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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 59)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

1 - A. diz: Como educar os filhos na época do politicamente correto? Sem palmadas, sem corretivos, sem passar nenhum sofrimento?
RESP: Caro(a) A.
Os sofrimentos fazem parte da vida humana, queiramos ou não,o que importa é saber bem utilizá-los ... Se ajudamos os filhos a descobrirem o “sentido da dor e do sofrimento”, nós os estamos educando para a vida, pois que aprenderão a descobrir no dia a dia o valor da renúncia, do esforço que devemos empregar para conseguir algo,pois quem bem já se disse que " tudo o que vale a pena custa ..."
Estudos, trabalho, conquistas, custam esforço e causam sofrimentos...
Alguma correção se deve aplicar aos filhos, que não necessariamente seja a palmada, (embora ela por vezes possa ser utilizada, não porque estamos com raiva, mas porque naquele momento ela falará melhor,) mas sempre no local adequado... Como ensinava meu professor de Pediatria - " O bumbum é convexo e a palma da mão é côncava..." exemplificando ser este o local da palmada - não tão forte que provoque dor no local de quem recebe, nem na mão de quem a aplica, mas apenas provoque um susto ...
Vamos educar sem preocupações com o "politicamente correto" mas com consciência e coerência...o casal de comum acordo!
Fico às ordens para maiores esclarecimentos se não respondi o que desejava,
Mannoun


2 - L. B. diz: Meu filho adolescente evacuou com sangue, o que devo fazer?
RESP: Cara Sra.L.B.
Vale à pena levar seu filho à consulta médica, primeiro com um clínico, que avalie se o sangramento é local ou se há alguma causa orgânica. Se ele achar necessário, fará um encaminhamento ao especialista que julgue mais indicado.
Pode ser algo transitório ou não, mas sempre se indica uma averiguação mais detalhada, ainda que seu filho diga que a consulta não é necessária e não queira ir. É bom que insistam para que faça um “chek-up ", mesmo porque sempre se deve avaliar periodicamente um Adolescente - peso, altura. Alimentação, hábitos, etc.
Fico a seu dispor, atenciosamente, Mannoun

domingo, 12 de setembro de 2010

Dicas da Chef: Menu Degustação para 2 Pessoas

Por Cláudia Dantas
Você quer agradar o marido? Num jantar a dois? Então siga as instruções abaixo. Será um arraso total!

Aperitivo: Papelote de Pão com Azeite e Alecrim fresco
1 baguete pequena/ 20 ml de azeite para regar /alecrim fresco a gosto
Modo de Preparar
Corte um pedaço de papel alumínio no tamanho que possa fazer um pacotinho. Corte em rodelas a baguete. Bem no centro do papel coloque os pães e regue com o azeite. Junte o alecrim fresco a seu gosto. Feche muito bem o pacote e leve ao forno. O forno já deverá estar aquecido. Deixe por uns 10 a 15 minutos. Sirva em seguida. Leve à mesa ainda fechado o papelote. Quando você abrir o papelote vai sentir um aroma muito bom de alecrim.

Entrada: Salada especial
200 g de folhas rasgadas, alface e agrião. (mas você pode usar as folhas que você tiver em sua geladeira)/ 2 fatias de bacon /1 baguete pequena ( cortada transversalmente que lhe dê 4 boas fatias não muito finas )/ 1 laranja mexerica / 1/2 maçã
Molho
1 ovo cozido/ 70 ml de azeite / 15 ml de suco de mexerica/ 5 ml de mostarda
1/2 copo de iogurte natural. Uma d
ica: Como é pouca quantidade é melhor bater num mixer..
Modo de Preparo: Cozinhar o ovo do molho. Assim que estiver cozido, bata todos os ingredientes no líquidificador (ou mixer), menos o azeite e o iogurte.
Sem parar de bater, com a tampa do líquidificador aberta, acrescente aos poucos o azeite num fio fino e constante até formar uma maionese. Desligue o aparelho, misture o iogurte natural e reserv
e na geladeira. Doure o bacon em uma frigideira. Reserve as fatias de bacon em um papel toalha. Não descarte a gordura das fatias de bacon. Na mesma frigideira, coloque as fatias da baguete e vire dos dois lados para dar uma cor e gosto de bacon nas belas torradas.
Rasgue as folhas, corte a maçã com casca, em finas fatias. Descasque a mexerica.
Disponha as folhas no meio do prato formando um monte. Tempere com um pouco de molho. Quebre as fatias de bacon em pequenos pedacinhos e jogue por cima das folhas.
No centro das folhas, forme uma vela de barco com as torradas. E decore do seu jeito com as fatias de maçã e os gomos de mexerica. Finalizar com o que ficou do molho.


Prato Principal:Filezinho de Peito de Frango com Molho de Laranja e pimenta
400 g de filezinho de peito de frango/ 1 laranja lima/ 1 colher de café de molho de pimenta vermelha (TABASCO) / 1/4 de molho de cebolinha picada/ 1 pedacinho de gengibre
1 colher de sopa de molho d
e soja/ azeite /sal / pimenta do reino
Modo de Preparo:
Tempere os filezinhos com sal e pimenta do reino e coloque em uma assadeira levemente untada com azeite. Asse em forno pré aquecido a 220°C por 20 minutos, virando pelo menos duas vezes para que dourem por igual. (cuidado pra não ressecar). Molho de laranja e pimenta
Esprema a laranja e corte o gengibre em fatias bem fininhas. Junte as cebolinhas e o g
engibre ao molho de pimenta, adicione o molho de soja e mexa bem.
Retire os filezinhos do forno e arrume no prato. O ideal é que os filezinhos fiquem junto do creme de milho. E para finalizar coloque uma boa colherada de molho sobre os filezinhos. Sirva com o filezinho

Acompanhamento: Arroz de Brócolis
120 g de arroz/ 200 g de brócolis japonês / 1 dente de alho pequeno/3 ml de azeite /sal
Modo de Preparo:
Para sua maior facilidade refogue o arroz da sua maneira. Cozinhe o tempo necessário.
Em um outro panela refogue o alho no azeite e
acrescente o brócolis bem picadinho. De uma refogada no brócolis bem rápida. Junte o brócolis no arroz. Enforme e monte seu prato.(você pode montar em qualquer xícara ou potinho de forma)

Acompanhamento 2: Creme de milho
1 l de milho verde/ 2 fatias de queijo minas (em cubos)/ 1 dente de alho/ Azeite/Sal
Modo de Preparo:
Bata no líquidificador a lata de milho e seu líquido até formar um creminho.
Em uma panela refogue o alho bem picadinho no azeite. Não deixe dourar muito o alho. Acrescente o creme de milho e o sal ao seu gosto. Reserve o creme até a hora de servir. Leve ao fogo novamente e acrescente os cubos de queijo minas, e misture bem no creme de milho e veja se o sal está bom, pois alguns queijos são bem salgadinhos.


