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domingo, 20 de janeiro de 2013

Deus e os filhos (1ª parte)

Esta compilação de trechos retirados do livro DEUS E OS FILHOS, de J. Urteaga visa homenagear o aniversário natalício de S. Josémaria Escrivá, comemorado no dia  9 de janeiro.

A primeira coisa que Deus feito homem viu nesta terra em que vivemos foram os olhos de uma Mãe.

Alegrai-vos, vós que tendes filhos! alegrai-vos!

Vós, quem quer que sejais, correspondestes à vocação, ao chamado do Senhor. Colaborastes com Deus nos nascimento dos filhos. E Ele - que começou obra tão bela - há de terminá-la.

Vós, pais e amigos, se ajudardes muitos filhos a conquistar o céu, brilhareis eternamente como as estrelas.

Os filhos - dom de Yavé - são como setas nas mãos do guerreiro. "Bem-aventurados os que têm muitos filhos! Não serão confundidos." (Sl 126,4-5) (...)

A empresa de que te quero falar apresenta-se cheia de grandiosidade. Temos de começar por baixo. Por Cristo e pelo lar.
O que me preocupa é o lar, muito mais que o ambiente maligno e virulento da rua. O que me tira a tranquilidade é a vida que os teus filhos aprenderão a viver em tua casa, à vista do teu exemplo, ao contágio da tua vida; não é tanto o que possam aprender da infidelidade e da deslealdade dos outros. O que me inquieta é saber se lhes podes dar o "muito" que é necessário para se viver cristãmente nos nossos dias.(...)

Reparas o que podemos fazer amanhã, num amanhã cuja aurora já desponta, se agora formamos os teus filhos, os nossos homens ( e mulheres), tal como Deus e a Igreja os querem? Leais, decididos, resolutos, empreendedores, responsáveis, laboriosos, amigos da liberdade, sem medo, sem falsas vergonhas, sem escrúpulos (exagerados), sem temor; com esperança, com amor, com um grande amor, com uma caridade forte, que os leve a dar de comer a quem tem fome como a despertar os adormecidos, que são muitos e se arriscam a perder o céu,

Os filhos! Os teus filhos! São a esperança de Deus! (...)

Por que ficas pensativo? Parece-te pequena a empresa, ou impossível de realizar por ser grande demais? Não sabes que contamos com Deus? E "quem é semelhante ao nosso Deus..., que faz com que a estéril, sem família,s e sinta mãe gozosa de filhos?(Sl 112,5-9.

Não sejas pessimista. Anda! Vamos adiante.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Portal de Horário de Missas

O portal Horário de Missa surgiu da necessidade de muitos fiéis católicos de encontrar uma Missa numa cidade na qual está visitando, ou de encontrar uma Missa em um bairro da sua cidade que não conhece muito bem.

Há doze anos atrás, ao viajar para Boston, conheci um portal de horários de Missas para todas as cidades dos Estados Unidos e fiquei imaginando como seria bom ter algo similar para o Brasil”, conta um dos desenvolvedores do projeto.

Muitas vezes queremos assistir à Missa quando estamos viajando e não é fácil encontrar os horários”, diz Luís, um dos colaboradores do projeto.

Lançado com cerca de 2.000 Igrejas, o portal Horário de Missa (www.horariodemissa.com.br) tem como missão oferecer aos fiéis católicos, de maneira gratuita, uma forma moderna de consultarem os horários e os endereços das Igrejas em todo o território Nacional.

Nosso objetivo é ter 100% de cobertura até o fim de 2013”, afirma José Antonio Oliveira, líder de desenvolvimento do projeto. “Não é fácil porque muitas informações não estão online e é preciso fazer muitos telefonemas”, continua Oliveira.

O portal conta com uma área cooperativa onde os usuários podem fornecer informações sobre as paróquias que conhecem e ajudar a aumentar rapidamente a rede de Igrejas cobertas pelo serviço.

Algumas páginas legais do site:

Cadastre sua paróquia ou ajude pesquisando Igrejas:  http://www.horariodemissa.com.br/formcolabore.php
Todas as dioceses do Brasil: http://www.horariodemissa.com.br/paginas/dioceses.php
Curiosidades: http://www.horariodemissa.com.br/paginas/curiosidades.php

Algumas curiosidades que o site apresenta são a Igreja mais ao norte, mais ao sul, mais ao leste e ao oeste. A Missa mais cedo no Brasil e a mais tarde.





sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

EmContando – 17 - O resgate

Por Agnes G. Milley
Voltando um pouco no tempo, quero contar uma sucessão de episódios que me emocionaram bastante.

Tudo começou na quinta-feira antes do Natal. Fazia muito calor e decidimos procurar um ar fresco na rua. Fomos até a Lagoa para ver a Árvore.   Paramos  na beira da lagoa no trecho bem em frente à Igreja Santa Margarida Maria. A Árvore estava bonita como sempre, mas dessa vez a protagonista da noite não foi ela.

Minha netinha Mariana viu a água se mexer e perguntou ao pai:
“Aqui tem peixe ?” Logo em seguida pessoas a nosso lado começaram a chamar aflitas: “Olívia, Olívia.... aqui Olívia”. Foi muita comoção, choro e desespero.  Aos poucos fomos entendendo que o movimento que Mariana vira na água era de um cachorro nadando com dificuldade.Olívia, a cachorra, era velha e cega. Por um momento de descuido da família, ela deu um passo em falso e mergulhou na água escura da lagoa. Gritos e correria se seguiram por alguns minutos até que uma jovem ligou do celular para alguém, explicando que a dona da cachorra estava passando mal e precisava de ajuda.

“Chamem os bombeiros, chamem os bombeiros” era  o que ouvíamos  além das vozes aflitas da família que continuava  a chamar por Olívia      já  engolida pela escuridão.

Não demorou muito e és que surge um barco todo branco engalanado com luzes vermelhas e azuis, tripulado por vários homens dispostos a achar a Olívia. Era o barco de apoio à Árvore. Ele  circulou pela lagoa, lanternas piscaram, o mangue foi vasculhado, mas nada de Olívia.

Chegaram os bombeiros também  . Alguns  homens ficaram na margem, outros no manguezal e mais   dois  se juntaram  aos do barco.  Cada folha que caía, cada pio de ave ou batida de onda era um sopro de esperança. Confundia-se qualquer som com o  possível gemido de Olívia cansada.

Os corredores, ginastas e ciclistas curiosos, aos poucos, se retiraram. Os que ficaram tentavam consolar os donos da cachorra. Mariana não perdia as esperanças. “Ela pode estar viva ainda”,   murmurava  baixinho e não quis vir embora até saber o desfecho da busca.

Subitamente, lá do meio da lagoa vieram  gritos de vitória. Olívia estava viva.  Os homens do barco  ganharam o dia, a dona de Olívia ajoelhou-se abraçada a seu animalzinho e os agradecimentos e votos de Feliz Natal foram os mais sinceros e calorosos que eu jamais poderia imaginar. Olívia, agora de coleira, caminhava satisfeita, ignorante das emoções que  acendera durante aquelas quase duas horas.

