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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Vista vinho... em francês!

Nossas mães - pelo menos a minha - davam nomes diferentes, a maioria em francês,  pois a França era a capital  da moda na época, para cores que continuam existindo, é claro. Havia o "maravilha", vermelho vibrante com nuance de cereja; o "grená", "cor vermelho castanha da granada" (Wikipédia); a cor magenta, mais popularmente chamada de fúchsia ou fúcsia, devido à planta com o mesmo nome," algo semelhante ao pink, ou rosa vívido; e outras denominações que não me ocorrem agora.

O "bordeaux", sobrevivente daqueles
tempos, tirou o seu nome do tipo  de vinho francês dos mais cultuados. Daí ser o nosso popular "vinho", ou bordô, menos usado, que está aquecendo o período outono/inverno mais uma vez. É o tipo de tonalidade que, na minha opinião, favorece morenas e louras, peles claras e mais bronzeadas, dependendo da nuance.

A cor aparece em vestidos, saias (de couro, lindas!, e do tipo ecológico, legal!), camisas, blusas, sandálias, sapatos, botas, bolsas, adereços. Não é preciso lembrar para não "carregar nas tintas", é claro.
                                          Maria Teresa Serman

Trecho entre aspas, consultoria e imagens do site www.olook.com.br

terça-feira, 14 de maio de 2013

Mudanças com a família

Uma coisa difícil para muitos, que, porém já se tornou comum para mim: trocar de casa. Durante meus trinta e nove anos de casada, já mudamos várias vezes de domicílio, e olhem que meu marido nem é militar, foram apenas circunstancias diferentes que nos levaram a mudar.

Já mudamos de um apartamento mínimo para uma casa grande;já saímos do casarão para uma cobertura; já fomos para um apartamento enorme; e já voltamos para uma casa enorme. Tudo foi bem próprio para cada necessidade da nossa vida. E agora devemos mudar de novo, para tornar mais prática nossas vidas,
com o “sumiço” das domésticas e todos os novos encargos que o governo está criando.

O problema na hora da mudança é o acúmulo de coisas que guardamos com o passar dos anos. Na minha penúltima mudança, fui obrigada a me desfazer das ”recordações” escolares dos meus filhos, como todos seus caderninhos de jardim, desenhos e presentinhos que fizeram até então. Eu tinha muito espaço sobrando, e, como sempre fui uma acumuladora de recordações, não me fazia de rogada. Mas, na nova residência não haveria espaço para essas coisas.

Mudar é uma boa ocasião para se desfazer das coisas inúteis que vamos guardando, para não sei quando usar. Roupas de vinte anos atrás; o liquidificador com defeito; aquele ferro elétrico que não esquenta direito; o computador antigo do qual pensamos poder aproveitar alguma peça; são tantas tralhas que guardamos que poderiam até ser úteis a outra pessoa...ou a ninguém!

Podemos aproveitar para praticar o desprendimento, ainda mais hoje, com as máquinas digitais e os computadores com muitos Giga bytes de memória, basta fotografarmos e guardar em arquivos ou salvarmos em pen-driver, para que fiquem pra posteridade.

Uma casa "limpa" é mais fácil de gerenciar e de cuidar. E mesmo com muitos filhos, com essas trocas de casa, todos sairemos ganhando, praticando a ordem e o desapego.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

“Era uma Senhora mais brilhante que o sol”!...

Nossa Senhora de Fátima difunde uma luz sobrenatural que arrebatou os pequenos pastores de forma irresistível, e ilumina o coração dos peregrinos que acorrem a esse lugar sagrado à procura de consolação.

 O que atrai para Fátima essas multidões de rosto crestado pelo sol das longas caminhadas? O que as leva a essas surpreendentes penitências, neste tempo tão avesso ao sacrifício?

O maravilhamento causado pelas aparições. Uma rápida recordação de alguns aspectos pouco ressaltados das aparições pode ser elucidativa.

Ao verem a Santíssima Virgem, a 13 de maio, a reação das três crianças, Lúcia, Francisco e Jacinta, apesar da diferença de temperamentos, teve um ponto em comum. Todas ficaram maravilhadas, quase se diria fascinadas, com a visão celestial. Durante o resto do dia não falavam de outro assunto, encantadas com o que tinham visto e ouvido.

Mas, quando o sol declinou no horizonte, anunciando a hora de reunir o rebanho e voltar para casa, retornando à realidade do dia-a-dia, cada um reagiu a seu modo. Francisco, mais pensativo, nada dizia. Lúcia, um pouco mais velha que seus primos, já cogitava na reação de seus familiares e vizinhos e achou mais prudente guardar segredo de tudo. Porém, Jacinta, mais expansiva, não conseguia conter dentro de si a alegria sobrenatural que a inundava e não parava de exclamar: “Ai, que Senhora tão linda! Ai, que Senhora tão bonita!”

Um segredo impossível de guardar. Enquanto caminhavam,
Lúcia procurava convencê-la a manter tudo em segredo: — Estou mesmo a ver que ainda vais dizer a alguém…

 — Não digo, não.
— Nem sequer à tua mãe.
— Não vou contar nada, prometo.