Sobremesa : Petit Gateau com Sorvete de Morango
150 g de chocolate meio amargo picado/ 1/2 xícara de manteiga /1 clara batida em neve/ 2 gemas / 2 colheres de sopa de açúcar/ 2 colheres de sopa de farinha de trigo
Modo de Preparo:
Derreta num refratário o chocolate e a manteiga, mexendo delicadamente, em banho Maria ( água bem quente ), sem ferver . Numa tigela, misture com a colher de pau as gemas com a clara e o açúcar. Junte o chocolate derretido e a farinha de trigo aos poucos, mexendo bem. Encha as forminhas de torta e asse no máximo 10 minutos ou até ficarem secos por fora. Sirva com sorvete de morango. Se tiver uma geléia coloque no Petit Gateau. Dica: coloquei granola na minha receita para finalizar.

sábado, 11 de setembro de 2010

O que é melhor, um bebê que late ou um cãozinho que fala?

Por Maria Teresa Serman
Gosto muito de animais. Muito mesmo. Fui acostumada desde criancinha a conviver com gatos, cachorros, tartarugas, peixes. Tenho uma gata de treze anos, que há pouco tempo esteve muito mal e sofri horrores, com medo de perdê-la. Como eles têm sete vidas, ela está ótima, exuberante e comendo muito.

Essa introdução pareceu blábláblá, mas já vão entender. O bichinho de estimação me leva a frequentar petshop para bem cuidá-la. E venho observando a multiplicação assombrosa delas e o quanto as pessoas gastam com mimos, roupas, sapatos, fraldas, brinquedos, casinholas, produtos de higiene para seus amores do reino animal. É impressionante os novos detalhes que aparecem a cada dia que lá vou. Claro que fico feliz com a avançada zootecnologia e o aprimoramento da veterinária. Porém, não se pode tratar os bichinhos como gente; cada um tem seu lugar.

Estamos todos bem a par do relevante papel que um animalzinho tem na vida de idosos e doentes. Ajudam a curar depressão e tensão. São fiéis - os gatos são fidelíssimos, e cruelmente injustiçados -, companheiros amáveis e dóceis, desde que se escolha o bicho adequado àquele ser humano, lógico.

Contudo, nem o mais completo dos animais pode substituir uma criaturinha gerada, ou adotada, pelos seus pais. Há uma tendência de pensar que animais são mais confiáveis que pessoas, e isso é uma distorção, além de contra-propaganda. Nada é mais valioso do que a vida humana, mesmo que amemos muitos nossos bichinhos. Muitos casais criam cães (são os preferidos) porque não querem gastar seu tempo com filhos. Não avaliam que uma coisa não impede a outra.

Racionais e irracionais devem conviver e compartilhar afeto sem trocarem de função ou lugar. As crianças adoram os animais e estes as amam. Pode-se arcar com a criação e cuidado dos dois, sem excluir algum, muito menos o mais fundamental. O amor desinteressado do bichinho ensina adultos e crianças a amarem melhor. E amar mais, pois no coração humano e animal cabem muito mais espécimes do que conseguimos avaliar. Juntos fazem o lar mais completo e divertido.

Não troque o seu cachorro por uma criança. Tenha os dois. Ou um gato, o que pessoalmente recomendo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sugestões para educar bem seus filhos

Pai e mãe são, por natureza, os primeiros educadores dos seus filhos. Nossa missão não é fácil. É cheio de aparentemente irreconciliáveis contrastes: Temos de saber compreender, mas também exigir, para respeitar a liberdade das crianças, e ao mesmo tempo corrigi-los, ajudá-los com os seus deveres, mas não os substituir ou poupar o esforço de formação e da satisfação que fazê-las.

Nós pais temos que ensinar a eles serem eles mesmos... E a arcar com a responsabilidade de seus atos.

Em todo caso, para aprender este "trabalho" não temos que fornecer um conjunto de receitas ou soluções já dadas e imediatamente aplicáveis aos problemas que possam surgir. Estas receitas não existem. Há, pelo contrário, princípios ou fundamentos da educação que os pais precisam saber muito bem, para lidar com eles na prática diária.

Seguem algumas sugestões para esta educação:
  1. Os pais precisam educar com um amor verdadeiro e completo para seus filhos;
  2. A criança precisa saber que seus pais se amam;
  3. Para ensinar o amor o melhor professor é um exemplo;
  4. Incentivar e recompensar;
  5. Fazer uso da autoridade, sem forçar nem nada;
  6. Saber repreender e punir;
  7. Ocupar-se de formar bem a consciência;
  8. Não estragar as crianças com mimos e chantagens;
  9. Educar na liberdade com responsabilidade;
  10. Expressar sempre o seu amor de forma clara e inequívoca, com palavras e carinhos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Como fazer para a sogra amar a nora

Por Maria Teresa Serman

Começamos assim, sem o contraponto, pois é mais fácil que haja a correspondência se a mais velha, mais experiente der o exemplo. "Planta amor e colherás amor" - é esse o espírito da coisa, como se diz. O exemplo vem daquele (ou daquela) que tem o dever de estado e idade de dá-lo.

Há um livro da ed. Quadrante que sempre recomendo às possíveis ou já factíveis noras e sogras. O título é A NORA (E A SOGRA) IDEAL. Objetivo e sucinto, este fino livrinho contém doses profundas de sabedoria. Transcrevo uma delas de que sempre me faço lembrar: aquela moça que se casou (ou vai se casar) com o seu filho NÃO É SUA FILHA. Essa verdade, por muitas ignorada, implica que não foi você que a criou e educou. Portanto, não pode cobrar, interior ou exteriormente, nenhum ensinamento que conseguiu passar p suas filhas. E será mesmo que conseguiu? Tentamos, é verdade!

A convivência entre mulheres que amam sadiamente o mesmo homem, não o disputam, deve ser leve, no mínimo; amorosa e com espírito de serviço de ambas as partes, o máximo possível. Amar a sua nora demanda muito mais abnegação do que a seus próprios filhos, pois é um processo de aprendizado mútuo, de tolerância e simpatia.

Simpatia significa, na origem grega da palavra, sentir com. Sempre procuro recordar que minha nora é uma mulher como eu fui, mais do que como agora sou. Não tem a minha experiência, e não devo tentar impô-la, por mais que a tentação seja forte e a intenção seja boa. Não se pode viver a vida pelos outros, ainda que para poupá-los de problemas e sofrimentos. Isso vale para os filhos, marido e pais. E para noras e genros.