Na manhã seguinte dei falta de minha carteira de dinheiro. Não consegui entender como alguém poderia ter me roubado na noite anterior. Mistério! Nenhum de nós três conseguiu lembrar-se de  alguma situação que pudesse ter favorecido um batedor de carteira.

Telefonei para os bancos, cancelei meus cartões e fui à delegacia para registrar a perda de minha carteira de identidade e CPF. Já mais calma, em casa, atendi o telefone. Um voz  rouca se identificou como  dono da banca de jornal onde paramos na noite anterior para beber água.

Ele disse: “ Hoje cedo, quando abri a banca, achei uma carteira.  Encontrei  nela um cartão com esse telefone. A senhora é a dona Agnes? Se a carteira é sua pode vir buscá-la. Vou ficar aqui o dia todo. Um bom dia para a senhora”.

De fato foi um bom dia. Com a Olívia e minha carteira salvas eu só pude agradecer tamanha solidariedade quase nas vésperas do Natal.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Maquiagem x Calor (E que calor!)

Por Maria Teresa Serman
As temperaturas têm estado em alturas nunca vistas antes, por quase todos nós; o sol, inclemente; a maquiagem, se desfazendo como a de palhaço que chora. Então, aí vão algumas dicas para segurar mais os produtos e proteger a pele.

Em primeiro lugar, limpeza. No verão, para peles mais oleosas, sabonetes ou gel de limpeza são ideais. Se incluírem ativos anti-oleosidade, como ácido salicílico, melhor ainda. Para a pele seca ou madura, mais delicadeza, observando ainda que, quanto mais se tira a oleosidade, mais o corpo repõe. Logo, não se pode ressecá-la, e sim equilibrar o tônus facial e corporal.
Para limpar em profundidade, a máscara de argila é essencial, uma vez por semana, seguida de loção adstringente ou calmante.

Cremes adequados para quem precisa - é bom lembrar que a pele oleosa também necessita de hidratação, que lhe fornece umidade, não óleo. A seguir o filtro solar, alguns de toque seco, outros mais específicos que controlam a produção de óleo. Não fazemos propaganda de produtos, há variados e ótimos, mas nesse aspecto existe um bom, da ROC, Minesol oil-control.

Iniciando a maquiagem, o primer auxilia sua duração e contribui para corrigir falhas. A base pode ser fluida, sem óleo, para peles oleosas, ou mais espessa, para ocultar manchas, mas sem pesar a mão. Aplique com um pincel próprio ou uma esponjinha triangular, à venda em lojas ou farmácias. Vêm quatro delas, são pequenas e práticas, inclusive para espalhar corretivo e limpar excessos, elevando a sombra esfumada no canto externo do olho. Se quiserem um efeito mate (seco), como eu, apliquem um pó translúcido com pincel adequando, nunca a velha rodela peludinha que vem(ou vinha) nos estojos. Esta fixa o pó com muita força, fazendo placas sem uniformidade. Desta vez a dica é mais popular e barata: pó facial da Payot, antigo e eficiente, ainda contém um brilhinho sutil que deixa a pele mais bonita.

Pulei o corretivo direto para o pó. Já dissemos aqui que o corretivo deve ser aplicado com leves toques, ou pincel, antes da base, em tom conveniente ao da pele, senão em vez de ocultar vai mascarar. Sinto recomendar algo que pesa no bolso, mas o melhor, para mim e muitas,  é o incomparável Effacernes, da Lancôme. Fácil de aplicar, com textura que não marca linhas de expressão, e dura bastante. Não reaplique o corretivo jamais, a não ser que ele tenha desaparecido completamente. Mesmo assim, uma leve camada. O melhor é retocar com iluminador, e aí vai mais uma recomendação onerosa, mas perfeita: Touche Éclat, de Saint Laurent, para levar na bolsa sempre.

Blush em pó ou tonalizante também em pó. Pode-se usar o segundo para conferir um efeito luz e sombra, aplicando na base das maçãs do rosto - consegue-se acertar o lugar fazendo biquinho e assim secando as bochechas - e subindo pelas laterais do rosto até a sobrancelha. O blush é então aplicado suavemente na parte mais carnuda da bochecha, para dar um toque de sol. Ah, o tonalizante deve ser aplicado ainda no meio do rosto, para parecer bronzeado. Faça uma linha vertical, com mão leve, descendo da testa até o queixo.

O resto fica para o próximo capítulo, digo, texto.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Quando a mãe faz falta

Filho nenhum gosta de ver sua mãe doente, nem o marido também. Todos se unem em cuidados para que ela fique boa o mais rápido possível. E quando o tempo passa e ela continua doente, aí a coisa muda de figura. E cada um reage de uma forma diferente.

Já ouvi filho falar que a mãe não está se tratando direito, porque quer ficar doente; outra dizendo que a mãe não se cuida e se cansa, e assim  cansa a todos ao redor. Que fique claro, isso não acontece em minha casa.

O foco está na questão de os filhos julgarem a mãe um ser acima de qualquer problema, imune a todo e qualquer mal, a figura central do lar e da família. Quando percebem, porém, que ela não tem esse poder todo, e que é um simples mortal como qualquer outro, aí então todos tremem nas bases, há uma ruptura das estruturas, e cada um se segura como pode, e, nesse abalo, muitos se revelam . Uns mostram seu equilíbrio pessoal, suas virtudes desenvolvidas ao longo dos anos, ao lado dessa mãe; outros expõem sua imaturidade, não aceitando a situação e tornando as coisas bem piores do que possam estar.

Mãe deveria sempre ser tratada com carinho, paciência e amor filial; quando não a temos mais é que podemos ver com clareza o quanto faz falta e como era bom tê-la, mesmo com suas deficiências.
A figura materna é importante não só pelo que faz fisicamente, com seu trabalho do dia a dia, mas também pelos conselhos, pela companhia, pelo ombro e ouvido amigo.

Porém, existe uma etapa na vida dos filhos, no final da adolescência, quando a mãe parece ser apenas um robô serviçal que, de preferência, não deve falar, só agir, e, NUNCA dizer “Eu te avisei!”. Essa atitude se modifica quando os filhos casam e constituem suas próprias famílias, e têm seus filhos para educar e criar. Nesse momento, voltam a nos ver como amigas confiáveis, com quem podem contar sempre.

Parece triste essa constatação, pelo menos um tanto melancólica, talvez seja fruto de tanto ouvir mães se queixando de que, quando os filhos crescem, e estas pensam que terão amigos, aliados, eles se fazem distantes e buscam outros ouvidos para desabafar;  se esquecem de seu tempo de criança, quando corriam para o colo da mãe ao ouvir uma trovoada, ou ao acordar à noite, depois de sonhos agitados.

Tudo isso faz parte da vida, é natural que seja assim, não é para desanimar-nos como mães. É só esperar com paciência e saber ir remanejando o tempo que nos sobra para outras atividades, nesta nova vida após a maternidade.