Quando chegaram à casa, os pais ainda não tinham regressado da feira, numa localidade próxima. Jacinta ficou junto ao portão, à espera, e assim que viu a mãe, correu a abraçá-la para contar-lhe o grande acontecimento: — Ó mãe, vi hoje, na Cova da Iria, Nossa Senhora! Dª Olímpia não acreditou, por mais que a menina o reafirmasse com veemência e fizesse a descrição minuciosa e maravilhada do ocorrido.

Mais tarde, estando toda a família sentada à lareira para o jantar, Dª Olímpia, cuja incredulidade já vacilava ante a firme insistência da filha, perguntou-lhe: — Ó Jacinta, conta lá como foi isso de Nossa Senhora na Cova da Iria. “Uma Senhora mais brilhante que o sol”.

E a inocente pastorinha tentou traduzir em palavras aquilo que transbordava do seu coração: “Era uma Senhora tão linda, tão bonita!… Tinha um vestido branco, e um cordão de oiro ao pescoço até ao peito… A cabeça estava coberta por um manto branco, também, muito branco, não sei, mas mais branco que o leite… e tapava-a até aos pés… Era todo bordado de oiro… Ai que bonito!… Tinha as mãos juntas, assim — e a pequena levantava-se do banquinho, juntava as mãos à altura do peito a imitar a visão.

“Entre os dedos tinha as contas. Ai que lindo tercinho que Ela tinha… todo de ouro, brilhante, como as estrelas da noite, e um crucifixo que luzia… que luzia… Ai que linda Senhora! Falou muito com a Lúcia, mas nunca falou comigo, nem com o Francisco…

Eu ouvia tudo o que elas diziam… Ó mãe, é preciso rezar o terço todos os dias… A Senhora disse isso à Lúcia.

E disse também que nos levava todos três para o Céu, a Lúcia, o Francisco e mais eu… (…) Quando Ela entrou pelo Céu dentro, parece que as portas se fecharam com tanta pressa que até os pés iam ficando de fora entalados… - José Antonio Dominguez

                                                    Maria Teresa Serman

domingo, 12 de maio de 2013

Dia das mães de 2013

Todos os anos, já faz algum tempo, comemoro o dia das mães quando todos os filhos podem estar presentes. Como são muitos, nove, nem sempre a data coincide com a disponibilidade de cada um.

Conforme os filhos vão crescendo e tendo muitas atividades fora de casa, as datas comemorativas vão mudando o seu dia, sem deixarmos de comemorar.
Assim sendo, temos muitas comemorações em dias diferentes, do dia das mães, pais, aniversários, e todos ficamos felizes do mesmo modo, sem ressentimentos porque este ou aquele não pode estar presente.

Este ano o dia das mães terá presentes e ausentes fisicamente, pois temos uma em Orlando, que não poderá vir, mas o restante estará aqui comemorando não só o dia das mães, como o aniversário do que mora em São Paulo, que virá este ano.

O importante é sentirmos a alegria de família que, mesmo com membros dispersos, tem tanto carinho uns pelos outros. E cada um vibra pelas conquistas do outro,
sofre pelo irmão ou irmã doente, ou se alegra por estar bem.

Neste dia das mães estarão oito filhos e marido, presentes e com certeza uma pelo Skype! E viva a internet e toda a atual tecnologia!

Desejamos a todas as mães que sempre nos visitam,e as que vierem a nos visitar, um FELIZ DIA DAS MÃES, e que este dia seja apenas um prolongamento de todo o carinho que nossos filhos nos dão diariamente.

sábado, 11 de maio de 2013

Sobremesa para dia das mães - Torta de Banana Frita

Esta é uma sugestão de sobremesa para o dia das Mães, para filhas e mães devotadas, que preferem almoçar em casa no dia, mas são espertas o suficiente para preparar na véspera, ou até antes, o cardápio.

Copiei do blog Aromas e Sabores, www.aromasesabores.com.br, da Andréa, que é uma chef competentíssima, jovem bela e simpática, com quem fiz o curso Mesa de frios, muito bom e proveitoso. Recebo mensalmente suas receitas, mas esta é uma das antigas. Quem quiser uma versão mais leve em calorias, pode usar doce de banana, em vez da banana frita, e colocar Tal e Qual ou Linea Forno e Fogão no lugar do açúcar.

Ingredientes
  • 8 bananas pratas (ou outra que frite bem) cortadas em fatias e fritas (comentário da autora do texto: eu prefiro a banana d'água, acho mais saborosa, mas é preciso cortar fatias mais grossas, pois, como o nome diz, dá mais suco)
  • Canela a gosto
  • 1 receita de creme para pavê (vamos dar a receita do creme logo)
  • 2 claras
  • 4 colheres de sopa de açúcar
Modo de preparo
  • Faça o suspiro: bata as claras em neve e junte o açúcar.
  • Coloque as bananas fritas no fundo de um refratário e polvilhe com canela a gosto.
  • Cubra com o creme e depois com o suspiro.
  • Leve ao forno médio até o suspiro dourar. Deixe esfriar, leve à geladeira e sirva frio.
Substituições: Quem preferir pode utilizar doce de banana no lugar da banana frita. 