Apesar do relacionamento caricatural sogra e genro, que o povo adora ter como objeto de piadas, o mais delicado, certamente, é o dessas duas mulheres, nora e sogra. Não devemos por a culpa na sogra, por preconceito. Porém, como já disse, a ela cabe o melhor papel. Digo melhor porque a iniciativa de amar e respeitar sempre é o melhor encargo. Quando há boa vontade que deriva para o amor, a carga passa a ser leve e o jugo suave.

Não há receita, pois cada dupla é única. Mas há o ingrediente onipresente, que acabei de mencionar. Está claro, não?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O segundo filho de três homens em sequência

Ser o segundo filho tem algumas vantagens e um monte de desvantagens. No entanto, como dizia o poeta Deus dá o frio conforme o cobertor.

Vantagens:
1) O mais velho serviu de experiência para os pais.
2) O mais velho, eventualmente, pode bater nos seus inimigos na escola.

Desvantagens:
1) O mais velho é paparicado pelos avós
2) O mais velho é o queridinho da mamãe em geral.
3) O mais velho bate em você (se você é o segundo ou o terceiro)
4) Quando você fica tão forte quanto o mais velho já passou a fase das brigas e você não pode retribuir.
5) O mais velho se alia com o mais novo que você para te passar a perna.
6) Se você tenta bater no terceiro para imitar o que o mais velho faz com você em geral você apanha da sua mãe.

Mas ao completar 34 anos o segundo filho vê que as desvantagens foram convertidas em pontos fortes no caráter e se tornam trunfos para enfrentar a vida.

Disclaimer: All characters appearing in this work are fictitious. Any resemblance to real persons, living or dead, is purely coincidental.


Há muitas famílias com três filhos em sequência e este texto é genérico. Somente os 34 anos se referem a uma pessoa concreta. :)



terça-feira, 7 de setembro de 2010

A alegria brasileira

Por Rafael Carneiro da Rocha

Hoje é dia de festividades cívicas em todo o país. Penso que em cada 7 de setembro há sim motivos para comemorar. Mas precisamos buscar novos motivos para o orgulho brasileiro. Falar que somos um povo festivo e caloroso pode ser um tanto verdadeiro, mas não podemos confundir alegria com demonstrações fugazes de afetos carnavalescos.

A alegria brasileira é mais discreta do que aparenta. Já passei um Reveillon com milhões de brasileiros (e estrangeiros) em Copacabana. Os sorrisos da multidão são tão passageiros como os fogos, mas mesmo assim havia uma alegria invisível e permanente que só poderia existir no Brasil.

Pessoas de diferentes cores, culturas e classes sociais ficam juntas sem tensões ou constrangimentos. O entrosamento entre diferentes é espontâneo. O cosmopolitismo brasileiro é único. Em qualquer outra grande cidade internacional, habitam também todas as cores do mundo, mas quase sempre elas costumam ser demarcadas pela tensão dos guetos.

O Brasil pode dar lições de fraternidade ao mundo, no modo como tranquiliza a convivência entre as pessoas que aqui vivem. Mais ainda, o brasileiro pode ser um exemplo bem acabado de indivíduo das amizades cívicas, um tipo que os grandes filósofos sempre sonharam: o patriota sem ranços xenofóbicos, capaz de ser amigo acolhedor de todos os povos.

Há alguns anos, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou os brasileiros de caipiras, muitos se revoltaram. Mas havia ali uma provocação interessante. A semente do mais verdadeiro cosmopolitismo está guardada no compasso agradável dos corações verde-amarelos, porém, ainda somos vaidosos com os nossos bumbas-meus-bois, carnavais, festas de peão e farroupilhas. Não podemos acreditar que Brasil é a alegria da festinha comunitária.

Festas demonstram a face de um país, mas não a sua alma. Assim, a profunda alegria de ser brasileira é invisível, porque ela é um espírito aberto. Sejamos brasileiros convictos, porque isso já é muito bom .

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 58)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

1- A. N. diz: Dra que solução posso dar para uma filha de 16 anos que não respeita mais a mãe e faz questão de desafiá-la a todo instante, contrariando as regras da casa e de educação. Fica impossível o relacionamento entre todos em casa e atrapalha na educação do irmão menor.
RESP: Caro Sr.A.N. Sua filha sempre foi assim ou esta atitude é de agora? Que atividades ela faz- ajuda em tarefas domésticas, pratica esporte, dança, como vai na Escola, como se comporta por lá e com as amigas? Sua queixa se refere apenas ao convívio em casa ou com todos ela tem este comportamento?
E a mãe, é autoritária, dirige-se a ela para chamar a atenção ou é serena e tranqüila?
Vejam, aos 16 anos ela está saindo da fase mais confusa da Adolescência e começa a buscar identificação com a figura materna.
Procure sair o senhor sozinho com ela a algum lugar que ela goste, e com muita calma, interrogue o porquê desse seu modo de proceder. Tente fazer com que ela abra seu coraçãozinho sem interrompê-la, deixe que fale tudo o que desejar e quem sabe o senhor poderá ir colocando as coisas no seu devido lugar. Certamente virão queixas sobre a mãe e pessoas da família, talvez ciúmes do irmão, pode ser que ela se sinta preterida, não sei o que poderão conversar, mas proporcione uma primeira abertura e outras virão.
Mostre a ela os valores da família, o quanto ela é amada e o papel que a ela compete no contexto familiar, como jovem, cheia de sonhos e ideal... E que o senhor, como Pai deseja e espera que reine a paz e harmonia no relacionamento familiar. Peça a ajuda dela neste pormenor que parece pequeno, mas que é da maior relevância!
Converse também com a mãe - seja o Mediador neste aparente conflito que pode marcar um convívio harmonioso e agradável !
Boa sorte e fico a seu dispor para novos contatos, Mannoun


1 – A. diz: Drª Mannoum, sou professora e uma mãe me perguntou quando seria a idade ideal pra falar de sexualidade, sendo que a menina (9 anos), não demonstra interesse e no ano que vem o assunto será tratado em sala de aula. como prepará-la para o assunto?

RESP: Cara Professora,
Não há uma idade ideal para falar de sexualidade porque ela vem sendo falada, mesmo que sem palavras, muito antes dos filhos nascerem... Atitudes, gestos, comentários, uma gestante na família ou entre amigos, tudo vai girando - sobretudo no momento atua l- em torno da sexualidade, nem sempre bem apresentada como maneira de ser e agir, mas a maioria das vezes como genitalidade ...o que é um erro.
Se ela não demonstra interesse, a mãe pode puxar o assunto aproveitando o encontro com alguma grávida, mostrando a beleza do ato criador, a maravilha que é uma nova vida e - como mãe - falar ao coração da filha, como só as mães sabem fazer, colocando-se à disposição para responder o que a filha desejar conhecer.