Reparem que o homem é o único mamífero totalmente dependente da mãe nos seus primeiros meses de vida (ou anos). Por isso formamos uma ligação muito forte e ao chegar o momento de soltá-los, tudo fica mais difícil. E custamos para perceber a hora certa para deixá-los seguirem sozinhos, confiando no amor e na educação que receberam de nós.

Muitas mães que trabalham fora dizem que, quando o filho chegar à adolescência, então vão parar de trabalhar para fazer mais companhia a ele. A estas gostaria de contar um segredo: o momento certo passou. É irônico, mas nesta fase é quando menos nos querem por perto, apesar de ainda precisarem e muito. É um tempo perigosíssimo, ainda mais com a internet, drogas, libertinagem, companhias. Eles podem até colocar gente estranha dentro de casa quando sozinhos. Mas a infância é justamente o melhor tempo da vida deles, o momento ideal para passarmos valores e para sermos ouvidas , para formarmos melhor nossos filhos para a etapa seguinte, da puberdade. Esta poderia ser a chance para começarmos a procurar um trabalho fora, Assim teríamos tempo para estar supervisionando os filhos jovens e ver o produto do que investimos em  longos anos de dedicação.

A mãe sempre será necessária, quer eles queiram ou não, por isso nunca devemos nos intimidar com seus ataques de independência, e podendo, jamais negligenciá-los, quer na infância, quer na adolescência, por toda a sua vida, que é a nossa também.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Superstição – vale a pena?

Canso de ver pessoas bem instruídas carregando nas suas bolsas alguns objetos a que atribuem poderes especiais. E, mesmo sabendo que Deus é o Bem maior, o Ser supremo que gera e permite todas as coisas, acreditam que tais “coisinhas” podem mudar situações complicadas da vida.

Em um mundo repleto de problemas naturais e de lutas diárias para sobreviver, muitas vezes vemos pessoas apelando para o sobrenatural, porém, de forma estranha, achando que, com a ajuda de amuletos, tudo vai se resolver melhor. “ E se?” “Vai que resolve!” – e por aí vão as argumentações para justificar o uso de tais recursos.

Comer romã na virada do ano pode ser a coisa mais natural, numa terra onde temos a romã como fruta comum, encontrada em qualquer casa que tenha um bom quintal. Agora, chupar os graus da romã, em numero de 7, e guardá-los na bolsa para que ajude a termos dinheiro o ano inteiro, já são outros quinhentos. Essa superstição de final de ano provocou uma sumida nos mercados dessa fruta e fez com que seu preço ficasse por hora da morte. Logo, a fruta enriquece sim, mas a quem a tem pra vender! Esse é apenas um dos milhares de exemplos que eu poderia dar, de coisas que vão se tornando os “bezerros de ouro” da atualidade.

E, se o ano acaba sendo um ano de fartura e de sucesso no trabalho, a pessoa acha que tudo foi obra dessas sementinhas milagrosas que carrega na carteira. Caso o ano seja de prejuízos ou apertos, então o que fazer? Culpar a Deus, é lógico. Lógico nada! É a falta de bom senso imperando nas mentes que conseguem dar força a objetos, mas não conseguem ver a força do Pai celestial.

Precisamos fazer a diferença entre essas crendices  e o que é sagrado, o que vem de Deus e de seus poderes.

Rezar um terço, pedir a interseção de um santo ou da Mãe de Deus, Maria Santíssima, para que resolvamos qualquer problema, não é crendice, é confiar na misericórdia de Deus, e que, aconteça o que acontecer, será o melhor para nós.  Não temos um terço na bolsa para nos dar sorte, e sim para nos ajudar a rezar; carregamos um crucifixo ou  uma medalha numa corrente ao pescoço para lembrarmos do amor de Deus por nós, entregando Seu Filho até a morte de cruz para nossa salvação, e da interseção dos santos junto a Ele. E não deixaremos de crer, mesmo que as dificuldades permaneçam, porque para Deus tudo é possível, e que, se Ele permite que as dificuldades aconteçam, é porque vai tirar um bem maior de tudo.

Vamos avaliar melhor nossas crendices, começar o ano, fazendo propósitos para largarmos de lado tudo o que nos afasta da verdadeira fé, e dar exemplo aos nossos filhos de confiança na providência divina e deixar o resto de lado.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Coerência de Vida

Por Maria Teresa Serman
A inspiração para este texto me veio de um desabafo, no qual não entro em detalhes, por serem pessoais. Contudo, esse caso não é único, mas muito frequente - mais frequente do que julga a maioria descrente do valor da castidade nos dias de hoje. 

Namoros que estavam indo bem, com afinidades claras e afeto crescente, acabam quando o rapaz descobre que sua namorada é virgem e que assim pretende permanecer até o casamento. A reação de alguns é abjeta, revoltante mesmo, pois ofendem a moça insinuando que há algo errado com ela, que é uma aberração, que tem uma atitude ridícula. Por outro lado, a jovem percebe, então, que buscou um espírito profundo em alguém raso e sem qualificação moral à sua altura. Uma grande decepção!

A descoberta do outro como pessoa total, e não principalmente física; o aprofundamento de uma convivência insipiente; a comunhão das almas, que prepara o relacionamento matrimonial futuro; a diversão e a leveza característicos do NAMORO, e não do concubinato moderno; enfim, tudo que é adequado a essa fase inesquecível da vida de um casal fica em segundo, ou nenhum plano, quando se decide comprometer o corpo sem responsabilidade e entrega total àquele com quem se repartirá a vida.

Cada um sabe como deve orientar seus atos e o que deve considerar certo para si mesmo, nisso reside o que S. Josémaria Escrivá chamava de "liberdade das consciências". O que causa espanto, para não dizer revolta, é que as pessoas estão considerando essa liberdade uma rua de mão única: certas são as que têm relacionamentos fugazes e múltiplos, como corpos (sujeitos a graves doenças por esse comportamento) sem alma, descartáveis, sem sequer conhecerem a pessoa, e, muitas vezes, sem nem terem a desculpa do sentimento, esquisitas são as que se preservam por um amor maior e único; as mães de famílias numerosa são agressivamente tachadas de loucas e irresponsáveis, enquanto o egoísmo dos casais prefere um filho só que lhes poupe trabalho e gastos, não importa a solidão da pobre criança mimada; ridicularizado é o celibato sacerdotal, que se escolhe livremente, para estar inteiramente disponível para Deus e as almas, enquanto a promiscuidade é louvada como virilidade e autonomia. Estranha escala de valores!

Parecendo coincidência, mas não acredito nela, coube-me ler hoje este trecho do Novo Testamento, hábito diário de muitos, que esclarece perfeitamente essas contradições cruéis: da epístola de S. Paulo, 1Cor. 2, 6-7, eis o que li:

"(...) o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória."

E continua na mesma abordagem, no capítulo 3,19: "(...) porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois (diz a escritura) ele apanhará os sábios na sua própria astúcia."

