Estácio de Sá (UNESA/RJ), Bacharel em Letras – Português/Inglês pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), casada e mãe de quatro filhos.

Nota da Autora: Texto publicado originalmente pela Revista Vila Nova – Jul/2013 com o título “Mulher: uma prova de múltipla escolha” e constando, no último parágrafo, os três filhos que eu tinha até então.

[1] Maternagem, s.f. psicanálise. técnica empregada na psicoterapia, esp. das psicoses, que busca estabelecer entre terapeuta e paciente, no simbólico e no real, uma relação semelhante à que existiria entre uma “mãe boa” e seu filho. (Dicionário Houaiss).

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Como reconhecer o início do trabalho de parto.

Por Ana Maria de Freitas Maia - Enfermeira Obstétrica – COREN/RJ 26.883
     
 Um dos momentos mais esperados pela gestante é o início do trabalho de parto. Como reconhecer esse momento? As informações nem sempre são muitas, ou sequer existem. Para as primíparas (mamães de primeira viagem), a confusão e o medo são paralisantes. Em primeiro lugar, manter a calma é fundamental. Como se isso fosse fácil! O momento é muito precioso para não ser valorizado, mas o pânico e a ansiedade só atrapalham.

O trabalho de parto ocorre de forma diferente, entre as mulheres. Tentaremos listar, o mais didaticamente possível, os sinais de início do trabalho de parto. Quando falamos em listar, não significa que as etapas ocorrerão exatamente na ordem em que as citarmos, mas sim que, a partir deles, é necessário buscar ajuda: (Médica, Parteira, Doula, Enfermeira Obstétrica, Maternidade, Casas de Parto, etc).

 - Um dos primeiros sinais do inicio do trabalho de parto é a perda do tampão mucoso, que pode ser observado através da presença de uma pequena mancha mucóide (muco) amarronzado ou mesmo com presença de sangue, em sua roupa íntima. O tampão mucoso serve para “fechar” o colo do útero, impedindo a entrada de microorganismos possivelmente, prejudiciais ao feto. Esse sinal, indica que o processo está desencadeado. Seu bebê está a caminho...

- As contrações, presentes durante a gestação (contrações de Braxton Hicks), nessa fase, estão mais fortes (dores na parte inferior das costas, irradiando para o abdômen; e/ou dores, como cólicas pré-menstruais); ritmadas, e com intervalos menores entre elas. A percepção do início das contrações pode levar a situações de estresse: dor e “medo”. Nessa hora, é importante lembrar que as contrações são o motor do trabalho de parto. São elas que ajudarão a empurrar o feto para o mundo exterior.

- Nem sempre, mas, na maioria das vezes, pode haver também, a rutura da bolsa d’água, com a saída de grande, ou dependendo do tamanho da rutura, pequeno a médio volume de líquido amniótico; que será primeiramente interpretado, como uma incontinência urinária. Várias vezes no banheiro, com vontade de urinar. Um “xixi” que parece não terminar. A diferença está no odor. O líquido amniótico, tem um odor característico, semelhante ao odor do esperma masculino (cheiro de água sanitária), de cor clara, com ou sem presença de grumos.

Se por ventura, a coloração do líquido amniótico for escura (verde escura ou marrom), ou houver sangramento vivo, pode indicar sofrimento fetal ou risco materno. Nesses casos, sugerimos buscar ajuda médica especializada, o mais rapidamente possível.

- Ao chegar à maternidade, você será examinada e será informada que seu colo uterino está mais macio e que já pode haver começado a dilatação do colo, dilatação essa, que deverá chegar até dez centímetros, para expulsão do feto. É claro, que os batimentos cardíacos do feto devem ser monitorados periodicamente, bem como a pressão arterial da mãe, visando garantir a saúde da mãe e do bebê.

Como o feto reage, em relação a seus batimentos cardíacos, a cada contração uterina? Para essa avaliação, utiliza-se um exame, chamado cardiotocografia.

Considerando-se um parto normal, sem intercorrências, uma mulher primípara, pode levar de 12 a 24 horas em trabalho de parto, se não houver a administração de medicamentos que levem a indução do parto e que só podem ser prescritos por Médicos Obstetras.