Não sei se respondi a contento, mas fico a seu dispor, ok? Há perguntas semelhantes em outras edições dos negociosdefamilia , e a mãe pode acessar ou a senhora mesma e orientá-la
Atenciosamente, Mannoun

domingo, 5 de setembro de 2010

A primavera e as alergias

Como não sou médica, não sei a razão pela qual as crianças ficam mais doentes na primavera, mas já constatei isso ao longo da minha vida de mãe. São doenças mais alérgicas, com certeza provocadas pelos ventos que espalham os polens das plantas. A garotada padece com seus narizes escorrendo, olhos vermelhos e crises de bronquite, os pequenos chegam a perder dias de escola por conta destes inconvenientes.

É muito bom adotar nesta época banho frio na turma. Sei que vão estrilar bastante, mas o resultado é bem positivo. Falo por experiência, acho que 35 anos como mãe de 9 filhos me deu um certo know-how e posso falar que não tem como fugir, mas pode-se amenizar os constantes ataques alérgicos.

Não dá pra por os filhos numa bolha, protegidos, imunes às intempéries, mas dá pra torná-los mais resistentes e aptos a passar estes meses de primavera sem muitas recaídas nas crises.

O banho frio ajuda não só o corpo a ficar mais resistente, como também forja um caráter mais forte. Aprendem a superar as dificuldades e a não serem moles, fracos. Descobrem que não derretem com facilidade e que podem fazer muito mais nas suas vidas, mesmo diante das dificuldades.

Isso vale também para quando começam as chuvas: crianças não derretem, nem melam quando chove. Por isso não devem perder aula nem atividades que pratiquem habitualmente por causa dessas mudanças bruscas no clima. Tudo isso parece maldade, mas é muito bom para que, com estas pequenas contrariedades, nossos filhos aprendam a ser mais fortes, não só física mas moralmente.
Sugestões pra ajudar no combate as alergias:
  • - o colchão e travesseiro devem ser cobertos por protetores anti-ácaros, laváveis e duradouros, que aumentam a vida útil do que protegem. Ajudam muito a purificar o ar que a criança, e o adulto, respiram, durante a noite.
  • - sempre que possível, a criança deve tomar sol - das 9 às 11h e das 15 às 17h, no inverno, antecipando em uma hora na primavera, quando o sol já fica mais forte, sempre com o protetor solar recomendado pelo pediatra.
  • - os travesseiros e cobertores também devem ser expostos ao sol; preferir edredons ou cobertores de microfibra, sendo que estes últimos são mais práticos, pois, por serem mais finos, podem ser lavados na máquina e secam mais rapidamente;
  • - as janelas devem ficar o mais tempo possível abertas. Isso previne não só afecções alérgicas, como mata o bacilo que causa a tuberculose, quanto o da meningite.
  • Uma casa arejada e limpa é o melhor remédio para doenças respiratórias em geral.

sábado, 4 de setembro de 2010

Um filme para a família: Nunca sem minha filha

Baseado em fatos reais, este filme mostra com emoção a historia verídica de Betty Mahmoody, relata ao escritor William Hoffer.

Passada nos Estados Unidos, a historia desta fita irá contar o trágico casamento de Betty com um médico iraniano que vive há vinte anos na América.

Querendo visitar sua terra natal, ele convence a esposa a uma viagem, levando também a filha. Betty fica relutante, pois o Irã não é lá um país muita amigável, especialmente se a visitante for americana e mulher. Chegando lá o médico revela sua verdadeira personalidade... Convertido ao islamismo ele fará de sua esposa uma prisioneira que manterá sob o seu poder.

A luta e a coragem desta mulher surpreendente transformam esta historia num envolvente relato com muitos momentos de suspense e apreensão. Sua grande dificuldade para conseguir voltar ao seu país com sua filha, sem contar com a ajuda de ninguém.


O elenco do filme conta com Sally Field e Alfred Molina como atores principais e com uma interpretação maravilhosa e envolvente.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sites de compras coletivas na Internet: algumas dicas para economizar e praticar o consumo consciente

Por Márcia Regina Oliveira

Nas últimas semanas, aderi à nova onda da Internet brasileira: os sites de compras coletivas. Passei a conhecê-los por acaso ao ler uma reportagem em um jornal carioca. Como sou muito curiosa e curto uma novidade, acessei imediatamente os sites indicados pelo jornalista e me surpreendi com essa idéia simples e excelente que já é sucesso em outras partes do mundo.

Para quem ainda não sabe o que são os sites de compras coletivas, vou dar uma explicação bem rápida: esses sites fazem parcerias com empresas e oferecem produtos e serviços com descontos que podem ser até de até 90% sobre os preços praticados normalmente. Para que os internautas tenham direito a esses preços especiais, é necessário que um número mínimo de vendas seja atingido - o que sempre acontece, já que as promoções são realmente bastante vantajosas. Além disso, é preciso se cadastrar gratuitamente nesses sites e fechar a compra dentro do período de validade da promoção (que varia de poucas horas a alguns dias). O pagamento é feito com cartão de crédito, e, ao efetuá-lo, o usuário recebe um cupom por e-mail para apresentar à empresa que fez a oferta.

Para se ter uma idéia das oportunidades oferecidas pelos sites de compras coletivas, recentemente comprei um ingresso para uma famosa peça de teatro por R$15,00. O preço normal era R$70,00. Ou seja, fiz uma economia de R$ 55,00 e pude fazer um programa que me dá muito prazer, mas que não tenho oportunidade de fazer sempre devido ao alto custo dos ingressos.

A compra por escala é vantajosa tanto para nós, consumidores, quanto para as empresas que anunciam nesses sites. Ao acessá-los, é possível ver que, em um período curto, as empresas conseguem vender centenas ou milhares de itens, ao mesmo tempo em que divulgam suas marcas para milhares de pessoas. Os sites de compras não cobram pelo anúncio, mas por uma comissão sobre as vendas.

Apesar de ser uma admiradora dos clubes de compras, tenho um conselho para quem aderir à novidade: cuidado com as compras por impulso! Como as ofertas são realmente muito tentadoras, temos a tendência de não querer deixar nenhuma delas passar. No entanto, é preciso lembrar que devemos economizar com sabedoria, sempre pensando duas vezes antes de fechar uma compra, refletindo a respeito de sua verdadeira utilidade e seu real benefício.

Abaixo, listo alguns sites de compras coletivas que recomendo (escolha sua cidade para visualizar as ofertas):

http://www.peixeurbano.com.br

http://www.ofertax.com.br

http://www.zipme.com.br

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mudar pra emagrecer

Quem pensa que vou sugerir ir para um SPA ou para um CRCA(Centro de Reabilitação de Comilões Anônimos) está enganado. A proposta é que, para eliminar os quilos a mais dos nossos filhos e nossos, temos que fazer mudanças na rotina da casa.