Sabemos que Jesus assegurou, porém, que aquele que perseverasse triunfaria. É preciso muita fortaleza, que vem da nossa Mãe Santa Maria, "Torre de Marfim", paciência infinita e compreensão para entender que devemos respeitar os que pensam diferentemente, ainda que eles não retribuam, e difundir a doutrina cristã, pelas nossas atitudes mais do que em palavras, apesar da nossa fraqueza, pois só somos fortes nAquele que nos sustenta.

Homenageio a pessoa amada que me inspirou o texto, e a outras queridas meninas, por sua retidão e coragem, por seu amor a Deus e aos irmãos, que respeitam, não usando seus corpos levianamente, e o apóstolo que, inspirado pelo Santo Espírito, nos deixou esse testemunho reconfortante.

domingo, 13 de janeiro de 2013

É difícil enfrentar um inimigo instalado na sua cabeça

Por Maria Teresa Serman
Esta frase é uma das que recolhi do meu seriado preferido, ao qual já me referi aqui. É de uma escritora ou publicitária, não guardei a profissão, chamada Sally Preston. Achei bastante aguda, no sentido de que se refere a determinadas ideias ou impressões que nos assombram, e que podem nos dominar por longo tempo, prejudicando nossa saúde emocional e a até ameaçando a nossa felicidade.

Pode ser o ciúme, real no início, mas que se torna uma doença fatal para um casamento; ou uma desculpa que arranjamos para justificar nossos erros, colocando a culpa no outro, colega de trabalho ou cônjuge; ou ainda algo na nossa infância e adolescência que nos desagradou e se fixou em nossa mente, transformando a vida, nossa e dos que nos rodeiam, em tortura, porque não conseguimos superar. Torna, qualquer um desses componentes, o sujeito da emoção extremamente cruel e faz sofrer profundamente aos que são alvo dessa emoção doentia.

Aliás, essa é a questão: devemos buscar uma ajuda idônea, um tratamento com um profissional de princípios, uma direção espiritual e confissão, a oração que leva ao exame do que é real e daquilo que é fruto do nosso orgulho, quando ficamos como um cachorro que busca abocanhar uma mosca que lhe pousou na ponta do rabo. A mosca é indigesta e impossível de alcançar, e o cão perde um tempo valioso, em que podia passear, estar com seu dono, comer, se espreguiçar, olhar ao redor. Há problemas reais que nos fazem sofrer deveras, e dos quais só nos apercebemos com ajuda adequada, não adianta tentar sozinho. Contudo a maioria, ou uma grande parte, é criada e alimentada pelo ego que se sente humilhado e posto em segundo plano. Já dizia Stª Teresa que a imaginação é a louca da casa. Para alguns de nós, ela até precisa de camisa de força e internação.

Não tente se vencer sozinho, pois isso só aumentará o problema e fará o sofrimento insuportável, VOCÊ insuportável. Mecanismos emocionais ou mentais são poderosos, mas podem ser controlados e erradicados, porque a psicanálise, a psiquiatria e a farmacologia avançaram bastante. Ninguém é louco por procurar um psiquiatra, esse conceito está obsoleto. Mas pode ser covarde, por uma triste ironia de se julgar forte o suficiente para enfrentar sozinho algo que está acima de suas forças e além de seu entendimento. Não é uma questão de falta de fé ou amor, mas de arrumar a casa: a mente, o coração, a alma. Esse trio deve andar no mesmo ritmo, senão o descompasso será sinônimo de infelicidade, para si mesmo e para os outros que o amam.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Uma constelação de famílias – parte 2

Continuação do texto postado pelo padre Francisco Faus, conhecido por suas numerosas obras pela Editora Quadrante, em seu site www.padrefaus.org , no dia 8 de dezembro passado, dia da Imaculada Conceição. 

 A família, sim, a família já foi e deveria ser agora o caldo de cultura mais propício para a descoberta, a valorização, o aprendizado e a prática das virtudes. Mas, em que pé está a família entre nós? Será que há algum empenho dos poderes do Estado em fortalecê-la como estrutura vital e moral indispensável para a construção do bem da sociedade. Creio que não está longe da verdade afirmar que, aparentemente – a julgar pela evolução do direito de família e dos projetos de lei em trâmite –, nota-se mais um empenho, por parte das cúpulas do poder, em desestruturar a família e em desferir-lhe golpes de morte.

Estamos numa encruzilhada, e, além de honesto, é necessário não esconder a cabeça debaixo da asa. Não duvidemos. A futura sociedade brasileira encaminha-se para uma dessas duas possibilidades, apontadas pelo jurista Pedro J. Viladrich: ou ser uma “constelação de famílias”, dessas células primárias, vitais, naturais, sadias, que constituem o bom tecido social; ou ser um “aglomerado de indivíduos”, preso cada um deles ao  interesse particular e ligado aos demais pelo que Gustave Thibon chamava um “egoísmo compartilhado”.

Na verdade, é perfeitamente compatível, na prática, ficar apregoando ideais   comunitários e metas sociais – de resto legítimas – e, simultaneamente,  viver obcecados pela exaltação idolátrica do “indivíduo” com seu acúmulo de “direitos intocáveis”, como hidras que a cada dia criam uma nova cabeça. A maioria vive aos pés de um ídolo nitidamente egoísta, ao qual se sacrifica, como nos ritos pagãos, a família, os filhos, a razão, a moral, a  ética, o respeito… e a virtude.

Por isso, pergunto-me se não terá chegado já o momento em que os responsáveis pelos destinos do Brasil, em vez de se dedicarem a lançar lenha na fogueira onde se incineram os valores familiares,  voltem a sua atenção para a família, conscientes de que está – em boa parte por culpa deles mesmos – frágil e doente. Eu não duvido de que é na família, na autêntica família, mais do que em qualquer outro quadro de convivência, o “lugar” onde podem ser cultivados os valores, as virtudes e as sábias “tradições”, que constituem o melhor embasamento da educação cidadã.

Quando a família for valorizada e defendida como um ideal, quando for uma meta prioritária do poder; quando for protegida e defendida como verdadeira “célula-base” da sociedade, então poderemos confiar em que as nossas crianças e adolescentes consigam aprender, como quem respira, o que significa amar  e ser amado, conviver, compartilhar, respeitar, abraçar o desprendimento  e conquistar o autodomínio e a capacidade de doação; e, assim,  tornarem-se justos, amantes da verdade e da palavra, responsáveis pelos demais… Que consigam aprender, em suma, as virtudes que capacitam as pessoas para serem construtoras de uma sociedade justa e “respirável”.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

EmContando – 16 - A Árvore dos Problemas

Terminaram as Festas, e até os Reis Magos já retornaram para suas terras distantes, levando a Boa Nova  a muitos por onde passaram.

Para nós a viagem continua aqui mesmo. São nossas atividades diárias que devemos retomar da melhor maneira possível. Durante o período das Festas parece que nos mudamos um pouco para as nuvens e agora precisamos  por, de novo, os pés no chão e lidar com tudo aquilo que deixamos um pouco para depois.   Após as despedidas de parentes e amigos que partilharam conosco esses  preciosos dias, temos que voltar: pagar contas, por correspondência em dia, mandar  fazer alguns consertos e para muitos  voltar ao trabalho fora de casa.

