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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mãe de Família numerosa - Emoções

Neste ano de comemorações de 50 anos de carreira do Roberto Carlos, aproveito o titulo de umas de suas musicas de grande sucesso e coloco aqui as grandes emoções que eu vivi.
Lógico que vivi milhares de emoções maravilhosas, mas hoje vou me deter as emoções dos grandes sustos que atualmente são motivos para risos e brincadeiras entre os filhos e nós.
Dizem que “quanto maior a nau maior a tormenta” – ditado popular que traduz perfeitamente a situação em uma família numerosa. Tormentos estes que nos aproximaram mais, aumentando a união entre seus membros.
Como foram muitas emoções vou contar apenas algumas que ainda estão bem claras na minha memória:
Eu uma mãe jovem com 24 anos na altura e o mais velho, aos 4 anos, cortando a falange do dedo na correia da bicicleta ao brincar, um susto e uma correria, o pai viajando, ida ao hospital, anestesia geral, reimplantação do dedo, e por fim o dedo de volta ao lugar. (Ao lado o dedo 30 anos depois)

Algum tempo depois o terceiro filho, com 6 anos, sobe em um escorrega alto e cai lá de cima. Outro susto, braço quebrado, uma fratura exposta. Na ocasião já estávamos com a quarta filha bebê. Eu com certeza já estava muito conhecida na emergência do hospital.
Em outro dia o segundo filho entrou correndo pela cozinha aos gritos assustando a empregada que abrindo a porta, abriu também a testa do menino com a maçaneta. Ele com toda calma, tranqüiliza a empregada até meu retorno, já estava escolado nas artes.



Eram todos os três pequenos, com diferença de um ano cada um e com a chegada de uma irmãzinha e logo em seguida de outra eles aprontavam muito mais coisas.

Faziam testes como pequenos cientistas com as irmãs menores, a menina era induzida  a colocar a língua na vasilha de metal de gelo, recém tirado do congelador, e em seguida vinha a conseqüência, a língua fura e fazem vários furinhos de sangue.

Parece que estou contando um filme de terror! Mas graças aos anjos da guarda que não tinham descanso, tudo se resolvia.
Já imagino os leitores pensando: “Que mãe é essa”?” “ Como deixa estas coisas acontecerem?”era apenas uma mãe jovem, que nunca fez um curso para criar filhos  e que lutava para cuidar deles da melhor maneira que achava possível, equilibrando tudo para transformar crianças em seres humanos com valores profundos.

Voltando as lembranças, as duas meninas, pequenas bonecas, também aprontavam suas artes. Com 2 anos a maior puxou uma leiteira com leite fervendo sobre ela, como estava lavando a cozinha, meu reflexo na hora foi jogar um balde de água em cima dela. Não teve nenhuma queimadura por pura sorte.
A outra introduziu um grão de feijão na narina e só a noite descobrimos, quando o médico retirou já estava começando a brotar e criar raízes.
Os filhos foram chegando, um a um e a experiência ia aumentando, mas nem por isso deixava de sofrer fortes emoções.
Teve outra que gostava de colocar na boca os pequenos insetos que encontrava, acredito que já demonstrava sua vocação para médica e pesquisadora. Também conseguiu fazer um furo no meio da cabeça, pulando embaixo de uma grade de janela, parecia uma baleia, só que com esguicho de sangue, dantesco!

Com mais um menino na turma, mais artes, este quis tirar o coelho que ganhou de presente da cozinha e zás!! Vassoura nas mãos e lá se foi o coelho desta para uma melhor, para o céu dos coelhinhos. Este tinha o dom de se envolver em grandes emoções, como virar um enorme banco deixando sua cabeça sob o encosto do mesmo, e ficando com um enorme galo, parecendo um unicórnio e depois um guaxinim. Ele não tinha noção de sua força e nem da fragilidade dos bichinhos.
Foram muitas emoções, muito mais do que contei até agora, mas vou parando por enquanto. Depois conto outras, deixem as memórias fluírem aos poucos.
Hoje destas artes restam apenas boas lembranças e coisas pra recordar. Todos estão são e salvos. Mas eu recomendo as futuras mães, um curso de preparação para a nova situação que vão viver. Ajuda muito.
De qualquer maneira, devemos ter consciência de que não somos deuses, somos humanos e pai e mãe não são onipresentes nem oniscientes.  Por isso não podemos ser responsáveis por tudo o que acontece, podemos sim, cuidar para se antecipar aos acontecimentos previsíveis, mas nem tudo esta sobre nosso controle.  De resto é rezar.

Um comentário:

Gabriel Duarte disse...

o mesmo que aconteceu comigo

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