Confesso que não é fácil.

Primeiro ir ao mercado com uma lista de compras e segui-la à risca: isso será bom para a família perder peso, e para o bolso também, pois gastaremos de forma mais equilibrada, sem os extras desnecessários que acabam entrando no nosso carrinho de compras...

Fazer um cardápio para a semana, verificando o gosto de todos da família: às vezes pode ser um trabalho de equilibrista quando são muitos em casa, mas vale à pena, isso resultará em perda de quilos e melhora na ingestão de alimentos, e, por conseguinte, aumento da qualidade de vida de todos.

Convencer a empregada de que legumes, verduras, pouco óleo e pouco sal fazem bem a saúde é outra tarefa árdua que requer paciência e determinação, ainda mais se a pessoa já estiver algum tempo a mais convivendo com as comidas gordurosas e mais fáceis de fazer. Logo, ela vai perceber que confeccionar comidas leves é bem mais fácil e toma menos tempo e bem menos elaboração, e aí com certeza vai gostar das mudanças.Sendo que não se pode esquecer de que a comida precisa estar bem apresentada, pratos simples e bonitos.

Uma boa nutricionista poderá ser de grande ajuda para elaborar uma dieta saudável e pessoal, adaptada a cada membro da família, porém podendo servir a todos nas grandes refeições.

Na hora da mudança é preciso mudar também o modo como se come. JAMAIS na frente da TV ou computador, ou fazendo uma leitura, quando comemos sem ver, sem prestar atenção, acabamos comendo sem critérios e sem limites e aí podemos cair nos excessos.
Uma reeducação desta se completa com mudança nos hábitos de higiene, cuidar do corpo dentro de um limite razoável, como fazer exercícios físicos leves, caminhadas, hidratação da pele , beber bastante líquido. Tudo isso ajuda, não só a emagrecer como também ao melhor funcionamento do corpo.

Corpo são e mente sã, um lema conhecido, que, se bem aplicado, dá ótimos resultados para todos e se consegue uma família mais alegre e de bem com a vida.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Como saber se é O grande amor

Por Maria Teresa Serman

Êta negócio enganador este, o amor. Vem embrulhado em papel colorido e brilhante, com esmero e primor, sem que se possa saber o conteúdo, ficamos mais na base do suspense, adivinhação, esperança. O embrulho vai se desfazendo lentamente, deixando entrever o interior bem devagarzinho, só pelos contornos, atraentes mas difusos. Não dá pra ter certeza plena do que nos aguarda. Somos sempre crianças inocentes diante de presente tão especial.

Quando começamos a ficar mais íntimos, achando que já somos donos, ele nos escapa. Como uma bola ou um carrinho à pilha, liberta-se de nossas mãos e assume vida própria. Porque assim é o Amor, ele tem vida própria, sabe ser ele mesmo. O verdadeiro amor nos suplanta, nos exige e transforma, arranca de nós o que podemos ser. É um constante vir-a-ser. Nisto reside seu encanto e sua melhor virtude. Por isso é tão raro, por ser mais exigente do que tudo.

Não é possível ensinar a reconhecer O grande amor. Ele não é, nós O faremos. Claro que se precisa de dois seres basicamente compatíveis - não iguais, não tão opostos, com objetivos de vida comuns - para começar. “O nosso amor a gente inventa", sugeria o Cazuza. Inventa diariamente e nunca mais para. No que muitos encontram dificuldade e trabalho, e por isso desistem antes de construí-lo como pode ser, aí é que poucos, os afortunados persistentes ou teimosos felizardos, como preferirem, descobrem e perseguem seus encantos. Porque é perdendo que encontramos, e alguém muito sábio já disse isso com palavras semelhantes.

Parodiando o poetinha, diria que, para viver um grande amor é preciso ser dele de corpo e alma, não de vários. Essa dedicação e o enlevo que dele extraímos será diretamente proporcional `a motivação que arrancamos do fundo de nós mesmos e lhe entregamos de graça, sem exigências de orgulho ou vaidade. Haverá altos e baixos, períodos de secura afetiva alternados com paixão profunda, porque assim somos nós, pessoas comuns. Não se vive da paixão, ela é apenas um dos compostos, e nem o mais importante, do amor. Este lhe é infinitamente superior.

Como saber se é um grande amor? Só se sabe depois de bastante tempo, tempo em que se plantou e colheu, tempo que continua nos testando, nos desafiando, nos seduzindo. Só quem se deixa aprisionar pelo verdadeiro amor sabe reconhecê-lo, embora muitos ouçam uma voz de sereia que os chama para as profundezas do vazio, da auto-satisfação, do espelho de Narciso. Assim não se reconhece O grande amor, pois ele não existe então.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dicas para viver bem numa sociedade de consumo

Por Rafael Carneiro da Rocha

Vivemos numa sociedade de consumo. Precisamos comprar, mas muitas vezes não sabemos como usar o nosso dinheiro. O que é necessário? O que é supérfluo? Na hora de fazer as contas, quando nos assustamos com tantas despesas é que sentimos o incômodo peso da responsabilidade (ou falta dela). Entramos numa fria, porque não soubemos resistir aos excessos consumistas.

Diante dessa realidade capitalista, somos inclinados a encarar a vida como um vai e vem de despesas. Porém, precisamos ser mais do que consumidores. Precisamos ser pessoas, criaturas com inteligência e criatividade.

Não podemos deixar que o “bom senso” pregado pela sociedade sempre dite os rumos de nossas vidas, até porque numa sociedade imperfeita os “bons sensos” são muitas vezes imperfeitos. Se a sociedade de consumo rebaixa jovens à condição de causadores de despesas, o “bom senso” pregará que os casais não tenham filhos ou, se tiveram, que respeitem as atuais taxas nórdicas de 0,8 crianças por família. É preciso ter criatividade para ter os benefícios da sociedade de consumo como acessórios para a vida e não como determinantes.

Uma medida bacana que gera economias consideráveis a longo prazo é anotar todos os gastos e fazer uma espécie de planilha orçamentária a cada mês. Não precisa nem ser algo sofisticado. Confesso que uma das minhas lacunas graves de conhecimento é não saber usar o Excel. Para pessoas pouco afeitas à tecnologia como eu, anotar tudo numa agenda e passar os gastos à limpo no fim do mês funciona da mesma forma. Assim, é possível descobrir onde gastamos de forma problemática.

Mas se o comportamento disciplinado for muito chato para você e a avareza nunca fez parte do seu vocabulário, uma recomendação é que se saiba agir em parceria com os impulsos consumistas. Às vezes é bom traçar grandes planos de consumo. Selecionar investimentos muito satisfatórias, como uma viagem dos sonhos ou a aquisição de um imóvel, é uma forma agradável e consoladora de descartar algumas despesas não fundamentais. Trocar o carro por um modelo mais barato e econômico pode significar, por exemplo, uma forma de poupar que terá grande valia no futuro.