                            Maria Teresa Serman

sexta-feira, 10 de maio de 2013

EmContando – 33 - A Viagem da Alma

A Importância dos Contos de  Fadas  -  A Viagem da Alma

Eduardo A. Azcuy termina o prefácio do livro de Noemi Paz “
Mitos e Ritos de Iniciação nos Contos de Fadas”, com as seguintes palavras:

“Diante de uma situação de crise, encoberta por estímulos triviais que não fazem mais que aprofundar o vazio existencial, o trabalho de Noemi Paz convida a olhar com  respeito as tradições e a redescobrir nelas os esquecidos signos  de nossa capacidade de transformação interior”.

Resumi o capítulo final do livro de Noemi Paz com cuidado e atenção de modo a não alterar a essência de suas palavras. A autora termina o seu trabalho com a seguinte conclusão:

O herói do conto de fadas é a alma que busca o sentido da vida. Tudo lhe parece ilusório e então ela se embrenha no “bosque”, só e desprotegida, onde passa um período de solidão e tristeza, mas ousa e se atreve a seguir adiante (até a “montanha”). O sentido existencial que procura é representado pelo castelo, o tesouro, a água milagrosa. À medida que busca, pacientemente, começam a aparecer pequenos  indícios e respostas – os auxiliares mágicos que lhe permitem superar as provas ( luta contra as paixões inferiores). Os apegos, as emoções, os instintos e as fixações são os grandes obstáculos da viagem heroica.  Todo o propósito de depender das próprias forças em lugar de se remeter ao  Princípio Criador, redunda em fracasso. Essa tarefa consciente leva o herói (a alma) a conquistar o tesouro, a revelação da Vida.

 Assim, a viagem heroica que aparece em todas as tradições chega um dia a seu radiante fim: a tarefa foi cumprida, o antagonista eliminado e o herói adquire nova aparência (metamorfose) , consuma o casamento e obtém o reino.

Noemi  Paz ainda acrescenta em sua conclusão: Este final feliz é o final feliz da alma definida por São João, no Apocalipse: “Quem tem ouvidos ouça o que diz o  Espírito às Igrejas: ao vencedor darei do maná escondido e lhe darei também uma pedrinha branca, uma pedrinha na  qual está escrito um novo nome novo que ninguém conhece, exceto aquele que o recebe”.

Essa percepção de Noemi Paz é uma compreensão do valor dos contos de fadas na tragetória existencial de uma adulto. Pelo que podemos observar, esses contos tradicionais são, de fato, um tesouro para todas as idades. Não deixemos seus personagens amordaçados em nossas estantes. Ouçamos o que têm para nos dizer.

“Mitos e Ritos de Iniciação nos Contos de Fadas” foi editado em 1992 pela Editora  Pensamento – Cultrix . 

Queridas Amigas Mamães,

O texto de hoje encerra o assunto “Narrativas Maravilhosas” .  Desde que comecei a escrever sobre este tema, foi com vocês no meu pensamento e no meu coração. Mamães contam histórias para suas crianças, e, então, pensei que talvez vocês  ficassem contentes em ler  um pouco mais sobre esse assunto que tanto me encanta. É bem verdade que o texto de hoje tem seu  foco   nos adultos, mas anteriormente refletimos  sobre a importância das histórias na educação e na  formação dos pequenos.

 Caso vocês não tenham lido aqueles textos,  vocês podem  procurá-los no blog  como EmContando 29, 30, 31 e 32.  Junto com o 33 formam um “pacote”, isto é, um carinhoso presente para todas vocês. 
É meu presente para o seu dia, Mãe! Aprendi nas  oficinas de que participei, que oferecer uma história é dar um presente. É  um laço de fita  unindo a pessoa que conta com a que recebe a história.
Desejo a todas vocês um Domingo abençoado, sereno e muito alegre. Beijos para todas.

                                    Agnes. G. Milley
                                                  

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mais uma sugestão para fazer para as Mães

Simples e fácil, e pode acompanhar um arroz branco, uma farofinha feita em casa  e as cebolinhas carameladas!

Pernil na panela de pressão
 2 e 1/2 kg de ou outro corte de porco (o pedaço deve caber em sua panela de pressão)
4 dentes de alho amassados
Suco de um limão
Um ramo pequeno de alecrim
Pimenta, noz-moscada e sal a gosto
1 colher de sopa de mostarda L'Ancienne

Modo de preparo
Tempere o pernil de véspera, com limão, alho, noz-moscada, pimenta do reino (temperei com um mix de pimentas do reino pretas e brancas e pimenta rosa), e o alecrim picado.
Doure bem a carne na panela - gosto de caramelizar um pouco de açúcar e colocar a peça, fica com uma cor linda. Coloque a mostarda e encha a metade da panela, fechando-a em seguida.
Tampe, deixe criar pressão e conte uma hora. Se não for suficiente, deixe mais, virando a carne para a parte de cima ficar dentro do molho. O molho deve ficar espesso, no final do cozimento.
Sirva também com feijão bem temperado, com suas carnes preferidas, como uma feijoadinha, farofa de couve e arroz branco. É uma delícia de refeição, bem brasileira!