Há alguns anos ouvi uma pequena história que reencontrei agora e vou dá-la a vocês  como presente de Ano Novo .

A Árvore dos Problemas


Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.

O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu do seu carro furou. A serra elétrica quebrou. Cortou o dedo. E ao final do dia, o seu carro não funcionou.

O homem que contratou o carpinteiro ofereceu-lhe uma carona para casa. Durante caminho, o  carpinteiro não falou nada. Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer  sua família.

Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.

Depois de abrir a porta da  casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou  seus filhos e beijou sua esposa.

Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:

”Porque você tocou a planta antes de entrar em casa?”

“Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas. Sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas eles não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, deixo os meus problemas nesta Árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte. E você quer saber de um coisa? Toda manhã, quando volto para buscá-los  , eles não são nem metade do que me lembro de ter deixado na árvore na noite anterior.”

Mais um vez, Feliz 2013 para todos. Agnes.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Uma constelação de famílias – parte 1

Este texto foi postado pelo padre Francisco Faus, conhecido por suas numerosas obras pela Editora Quadrante, em seu site www.padrefaus.org , no dia 8 de dezembro passado, dia da Imaculada Conceição.  Leiam e meditem, é muito profundo e rico em mensagens verdadeiras.

É conhecida a sentença que, com pequenas variantes, afirma: «Família sadia, sociedade sadia. Família em crise, sociedade em crise».
A rotundidade dessa afirmação é, sem dúvida, discutível. Mas é inegável que encerra um grande núcleo de verdade.(...)
Eu desejaria agora, concretamente, frisar apenas uma das razões que, a meu ver, evidenciam o nexo de causalidade existente entre família sadia e sociedade sadia.

Refiro-me ao fato de que, na sociedade, não há nenhum âmbito de crescimento humano e moral, nenhum ambiente educativo, nenhum   “coletivo” tão propício e eficaz para o cultivo das virtudes como a família bem estruturada. E isso parece-me de suma importância,  levando em consideração que, no mundo atual, cada vez parece mais evidente que a sociedade precisa, como de um oxigênio vital, das virtudes, de virtudes mesmo: aprendidas, arraigadas, exercitadas e desenvolvidas até a maturidade. Decadência social e ignorância ou desprezo pelas virtudes são a mesma coisa. (...)

 A sociedade atual, com suas mazelas, com os preocupantes desvios de uma parte não pequena da juventude (basta pensar nas drogas) é de molde a reacender uma autêntica “saudade das virtudes”. Mas, pergunto-me, será isso possível ao mesmo tempo em  que se exalta como nunca a “liberdade ilimitada” como único valor moral, ao passo que se desprestigia a família?

Penso que, nos nossos dias, muitas vezes pode ser bom mergulhar  um pouco na sabedoria dos antigos. Remontemos a 2.500 anos atrás e ouçamos Confúcio  dizer: «Para governar deliberadamente um reino é necessário dedicar-se primeiramente a estabelecer a família e o ordenamento que lhe convém … Uma família que responda às exigências humanas e pratique o amor bastará para infundir no reino estas mesmas virtudes» (Confúcio: Studio integrale,IX.3. Milão 1960).

Muito nos pode dizer também a sabedoria dos gregos. Qualquer estudioso da antiguidade clássica sabe que, entre os poetas e filósofos gregos – e, posteriormente, entre seus discípulos latinos – a grandeza do ser humano estava indissociavelmente vinculada à “aretê”,  conceito de rico conteúdo cuja tradução mais aproximada, na linguagem moderna, é precisamente a de “virtude”. O homem vulgar – recorda Werner Jaeger na sua famosa “Paideia”– não tem “aretê”. E, nas pegadas de Sócrates, Platão reiterará que a virtude, a “aretê”, é a que torna a alma bela, nobre e bem formada, a que abrange e eleva o “humano” em sua totalidade … e irradia depois como glória na vida da comunidade. (...)

Pois bem, perante isso, parece preciso perguntar-nos: Onde é que a  nossa juventude aprende a “aretê”, a virtude, que deve ser, acima de tudo, um valor reconhecido e amado pela criança, o adolescente e o jovem, uma convicção enraizada, uma prática exercitada com empenho, da  qual depende o bem da pessoa e da sociedade? Será que hoje se pode dizer que a virtude se aprende na escola, em qualquer dos seus níveis e graus? É evidente que não. E em casa…?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Não é bem assim...

Por Maria Teresa Serman
Diz-se que de tanta repetir uma mentira ela acaba virando verdade. Não, não é verdade (sem trocadilho) essa afirmação. A mentira toma, isso sim, uma nova roupagem e outro nome, bem soante mas horrível na essência: FALÁCIA. Há muitas dessas aberrações circulando por aí dentro de conceitos relativistas, principalmente na esfera da moral. Bom, mas não é esse o assunto, moral, e sim os conhecidos mitos e afirmações populares, que ouvimos desde nossas tatatataravós. Não há intenção de enganar, ainda que tenham feito com que aceitássemos tacitamente certezas que não existem, querem ver?

Água com açúcar acalma - MITO: embora o açúcar ajude na produção da serotonina, o hormônio da satisfação, está longe de ser verdade. É melhor um chá de camomila ou erva-cidreira, com ou sem o doce pó branco.

Entrar na piscina ou tomar banho de mar depois das refeições pode matar - MITO: ocorre a dilatação dos vasos sanguíneos no sistema digestivo quando ingerimos comida, mas não o suficiente para comprometer o funcionamento do cérebro, é claro. Por outro lado, mergulhar seguidamente pode causar desconforto.

Pressionar um "galo" na cabeça com uma faca impede seu crescimento - VERDADE EM PARTE: o que impede o crescimento é realmente o efeito de algo frio, que não precisa ser a faca. Esta prática caiu em desuso, hoje aplica-se gelo no local, o que provoca a vasoconstrição - o estreitamento das veias com consequente diminuição do fluxo sanguíneo.

Rodelas de batata geladas na testa e nas têmporas aliviam a enxaqueca - VERDADE: por incrível que pareça! Mas pelo mesmo motivo da faca fria e com a mesma possível substituição por um saco de gelo. Nesse caso, diminuem os sintomas, mas é preciso saber a causa.

Excesso de carboidratos elevam a taxa de triglicerídeos - VERDADE: isso ocorre especialmente no caso de ingestão dos refinados, como doces e bebidas açucaradas. Triglicérides são gorduras presentes no sangue que, se aumentam em nível, podem causar doenças cardiovasculares e diabetes.

Ler nos veículos em movimento afeta a retina - MITO: os possíveis efeitos para pessoas com tendência à labirintite são náusea e tontura, o que não tem a ver com a retina. Se o veículo condutor é estável, então não há desconforto nenhum.

Bebidas alcoólicas anulam o efeito de antibióticos - MITO: não há contraindicação, só se deve moderar, porque ambos, álcool e remédios são metabolizados pelo fígado; então é melhor não sobrecarregá-lo.