Pesquisar cuidadosamente antes de comprar coisas caras, manter apenas um cartão de crédito, não ceder à vontade de “impressionar” os outros e dar preferência sempre que possível ao pagamento à vista são outras boas medidas para ter um pouco de sossego na administração das finanças.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 57)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

1 - A. diz: O uso do ecstasy por adolescente pode causar aborto?
E pode provocar algu
ma anomalia no bebê?

RESP: Car(o) a.A,
Qualquer droga, lícita ( medicamentos, fumo, álcool ) ou ilícita, utilizada durante a gravidez pode provocar alterações sérias no bebê e por esta razão sempre se recomenda acompanhamento pré-natal por um médico. Ele deve ser informado dos hábitos do casal, alimentação, uso de medicamentos e/ou drogas para bem acompanhar a evolução da gestação e cuidados a serem tomados antes, durante e após o parto.
Pode voltar a falar comigo sempre que desejar! Atenciosamente, Mannoun

2 - A. diz: Estou me separando e gostaria de saber que problemas isto pode causar para meu filho de 13 anos? Ele é um menino muito quieto e não costuma expor seus sentimentos. Como devo agir depois de separada, com as idas e vindas da casa do pai com a nova mulher? L.S.

RESP: Cara Sra.L.S.
Toda separação é traumática para os filhos, porque o ser humano, qualquer que seja sua idade deseja ter os pais juntos, uma vez que em seu coração os pais formam uma unidade inseparável.
Ele é único filho?
Procure conversar com ele serenamente, sem culpar o pai, e tente explicar que o amor abalado entre o casal não compromete o amor dos pais pelos filhos e que ele sempre será amado por vocês, independente de estarem ou não juntos na mesma casa.
Peça ao pai que faça o mesmo e ainda que seu filho seja calado, procurem amenizar seu sofrimento sempre falando bem um do outro,respeitando -se, e a senhora deve fazer um esforço por não fazer perguntas sobre a pessoa com quem o pai está, especialmente nas suas idas e vindas à nova casa.
Proporcione boas amizades ao filho, se ainda não as tem, que pratique esportes, que tenha por perto os tios, padrinhos de quem ele goste e com quem possa abrir seu coraçãozinho.
Vocês têm uma Religião? Importa muito, especialmente em situações semelhantes, acreditar em Deus e praticar sua fé, ter esperança, alegria, bom humor!
Fico a seu dispor sempre que desejar. Afetuosamente, Mannoun

3 – R. L diz: Doutora: A senhora hoje respondeu sobre homossexualismo e eu tenho uma dúvida. Sou casado e tenho 4 filhos. O mais velho tem 14 anos e disse para nós que era gay. Nós o levamos a um psiquiatra depois de muita luta e o psiquiatra disse que se ele era gay deveria só cuidar de usar preservativo e que ele nasceu assim, etc. Disse que não há tratamento para curar homossexualismo porque isto não é doença.
Ficamos perplexos. Que a senhora nos recomenda? Estamos desesperados e moramos em Vitória no Espírito Santo
Caro Sr. R.L.

RESP: Não fiquem tão aflitos- !
Aos 14 anos seu filho está descobrindo sua sexualidade e não nos esqueçamos que há todo um trabalho organizado da mídia para envolver as pessoas e atraí-las para um caminho muito largo que incentiva o " modismo" da homossexualidade .
Muitas correntes da Psiquiatria seguem a filosofia liberal de que se deva respeitar a “opção sexual” de quem quer que seja, entendendo como respeitar, o " deixar acontecer sem maiores esclarecimentos"
. Acontece que um Adolescente ainda não tem definidas suas opções e em se tratando do SEU filho não nos esqueçamos dos seus 14 anos e de que está em pleno desabrochar para a vida .
É dever dos pais buscar todos os recursos ao seu alcance para bem orientá-lo nas suas incertezas, buscas, sonhos.
Por outro lado penso que é muito cedo para que ele se apresente a vocês como “gay", segundo o seu relato. É comum que os Adolescentes gostem de estar em evidência, de causar um choque, rebelar-se ante os valores familiares. Não seria este o caso? Estaria ele imitando alguém que admira?
A família pratica alguma religião?
É bom que os pais busquem pessoas confiáveis, bem formadas e que sejam do seu relacionamento próximo para que, com muitíssima delicadeza e firmeza, orientem a vocês, os pais e tenham acesso ao seu filho.
Que ele se cerque de boas amizades, pratique esportes, dedique-se a atividades recreativas em grupo. Convidem colegas e amigos dele para sua casa,organizem lanches, churrascos, pizzadas, atividades onde vocês possam ver e conhecer gostos, atitudes, relacionem-se com os amigos dos filhos. Não discutam - conquistem a confiança dele !
Esclareço que não importa que o Código Internacional das Doenças, tenha retirado o termo: ”DOENÇA” em relação ao homossexualismo. Nós, os profissionais da Saúde não somos consultados, quando se toma uma decisão deste tipo...
Há toda uma corrente liberalista em voga,que deseja que o ser Humano tenha APENAS um lado ANIMAL, igualando-o dentro da escala biológica animal...
A verdade é que devemos lembrar que existe diferença entre o NORMAL ( o mais freqüente ) e o NATURAL - aquilo que pertence à natureza do SER.
Assim, o SER HUMANO pela lei natural, nasce HOMEM OU MULHER e não é um ente- como desejam - que escolherá um dia o que deseja ser - homem/ mulher ou ambos....Não se deve esquecer que muitos preferem ignorar a diferença entre a TENDÊNCIA e a prática do homossexualismo, bastante confundidas !
EXISTE SIM! tratamento para quem deseje deixar a homossexualidade ou para não ingressar nela. Há psicólogos ( heróicos, porque são muito perseguidos ! )que trabalham com pessoas que desejam deixar a homossexualidade, com bons resultados.
Podem acessar abraceh@urbi.com.br e pedir maiores esclarecimentos.
Fico a seu dispor e peço desculpas pela longa resposta...
Atenciosamente, Mannoun

domingo, 29 de agosto de 2010

Uma leitura envolvente: A Canção de Bernadete

Por Maria Teresa Serman
O livro A Canção de Bernadete, de Franz Werfel, conta a história da vidente de Lourdes, jovem camponesa simples e pouco letrada. Em 11 de fevereiro de 1858, na vila francesa de Lourdes, às margens do rio Gave, Nossa Mãe, Santa Maria, manifestou de maneira direta e próxima seu profundo amor para conosco, aparecendo a uma menina de 14 anos, chamada Bernadete Soubirous.