Cebolinhas carameladas

Ingredientes
  • 1 kg de cebolinhas (aqui no Rio são vendidas como cebolas pirulito)
  • 1 colher de sopa cheia de açúcar
  • 1/2 colher de chá rasa de sal
  • 50 g de manteiga
  • Água o quanto baste

Modo de preparo
  • Descasque as cebolas deixando a parte traseira inteira para que elas não se abram, apare com uma faca. Veja a foto acima.
  • Leve as cebolinha a uma panela em uma só camada. Coloque água na panela indo até a metade das cebolas.
  • Junte a manteiga, o sal e o açúcar.
  • Cozinhe em panela tampada por 5 minutos. Destampe a panela e continue cozinhando até que a água seque e eles caramelizem a gosto.
  • Sirva quente.
Leia mais aqui: http://www.aromasesabores.com/2012/12/cebolinhas-caramelizadas.html#ixzz2RgdtAF3U
                                            Maria Teresa Serman

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mães guerreiras

Atualmente, e também desde que mundo é mundo, muitas mães carregam sozinhas os cuidados com os filhos, por morte, separação ou abandono, e, mesmo assim, muitas conseguiram transformar seus filhos em homens e mulheres de bem. Coisa que a história não nos conta muito sobre o contrário: pais cuidando de filhos sozinhos.

A realidade de mães solteiras é muito grande, mulheres que tiveram seus filhos e o pai nem soube da sua existência. Minha auxiliar é um exemplo vivo disso, o pai da filha dela nem quis ver ou registrar, ela precisou criá-la só com a ajuda da mãe dela, e, só agora, aos 47 anos é que está voltando a ter vida própria, e até namorando.

Não é soberba nos acharmos muitas vezes melhores, é uma visão de milhares de lares em que a mãe luta muito para dar formação, educação e pão a seus filhos, e consegue, com a graça de Deus. Posso dar muitos exemplos de gente conhecida. Pelo menos na minha família aconteceram alguns casos.

A mãe da minha avó materna morreu quando ela nasceu. Sendo a segunda filha do casal, o pai dela escondeu minha avó, e casou em seguida com outra mulher, e só a mostrou depois de casado. Essa segunda mulher também morreu de parto e ele voltou a casar com uma terceira esposa. Tiveram mais três filhos e ele morreu ainda jovem , deixando a viúva com seis filhos, a metade "herdada", e pobre. Pois essa mulher criou e educou muito bem seus filhos, sozinha, nunca mais se casou e conseguiu dar instrução e fazer tudo o que ele jamais conseguiria fazer sozinho. Ela lavava roupas para fora, para poder criá-los e ainda era muito carinhosa, o que minha avó, sua filha, sempre relembrava. Devia ser mesmo, porque a vovó era um doce de pessoa.

Não quero diminuir a pessoa do pai, mas cada um tem seu lugar no espaço e no tempo de seus filhos, e dependendo do que fazemos, tanto um quanto o outro pode provocar inúmeros danos aos filhos. E é claro que pode ser mais fácil quando ambos estão juntos na jornada.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Doce de casca de Laranja - aproveitando as sobras

Um dos meus filhos está se tornando muito bom na cozinha, como hobby. E está fazendo coisas bem saborosas. Hoje trouxe para nós um pouco do doce de laranja que fez, e nos deliciamos, comendo-o com queijo de minas.

Então, segue a receita, muito fácil e rápida de fazer.

Ingredientes:

  • 6 laranjas-pera -  a casca quando mais verde, melhor
  • 350 g de açúcar
  • 4 copos de água
  • Suco de 2 laranjas

Cortam-se as laranjas em quatro, como na foto, e depois separam-se as cascas. Estas devem ser cortadas em tirinhas finas.

Leve, então as tiras a uma panela com água e deixe ferver. Escorra e ferva de novo por cinco vezes.

Depois desse processo, adiciona-se o açúcar e os copos de água, além do suco de duas laranjas. Vai formar espuma na hora que ferver a calda. Tire a  espuma com uma colher, sem desperdiçar a calda, e, conforme for engrossando, vá mexendo até se tornar uma calda encorpada.

Deixe esfriar e sirva gelado, com queijo de minas ou creme de leite.

Uma ótima sobremesa para o dia das mães.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dia das Mães

Lá vem de novo o dia das Mães: ternura, presentes de última hora, "goiabas" (como apelidei, não sei por quê, coisas bonitas mas inúteis,) ou sabonetes líquidos e hidratantes corporais, paciência pra esperar na fila do restaurante e mau humor no fim; enfim, uma overdose de confusão!

Sabemos que o dia dos Pais foi inventado por um comerciante norte-americano espertíssimo para vender gravatas. Palmas pra ele; e o dia das Mães, é pra vender sabonete? Não que eu ganhe sabonete - não precisam me dar, sou adepta e fuço os lançamentos -, ou, como já deixei claro, desaprove o produto, mas é difícil dar presente para a mãe, não é? Não sabem do que ela precisa, pelo simples motivo de não procurarem saber, alguns, não todos os filhos.

Estou sendo pessimista, e a esta hora já deve ter muita
gente horrorizada com minha visão fria e cínica da data, mas pensem bem. Cansei de ver criança chorando, nas festas de escola em homenagem ao dia, porque não tinham mãe, e esse "tinham" abarca muita coisa, ou porque as mães, obrigadas a trabalhar naquela hora, não estavam presentes. Isso marca bastante, acreditem.

Tá bom, vão retrucar com a estória de que, se não houvesse esse dia, ninguém se lembraria ou reservaria um dia para dar atenção a essas criaturas, as mães. Bom, filhos que precisam de um dia marcado pelo comércio para estarem com suas mães não deveriam ser chamados de filhos, mas de crias, sinto muito.