Estresse causa gastrite - VERDADE: há uma ligação cientificamente comprovada entre o estresse e a doença. Porém, isso não se aplica à úlcera estomacal, esta causada pela bactéria H Pylori. O ideal é evitar o primeiro - o estresse - e combater a segunda desde o início.

Cerveja preta dá leite - MITO: é assim mesmo que se fala popularmente, mas não é verdade, nem quanto ao mate ou a canjica. O que estimula a produção do leite materno é vontade de amamentar, paciência, perseverança, o hormônio Prolactina e muito líquido. E nutrizes devem evitar o álcool.

Diabéticos podem ingerir mel - MITO: tanto o mel quanto a geleia real apresentam alto teor de carboidratos, um veneno para os diabéticos! Só ser um produto natural não o qualifica para tudo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ordem na geladeira

Por Maria Teresa Serman
Quando chegamos do mercado, o primeiro impulso é de enfiar tudo de qualquer jeito na despensa, gavetas e geladeira, não é? Seria perfeito se virássemos aquela feiticeira que torcia o nariz e tudo voava para os lugares. Infelizmente, na (nossa) vida real doméstica não funciona assim. É preciso dispor as coisas de jeito ordenado, para dar mais espaço e aproveitar melhor sua qualidade e vigência.

Na geladeira, por exemplo, vamos explicar a disposição correta no sentido de altura e localização. Os cuidados otimizam a vida dos alimentos e a nossa, para evitar desgaste de ambos. Vamos lá, então:

CONGELADOR - velho conhecido, que pode ser muito bem aproveitado com novos recursos, como embalar porções em papel-filme, potes com tampa e sacos plásticos, de preferência rotulados com identificação de conteúdo e data..

PARTE SUPERIOR -  por ficar logo abaixo do freezer, em geladeira duplex, o espaço ou gaveta tem temperatura mais baixa, sendo por isso o lugar que conserva melhor alimentos como frios, laticínios e outros mais sensíveis. Também podem ficar na prateleira mais alta, mas fiquem atentos ao prazo de validade, pois têm vida curta.

PARTE DO MEIO - essa parte intermediária, ou seja, dependendo do tamanho do refrigerador, mais de uma prateleira, é ideal para alimentos prontos, armazenados em potes tampados ou vedados com filme, sobras de comida, doces feitos, conteúdo de enlatados que, uma vez abertos, devem ser transferidos para outros recipientes, e massas prontas ou semiprontas.

PARTE DE BAIXO - é o espaço para vegetais: legumes, verduras e frutas, guardados em sacos plásticos perfurados, para ventilar.Temperos e ervas podem ficar aí em sacos de papel ou em vidros fechados. O desafio é manter essa parte limpa, sem folhas ou resíduos, mas isso é fundamental para a higiene dos alimentos.

PORTA - muita coisa deve ficar nesse lugar, mas - surpresa!, apesar de virem bandejinhas no formato deles, não é o melhor lugar para os ovos, e sim na prateleira superior, assim como a maionese. Eis os produtos que podem ficar na porta: condimentos: mostarda; ketchup; vinagre depois de aberto, pois altas temperaturas podem fazer proliferar bactérias nele; embalagens de vidro com palmito, azeitona, geleia e afins, mas sempre  com a dita supervisão da validade. Além disso, bebidas também, é claro; contudo, evite muito peso; opte pelas garrafas mais leves, para não danificar a porta. 

Experiência própria: a frágil pecinha que sustenta o espaço para garrafas se partiu e vou ter que trocar a porta INTEIRA, caríssima, um absurdo ter esse sistema em uma geladeira de primeira linha!

DICAS - Panelas servem para cozinhar, não para guardar alimentos na geladeira, pois seu material pode, desse modo, provocar intoxicação. A geladeira deve ser limpa regularmente, a cada 15 dias, com pano embebido em uma solução de água com um pouco de vinagre, que é germicida, e depois secada com outro pano. Quando descongelar alimentos, coloque-os em recipientes dentro da geladeira, e não direto do lado de fora. Pratos prontos podem ficar até 2 dias nela, sempre cobertos com papel-filme ou alumínio, para não pegarem cheiro de outros produtos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Meu interlocutor: a parede

Sempre me lembro do Bidu, cachorrinho azul, personagem, de Maurício de Souza, e suas conversas filosofais com a pedra; que, nesse caso fala, dialoga.

 Esse preâmbulo foi para mostrar como é o dialogo entre marido e mulher, em algumas fases de comunicação mais difícil,  porém, com uma agravante: diferentes da pedra que fala, são como paredes mudas, não dão nem indícios de que ouviram também.

 Os assuntos começam a não ser de interesse mútuo e passam a existir silêncios constrangedores. Sem nem mesmo um "é" da parte quem ouve, dando indícios de ter ouvido.

É mais comum acontecer isso com os maridos: o papel da parede. Ouvirem sem ouvir e sem responder ou dar um sinal de estarem atentos.

Já a mulher, via de regra , gosta mais de falar e é difícil para ela não emitir nenhum som durante a conversa, mesmo que o assunto não seja de seu agrado. Ela, com certeza, vai pelo menos mexer a cabeça que sim ou que não.

O homem, quando fala, prefere ver a atenção da esposa: olhando-a sem falar, sem diálogo, ele gosta de concluir sua ideia, sem apartes, promovendo assim, infelizmente, longos monólogos. Coisa totalmente estranha e absurda para a mulher, que gosta de trocar ideias e participar das conversas, ora concordando, ora discordando, ou mudando o rumo da conversa, quando já chegou no seu limite ou está chata demais.

 Como homem e mulher são bem diferentes em suas estruturas físicas, também o são nos seus intelectos, e ambos precisam de ajustes para melhorar a convivência; para a harmonia conjugal e para que, com o passar dos anos de casados, não criem um abismo entre os dois.

Ceder é para os fortes. Contudo, convencer é para os inteligentes. E,para os que amam ,é importante as duas coisas.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Utilidades da amônia

 Por Maria Teresa Serman
Todas nós conhecemos seu valor em procedimentos estéticos, mas eis que ela tem outras utilidades menos divulgadas. Não sei se alguns já sabem destas e utilizam-na. Outros podem descobrir e começar a fazê-lo. 
 1-    Cristais brilhando como nunca: isso pode ser conseguido com uma solução de 1 colher de chá de amônia misturada a 2 xícaras de água, depois de lavadas as peças. Passe a poção obtida nelas com uma pano macio, enxaguando e deixando secar.

2-    Picada de abelha: se levar uma picada, embeba um pouco de algodão em amônia, passe sobre o local por um minuto e depois lave com água. A amônia tem PH alcalino, que neutraliza  a acidez do veneno do inseto.

3-     Piso novo em folha: para retirar camadas de cera e gordura de pisos claros, deixando-os com a coloração original, passe no chão um pano molhado em 1/2 xícara de chá de amônia dissolvida em 2 litros de água morna. Esse produto irá formar sais que podem ser facilmente retirados, esfregando-se um pano ou esfregão limpo e molhado depois.