A história da aparição começa quando Bernadete, que nasceu em 7 de janeiro de 1844, saiu, junto com duas amigas, em busca de lenha na Pedra de Masabielle. Para isso, tinha que atravessar um pequeno rio, mas como Bernadete sofria de asma, não podia entrar na água fria, e as águas daquele riacho estavam muitas geladas. Por isso ela ficou de um lado do rio, enquanto as duas companheiras iam buscar a lenha.

Foi nesse momento, que Bernadete experimenta o encontro com Nossa Mãe, experiência que marcaria sua vida: “senti um forte vento que me obrigou a levantar a cabeça. Voltei a olhar e vi que os ramos de espinhos que rodeavam a gruta da pedra de Masabielle estavam se mexendo. Nesse momento apareceu na gruta uma belíssima Senhora, tão formosa, que, ao vê-la uma vez, dá vontade de morrer, tal o desejo de voltar a vê-la”.

“Ela vinha toda vestida de branco, com um cinto azul, um rosário entre seus dedos e uma rosa dourada em cada pé. Saudou-me inclinando a cabeça. Eu, achando que estava sonhando, esfreguei os olhos; mas levantando a vista vi novamente a bela Senhora que me sorria e me pedia que me aproximasse. Ms eu não me atrevia. Não que tivesse medo, porque quando alguém tem medo foge, e eu teria ficado ali olhando-a toda a vida. Então tive a idéia de rezar e tirei o rosário. Ajoelhei-me. Vi que a Senhora se persignava ao mesmo tempo em que eu. Enquanto ia passando as contas ela escutava as Ave-marias sem dizer nada, mas passando também por suas mãos as contas do rosário. E quando eu dizia o Glória ao Pai, Ela o dizia também, inclinando um pouco a cabeça. Terminando o rosário, sorriu para mim outra vez e retrocedendo para as sombras da grupa, desapareceu”.

Em poucos dias, a Virgem volta a aparecer a Bernadete na mesma gruta. Entretanto, quando sua mãe soube disso não gostou, porque pensava que sua filha estava inventando histórias –embora a verdade é que Bernadete não dizia mentiras–, ao mesmo tempo alguns pensavam que se tratava de uma alma do purgatório, e Bernadete ficou proibida de voltar à gruta Masabielle.

Apesar da proibição, muitos amigos de Bernadete pediam que voltasse à gruta; com isso, sua mãe disse que se consultasse com seu pai. O senhor Soubirous, depois de pensar e duvidar, permitiu que ela voltasse em 18 de fevereiro.

Desta vez, Bernadete foi acompanhada por várias pessoas, que com terços e água benta esperavam esclarecer e confirmar o narrado. Ao chegar todos os presentes começaram a rezar o rosário; é neste momento que Nossa Mãe aparece pela terceira vez. Bernadete narra assim a aparição: “Quando estávamos rezando o terceiro mistério, a mesma Senhora vestida de branco fez-se presente como na vez anterior. Eu exclamei: ‘Aí está’. Mas os demais não a viam. Então uma vizinha me deu água benta e eu lancei algumas gotas na visão. A Senhora sorriu e fez o sinal da cruz. Disse-lhe: ‘Se vieres da parte de Deus, aproxima-te’. Ela deu um passo adiante”.

Em seguida, a Virgem disse a Bernadete: “Venha aqui durante quinze dias seguidos”. A menina prometeu que sim e a Senhora expressou-lhe “Eu te prometo que serás muito feliz, não neste mundo, mas no outro”.

Depois deste intenso momento que cobriu a todos os presentes, a notícia das aparições correu por todo o povoado, e muitos iam à gruta crendo no ocorrido embora outros zombassem disso.

Entre os dias 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858 houve 18 aparições. Estas se caracterizaram pela sobriedade das palavras da Virgem, e pela aparição de uma fonte de água que brotou inesperadamente junto ao lugar das aparições e que deste então é um lugar de referência de inúmeros milagres constatados por homens de ciência.

O livro conta com fidelidade, numa narrativa agradável, a trajetória comovente da jovem, começando um pouco antes da primeira aparição. A vida dos escolhidos como portadores das mensagens da Virgem Maria ou de Nosso Senhor sempre foi marcada pelo sofrimento e pela cruel descrença até dos que lhes eram mais próximos. Com Bernadete não aconteceu diferente. Seu sofrimento só não foi maior que sua sobrenatural humildade. Padeceu de doenças e humilhações que lhe prepararam o caminho para a glória, junto à "Senhora de Massabielle". Hoje, a terra da camponesinha tímida é centro de peregrinações e local de oração e cura.

sábado, 28 de agosto de 2010

Crônica de Ficção: "O matador de coelhos completa 20 anos"

Há vinte anos, nascia aquele que se tornaria o terror dos coelhos, o mais precoce matador de indivíduos da família dos Leporidae.

Era uma tarde clara da primavera carioca, o pequeno matador, com dois anos de idade, fazia sua primeira vítima. Com uma vassoura e um golpe certeiro o branco animalzinho jazia sem vida na porta da cozinha. O menino havia recebido dois coelhinhos como presente de seus pais e um já havia virado estatística.

Ao ser interrogado por sua mãe porque havia justiçado o coelho, o pequeno matador afirmou: "Você me disse que não era para deixar o coelho entrar na cozinha. Ele não obedeceu". A frieza do pequeno garoto estarreceu sua mãe; e ela, temendo pelo pior, doou o outro coelho para uma moça que criava estes animais e disse a seu filho que o coelho havia partido para o céu dos coelhinhos.

Alguns meses depois veio a falecer a tia avó do pequeno matador, e ao comunicar-lhe a triste notícia sua mãe disse: "Tia XPTO foi para o céu". Ao que o pequeno retrucou: "Ela está junto com o coelhinho". Como se vê o menino era uma promessa.

Esta história é uma obra de ficção, qualquer semelhança com eventos passados ou presentes é uma mera coincidência.


Parabéns João Bernardo pelos seus 20 anos!

Li por aí (11) - Educação sentimental

Retirei o texto abaixo do blog do João Carlos, onde mostra bem, por onde andam os sentimentos. E podemos aproveitar as idéias na educação dos nossos filhos. Para que tenham mais controle sobre si e dominem suas reações intempestivas.

O coração é a sede dos sentimentos, mas os sentimentos devem adequar-se à realidade. Já pensou se, no cinema, um espectador caísse na gargalhada durante a exibição de um encontro romântico ou no momento da execução injusta de um personagem importante da trama? Ainda pior seria na vida real: isso ofende muito, demonstra egocentrismo e mina a confiança entre as pessoas.