Ressalte-se, por fim, que é importante que no final da gestação a mulher se mantenha atenta aos sinais de seu corpo. Assim, conseguirá detectar de maneira mais fácil o início do processo do trabalho de parto. Ao perceber algum dos sinais aqui descritos, ela deverá, sem demora, ligar para o profissional que faz o seu acompanhamento, para receber as orientações pertinentes.

A todas as leitoras gestantes, desejo uma boa hora!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Filho único (III) : A Alimentação

 Por Evelyn Mayer*

 Olá, mamães!

No segundo artigo sobre como educar o filho único, conversamos sobre a importância de dar responsabilidades aos pequenos. Neste artigo, falaremos sobre a alimentação.

Às vezes eu fico me perguntando se sou a única mãe sobre a face da terra que passa pelo terrorismo chamado Hora da Refeição! O meu consolo é saber que não. 

Quando meu filho era neném, comia de tudo. Qualquer papinha que era oferecida, comia. Era uma beleza! Mas quando fez três anos, mudou radicalmente. Não queria comer nada. Parecia até que vivia de “fotossíntese”...

Eu me sentia a pior das mães! E, para piorar, em muitas vezes em que desabafava com amigos e parentes, estes na ânsia por ajudar, acabam até me deprimindo mais. “Ah, meu filho não era assim!” “Minha menina comia de tudo, nunca me deu problema!” e outros “sonetos” como esses circundam nossos tímpanos, não é mesmo? Mas existe solução, sim!

Fui estudar um pouco mais sobre o assunto e descobri que as crianças são mega seletivas em relação à alimentação até os sete anos de idade. É que nesta fase elas estão experimentando, testando os diversos gostos e sabores. Então é natural que aos dois anos elas comam pepino e aos três, detestem. É a fase da experimentação. Também é normal que eles fiquem um tempo apenas bebendo e não queiram comer nada. Não se sinta mal, mamãe! Seu filho vai pedir comida quando sentir fome. Se só quer beber, deixe-o beber! 

Uma coisa que notei ainda durante a amamentação é que a criança tem seu horário pra comer (a gente também é assim, né?). Respeite esse horário. Meu menino, por exemplo, é muito parecido comigo: não toma café da manhã. Já tentei de tudo, mas não tem jeito. Ele só toma o leite com chocolate (e eu, um copo de chá quente). Só vamos sentir fome lá pelas dez da manhã. Não o force a comer se ele é assim também. Não quer dizer que não vá oferecer nada (todos os dias ofereço pão, mas raramente aceita), só não torne este momento chato pro baixinho.

Também descobri com o tempo que é bacana deixá-lo participar da cozinha. Desde novinho crio o meu menino em meios às panelas. E esse negócio faz com que eles gostem do cheiro da comida, o que acaba aguçando o apetite. Deixa ele ver como é gostoso cozinhar, como é legal manusear os alimentos. Ele vai adorar. E vai comer! (Yes!).

Outra coisa que está dando certo lá em casa é negociar a comida. Às vezes ele quer comer algo completamente diferente do que eu fiz. Não dá pra negociar isso. Tem que comer o que está à mesa. Então ele resolve partir pro drama: argumenta, chora, faz birra... Até que se convence que vai ter que comer, porque não baixei a guarda. Porém, negocio a quantidade de colheradas quando noto que ele realmente está sem apetite, ou, ainda quando comeu pouco e quer deixar de fazê-lo por conta de algum desenho ou brinquedo novo. Ele já até sabe: “Vou dar cinco colheradas beeeem grandes!”. Dá as cinco, e depois mais uma, e quando vê, comeu tudo.

Por fim, estou compreendendo a importância de respeitar os gostos do meu pequeno. Ele detesta milho. Não me pergunte o porquê. Então não ponho milho no pratinho dele. Mas já fiz sopa de milho batida no liquidificador e ele comeu tudinho (sem saber que era, é claro). Tem que respeitar o gosto, mas não é por isso que não vai oferecer. Sopa é um “veículo” ótimo para colocarmos tudo o que eles não gostam. E comem! Porque a gente cozinha tão bem cozidinho, e o alimento some na panela, mistura-se à carne e ao macarrão, que eles nem notam, comem e ficam bem nutridos. Vale a pena arriscar.