Todo dia é dia, e pode ser o último, de ambos os lados, para demonstrarmos nosso amor e a importância do outro, seja mãe, pai, marido, esposa, filhos, amigos, todos. Mas, como não adianta lutar contra a tradição, vamos, pelo menos, caprichar, não só no presente  - esqueçam os sabonetes e objetos "do lar" -, mais do que tudo no carinho, atenção, comunicação e cuidados com nossas mães. Nós merecemos, as mães, é claro!

                                                 Maria Teresa Serman

domingo, 5 de maio de 2013

Para pensar: filme dinamarquês - "A CAÇA",


  É um filme dinamarquês, chamado "A CAÇA", considerado um dos melhores filmes do ano.

  O filme é muito bom de verdade. Dá uma sensacional lição sobre como não podemos e nem devemos acusar alguém de algo, se não tivermos as provas concretas, cabais, evitando a injustiça, e sem ouvir até o fim a defesa do outro lado da estória.

 O professor Lucas (Mads Mikkelsen) trabalha numa escola de crianças bem pequenas, e é injustamente acusado por uma delas de ter tido brincadeiras íntimas. Ele se vê no ostracismo mais profundo que se pode imaginar, entre seus melhores amigos. A diretora, ciente da acusação, parecia inclinada a ouvir os dois lados da questão, mas, no final, ela própria ligou o estopim para detonar o professor, ao se precipitar transmitindo a quem devia, e não devia, essa informação do que aparentemente  acontecera dentro da escola com as crianças.

Tanto adolescentes acima de 16 anos quanto adultos podem assistir à mensagem tão importante desse filme, que pode ajudar os que sofrem, ou já sofreram, dos dois lados dessa delicada e dolorosa questão, a se proteger.

Jagten, Dinamarca, 2012. Censura "oficial" 14 anos.
                                                                     Patricia Carol

sábado, 4 de maio de 2013

Degustação em casa

O abrasador verão que tivemos deu uma deliciosa refrescada, principalmente à noite. Então, aí vai a ideia: por que não reunir os amigos para uma degustação informal, não de “enochatos”, só para aproveitar a companhia e compartilhar nossos leigos conhecimentos sobre vinho? Se vocês, leitores(as) do blog, não se incluem entre os "nossos", também não vale a pena bancarem os sabichões, a menos que estejam entre seus pares.

Para acompanhar, frios, queijos, quiches (vamos dar uma receita nova de massa), frutas, bastante água ao alcance dos amantes da bebida que Cristo consagrou, quer melhor referência? Pesquise quais os queijos e frios adequados a cada vinho, estes não precisam ser muito variados, podem ser só três, ou quatro de cada tipo, duas garrafas pelo menos, dependendo do número de convidados.

As opções são
Cabernet, Carmenère, Pinot Noir, Pinot Grigio, Tempranillo, Tannat, Malbec, Syrac, Touriga, combinações de alguns, que são ótimas. Agora tem um tipo novo de que gosto muito, a Petit  Verdot, da família Bordeaux. Essa uva só serve para misturas, pois sozinha resulta em vinhos muito ácidos, ou tanínicos, como classificam os sommeliers. Experimentem, é muito boa! Assim como os novos vinhos do Alentejo e do Douro, ótimos em qualidade e preço!

A palavra degustação assusta, logo se pensa em gastar muito, mas não! O mundo não é especificamente dos espertos, mas dos espertos que pesquisam. Há excelentes vinhos por preços mais do que acessíveis. Não estou ganhando nada por recomendar, só o faço por experiência própria, mas vivo catando vinho barato - êpa, ficou esquisito, parece que bebo de cair! Quero dizer, só compro depois de procurar, e sempre encontro, variando a ocasião, na Cadeg, no Lidador, e nos supermercados Prix e Mundial.

Esqueci os pães, não podem faltar! Fazem um papel importante, do mesmo modo que o telefone de um táxi, de preferência um conhecido, que leve dois casais de cada vez. 

E, se quiserem fazer uma degustação a dois, só experimentem dois tipos, uma garrafa de cada. Isso, se a intenção é dormir, não namorar!

                           Maria Teresa Serman

sexta-feira, 3 de maio de 2013

EmContando – 32 - A Criança e o Sentido da Vida

Muito mais que o adulto, a criança vive o presente, e por isso mesmo ela deve receber das histórias que ouve, além de entretenimento e enriquecimento intelectual, aquilo que é importante e significativo para  o estágio de desenvolvimento em que se encontra.  A história deve também ajudar a tornar claras  suas emoções e sugerir soluções para os problemas que a perturbam.

Através dos contos de fadas folclórico a criança pode aprender mais sobre  os problemas interiores dos seres humanos, do que com qualquer outro tipo de história. Os contos de fadas ajudam a criança a fortalecer seus recursos interiores para enfrentar as situações
a que é exposta na sociedade em que vive.