4-    Velho novo terno: misture a 1/2 litro de água 1 colher de sopa de amônia, molhe uma esponja (não encharque!) e passe naquelas áreas brilhosas dos cotovelos, no paletó, e dos joelhos, na calça. Isso renovará o tecido.

5-    Lareira sem odor: para tirar o cheiro de fumaça que a lareira deixa, e também churrasqueiras, em um ambiente fechado, encha três tigelas rasas, pela metade, com amônia, e coloque onde tiver mais fumaça. Elas neutralizarão o ácido das substâncias que provocam cheiro, perfumando suavemente o ar.

6-    Milagre no forno: para desgrudar a gordura das paredes do forno, não faça força. Basta colocar por uma noite uma tigela rasa com amônia dentro dele. No dia seguinte, é só passar um pano ou esponja úmida e a gordura sairá facilmente, dissolvida pela substância.

7-    Lixo protegido: se os sacos de lixo são destroçados pelos cães da redondeza, borrife-os externamente com uma mistura de 1 litro de água com 1 colher de chá de amônia. Os animais passarão longe!

8-    Toalha fofas: sempre que quiser suas toalhas renovadas, ponha 1/2 xícara de chá de amônia no ciclo de lavagem da máquina e finalize como sempre. Você se surpreenderá com o efeito.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Sabem quais são as prioridades pra 2013?

Todos os anos as pessoas costumam fazer novos propósitos para o ano seguinte que surge, coisa natural de se pensar. É um bom momento para pensar em arrumar a vida e ter novas expectativas.

Para uma mãe de família numerosa, além dos projetos para o ano que se inicia, existe outra lista: a das prioridades.
Sim, prioridades, porque com muita gente em casa, sempre haverá necessidade de abrir mão de umas coisas boas em função de outras melhores, ou até mais necessárias no momento.


 Segue uma pequena sugestão do que seria uma lista de prioridades numa família numerosa, cada um depois faça a sua: (não necessariamente nesta ordem)


1 -
Ter mais coisas em comum e mais tranquilidade na família.
2 – Ter os filhos saudáveis - tratando dos dentes, visão e saúde geral de cada um. 
3 – Ter, dentro do possível e das possibilidades, uma aparência mais cuidada, para nos apresentarmos melhor aos filhos, maridos, mulheres  e amigos.
4 - Ter os filhos cursando um bom colégio.

5 -  Cuidar melhor da casa, consertos e arrumações. -  Poder dar um lar bem montado, de boa aparência e bem cuidado, à família. (Ter mais de 2 lençóis pra trocar nas camas, não é luxo, poder repor as coisas quando necessário, também).
6 - Equilibrar os gastos e despesas,  harmonizando com  a falta de dinheiro.
7 - Poder juntar algum dinheiro para o futuro dos filhos - para ajudar nos casamentos e festas e viagens de intercâmbio.
 8 - Arrumar tempo, disposição e dinheiro, para diversão com família e para o casal - Diversão é prioridade também.
9- Consultar o marido, ou a mulher e os filhos, antes de aquisições materiais, na hora de decidir sobre onde gastar, priorizando a conversa, não a ação. Assim evitaremos desavenças futuras. Os bens imóveis ficam e nós vamos embora.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

EmContando – 15 - O outro Rei Mago

Por Agnes G. Milley
Procurava uma boa  história para esta semana quando minha neta Mariana, de dez anos, sugeriu que fosse a que ela acabara de ler. “É muito longa”, eu disse. “Eu resumo. Vou contando e você digita, que tal?”  

Foi assim que a escolha recaiu sobre essa antiga lenda russa recontada muita e muitas  vezes, tornando-se até tema de um belíssimo filme. O livro que Mariana leu, leva o título de O MAIOR DOS PRESENTES – A história do outro Rei Mago adaptada por Susan Summers –Editora Ática 2002.

O  outro Rei Mago

Há muito tempo existia um homem chamado Artaban. Ele era muito rico e tinha muitos tesouros. Ele tinha três amigos: Gaspar, Baltasar e Melchior. Os quatro estudavam as estrelas esperando que um dia um fenômeno acontecesse. Um dia os quatro estavam olhando o céu e viram uma estrela nova, radiante como o sol. Pelos seus estudos sabiam que o Rei dos Reis havia nascido. Combinaram de se encontrar no Templo das Sete Esferas, bem longe dali, na Babilônia.

Começaram os preparativos. Artaban  vendeu seu castelo em troca de um rubi, uma safira e uma pérola para presentear o Rei dos Reis. No dia seguinte, ainda muito cedo, pegou seu melhor cavalo e partiu para a Babilônia.

 Finalmente, depois de dez dias e dez noites ele cruzou as portas da Babilôbia, mas ao passar por um campo seu cavalo parou. Ele desceu e viu um homem quase morto na estrada. Artaban ficou com pena e resolveu ajudar.  Misturou um punhado de ervas medicinais a um pouco de água e deu ao homem. Depois de dez dias Artaban disse ao homem, quase  curado:  “Eu vou me embora, mas vou deixar um pouco de minha comida e ervas medicinais com você. “ O homem disse: “ Que Deus te abençoe e te dê a paz, mas o Rei dos Reis nascerá em Belém e não em Jerusalém. Então Artaban partiu dali.

Depois de algum tempo, chegou ao Templo, mas não viu nenhum de  seus amigos lá. Encontrou um punhado de pedras e enterrado debaixo delas havia um pergaminho dos reis para ele. Estava erscrito: “Artaban, não pudemos esperar mais. Vamos ao encontro do Rei dos Reis. Artaban olhou para o vasto deserto. Como poderia atravessar o deserto todo sem comida e com o cavalo cansado? Teria que voltar para a Babilônia e comprar uma caravana de camelos e comida. Vendeu a safira e comprou o que precisava. Foi uma viagem árdua pelo deserto.

Quando ele estava passando pela casa de uma jovem mulher resolveu entrar para saber o que estava acontecendo por lá. A mulher contou que três homens haviam passado e dito que encontraram o Rei dos Reis e o presentearam.

De repente as mulheres saíram de suas casas gritando: “Os soldados de Herodes vão matar nossos bebês. A jovem ficou muito assustada e se escondeu no canto mais escuro da casa. Artaban foi para a porta da casa quando um guarda já ia entrando e disse: “Estou sozinho aqui. Se me deixar em paz, vou te dar este rubi.” O Guarda não entrou. A mulher agradeceu a Artaban e disse: “Deus te abençoe meu bom rapaz”.
Artaban procurou por muito tempo o Rei dos Reis. Um dia encontrou um mago  que lhe disse: “O Rei dos Reis nasceu entre os pobres e humildes”. Então, foi entre eles que Artaban foi procurá-lo
.
Já fazia “trinta e três anos  que Artaban procurava o Rei dos Reis e ajudava os pobres. Ele ia fazer sua última busca por Jerusalém. Quando chegou às portas viu uma multidão de pessoas e perguntou a um rapaz:”O que está havendo aqui?” O rapaz respondeu:” Você não sabe? Vai haver uma crucificação de dois ladrões e um homem que se diz filho de Deus.” Então Artaban percebeu que aquele era o Rei dos Reis e foi correndo entregar a pérola a Pilatos, o Governador, para tentar salvar a vida do Rei dos Reis.