Estou aprendendo que a gente precisa pensar em algo que torne este momento menos estressante possível. Lá em casa, por enquanto, isso está funcionando.

E na sua? Como você faz pro seu neném comer direitinho? Partilha aí!

Até a próxima! Beijão!

*Evelyn Mayer é católica, consagrada à Virgem Maria, casada, mãe, professora de Língua Portuguesa e palestrante de recursos humanos em indústrias.

domingo, 7 de setembro de 2014

Sala de TV

Por Carol Balan*

Uma cena muito comum em casa era a minha mãe, muito, mas muito brava, porque a sala estava bagunçada. Ela sempre dizia que a sala é o primeiro lugar em que se entra na casa e como ela iria receber visita se a sala estivesse naquele estado. Naquela época eu achava um exagero.

A primeira casa em que moramos – eu, o marido e os filhos - era muito pequena, um ambiente comum para sala, cozinha e lavanderia, quarto e banheiro. Assim, a televisão ficou na sala porque nem teríamos outro lugar para colocá-la. A bagunça que começou a se acumular nesse local já começou a me incomodar e eu passei a me lembrar da minha mãe, achando que ela nem era tão exagerada assim. Com o nascimento do primeiro filho, a casa ficou ainda menor e mudamos para uma casa com três quartos. No quarto que ficou sobrando, fizemos um escritório.

Porém, a bagunça na sala continuou excessiva – ou eu me tornei exagerada! Marido com seus livros; filho com seus brinquedos; vídeo game, coisinhas, apetrechos. Eu, que sou perfeita, não juntava bagunça nenhuma... mentira, claro que eu também colaborava com o caos. O fato é que toda vez que eu entrava em casa, dava de cara com a sala cheia de coisas e ficava muito irritada. E lembrava sempre das cenas que aconteciam em casa – e em como eu entendia a minha mãe! E pensava como Belchior estava certo ao dizer que falamos “como os nossos paaaaaaais”, quando eu dizia, muito brava e irritada, a sala bagunçada: “como vou receber visita?!”

Decidi então juntar, ao cômodo que era o escritório, uma sala de TV. Na verdade, baixei um decreto em casa: ou a TV iria para a estante do escritório ou pro lixo. A sala principal deixaria de ser o lugar onde a família passava mais tempo, faríamos isso na outra sala e a bagunça ficaria lá, bem escondida das visitas.

O resultado foi tão bom que já está decidido aqui em casa: nunca mais fico sem uma sala de estar (mudei o nome, para tirar o foco da televisão). A sala principal da casa foi apelidada pelo filho mais velho de sala de conversar - achei tão gracioso o modo dele se referir à essa sala, que o nome acabou pegando. Eles têm total acesso a ela, mas sabem que as brincadeiras lá são limitadas e normalmente dirigidas. Quando vão brincar lá, por exemplo, levam o lego, espalham no chão, brincam e recolhem em seguida. Na outra sala, ao contrário, são liberados para pegar as caixas de brinquedos, despejar no chão e até deixar algum brinquedo esparramado, dependendo do que é e se a brincadeira vai continuar no dia seguinte. Se a bagunça me incomoda, fecho a porta.

Aqui em casa isso funcionou muito bem, e já tive amigas que realizaram a mesma adaptação em suas casas e gostaram também. Além de garantir um local da casa (quase) livre de influência das crianças, também garanto que eles aprendam que mesmo dentro de casa existem limites a serem seguidos.

*Carol Balan - pedagoga e doula, é católica, casada, mãe de 2 meninos e dona de casa em Araraquara /SP. Ama cozinhar, bordar, fazer crochê e tricô.

sábado, 6 de setembro de 2014

A Família como vai?