Prosseguindo com o pensamento de Bruno Bettelheim  usamos suas próprias palavras: “Exatamente porque a vida é frequentemente desconcertante  para a criança, ela precisa ainda mais ter a  possibilidade de se entender neste mundo complexo com o qual deve aprender a lidar. Para ser bem sucedida neste aspecto, a criança deve receber ajuda para que  possa dar algum sentido coerente ao seu turbilhão de sentimentos. Necessita de ideias sobre a forma de  colocar ordem na sua casa interior, e com base nisso, ser capaz de criar ordem na sua vida. Necessita – isto  mal requer ênfase neste momento de nossa história – de  uma educação moral que de modo sutil e implícito conduza-a às vantagens do comportamento moral, não através de conceitos éticos abstratos, mas daquilo que lhe parece  tangivelmente correto, e portanto, significativo.

A criança encontra este tipo de significado nos contos de fada.
Como muitas outras modernas percepções psicológicas, esta foi antecipada há muito tempo pelos poetas. O poeta alemão Schiller escreveu: “ Há  mais significado profundo nos contos de fadas que me contaram na infância do que na verdade que a vida  ensina” (The Piccolomni III, 4).

...Esta é exatamente  a mensagem que os contos de fadas transmitem à criança de forma múltipla: que uma luta contra  dificuldades graves na vida é inevitável, é parte intrínseca da existência humana – mas se a pessoa não se intimida, mas se defronta de modo firme com as opressões inesperadas e muitas vezes injustas, ela dominará todos os  obstáculos e, ao fim, emergirá vitoriosa.

As histórias modernas escritas para crianças pequenas evitam  estes problemas existenciais, embora eles sejam questões cruciais para todos nós. A criança necessita muito particularmente que lhe sejam dadas sugestões em forma simbólica sobre a forma como ela pode lidar com estas questões e crescer a salvo para a maturidade. As histórias “fora de perigo” não mencionam nem a morte, nem o envelhecimento, os limites de nossa existência, nem o desejo pela vida eterna. O Conto de Fadas, em
contraste, confronta a criança honestamente com os predicamentos humanos básicos”.

Bruno Bettelheim defende, com estas e com muitas outras palavras, sua postura com relação à necessidade de se contar   histórias de fadas para as crianças pequenas. Para saber mais consultem sua obra mais conhecida: A Psicanálise dos Contos de Fadas. Rio de Janeiro, Ed. Paz e Terra S/A, 1980. O estudo de Bruno Bettelheim é bastante antigo, mas, sem dúvida, sempre atual.

Bruno Bettelheim nasceu na Áustria em 1903. Graduou-se na Universidade de Viena. Foi professor de Educação, de Psicologia e de Psiquiatria na Universidade de Chicago e autor de vários livros consagrados.

                                                                Agnes G. Milley

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Mães de primeira viagem

Temos o costume de dar esse nome às mães quando esperam e/ou têm seus primeiros filhos. Normalmente, o primogênito é cercado de muito mais cuidados, justamente pela falta de conhecimentos e prática nossa com crianças.

A jovem mãe costuma ter muitos medos e ansiedades pela chegada do seu primeiro filho, nunca foi devidamente preparada para essa ocasião; formou-se em muitas coisas, fez muitos cursos profissionais, mas nunca pensou que criar um filho seria algo bem diferente do que já viveu até o momento, e que precisaria de "instruções de uso".

Afinal, as mulheres sempre tiveram filhos, desde que o mundo é mundo! Mas, não é bem assim, as coisas mudam a cada ano que passa, e o mundo evolui rapidamente, fazendo com que precisemos, sim, de maiores conhecimentos para cuidar, educar e
dar amor adequado aos filhos.

Lembro-me bem de quando tive meu primeiro filho e do quanto sofri com seus choros durante dias e noites, no seu primeiro ano de vida. Tudo era novidade, e, por mais que eu tivesse um belo Livro do Bebê, do Dr Rinaldo De Lamare, a bíblia das mãe de minha geração, isso não era suficiente na hora de acalmar o bebê no seu choro sem fim. Com o passar dos anos, e com a chegada dos outros filhos, o choro passou a ser uma bela canção de ninar para meus ouvidos, acostumados a tanto! Confesso que não cheguei a ficar insensível aos choros das crianças, mas já não me abalava tanto e nem saía correndo mais, como fazia antes.

Não há experiência de ninguém que faça com que tenhamos nosso primeiro rebento tranquilas e seguras, isentas de temores ao choro sem intérprete. Quando passamos por uma situação nova, em que existe um ser humano mínimo envolvido, tudo cria uma expectativa inusitada. Vamos sempre nos questionar com inúmeras perguntas: o que ele tem? Sofre? Tem fome? É calor? É frio? ...

Acontece que saímos fazendo coisas para acalmar nosso primogênito sem a menor noção, por impulso, com sofreguidão para que se acalme e se sinta bem.  E com isso, muitas vezes a criança sofre com a nossa falta de conhecimentos e de tato. Aprendemos a ser mãe, sendo mães. O filho que chega primeiro é a aula prática, teórica, é o teste e a nota final. Sobreviverá graças a Deus que nos dá graças para criá-lo e alimentá-lo, é a maior prova de fogo da nossa vida. Quem nunca viveu ou passou por isso não sabe o que é dureza.

Não quero desanimar futura mãe alguma, quero dizer que é natural passarmos por tudo isso, e é preciso treinar a paciência e a perseverança  para nos tornarmos verdadeiras mães, carinhosas e cuidadosas com nossos filhos.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1 de maio - Dia do Trabalhador

O Dia do Trabalhador ou Dia Internacional dos Trabalhadores é celebrado anualmente no dia 1º de Maio em numerosos países do mundo, sendo feriado no Brasil, em Portugal e em outros países.