Nem todo sentimento será de acordo com a razão (“o que deve agradar me agrada, o que deve desagradar me desagrada”). Diante dos sentimentos “irracionais”, que não correspondem às circunstâncias, às pessoas, ao momento…, o que fazer? Não parece eficaz mudá-los à força, nem aguardar que mudem por si mesmos. O mais indicado é ignorá-los e fazer o que se deve fazer, segundo o bom senso. Agindo assim, o gosto virá depois, com o hábito das boas reações já arraigado.

E os sentimentos razoáveis? Como saber que efetivamente correspondem a reações corretas? A racionalidade dos sentimentos vem dada pelas relações que supõem. O motivo de uma alegria, a finalidade de uma atitude aguerrida, a razão de uma esperança, etc., tudo isso ganha sentido no contexto das relações interpessoais. O sentimento tem um caráter relacional, mas o objetivismo exacerbado leva à dureza de coração.

Formação é a educação da vontade, inteligência e do coração. Mas, na sociedade tecnicista, os educadores infelizmente tem preferido encobrir a atrofia sentimental pelo consenso. É a etiqueta substituindo a estética.

Como você vai de educação estética?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Compartilhar experiências de vida: Dá pra fazer tudo junto e com alegria?


Esta história foi contada por uma amiga , compartilhando conosco suas lutas de vida após sua viuvez.

Quando a vida nos coloca numa situação pessoal e familiar muito exigente, como por exemplo, uma viuvez precoce e tendo que assumir a criação de filhos pequenos, tanto na parte espiritual quanto na emocional e econômica, pode parecer que faltou o chão... Então, é a vez de entregar o impossível para Deus. E exatamente porque fazemos isso, tudo aquilo que até então nos parecia um peso insuportável, começa a nos parecer mais como se estivéssemos recebendo um imenso abraço Dele, e é quando sentimos a filiação divina com mais intensidade.


Começam a surgir “do nada” as oportunidades de receber Bolsas de Estudos para os filhos, cursos de especialização para nós mesmos, que não imaginávamos fossem existir, e justo naquele assunto que nos interessava tanto aprender, ou desenvolver melhor... Tantas ajudas de amigos!

É conta de quitanda acumulada de um mês inteiro, que, quando vamos negociar com o moço, ele se espanta, dizendo que “mandaram quitar sua conta outro dia... não nos deve mais nada”. E os telefonemas de apoio, sugestões de sair para passeios, cinemas, e lanchinhos, para nos distrairmos... que então a gente agradece muito, mas explica que não existem mais essas possibilidades de LAZER no orçamento familiar, pois o pequeno precisou de algumas peças de roupas novas já que não cabe mais nas antigas, de tanto que espichou! Ou a maiorzinha, que queria tanto fazer um curso rápido de desenho para “treinamento do uso do lado esquerdo do cérebro” (ou seria do lado direito?); ou que precisaria de uma flauta transversa de 2ª mão que viu anunciada no jornal, para poder aprender a tocar um instrumento, quantas prioridades antes do LAZER!


Entre mudanças de residência para diminuir despesas, até de cidade, se preciso; de hospedagem “temporária” (12 anos!) com a família, para dar tempo ao tempo e todas as exigências legais de documentação se resolverem, recolocando as peças do enorme quebra-cabeças de volta no tabuleiro, chega o momento de cada um seguir seu caminho independente e de a gente encarar o fato de que não terá mais gente pequena dependendo de nós...seria mesmo um alívio isso? Ou saudade do antigo aconchego?


Mas, a gente vai seguindo adiante em meio a tantas dificuldades, até se sentindo mais fortalecido, e quando percebe, os filhos já saíram do ninho e a gente se pergunta meio que duvidando :como foi que o tempo passou tão rápido e agora não tenho mais que correr nem me preocupar tanto com o dia seguinte?


O que aconteceu na realidade, foi que, apesar da nossa fragilidade humana, a entrega confiada a Deus nos levou através dos anos como que por asas flutuantes sobre os problemas e, nessas horas mais sofridas e solitárias, é que justamente estávamos sendo carregados no colo do Pai Eterno

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quando a família muda de país

Tenho uma amiga querida que vai passar 2 anos na Índia, o marido vai a trabalho, e junto vai toda a família, com sua filha ainda pequenina.

Em conversa com ela vimos a importância de se levar pouca bagagem e muitas recordações. Dessa conversa surgiu a idéia de colocar aqui coisas que são importantes para que a criança mantenha acesos os vínculos com sua terra natal.

Levar pouca bagagem é importante, pois na volta trarão muitas coisas adquiridas lá fora. Este é um bom momento para se praticar o desapego das coisas materiais e guardar apenas as coisas que são verdadeiramente necessárias ou de importante valor sentimental. Além de que é um bom aprendizado para todos da família aprender a viver de diversas maneiras, sem criarem necessidades e a se adaptarem às novas situações que vão aparecendo com essas mudanças e a tudo de novo que sempre vai surgindo em nossas vidas.

Para quem sai do Brasil eu sugiro que leve alguns itens que serão importantes para o início de vida em um país com costumes diferentes dos nossos:

DVDs em língua portuguesa, de filmes infantis

Livros de histórias infantis

Um dicionário, de preferência nas duas línguas – a própria e a do país onde irá morar.

Álbuns de fotos com parentes e amigos – para deixar vivos na memória das crianças pequenos detalhes de sua casa, principalmente se vão retornar ao país de origem, para preservar suas raízes. Sugiro levar um porta retratos digital que diminui muito o volume da bagagem e em um só podemos arquivar no mínimo umas duzentas fotos.

Criar uma pasta com todos os documentos de cada um dos membros da família, com cartões de vacinações, certidões de nascimento e outros itens necessários e cópias.

Revistas e revistinhas em português

CDs de músicas que estão habituados a ouvir no seu país.

Remédios para os primeiros tempos – até se adaptarem aos costumes locais – coisas de primeiros socorros

Alguns brinquedos do dia a dia das crianças, como o ursinho de estimação e a boneca predileta. Não é o momento oportuno para fazer mais alguma separação, mesmo que o brinquedo esteja meio velho ou desgastado.

Coisas de uso pessoal para os primeiros meses, como sabonetes, creme dental, shampo, escovas de dente com os bichinhos favoritos. Serão cheiros e imagens da casa que tornarão o início da vida fora mais fácil de se aceitar. E como as crianças esquecem fácil, rapidamente também vão se adaptar ao novo local e aos novos costumes.

Mesmo para nós adultos e pais de família é bom ter a mão essas “recordações”, para manter vivos estes laços entre o que já vivemos e o que ainda está por vir.

Tudo isso fará parte do crescimento de cada um e será tanto melhor quanto mais natural for a forma de encarar a situação. Todos aprenderão muito e estarão mais aptos a toda e qualquer mudança que acontecer em suas vidas nas mais diversas circunstâncias.