Sempre que temos festa em família, fico refletindo sobre a felicidade de termos uma família numerosa e unida. Basta estarmos todos juntos numa reunião familiar, que já temos um grande evento e uma festa animada! Lembro-me  bem de uma frase que João Paulo II, certa vez declarou: “O futuro da humanidade passa pela família.” – Um sábio e santo homem, que de forma bem clara e simples, nos fala da importância da família para termos um mundo melhor.

Em meio a tantas guerras, tantas atrocidades, vistas diariamente pela TV, (graças a Deus, ainda não moro tão perto dessas intercorrências), constatamos que das nossas famílias sairão as cabeças que mudarão tudo e darão um novo rumo a sociedade – para o bem ou para mal – e que isso dependerá do “como vamos formar nossos filhos”.

Tenho uma família de classe média “mais pra pobre” - mas nunca nos faltou o básico: carinho, educação e alimentação, e isso nos sustentou até hoje, quando já conseguimos ver os bons frutos dessa união. Podemos  afirmar, sem medo de errar, que existe uma ligação direta da fé com a família bem estruturada, e a forma como ela encara a realidade de formadora de novos membros da sociedade e causa primeira da mudança radical da humanidade.

Mas tudo se inicia nas coisas mais simples: gota a gota, filho a filho, educando-os, com amor. Um amor verdadeiro, vivenciando o carinho entre os pais e a doação de toda uma vida a esses filhos. E, como diria um de meus filhos: “rapadura é boa mas, não é mole não” – para exemplificar que para termos uma família bem formada, temos uma longa caminhada pela frente e muito trabalho a fazer.

Educar os filhos todos os dias, repetir muitas vezes as mesmas frases: “vá escovar os dentes”, “levanta pra ir para a escola”, “esta chovendo, mas você não é de açúcar”, “não deixe seus sapatos na sala”, “dê descarga no banheiro”, “já rezou?”, “dê bom dia”, essas e muitas outras frases que um bom pai ou mãe de família falam diariamente, fazem parte desse trabalho árduo da educação com amor, de seus filhos, assim como complementar a formação que damos com os nossos próprios exemplos, tendo nós mesmos um comportamento digno de ser imitado ou repetido por nossos filhos.

Voltando a reunião familiar, falada acima, depois desses quarenta anos de casamento, podemos dizer que tudo valeu a pena. Olhando para os nossos filhos vemos homens e mulheres de bem, muitos já formados, não só nas universidades, mas também formados para a vida. Cada um tendo que viver a sua realidade, suas dificuldades pessoais, seus afazeres diários, mas com uma meta maior, uma visão bem ampla da vida, com olhos de eternidade.

Dá gosto de ver o carinho entre os irmãos, cada um fazendo algo para tornar o dia do outro mais alegre e feliz.  A colaboração é geral, até dos novos filhos: genro e nora, todos no mesmo clima, abrindo mão de algo divertido só para si, e fazendo parte desse momento especial para o bem comum. Descobrimos muitos novos dons em cada um, nessa hora de alegria e entretenimento.O que sabe fazer um ótimo churrasco, o que consegue distrair um sobrinho pequeno que não quer dormir, mas está caindo de sono; a que se supera fazendo um doce bem gostoso, mesmo que tenha ficado fora do ponto e que saiba que vai receber gozações dos outros irmãos; a que ajuda na preparação, com as compras e idas ao mercado; o que arruma sempre algo engraçado para divertir o aniversariante. Todas essas coisas pequenas moldam a convivência na vida em sociedade e realizam uma mudança paulatina da humanidade.


Pare para pensar um pouco: O que você faz para que sua família transforme o mundo?


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Pesquisa Clínica: o que é?

Por Luciana Nóbrega*

Muitas vezes ouvimos falar o termo “cobaia” e logo nos vem à cabeça que os seres humanos estão sendo utilizados pela ciência de forma indevida. Mas o que muitas pessoas não sabem, é que para um medicamento ser lançado no mercado há anos de pesquisa e toda uma legislação específica para essa questão, justamente para salvaguardar os direitos dos voluntários de pesquisa (e não cobaias) que participam voluntariamente de uma determinada pesquisa.