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago, nos Estados Unidos. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais, o conflito matou sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas.

Três anos mais tarde, no dia 20 de Junho de 1889, a Segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920, a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.

Apesar de até hoje os norte americanos se negarem a
reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores conseguiu que o Congresso aprovasse a redução da jornada de trabalho de 16 para 8 horas diárias.

No Brasil o dia do Trabalhador começou com o início da Era Vargas (1930-1945) - existiam certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris e eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares.

Adaptado da Wikipédia.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Cortesia na escola, emprego e comércio

Nesses ambientes, precisamos ter muito cuidado com a cortesia. Ela  já deve ser ensinada, treinada e praticada em casa, para que se torne  mais fácil praticá-la exteriormente.

1 - Ao entrar e sair de uma aula, do trabalho, ou de qualquer ambiente social, cumprimentar quem está presente. Isso serve para todos os níveis, desde a gentil moça que serve café até o chefão máximo. Todos rendem mais quando são tratados como pessoas importantes, e são realmente.

2 - Atenção às aulas:– demonstrar interesse, e só fazer perguntas condizentes ao assunto que está sendo esplainado. Apresentar bem os trabalhos escolares; para no futuro, no trabalho, não sofrer a vergonha de ouvir do chefe sobre o estado do nosso trabalho, a higiene e a apresentação.

3 - Ensinar a não riscar paredes, carteiras, tudo que for de uso público.
Tratar bem os colegas, como gostamos de ser tratados. E respeitar o professor, ele não é seu coleguinha, nem seu pai. Não se deve descarregar nele frustrações domésticas.

4 - Cuidar do silêncio, tanto na aula como no trabalho. Manter o bom trato, evitar piadas de mau gosto. Lembrar que uma piada deve agradar a quem faz e a quem ouve.

5 - Importar-se com a pontualidade, com a coerência de atitudes e opiniões, com a temperança no trato geral. Quem trabalha no comércio, precisa saber lidar com o público, ser solícito, sem ser chato; oferecer ajuda; mostrar caras simpáticas, sorridentes; ter paciência, principalmente se o cliente experimentar muitas peças e não levar nada.

6 - O cliente também deve obedecer às regras de cortesia: não ser grosseiro com o vendedor, não ficar horas numa loja, fazendo o outro perder tempo, se não vamos comprar nada. Agradecer e também  ter caras alegres.

Essas atitudes vão educando os nossos filhos, e é um treinamento para o futuro de cada um. Conseguir se dominar para não se deixar levar pela irritabilidade vai nos preparar para evitarmos a cometer vários atos descorteses.

Vamos ser naturais, sem grandes afetações, para não irmos de um extremo ao outro: Nem parecer hipócritas e bajuladores, nem sermos grosseiros e desagradáveis, deixando-nos levar pelo sentimento do momento.

Melhorar no trato, na simpatia e nos bons modos tornarão nossos filhos pessoas mais sensíveis em relação aos outros, percebendo, suas necessidades.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Coleta de lixo – um sonho para o Brasil

Em várias cidades europeias, já existe uma coleta de lixo inteligente. Só vendo o pequeno filme abaixo, para entender melhor o novo sistema.

Uma solução para as cidades grandes, onde os caminhões de coleta atrapalham o trânsito a qualquer hora do dia e da noite, e deixam por muitas horas os lixos acumulados nas calçadas, servindo para os cachorros de ruas rasgarem e espalharem tudo.

Com esse sistema inovador, acabaram-se as latas de lixo, os lixos nas calçadas e os caminhões barulhentos nas ruas. Tudo segue seu curso através de tubos e coletores instalados em vários pontos das cidades. O material é triturado e prensado em mini usinas, e depois enviados a uma central, onde será reciclados ou descartados, conforme sua especificação.



Confira mais sobre a iniciativa na matéria de Marcos Losekann, veiculada no Jornal Nacional.

                                                   Sugestão de Patricia Carol

domingo, 28 de abril de 2013

Filmes que estão passando - O LADO BOM DA VIDA - O QUARTETO

O LADO BOM DA VIDA
Comédia dramática, de 2012,  com 122 minutos.
Indicação: 14 anos
Conquistou OSCAR de melhor atriz para Jennifer Lawrence

Na trama, o Prof. Pat (Bradley Cooper) sai de um hospital psiquiátrico após internação de 8 meses. O encontro casual com Tiffany (Jennifer) alterará sua rotina de obsessões. Ela ficou viúva e caiu na boca do povo por sua promiscuidade. A primeira metade do filme mostra-se bem afiada, pelo registro psicológico de duas pessoas problemáticas, sem travas na língua, mas logo o drama e o humor negro dão lugar ao romantismo.

Não recomendamos para menores de 16 anos, apesar da censura ser para 14anos. O filme
é bastante pesado.

O QUARTETO
 “O QUARTETO”
Comédia dramática, com Dustin Hoffman na direção.
Inglaterra, 2012, 98 minutos
 Indicação: 12 anos

É uma estória que envolve músicos e cantores líricos, estrelada por um time de grandes atores. A ação se desenrola em uma casa para músicos aposentados na Inglaterra. O local corre risco de fechar por falta de financiamento; então, os moradores decidem preparar um espetáculo em homenagem a Giuseppe Verdi. Amigos de palco no passado, Reggie (Tom Courtney), Wilf (Billy Connolly) e Cissy (Pauline Collins) topam recriar o quarteto da ópera  Rigoletto.