 No caminho encontrou uma moça que lhe pediu:”Por favor, tenha piedade de mim, tenho dívidas a pagar e vão me matar porque não tenho dinheiro. Artaban se viu diante de uma difícil decisão: salvar a vida da moça ou salvar a vida do Rei dos Reis. Ela sabia que Deus ia preferir que ele salvasse a moça porque o destino era que o Rei dos Reis fosse crucificado. Mas, de repente, o céu começou a ficar preto  e a terra tremeu antes de Cristo morrer. Caiu uma telha em Artaban. A moça achou que ele estivesse morto, mas ele ainda estava respirando um pouco. Então uma voz suave desceu do céu e disse: ”Não te preocupes Artaban, quando eu estava com sede   me deste de beber e quando eu estava com fome,   me deste de comer. A cada vez que ajudaste a um de meus filhos, por mais pobre ou indefeso, estavas me ajudando, e    me verás sim, só que no reino dos céus. Artaban deu um último sorriso de alegria.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Gota a gota

Por Maria Teresa Serman
A utilização de óleos essenciais e o conhecimento das suas propriedades curativas remonta às civilizações chinesas e egípcias, sendo considerada uma das mais antigas formas de medicina e cosmética.
A partir da extração de óleos essenciais de plantas aromáticas, os egípcios faziam pomadas verdadeiramente milagrosas. Os óleos essenciais eram ainda utilizados para embalsamar os mortos, para propósitos espirituais, medicinais e cosméticos. A rainha Cleópatra celebrizou-se também pelo conhecimento dos poderes dos óleos essenciais, diz-se, inclusivamente, que utilizou óleo essencial de rosas para cegar Marco António com a sua beleza.  

Os Gregos também compreenderam os efeitos milagrosos das plantas aromáticas. A maior parte dos seus conhecimentos foi adquirida com os egípcios, que eram exímios conhecedores das suas propriedades. O médico grego Hipócrates, conhecido como pai da medicina, recomendava muitas vezes massagens com óleos essenciais e, nos seus escritos, faz referência a um vasto número de plantas medicinais. (www.copper-alambic.com).

Dizem que Cleópatra entendia de tratamentos e sedução, então não custa imitá-la, com mais recursos, que são descobertos toda hora. São indicados para corpo, rosto e cabelos, com propriedades e aplicações específicas que vamos expor a seguir.

CORPO
- Eles hidratam e nutrem, estabelecendo uma barreira protetora contra a perda de água da pele. Em alguns lugares podem causar acne, como tórax e costas; então deve-se preferir pernas, braços (principalmente cotovelos, joelhos e pés) e no abdome. Use-os no fim do banho, na pele úmida. Se não gostar da sensação, dê uma levíssima enxaguada. Há tipos específicos e naturais que melhoram estrias, estimulam a produção de colágeno e atenuam cicatrizes - Argan, Rosa Mosqueta, Amêndoas.

ROSTO - Aqui é mais complicado usá-lo, pois quase todas as peles têm oleosidade maior na chamada "zona T": testa, nariz e queixo. Portanto, o produto só deve ser usado em peles secas, e, mesmo assim, indiretamente, uma gotinha dissolvida no creme hidratante que se for aplicar, priorizando pescoço e colo. O melhor modo de ter certeza de sua necessidade é consultando o dermatologista.

CABELOS - Há óleos de silicone finíssimos, e outros recém-lançados, termo-ativos (que são ativados com o calor) ou não. Eles beneficiam os fios, pois evitam que o córtex - sua estrutura interna - se abra. Mantêm a camada externa hidratada e saudável, protegendo-a de agressões externas como sol, vento e chuva. Quanto mais tratamentos químicos o cabelo recebe, mais importante para ele é o óleo. Porém, deve ser utilizado o mais longe do couro cabeludo quanto mais oleosa for a raiz. Os mais finos nesse caso, os mais espessos nos cabelos secos e agredidos.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Perspectivas para um novo ano.

"Quero ver você não chorar, nem olhar pra trás, nem se arrepender do que faz". Esse é o início de uma música muito conhecida entre nós e muito cantada nesta época do ano.

 Por que não queremos ver o outro chorando? Porque queremos o bem do nosso próximo, ou porque não sabemos agir quando um amigo sofre e derrama suas lágrimas por um extravasamento? Às vezes basta um afago, ou até só a nossa presença silenciosa ao lado de quem sofre para que o outro se sinta melhor.

Um olhar pra trás pode muitas vezes ajudar nos nossos passos futuros, evitar erros repetidos, ou até corrigir algum mal vindo de alguma coisa que tenhamos feito errado.
E por que não nos arrependermos do que fazemos de errado? Essa é uma ótima oportunidade de vermos a nossa pequenez diante de nosso Pai Deus e Senhor, e uma ocasião para corrigirmos as nossas falhas e permitirmos que nossos parentes e amigos vejam em nós o reflexo do amor verdadeiro, da humildade, e da simplicidade na admissão de nossos erros. E aí sim, arrepender-nos e seguir em frente, buscando sermos melhores.

A música tem uma bela melodia, que faz com que repitamos muitas vezes esta mesma canção, sem observarmos a profundidade do que cantamos.

Eu diria de outro jeito: “Não quero ver você chorar, mas, se precisar  olhar para trás, e se arrepender, pode corrigir e voltar atrás”.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Saudades da infância

Num tempo onde as pessoas precisavam saber aproveitar tudo o que tinham em casa de alimentos, (aquele pessoal que viveu a carestia da guerra), minha avó era mestre em fazer bolinhos de toda sobra de refeição.

Seus bolinhos eram uma delicia, ainda lembro-me do sabor. Eram bem sequinhos e tinham sempre gosto de novidade.

Era simples: bastava ter uma sobra de arroz, ou vagem, ou carne moída, que lá vinha ela com sua refeição "customizada",com cara de prato novo.

Ela misturava o arroz com uns ovos, um pouquinho de queijo ralado, uma salsa picadinha e algum outro tempero que tivesse em casa no momento (assim nunca tinham o mesmo sabor) e ligava tudo, bem misturado, fritava em óleo quente, ou seria banha? (Não tenho certeza, acho que já nasci na era do óleo de soja). Depois ela secava bem os bolinhos, nos papeis feitos com os sacos de pão, claro que usava o lado de dentro!

Essa guloseima era servida com um frango ensopado, que só de contar já me da água na boca! As delicias da vovó eram coisas simples, mas deixaram doces lembranças.

 Adorava passar uns dias na casa dela, sendo tratada com o carinho dela, dentro de toda simplicidade.
Saudades também dos jogos com meu avô, jogávamos damas ou bisca. Como ele estava convalescendo de uma doença, eu fingia que perdia, só pra vê-lo contente.

As crianças da minha geração eram felizes, tinham a família bem unida e uns se preocupavam com o bem estar dos outros.

Boas lembranças.