Mas afinal, o que é pesquisa clínica e quais são os seus objetivos?

Pesquisa clínica, ensaio clínico ou estudo clínico são os vários termos utilizados para designar um processo de investigação científica envolvendo seres humanos. Assim, dessa forma os pesquisadores poderão obter novo conhecimento científico sobre os medicamentos, procedimentos ou métodos de abordagem de problemas que afetam a saúde do ser humano.

A execução de uma pesquisa clínica está baseada no rígido cumprimento das regras contidas em um documento denominado Protocolo de Pesquisa, o qual contempla, entre outras informações, a descrição completa da pesquisa, os procedimentos que serão realizados, os critérios de inclusão e exclusão, os objetivos, a doença a ser estudada.

A regulamentação da pesquisa clínica

A primeira regulamentação surgiu em 1947, com o Código de Nuremberg, que estabelece os primeiros parâmetros para o desenvolvimento de estudos envolvendo seres humanos, seguida pela Declaração de Helsinque de 1964, elaborada pela Associação Médica Mundial, que estabeleceu os princípios éticos para a realização das pesquisas.

Além dessas regulamentações, toda a equipe envolvida na condução segue também um manual denominado “Boas Práticas Clínicas (BPC ou GCP/ICH)” que são padrões internacionais de qualidade ética e científica para o planejamento, condução, registro e relatório de pesquisas que envolvam a participação de seres humanos.  Aderir a estes padrões é uma garantia pública de que os direitos, a segurança e o bem estar dos voluntários da pesquisa estão protegidos, de forma consistente com os princípios que tiveram origem na Declaração de Helsinque, garantindo que os dados das pesquisas clínicas sejam confiáveis.

No Brasil, o principal documento é a Resolução 196 de 10 de outubro de 1996 do Conselho Nacional de Saúde. Antes de sua execução, a pesquisa precisa de análise e aprovação de Comitês de Éticas (CEPs) locais, por sua vez subordinados à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

As fases da Pesquisa Clínica  - Devemos antes lembrar que, para se estudar clinicamente um medicamento, ele já deverá ter sido aprovado em testes pré-clínicos, ou seja, aspectos de segurança são avaliados em animais de experimentação antes da aplicação desse medicamento em seres humanos. Quando esse medicamento está pronto para ser testado no ser humano, as fases de investigação clínica iniciam-se e seguem uma após a outra, até que o maior volume possível de informações sobre o medicamento seja obtido.

Considerando os aspectos mais importantes e seus principais objetivos, cada fase de uma pesquisa clínica está resumida abaixo (fonte:SBPPC.org.br)

Fase I
Um estudo de fase I testa o medicamento pela primeira vez. O objetivo principal é avaliar a segurança do produto investigado. Nesta fase a medicação é testada em pequenos grupos (10 – 30 pessoas), geralmente, de voluntários sadios. Podemos ter exceções se estivermos avaliando medicamentos para câncer ou portadores de HIV-aids. Se tudo ocorrer de acordo com o esperado, ou seja, se o produto se mostrar seguro, podemos passar para a Fase II.

Fase II
O número de pacientes que participam desta fase é maior (70 - 100). Aqui, o objetivo é avaliar a eficácia da medicação, isto é, se ela funciona para tratar determinada doença, e também obter informações mais detalhadas sobre a segurança (toxicidade). Somente se os resultados forem bons é que o medicamento será estudado sob forma de um estudo clínico fase III.

Fase III
Nesta fase, o novo tratamento é comparado com o tratamento padrão existente. O número de pacientes aumenta para 100 a 1.000. Geralmente, os estudos desta fase são randomizados, isto é, os pacientes são divididos em dois grupos: o grupo controle (recebe o tratamento padrão) e o grupo investigacional (recebe a nova medicação). A divisão entre os grupos é feita sob a forma de um sorteio. Assim, os pacientes que entram em estudos fase III têm chances iguais de cair em um ou outro grupo de estudo.