O mais difícil seria convencer Jean (Maggie Smith) a participar junto. Diva de outrora, essa prima-dona, antes irredutível, muito a contragosto volta a cantar.

Pela grande sensibilidade no tratamento da fragilidade física e emocional na idade avançada dos participantes, vê-se o talento promissor de Hoffman como diretor.

                                       Patricia Carol

sábado, 27 de abril de 2013

The Green Leaves Of Summer

The Brothers Four

Wo... wo...
A time to be reaping (Um tempo para colher)
A time to be sowing  (Um tempo para semear)
The green leaves of summer
Are calling me home " (…)
A time just for planting   (Um tempo só para plantar)
A time just for ploughing (Um tempo só para arar)
A time to be courting
A girl of your own "


Essa é uma música antiga (mais antiga do que eu, mas eu ouvi, gostei e gravei na minha memória afetiva musical. Hoje ela voltou nas palavras de um texto, palavras diferentes da letra, mas o cérebro humano faz associações inusitadas, ainda bem.

E fiquei pensando na nossa pressa em viver, em desfrutar de tudo rapidamente, em ter nossos problemas e dores solucionados no tempo digital. Contudo, há um tempo para cada coisa, como diz a música. Faltou dizer que há um tempo para fertilizar a terra – com paciência, amor, detalhes de carinho, e para regá-la também, muitas vezes, mais do que gostaríamos, com nossas lágrimas.

Quando queremos ser donos do tempo, apressá-lo, desesperançar porque ele não anda, ou corre, no compasso dos nossos desejos precisamos entender que Alguém sempre está a nosso lado, e nos fala: “Vamos viver este dia, filha, juntos! Vamos nos conservar unidos pelo trabalho, orações, eucaristia, prazeres e dissabores cotidianos. E, como Meu Amor sempre se renova a cada dia, hoje lhe trará uma inesperada surpresa, uma lufada de alegria e paz!”

“Eis que eu faço novas todas as coisas (Ap. 21,5)

                                                       Maria Teresa Serman

sexta-feira, 26 de abril de 2013

EmContando – 31 - A Importância dos Contos de Fadas na Educação Infantil

Li  e ouvi bastante   a respeito desse assunto, mas para falar dele,   de maneira simples mas precisa, escolhi  as professoras Fanny Abramovich  e Vera Teixeira de Aguiar que muito melhor   transmitirão  o  imenso valor que essas histórias  representam no desenvolvimento emocional de nossas crianças. 

OS CONTOS DE FADAS VIVEM ATÉ HOJE ...

Quem lê “Cinderela” não imagina que há registros  de que esta história já era contada na China, durante o século IX A.C.. E, assim como tantas outras, tem se perpetuado há milênios, atravessando todas as geografias, mostrando toda a força e a perenidade do folclore dos povos.

Por quê? Porque os contos de fadas estão envolvido
s no maravilhoso, um universo que detona a fantasia, partindo sempre de uma situação real, concreta, lidando com emoções que qualquer criança já viveu ... Porque se passam num lugar que é apenas esboçado, fora dos limites do tempo e do espaço, mas onde qualquer um pode  caminhar ... Porque as personagens são simples e colocadas em inúmeras situações diferentes, onde têm que buscar e encontrar uma resposta de importância fundamental, chamando a criança a percorrer e a achar junto uma resposta sua para o conflito ...  Porque todo esse processo é vivido através da fantasia, do imaginário, com intervenção de entidades fantásticas (bruxas, fadas, duendes, animais falantes, plantas sábias ... ).

Ou, como bem explica Vera Teixeira de Aguiar: “Os contos  de Fadas mantêm uma estrutura fixa. Partem de um problema vinculado à realidade (como estado de penúria, carência afetiva, conflito entre mãe e filho), que  desequilibra a tranquilidade inicial. O desenvolvimento é uma busca de soluções, no plano da fantasia, com a  introdução de elementos mágicos (fadas, bruxas, anões, duendes,  gigantes etc.) A restauração da ordem acontece no desfecho da narrativa, quando há uma volta ao real. Valendo-se desta estrutura, os autores, de um lado, demonstram que aceitam o potencial imaginativo infantil e, de outro transmitem à criança a idéia de  que ela não pode viver indefinidamente no mundo da  fantasia, sendo necessário assumir o real, no momento certo”.
Por lidar com conteúdos da sabedoria popular, com
conteúdos essenciais da condição humana, é que esses contos de fadas são importantes, perpetuando-se até hoje ...

Fanny Abramovich, em Literatura Infantil – Gostosuras e Bobices  Editora Scipione  5ª Edição 1995
Vera Teixeira de Aguiar, em posfácio da coleção Era uma Vez (Contos de Grimm), com bibliografia de apoio para professores, Porto Alegre, Ed. Kuarup

Obs.: Na próxima semana, farei chegar a vocês a opinião de um famoso psicólogo infantil, já falecido. Bruno Bettlelheim  analisa e   aprofunda o assunto sobre qual  refletimos hoje. Não percam. É matéria para discussão.

                                                           Agnes G. Milley