Algumas vezes, os estudos fase III são realizados para verificar se a combinação de dois medicamentos é melhor do que a utilização de um medicamento somente. Por exemplo, se a combinação do antibiótico X (novo) com o antibiótico Y (tratamento atual) é melhor do que o antibiótico Y somente para tratar uma determinada infecção.

Fase IV
Estes estudos são realizados para confirmar se os resultados obtidos na fase anterior (fase III) são aplicáveis em uma grande parte da população doente. Nesta fase, o medicamento já foi aprovado para ser comercializado. A vantagem dos estudos fase IV é que eles permitem acompanhar os efeitos dos medicamentos a longo prazo.

Após as três primeiras fases, a ANVISA avalia os resultados e, se eles forem satisfatórios, registra o medicamento, que pode então ser prescrito pelos profissionais de saúde (médicos e dentistas).

*Luciana Nóbrega -  paulistana, católica,  bióloga, coordenadora de estudos na área da saúde, esposa do Emerson, mãe da princesa Catarina. Gosta de cozinhar, viajar e passear com a família.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Mais brincadeiras para dentro de casa

Por Carol Balan*

Continuando as sugestões de brincadeiras para a época das férias, separei algumas brincadeiras mais simples, que não demandam tanta estrutura, mas que divertem as crianças por algum tempo.

Olhos vendados: só precisa de uma venda para os olhos e objetos que a criança vendada, terá que adivinhar o que são. Pode ser feita com uma ou várias crianças, que revezarão a vez de adivinhar. É uma brincadeira muito simples, mas muito rica, pois ajuda a criança a perceber a textura, tamanho e forma dos materiais que tem em mãos, além de ativar a memória para visualizar o objeto utilizando apenas o tato para perceber o que é.

Variante - se não quiser usar uma venda é só colocar o objeto dentro de um saco escuro e a criança manuseia o objeto lá dentro.

Rio de lava: não tenho fotos dessa brincadeira, mas ela também é bem simples de montar. A ideia é dizer que todo o piso da casa (ou do espaço que será utilizado) virou um rio de lava e que a partir de agora nós só podemos pisar nas pedras que estão pelo caminho. As pedras podem ser feitas com pedaços de tecido ou papel espalhados pelo chão. Como aqui é piso frio e carpete de madeira, pensei que esses materiais não seriam boa escolha, porque as crianças escorregariam ao pular de uma para outro, então marquei as “pedras” no chão com fita crepe. Essa brincadeira é muito bacana! Primeiro porque é uma gracinha vê-los pulando pela casa enquanto vão de um lugar para o outro (ainda que não seja a brincadeira do momento, é bem divertido ir pulando pelas pedras enquanto anda pela casa) e também porque é uma brincadeira que gera muito faz de conta: eles podem ser exploradores que iam para o vulcão e precisam fugir porque o vulcão entrou em erupção; depois podem estar na floresta e o rio de lava se transforma em rio de água com jacarés... enfim, mais uma vez, é só deixar que a imaginação deles vá trabalhando.

Tinta sem sujeira: Essa brincadeira é excelente para aquele momento em que você não terá tempo para ficar limpando bagunça de tinta. É só pegar um saco Ziploc, aqueles que tem fecho e evitam vazamento. Se você não tiver, é só pegar um saco plástico mais grosso, colocar a tinta dentro, dobrar a parte da abertura e passar fita para selar bem. Depois disso, é só pregar na mesa. A ideia é colocar cores de tintas que formem uma nova cor quando misturadas.

   











                          
Fotos tiradas de: http://hippiehousewife.blogspot.ca/2012/01/mess-free-finger-painting.html

Divirta-se com seus pimpolhos!!

Carol Balan*- pedagoga e doula, é católica, casada, mãe de 2 meninos e dona de casa em Araraquara /SP. Ama cozinhar, bordar, fazer crochê e tricô.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Mãe de Menina: Cortando os Cabelos

*Maite Tosta

Mãe de menino não precisa se preocupar muito com os cabelos… sempre é possível comprar uma daquelas máquinas e “passar a máquina 4 (quatro)” na cabeleira dos pimpolhos… já eu, abençoada com três princesas, preciso engordar o cofrinho para poder arcar com o embelezamento das crias.

Por enquanto, a Maria Carolina (3 meses) ainda não entra na dança… mas as irmãs, Maria Esther (4 anos) e Maria Isabel (2 anos) estavam precisando de um bom corte, e essa semana levamos as meninas ao salão para cuidar das madeixas.

Dizem que cortar dá força para os cabelos crescerem. Andei lendo sobre isso e descobri que isso é mito. O que ocorre é que, ao cortarmos os cabelos, nos livramos das pontas duplas e ressecadas, e isso dá uma aparência mais saudável e bonita ao cabelo.

A Maria Isabel nunca tinha cortado o cabelo antes, porque tínhamos mBel corteedo de como ela se comportaria. Por isso, escolhemos para esse primeiro corte um salão especializado para o público infantil, aqui no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca: CAMARIM KIDS. *

O salão tem uma decoração atraente para os pequenos com vídeos, brinquedos e videogames, além de  contar com profissionais que “têm a manha” para “domar as ferinhas”. Bel ficou super comportada! No final, ganhamos um “Certificado de primeiro cachinho”, com um cachinho dela de lembrança!

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Logo depois, foi a vez da Maria Esther cortar a cabeleira, deixando pelos ombros. Uma mocinha!

Talvez não consigamos manter o hábito de frequentar salões especializados, mas ressalto que, pelo menos para o primeiro corte, a experiência foi muito boa e creio ter tomado uma boa decisão. O profissional que nos atendeu (cujo nome eu infelizmente não lembro, que falha!) tem realmente um jeito todo especial com criança, e conseguiu acalmar as nossas nenecas o tempo suficiente para cortar rsrsrs…

Vejam as nenecas já embelezadas! No final toda a família satisfeita e muitas “curtidas” garantidas no Facebook !
cortecabelo

*Este é um post de livre escolha da autora, não havendo qualquer parceria do blog com o estabelecimento citado.
* Maite Tosta - bacharel em Letras e especialista em Direito Constitucional, é serventuária de Justiça, tutora de cursos à distância, casada e mãe de quatro filhos no Rio de Janeiro/RJ. Católica e Vascaína, gosta de escrever e de mídias sociais.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Como proteger o bebê nos dias frios!

Por Maya*


Algumas amigas de regiões mais quentes do país, me perguntaram como faço para vestir meu filho no inverno, que aqui no Sul é mais rigoroso. Vou passar para vocês algumas dicas que aprendi!

Durante o dia o ideal é fazer camadas, pois dentro dos lugares não é tão frio e aí você pode tirar um ou dois casacos! Eu uso de base (primeira camada) nos dias frios uma camiseta e um pijama de soft inteirinho (com pé), pra quando a jaqueta levantar não esfriar as costas.
Em cima do pijama, uma blusa de moletom ou lã e uma calça! Por cima de tudo, uma jaqueta - se for dessas acolchoadas, melhor! Sapato para meninas existem as botas forradinhas; para menino há menos opções - eu uso as botas de chuva ou tênis! Para sair na rua com o bebê no carrinho ou no bebê conforto tem os sacos térmicos que são maravilhosos! E capa de chuva para proteger do vento, chuva ou neve!

Para dormir quentinho os sacos de dormir são muito bons, tem os que parecem um edredom com zíper e outros de soft! Eu usei o todo fechadinho até uns 6 meses, e depois mudei para aquele que tem o espaço para os braços.



Quando eles começam a andar não param mais no saco de dormir, então mude para os pijamas de soft inteiro (com pé, eles adoram arrancar as meias e ai o pezinho fica gelado). Se estiver muito frio coloque uma blusa de lã por dentro, se não, coloque só uma camiseta e meia! Cobertor é complicado: meu filho, por exemplo, não para coberto nem por cinco minutos, então eu forro a cama com um cobertor de soft, por cima do lençol, deito ele em cima do cobertor, e aí cubro com o edredom.

Então, se precisarem enfrentar o frio, espero que as dicas sejam úteis!


*Maya - paulistana, mãe de um menino e com outro a caminho, engenheira, hoje mãe em tempo integral